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Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.

O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.

No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.

O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.

As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.

Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.

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O novo romance de João Paulo Borges Coelho já se encontra disponível nas livrarias nacionais. Intitulado “Narração nocturna”, o livro constituído por 254 páginas tem como protagonista José Fernandes Júnior, um “indígena” que recebe de um administrador a encomenda de escrever um texto sobre a história de Chiúta, actualmente um dos distritos da Província de Tete. 

Entretanto, ao mesmo tempo em que a personagem escreve para o administrador, uma filha rebelde desafia-lhe a imortalizar determinadas memórias “não oficiais”, as quais são narradas na calada da noite.

De acordo com a nota de imprensa da Editorial Fundza, que chancela o romance, a figura  de José Fernandes Júnior, que no século passado viveu em Tete, revelou-se, para o autor, muito curiosa, tendo em conta o contexto colonial, em que muitos moçambicanos eram iletrados. A personagem contraria a regra e chega a redigir inúmeros documentos importantes, como “Divagações históricas sobre o distrito de Tete” (1944), “Nota histórica sobre o distrito de Tete” (1945), “Narração do distrito de Tete” (1956) e “Comunicação do indígena José Fernandes Júnior, residente no Posto Administrativo da Chiúta, acerca do alemão Carlos Wiese” (1958).

“É justamente por José Fernandes Júnior ser um indivíduo influente entre os seus contemporâneos e ter escrito uma série de textos interessantes sobre a História que chamou a atenção de João Paulo Borges Coelho para o retratar em Narração nocturna. Na óptica do romancista, a pena de José Fernandes Júnior funciona como um acto de rebeldia, porque quebra a ideia de que o colono escrevia e o ‘indígena’ apenas ouvia”.

A obra Narração nocturna, que sai sob a chancela da Editorial Fundza, deverá ser lançada brevemente nas cidades de Maputo e Beira.

A obra “A Deslocada Joaquina”, de autoria de John Kanumbo, será apresentada aos leitores da cidade de Nampula, no dia 11 de Julho, às 18h30, no Centro Cultural Ruby – Rua das Flores. Trata-se de um título que, para os desavisados, pode soar apenas como a história de uma mulher ou de uma deslocada, mas que, para os olhos atentos e as consciências inquietas, se revela como um grito literário contra o esquecimento, a mentira institucional e o genocídio camuflado em relatórios humanitários.

Com mais de duzentas páginas, divididas em 10 capítulos, a obra denuncia profundamente na espessura sombria dos acontecimentos que têm dilacerado Cabo Delgado desde o início da insurgência armada, propondo uma leitura que ultrapassa os factos noticiados e vasculha as entranhas ocultas de uma guerra sem nome e de um silêncio ensurdecedor.

Cada capítulo de A Deslocada Joaquina, adianta uma nota de imprensa, carrega um título que é, por si só, um convite à inquietação: “É mais que um livro — é uma verdade contada nas entrelinhas da nossa história esquecida. É uma filosofia encarnada na pele e na voz dos que nunca tiveram voz”, pode-se ler ainda na nota de imprensa: “Joaquina não é só personagem, é denúncia viva das mentiras insoladas nas ruas Madembes (ruínas) dos discursos oficiais, das políticas amnésicas e dos silêncios cúmplices”.

“A Deslocada Joaquina” é um grito. É literatura feita de denúncia, feita lamento, feita resistência. 

A apresentação do livro será feita por Michael Nivorocha. 

Antes, o livro foi lançado na Cidade de Pemba, no passado dia 21 de Junho.

A Ucrânia está preocupada com a suspensão de parte do apoio militar dos Estados Unidos ao país anunciada na terça-feira. Enquanto isso, a Rússia comemora a decisão por acreditar ser um avanço para o fim da guerra.

Continuam os confrontos entre Rússia e Ucrânia, que começaram a 24 de Fevereiro de 2022, num contexto em que os Estados Unidos anunciaram a suspensão de parte da ajuda militar que concedia à Kiev, capital ucraniana.

O anúncio da administração de Donald Trump foi acolhido em ambiente de festa pela Rússia, nesta quarta-feira, país que acredita que quanto menos armas chegarem à Ucrânia, mais rápido a guerra russo-ucraniana terá o seu fim.

Enquanto isso, as autoridades ucranianas demonstraram preocupação com a decisão, numa altura em que a ofensiva russa conquista alguns avanços. Trata-se de uma suspensão que pode afectar envios de mísseis e projéteis à Ucrânia.

De acordo com a subsecretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, a decisão foi tomada para “colocar os interesses dos americanos em primeiro lugar após uma revisão do apoio dos EUA e assistência militar a outros países”.

Elbridge Colby, Subsecretário de Políticas do Departamento de Defesa dos EUA, afirmou que o Pentágono continuará “a fornecer ao presidente opções robustas para continuar a ajuda militar à Ucrânia, para pôr fim à trágica guerra”.

Todas as bancas do mercado de Inhamízua, localizadas nas bermas da Estrada Nacional Número  Seis (EN6), na cidade da Beira, vão ser demolidas, por constituírem um perigo à segurança rodoviária e aos proprietários, segundo uma decisão do Tribunal Administrativo de Sofala.   

Aquando da eclosão  da COVID-19 na cidade da Beira, em 2020, o município da Beira, na altura dirigido por Daviz Simango, tomou a decisão de criar novas áreas de venda de diferentes tipos de produtos, com objectivo de descongestionar os mercados.

Foram criados os mercados grossista da cerâmica e o novo mercado de Inhamízua. Este último substituiria o actual que está nas bermas da EN6, para garantir a segurança dos vendedores.

Em meados de 2023, o município da Beira, já sob liderança de Albano Carige, concluiu o novo mercado de Inhamízua  e os cerca de 300 vendedores foram mobilizados para lá, onde permaneceram menos de uma semana, alegando que não havia clientes e retornaram para as bermas da EN6.  

Todas as tentativas da edilidade para a retirada dos vendedores do local foram ignoradas, mesmo depois de ter sido cortado o fornecimento de energia e água.

O município tomou a decisão de demolir as bancas. Os vendedores recorreram da decisão junto do Tribunal Administrativo de Sofala e não judicial, para impedir a demolição. 

Quase dois anos depois, um acórdão do Tribunal Administrativo de Sofala decidiu manter a decisão de demolição,  por falta de fundamentos por parte dos queixosos, segundo esta sentença a que o “O País” teve acesso.  O tribunal  indicou ainda que não foi provada a alegada violação da lei  e que não há nenhum fundamento legal que possa pôr em causa a decisão do município da Beira.

O acórdão do Tribunal agrada o município da Beira. Entretanto, os vendedores exigem que o município melhore as condições  do mercado de Inhamízua.

A edilidade garante que em coordenação com os vendedores encontrará  as condições básicas para a retirada dos mesmos da estrada.

O mercado de Inhamízua não é  o único cujos vendedores ocupam as faixas de rodagem para comercializarem os seus produtos na cidade da Beira. O município da Beira disse que há processos em curso, em coordenação com outras instituições para a retirada de todos os vendedores.  

Um helicóptero militar operado pela União Africana caiu, na quarta-feira, no aeroporto de Mogadíscio, capital da Somália, resultando na morte de pelo menos três pessoas, de acordo com autoridades locais.

O helicóptero chegava do Campo de Aviação de Baledogle, na região de Lower Shabelle, no sul da Somália, com oito pessoas a bordo.

O helicóptero pertencia originalmente à Força Aérea de Uganda, mas estava a ser operado pela missão de paz da União Africana, segundo a imprensa internacional. 

Segundo o African News, o acidente ocorreu por volta das 7:30. Ainda não está claro o número exacto de vítimas, mas já foram confirmadas três mortes. 

Um porta-voz do exército de Uganda, Felix Kulaigye, disse à imprensa que três pessoas conseguiram sair do helicóptero com queimaduras e que os cinco passageiros restantes “ainda não foram encontrados”.

Os três sobreviventes foram levados ao hospital para tratamento enquanto “operações de busca e resgate estão em andamento para resgatar os demais tripulantes e passageiros” , disse a missão de paz da UA em um comunicado.

A Missão de Apoio e Estabilização da União Africana na Somália (AUSSOM) é composta por mais de 11 mil soldados de países como Uganda e Quénia. 

A missão auxilia as autoridades somalianas no combate ao grupo al -Shabab , ligado à Al-Qaeda. O grupo tem travado uma insurgência violenta na Somália desde meados dos anos 2000.

O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se, nesta quarta-feira, em Sevilha, Espanha, com o Presidente da Africa50, Alain Ebobissé, para discutir o reforço da cooperação estratégica no âmbito do desenvolvimento de infra-estruturas em Moçambique. O encontro teve como foco projectos estruturantes nos sectores da energia, transportes e tecnologias de informação e comunicação.

Durante a audiência, o Chefe do Estado reafirmou o compromisso do Governo moçambicano em consolidar parcerias que promovam o progresso sustentável do país. “A minha audiência com Sua Excelência, o Presidente Chapo, centrou-se no apoio que propomos ao Governo de Moçambique em projectos específicos de infra-estruturas. Discutimos projectos nos sectores da energia, transportes e TIC”, declarou Alain Ebobissé à imprensa, no final do encontro.

O Presidente da Africa50 elogiou, igualmente, a decisão do Chefe do Estado moçambicano de acolher, em Agosto, na cidade de Maputo, a reunião geral dos accionistas da Africa50. “Será um evento que reunirá diversos países africanos e parceiros internacionais para discutir o progresso dos projectos em Moçambique e partilhar as iniciativas da Africa50 no continente”, afirmou.

Este encontro em Sevilha sucede à reunião de Abril passado, na qual ambas as partes haviam já debatido oportunidades de investimento em infra-estruturas, reiterando a importância da colaboração entre Moçambique e a Africa50.

Daniel Chapo mantém-se empenhado em assegurar que Moçambique beneficie do potencial das parcerias estratégicas para acelerar o crescimento dos sectores-chave da economia e melhorar a qualidade de vida da população.

A Africa50 é uma plataforma pan-africana de investimento em infra-estruturas, detida por 33 países africanos, incluindo Moçambique, e pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). A sua missão é acelerar o desenvolvimento de infra-estruturas sustentáveis no continente africano.

A realização da reunião dos accionistas da Africa50 em Maputo posiciona Moçambique como centro de atenção para investidores africanos e internacionais, abrindo portas para novas oportunidades de crescimento económico e modernização das infra-estruturas nacionais.

A cidade de Quelimane está a registar sérios problemas de vias de acesso por conta dos buracos em muitas extensões. Os munícipes reclamam da situação das estradas. O município diz ter consciência da situação e fala de um investimento de cerca de 40 milhões de meticais para resolver o problema das principais estradas da urbe.

Uma linda cidade martirizada por buracos em quase todos os troços de estradas que ligam a urbe dos bairros e vice-versa. As avenidas Eduardo Mondlane, 25 de Julho e Lurdes Mutola são exemplos de péssimas estradas. Os automobilistas dizem-se cansados desta situação.

O Conselho Municipal reconhece que as vias estão degradadas e fala do início das obras de reabilitação em menos de 10 dias.

Para reposição das principais estradas, o vereador das infra-estruturas fala de pelo menos 40 milhões de meticais como valor necessário.

Uma delegação composta por 73 pessoas despediu-se na passada segunda-feira do ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, rumo aos Jogos da AUSC, na Namíbia, para atletas de Sub-19.

É a menor delegação do país em competições regionais deste escalão, que tem uma quota para levar 101 elementos, mas, devido a questões financeiras, viu reduzido o número.

Dos 73 membros da delegação, 51 são atletas, que desfilarão nas modalidades de basquetebol, atletismo convencional e adaptado, voleibol de sala e praia, boxe, natação, ténis, karate, special olimpic (desporto para pessoas com deficiência intelectual). O futebol, por albergar maior número de atletas e ter mais possibilidades de eventos internacionais, ficou de fora.

Na hora da despedida, Caifadine Manasse pediu aos membros da delegação para que cultivem a humildade, amizade e irmandade, na Namíbia. “Para além de irem competir, estarão também a representar a nossa Bandeira, o nosso Povo, por isso cultivem a humildade, amizade e irmandade na diversidade cultural e desportiva em que estarão inseridos”, disse

Os jogos da AUSC, ou Jogos do Conselho Superior do Desporto da União Africana, são um evento multidesportivo regional promovido pela União Africana, especificamente na Região 5, que engloba vários países do sul de África, como Moçambique, Angola, Botswana, entre outros. Estes jogos visam utilizar o desporto como ferramenta para promover o desenvolvimento, a integração regional e o intercâmbio cultural entre os jovens da região.

A prova disputa-se de 4 a 14 de Julho corrente.

O internacional moçambicano está a ser ligado ao Gaziantep FK da Turquia, após ser oferecido pela União Desportiva da Almería da Espanha. Entretanto, não há nada em concreto e o jogador ainda não foi formalmente comunicado sob a pretensão do clube turco. Para já, Bruno Langa segue de férias no país, à espera do arranque dos trabalhos do Almería para a nova temporada futebolística, depois de ter falhado o acesso à LaLiga, no final da temporada passada.

A notícia é avançada pelo jornal turco Ajansspor, que revela que o internacional moçambicano terá sido oferecido ao clube turco da 1ª divisão, que ainda assim não avança com proposta concreta. “Foi noticiado que o lateral-esquerdo Bruno Langa, do Almería, foi oferecido ao Gaziantep FK, clube da Superliga”, escreve o jornal turco.

O clube rubro-negro, que assinou contrato com o director técnico İsmet Taşdemir, colocou um lateral esquerdo em sua agenda como prioridade para a nova temporada.

Foi nesses moldes que acabou por receber a proposta do lateral esquerdo moçambicano, feita pelos técnicos do clube espanhol da segunda divisão. “Enquanto o Gaziantep FK continua seu processo de contratações de jogadores, Bruno Langa, lateral esquerdo do Almería, da segunda divisão Espanhola, foi oferecido ao clube por meio dos técnicos”, continua o Ajansspor.

Entretanto, segundo escreve, o comité de transferências do Gaziantep FK avaliou a oferta enquanto continuava em negociações com diversos jogadores. “No entanto, foi declarado que a directoria ‘rubro-negra’ não deu uma opinião positiva sobre Bruno Langa”, realçando que “o clube planeja se concentrar em diferentes alternativas de transferência”.

Assim, de acordo com o jornal turco, o Gaziantep FK vai continuar a procura de um novo lateral-esquerdo nos próximos dias, tendo em conta os objectivos do clube, que passam por ter no seu plantel para a próxima temporada, jogadores que sejam adequados às necessidades da equipa e vantajosos em termos de custo.

O Gaziantep FK é o terceiro clube turco a estar ligado ao lateral esquerdo moçambicano na presente janela de transferências, depois de, em Junho passado, Bruno Langa ter sido colocado no radar do Kocaelispor e o Genclerbirligi, clubes que ascenderam à SuperLiga turca na temporada passada.

O Almería, clube espanhol da segunda divisão, falhou a ascensão à LaLiga na temporada passada, depois de ter sido eliminado nas meias-finais do play-off.

Recorde-se que em Julho do ano passado Bruno Langa assinou um contrato válido até Junho de 2028 com a União Desportiva Almería, após um empréstimo com opção de compra do GD Chaves.

Por ora, em período de defeso, Bruno Langa passa férias em Moçambique, enquanto espera a abertura da época no Almería, na expectativa de uma transferência para um clube que milita no principal campeonato, em qualquer país.

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