Onze mortos e 11 feridos, nove dos quais em estado grave, é o balanço de um acidente de viação ocorrido na manhã deste sábado, na Estrada Nacional Número 7 (EN7), no povoado de Mazoe, distrito de Changara, província de Tete.
O sinistro, registado por volta das 6 horas, envolveu um autocarro da marca Yutong e uma viatura Toyota Hiace, que colidiram frontalmente.
Segundo informações do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), o acidente ocorreu quando o condutor do autocarro, que seguia no sentido Tete–Changara, tentou efectuar uma ultrapassagem, mas acabou por embater contra a viatura que circulava em sentido contrário.
Na sequência da colisão, 11 pessoas perderam a vida e outras 11 ficaram feridas, nove das quais com gravidade.
O motorista do autocarro foi detido para averiguações, enquanto as autoridades prosseguem com as investigações para apurar as circunstâncias do acidente e determinar eventuais responsabilidades.
Os Mambas iniciam a corrida do Campeonato Africano de Futebol (CAN 2025) diante da Costa do Marfim, partida agendada para o dia 24 de Dezembro deste ano, no Estádio do Marrakesh.
Quatro dias depois, no mesmo estádio, a selecção nacional volta a entrar em cena, defrontando a sua congénere dos Camarões, em jogo da segunda jornada do Grupo F da maior e principal prova futebolística do continente africano.
Já no dia 1 de Janeiro de 2026, o combinado nacional terá pela frente a selecção do Gabão, em partida inserida na terceira jornada, encerrando a fase de grupos da prova.
Tido como grupo da morte, o combinado nacional tem a espinhosa missão de, pela primeira vez, garantir a qualificação para a outra fase da competição, feito que Moçambique persegue desde 1986, ano em que se estreiou no Campeonato Africano de Futebol.
Na sua sexta participação na prova, os Mambas têm ainda a missão de garantir a primeira vitória na competição. Na edição passada do CAN, o conjunto moçambicano cometeu a proeza de arrancar dois empates diante de gigantes do futebol africano, no caso Gana e Egipto, ambos a duas bolas.
Apesar desse feito, o combinado nacional terminou a sua participação na fase de grupos, numa prova que acabou por ser conquistada pela anfitriã Costa do Marfim.
Afrotaças: Black Bulls e Fer. Maputo jogam no domingo
A Associação Black Bulls, campeã em título, vai estreiar-se no domingo na presente edição da Liga dos Campeões Africanos, defrontanto a formação do AC Léopards de Dolisié do Congo Brazzaville, em jogo da primeira “mão” da segunda pré-eliminatória. O representante moçambicano vai deixar o país esta quinta-feira rumo ao Congo. Os “Touros” arrancaram com os trabalhos de preparação tendo em vista esta partida no sábado passado, no Complexo Desportivo do Tchumene, em que Hélder Duarte contou com a presença de todos os jogadores. A equipa técnica agendou quatro unidades de treinos antes da partida para Congo Brazzaville, devendo efectuar mais duas em solo congolês.
O jogo entre as duas equipas está marcado para domingo às 15.30 horas locais, no Estádio Alphonse Massamba-Débat, recinto onde curiosamente a Black Bulls garantiu, na edição passada, o apuramento pela primeira vez, para a fase de grupos das competições africanas após eliminar a turma congolesa do AS Otohô.
O jogo da segunda “mão” está agendado para dia 26 deste mês, no Lalgy Arenba, em Tchumene. Caso transite para a outra fase, o representante moçambicano irá defrontar o vencedor da eliminatória entre o Remo Stars, da Nigéria, ou Union Sportive das Comores.
O outro representante moçambicano nas Afrotaças, no caso o Ferroviário de Maputo, tambél joga no domingo, na Taça CAF, defrontando o AS Fanalamanga, do Madagáscar, em jogo da primeira “mão” da competição de acesso à fase de grupos.
O jogo entre as duas equipas será no Estádio Nacional do Zimpeto, recentemente aprovado pela Confederação Africana de Futebol para as competições oficiais sob sua égide.
O jogo da segunda “mão” também está agendado para o mesmo recinto em face do representante malgaxe não ter um estádio em condições para acolher partidas organizadas pela CAF.
A cidade de Maputo será palco do encontro entre o ícone da música moçambicana Stewart Sukuma e o carismático artista guineense Remna Schwarz, num concerto intimista que terá lugar no palco da XHUB – Incubadora de Negócios Culturais e Criativos.
O espetáculo nasce de uma conexão artística inesperada, mas poderosa. Durante a Residência Artística promovida pela Associação Scala em parceria com a Khuzula, que reuniu talentos de sete países de língua portuguesa, Remna e Stewart não apenas participaram numa criação colectiva que celebra Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe, mas também se encontraram em estúdio numa atmosfera de cumplicidade criativa.
Foi aí que as guitarras, as vozes e as emoções falaram mais alto. As afinidades musicais e a paixão pela fusão cultural abriram espaço para um desejo mútuo: partilhar mais do que uma canção, partilhar palcos, histórias e sonoridades. Dessa energia nasceu o convite irresistível a um concerto que promete ser uma viagem entre tradição e modernidade, África e mundo.
Um diálogo entre duas forças musicais Stewart Sukuma, com a sua carreira marcada por hinos que ecoam no imaginário moçambicano e internacional, traz a experiência, a voz calorosa e a identidade rítmica de Moçambique.
Já Remna, descrito como um “tesouro africano”, carrega consigo a riqueza de um percurso nómada, que mistura o pulsar da Guiné-Bissau com influências de continentes inteiros, do Mali a Cuba, de Cabo Verde aos Estados Unidos.
Juntos, criam um espectáculo raro, onde as cordas e as vozes se entrelaçam, num jogo de cumplicidade artística que transcende fronteiras. Mais do que um concerto, será um manifesto de que a música tem o poder de unir culturas, curar distâncias e abrir caminhos para colaborações futuras.
O palco da XHUB vai receber este encontro como quem testemunha a primeira faísca de uma parceria que tem tudo para marcar a cena musical lusófona. Stewart Sukuma e Remna prometem partilhar não
só canções, mas também a intensidade de dois universos que se encontram para celebrar a diversidade, a criatividade e o futuro da música africana no mundo.
O número de estudantes do ensino à distância cresceu de 52 mil, em 2013, para mais de 76 mil. Os dados foram partilhados pelo secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Edson Macuácua.
Segundo Edson Macuácua, o crescimento do número de estudantes de ensino à distância mostra um claro sucesso e crescente relevância do ensino à distância como uma via fundamental para a formação de jovens e adultos em todo o país.
Macuácua afirma que o Governo atribui um papel muito importante no Sistema Nacional de Educação, através de várias iniciativas que têm como objectivo fortalecer o processo de ensino-aprendizagem no país.
“Moçambique é o primeiro país da África Austral que, na sua lei reguladora do Sistema Nacional de Educação, reconheceu legalmente o ensino à distância como uma das modalidades de ensino, e foi o primeiro ao nível da SADC a aprovar uma política e estratégia de promoção de ensino à distância e também foi o primeiro país a criar uma instituição pública reguladora, com vista a assegurar a qualidade de ensino à distância”, explica.
Segundo ele, através desses avanços, Moçambique é uma referência do ponto de vista do desenvolvimento do ensino à distância, que inspirou a própria SADC, enquanto organização comunitária, e os próprios países, que começaram a desenhar tanto as suas políticas internas nacionais como também a visão estratégica da organização para o ensino à distância.
Por sua vez, Edson Macuácua falou dos desafios do ensino à distância, entre os quais a inclusão digital, pois esse ensino exige o uso de ferramentas digitais, o centro de aprendizagem, que muitas vezes se encontram distantes dos cidadãos.
Esse facto, explica Edson Macuácua, dificulta a ida dos estudantes à formação, num contexto em que o ensino à distância exige que haja boas condições das infra-estruturas e que sejam adequadas para que os estudantes possam ter assistência e, acima de tudo, usarem as técnicas, tecnologias, recursos pedagógicos e tecnológicos para garantir uma boa qualidade do processo de ensino-aprendizagem.
Apesar destes progressos, permanecem desafios significativos. A conjugação de esforços e sinergias entre o Governo e o sector privado é tida como uma das grandes prioridades em transformar esses desafios em oportunidade.
A Província de Maputo regista redução de casos de sarna nas últimas três semanas, após o cumulativo de 11 mil e 400 casos no mês passado, uma subida de 5% em comparação com igual período do ano passado.
É uma doença aparentemente insignificante, porém os seus impactos criam desconforto. Melita António é uma das pessoas que sofrem desta doença e enfrenta dificuldades diárias para lidar com ela, além do alto custo da medicação.
“Esta doença é muito difícil. O meu filho mais novo foi contaminado. Depois dele, todos nós contraímos a doença. É difícil, principalmente para as crianças, porque coça muito”, conta Melita Antnónio.
De acordo com o chefe do Departamento da Saúde Pública na Província de Maputo, Filimone Zibia, após números elevados de casos da doença no semestre passado, nas últimas três semanas, registou-se uma redução.
“No cumulativo, nós tivemos cerca de 11 mil e 400 casos e, no ano passado, tivemos 10 mil casos, uma subida de perto de 5%. Após identificarmos esse problema, a equipa esteve no terreno a trabalhar com as populações e, actualmente, há uma redução de cerca de 32 casos semanalmente”, disse Filimone Zibia.
A sarna é uma doença transmissível, porém, segundo Zibia, a higiene devida pode minimizar o alastramento. A nossa fonte explicou ainda que existem equipas que vão de porta em porta para garantir informação às comunidades sobre a doença, com vista a evitar uma possível subida do número de casos.
O grupo de deputados do Gabinete da Juventude Parlamentar (GJP) da Assembleia da República defende a necessidade de promoção de um diálogo permanente com a juventude, afirmando que o contacto directo permite identificar os seus desafios e propor soluções para a sua inserção social e profissional.
Este posicionamento foi apresentado nesta segunda-feira, em Chimoio, província de Manica, pelo presidente do GJP, Inocêncio Fani, em conferência de imprensa, depois do encontro mantido com o Conselho Executivo Provincial.
Na ocasião, o deputado destacou a falta de emprego e de habitação condigna como alguns dos principais desafios da juventude apontados pelo Governo, tendo defendido o estímulo ao auto-emprego como uma via para dinamizar a economia local.
“Normalmente, um jovem, quando abre uma empresa, emprega outros jovens. Esta deve ser a aposta do Governo”, disse o parlamentar, reafirmando que o Executivo deve continuar a investir em terrenos infra-estruturados, considerados fundamentais para garantir o acesso aos serviços básicos e facilitar iniciativas empreendedoras juvenis.
“A experiência já iniciada pelo Governo em algumas localidades foi saudada, mas os parlamentares apelaram para que essa iniciativa seja expandida para outras regiões do país”, reforçou o presidente do GJP.
O grupo de deputados visitou ainda a Penitenciária Provincial de Manica, onde transmitiu uma mensagem de esperança aos reclusos, incentivando a sua reintegração social através de oportunidades de formação e emprego que o estabelecimento oferece.
O seu programa de trabalho inclui encontros com jovens, visitas a instituições sociais e deslocações a diversos distritos, como Chimoio e
Gondola, com o objectivo de avaliar a implementação de políticas públicas e ouvir as preocupações da juventude.
Consta ainda do programa dos parlamentares um encontro com instituições sociais e associações ligadas ao meio ambiente, durante o qual será reforçada a necessidade de promover uma mineração responsável e sustentável na província de Manica.
O grupo dos deputados do GJP em missão de fiscalização parlamentar na zona Centro do país iniciou as visitas de trabalho no último domingo, com término previsto para o dia 18 deste mês.
Hélder Jauana defende a suspensão de todas as actividades de mineração por um período de cinco anos, em Manica, alertando para os riscos sociais e ambientais que persistem. Alberto da Cruz, por sua vez, acusa o Estado de estar capturado por interesses privados.
No programa Pontos de Vista da STV Notícias, o comentador Hélder Jauana defendeu a necessidade de um plano mais amplo para travar a poluição dos rios, na província de Manica, causada pela mineração. Jauna sublinhou que é necessário um espaço para para responder aos desafios impostos pela exploração irresponsável de minérios naquela província.
Ainda no mesmo programa, Alberto da Cruz questionou a legitimidade na troca de poderes, acusando o Estado de estar “capturado por interesses privados”.
Os analistas abordaram ainda a proposta de lei de comunicação social, levantando dúvidas sobre a independência editorial. Sob seus pontos de vista, a iniciativa governamental representa uma estratégia para limitar a liberdade de expressão.
Volodymyr Zelensky ameaça atacar todos os pontos de exportação de gás e petróleo russos. O presidente ucraniano garante que é a forma mais eficaz de sanção à Rússia, e diz que as forças especiais ucranianas estão neste momento a olhar para os terminais russos no Báltico.
“As sanções mais eficazes, as que funcionam mais depressa, são os incêndios nas refinarias de petróleo russas, nas terminais e nos depósitos de petróleo”, disse Zelensky, agradecendo as forças especiais dos serviços de segurança da Ucrânia “pelo excelente trabalho em Primorsky”, o maior terminal petrolífero da Rússia”.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a vacinar profissionais de saúde da linha de frente e contactos de indivíduos infectados, em resposta a um novo surto de Ébola na província de Kasai, na República Democrática do Congo (RDC).
Um total inicial de 400 doses da vacina Ervebo contra o Ébola foi entregue a Bulape, epicentro do surto, a partir de um estoque nacional de dois mil doses. O Grupo de Coordenação Internacional para o Fornecimento de Vacinas aprovou o envio de mais 45 mil doses para ajudar a conter a disseminação.
O surto, declarado no início de Setembro, é o primeiro na República Democrática do Congo em três anos. O vírus, que se prolifera nas densas florestas tropicais do país, resultou, até agora, em 32 casos suspeitos, 20 confirmados e 16 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde em Kinshasa, citado pela African News.
A cidade da Maxixe foi, neste final de semana, palco de uma das mais marcantes manifestações de fé e reflexão dos últimos tempos: a Peregrinação da Esperança, organizada pela Igreja Católica, no âmbito do Jubileu das Famílias. O evento, que reuniu centenas de fiéis, contou com momentos de oração, cânticos e forte simbolismo religioso, mas ganhou também um peso social e político com a presença de autoridades, incluindo o governador da província, Francisco Pagula, e o Bispo de Inhambane, Dom Ernesto Maguengue.
O encontro, marcado por um ambiente de devoção e emoção, teve como fio condutor a celebração da família como pilar da sociedade. Mas, para além do ambiente espiritual, as intervenções revelaram preocupações profundas sobre os desafios sociais que afetam a província. A começar pelo próprio governador, Francisco Pagula, que aproveitou a ocasião para chamar a atenção para um dos maiores dramas que atingem Inhambane: os elevados índices de suicídio.
“Quando temos uma família com fome, significa que temos uma sociedade doente. Quando temos famílias sem paz, temos também uma sociedade sem paz”, afirmou o governante, realçando que o diálogo dentro dos lares deve ser visto como uma arma fundamental para enfrentar problemas sociais que vão desde o mau atendimento nos serviços públicos até ao flagelo do suicídio, que todos os anos tira a vida, em média, a 80 pessoas na província. “Nos últimos dez anos, perdemos cerca de 800 irmãos em Inhambane por suicídio. É um dado que deve preocupar-nos profundamente e que deve levar cada família a refletir sobre o seu papel no cuidado e na prevenção”, acrescentou Pagula, num discurso carregado de apelo à consciência coletiva.
O governador sublinhou ainda que, para além da ação governamental, a resolução dos problemas sociais só será possível com a participação das famílias. “Estes servidores que muitas vezes falham no seu trabalho, nos hospitais, nas escolas, nas instituições públicas, fazem parte de famílias. Por isso, acreditamos que é nas famílias que deve começar a mudança”, reforçou, convidando os presentes a fazer da oração e do diálogo familiar instrumentos para a construção de uma sociedade mais justa e equilibrada.
Já o Bispo de Inhambane, Dom Ernesto Maguengue, deu à celebração uma dimensão ainda mais simbólica, ao vincar a ligação direta entre o fortalecimento das famílias e a reconciliação nacional. Para o prelado, não haverá paz nem progresso em Moçambique enquanto os lares permanecerem fragilizados. “A vida de cada homem e de cada mulher começa na família e termina acompanhada pela família. Cuidar da família é cuidar da sociedade, é cuidar do país, é cuidar do futuro. Não haverá reconciliação nacional se faltar reconciliação no seio da família”, afirmou perante uma multidão atenta e emocionada.
Dom Ernesto destacou que o Jubileu das Famílias deve ser visto não apenas como uma data religiosa, mas como uma oportunidade para mobilizar toda a sociedade a valorizar o papel central da família. “Muitas vezes damos prioridade à economia, ao trabalho, mas esquecemo-nos do essencial. Não haverá desenvolvimento económico, não haverá futuro, se faltar o cuidado do amor na família. Marido e mulher precisam de cuidar um do outro, precisam de cuidar dos filhos. Só assim poderemos ter famílias de paz e, consequentemente, uma sociedade reconciliada e harmoniosa”, frisou o líder religioso, numa fala marcada por emoção e forte carga pastoral.
O Bispo não deixou de relacionar os altos índices de suicídio na província à fragilidade dos lares. “Quando temos, em dez anos, cerca de 800 pessoas a perderem a vida por suicídio, isso é um sinal de que falta cuidado nas famílias. Falta o cuidado das emoções, dos pensamentos, do corpo e da alma. É nas famílias que devemos encontrar esse cuidado e esse amor”, afirmou.
A peregrinação, que percorreu algumas artérias da cidade, foi marcada por cânticos e rezas dedicadas às famílias moçambicanas. Os fiéis, vestidos de branco e com símbolos alusivos à esperança, pediam por lares mais unidos, mais dialogantes e capazes de enfrentar as dificuldades da vida. Ao longo do percurso, as mensagens repetiam-se: “A família é o coração da sociedade”, “Sem família não há reconciliação”, “Família forte, sociedade forte”.
Na sua intervenção final, Dom Ernesto convidou os fiéis a voltarem para casa como instrumentos de renovação. “Abram os braços, abram os corações, olhem para o céu e recebam a força do alto. Renovem o amor, renovem a esperança e levem essa renovação para dentro dos vossos lares. Só assim construiremos uma sociedade reconciliada e em paz”, apelou o Bispo, sob aplausos da multidão.
A Peregrinação da Esperança, que este ano se centrou na família, tem-se tornado um marco anual em Inhambane. Mais do que um ato de fé, é hoje um espaço de encontro entre a Igreja, as autoridades e a comunidade, onde se cruzam preocupações espirituais e sociais. Este ano, o evento deixou claro que a luta contra o suicídio e a construção da reconciliação nacional passam, inevitavelmente, pelo fortalecimento dos lares.
No final, o governador Francisco Pagula reforçou a mensagem de unidade e deixou um apelo: “Queremos famílias tranquilas, porque famílias tranquilas significam uma sociedade tranquila. Queremos famílias em paz, porque isso significa uma sociedade em paz. E queremos famílias dialogantes, porque é no diálogo que nasce a solução para os maiores desafios que enfrentamos”.
Com discursos convergentes e uma mensagem comum, a Igreja e o Governo em Inhambane mostraram que, mais do que nunca, é preciso recentrar as atenções na família como alicerce de toda a sociedade. O desafio agora é transformar estas palavras em ações concretas, capazes de reduzir os números alarmantes de suicídio e abrir caminho para uma reconciliação nacional tão desejada, mas ainda por alcançar.