O líder do principal partido da oposição na Tanzânia, Tundu Lissu, foi condenado, esta sexta-feira, a quatro anos de prisão, por incitação à violência, depois de ter sido absolvido da acusação de traição, que poderia resultar na aplicação da pena de morte. A decisão está a gerar fortes críticas da comunidade internacional, que considera o processo judicial politicamente motivado.
Tundu Lissu, de 58 anos, líder do partido Chadema, foi detido antes das eleições presidenciais de Outubro de 2025, tendo permanecido 19 meses na prisão. O tribunal considerou-o inocente da acusação de traição, mas condenou-o por incitação, apesar de este crime não constar formalmente do processo. Durante a leitura da sentença, o juiz afirmou que as declarações do político tinham como objectivo perturbar o processo eleitoral e instigar actos de violência.
Em reacção, Lissu classificou o julgamento como uma perseguição política e acusou os magistrados de actuarem sob ordens do Governo da Presidente Samia Suluhu Hassan.
A condenação surge num contexto de crescente tensão política na Tanzânia, onde o Governo tem sido acusado de reprimir opositores e críticos. Antes das eleições de Outubro de 2025, foram registadas detenções e raptos de membros da oposição, seguidos de manifestações de grande dimensão.
Samia Suluhu Hassan venceu as eleições com 98 por cento dos votos. Segundo a oposição e organizações de defesa dos direitos humanos, milhares de pessoas terão sido mortas pelas forças de segurança durante a repressão dos protestos. O Governo, por sua vez, reconhece oficialmente 518 mortos.
A decisão judicial provocou reacções de condenação no estrangeiro. Parlamentares britânicos e a União Europeia consideram o processo politicamente motivado e exigem a libertação imediata de Tundu Lissu. O embaixador dos Estados Unidos da América na Tanzânia, William Trachman, também manifestou preocupação com as implicações do julgamento para o Estado de Direito no país.
Na Tanzânia, as medidas de segurança foram reforçadas na capital comercial, Dar es Salaam, e nas imediações do tribunal, antes da leitura da sentença.
Este é o terceiro julgamento por traição de grande repercussão na história da Tanzânia continental. Os dois anteriores ocorreram nas décadas de 1970 e 1980, envolvendo acusações de conspiração para derrubar e assassinar o primeiro Presidente do país, Julius Nyerere.
Em 2017, Tundu Lissu sobreviveu a uma tentativa de assassinato, durante a qual foi atingido por 16 tiros. O político, que acredita que o ataque teve motivações políticas, foi submetido a cerca de 20 intervenções cirúrgicas na sequência dos ferimentos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) prevê a ocorrência de chuvas moderadas a localmente fortes, acompanhadas por trovoadas e rajadas de vento, em vários distritos das regiões centro e norte de Moçambique nas próximas horas, segundo um aviso meteorológico divulgado hoje.
De acordo com o INAM, as precipitações poderão atingir entre 30 e 50 milímetros em 24 horas, podendo ultrapassar os 50 milímetros em alguns locais.
Na província de Sofala, o fenómeno poderá afectar os distritos de Dondo, Nhamatanda, Muanza, Gorongosa, Cheringoma, Marromeu, Caia, Maríngue e Chemba, bem como a cidade da Beira.
Em Manica, o alerta abrange os distritos de Guro, Tambara, Macossa, Bárué, Vanduzi e Gondola, incluindo também a cidade de Chimoio.
Na província de Tete, o aviso inclui os distritos de Zumbo, Mágoe, Marávia, Cahora-Bassa, Chifunde, Macanga, Angónia, Tsangano, Chiúta, Marara, Changara, Moatize, Dôa e Mutarara, além da cidade de Tete.
Na Zambézia, a previsão de chuva abrange os distritos de Mopeia, Luabo, Chinde, Nicoadala, Namacurra, Gurué, Namarroi, Ile, Lugela, Alto Molócuè, Gilé, Mulevala, Derre, Milange, Molumbo, Morrumbala e Mocuba, incluindo a cidade de Quelimane.
O aviso meteorológico estende-se igualmente à província de Nampula, afectando sobretudo os distritos de Moma, Larde, Liúpo, Mogincual, Mossuril, Murrupula, Mecubúri, Rapale, Muecate, Mogovolas, Meconta, Ribaué, Nacala, Nacala-Velha, Nacarôa, Memba, Eráti, Malema, Lalaua, Ilha de Moçambique e Monapo, bem como a cidade de Nampula.
Na província de Niassa, as chuvas poderão ocorrer nos distritos de Lago, Sanga, Mavago, Mecula, Marrupa, Muembe, Majune, Chimbonila, Mecanhelas, Mandimba, Metarica, Cuamba, Maúa, Ngaúma e Nipepe, além da cidade de Lichinga.
O INAM alerta ainda para a possibilidade de precipitação semelhante na província de Cabo Delgado, sobretudo nos distritos de Mecufi, Chiúre, Ancuabe, Metuge, Quissanga e Macomia, bem como na cidade de Pemba.
As autoridades meteorológicas recomendam à população que acompanhe a evolução da informação meteorológica e adopte medidas de precaução face à possibilidade de ocorrência de trovoadas, rajadas de vento e acumulação de água em algumas zonas
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, felicitou a dupla moçambicana composta por Vanessa Muianga e Ângela Tambe pela conquista da segunda etapa do Circuito Regional de Vólei de Praia da Zona VI, alcançada no domingo, na cidade de Maputo, após a vitória na final frente à dupla do Lesotho Jack e Chiwaniso por 2-0.
Numa mensagem de felicitação, a Primeira-Dama destacou que a vitória das atletas moçambicanas constitui motivo de orgulho para o país e demonstra a crescente afirmação do desporto nacional nos palcos regionais.
Na mesma mensagem, Gueta Selemane Chapo sublinha que o desempenho de Vanessa Muianga e Ângela Tambe representa uma fonte de inspiração para a juventude moçambicana, em particular para as jovens que encontram no desporto uma via de afirmação pessoal e colectiva.
A Primeira-Dama encoraja ainda as atletas a prosseguirem com o mesmo empenho e dedicação nas próximas competições, reiterando votos de contínuos sucessos na carreira desportiva e na representação do país nas arenas regionais e internacionais.
A Primeira-Dama saudou igualmente a participação da dupla masculina moçambicana Rafael e Aldevino, que alcançou a segunda posição na competição após disputar a final frente à selecção do Botswana, encorajando os atletas a continuarem a trabalhar com determinação e espírito competitivo para futuras conquistas.
A situação de centenas de moradores da cidade da Beira começou a voltar gradualmente à normalidade, depois das intensas chuvas que, entre sexta-feira e sábado, provocaram inundações em vários bairros, sobretudo nas zonas suburbanas. Com a redução do nível das águas, muitas residências que estavam alagadas já voltam a estar livres da água.
Durante o fim-de-semana, a situação foi crítica em diversos pontos da cidade da Beira, capital provincial de Sofala, onde as águas chegaram a atingir cerca de um metro no interior de várias casas, obrigando muitas famílias a abandonar temporariamente as suas residências. No entanto, nesta segunda-feira, o cenário mostrava sinais de melhoria, com a maior parte das águas já a escoar.
No bairro do Vaz, um dos mais afectados, moradores dizem que a situação começa a estabilizar-se, embora ainda persistam alguns pontos com água acumulada.
“Hoje já está um pouco normal. A água diminuiu e acabámos de tirar o que restava. Agora ficou apenas aquela que ainda está a sair por baixo”, contou Luísa Benguela, residente do bairro.
Algumas famílias que tinham levado as crianças para zonas mais seguras começaram igualmente a regressar às suas casas, à medida que as condições melhoram.
Apesar do alívio, os moradores continuam a pedir melhores condições de drenagem e infra-estruturas, para evitar que situações semelhantes se repitam.
“A ajuda que queremos é para organizar esta zona. Não temos drenagem nem estrada. Outras zonas da cidade já melhoraram, mas aqui ainda enfrentamos muitos problemas”, lamentou Catarina Manuel.
As chuvas também afectaram infra-estruturas sociais. A Escola Primária do Vaz, uma das mais impactadas pelas inundações, esteve totalmente alagada na tarde da última sexta-feira, o que impossibilitou a realização de aulas.
Quando a equipa de reportagem regressou ao local, nesta segunda-feira, encontrou um cenário diferente: as águas haviam baixado e pais e encarregados de educação mobilizaram-se voluntariamente para limpar o recinto escolar, numa tentativa de permitir o regresso das actividades lectivas.
Mesmo assim, alguns encarregados de educação consideram que a escola enfrenta vários problemas estruturais.
“Esta escola não está em condições. Falta manutenção, temos problemas com as cheias, e as casas de banho não estão em boas condições para as crianças”, afirmou Luísa Limpo, encarregada de educação.
Apesar da melhoria, ainda existem dificuldades de acesso em alguns caminhos que conduzem à escola e a determinadas residências, onde a água continua acumulada, chegando, em alguns pontos, à altura dos joelhos.
De forma geral, porém, a vida tende a regressar à normalidade na cidade da Beira, numa altura em que as previsões meteorológicas indicam a possibilidade de novas chuvas na província de Sofala, embora com níveis de precipitação relativamente baixos nos próximos dias.
Quatro jogos marcam o arranque da disputa da segunda mão dos oitavos-de-final da Liga dos Campeões europeus, com dois dos jogos a serem de importância especial, uma vez que duas equipas procuram reviravoltas históricas, nomeadamente o Sporting, diante do Bodo/Glimt, e o Manchester City, frente ao Real Madrid.
Ambos perderam os jogos da primeira mão pelo mesmo resultado de 3-0. Veja os prognósticos da UEFA.com aos jogos desta terça-feira.
Sporting CP vs. Bodø/Glimt (0-3 na 1ª mão)
O Sporting CP perdeu os seus dois jogos anteriores nos oitavos-de-final da Champions League – contra o Bayern em 2008/09 e contra o Manchester City em 2021/22 – e chegou aos quartos-de-final da principal competição europeia apenas uma vez, na Taça dos Campeões de 1982/83.
O clube de Lisboa já conseguiu dar a volta a uma desvantagem de três golos numa competição da UEFA. Perdeu por 4-1 contra o Manchester United nos quartos-de-final da Taça dos Vencedores das Taças de 1963/64, mas venceu o jogo da volta por 5-0 (e acabou por conquistar o troféu).
O Sporting CP venceu os três jogos em casa disputados na UEFA contra equipas norueguesas sem sofrer qualquer golo e ganhou os quatro jogos em casa realizados esta época na Champions League.
A equipa portuguesa não marcou nenhum golo nos últimos cinco jogos da fase a eliminar da Champions League.
O Bodø/Glimt pretende tornar-se na primeira equipa norueguesa a chegar aos quartos-de-final da Champions League desde o Rosenborg, na época de 1996/97.
A equipa norueguesa venceu sete das suas últimas nove eliminatórias da UEFA disputadas em duas mãos e todas as cinco anteriores em que tinha uma vantagem de três golos após a primeira mão em casa. Marcou dois ou mais golos em nove dos seus últimos 11 jogos na Champions League.
Arsenal vs. Leverkusen (1-1 na 1ª mão)
O Leverkusen venceu quatro das suas anteriores cinco eliminatórias a duas mãos na UEFA contra equipas inglesas, enquanto o Arsenal perdeu as últimas cinco contra adversários alemães, todas contra o Bayern. No entanto, os Gunners ganharam cinco das suas oito eliminatórias anteriores a duas mãos na UEFA em que empataram a primeira mão fora de casa.
A equipa da Bundesliga perdeu os seus últimos seis jogos nos oitavos-de-final da Champions League, enquanto o Arsenal pretende chegar aos quartos-de-final da competição pela terceira vez consecutiva, tendo posto fim a uma série de sete eliminações seguidas nos oitavos-de-final em 2023/24.
O Arsenal perdeu apenas um dos seus últimos 22 jogos na UEFA disputados no seu estádio e marcou três ou mais golos em seis dos últimos nove jogos em casa na Champions League. O Leverkusen venceu duas e perdeu outras duas das quatro eliminatórias anteriores da UEFA disputadas a duas mãos depois de ter empatado a primeira mão em casa.
Chelsea – Paris Saint-Germain (2-5 na 1ª mão)
O Paris e o Chelsea defrontaram-se nove vezes nas competições da UEFA, todas na Champions League: a equipa francesa regista quatro vitórias, o Chelsea duas e três jogos terminaram empatados. O Paris saiu vitorioso em duas das três eliminatórias a duas mãos disputadas entre as duas equipas, tendo vencido as duas últimas nos oitavos-de-final, mais recentemente em 2015/16, com uma vitória por 4-2 no total, assegurada por vitórias por 2-1 em casa e fora.
A equipa da Premier League venceu os seus últimos três jogos dos oitavos-de-final da Champions League e 13 dos últimos 16 jogos em eliminatórias da UEFA disputados a duas mãos. A única vez anterior em que perdeu a primeira mão fora de casa numa eliminatória da UEFA por três golos foi nas meias-finais da Taça dos Vencedores das Taças de 1994/95, contra o Real Saragoça, quando foi derrotada por 3-0 fora de casa e acabou eliminada, apesar de uma vitória por 3-1 em casa.
O Paris perdeu apenas um dos seus últimos nove jogos na UEFA contra equipas inglesas e venceu as últimas três eliminatórias a duas mãos na UEFA contra clubes da Premier League, todas na Champions League da época passada, quando eliminou o Liverpool, o Aston Villa e o Arsenal, respectivamente nos oitavos-de-final, nos quartos-de-final e nas meias-finais.
Man City – Real Madrid (0-3 na 1ª mão)
Estas equipas defrontam-se na fase a eliminar da Champions League pela quinta época consecutiva, tendo a equipa espanhola vencido os dois últimos confrontos. Já se enfrentaram 16 vezes nas competições da UEFA, sendo o registo de seis vitórias para o Real Madrid e cinco para o Manchester City. O City venceu por 2-1 na capital espanhola na Jornada 6, antes do triunfo do Real Madrid por 3-0 na primeira mão desta eliminatória.
O clube da Premier League perdeu sete das últimas dez eliminatórias da UEFA disputadas a duas mãos contra equipas espanholas, mas venceu sete dos últimos dez jogos em casa contra adversários espanhóis.
A única vez em que o Manchester City perdeu por três golos fora de casa na primeira mão de uma eliminatória da UEFA disputada a duas mãos foi na derrota por 3-0 frente ao Liverpool nos quartos-de-final de 2017/18; na segunda mão, foi novamente derrotado por 2-1 em casa.
O Real Madrid venceu 13 dos seus últimos 15 jogos nos oitavos-de-final da Champions League e saiu vitorioso na primeira mão em dez dos últimos 12 nesta fase. A equipa espanhola marcou 99 golos contra adversários ingleses na história da Taça dos Campeões/Champions League, contando todas as fases e temporadas.
O Real Madrid marcou três golos em quatro dos seus últimos cinco jogos da fase a eliminar da Champions League contra o Manchester City.
A Finlândia e Moçambique realizaram esta segunda-feira consultas políticas em Maputo, com foco no estado das relações bilaterais e em questões regionais e internacionais, num momento em que os dois países procuram redefinir as prioridades da cooperação após décadas centradas no desenvolvimento.
O encontro decorreu depois de, em 2024, os dois países terem assinalado o 50.º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas. Segundo informação divulgada após as consultas, as delegações sublinharam a importância da cooperação em fóruns multilaterais e reiteraram o apoio a uma ordem internacional baseada em regras.
Durante a reunião foi também feito um balanço do programa de cooperação para o desenvolvimento da Finlândia em Moçambique relativo ao período 2021–2024. De acordo com os dados apresentados, mais de oito mil jovens tiveram acesso a serviços de planeamento familiar e saúde materna e neonatal, enquanto mais de 11 mil raparigas adolescentes e jovens mulheres beneficiaram de apoio e mentoria na área da saúde e direitos sexuais e reprodutivos.
No domínio da protecção social, cerca de 82 mil famílias vulneráveis foram alcançadas pelo sistema apoiado pela cooperação finlandesa. O apoio incluiu ainda a formação de mais de 290 organizações, com o objetivo de reforçar a participação de mulheres, jovens e pessoas com deficiência em processos de tomada de decisão, refere um comunicado de imprensa.
Na área da educação, o apoio da Finlândia incidiu no reforço da profissionalização docente. O projecto piloto Aprender+ permitiu formar mais de dois mil professores e cerca de 800 directores escolares e outros quadros do sector.
Com o término do programa bilateral de desenvolvimento em 2024, a cooperação entre os dois países está gradualmente a orientar-se para áreas económicas, incluindo investimento e parcerias com o setor privado.
Entre as iniciativas em curso está um projeto na área da cibersegurança entre o instituto finlandês HAUS e o Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC), destinado a apoiar a atualização da estratégia nacional de cibersegurança para o período 2026–2030. A Finlândia também colabora com o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) através do projeto FIMOZA, focado no reforço dos sistemas de alerta precoce e resposta a desastres naturais.
As consultas incluíram ainda uma análise da situação de segurança no norte de Moçambique. A Finlândia participa na missão de treino da União Europeia no país, conhecida como EUMAM Mozambique, onde ocupa de forma rotativa o cargo de vice-comandante.
Segundo as autoridades, empresas finlandesas demonstram interesse em sectores como digitalização, telecomunicações, energia, logística e meteorologia. A Finlândia prevê também participar no EU Global Gateway Business Forum, agendado para Junho em Maputo, iniciativa que pretende promover investimentos e parcerias económicas.
Além da cooperação bilateral, Helsínquia indicou que continuará a apoiar Moçambique através de organizações multilaterais, sociedade civil e assistência humanitária.
O Irão descarta qualquer possibilidade de negociações com os Estados Unidos da América e garante que vai continuar a responder militarmente aos ataques.
O posicionamento das autoridades iranianas surge após alegadamente os Estados Unidos da América terem interrompido as negociações anteriores com acções militares e insistem que, neste momento, a prioridade é a autodefesa.
Como consequência, o Irão diz que não existem motivos para retomar o diálogo com Washington e nega que Teerão tenha pedido um cessar-fogo.
Do lado israelita, o governo considera que o regime iraniano já está enfraquecido, mas avisa que a ofensiva está longe de terminar e admite que a guerra possa prolongar-se por várias semanas, para eliminar aquilo que descreve como ameaças existenciais vindas de Teerão.
O conflito está também a alastrar a outros países da região. A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos afirmam ter interceptado dezenas de drones e mísseis nas últimas horas.
Israel rejeita a possibilidade de negociações com o Líbano para travar a violência na fronteira, e afirma que qualquer avanço rumo à paz depende de Beirute impedir novos ataques do Hezbollah contra território israelita.
A Kenmare doou kits de emergência e primeiros socorros ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), numa iniciativa destinada a apoiar as populações afectadas pelas recentes cheias e inundações em várias regiões do país.
A doação, avaliada em mais de quatro milhões e oitocentos mil meticais, visa reforçar a capacidade de resposta das autoridades e das unidades de saúde que prestam assistência às comunidades afectadas pelos recentes eventos climáticos.
Os kits foram preparados com base nas necessidades actualmente identificadas em hospitais e unidades de saúde, incluindo materiais de consumo clínico e medicamentos essenciais utilizados no atendimento de emergência. Entre os principais itens encontram-se luvas de examinação, gaze hidrófila, antibióticos de largo espectro, analgésicos e antipiréticos, anti-inflamatórios e medicamentos utilizados no tratamento de condições infecciosas e cardiovasculares.
A iniciativa enquadra-se no compromisso de responsabilidade corporativa da Kenmare e na sua visão de contribuir para o desenvolvimento sustentável de Moçambique, reforçando o papel da empresa como parceiro estratégico do país e como agente activo na promoção da saúde, segurança e bem-estar das comunidades.
Gareth Clifton, representante da Kenmare, destacou que “a Kenmare orgulha-se de continuar a apoiar Moçambique em momentos que exigem solidariedade e cooperação. Esta doação representa o nosso compromisso em contribuir, de forma concreta, para os esforços nacionais de assistência às populações afectadas pelas cheias, reforçando a capacidade de resposta das instituições responsáveis pela gestão de emergências no país.”
A entrega dos kits foi realizada em coordenação com o INGD, entidade responsável pela coordenação das acções de prevenção, gestão e resposta a desastres em Moçambique.
A Kenmare Resources plc é um dos maiores produtores mundiais de produtos de areias minerais. A empresa opera a Mina de Minerais de Titânio de Moma, na província de Nampula. Está em produção há 19 anos e representa aproximadamente 6% das exportações de Moçambique, e os seus produtos são fornecidos a clientes em mais de 15 países.
A chefe da diplomacia da União Europeia disse ter falado com o secretário-geral da ONU para pedir uma iniciativa que permita exportar petróleo pelo estreito de Ormuz, semelhante ao acordo que permitiu a saída de cereais da Ucrânia.
“Durante o fim de semana, falei com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre se seria possível ter o mesmo tipo de iniciativa [no estreito de Ormuz] que tivemos no Mar Negro para tirar cereais da Ucrânia”, referiu Kaja Kallas em declarações aos jornalistas à chegada para uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, em Bruxelas.
A Alta Representante da UE referiu que o encerramento do estreito de Ormuz é “muito perigoso” para o abastecimento de petróleo, em particular para a Ásia, “mas também é problemático para os fertilizantes”.
“Se houver falta de fertilizantes este ano, vai haver privação alimentar no próximo ano. Portanto, discutimos com o António Guterres como é que seria possível concretizar” essa iniciativa, indicou.
Na menção que fez à Ucrânia, Kaja Kallas referia-se à designada Iniciativa dos Cereais do Mar Negro, mediada pela ONU e pela Turquia em julho de 2022, que, após ter sido assinada por Kiev e Moscovo, permitiu exportações de cereais a partir dos portos ucranianos apesar da guerra entre os dois países, antes de a parte russa suspender o acordo em julho de 2023.
Nestas declarações aos jornalistas, Kaja Kallas referiu que os ministros dos Negócios Estrangeiros vão também discutir hoje se alteram o mandato da missão Aspides, que tem como missão atualmente proteger navios comerciais e mercantes na região do Mar Vermelho.
“Vamos ver se os Estados-membros estão verdadeiramente disponíveis para usar esta missão. Se quisermos ter segurança na região, era mais fácil usar esta missão que já temos na região e mudá-la um pouco”, disse, referindo que, apesar de a França já ter anunciado que pretende criar uma missão para ajudar a abrir o estreito de Ormuz, “é preciso ver o que é que poderia funcionar mais rápido”.
Questionada sobre as declarações do Presidente dos Estados Unidos, que disse este domingo que a NATO teria um “futuro muito mau” se os aliados não ajudarem a abrir o estreito de Ormuz, Kaja Kallas respondeu: “É do nosso interesse manter o estreito de Ormuz aberto”.
“Por isso é que também estamos a ver o que é que podemos fazer do lado europeu. Temos estado em contacto com os nossos colegas americanos a vários níveis”, referiu.
Kallas observou, contudo, que o estreito de Ormuz “está fora da área” da Aliança e “não há países da NATO no estreito de Ormuz”, salientando que é por isso que a missão Aspides, ou outra missão voluntária que seja criada por Estados-membros da UE para o estreito de Ormuz, é importante.
Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reúnem-se hoje em Bruxelas para discutir as consequências da guerra no Irão e decidir um eventual reforço da presença naval no Médio Oriente para proteger a circulação marítima na região.
Dezenas de jovens realizaram um protesto, em Díli, no Timor-Leste, a exigir que seja cancelado o concurso de recrutamento para a Polícia Nacional do país (PNTL), suspenso pelo Governo, após acusações de irregularidades.
“Continuamos a pedir ao Governo que anule totalmente o processo de recrutamento da polícia”, afirmou Tito Orlenas, porta-voz dos manifestantes, que incluíam estudantes e candidatos ao concurso, falando com a imprensa local.
O Governo timorense suspendeu temporariamente, em 11 de Fevereiro, o concurso de recrutamento de novos polícias para a PNTL, depois de os candidatos e várias organizações da sociedade civil terem denunciado a falta de credibilidade do processo por alegados favorecimentos.
O Executivo decidiu igualmente integrar elementos independentes nacionais e internacionais na Comissão de Monitorização e Fiscalização e realizar uma revisão de todas as fases do concurso.
“As vagas para o recrutamento da PNTL são um concurso público para todos os timorenses, não apenas para filhos de polícias ou de veteranos, e devem cumprir a legislação em vigor”, sublinhou Tito Orlenas, junto à Universidade Nacional de Timor-Leste, em Caicoli, onde decorreu o protesto.
O porta-voz dos manifestantes disse também que a manifestação foi apenas um sinal de alerta público.
“Recebemos apoio de vários sectores sociais. Esperamos que a decisão do Governo vá ao encontro da nossa exigência de anulação. Caso contrário, haverá novas acções”, acrescentou Tito Orlenas.
Segundo a imprensa internacional, na semana passada, o presidente da comissão de supervisão do recrutamento de novos candidatos à PNTL, Paulo Assis Belo, informou que a equipa detetou 71 filhos de polícias e 72 filhos de veteranos colocados em posições privilegiadas na lista de vagas para novos recrutamentos.
Em Janeiro, a comissão de recrutamento da polícia timorense anunciou que 10 595 candidatos tinham sido aprovados, mas que apenas 400 candidatos foram autorizados a avançar para a fase de testes médicos.
A comissão de recrutamento nunca explicou de que forma selecionou os 400 candidatos para prosseguirem os exames médicos.