Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
O Papa Leão XIV denunciou, hoje, que a natureza seja usada para “obter vantagens económicas ou políticas” em negócios que devastam a Terra e apelou para que se enfrente a crise climática.
“Em várias partes do mundo é já evidente que a nossa Terra se está a deteriorar”, afirmou o Papa numa mensagem divulgada pelo Vaticano, segundo a agência de notícias espanhola EFE, citada pela RTP.
A mensagem é alusiva ao décimo Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, que será celebrado em 01 de Setembro, com o tema “Sementes de paz e esperança”, de acordo com o Vaticano.
“De todos os lados, a injustiça, as violações do direito internacional e dos direitos dos povos, as graves desigualdades e a ganância que as alimenta estão a gerar desflorestação, poluição e perda de biodiversidade”, disse o chefe da Igreja Católica.
Para Leão XIV, ainda não existe a consciência de que a destruição da natureza não prejudica todos da mesma forma.
“Espezinhar a justiça e a paz significa afetar sobretudo os mais pobres, os marginalizados, os excluídos e, neste contexto, o sofrimento das comunidades indígenas é emblemático”, afirmou na mensagem.
O Papa lamentou o aumento dos fenómenos naturais extremos causados pelas alterações climáticas provocadas pela atividade humana.
Lamentou também os efeitos a médio e longo prazo da devastação humana e ecológica provocada pelos conflitos armados.
Denunciou que a natureza se tenha tornado “por vezes um instrumento de troca, uma mercadoria a ser negociada para obter vantagens económicas ou políticas”.
“A criação é transformada num campo de batalha pelo controlo dos recursos vitais”, afirmou.
Exemplificou com “as zonas agrícolas e as florestas tornadas perigosas pelas minas, a política da terra queimada, os conflitos sobre as fontes de água, a distribuição desigual das matérias-primas, que penaliza as populações mais fracas e mina a sua própria estabilidade social”.
Para o líder dos católicos, todas estas feridas no ambiente “são a consequência do pecado”, pois “não era certamente isto que Deus tinha em mente quando confiou a Terra ao homem criado à sua imagem”.
Leão XIV reiterou que a justiça ambiental já não pode ser considerada um conceito abstrato ou um objetivo distante, mas sim “uma necessidade urgente” que ultrapassa a simples proteção do ambiente.
“Na realidade, é uma questão de justiça social, económica e antropológica”, afirmou na mensagem.
Para os católicos, “é também uma exigência teológica”, referiu.
A cidade de Quelimane está a registar sérios problemas de vias de acesso por conta dos buracos em muitas extensões. Os munícipes reclamam da situação das estradas. O município diz ter consciência da situação e fala de um investimento de cerca de 40 milhões de meticais, para resolver o problema das principais estradas da urbe.
Uma linda cidade martirizada por buracos em quase todos os troços de estradas que ligam a urbe dos bairros e vice-versa. As avenidas Eduardo Mondlane, 25 de Julho e Lurdes Mutola são exemplos de péssimas estradas. Os automobilistas dizem-se cansados desta situação.
O conselho municipal reconhece que as vias estão degradadas, e fala do início das obras de reabilitação em menos de 10 dias.
Para reposição das principais estradas, o vereador das infraestruturas fala de pelo menos 40 milhões de meticais como valor necessário para os devidos investimentos.
O Presidente da República, Daniel Chapo, felicita a dupla de atletas moçambicanas Verónica e Nádia, que se sagrou Campeã Africana de Voleibol de Praia Sub-21, após vencer a selecção do Egipto na final da competição.
Na sua mensagem, o Chefe do Estado manifesta “enorme alegria e orgulho” pela conquista, que considera uma demonstração clara do talento, dedicação e determinação da juventude moçambicana, sobretudo das mulheres no desporto. Sublinha ainda que as campeãs elevaram com bravura o nome de Moçambique, colocando-o no topo do pódio continental e conquistando o coração de toda a nação.
Daniel Chapo estende igualmente as felicitações à dupla masculina Helton e Edmilson, vice-campeã africana e medalhistas de prata na mesma competição. O estadista destaca que o seu desempenho é digno de aplauso e contribui para reforçar o prestígio de Moçambique no panorama do voleibol de praia africano.
“O exemplo que deram, dentro e fora do campo, é fonte de inspiração para milhares de jovens moçambicanos que sonham com um futuro construído com disciplina, esforço e paixão”, destaca o Chefe do Estado, através de um comunicado.
Chapo expressou “o mais profundo agradecimento pela conquista colectiva, que nos enche de esperança e orgulho”, encorajando os atletas a manterem-se firmes, com o olhar voltado para o futuro.
A Administração Trump suspendeu o envio de armas para Kiev. A decisão foi tomada “para colocar os interesses dos Estados Unidos em primeiro lugar”, na sequência de uma revisão do Departamento de Defesa sobre o “apoio e assistência militar a outros países”, afirmou a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, citada pela imprensa internacional.
Alguns meios de comunicação social norte-americanos avançaram que esta suspensão das entregas a Kiev diz respeito, designadamente, aos sistemas de defesa aérea Patriot, à artilharia de precisão e aos mísseis Hellfire.
A decisão surge ainda na sequência das preocupações do Pentágono sobre as reservas do exército americano, das quais é directamente retirada a ajuda militar à Ucrânia. E numa altura em que, após duas sessões de negociações infrutíferas em Istambul entre delegações dos dois países, a Ucrânia enfrenta uma intensificação dos ataques aéreos russos.
Os EUA enviaram dezenas de milhares de milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia desde que a Rússia lançou a sua invasão em grande escala em Fevereiro de 2022, levando alguns membros da Administração Trump a manifestar a preocupação de que os stocks dos EUA sejam demasiado baixos.
No entanto, a porta-voz da Casa Branca garantiu que “a força das Forças Armadas dos Estados Unidos permanece inquestionável – basta perguntar ao Irão”, referindo-se aos ataques dos EUA a três instalações nucleares iranianas no mês passado.
Este armamento tinha sido anteriormente prometido à Ucrânia para utilização durante a guerra em curso com a Rússia sob a Administração do democrata Joe Biden.
O número oficial de mortos nas devastadoras enchentes na África do Sul permanece incerto, enquanto os esforços de resgate de pessoas desaparecidas continuam na província do Cabo Oriental. As vítimas incluem 38 crianças.
Segundo o African News, as autoridades disseram, na semana passada, que 101 pessoas morreram, mas o número poderá aumentar. A vítima mais jovem é um bebê de cerca de 12 meses.
Sete corpos permanecem não identificados e as buscas por duas crianças desaparecidas estão em andamento. Os distritos de OR Tambo e Amathole foram as áreas mais atingidas.
O governo provincial do Cabo Oriental expressou suas condolências às famílias das vítimas. Devido ao ocorrido, a África do Sul declarou estado de desastre nacional, e o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, visitou os locais mais afetados em 13 de Junho e culpou as mudanças climáticas pelas fortes chuvas e inundações catastróficas.
Condições climáticas extremas atingiram a província entre 9 e 10 de Junho. Fortes chuvas causadas por uma frente fria se transformaram em enchentes que levaram vítimas e suas casas, deixaram outras pessoas presas em suas casas, danificaram severamente a infraestrutura e cortaram o fornecimento de energia elétrica.
O Conselho Municipal da Maxixe vai investir mais de 130 milhões de meticais na construção de duas bombas para o abastecimento de gás natural veicular.
Lançado em 2022, a Empresa Municipal de Transportes da Maxixe ganhou o projecto para implementar bombas de abastecimento de gás natural veicular em Inhambane.
O projecto está a avançar a passos largos e as obras, que prometem revolucionar o transporte na província, devem arrancar ainda este mês de Julho, segundo confirmou Issufo Francisco, edil da Maxixe.
“No local onde será construído o parque dos autocarros e a própria bomba a gás, escritórios e oficinas da empresa municipal já foi feito o levantamento topográfico, já foi submetida a licença ambiental por parte da Direcção provincial de Ordenamento Ambiental, e neste momento o empreiteiro já foi adjudicado”, disse Issufo Francisco.
O edil da Maxixe confirmou o orçamento de cerca de 132 milhões de meticais “para construção de duas bombas a gás, sendo uma na cidade da Maxixe e outra em Pambara”, a cerca de 200 quilómetros da capital económica da província.
Além da construção das bombas, o projecto inclui a aquisição de 20 autocarros movidos a gás, reforçando a aposta numa mobilidade mais sustentável e económica.
“Já adquirimos um lote dos autocarros em número de dez, todos movidos a gás, mas lançamos um concurso que já tem o visto do Tribunal Administrativo e acreditamos que nos próximos dias será possível adquirir mais dez autocarros”, confirmou Francisco.
Com um orçamento de 130 milhões de meticais, o projecto é financiado como parte de um fundo de 5 milhões de dólares americanos, destinado a incentivar o sector privado a investir na expansão do gás natural veicular.
Foram a enterrar nesta terça-feira os restos mortais das duas crianças irmãs que morreram afogadas num suposto areeiro que opera numa área de servidão militar em Boquisso, município da Matola. Depois do enterro, a população bloqueou a via exigindo o encerramento do suposto areeiro.
Sem seguranças e apetecível para o recreio, o suposto areeiro, localizado numa área de servidão militar, a alguns metros de um quartel, tem sido um lugar de eleição de muitas crianças do bairro Boquisso, para ali brincar, mas a manhã de sábado foi fatal para duas delas.
“As crianças vivem a uns 100 metros de lá da cova. Então, o que aconteceu? A mãe, como vende peixe, mandou as crianças para irem a uma casa buscar dinheiro. Então, quando as crianças foram lá, pediram o dinheiro, verificaram que não havia ninguém na casa. Quando saíram já daquela casa, iam para casa, passaram já naquela cova ali, viram amigos, eles estavam a tomar banho lá. Eles também foram, entraram, começaram a tomar banho. Então, quando começaram a tomar banho, o mais novo afundou. Quando afundou, é quando o mais novo, o mais velho, entra para poder estirar, ele também afundou”, relatou um dos vizinhos da vítima.
Os restos mortais das duas crianças, de 9 e 12 anos, foram enterrados na manhã desta terça-feira, no cemitério local, em uma cerimônia financiada pelas Forças Armadas
No final da cerimónia, a indignação tomou o lugar das lágrimas.
“Uma mãe perder dois filhos num único dia, aquilo doeu muito, nos chocou. Então, o que nós queremos, estamos a pedir a quem de direito, ao Governo, se está a ouvir isso, para que eles tenham como fechar aquela cova, desabafou Marta Inoque, moradora do bairro.
Rosa Marrengule, também residente do bairro e mãe de menores, também teme por dias piores.
“Estou a pedir por favor ao Ministério da Defesa para ter que tomar conta daquela cova ali, para fechar aquela cova, porque muitos dos nossos netos vão se afogar ali naquela cova. E o Ministério da Defesa tem que se responsabilizar por causa daquela família ali.”
O “O País” contactou o quartel de Boquisso, responsável pela área, que nos remeteu ao Estado Maior-general das FADM, mas sem gravar entrevista o Comandante da unidade negou tratar-se de um areeiro, uma informação desmentida pelos populares, que dizem: “Aquilo que nós estamos a ver agora, aquilo ali, aquilo ali são a vender a areia. Aquilo ali é uma pura mentira, vocês já perceberam, porque nos primeiros dias nós fomos ali, fizemos guerra, disseram que aqui nessa cova temos planos, calamos. Mas daqui para aí, já não estamos a ver nenhuma obra que estão a fazer ali”, disse Lucas Bila, morador.
De acordo com uma fonte dos serviços provinciais de Maputo, os militares dizem tratar-se de construção de uma zona de carreira de tiro, duas informações sem confirmação, uma vez que nem o Município, nem o Governo tem a licença de exploração mineira, muito menos de construção da carreira de tiro.
O facto é que há mais de um ano que a população vê camiões entrando e saindo.
Em protesto, os populares bloquearam a via, próximo do quartel.
O presidente da Comissão da União Africana (UA), Mahmoud Ali Youssouf, pediu reformas urgentes do sistema financeiro global para libertar todo o potencial de África.
Falando nesta terça-feira durante a Conferência Internacional sobre Financiamento do Desenvolvimento, que acontece em Sevilha, na Espanha, o presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, disse que com as reformas é possível construir uma arquitectura financeira que beneficie a todos.
“Vamos alinhar o capital com as nossas prioridades de desenvolvimento e construir uma arquitetura financeira do século XXI que beneficie a todos”, afirmou Youssouf num discurso na IV Conferência Internacional sobre Financiamento do Desenvolvimento (FfD4), em Sevilha.
O chefe da Comissão da UA sublinhou que as empresas e as finanças privadas “não são simplesmente complementares, mas catalisadoras do crescimento inclusivo, da criação de emprego e da transição verde”, de acordo com um comunicado da UA.
Youssouf observou que a Área de Livre Comércio Continental Africana (AfCFTA), que visa criar o maior mercado único de produtos e serviços do mundo, representa uma “mudança radical” para o continente e defendeu um maior apoio ao investimento estrangeiro directo.
“África é jovem, rica em recursos e está preparada”, concluiu o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros do Djibuti na FfD4, que teve início esta segunda-feira em Sevilha e decorre até quinta-feira.
A IV Conferência Internacional para o Financiamento do Desenvolvimento realiza-se num momento em que as organizações internacionais e de ajuda ao desenvolvimento procuram fórmulas para tornar mais eficiente a obtenção de mecanismos de receita, apesar da redução das despesas com a cooperação anunciada por algumas das principais economias mundiais.
Missão introduziu programas para garantir a sustentabilidade logística dos meios fornecidos às FADM pelo Mecanismo Europeu para a Paz. De acordo com relatório divulgado esta terça-feira, a missão liderada por Portugal desenvolveu formações técnicas, cursos de liderança, entre outras.
A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM-MOZ) capacitou mais de 450 militares moçambicanos de Janeiro a Junho deste ano, em 14 programas de formação e treino com as Forças Armadas locais.
A informação foi partilhada num balanço feito esta terça-feira pela missão, que destaca que em colaboração com as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), desenvolveu formações técnicas, cursos de liderança, pedagogia militar, treino civil-militar (CIMIC) e assessoria institucional ao Estado-Maior General moçambicano, escreve o Notícias ao Minuto.
Para além das formações nas diversas áreas, a missão introduziu também programas para garantir a sustentabilidade logística dos meios fornecidos às FADM pelo Mecanismo Europeu para a Paz.
“A EUMAM-MOZ é uma missão não executiva com o objetivo de apoiar as FADM na construção de uma estrutura operacional robusta e autónoma, capaz de regenerar, treinar e projectar forças com respeito pelos Direitos Humanos e pelo Direito Internacional Humanitário”, lê-se no relatório do balanço das actividades, citado pelo Notícias ao Minuto.
A Missão e Assistência Militar da União Europeia em Moçambique realizou ainda diversas iniciativas de cooperação civil-militar, em orfanatos, escolas e centros de apoio social, beneficiando dezenas de crianças e mulheres. Entre as acções mais relevantes estão doações de materiais escolares, alimentos, livros e roupas a instituições de caridade sediadas na capital do país.
Segundo escreve a missão, “estas acções refletem o compromisso contínuo da EUMAM MOZ com o apoio às populações mais vulneráveis e o fortalecimento dos laços de confiança entre as forças militares e as comunidades moçambicanas, num contexto de promoção da estabilidade e segurança no país”.
Em 2024, a União Europeia tinha anunciado a adaptação dos objectivos estratégicos da anterior Missão de Formação Militar da UE em Moçambique, que transitou do modelo de treino para um modelo de assistência, passando, assim, a designar-se EUMAM-MOZ, isso a 01 de Setembro do mesmo ano.
A Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique, que também é liderada por Portugal, formou em dois anos mais de 1.700 militares comandos e fuzileiros moçambicanos, que constituem agora 11 companhias de Forças de Reação Rápida e já combatem o terrorismo em Cabo Delgado, bem como uma centena de formadores.
A missão em Moçambique foi ainda financiada, através do Mecanismo Europeu para a Paz, para aquisição de todo o tipo de equipamento não letal para estas companhias de forças especiais, escreve o Notícias ao Minuto.
A Missa liderada por Portugal integrava 119 militares de 13 Estados-membros, com mais de metade provenientes de Portugal, mas teve a particularidade de integrar outros dois países de fora da União Europeia, nomeadamente Sérvia e Cabo Verde, que contribuem com um militar cada.
A missão da União Europeia em Moçambique é liderada pelo brigadeiro-general português Luís Barroso e conta com 83 militares de 11 nacionalidades, devendo actuar num mandato que vai até Junho de 2026.

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