Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
A Kuvaninga – Cartão d’Arte vai realizar, nos dias 31 de Julho e 2 de Agosto, no Instituto Guimarães Rosa e no Restaurante Mar à Vista, na Cidade de Maputo, a primeira Mostra de Livros de Cartão.
Para a Kuvaninga, trata-se de uma iniciativa que se insere na missão de valorizar, promover e dinamizar a cultura moçambicana, criando plataformas que incentivem o intercâmbio artístico, literário e cultural.
A programação de três dias, inclui exposições de arte e de livro, feira do livro, lançamentos de livros e assinatura de autógrafos, mesas redondas, sarau cultural e lançamento de concursos com o objectivo de aproximar artistas, escritores, académicos, gestores culturais e público em geral, fomentando um ambiente vibrante e inclusivo para a expressão e difusão das artes e da literatura em Moçambique.
A Mostra de Livros de Cartão da Kuvaninga será inaugurada no dia 31 de Julho, quinta-feira, às 18h00, numa cerimónia que irá juntar personalidades diversas das artes e cultura do país, mas antes, às 17h30, haverá a inauguração de uma exposição de artes plásticas da autoria do artista visual, ilustrador e membro-fundador da Kuvaninga, Jossias Guambe (Joss).
Já no dia seguinte, 1 de Agosto, sexta-feira, haverá lançamento de livros e sessões de autógrafos do acervo da editora, constituído por mais de 30 títulos, a partir das 18h00, mas antes, às 17h30, haverá lançamento de concursos literários e de artes.
Durante os dois dias, entre às 14h00 e às 17h30, terão sessões de mesas redondas, debates e reflexões sobre temas culturais e literários actuais que colocam o livro artesanal no centro das atenções.
Todas as actividades terão lugar no Instituto Guimarães Rosa, incluindo uma feira de livro, entre às 10h00 e 17h30, sendo que no dia 2 de Agosto, sábado, a feira decorre até às 13h00. A partir das 15h00, todas as atenções estarão viradas para o Restaurante Mar à Vista, que vai acolher a Feira do Livro e a partir das 18h00, a realização de um Sarau Cultural.
Nesta quinta-feira, entre 14h30 e 17h30, a cantora lírica e gestora cultural Stella Mendonça vai ministrar uma aula de sapiência. O evento vai decorrer nas instalações da Fundação MUSIARTE, cita na Travessa Tenente Valadim 67, perto do Museu da Mueda, na baixa da Cidade de Maputo.
Na sessão designada “A construção de uma carreira artística: Perspectivas e Desafios”, Stella Mendonça vai abordar os seguintes tópicos: Talento vs formação; A consistência artística como elemento estruturante de uma carreira sustentável; Que perfil construir no contexto das artes e Alternativas de geração de renda no universo artístico.
Para a Fundação MUSIARTE, a presença de Stella Mendonça, cuja trajectória profissional é marcada por um compromisso com a excelência, inovação e desenvolvimento cultural, constituirá uma oportunidade ímpar para todos os que actuam ou pretendem actuar no sector artístico, nomeadamente artistas, estudantes, docentes, agentes culturais e o público em geral.
A sessão com a cantora lírica insere-se na missão da Fundação MUSIARTE de promover o fortalecimento do sector artístico por meio da formação, partilha de conhecimento e valorização da experiência profissional.
Stella Mendonça é primeira cantora lírica moçambicana, estudou em França nos Conservatórios Nacionais de Paris e Lyon, onde concluiu o Mestrado. Posteriormente, especializou-se em Belcanto, na Suíça, com Dennis Hall, em Espanha, com Magda Olivero, na Áustria, com Grace Bumbry, e na Juilliard School, em Nova Iorque.
Com mais de 35 anos de percurso artístico e académico, Stella Mendonça leccionou na Suíça, em França e foi professora convidada nas universidades de North Carolina, Missouri e St. Louis, nos Estados Unidos.
Fundadora e Directora da MUSIARTE – Conservatório de Música e Arte Dramática, é uma das figuras incontornáveis do panorama musical moçambicano, com um contributo inestimável para a formação artística e o desenvolvimento da cultura em Moçambique.
De 15 de Julho a 15 de Agosto de 2025, estarão abertas as candidaturas para a programação cultural de 2026 do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na Cidade de Maputo, dirigidas a artistas e produtores nacionais e estrangeiros.
Através do modelo de chamada pública, o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) reafirma o seu compromisso com a transparência, a diversidade e a equidade na selecção de projectos. Assim, a abordagem permite reunir propostas de diferentes proveniências, estimular a circulação de ideias e abrir espaço a múltiplas expressões artísticas e culturais — dando visibilidade tanto a artistas consolidados como a novas vozes do panorama criativo moçambicano.
De acordo com uma nota do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), candidaturas submetidas serão objecto de uma pré-selecção interna, que definirá os projectos a serem avaliados pela Comissão de Avaliação de Projectos, composta pela direcção da própria instituição, representantes das suas entidades tutelares — a Embaixada de França e o Ministério da Educação e Cultura — e ainda por agentes públicos e privados do sector das indústrias culturais e criativas. A aprovação final será tomada por unanimidade desta comissão.
Os interessados poderão submeter as suas candidaturas através do preenchimento do formulário de inscrição (disponível em ccfmoz.com a partir de 15 de Julho) anexando toda a informação complementar solicitada.
Depois do processo de avaliação, apenas os candidatos seleccionados serão contactados.
Donald Trump ameaça tarifas severas de 100% à Rússia, caso não seja firmado um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, dentro de 50 dias. O presidente norte-americano diz que o conflito deve parar urgentemente.
O presidente norte-americano, Donald Trump, estabeleceu nesta segunda-feira o prazo de 50 dias para que a Rússia alcance um acordo de paz com a Ucrânia, caso não, ameaça aplicar um pacote de tarifas severas.
Depois de afirmar que está insatisfeito com o presidente russo Vladimir Putin, com quem já teria formalizado quatro acordos para pôr fim ao conflito, Trump explicou que a taxa cobrada a Moscovo será de 100%.
O estadista falava durante um encontro com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, Mark Rutte, que decorreu na Casa Branca, onde justificou que o comércio é “excelente para resolver guerras”.
As sanções aplicadas incluirão medidas punitivas contra terceiros que mantiverem laços comerciais com Moscovo.
Além de aplicar tarifas severas, Trump afirmou que enviará armas de ponta à Otan para apoiar a Ucrânia, cujos custos serão cobertos por integrantes da aliança militar.
Na manhã desta terça-feira, Moscovo reagiu às ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump. O vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, desvalorizou e disse que a Rússia “não se importa”.
Em contrapartida, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu a Trump pelo anúncio e acusou a Rússia de querer fazer com que a guerra seja vista como um “novo normal”.
A guerra entre a Rússia e Ucrânia perdura desde Fevereiro de 2022
O presidente ucraniano agradeceu a Donald Trump e aos países da NATO a decisão de fornecer armas a Kiev e de avançar com sanções à Rússia. Volodymir Zelensky tem vindo a defender que a paz só será possível através da força e levanta o véu sobre um entendimento militar mais vasto com Washington.
“Estou a agradecer aos Estados Unidos, à Alemanha e à Noruega, por terem preparado uma decisão sobre patriots na Ucrânia. Estamos também a trabalhar em importantes acordos de defesa com os EUA. Ainda não posso revelar os detalhes, mas juntos podemos conseguir muita coisa em prol da segurança”, disse o presidente ucraniano.
Moçambique terminou com 20 medalhas a participação nos XI Jogos da Juventude da Região 5, realizados de 4 a 13 de Julho de 2025, na Namíbia. Prepara agora a sua vez de acolher a prova, que terá lugar em Maputo, próximo ano, com ambição de se mostrar ao continente em termos de organização.
Com espírito de garra, união e excelência, Moçambique conquistou 20 medalhas nos XI Jogos da Juventude da Região 5, realizados de 4 a 13 de Julho de 2025, na Namíbia. A delegação regressa ao país com 5 medalhas de ouros, 5 pratas e 10 bronzes, reafirmando o talento e a dedicação dos jovens atletas.
O basquetebol foi a modalidade que esteve em destaque, uma vez que para além de ter conseguido uma medalha na competição, nomeadamente a medalha de prata, após perder na final da competição, garantiu, assim, a qualificação ao Afrobasket da categoria, que vai decorrer, na capital ruandesa, Kigali, entre 4 a 14 de Setembro.
Moçambique subiu ao pódio em várias outras modalidades, dentre elas no Karaté, onde Alberto Maringue conquistou uma medalha de ouro, para além de duas de bronze na natação, na estafeta masculina de 4×100 metros, e vólei de praia, através da dupla Emilia Suade e Artimiza Sitoe.
Outra medalha de ouro foi conquistada por Milena Filipe no triplo salto, conquistado ainda a medalha de bronze no salto em comprimento, enquanto Arnaldo Taipo subiu ao pódio duas vezes para receber a medalha de prata, nomeadamente nas categorias de kata e kumite, no Karate.
“Estes resultados são reflexo da coragem, da preparação e do orgulho nacional com que os nossos jovens representaram Moçambique. Vamos continuar a investir no talento juvenil, no desporto como ferramenta de desenvolvimento, e no espírito de união que nos distingue”, disse o ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, na hora do balanço.
O evento, de dimensão continental, teve mais de 2.500 atletas de 11 países, que competiram em 12 modalidades, nas cidades de Windhoek e Swakopmund. A Namíbia, que assumiu a organização com excelência após Moçambique ter cedido o lugar, apostou em estádios renovados, inclusão de jovens com deficiência e um modelo de sustentabilidade regional.
Com o fim do evento de Namíbia, Moçambique carregou o testemunho e o compromisso com o futuro para acolher a prova em 2026.
Em Maio deste ano, Moçambique assinou o acordo para sediar os XII Jogos da Juventude da Região 5 em 2026. O desafio está lançado e já iniciam os preparativos para acolher a maior competição desportiva da região.
O Presidente da República, Daniel Chapo, garantiu, nesta segunda-feira, na cidade da Beira, que o Governo está a mobilizar fundos para a construção de uma estrada alternativa de acesso directo ao Porto da Beira e que brevemente iniciará obras para a reabilitação de vulto da Estrada Nacional Número 1, no troço entre Inchope e Zambézia.
Entrar e sair na cidade da Beira através da Estrada Nacional Número 6, a principal via que dá acesso ao centro da urbe e ao Porto da Beira, está cada vez mais difícil dado o crescente número de camiões, principalmente de cargas, que se movimentam na rodovia.
O Presidente da República, Daniel Chapo, está ciente dos constrangimentos socioeconómicos que este problema está a criar e por isso garantiu que o seu governo está à procura de solução para tal.
“Hoje, para entrar no porto da Beira, é um problema muito sério. Nós estamos a trabalhar para encontrarmos estradas alternativas para entrar facilmente no porto da Beira e sair do porto da Beira”, disse Daniel Chapo.
O Presidente da República, que falava na tarde desta segunda-feira na cidade da Beira num comício popular, no arranque da sua visita de trabalho, lembrou que sem estradas não há desenvolvimento e que por isso brevemente retornará em Sofala para testemunhar o arranque de obras de vulto na estrada nacional número 1, entre Inchope e Zambézia.
“É uma estrada que passa por Gorongosa. Para podermos ter estradas em condições e termos uma estrada nacional número 1 como deve ser. Porque sem estrada não há desenvolvimento”, prometeu o Chefe do Estado.
Para enfatizar o seu desiderato, Chapo deu como exemplo as dificuldades pelas quais a população passa para vender seus produtos. “Produzimos coisas na nossa machamba e queremos vir vender na estrada ou na vila e não conseguimos”, exemplificou.
Chapo prometeu ainda uma nova estrada. “Também estamos a trabalhar para que a estrada que liga Dondo até Inhaminga possa ser feita”, prometeu.
Neste encontro, a população pediu ao chefe de Estado novas infra-estruturas escolares assim como para mobilizar fundos no sentido de melhorar a estrada Beira–Nhangau.
“As nossas crianças percorrem uma distância longa. Umas vão para o distrito de Dondo e outras para Nhangau. Isto é muito cansativo para os nossos filhos”, disse Silva Fernando, representante da população.
Daniel Chapo disse que registou a preocupação e já está a trabalhar. “Nhangau realmente fica longe da cidade e a estrada não está em condições. São 20 quilômetros. Nós registamos e vamos trabalhar para encontrar uma solução”, disse o Chefe do Estado.
O Presidente da República pediu depois à população de Sofala para respeitarem as diferenças de pensamentos que para ele são a base de paz e reconciliação. “Não há nenhum sítio que não há direito a odiar e a vulgar os outros. Por isso, temos que combater a violência. Temos que combater o ódio. Temos que promover a paz. Temos que promover o amor ao próximo”, disse, destacando ainda que “unidos, reconciliados, com paz e segurança, vamos desenvolver Moçambique”.
Daniel Chapo estará em Sofala até na próxima quarta-feira, onde deverá manter encontros a diferentes níveis e inaugurar infra-estruturas.
Continuam três casos confirmados de Mpox, todos na província de Niassa, norte do país, mas subiu para 11 o total de suspeitos, segundo o boletim da evolução da doença divulgado hoje pelas autoridades de saúde.
De acordo com o boletim da Direcção Nacional de Saúde Pública, com dados de 11 a 13 de Julho, só nas últimas 24 horas foram contabilizados mais sete casos suspeitos, mantendo-se ainda 13 em seguimento, enquanto 14 estão em isolamento, mas sem registo de óbitos.
Os três casos da doença foram confirmados no dia 11 de Julho pelas autoridades sanitárias, que adiantaram, na altura, que os pacientes estavam estáveis e em isolamento.
Os três primeiros casos foram identificados no distrito de Lago, que faz fronteira com a Tanzânia.
O Presidente dos Camarões, Paul Biya, de 92 anos, confirmou que voltará a disputar as eleições, encerrando semanas de especulações sobre os próximos passos da sua carreira política. O anúncio foi feito através das redes sociais, onde o Chefe de Estado reafirmou sua vontade de continuar a servir o país e declarou que “o melhor ainda está por vir”.
Com mais de quatro décadas no poder, Biya é actualmente o segundo Presidente com mais tempo de mandato em toda a África. Sua decisão de concorrer novamente provocou reacções negativas por parte da oposição e de organizações de defesa dos direitos humanos.
Nas últimas eleições, realizadas em 2018, Biya foi declarado vencedor com mais de 70% dos votos, uma vitória cercada de controvérsias, incluindo denúncias de fraude, baixa participação popular e episódios de violência.
As regiões anglófonas do país continuam a sofrer os impactos de um conflito separatista, que obrigou milhares de estudantes a abandonarem a escola e tem resultado em confrontos fatais entre forças governamentais e grupos armados.
Durante o seu longo mandato, Biya tem sido alvo de acusações de corrupção e críticas pela forma como lida com os problemas internos. Suas constantes viagens ao exterior para tratamento médico também levantaram dúvidas quanto ao seu estado de saúde e à sua capacidade de liderar de forma eficaz.
Com a aproximação de um novo ciclo eleitoral, a intenção de Biya de manter-se no poder adiciona ainda mais tensão ao cenário político camaronês, já marcado por complexidade e polarização.

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