Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
O poeta, jornalista cultural e curador moçambicano Amosse Mucavele é um dos quatro seleccionados para participar na segunda edição do Programa de apoio a Residências Literárias do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), em São Tomé e Príncipe.
Numa lista constituída por mais de 20 candidaturas validadas, o projecto do autor de Pedagogia da Ausência, intitulado “A Semântica da Dor”, foi seleccionado com base na originalidade e interesse cultural do projecto em termos de ligação que perspectiva entre os espaços sócio-culturais de Moçambique e São Tomé e Príncipe.
O projecto pretende recolher informações sobre os últimos moçambicanos desterrados para São Tomé e Príncipe na década de 1960, utilizando esses dados para criar uma obra de ficção que reflicta sobre as catástrofes históricas — como o desaparecimento forçado de pessoas — e examine temas como o testemunho, a estrutura familiar, a precariedade, o abandono e a ausência como elementos centrais na construção da memória e do trauma colectivo.
Para o poeta e curador, o programa de residências do IILP será importante porque “representa para mim mais do que um tempo de escrita. É uma viagem ao interior da história, uma oportunidade de contactar directamente com os espaços, os arquivos vivos e os protagonistas invisíveis deste capítulo trágico da nossa história.”.
Durante um mês, Amosse Mucavele terá a oportunidade de residir na ilha de São Tomé, onde vai explorar espaços culturais, históricos e sociais que sirvam de inspiração para a escrita do seu primeiro romance. A residência vai permitir ao autor expandir o seu universo narrativo e beneficiar de um ambiente criativo propício à produção literária, além de estabelecer contactos com agentes culturais e literários daquele país insular.
Com a iniciativa, o IILP pretende contribuir para a circulação de escritores dos países e regiões de língua portuguesa e, assim, contribuir para aproximar a criação literária em língua portuguesa aos diversos contextos socioculturais da CPLP e contribuir ainda para um maior conhecimento das literaturas nacionais nos diferentes países.
Além de Amosse Mucavele, foram seleccionados outros três beneficiários, nomeadamente: José J. Cabral (de Cabo Verde, vai participar numa residência literária em Portugal); Nunes Sitoe (de Moçambique, vai participar numa residência em Cabo Verde); e Joana Bértholo (de Portugal, vai participar numa residência em Cabo Verde).
A residência de criação Literária tem a duração de um mês.
O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, nesta Segunda-feira, em Sevilha, Espanha, a criação de uma nova arquitectura financeira internacional mais inclusiva, sustentável e equitativa, colocando o financiamento climático, a industrialização inclusiva e a capacitação estratégica no centro das prioridades mundiais. O Chefe de Estado moçambicano falava durante a primeira Reunião Plenária da IV Conferência Internacional das Nações Unidas sobre o Financiamento ao Desenvolvimento.
“É com grande honra e um profundo senso de responsabilidade que Moçambique marca presença nesta conferência global, aqui em Sevilha, dedicada ao financiamento ao desenvolvimento. Saudamos a aprovação do Compromisso de Sevilha”, afirmou Daniel Chapo na sua intervenção, sublinhando o papel da cooperação multilateral no cumprimento da Agenda 2030 das Nações Unidas.
O Presidente da República destacou que, apesar de Moçambique ter registado crescimento económico assinalável nas últimas duas décadas, choques internos e externos têm contribuído para a desaceleração da economia.
“O terrorismo no norte do país, especialmente em alguns distritos da província de Cabo Delgado, e eventos climáticos extremos, como cheias, inundações e ciclones, têm provocado instabilidades sociais”, disse, observando que esses factores afectam particularmente o emprego jovem, a segurança alimentar e a capacidade do Estado de financiar sectores cruciais.
Nesse contexto, o estadista moçambicano apresentou a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044, ancorada em cinco pilares interligados: boa governação, infraestruturas estratégicas, industrialização, capital humano e sustentabilidade ambiental.
Daniel Chapo defendeu igualmente uma maior inclusão no acesso ao financiamento e a adopção de instrumentos inovadores como o financiamento misto. Sublinhou ainda a urgência de fortalecer os Bancos Nacionais de Desenvolvimento como plataformas catalisadoras do investimento, particularmente na industrialização, Pequenas e Médias Empresas e agricultura.
O Chefe do Estado referiu que, no plano interno, Moçambique está a priorizar a expansão da base tributária, a modernização fiscal, incluindo a tributação digital, e a implementação de uma Estratégia Nacional de Financiamento Climático, com a meta de tornar o país num exemplo regional em finanças verdes até 2035.
Durante o seu discurso, Chapo apresentou cinco propostas estratégicas que Moçambique leva à conferência: uma nova Parceria Global para Financiamento Climático Baseado em Resultados; a criação de bancos de desenvolvimento voltados à industrialização rural; uma plataforma continental de inclusão financeira digital; mecanismos multilaterais para gestão sustentável da dívida; e um compacto global para formação de capital humano.
A IV Conferência Internacional sobre o Financiamento ao Desenvolvimento, que decorre sob a égide das Nações Unidas, visa renovar os compromissos globais em torno da mobilização de recursos para o desenvolvimento sustentável, com foco especial em países de rendimento baixo e médio, como Moçambique.
Pelo menos sete pessoas morreram e muitas outras ficaram feridas durante os recentes protestos antigovernamentais na capital do Togo, Lomé, de acordo com dados preliminares fornecidos por grupos cívicos no domingo.
Os protestos foram motivados pelas recentes reformas constitucionais que poderiam consolidar o longo mandato do presidente Faure Gnassingbé.
Segundo African News, a Polícia disparou gás lacrimogéneo em vários bairros de Lomé e supostamente usou cassetetes para espancar manifestantes, ferindo alguns gravemente, de acordo com imagens que parecem ser do local.
O acesso à Internet em todo o país da África Ocidental foi restrito, com plataformas de mídia social a funcionar de forma intermitente.
O risco soberano do país continua no nível severo. Ou seja, o risco do Governo não conseguir cumprir suas obrigações financeiras com credores internos e externos.
“A prevalência do risco soberano no nível severo é explicada pela manutenção do rácio do crédito ao Governo sobre crédito total e do rácio da dívida pública sobre o PIB em níveis elevados”, lê-se no relatório de estabilidade financeira do Banco de Moçambique.
De acordo com o documento, Moçambique fechou 2024 com uma dívida pública total superior a 16 328 milhões de dólares, contra 15 202 milhões de dólares, em 2023.
Relativamente ao risco soberano, prevê-se, segundo o relatório, que o risco soberano se mantenha no nível severo, decorrente da pressão sobre o endividamento público interno, que continua a agravar-se. “No curto e médio prazos, não se espera grandes flutuações para os indicadores da categoria de risco de rendibilidade e solvência, sugerindo a sua permanência no nível de risco baixo”.
Após quatro épocas de bom nível ao serviço do Atlético Madrid da Espanha, Reinildo Mandava vai mudar de rumo na sua carreira. O internacional moçambicano deve assinar contrato por duas épocas com o Sunderland da Inglaterra, chegando livre, depois de terminar o contrato de curta duração que assinou com o Atlético para ainda marcar presença no Mundial de clubes.
A imprensa inglesa garante que o acordo vai ser oficializado após 30 de Junho, hoje, data em que termina o contrato do jogador com os colchoneros.
Sabe-se que outros clubes da Liga Inglesa manifestaram o seu interesse nos serviços de Mandava, tais são os casos do Crystal Palace e Leeds United.
A Rússia diz que o ritmo das negociações para resolver a guerra na Ucrânia depende da posição de Kiev, da eficácia da mediação dos Estados Unidos e da situação no terreno.
Nesta segunda-feira, a Rússia lançou a responsabilidade de se chegar a um acordo nas negociações para resolver a guerra na Ucrânia a Kiev e aos Estados Unidos da América.
O porta-voz do Kremlin, citado pela imprensa internacional, declarou que o ritmo das negociações para resolver a guerra na Ucrânia depende da posição da Ucrânia, da eficácia da mediação dos Estados Unidos e da situação no terreno.
Sem explicar o que exactamente espera de Kiev ou dos EUA, o Kremlin reiterou que o fim do conflito depende também da eficácia dos esforços de mediação de Washington.
Numa altura em que não há data para a próxima ronda de negociações, a Rússia, que já controla cerca de um quinto da Ucrânia, continua a avançar gradualmente, ganhando terreno nas últimas semanas no sudeste da Ucrânia e intensificando os ataques aéreos em todo o país.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, apelou aos países desenvolvidos para duplicarem os recursos destinados ao financiamento ao desenvolvimento, que tem um défice de quatro biliões de dólares.
António Guterres afirmou que o financiamento ao desenvolvimento está a afogar-se e apelou, por isso, para que os países desenvolvidos dupliquem os recursos destinados ao financiamento que, actualmente, tem um défice de quatro biliões de dólares.
O secretário-geral da Organização das Nações falava, esta segunda-feira, na abertura da quarta Conferência Internacional para o Desenvolvimento da ONU, em Sevilha, Espanha, onde estão reunidos representantes de 192 dos 193 países da organização, incluindo mais de 60 chefes de Estado e de Governo.
Guterres realçou que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável está em perigo e dois terços das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estão atrasados.
“Alcançá-los requer uma inversão de mais de quatro biliões de dólares por ano. Não é só uma crise de números, mas de pessoas que passam fome ou crianças sem acesso às vacinas ou à educação. Estamos aqui em Sevilha para mudar o rumo”, disse Guterres citado por RTP.
O secretário-geral da ONU considerou também essencial mudar o sistema mundial da dívida pública, que considerou insustentável, injusto e inacessível para os países em desenvolvimento, sendo um bloqueio ao crescimento sustentável.
Os Estados Unidos da América, que cortaram a ajuda ao desenvolvimento desde que Donald Trump voltou à Presidência do país, em Janeiro, é o único país ausente em Sevilha.
O terrorismo está a retardar a construção de uma barragem para a captação de água que deverá abastecer o distrito de Mueda, uma vila com uma antiga e grave crise do precioso líquido.
O município de Mueda já havia encontrado uma solução para a crónica crise de água potável na vila, a construção de uma barragem sobre o rio Muela, mas, com a intensificação dos ataques terroristas, o projecto ficou paralisado.
A situação de segurança no norte de Cabo Delgado continua crítica, mas o presidente do município de Mueda tem ainda esperança de resolver o crónico problema de água potável na vila, dentro dos próximos dois anos.
A construção da barragem sobre o rio Muela é um projecto antigo e até ao momento é considerada a única solução para resolver o problema de água potável em Mueda, uma vila onde a luta diária da população é ter água em casa.
O Presidente da República, Daniel Chapo, encorajou, este domingo, a comunidade moçambicana residente em Espanha a manter vivo o orgulho nacional, o patriotismo e o compromisso com os valores e interesses de Moçambique, onde quer que se encontrem.
“Temos que continuar com este orgulho de sermos moçambicanos, sermos patriotas, continuarmos a defender o interesse nacional e do povo moçambicano em qualquer local onde nós nos encontramos, em qualquer parte do mundo”, afirmou o Chefe do Estado, durante um encontro com representantes da diáspora moçambicana, no primeiro dia da sua visita ao Reino da Espanha.
Na ocasião, o Presidente da República partilhou a situação política, económica e social de Moçambique, com destaque para os esforços em curso para a consolidação da paz e da estabilidade.
O estadista destacou o papel central do diálogo como instrumento de inclusão nacional, referindo-se à assinatura, no passado dia 5 de Março, do Compromisso Político para um Diálogo Nacional Inclusivo, o primeiro acordo multilateral do género no país, já convertido em lei pela Assembleia da República.
Chapo sublinhou que este processo de diálogo não terminou com a assinatura do acordo, e prossegue agora com a integração de todos os estratos da sociedade moçambicana. Durante o encontro, o governante fez ainda referência às celebrações do 50.º aniversário da independência nacional, ocorridas a 25 de Junho, que tiveram lugar no Estádio da Machava, o mesmo palco histórico onde, em 1975, o Presidente Samora Machel proclamou a independência de Moçambique.
O Presidente da República reconheceu ainda a existência de desafios persistentes que o país enfrenta. “Há muitos desafios ainda que temos que continuar a trabalhar, como a questão do combate à corrupção, que é um mal que afecta e infecta a nossa sociedade”, disse, acrescentando que também há preocupações com crimes transnacionais como o branqueamento de capitais e os raptos, que impactam negativamente no desenvolvimento nacional.
A comunidade moçambicana residente em Espanha expressou a sua gratidão pela oportunidade de encontro com o Chefe do Estado e pela atenção dada às suas preocupações. Revelou ainda que têm organizado regularmente encontros para debater formas de contribuir, dentro das suas possibilidades, para o desenvolvimento nacional, mantendo o compromisso com a terra de origem.
No final do encontro, o Presidente Chapo manifestou satisfação ao constatar que há moçambicanos que, apesar de viverem na Espanha, continuam ligados ao país e a contribuir activamente.

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