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Onze mortos e 11 feridos, nove dos quais em estado grave, é o balanço de um acidente de viação ocorrido na manhã deste sábado, na Estrada Nacional Número 7 (EN7), no povoado de Mazoe, distrito de Changara, província de Tete.

O sinistro, registado por volta das 6 horas, envolveu um autocarro da marca Yutong e uma viatura Toyota Hiace, que colidiram frontalmente.

Segundo informações do Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO), o acidente ocorreu quando o condutor do autocarro, que seguia no sentido Tete–Changara, tentou efectuar uma ultrapassagem, mas acabou por embater contra a viatura que circulava em sentido contrário.

Na sequência da colisão, 11 pessoas perderam a vida e outras 11 ficaram feridas, nove das quais com gravidade.

O motorista do autocarro foi detido para averiguações, enquanto as autoridades prosseguem com as investigações para apurar as circunstâncias do acidente e determinar eventuais responsabilidades.

 

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O Presidente da República, Daniel Chapo, realiza amanhã uma visita de trabalho às províncias de Manica e Gaza. Na província de Manica, o Chefe do Estado participará na cerimónia de Outorga do Título de Doutor Honoris Causa a Marina Pachinuapa, veterana da Luta de Libertação Nacional.

A distinção será conferida pela Universidade Púnguè (UniPúnguè), em reconhecimento à sua contribuição para a independência do país, bem como pelo seu permanente empenho na promoção da cidadania, da justiça social e da preservação da memória histórica de Moçambique.

Seguindo a agenda, na província de Gaza, distrito de Massingir, o Presidente da República procederá ao lançamento do Projecto Karingani & Pomene, uma iniciativa do Grupo Hoteleiro AMAN, em parceria com o Karingani Game Reserve.

Este projecto representa um investimento turístico e conservacionista, combinando capital internacional com impacto comunitário e diversificação económica, marcando a entrada em Moçambique do reconhecido Grupo Hoteleiro AMAN.

A visita evidencia o compromisso do Governo em valorizar os heróis nacionais, fortalecer a memória histórica do país e promover investimentos estratégicos que contribuam para o crescimento económico inclusivo e sustentável.

As discussões e consultas públicas sobre o apoio financeiro e técnico do Grupo Banco Mundial a Moçambique, para os próximos cinco anos, ainda estão em curso e poderá ser formalmente anunciado quando houver desfecho do debate sobre o “próximo quadro de parceria com o país”, a decorrer, provavelmente, antes do fim do ano.

O Banco Mundial em Moçambique esclarece, relativamente à recente notícia sobre um pacote de investimento de 50 mil milhões de dólares para o país, que “o valor não corresponde a qualquer compromisso formal, nem foi objecto de discussão oficial por parte do Banco Mundial”.

“As discussões e consultas públicas sobre o apoio financeiro e técnico do Grupo Banco Mundial a Moçambique para os próximos cinco anos encontram-se actualmente em curso. Esse apoio será formalmente anunciado após a discussão sobre o próximo Quadro de Parceria com o País (Country Partnership Framework) pelo Conselho de Directores Executivos do Banco Mundial, o que se prevê que ocorra antes do final do ano”, lê-se num comunicado enviado ao “O País”.

A instituição diz que mantém o seu “compromisso firme com as prioridades de desenvolvimento de Moçambique e espera continuar a fortalecer a sua parceria com o Governo, através de uma estratégia abrangente e alinhada com as aspirações do país”.

A Assembleia da República acolhe, a partir desta quarta-feira, na sua sede, em Maputo, a XXV Reunião da Associação dos Secretários-Gerais dos Parlamentos dos Países de Língua Portuguesa (ASGPLP), um encontro que visa o reforço da cooperação técnico- parlamentar, com foco na modernização das instituições legislativas da comunidade lusófona.

O encontro de Maputo, a decorrer entre quarta e quinta-feira, realiza-se sob o lema “Por uma Administração Parlamentar Moderna e Dinâmica” e conta com a participação dos secretários-gerais dos parlamentos dos Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Falando nesta terça-feira, durante a conferência de imprensa que tinha como objectivo dar a conhecer os detalhes do evento, o secretário-geral da Assembleia da República, António Mahumane, disse que um dos pontos altos do encontro será a reflexão sobre o impacto da inteligência artificial na actividade parlamentar, com destaque para os desafios e oportunidades que esta tecnologia traz para os serviços de apoio aos deputados.

Avançou que, durante os trabalhos da XXV reunião da ASGPLP, será, igualmente, formalizada a passagem de testemunho da presidência da Associação ao Parlamento português, que assumirá a liderança até 2026.

A reunião fará o balanço dos memorandos de cooperação implementados ao longo do último ano, sublinhando a necessidade de identificar sucessos e desafios da agremiação, de modo a reforçar a eficácia do trabalho da ASGPLP.

“Este é o momento propício para os parlamentos dos nossos países trocarem experiências e consolidarem a cooperação técnica e institucional, em benefício da modernização das nossas administrações parlamentares”, frisou o secretário-geral da Assembleia da República.

Mahumane destacou que a ASGPLP, criada em 1998, tem vindo a desempenhar um papel importante na partilha de experiências e boas práticas, na modernização dos serviços parlamentares e no estreitamento das relações institucionais de cooperação entre os parlamentos da comunidade lusófona.

A Universidade Púnguè vai, nos próximos dias, outorgar o título de Doutor Honoris Causa ao seleccionador nacional, Chiquinho Conde, pelo seu contributo para o desenvolvimento do desporto nacional enquanto jogador e treinador de futebol.

A informação foi partilhada nesta terça-feira, pela reitora daquela universidade pública nacional sediada em Chimoio, Emília Nhalevilo, durante a sua participação no programa matinal “Café da Manhã” da Rádio Moçambique.

Este é um título acedémico honorífico que é atribuído a personalidades que se notabilizam em vários domínios, como cultura, artes, humanidades e ciência.

Com uma trajectória invejável no desporto moçambicano, particularmente futebol, Chiquinho Conde faz parte de uma geração de jogadores que qualificaram Moçambique para a sua primeira participação no Campeonato Africano de Futebol (CAN), em 1986.

No seu percurso, assinala-se também o facto de ter sido o primeiro a disputar três fases finais do CAN, feito que viria, mais uma vez, a ser alcançado pelo lendário capitão dos Mambas, Tico-Tico, e que, igualmente, ainda poderá ser alcançado pelos também capitães da selecção nacional, Dominguez e Mexer, que neste momento participaram em duas edições.

Chiquinho Conde conserva também o feito de ser o moçambicano com o maior número de jogos na Liga Portuguesa, onde disputou 310 partidas, mais 48 que Zainadine Jr., que soma 262. A este facto, junta-se também a façanha de ser o melhor marcador moçambicano na competição, com 87 golos.

Em Portugal, Chiquinho Conde atingiu os píncaros da sua carreira vestindo as cores do Sporting, clube onde actualmente milita o internacional moçambicano Geny Catamo e onde também jogou o ex-internacional Paíto.

RECORDES DE CONDE NA SELECÇÃO

No comando técnico da selecção nacional desde 2021, Chiquinho Conde destaca-se como um treinador de recordes. O antigo capitão dos Mambas cometeu a proeza de qualificar o combinado nacional para três competições consecutivas da Confederação Africana de Futebol (CAF), dois CAN e um CHAN, prova reservada para os jogadores que actuam nas provas domésticas.

Sob comando de Chiquinho Conde, Moçambique qualificou-se pela primeira vez para os quartos-de-final do CHAN, tendo na última edição do CAN conseguido dois empates diante dos colossos do futebol africano, no caso Gana e Egipto, ambos a duas bolas. 

Actualmente, Moçambique luta para garantir a primeira presença no Campeonato do Mundo, ocupando a terceira posição do Grupo G, com 15 pontos, menos quatro que a líder Argélia, que soma 19. Para já, esta é a melhor classificação dos Mambas no histórico de apuramento para esta prova planetária. 

Chiquinho Conde está directamente ligado a cinco CAN nos Mambas, dos três como jogador em 1986, 1996 e 1998, e como treinador em 2023 e 2025. Ou seja, Conde só não esteve associado ao CAN 2010, em Angola.

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), através da Comissão Nacional de Engajamento e Promoção da Jovem Advocacia e da Comissão de Género, realiza, de 17 a 19 deste mês, a primeira Conferência Nacional da Jovem Advocacia e Mulher Advogada. 

O evento terá lugar na cidade de Tete, sob o lema “Fortalecer a Jovem Advocacia, valorizando a igualdade de género, para uma Justiça mais acessível”.

A realização desta conferência tem como objectivo servir de plataforma para debater e reflectir sobre vários temas relacionados com o exercício da profissão de advogado, bem como os desafios enfrentados pela mulher advogada, e está inserida nas comemorações da Semana do Advogado, que se assinalou no dia 14 deste mês.

A abertura desta conferência será dirigida pelo governador de Tete, Domingos Viola, numa cerimónia que contará ainda com a presença do secretário de Estado desta província, Cristina Mafumo, do presidente do Conselho Municipal, César de Carvalho, do bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique, Carlos Martins, e da presidente do Conselho Provincial da OAM, Maria Carneiro.

O evento contará ainda com a presença do filósofo Severino Ngoenha e de Ivone Soares, que tomarão parte no evento.

Além destas intervenções, a primeira Conferência Nacional da Jovem Advocacia e Mulher Advogada vai debater vários outros temas incorporados nos 15 painéis.

Duas pessoas morreram e dez ficaram feridas na sequência de um acidente do tipo despiste e capotamento, ocorrido na manhã desta terça-feira, no distrito de Manhiça, Província de Maputo. O sinistro envolveu uma carrinha de caixa aberta pertencente à empresa Electricidade de Moçambique, onde se faziam transportar 12 funcionários. A polícia aponta excesso de velocidade como a principal causa do acidente.

É o registo de mais um acidente, provocado por excesso de velocidade, que ceifou vidas na Estrada Nacional Número 1, no distrito de Manhiça, Província de Maputo.

De acordo com a polícia a nível da província, trata-se de uma carrinha de caixa aberta pertencente à  Electricidade de Moçambique, que transportava 12 funcionários da empresa, quando se despistou, capotou e matou no local duas pessoas.

“Os restantes feridos, estamos a falar de dez, e destes quatro tinham ferimentos ligeiros e tiveram alta, foram observados e tiveram alta. Três estavam com ferimentos graves, foram imediatamente transferidos ao hospital central, e três estiveram aqui, em observação no nosso hospital, porque apresentavam lesões moderadas capazes de serem geridas aqui ao nosso nível”, disse Flezer Tomadote, director provincial da Saúde em Manhiça.

O estado das três vítimas transferidas para o Hospital Central de Maputo era delicado.

“Eram graves com um prognóstico reservado. Trata-se de dois traumatismos craneoencefálicos graves. Um estava bastante instável, com um nível de consciência muito baixo”, explicou o gestor.

 Com este acidente, somam-se 61 mortes registadas em menos de 30 dias no país.

Os malawianos preparam-se para votar em uma eleição presidencial decisiva nesta semana, enquanto o país enfrenta uma das piores crises económicas de sua história recente. Com inflação em alta, escassez de alimentos e combustíveis, e crescente desconfiança nas instituições públicas, a população demonstra cansaço e frustração diante da falta de progresso nos últimos anos.

O presidente Lazarus Chakwera, de 70 anos, busca um segundo mandato após vencer a polêmica reeleição anulada de 2019 e triunfar no pleito subsequente de 2020. Líder do Partido do Congresso do Malawi, Chakwera enfrentará novamente o ex-presidente Peter Mutharika, de 85 anos, que lidera o Partido Democrático Progressista (DPP) e tenta retornar ao poder.

A disputa se desenha acirrada: entre os 17 candidatos presidenciais, também está a ex-presidente Joyce Banda, embora analistas políticos apontem Chakwera e Mutharika como os principais favoritos para uma provável segunda volta.

MUDANÇA DE CLIMA POLÍTICO

Há cinco anos, a eleição de Chakwera foi celebrada como um marco para a democracia no país, impulsionada por protestos populares e uma rara anulação judicial de resultados eleitorais. No entanto, após um mandato marcado por desafios severos, o entusiasmo inicial deu lugar à frustração.

A economia do Malawi, um dos países mais pobres do mundo, foi profundamente afectada por desastres naturais recentes. O ciclone Freddy, em 2023, e uma seca prolongada causada pelo fenómeno El Niño em 2024 devastaram plantações, agravando a insegurança alimentar e elevando os preços dos alimentos e fertilizantes.

Além disso, a morte trágica do vice-presidente Saulos Chilima em um acidente aéreo no ano passado abalou ainda mais a estabilidade política. Chilima era visto como uma figura em ascensão, capaz de renovar a liderança nacional.

NOVAS REGRAS, NOVOS DESAFIOS

As eleições de 2025 também marcam a estreia do sistema eleitoral 50% +1, adotado após as irregularidades de 2019. Agora, o vencedor precisa obter a maioria absoluta dos votos válidos para ser declarado eleito, o que aumenta a possibilidade de um segundo turno.

Para além da presidência, os malawianos também escolherão novos representantes para o Parlamento e mais de 500 vereadores locais.

Em um cenário de dificuldades económicas, promessas eleitorais giram em torno de questões práticas: como conter a inflação, garantir o abastecimento de combustível e açúcar, e melhorar o acesso a insumos agrícolas. 

O ex-primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, diz que pretende regressar ao país e concorrer à presidência.  

Simões Pereira, que lidera o partido de oposição Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), fez o anúncio em Lisboa. Ele se estabeleceu na capital portuguesa logo após o presidente guineense dissolver a Assembleia Nacional da Guiné-Bissau em 2023.  

Em declarações à diáspora da Guiné-Bissau, Simões Pereira disse que temia pela sua segurança ao regressar ao país, mas afirmou que era seu dever continuar a luta.  

Umaro Sissoco Embaló disse que o líder da oposição poderia retornar sem problemas, mas o alertou para não contestar os resultados das eleições de Novembro.  

Caso concorra às eleições, esta será a quarta tentativa de Simões Pereira.

Mais de 100 funcionários afectos aos municípios de Angoche e Nacala-Porto, na província de Nampula, estão há mais de dois meses sem auferir os seus salários.

O assunto já chegou ao Gabinete do Secretário de Estado, Plácido Pereira, que nesta segunda-feira reagiu e disse que as autarquias não podem ficar à espera de receber o Fundo de Compensação Autárquica para pagar salários. 

O governante explica que o Fundo de Compensação Autárquica é um bolo destinado a diversas actividades da autarquia e pode ser usado para pagar salários até uma determinada percentagem.

“Muitas vezes, quando não se consegue pagar salários com receitas próprias, recorre-se a esse argumento de que não se pagou salário porque o Fundo de Compensação Autárquica não foi transferido”, explica Plácido Pereira.

Pereira lembrou ainda que as autarquias, por si só, são autónomas, por isso devem ser capazes de colectar receitas que cubram as suas despesas. No entanto, o governante entende que se trata de um desafio da descentralização, um processo relativamente recente.

Nesse sentido, Pereira desafia as autarquias a cobrarem receitas em condições necessárias para sejam aplicadas para as diversas despesas que têm.

Em relação à falta de recursos humanos na recém-criada autarquia de Mossuril, explica que há instrumentos que só têm efeitos após a sua ratificação. A rectificação, segundo o secretário de Estado em Nampula, só é feita entre a tutela administrativa e financeira.

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