Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
O ministro da Planificação e Desenvolvimento diz que Moçambique não pode repetir o erro de explorar os recursos sem beneficiar as comunidades locais. Salim Valá afirma, por isso, que é preciso instituir que os grandes projectos integrem jovens, mulheres e empresas nacionais na sua cadeia de valor.
Foi diante de uma plateia composta por empresários, políticos e governantes que Salim Valá apresentou a exploração de recursos naturais de que o país dispõe como uma das saídas para a recuperação económica, contudo, ao mesmo tempo, chamou atenção para a necessidade de cautela nas expectativas criadas, uma vez que se trata de “investimentos de grande impacto, capazes de transformar a estrutura económica do país ao longo das próximas décadas”.
“Queremos deixar aqui a mensagem de que o gás natural não é um fim em si mesmo: é um mecanismo para financiar a diversificação económica, modernizar a agricultura, expandir a industrialização, fortalecer o capital humano, implantar infra-estruturas modernas, potenciar as PME e criar empregos. Os países que prosperaram com recursos naturais foram aqueles que transformaram receitas extraordinárias em investimentos estratégicos. É essa a rota que Moçambique pretende seguir.”
É que, no seu entender, “Moçambique já não aceita ser um país rico em recursos, porém pobre em benefícios”. Para ele, este é um erro histórico que alguns países cometeram, mas que o nosso não pode cair nele.
“Por isso, estamos a avançar com políticas de conteúdo local, com mecanismos de financiamento produtivo, com fundos territoriais, com reforço do capital humano e com incentivos claros, para que os grandes projectos integrem jovens, mulheres e empresas moçambicanas nas suas cadeias de valor. Não queremos apenas extrair riqueza; queremos transformá-la, multiplicá-la e distribuí-la, contornando, assim, a doença holandesa e a maldição dos recursos naturais”, afirmou.
Salim Valá apresentava, na manhã desta quinta-feira (11), em Maputo, os contornos da implementação do Plano de Recuperação e Crescimento Económico 2025-2029, no âmbito das celebrações das três décadas (30 anos) do Millennium Bim.
Igual ao gás está o investimento em infra-estruturas de transporte e logística, como oportunidades imprescindíveis para o país tirar benefício da localização estratégica, com rios e extensas áreas marítimas, com a visão governativa de se tornar “hub logístico e comercial de referência na África Austral, servindo os mercados do hinterland e integrando Moçambique nas cadeias de valor regionais e globais”.
Para o efeito, a modernização de infra-estruturas é crucial.
“Estamos a investir de forma estratégica em corredores de desenvolvimento, modernização portuária, infra-estruturas ferroviárias e rodoviárias, incluindo a EN1, e a conectividade digital, criando condições para que o país se torne um ponto de convergência para o comércio, indústria e inovação tecnológica”, defendeu o governante.
PIB poderá cair em 1,6 pontos percentuais em 2026
O anúncio da revisão em baixa das perspectivas de crescimento económico para o ano 2026, dos anteriores 3,2% para 2,8%, foi feito durante o briefing do Conselho de Ministros desta semana.
Nesta quinta-feira, o ministro da Planificação e Desenvolvimento mostrou-se esperançoso com a inversão dos gráficos, como resultado da implementação do plano de recuperação e crescimento económico 2025-2029 (PRECE), orçado em mais de 2,75 mil milhões de dólares.
Valá diz que o instrumento está a restaurar a confiança dos investidores e da população, e, consequentemente, gera a possibilidade de crescimento médio do Produto Interno Bruto.
“Estimamos um crescimento médio do Produto Interno Bruto de 5%, durante o período de implementação do PRECE, impulsionado pela retoma dos investimentos de capital intensivo nos sectores de gás natural, agro-negócio, mineração, energia, turismo e infra-estruturas, aumento da produção interna e exportações dos grandes projectos, menor pressão inflacionária decorrente da estabilidade da taxa de câmbio do metical face ao dólar americano, descida das taxas de juro resultante de uma política monetária expansionista, implementação de reformas no quadro fiscal e regulatório para a melhoria do ambiente de negócios.”
Ao mesmo tempo que o país se apresenta confiante na melhoria da economia, há desafios cuja influência é quase inevitável. Para além dos naturais, existem os de procedimento, como é o caso da baixa produtividade, sobretudo no sector agrícola.
Valá fez questão de enumerar os desafios ligados a infra-estruturas ainda insuficientes em matéria de estradas, energia rural, logística e armazenamento e oscilações dos preços internacionais de combustíveis, fertilizantes e alimentos.
“Além de a economia enfrentar desafios relacionados com o endividamento, pressões fiscais e reduzida oferta de moeda externa, há ainda uma vulnerabilidade estrutural que não aparece apenas nas contas nacionais, mas em cada comunidade: a combinação de baixa produtividade, elevado nível de informalidade e desigualdades territoriais”, declarou, chamando atenção para a necessidade de ter em conta a realidade social, quando se aborda o contexto económico actual, para não se ocuparem apenas nos indicadores macroeconómicos.”
O ministro afirma que o Executivo está ciente das dificuldades, por isso desenvolveu instrumentos como Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025-2044, Programa Quinquenal do Governo, 2025-2029, Cenário Fiscal de Médio Prazo 2026-2028, Plano Económico e Orçamento do Estado, Plano de Recuperação e Crescimento Económico 2025-2029 e a estratégia nacional de financiamento climático, para, segundo o governante, fazer face aos desafios económicos e alcançar resultados esperados, com base em políticas claras, mecanismos de análise e previsibilidade necessários.
Governo e bancos colocam cidadãos numa “maratona burocrática”
O ministro das Comunicações e Transformação Digital afirma que a não digitalização das instituições que prestam serviços públicos dificulta a experiência do cidadão no dia-a-dia.
Américo Muchanga fala de um cidadão que, sempre que busca por algum serviço, primeiro deve deslocar-se ao local, fisicamente. Chegado ao local, deve preencher documentos e ainda assinar, por forma a ser reconhecido.
E tudo fica mais difícil se tiver de concluir o processo noutra instituição, cuja comunicação é deficiente. Aí o cidadão “queima” o dia neste processo.
O ministro considera o processo uma “maratona burocrática”, que atrasa processos e desvaloriza as instituições. É daí que o Governo elegeu cinco plataformas nacionais consideradas importantes, para alterar esta experiência do cliente ou cidadão.
“A primeira plataforma de que nós precisamos é a plataforma de assinatura digital. Temos de trabalhar em conjunto, sobretudo os bancos vão tirar vantagem desta plataforma da assinatura digital. Ela tem de ser segura, inclusiva e poder funcionar com vários instrumentos de acesso, desde o telefone móvel, computador ou qualquer plataforma digital; precisamos de estabelecer uma plataforma de interoperabilidade que seja um backbone de identidade que permita, a partir dos dados do cidadão, para podermos identificar o cidadão uma única vez. Portanto, se eu me apresento ao Estado e dou a minha informação sobre a minha identidade, o Estado já conhece a informação, onde quer que eu vá, basta lhe dar um identificador para ele poder ter acesso a todos os meus dados. A terceira plataforma é a plataforma de identidade digital, que é o instrumento de que o cliente ou cidadão precisa para poder-se autenticar quando ele está a usar uma plataforma digital. Precisamos de pagamentos digitais, portanto sistemas de pagamentos digitais. Aqui, a banca tem um papel preponderante. Finalmente, para retirar aquilo que chamei de maratona do cidadão, maratona burocrática, nós precisamos de ter um portal cidadão, que é o único ponto para onde o cidadão se deve dirigir quando pretende ter serviço do Estado”, disse.
Muchanga desafiou ainda a Banca Nacional a engajar-se na criação de Banca Digital, “porque, para servir 24 milhões de pessoas em todo o sítio onde estão, eles não podem funcionar da maneira como a banca tradicional funciona”.
A polícia federal norte-americana (FBI) anunciou ontem que está a investigar como um “acto de terrorismo” o ataque ocorrido na quarta-feira perto da Casa Branca, em Washington, no qual dois militares da Guarda Nacional foram baleados.
“Trata-se de uma investigação em curso por acto de terrorismo”, afirmou o chefe do FBI, Kash Patel, numa conferência de imprensa.
As autoridades norte-americanas já identificaram o suspeito do ataque: um cidadão afegão de 29 anos que colaborou com as forças armadas norte-americanas e a Agência Central de Informações (CIA) no Afeganistão, que foi posteriormente transferido para os Estados Unidos.
O ataque ocorre num contexto de elevada tensão política em torno da presença militar na capital federal norte-americana.
As investigações prosseguem, não havendo até ao momento indícios de potenciais cúmplices.
O FBI e a presidente da câmara de Washington, Muriel Bowser, informaram que os militares foram hospitalizados em estado crítico, tendo sido submetidos a cirurgia, enquanto o suspeito, também ferido por disparos, permanece em custódia.
A Procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, afirmou que as acusações dependerão do prognóstico das vítimas e admitiu a possibilidade de ser pedida a pena de morte, descrevendo o agressor como um “monstro”.
O suspeito, identificado como Rahmanullah Lakanwal, entrou nos Estados Unidos em 2021 ao abrigo da Operação Allies Welcome, programa de retirada de afegãos que colaboraram com as forças internacionais após a saída das tropas norte-americanas do Afeganistão, e residia no estado de Washington com a família.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, classificou o tiroteio como “um crime contra toda a nação” e apelou à reabertura dos processos de todos os refugiados afegãos admitidos durante a administração anterior, liderada pelo democrata Joe Biden.
Na sequência do ataque, o Governo ordenou o envio de mais 500 membros da Guarda Nacional para Washington, elevando para cerca de 2.200 o número de militares destacados na cidade.
Pelo menos 75 pessoas morreram na sequência do incêndio que atingiu edifícios habitacionais em Hong Kong na noite de quarta-feira, segundo um novo balanço anunciado pelo porta-voz do Governo daquela região administrativa especial (RAEHK).
Até ao princípio da noite desta quinta-feira, 75 pessoas tinham morrido no incêndio de Hong Kong, declarou à agência France-Presse um porta-voz do Governo da região, acrescentando que os bombeiros tinham tratado até então 76 feridos, 11 deles bombeiros.
Num balanço anterior, o porta-voz do corpo de bombeiros de Hong Kong disse que 51 pessoas foram encontradas já sem vida no local, enquanto outras quatro foram declaradas mortas no hospital.
Ainda esta quinta-feira o Governo de Hong Kong criou um fundo com 300 milhões de dólares locais para as vítimas do incêndio mais mortífero na cidade em mais de um século.
Numa conferência de imprensa, adiada por duas vezes, o chefe do executivo, John Lee Ka-chiu, disse que o fundo, criado no banco estatal Banco da China, começará a aceitar donativos a partir desta quinta-feira.
Na mesma ocasião, John Lee anunciou ainda que o Governo começou a distribuir 10 mil dólares de Hong Kong (cerca de 85 mil meticais) a cada família afectada pelo incêndio no complexo de habitação social Wang Fuk Court.
John Lee disse que os mais de 700 bombeiros envolvidos na operação já conseguiram controlar as chamas nas sete torres atingidas pelo incêndio, que deflagrou na quarta-feira à noite.
Este é já o incêndio mais mortífero desde 1918, quando Hong Kong ainda era uma colónia britânica. Nesse ano, um incêndio causou o colapso da bancada principal do hipódromo de Happy Valley, causando mais de 600 mortos.
A polícia deteve três homens por suspeita de homicídio involuntário, após a descoberta de materiais inflamáveis deixados durante trabalhos de manutenção que levaram o fogo a propagar-se rapidamente pelos andares de bambu.
A Comissão Independente Contra a Corrupção de Hong Kong criou “um grupo de trabalho para iniciar uma investigação completa sobre a possível corrupção no grande projecto de renovação do Wang Fuk Court em Tai Po”.
O incêndio levou a que 900 residentes do Wang Fuk Court fossem realojados em abrigos temporários, assim como os habitantes do vizinho Kwong Fuk Estate, retirados pelas autoridades por precaução.
John Lee disse que o Departamento de Assuntos Internos e da Juventude reservou mil apartamentos em pousadas da juventude e hotéis, onde os residentes afectados poderão ficar por um período máximo de duas semanas.
A produtora moçambicana GM Record & Services, empenhada em publicar álbuns discográficos de artistas moçambicanos, vai lançar, neste sábado em Maputo, o seu centésimo trabalho, “Notas por Notas”, num percurso que já soma oito anos.
Curiosamente, o álbum número 100 é do rapper moçambicano Sem Paus, conhecido pela sua trajectória ao lado de Duas Caras no famoso grupo GPro, responsável por revolucionar o hip-hop moçambicano.
Para Sidney Mavie, mais conhecido por DJ Sidney GM, a escolha de Sem Paus para compor o centésimo álbum é mais do que acertada, pois é um artista com créditos firmados no panorama Hip-Hop nacional e por ser um rapper que faz parte da sua geração. Tal como afirma, “é um privilégio lançar Sem Paus”.
Este trabalho marca o fim de um período que marcou o lançamento de vários artistas no universo discográfico, com especial destaque para os fazedores de hip-hop.
“Depois de uma série de álbuns lançados pela Vidisco, J.B. Record, a história irá cobrar o mérito a G.M Records como a terceira editora em Moçambique, embora esteja baseada especificamente no Hip-Hop”, assume Dj Sidney GM, acrescentando que o principal objectivo neste processo era mostrar que é possível ter maior número de CD’s de Hip-Hop, sendo o estilo que identifica esta produtora.
A ideia preliminar, quando esta aventura discográfica iniciou, era a publicação de 100 álbuns num período de cinco anos. Aliada a isso, havia outros objectivos, mas a pandemia da Covid-19, entre outros problemas, acabou ampliando o tempo. Entretanto, entende Sidney, que foi nesse período que a GM Records atingiu o auge de publicações.
Paralelamente aos lançamentos de artistas, a GM Records desenvolve um projecto autoral de lançamentos de álbuns chamado “Compromisso com as ruas”. A ideia é que a produtora lançasse pelo menos 10 “compromissos”, mas apenas atingiu oito. “Eu acho que é um ganho maior, pois neste número temos ainda um duplo CD”, reconhece.
Nota-se também que a GM Records atinge, com esta publicação, o lançamento de todos os membros da GPro. Foram três trabalhos de Duas Caras (Duditos Way, Djundava e Afromatic) e um de Trez Agah (Hitman) e, agora, é a hora de “Notas por notas”, de Sem Paus, cujo lançamento será neste sábado.
A GM vai continuar a apostar em projectos performativos, aliado ao facto de a produtora estar a explorar o restaurante Mar à Vista, dando oportunidade aos artistas que já lançaram com a produtora, como forma de alcançarem mais visibilidade; além de dedicar mais tempo a escrever um livro de crónicas sobre Hip-Hop.
Espera-se que no futuro se crie um Museu de Hip-Hop, em que a GM Record & Services esteja mais envolvida na gestão.
A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, procedeu hoje à premiação da equipa feminina de Basquetebol do Clube Ferroviário de Maputo, vencedora de múltiplas competições nacionais e continentais, e anunciou a atribuição de mais de dois milhões de meticais à equipa, como forma de reconhecimento pelo seu desempenho excepcional.
A entrega do cheque gigante foi realizada no seu Gabinete de trabalho, onde destacou o percurso vitorioso da formação, que conquistou 11 Campeonatos Nacionais, venceu por três anos consecutivos (2023, 2024 e 2025) a Liga Nacional de Basquetebol da SASOL, e alcançou três títulos africanos: 2018 (Maputo), 2019 (Egipto) e 2024 (Senegal). No presente ano desportivo, o conjunto arrebatou ainda o Torneio de Abertura, a Supertaça Jogabets e a Taça Maputo Jogabets.
Ao intervir na ocasião, a Primeira-Dama destacou que a vitória alcançada “é muito mais do que um troféu”, tendo sublinhado que representa “o reflexo do esforço, dedicação, disciplina e espírito de equipa demonstrados em cada momento de superação”.
Gueta Chapo enalteceu a postura exemplar das atletas e da equipa técnica, afirmando que o percurso do Ferroviário de Maputo “mostra que quando há trabalho árduo, união e humildade, não existem limites para o que se pode alcançar”.
No encerramento da cerimónia, a esposa do Presidente da República fez a entrega simbólica de presentes, antes de anunciar o apoio financeiro superior a dois milhões de meticais, destinado a incentivar a continuidade da excelência desportiva e a motivar novas conquistas.
A União Desportiva de Songo sagrou-se, nesta quinta-feira, virtual campeã nacional de futebol após golear o Textáfrica de Chimoio por 5-1, em partida da 21ª jornada do Moçambola 2025.
Os “hidroeléctricos” conquistam o título de forma quase invicta ao somar 18 vitórias, das quais 17 consecutivas, uma derrota e dois empates, arrecadando, até ao momento, 56 pontos, mais 19 em relação à União Desportiva de Songo, mais directo perseguidor, que já não vai a tempo de alcançar a turma de Songo na liderança da tabela classificativa, ainda que tenha menos jogos que o líder e virtual campeão.
É que os “touros” ainda têm seis jogos pela frente, e o máximo que conseguem fazer são 18 pontos, quando a diferença actual é de 19 pontos, o que significa que nada mais tira a formação de Songo da liderança, ainda que perca todos os jogos que ainda tem pela frente.
A turma orientada por Daúdo Rasaque e Victor Matine somou o máximo de pontos até aqui conquistados por um líder ao cabo de 22 jornadas, faltando ainda quatro jornadas para o fim da prova.
Nestas 22 jornadas, os “hidroeléctricos” foram a equipa mais concretizadora do Moçambola 2025 com 48 golos, única equipa na prova com acima de quatro dezenas de golos apontados, mas também é a equipa menos batida, tendo sofrido apenas 11 golos.
Luís Miquissone é o “hidroeléctrico” mais concretizador da prova, tendo apontado já 15 golos, três deles nesta quinta-feira, diante do Textáfrica, numa partida em que Alcides marcou outros dois golos da UD Songo, enquanto Eládio apontou o tento de honra dos “fabris” do Planalto, que ainda lutam pela manutenção.
Na lista dos goleadores, para além de Luís Miquissone, a União Desportiva de Songo tem mais quatro jogadores no top-20, nomeadamente Alcides, com 10 golos, Chester, com 9, Vitinho, com 6, e Óscar, que apontou 4 golos.
Entretanto, no top-3, que é liderado por Miquissone com 15 pontos, o segundo lugar é para Óscar Cantolo, com 11 golos, fechando o pódio com Alcides, que tem 10 golos.
A União Desportiva de Songo levanta o seu quarto título nacional, depois das conquistas de 2017, 2018 e 2022, num dia em que a Hidroeléctrica de Cahora Bassa celebra 18 anos de reversão para o Estado moçambicano.
A este título, os “hidroeléctricos” juntam ainda duas Taças de Moçambique, conquistadas em 2016 e 2019, sendo que ainda estão na corrida pela terceira taça, uma vez que estão na “final four” que se disputa em Xai-Xai, no próximo mês, para além de uma Supertaça, conquistada em 2023.
A presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, informou o Plenário do Parlamento moçambicano de que, na companhia das chefias das bancadas parlamentares da Frelimo, Podemos, Renamo e do MDM, visitou, na quarta-feira finda, dia 26 de Novembro, o centro de reassentamento, no posto administrativo de Alua, distrito de Eráti, província de Nampula, onde estão alojadas as vítimas do terrorimo em Memba.
Talapa, que falava momentos depois do 26º dia da II Sessão Plenária da Assembleia da República na sua X Legislatura, informou que o centro acolhe 15 mil famílias, cerca de 77 mil pessoas deslocadas devido aos ataques terroristas, nos postos administrativos de Chipene, Mazua e Lúrio, no distrito de Memba.
“Esta foi a presença solidária da Casa do Povo aos nossos irmãos que enfrentam dificuldades de vária ordem. Expresso um profundo agradecimento a todos os Parlamentares que, num espírito solidário, contribuíram para que a Assembleia da República reunisse e entregasse 60 toneladas de produtos diversos”, disse a Presidente Talapa, ajuntando que “foi um gesto patriótico que nos deve orgulhar como Representantes do Povo”.
Ao Governo da Província de Nampula, a presidente endereçou o apreço do Parlamento pela busca de soluções sustentáveis para a protecção, assistência e criação de melhores condições para as populações afectadas pelo terrorismo.
A presidente Talapa enalteceu, igualmente, a actuação firme e corajosa das Forças de Defesa e Segurança “que nos garante o direito fundamental da segurança e à paz”.
“Vemos e apreciamos os esforços das entidades religiosas, empresários, organizações internacionais, sociedade civil e de muitas pessoas de boa vontade que apoiam os nossos concidadãos”, observou a presidente da Assembleia da República, que defende que “somos convocados para um amplo movimento de solidariedade, para minimizar o sofrimento dos nossos irmãos e irmãs vítimas da barbárie terrorista”.
O Gabinete Parlamentar de Prevenção e Combate ao HIV e SIDA (GPPC-HIV e SIDA) destaca que em Moçambique a resposta à pandemia alcançou importantes progressos nos últimos anos, com a redução notável da mortalidade relacionada com a doença, incidência de novas infecções e transmissão vertical de mãe para filho.
No seu informe apresentado nesta quinta-feira, 27 de Novembro, ao Plenário da Assembleia da República, o gabinete sublinha que a sustentabilidade destes avanços permanece como um dos maiores desafios, especialmente num contexto de desigualdades regionais e de barreiras no acesso aos serviços de saúde por parte das populações mais vulneráveis, a par da dependência de financiamento externo.
“Embora o país tenha registado avanços nos últimos anos, persistem desafios para o controlo da epidemia do HIV, o que mostra a necessidade de esforços conjuntos, concertados e o envolvimento de todos os actores para melhorar o desempenho da resposta nacional rumo ao alcance das metas do Plano Estratégico Nacional (PEN V)”, disse a presidente do GPPC-HIV e SIDA, Zainaba Rajabo Andala.
Falando durante a apresentação do documento, Andala revelou que em Moçambique ocorreram cerca de 92 mil novas infecções somente em 2024. As raparigas adolescentes e mulheres jovens dos 15 aos 24 anos de idade são o grupo mais afectado, com cerca de 23 mil novas infecções registadas, o que representa cerca de três vezes mais o número de novas infecções, comparando com os rapazes da mesma idade.
Contudo, segundo aponta a deputada, “a cobertura do tratamento anti-retroviral (TARV) em relação às pessoas vivendo com HIV e SIDA até Junho de 2025, foi de 82 por cento (2 045 285) e em termos de grupos etários, 55 por cento (97 399) das crianças de 0-14 anos vivendo com HIV e SIDA, 73 por cento (116 645) dos adolescentes dos 10 aos 19 anos e 85 por cento (1 947 886) adultos estavam em TARV”.
A informação do GPPC-HIV e SIDA destaca acções realizadas de Maio a Novembro de 2025, realçando as questões relativas à situação epidemiológica do HIV e SIDA em Moçambique, fiscalização das acções realizadas pelas instituições públicas, privadas e demais órgãos, bem como visitas às unidades sanitárias, estabelecimentos penitenciários empresas e associações.
Durante o seu trabalho, no período em análise, o gabinete constatou que em Moçambique os factores relacionados com a pobreza e desigualdades sociais continuam a representar desafios para uma resposta eficaz ao HIV, especificamente a baixa renda, limitações de oportunidades de emprego, desigualdades de género, violência baseada no género e baixo nível de escolaridade.
Neste sentido, o Gabinete propõe-se a trabalhar com diferentes parceiros de resposta ao HIV e SIDA, tendo como base a componente de género e dos direitos humanos para a salvaguarda da componente de direitos sexuais e reprodutivos, estigma e discriminação, bem como fiscalizar as actividades de resposta a esta pandemia a nível central, provincial e distrital; advogar o fortalecimento de mecanismos de coordenação e de planificação multissectorial para facilitar a busca e gestão de recursos para o combate e a promoção de palestras de saúde a nível do parlamento e maior sensibilização para a adesão dos deputados e funcionários.
Dos chamados pelo seleccionador nacional, destaque para dois guarda-redes, que entram pela primeira vez na base de dados, um defesa, um médio e quatro avançados, todos a actuarem em solo pátrio, para além do regresso de alguns jogadores que há muito não eram chamados para os trabalhos dos Mambas.
O seleccionador nacional de futebol, Chiquinho Conde, anunciou a lista dos pré-convocados para o CAN de Marrocos que arranca a 21 de Dezembro próximo. Da lista dos 55 jogadores anunciados, apenas metade deles terão lugar na lista final dos convocados que vão representar o país no Campeonato Africano das Nações de Marrocos.
Dos anunciados por Chiquinho Conde, destaque para mais dois guarda-redes, nomeadamente Armando, do Costa do Sol, e Crimildo, do Ferroviário da Beira, que são chamados pela primeira vez a juntar-se a outros, totalizando oito guarda-redes, dos quais sairão os três finalistas.
Na defesa e nos médios, não há muitas novidades em relação aos “habitués”, havendo apenas dois destaques, nomeadamente Valter Nhacussa, do Ferroviário da Beira, Sapane Fabião Zunguze (Sampaio), do Ferroviário de Maputo, que são chamados, também, pela primeira vez.
No ataque, é onde temos mais novidades. Para além das chamadas pela primeira vez de Ivan Mário (Ferroviário de Lichinga), Almeida “Fortinho” Botão (Ferroviário de Lichinga), Naftal Titos (Ferroviário de Maputo) e Tomás Mahumane (A.D. Vilanculos), há ainda a destacar os regressos de Lau King (UD Songo), António Sumbane (Black Bulls), Chamito Alfandega (Académico de Viseu FC de Portugal), Alcides Davide (U.D. Songo), Stélio “Telinho” Ernesto (Ferroviário de Maputo) e Dayo António (Ferroviário da Beira), depois de muitas convocatórias de ausência.
A lista final dos jogadores que estarão presentes no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026, será conhecida nos próximos dias, dias antes da deslocação a Algarve, em Portugal, onde os Mambas farão um estágio pré-competitivo antes da fase final.
Os Mambas disputam a fase de grupos do CAN defrontando sucessivamente a Costa do Marfim, Gabão e Camarões, nos dias 24, 27 e 31 de Dezembro.

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