Um automobilista morreu carbonizado na madrugada deste sábado, na sequência de uma colisão entre uma viatura ligeira e um camião, na Estrada Nacional Número Um (EN1), no Distrito Municipal da Katembe, Cidade de Maputo. O acidente provocou ainda dois feridos.
O sinistro ocorreu nas primeiras horas da manhã e destruiu completamente a viatura ligeira, que se incendiou após o embate, impossibilitando o condutor de escapar às chamas.
No camião seguiam duas pessoas. Uma sofreu ferimentos graves e a outra contraiu ferimentos ligeiros. Ambas foram socorridas e transportadas para uma unidade hospitalar, onde recebem assistência médica.
O proprietário do camião afirmou que, de acordo com as informações que lhe foram transmitidas, o veículo seguia normalmente no seu percurso quando ocorreu a colisão.
As circunstâncias em que o acidente se deu continuam por esclarecer. Contudo, a Polícia de Trânsito admite, como hipótese preliminar, que o sinistro tenha resultado de uma alegada circulação em contramão por parte do condutor da viatura ligeira. As investigações prosseguem para o apuramento das causas do acidente.
Até ao fecho desta edição, as viaturas sinistradas permaneciam no local do embate, enquanto decorriam os trabalhos das autoridades competentes.
As autoridades judiciais da Nigéria condenaram 44 indivíduos por envolvimento no financiamento do grupo extremista Boko Haram, com penas que variam entre 10 e 30 anos de prisão com trabalhos forçados.
De acordo com a imprensa internacional, os condenados faziam parte de um grupo de 54 suspeitos julgados em tribunais civis especiais na cidade de Kainji, no leste do país, no âmbito da retoma dos julgamentos de casos relacionados com o terrorismo, suspensos há sete anos.
A ofensiva militar contra o Boko Haram, iniciada em 2009, já provocou mais de 40 mil mortos e dois milhões de deslocados internos, segundo dados das Nações Unidas. A violência do grupo, que visa instaurar um califado islâmico, também afecta países vizinhos como o Chade, Níger e Camarões.
Desde o relançamento dos julgamentos em massa em 2017, centenas de membros do Boko Haram foram condenados por crimes que incluem ataques a civis, raptos, destruição de locais religiosos e assassinatos, com penas que vão da prisão prolongada à pena de morte.
O relatório preliminar sobre o trágico acidente de avião na índia que matou mais de 240 pessoas em Junho revela que dois motores da aeronave deixaram de receber combustível, três segundos após a decolagem.
O Boeing 787 da Air India partiu da cidade indiana de Ahmedabad rumo a Londres. Pouco depois da decolagem, perdeu impulso e caiu sobre um edifício residencial ligado a um hospital local.
O relatório afirma que os dois pilotos tinham ampla experiência, juntos, acumulavam mais de 19 mil horas de voo, sendo mais de 9 mil especificamente em aeronaves do modelo 787.
Os interruptores que cortam o combustível dos motores normalmente só são usados ao final do voo ou em emergências graves, como incêndios. Mas no caso do voo da Air India, não havia qualquer falha que justificasse o corte, porém dois motores da aeronave deixaram de receber combustível.
Apesar da tragédia, o relatório preliminar afirma que, por enquanto, não há recomendações para mudanças nos procedimentos do modelo Boeing 787 nem dos motores utilizados.
Mas até aqui, o mistério permanece: os interruptores foram accionados pelos pilotos ou por uma falha no sistema?
A resposta só será conhecida no relatório final, que pode demorar meses.
No distrito de Limpopo, em Gaza, há famílias que conservam os corpos de entes queridos em casa, ou têm de percorrer quase 25 quilómetros para o efeito, na sequência da inoperância da morgue do Hospital Rural distrital. Segundo a população a morgue está inativa há quatro anos. A Direcção provincial de Saúde já reagiu ao assunto.
A morgue do hospital Rural de Chicumbane, no distrito de Limpopo, na província de Gaza, está inoperacional devido à avaria do sistema de refrigeração. Neste momento, a população é forçada a percorrer quase 25 quilómetros, para o Hospital Provincial de Xai-Xai para conservar os corpos dos seus entes queridos.
A população queixa-se de intimidações sempre que tentam expressar o seu desagrado
Sandra Mucache recorda com angústia o drama atravessado pela sua família aquando da perda do seu pai.
“O meu pai perdeu a vida neste hospital, mas fomos solicitados a levantar o seu o seu corpo de noite”, reclama.
Confrontada com a situação, a Direcção Provincial da Saúde tratou de atirar todas culpas ao empreiteiro. Sem avançar os valores envolvidos, Sérgio João alegou que o responsável recebeu o dinheiro e desapareceu.
Sobre as saídas para aliviar o sofrimento de pouco mais de 100 mil habitantes, o sector garantiu estar em curso trabalho para instalação de uma morgue no centro de saúde de Mauawasse, em duas semanas.
Os Estados Unidos sancionaram o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, pela primeira vez, pelo envolvimento em graves violações de direitos humanos no âmbito dos protestos antigovernamentais de 11 de Julho de 2021, anunciou o Departamento de Estado.
A 11 de Julho de 2021, Cuba foi palco de protestos nos quais mais de 1 400 pessoas foram presas, algumas delas estão ainda detidas. Quatro anos depois, os EUA afirmam que líderes-chave do regime estão envolvidos em graves violações dos direitos humanos, o que significa que estão impedidos de entrar naquele país.
“O regime cubano respondeu aos protestos com violência e repressão, detendo injustamente milhares de pessoas, incluindo mais de 700 que permanecem presas e sujeitas a tortura ou abuso”, acusa a administração Trump.
Outras medidas da administração Trump incluem restrições de vistos a numerosos funcionários judiciais e prisionais, que são alegadamente cúmplices ou responsáveis pela detenção injusta e tortura de manifestantes.
A decisão proíbe também transações financeiras directas ou indirectas com entidades controladas pelas forças armadas cubanas, como a GAESA e as suas filiais. Além disso, a Casa Branca acrescentou 11 hotéis à sua lista de propriedades restritas e alojamentos proibidos em Cuba, que inclui empresas e propriedades ligadas ao regime.
Esta é a primeira vez que o presidente cubano é alvo de sanções por parte de Trump, que apresentou um memorando a 30 de Junho que pretendia acabar com “práticas económicas que beneficiam desproporcionalmente o governo cubano, as forças armadas, os serviços secretos ou as agências de segurança à custa do povo”.
Pelo menos 38 pessoas foram mortas após os protestos violentos da última segunda-feira no Quénia, segundo novo balanço divulgado ontem pela Comissão Nacional dos Direitos Humanos do Quénia.
Um relatório anterior, divulgado na terça-feira, indicava 31 mortes. Este é o maior número de mortos desde que os protestos contra o Presidente, William Ruto, começaram, há mais de um ano, e abalaram o país do leste de África.
Na segunda-feira, a polícia, mobilizada em grande número, cortou as principais vias de acesso a Nairobi, capital do país, cujas ruas estavam vazias. Confrontos entre a polícia e manifestantes ocorreram nos arredores da cidade.
Segundo a comissão de direitos humanos, as três cidades com mais vítimas são Kiambu, oito, Nairobi, seis, e Kaijado, seis. A ONU declarou, há dias, estar muito perturbada com os primeiros números publicados, referindo-se a “assassínios”.
O Quénia vive uma vaga de manifestações, desencadeada em Junho de 2024, por um controverso projeto de lei orçamental, criticado em especial pelos jovens.
O movimento tem sido severamente reprimido pela polícia e, com este último número de mortos, já fez mais de uma centena de vítimas mortais.
A Raff Military Textile, uma empresa turca de fabrico de material militar, continua com atenções viradas para Moçambique, que vê como um “centro de oportunidades” para se formar na África Austral.
Os turcos, que recentemente estiveram em Moçambique e reuniram com autoridades nacionais de defesa e segurança, encontram-se agora nos Camarões, onde também se reúnem com líderes do sector de defesa nos Camarões, também com intenção de se fazer conhecer e vender os seus produtos de defesa e segurança militar.
Apesar da sua digressão por alguns países do continente africano, com destaque para África Austral, onde também visitaram, para além de Moçambique, a Zâmbia, o CEO da empresa turca, Eray Yükseloğlu, continua cativado pelo potencial que viu em Moçambique.
A empresa turca expressou que o seu foco principal está firmemente em estabelecer uma presença forte e duradoura no mercado moçambicano, até porque a recente visita revelou que o país é muito mais do que apenas uma paragem na digressão, mas como um portal vital para a região austral no seu todo.
A equipa da Raff Military Textile ficou bastante impressionada com a posição de Moçambique, e o CEO da empresa, Eray Yükseloğlu, destacou a sua importância como um centro vital para os países de língua portuguesa em África.
“Não estamos apenas à procura de clientes. Estamos à procura de parceiros”, afirmou Yükseloğlu, que acrescentou ainda que “o nosso objectivo é construir algo sustentável em Moçambique”.
Para o alcance dos objectivos, os turcos dizem acreditar no poder da colaboração local. “Estamos a estender oficialmente um convite aberto a potenciais parceiros locais que partilhem a nossa visão e ambição. Queremos combinar a nossa experiência internacional com o seu inestimável conhecimento local para criar uma operação verdadeiramente central e bem-sucedida”, disse Eray Yükseloğlu.
O ambiente económico estável do país e o claro potencial de crescimento foram citados como principais factores de atracção.
Numa declaração feita sobre Moçambique, o CEO da empresa diz que “os nossos pensamentos e as nossas mentes ainda estão em Moçambique”, augurando por respostas positivas por parte das autoridades nacionais.
“A estabilidade do mercado e as oportunidades profissionais que apresentam e o Espírito acolhedor da sua comunidade empresarial são inesquecíveis. É um país comercialmente fértil que parece perfeitamente preparado para um desenvolvimento significativo. Vimos, não apenas o mercado, mas um futuro dinâmico e promissor do qual estamos extremamente ansiosos por fazer parte”, disse.
Este sentimento mostra o forte impacto que a visita teve no país.
O distrito de Mogovolas, na província de Nampula, voltou a ser palco de um assalto a mão armada com contornos dignos de um filme de acção. Desta vez, 56 quilogramas de ouro que estavam na posse de um estrangeiro foram roubados, num caso que mobilizou as autoridades locais.
Segundo Víctor Vilanculo, porta-voz do Tribunal Judicial da Província de Nampula, oito indivíduos protagonizaram o assalto, entre os quais cinco agentes da Polícia e um elemento do SERNIC. Inicialmente, o tribunal não quis revelar as profissões dos envolvidos, mas após insistência, confirmou-se que entre os quatro agentes da Polícia envolvidos está o comandante distrital da PRM em Mogovolas.
O estrangeiro assaltado transportava, além do ouro, 1 kg de uma gema conhecida por paraíba. Uma mensagem circulou num grupo de WhatsApp que reúne jornalistas e porta-vozes do comando provincial da PRM em Nampula, revelando ainda que a porta-voz da Polícia terá prestado informações incorrectas sobre o caso.
Os suspeitos foram detidos no dia 9 de Julho e interrogados na Primeira Esquadra da cidade de Nampula no dia seguinte, mas surpreendentemente acabaram por ser libertados enquanto a investigação corre.
Recorde-se que, em Novembro do ano passado, Mogovolas foi igualmente palco de um grande roubo: 300 kg de turmalinas foram subtraídos de uma mina local durante manifestações populares, num dos maiores furtos de gemas do mundo.
Constantino André, da província de Gaza, e Samson Chongo, de Tete, são os dois candidatos que concorrem para a eleição do secretário-geral da Organização da Juventude Moçambicana. O escrutínio está agendado para este sábado.
Inicialmente, eram apontados três candidatos, tendo um ficado pelo caminho. O braço juvenil da Frelimo traçou o tipo de secretário-geral que pretende para dirigir os destinos da OJM.
A OJM elegeu, esta sexta-feira, os membros do Conselho Nacional da agremiação.
Dirigentes desportivos dizem que o adiamento da maioria dos jogos da sexta jornada do Moçambola é o cúmulo de um problema de insuficiência logístico conhecido e ignorado pela Liga Moçambicana de Futebol e que podia ter sido sanado antes do arranque do campeonato nacional.
Forçado a mudar de sistema devido a problemas logísticos, o Moçambola 2025 continua a decorrer num clima de tensões.
A informação, avançada esta quinta-feira pela Liga Moçambicana de Futebol sobre o adiamento de seis dos sete jogos programados para a sétima jornada, levanta uma ferida antiga, segundo afirma Miguel Vaz.
“Na semana em que o Moça,bola ia começar de facto, veio o Presidente da federação, de uma forma muito apoteótica e vitoriosa, anunciar que o Moçambola ia iniciar-se na data indicada, e que o compromisso dela era um compromisso efectivo. Hoje, estamos a ver e a concluir que isso não é verdade. A minha opinião é que tudo aquilo que gira em torno do Moçambola está a acontecer como está a acontecer não se deve a falta de capacidade logística”, disse Miguel Vaz, dirigente do desportivo.
Os sinais de falhas no decurso das jornadas apareceram muitos antes da sexta jornada e um dos factos foi a remarcação de jogos durante a quarta e quinta jornada, uma situação que complica a preparação das equipas.
“Isso implica um certo valor que tem que ser pago antecipadamente para que as linhas aéreas possam emitir as passagens. E há um outro problema, que na minha opinião, afecta os clubes: é que na semana passada, de sexta até quarta-feira, vamos supor que haja uma equipa que vai viajar para Tete, ela tem que fazer a sua logística, porque quem paga tudo é o clube. E para que determinados hotéis recebam algumas pessoas, os hotéis têm que estar preparados, porque, numa delegação desportiva, não vai cada um dormir no seu próprio quarto”, explicou Vaz.
Vitor Miguel, também Dirigente Desportivo, questiona a falta de comunicação prévia por parte da Liga Moçambicana de Futebol que ao fim ao cabo os clubes é que são castigados.
“Veja que esta comunicação vem de ontem a noite ou antes de ontem, e hoje, sexta-feira, os clubes que estavam preparados para realizar os jogos no sábado, quer domingo, já tinham toda a logística feita e isto está a trazer situações embaraçosas para os clubes, que não têm como recuperar isso”, reclamou Victor Miguel.
Na visão de Miguel Vaz, o adiamento dos jogos da jornada seis pode ser o prelúdio de uma crise, que exige maior organização da entidade que gere o Moçambola.
“Eu penso que a nível de futebol as coisas não se fazem porque temos fé que isso vai acontecer, mas é preciso que haja programação, haja organização. Então, aquilo que não existe na Liga de Futebol Moçambicana é programação e organização, porque tudo funciona na base da fé (…) Uma prova como esta tem que funcionar com bases em garantias concretas, nada pode ser com base na fé ou na percepção. Infelizmente, a nossa liga funciona na base da fé e da apreciação”, disse.
O comunicado da Liga Moçambicana de Futebol é menos explicativo sobre a localização dos referidos problemas lógicos, daí que os antigos dirigentes desportivos desafiam a LAM a vir ao público explicar.
Sobre o assunto a liga Moçambicana de futebol fecha-se em dar quaisquer detalhes adicionais ao comunicado de imprensa, o mesmo acontece do lado das Linhas Aérea de Moçambique. Enquanto isso, dos sete jogos programados para a sétima jornada, só um vai acontecer, trata-se do Ferroviário de Nacala e Nampula por serem da mesma província.

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