A Ministra da Educação, Samaria Tovela, apelou à paciência dos professores que reclamam o pagamento de horas extraordinárias em atraso, reconhecendo a legitimidade das suas reivindicações, mas sublinhando que o Estado não dispõe de capacidade financeira para liquidar toda a dívida de uma só vez.
A governante reagia à nova onda de paralisação das aulas protagonizada por docentes que exigem a regularização dos valores em dívida. Apesar de reconhecer o direito dos professores a reclamarem os seus créditos, Samaria Tovela considera que a interrupção das actividades lectivas não constitui a melhor forma de protesto, por prejudicar milhares de alunos.
A ministra alertou ainda que os docentes que aderirem à paralisação poderão enfrentar implicações e procedimentos administrativos previstos na lei.
Recorde-se que o Governo anunciou ter regularizado integralmente o pagamento das horas extraordinárias referentes ao ano de 2022 e parte de 2023. Contudo, continua por liquidar o remanescente desse ano, bem como a totalidade dos valores correspondentes a 2024.
O Governo de Moçambique anunciou ter executado em cerca de 95% o plano de recuperação pós-cheias nos sectores da agricultura e pescas, numa intervenção destinada a apoiar famílias afectadas e assegurar a reposição da produção agrícola perdida no início do ano.
A informação foi avançada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante um balanço preliminar apresentado esta quarta-feira, sem, contudo, detalhar a distribuição dos recursos aplicados no processo de recuperação.
Segundo o governante, o plano teve como principal objectivo evitar a perda da época agrária 2025/2026, garantindo condições mínimas para a retoma da produção em zonas afectadas por inundações registadas no início do ano em várias regiões do país.
O ministro afirmou que o Governo conseguiu assegurar quase a totalidade do financiamento necessário para a implementação das acções previstas, permitindo apoiar agricultores e famílias atingidas pelas cheias.
No entanto, não foram divulgados pormenores sobre a alocação dos fundos nem sobre o número total de beneficiários abrangidos pelo programa de recuperação.
As declarações foram feitas durante a abertura de um diálogo político de alto nível sobre ambiente e alterações climáticas, que contou com a participação de representantes da União Europeia e de várias instituições governamentais moçambicanas.
Na ocasião, o ministro apelou aos parceiros de cooperação para o cumprimento de compromissos financeiros ligados ao financiamento climático, considerados essenciais para reforçar a resiliência do sector agrícola face a eventos climáticos extremos.
O embaixador da União Europeia presente no encontro destacou a importância do diálogo como instrumento para garantir a mobilização de financiamento e a resolução de desafios estruturais no sector ambiental e agrícola.
O evento contou ainda com a participação de representantes dos ministérios da Planificação e Desenvolvimento e dos Recursos Minerais e Energia, entre outras entidades públicas e parceiros de cooperação.
As autoridades presentes sublinharam a necessidade de reforçar a coordenação institucional e a eficiência na gestão dos recursos destinados à adaptação climática e à recuperação pós-desastres naturais.
Moçambique continua entre os países mais vulneráveis a eventos climáticos extremos, incluindo cheias e ciclones, que afectam regularmente a produção agrícola e a segurança alimentar de milhares de famílias, sobretudo nas zonas rurais.
A recuperação do sector agrícola após desastres naturais tem sido apontada como uma das prioridades do Governo, num contexto em que a dependência da agricultura de subsistência torna muitas comunidades particularmente expostas a choques climáticos.
O balanço apresentado pelo Executivo surge num momento em que se intensificam os debates sobre financiamento climático e necessidade de maior previsibilidade nos mecanismos de apoio internacional ao desenvolvimento agrícola sustentável no País.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) graduou esta quarta-feira um total de 776 estudantes, entre licenciados, mestres e doutores, numa cerimónia marcada por emoção, reconhecimento académico e apelos à responsabilidade social e profissional dos novos graduados.
O evento, realizado na cidade de Maputo, reuniu estudantes, familiares, docentes e autoridades governamentais, num ambiente de celebração que simbolizou a conclusão de uma etapa académica e o início da transição para o mercado de trabalho.
Entre os novos profissionais formados, destacam-se graduados em áreas como Medicina e Geologia Aplicada, que manifestaram entusiasmo, mas também preocupação com as oportunidades de inserção profissional.
Chelsea Macandza, licenciada em Medicina, sublinhou a necessidade de criação de mais oportunidades no sector da saúde.
“Há muita demanda de médicos que precisa de ser satisfeita. Esperamos que as oportunidades cheguem a todos nós”, afirmou.
Já Irene Massinga destacou o compromisso dos recém-formados com o serviço à população, apesar dos desafios enfrentados pelo sector da saúde.
Na ocasião, a Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, incentivou os graduados a apostarem no empreendedorismo e na criação de autoemprego como resposta aos desafios do mercado laboral.
A governante defendeu que o conhecimento adquirido pelos jovens deve ser transformado em iniciativas produtivas capazes de impulsionar o desenvolvimento económico do País.
“O emprego está à espera de vós. A questão é como. Podemos, acima de tudo, promover o autoemprego”, afirmou.
Samaria Tovela destacou ainda o papel do Fundo de Desenvolvimento Local como uma oportunidade para que os jovens possam criar pequenas empresas, com potencial de crescimento e impacto nas comunidades.
O Reitor da universidade, Manuel Guilherme Jr., apelou aos graduados para que aliem o conhecimento académico a valores como humildade, ética e dedicação profissional.
“Procurem ser cidadãos plenos de responsabilidade, humildade e respeito ao próximo. Valorizem a honestidade e o trabalho árduo”, disse.
O dirigente recordou ainda que o sucesso exige esforço contínuo, sublinhando que a formação académica deve ser acompanhada de compromisso pessoal e profissional.
Na qualidade de padrinho dos graduados, o professor catedrático e médico cardiologista Albertino Damasceno alertou para comportamentos de risco entre jovens, especialmente o consumo excessivo de álcool, apelando a uma mudança de mentalidade nesta nova geração.
O académico destacou que o consumo abusivo de álcool pode comprometer o desempenho profissional e a saúde, embora tenha reconhecido a necessidade de moderação.
Num contexto de rápida evolução tecnológica e crescimento da inteligência artificial, as autoridades governamentais reforçaram a importância de os recém-graduados adoptarem ferramentas digitais e inovação tecnológica como parte da sua adaptação ao mercado de trabalho.
A aposta em competências digitais é vista como essencial para aumentar a competitividade dos jovens moçambicanos e responder às exigências de uma economia em transformação.
A Autoridade Tributária de Moçambique e representantes dos principais operadores económicos ligados à Associação Moçambicana dos Operadores Petrolíferos (AMOP) defenderam, esta quarta-feira, o reforço da cooperação institucional como instrumento fundamental para a melhoria do ambiente de negócios e fortalecimento da actividade empresarial no País.
O posicionamento foi manifestado durante um encontro realizado entre a administração tributária e os quatro maiores operadores associados da AMOP, numa reunião que teve como foco principal o aprofundamento do diálogo institucional e a identificação de mecanismos que permitam aumentar a eficiência operacional do sector petrolífero em Moçambique.
Durante o encontro, as partes analisaram os principais desafios enfrentados pelos operadores económicos no exercício das suas actividades, sobretudo no que diz respeito aos procedimentos fiscais e aduaneiros, considerados estratégicos para garantir maior competitividade e dinamismo ao sector.
A reunião serviu igualmente para discutir medidas orientadas para a criação de um ambiente mais favorável ao investimento privado, promoção da fluidez nos processos administrativos e fortalecimento da cooperação entre o Estado e o sector empresarial.
Na ocasião, a Autoridade Tributária reiterou a sua abertura para o diálogo contínuo com o sector privado, destacando que a colaboração institucional constitui um elemento essencial para impulsionar o crescimento económico, promover a sustentabilidade das empresas e aumentar a confiança dos investidores.
Segundo a instituição, o reforço da articulação entre as entidades públicas e os operadores económicos poderá contribuir para uma maior eficiência dos processos fiscais e aduaneiros, reduzindo constrangimentos operacionais e criando condições mais estáveis para o desenvolvimento da actividade empresarial.
Por sua vez, os representantes da AMOP manifestaram satisfação pelos resultados do encontro, considerando que a aproximação entre as instituições representa um passo importante na identificação conjunta de soluções para os desafios que afectam o sector petrolífero nacional.
A associação entende que o diálogo permanente entre a administração tributária e os operadores económicos poderá favorecer a implementação de medidas capazes de melhorar o ambiente de negócios, estimular investimentos e reforçar a competitividade das empresas moçambicanas.
O sector petrolífero continua a desempenhar um papel estratégico na economia nacional, num momento em que Moçambique procura consolidar-se como um dos principais mercados emergentes de energia na região austral de África, impulsionado pelos investimentos em hidrocarbonetos e infra-estruturas energéticas.
O Moza Banco foi distinguido internacionalmente pela Global Banking & Finance Review com três prémios nos Global Banking & Finance Awards 2026, consolidando o seu posicionamento como uma das instituições financeiras mais inovadoras e socialmente comprometidas de Moçambique.
As distinções atribuídas ao banco incluem as categorias Best CSR Bank Mozambique 2026, Best Bank for HR & Recruitment Mozambique 2026 e Best Banking Technology Implementation Mozambique 2026, reconhecendo o desempenho da instituição nas áreas de responsabilidade social corporativa, gestão de capital humano e transformação tecnológica.
Os prémios representam um reconhecimento internacional do trabalho que o banco tem vindo a desenvolver no âmbito da modernização institucional, digitalização dos serviços financeiros e fortalecimento da cultura organizacional, num contexto marcado pela crescente competitividade do sector bancário moçambicano.
Na categoria Best CSR Bank Mozambique 2026, o Moza Banco destacou-se pelas iniciativas de inclusão financeira e apoio a projectos sociais voltados para comunidades vulneráveis.
A distinção reforça a aposta da instituição em programas de impacto social sustentável, alinhados com os objectivos de desenvolvimento humano e económico do País.
Já o prémio Best Bank for HR & Recruitment Mozambique 2026 reconhece o investimento contínuo do banco na valorização dos colaboradores, retenção de talento e promoção de um ambiente organizacional orientado para inovação e crescimento profissional.
Por sua vez, a distinção Best Banking Technology Implementation Mozambique 2026 evidencia o processo de transformação tecnológica implementado pelo banco, que incluiu a modernização da infra-estrutura tecnológica, reforço dos canais digitais e melhoria da experiência do cliente.
Segundo o Presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, os prémios representam uma validação internacional da estratégia que a instituição vem consolidando nos últimos anos.
“Estas distinções representam um importante reconhecimento internacional do percurso de transformação que o Moza Banco tem vindo a consolidar. Reflectem o investimento contínuo nas nossas pessoas, na modernização tecnológica e numa actuação cada vez mais orientada para a criação de valor sustentável para os clientes, comunidades e para o desenvolvimento de Moçambique”, afirmou o gestor.
O responsável acrescentou ainda que os prémios servem como incentivo para o banco continuar a apostar na inovação e proximidade com os clientes, num sector cada vez mais orientado para soluções digitais e sustentabilidade financeira.
Banco reforça aposta em cultura e educação
Paralelamente às distinções internacionais, o Moza Banco reforçou recentemente o seu compromisso com iniciativas sociais e culturais ao associar-se à terceira edição do espectáculo beneficente “Vibrações e Esperança”, promovido pelo músico moçambicano Arnaldo Manhice, em parceria com a Embaixada de Espanha em Moçambique e a Cooperação Espanhola.
O evento, realizado na Associação dos Músicos Moçambicanos, teve como principal objectivo a angariação de material escolar destinado a crianças provenientes de escolas em situação desfavorecida.
A iniciativa reuniu diversos artistas nacionais, entre os quais Hélio Beatz, Roberto Chitsondzo, Wakambule, Natural Macuácua, Xavier Machiana e Mister Avalanche, reforçando o papel da cultura como instrumento de inclusão social e mobilização comunitária.
De acordo com o banco, a participação no espectáculo enquadra-se na sua estratégia de Responsabilidade Social Corporativa e complementa o programa “Sonhar o Amanhã”, lançado em 2023, através do qual a instituição tem promovido a distribuição de kits escolares e palestras educativas sobre poupança, gestão financeira e sustentabilidade para crianças em situação de vulnerabilidade.
Nos últimos anos, o banco também tem apoiado projectos culturais e literários em parceria com a Fundação Fernando Leite Couto, consolidando a sua presença em iniciativas ligadas à educação, cultura e desenvolvimento social.
Com estas iniciativas e reconhecimentos internacionais, o Moza Banco reforça o seu posicionamento como uma instituição financeira orientada para inovação, impacto social e desenvolvimento sustentável em Moçambique.
O Instituto para Democracia Multipartidária está preocupado com a fraca participação das mulheres na resolução de conflitos e negociações sobre paz e segurança no país. A organização diz que o problema influencia de forma negativa na tomada de decisões.
Dados do Ministério do Trabalho, Gênero e Acção Social apontam que das cerca de 1.3 milhões de pessoas que precisam de assistência humanitária, só no norte do país, mais de 80 por cento são mulheres.
Trata-se das principais vítimas de conflitos armados e de insegurança, mas que a sociedade civil entende ser o grupo mais marginalizado, nos processos de reconciliação.
“Em Cabo Delgado, por exemplo, milhares de mulheres e raparigas continuam expostas a deslocamento forçado, violência sexual, perda de meios de subsistência e múltiplas formas de exclusão social. Ao mesmo tempo, nas províncias do centro, afetadas pelos legados dos conflitos político-militares, muitas mulheres enfrentam pobreza, insegurança e fragilidade econômica. Paradoxalmente, embora sofram os impactos mais profundos das crises, continuam frequentemente marginalizadas nos mecanismos formais de gestão de conflitos e de construção da paz”, explicou Hermenegildo Mulhovo, director executivo do Instituto para Democracia Multipartidária.
O Director Executivo do IMD alerta sobre os riscos de ainda não se ter aprovado um novo Plano de Acção sobre Mulher, Paz e Segurança, depois do primeiro ter sido implementado entre 2018 e 2022.
“O atraso poderá comprometer a coordenação institucional, enfraquecer os mecanismos de implementação e deixar milhares de mulheres sem instrumentos adequados de proteção e participação. Precisamos garantir que mais mulheres participem ativamente na melhoria das suas condições de vida, livres de violência e exclusão, e que o País avance, para além da retórica, para ações concretas que consolidam a agenda da Mulher, Paz e Segurança como um verdadeiro pilar de estabilidade, da democracia e desenvolvimento sustentável no País ”.
A implementação do plano vai permitir a tomada de decisões com base nas reais necessidades das mulheres e raparigas, por isso, o Ministério do Trabalho, Género e Acção Social considera urgente a sua aprovação.
“A participação ativa e efetiva das mulheres a todos os níveis de tomada de decisão, com ênfase no processo de segurança-paz e segurança, a sua inclusão significativa em missões nacionais e internacionais, em negociações de paz, tanto formais quanto informais, é crucial para assegurar que as suas perspectivas e necessidades sejam integradas nas soluções propostas. Portanto, consideramos fundamental aumentar a presença como também nas estruturas de governação local e nacional. A participação das mulheres na prevenção e resolução dos conflitos e na resposta às violações dos direitos humanos é sempre prioritária”, explicou Paulo Beirão, Secretário Permanente do Ministério do Trabalho.
Para a implementação, os parceiros de cooperação, como a embaixada da Irlanda, por exemplo, prometem apoio financeiro.
Por sua vez, a ONU Mulheres considera que “ como Nações Unidas, a nossa prioridade é a componente de construção da paz e o envolvimento das mulheres é crucial para garantir que as suas prioridades e necessidades sejam ouvidas. Enquanto Nações Unidas, nós temos a implementar ações de capacitação, advocacia, temos estado a apoiar o governo de Moçambique na elaboração do primeiro plano nacional. Agora estamos no segundo plano, que está numa fase de aprovação”.
Os intervenientes falavam esta quarta-feira, na cidade de Maputo, num debate que juntou a sociedade civil, representantes do parlamento e do Governo.
O Presidente russo, Vladimir Putin, chegou à China para conversações de alto nível com o líder chinês Xi Jinping, numa visita que ocorre alguns dias depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter concluído a sua viagem a Pequim.
O avião de Putin aterrou na capital chinesa, onde foi recebido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, por uma guarda de honra e por jovens.
A visita de dois dias acontece numa altura em que Pequim procura manter relações estáveis com os Estados Unidos e, simultaneamente, preservar os laços historicamente fortes com a Rússia.
De acordo com o Kremlin, espera-se que Putin e Xi discutam a expansão da cooperação económica, juntamente com o que os oficiais descrevem como “questões internacionais e regionais chave”.
A visita marca também o 25º aniversário do Tratado de Amizade Sino-Russo, um acordo fundamental que moldou as relações entre as duas potências durante décadas.
A China tornou-se uma das linhas de vida económicas mais importantes da Rússia desde que Moscovo lançou a sua invasão em grande escala à Ucrânia em 2022.
As autoridades ruandesas intensificaram os rastreios de saúde e apertaram o controlo de movimentos ao longo da fronteira com a República Democrática do Congo, à medida que um surto mortal de Ébola continua a espalhar-se pela região.
A medida surge em meio a receios de que o surto possa espalhar-se ainda mais pela África Oriental. O Ruanda também restringiu o movimento transfronteiriço desde que o surto foi confirmado.
Nos postos fronteiriços perto da cidade congolesa de Goma, os profissionais de saúde estão a verificar temperaturas e a rastrear os viajantes que entram no Ruanda.
Os habitantes do distrito de Rubavu, no Ruanda, dizem que os controlos são apertados e estão a afectar os meios de subsistência e a perturbar o comércio.
Por outro lado Uganda colocou mais de 100 pessoas em quarentena à medida que a OMS lança alerta sobre a propagação do Ébola
Até a esta parte, pelo menos 131 pessoas morreram e foram reportadas 531 infecções suspeitas no leste da RDC, segundo a AfricaNews, levando a Organização Mundial da Saúde a declarar uma emergência de saúde pública internacional.
As autoridades de saúde dizem que o surto é causado por uma variante rara para a qual actualmente não existe vacina aprovada nem tratamento específico.
A estirpe foi anteriormente responsável por surtos em Uganda em 2007 e na RDC em 2012, com taxas de mortalidade que variavam entre 30 e 50 por cento.
O Yango Group anunciou o lançamento da Yango Tech em África, expandindo a presença da empresa na região com um portfólio de soluções de inteligência artificial e infra-estrutura digital destinadas a empresas e organizações do sector público.
A expansão marca a entrada do Yango Group para implementações tecnológicas B2B e soluções de IA. A Yango Tech pretende concentrar-se em apoiar organizações na automatização de operações, modernização de infra-estruturas e adopção de ferramentas de inteligência artificial em sectores como mobilidade, saúde, serviços financeiros e retalho.
O portfólio africano da Yango Tech inclui programas de adopção de IA generativa, tecnologias para cidades inteligentes, soluções de digitalização na área da saúde e plataformas para serviços financeiros e comércio electrónico.
Segundo o comunicado a que “O País” teve acesso, a Yango Tech apoia organizações públicas e privadas na identificação de áreas onde a IA pode gerar valor mensurável, no desenvolvimento de roteiros de implementação, avaliação do retorno sobre investimento (ROI) e integração de ferramentas de IA nas operações diárias.
A oferta inclui ainda suporte à implementação, estruturas de governação de IA e programas de formação para executivos e equipas operacionais. “Os mercados africanos estão a demonstrar uma procura crescente por automação, modernização de infra-estruturas e aplicações práticas de inteligência artificial”, afirmou Adeniyi Adebayo, Chief Business Officer do Yango Group.
“O objectivo da Yango Tech é ajudar organizações a implementar tecnologia de forma a melhorar a eficiência operacional e apoiar a transformação digital a longo prazo”, acrescentou.
O Governo argelino manifestou disponibilidade para apoiar a formação de quadros moçambicanos no sector farmacêutico e avançar, futuramente, com a transferência de tecnologia para a produção de medicamentos em Moçambique.
A garantia foi apresentada à Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, durante a visita oficial que efectua à Argélia, no âmbito do reforço das relações de cooperação entre os dois países.
No quarto e último dia da visita, a dirigente moçambicana deslocou-se às instalações do Grupo Saidal, considerado um dos maiores complexos farmacêuticos do continente africano, onde se inteirou dos processos de produção e desenvolvimento de medicamentos.
Durante o encontro com os gestores da empresa e representantes do governo argelino ligados ao sector farmacêutico, Margarida Talapa procurou obter esclarecimentos sobre as perspectivas concretas de cooperação entre Moçambique e o Grupo Saidal, sobretudo no que diz respeito à exportação de medicamentos e eventual instalação de capacidades produtivas no país.
A presidente do Parlamento moçambicano recordou que o Governo de Moçambique já havia manifestado interesse em estabelecer uma parceria com a gigante argelina para o fortalecimento da indústria farmacêutica nacional, mas que até ao momento ainda não existia uma resposta definitiva sobre os mecanismos de cooperação pretendidos.
Em resposta, Ben Silmone, representante do governo argelino para o pelouro farmacêutico, assegurou que existem perspectivas concretas para a capacitação de profissionais moçambicanos e para a partilha gradual de tecnologia de produção de medicamentos. Contudo, evitou confirmar, para já, a abertura de uma sucursal do Grupo Saidal em território moçambicano.
“Existem perspectivas para formação de moçambicanos no sector e para partilha de alguma tecnologia”, afirmou o responsável argelino, sublinhando que o processo deverá evoluir de forma gradual e em coordenação com as autoridades dos dois países.
Por sua vez, a representante do Grupo Saidal, Salleli Feriel, explicou que estão em curso alguns procedimentos técnicos e administrativos para viabilizar as pretensões apresentadas por Moçambique no âmbito da cooperação farmacêutica bilateral.
A possível parceria surge numa altura em que Moçambique procura reduzir a dependência externa no fornecimento de medicamentos e fortalecer a capacidade nacional de produção farmacêutica, considerada estratégica para o sistema nacional de saúde.
A visita de Margarida Talapa à Argélia insere-se igualmente nos esforços de aprofundamento das relações diplomáticas, económicas e técnicas entre Maputo e Argel, com enfoque em sectores considerados prioritários para o desenvolvimento nacional.

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