Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
Mais de 900 vendedores já saíram dos passeios, na Praça dos Combatentes, e ocuparam os mercados indicados pelo Município de Maputo. A Edilidade decidiu dar mais uma semana para que os informais abandonem os locais impróprios.
Os vendedores informais, que vendem nos passeios e nas bermas da estrada, na zona da Praça dos Combatentes, têm mais sete dias para abandonar os locais.
A Polícia Municipal diz haver mais de 3 mil bancas desocupadas nos mercados da cidade de Maputo, que considera suficientes, para acolher todos os informais da zona da Praça dos Combatentes.
“Há muito espaço nos mercados, com destaque para o mercado informal de Xipamanine, que neste momento tem 1400 bancas vazias, além de outros, como o Compone, Mazambane, 1 de Junho, e mais, tanto dentro quanto fora da periferia”, explicou Naftal Lay, porta-voz da Polícia Municipal.
Apesar da resistência de alguns, que preferem continuar nestes locais, a Polícia Municipal diz terem sido acolhidos mais de novecentos vendedores que oficializaram as suas bancas, em vários mercados, durante a primeira semana de sensibilização.
“Do mapeamento que a direcção de Mercados e Feiras fez constatou-se que a nível de Xiquelene existem cerca de 3 mil vendedores e o Conselho Municipal tem acima de três mil espaços desocupados, para dizer que, o número de bancas cabe para os vendedores que exercem as suas actividades em locais impróprios, na Praça dos Combatentes”.
A edilidade reitera que esta é a última semana e apela para que os vendedores abandonem os locais impróprios, antes da adopção de medidas proibitivas ou de coerção.
Para que o processo ocorra de forma rápida, a Polícia Municipal apela também aos utentes, para que não comprem produtos nos passeios e nas bermas da estrada.
O Presidente da República quer maior cooperação entre os membros da Assembleia parlamentar da Comunidade dos países de língua portuguesa na promoção da democracia e participação activa dos cidadãos na tomada de decisão. Daniel Chapo falava hoje durante a abertura da décima quarta sessão ordinária do órgão, que decorre em Maputo.
Maputo acolhe, a partir desta segunda-feira, a décima quarta sessão ordinária da Assembleia parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que marca o fim da Presidência da Guiné-Equatorial do órgão e o início do mandato de Moçambique, que vai até o ano 2027.
A sessão de abertura, que reúne líderes parlamentares dos nove países da comunidade, foi presidida pelo Chefe de Estado, que desafiou os membros a serem mais cooperativos, numa altura em que há desafios geopolíticos, sociais e ambientais.
Daniel Chapo entende que a realização da sessão é um reconhecimento do interesse de Moçambique na promoção da paz, cidadania e democracia mundiais.
“Assume-se como missão estratégica da nossa comunidade a construção e consolidação de uma verdadeira cidadania lusófona, fundada na mobilidade, na protecção social, na partilha de saberes, na partilha da cultura, na valorização da nossa diversidade e no reconhecimento dos direitos do espaço da CPLP. Este ideal de cidadania partilhada deve orientar os nossos esforços governativos e legislativos, para que os cidadãos dos nossos Estados se reconheçam mutuamente como parte de um mesmo espaço de pertença e de cooperação solidária”, disse o Presidente durante o seu discurso de abertura.
Chapo quer uma Assembleia Parlamentar da CPLP que reforce os instrumentos da diplomacia parlamentar para a partilha de boas práticas no domínio da governação democrática e dos direitos humanos.
A participação dos cidadãos na tomada de decisão é um dos desafios apontados como essenciais por ultrapassar pelo Chefe de Estado.
“Aprofundem o diálogo para a construção de uma cidadania intercomunitária que promova a mobilidade dos cidadãos e o intercâmbio de conhecimentos com vista à promoção de desenvolvimento sustentável e equitativo dos nossos países e povos. Promova acções coordenadas de capacitação institucional, com enfoque nas áreas de educação, cultura, justiça, ambiente, gestão pública e privada, turismo e tantas outras áreas de desenvolvimento, como forma de promover a participação de cidadãos nos processos de tomada de decisão”, referiu-se.
Chamada a intervir, Teresa Assangono, presidente cessante do órgão e Presidente do Senado da Guiné-Equatorial, apontou as barreiras na circulação dentro da região como um dos entraves ao desenvolvimento político, económico e social da região.
“A livre circulação de pessoas dentro da CPLP continua a ser um desafio, uma vez que a mobilidade não é facilitada a todos, apenas aos titulares de passaportes diplomáticos, de serviços e oficiais. Isto dificulta a livre circulação de estudantes, assentos culturais e empresariais, entre muitos outros. Importa referir que são reconhecidas as dificuldades que esta classe tem enfrentado para se deslocar dentro da nossa comunidade, pelo que recomendamos o reforço da implementação efectiva pelos Estados-membros do Acordo de Mobilidade assinado a 17 de Julho de 2021, em Luanda, República de Angola”, declarou Assangono.
A tomada de posse de Moçambique como presidente do órgão, a decorrer nesta terça-feira, será o ponto mais alto do evento.
Morreu, este domingo, o antigo Presidente nigeriano Muhammadu Buhari. A informação foi confirmada pelo Gabinete da Presidência do país.
O antigo presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, morreu este domingo em Londres, onde recebia tratamento médico.
Buhari, que liderou o país mais populoso da África de 2015 a 2023, foi o primeiro presidente nigeriano a destituir um ocupante do cargo por meio das urnas, depois de derrotar Goodluck Jonathan.
Mas antes disso, na sequência do golpe militar de Dezembro de 1983, que derrubou o então Presidente Shehu Shagari, Muhammadu Buhari, que era um dos líderes militares revoltados, ocupou a Presidência entre 31 de Dezembro de 1983 e 27 de Agosto de 1985, período no qual conquistou seguidores, pelo seu estilo de governação baseado no combate à corrupção.
Nascido a 17 de Dezembro de 1942, no noroeste da Nigéria, Muhammadu Buhari perdeu a vida aos 82 anos de idade.
Um indivíduo de 30 anos de idade foi detido em Chókwè, na província de Gaza, acusado de liderar uma suposta rede criminosa de assaltantes à mão armada. Na sequência da operação, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apreendeu vários telemóveis e bens avaliados em mais de 200 mil meticais.
O Indiciado é confesso e explica com detalhes os bastidores da sua incursão, mas nega ser integrante e líder de uma quadrilha.
A resposta, no entanto, não convenceu as autoridades do SERNIC, que falam de suspeitas e diligências para a detenção de outros envolvidos neste e outros crimes, nos arredores dos bairros do centro comercial de Chókwè.
O último assalto supostamente protagonizado por este grupo foi numa das maiores farmácias do quinto bairro, onde assassinaram, com recurso a faca, um agente de segurança e apossaram-se de medicamentos e valores monetários não especificados.
Depois de 20 dias de trégua, os ex-guerrilheiros da Renamo, que pedem afastamento do presidente do partido, Ossufo Momade, anunciaram, esta segunda-feira, que vão, de novo, forçar o encerramento das sedes nacional e provinciais da formação política no país.
O grupo optou pela retoma porque, segundo explicou, durante os dias de trégua, não houve nenhum movimento de aproximação para um diálogo da parte das representações do partido.
O porta-voz do grupo, que reivindica,também, a realização do Congresso Nacional, disse ainda que não houve resposta sobre o seu pedido. “ Foram dias de silêncio total”, declarou.
O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, suspendeu o Ministro da Polícia, Senzo Mchunu, após graves alegações feitas pelo General Nhlanhla Mkhwanazi, um alto funcionário da polícia. Mkhwanazi acusou Mchunu e o Comissário Adjunto da Polícia, Shadrack Sibiya, de interferir em investigações delicadas e de conluio com organizações criminosas.
A suspensão ocorre em meio à crescente preocupação com suposta interferência política em importantes agências de segurança pública. Segundo o African News, o Presidente Ramaphosa anunciou a decisão publicamente e declarou: “Para que a Comissão execute suas funções com eficácia, decidi conceder licença ao Ministro da Polícia, Sr. Senzo Mchunu, com efeito imediato. O Ministro comprometeu-se a prestar total cooperação à Comissão para que ela funcione adequadamente”.
Ramaphosa nomeou o Professor Firoz Cachalia como Ministro interino da Polícia. Enquanto isso, Mkhwanazi alegou ainda que Mchunu e Sibiya dissolveram uma unidade crucial de combate ao crime, que investigava uma série de assassinatos com motivação política. Esses assassinatos estariam ligados a redes criminosas organizadas.
O Presidente sul africano também delineou o escopo do inquérito. “A Comissão vai investigar o papel de altos funcionários, actuais ou antigos, em determinadas instituições que possam ter auxiliado ou incitado a suposta atividade criminosa; ou deixado de agir com base em informações confiáveis ou alertas internos; ou se beneficiado financeira ou politicamente das operações de um sindicato”, disse Ramaphosa.
Partidos de oposição criticaram o presidente por não tomar medidas mais enérgicas. Argumentam que afastar Mchunu é uma atitude que não leva à responsabilização e, em vez disso, pediram sua demissão imediata.
O Chelsea é o campeão da primeira edição do Mundial de Clubes. Os “Blues” golearam o PSG, na final, por três bolas sem resposta, partida em que Cole Palmer foi a figura marcando dois dos três golos.
A Inglaterra vive um sonho! O Chelsea é, para já, a melhor equipa do mundo. Não só venceu, assim como convenceu. Acima de tudo, venceu o futebol e o espectáculo. Era uma equação difícil de prever o resultado.
Chelsea e PSG, duas equipas que justificaram o facto de terem chegado à final da do Mundial de Clubes. Com uma nota artística, Cole Palmer, um dos jogadores mais frios do mundo, começou a traçar o caminho da vitória, aos 22 minutos.
Ainda havia muito por jogar e, por isso mesmo, tudo poderia acontecer. Nem Doué, nem Dembelé, nem Vitinha e nem qualquer outro jogador do PSG, mas sim, mais uma vez, Cole Palmer.
O dia era todo seu e em mais um momento de inspiração marcou o segundo golo do Chelsea. Tudo ficava complicado para a equipa de Luís Enrique, que ainda assim não atirou a toalha ao chão. Lutou e soube justificar a sua grandeza.
Das terras do Samba, João Pedro, quão matador inocente, ampliou o marcador, bem no fim da primeira parte. Num mundo de remontadas, o PSG acreditava que pudesse virar o resultado.
Os parisienses tentaram e deram tudo em campo, mas a história do jogo já estava escrita. O Chelsea é o campeão da primeira edição do Mundial de Clubes. Para trás fica a lição de um só mundo e o poder transformador do futebol.
Imposição de taxas à União Europeia pelos Estados Unidos da América a partir de Agosto inquieta as associações industriais e comerciais alemãs. O grupo de empresas exige soluções para o problema.
As decisões da administração Trump estão a incomodar as associações industriais e de comércio exterior da Alemanha, maior exportador de mercadorias para os Estados Unidos entre os países da União Europeia.
Neste sábado, o grupo alertou para uma nova escalada do conflito comercial e pediu soluções rápidas por meio de negociações práticas, após Donald Trump ter anunciado a imposição de tarifas de 30% à União Europeia.
Por exemplo, a Associação Alemã da Indústria Automotiva afirmou que os custos extras para montadoras alemãs já somam biliões, e o número está a crescer, enquanto se aproxima a nova vaga de conflito comercial com os EUA.
Por seu turno, a Federação das Indústrias Alemãs afirmou em um comunicado que o último anúncio de tarifas de Trump é “um alerta para a indústria de ambos os lados do Atlântico”, instando o governo alemão, a Comissão Europeia e o governo dos EUA a encontrarem soluções rápidas e a evitarem uma escalada.
A Europa não deve se intimidar com a ameaça tarifária dos Estados Unidos e deve buscar soluções sobriamente por meio de negociações em pé de igualdade, afirmou a Associação Alemã de Atacado, Comércio Exterior e Serviços.
Está a gerar tensão a construção de um novo aterro sanitário em Matlemele, no Município da Matola, província de Maputo. Moradores contestam o projecto, alegando falta de consulta pública e receios quanto aos impactos ambientais e sociais. A edilidade promete reunir-se com a comunidade nos próximos dias para esclarecer dúvidas e evitar confrontos.
As obras de construção de um novo aterro sanitário em Matlemele, na cidade da Matola, já são visíveis. De acordo com a placa da empreitada, os trabalhos tiveram início no mês passado.
No mesmo local, também se podem observar dísticos de protesto contra a instalação do aterro sanitário neste bairro.
Foi precisamente essa contestação que levou a Comissão dos Moradores a reunir-se, na manhã deste domingo, para manifestar o seu repúdio face ao projecto. Segundo o chefe da Comissão dos Moradores, a implantação do aterro sanitário nesta zona levanta sérias dúvidas quanto à sua viabilidade e impacto na comunidade.
O projecto, liderado pelo Município da Matola e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável, tem como objectivo aliviar a pressão sobre o actual aterro de Hulene, que se encontra sobrelotado. A edilidade garante que o novo aterro será moderno e que não acarretará riscos para os residentes.
De acordo com o vereador para o Planeamento Territorial, Aurélio Salomão, o município irá promover uma sessão de esclarecimento, onde técnicos, autoridades e moradores poderão discutir o futuro do projecto.
O ambiente em Matlemele mantém-se tenso, com a população a exigir que a sua voz seja ouvida antes de serem tomadas decisões definitivas.

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