Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
Há focos de lixo em vários pontos da cidade de Maputo. A edilidade diz não dispor de recursos, para garantir a recolha e gestão eficiente de resíduos, entretanto está a rever a Postura Municipal que vai permitir a redução da taxa de lixo.
A rua 9, no bairro Magoanine A, na cidade de Maputo, foi tomada por resíduos sólidos. O lixo é tanto, que ocupou quase toda a via, que deveria servir para os peões e viaturas, tal como relataram alguns munícipes.
“O que me preocupa é, até o ponto, também para a questão de higiene, porque prejudica, com certeza, os vizinhos. Esse lixo aqui, desde o tempo de manifestações, sempre fica assim mesmo. Tiram o lixo, vêm tirar metade do lixo, deixam outro lixo”, lamentou Sansão Manjate. Situação similar verifica-se no bairro das Mahotas, onde mesmo diante da existência de vários estabelecimentos de restauração e de venda de alimentos, convive-se com lixo. Por estes pontos, o cheiro é nauseabundo e já nem se contam os problemas trazidos à saúde.
“Esse lixo incomoda muito. Sofremos muito aqui com moscas e outros insectos também, que aparecem aqui por conta desse lixo aqui. Antes removiam, mas dizem que tinham uns caminhões que vinham de Chimoio. Só que esses caminhões foram os que voltaram Então, desde lá, que aqueles caminhões voltaram, estamos assim nessa situação”, disse um dos munícipes.
Os munícipes lamentam o surgimento das chamadas lixeiras informais, mesmo pagando taxas para que tal não aconteça. O município de Maputo assume que há focos de lixo, cuja eliminação depende de recursos.
“Nós, neste momento, temos uma situação em que precisamos de mobilizar recursos que não temos para poder responder ao desafio que está na rua. Ou seja, nós, neste momento, temos 1.200 toneladas de lixo por dia. Entretanto, o grande volume dessas toneladas é justamente de material reciclável”, explicou João Munguambe, Vereador de Salubridade no Município de Maputo.
Munguambe explica que a gestão destes resíduos é papel de todos. Esta quarta-feira, a Assembleia Municipal discutiu a revisão da postura Municipal sobre Resíduos Sólidos que prevê inovações.
“Quem consome ou paga energia de 5 mil meticais, vai pagar no máximo 250 meticais. Quem paga 6 mil, também vai pagar 250. Quem paga 10 mil, também vai pagar. Portanto, nós limitamos no máximo 250 meticais, portanto, da taxa de lixo.”
No evento aprovou-se também o Plano de actividades 2026.
O Presidente da República, Daniel Chapo, diz estar preocupado com o aumento de mortes decorrentes de acidentes de viação, nas estradas nacionais. Para Daniel Chapo esta é também uma forma da violação dos direitos humanos, em que os automobilistas violam a lei perante o olhar impávido das autoridades.
Na sua mensagem alusiva à celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, esta quarta-feira, dia 10 de Dezembro, o Presidente da República manifestou preocupação com o crescente número de acidentes de viação no país, que tem ceifado inúmeras vidas humanas.
Chapo, chamou o fenômeno de desvalorização da vida humana e apontou os condutores, principalmente de transporte semi-colectivo de passageiros e as autoridades que deviam fazer a fiscalização de violarem o Código de Estrada.
“As nossas estradas devem deixar de ser uma espécie de palco de leiloamento da vida humana, com a consequente destruição do futuro das nossas famílias, sobretudo em épocas como estas, de celebração das festas do Natal ou da Família e do Fim do Ano”, lê-se na mensagem de Daniel Chapo.
Ainda na sua mensagem, o Chefe de Estado, destacou que o Dia Internacional dos Direitos Humanos assinala-se num contexto em que decorre no país auscultações no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, que segundo defende só está a ser possível porque os direitos dos cidadãos estão a ser respeitados e aplicados, nos termos da Constituição da República.
Falou também dos progressos que o país tem alcançado na promoção e protecção dos direitos humanos entre as quais a criação de instituições como a Comissão Nacional de Direitos Humanos e o Provedor de Justiça e reiterou o compromisso do Governo em continuar a defender esses direitos, sublinhando que o país é signatário de várias convenções internacionais e dispõe de uma carta robusta de direitos fundamentais na sua Constituição.
Chapo encorajou os cidadãos a continuarem a exercer os seus direitos através das tecnologias de informação, especialmente nas redes sociais, mas apelou a uma utilização responsável, que privilegie a verificação da informação e o respeito pela dignidade humana, afastando-se de insultos, maledicência e discursos de ódio.
O Dia Internacional dos Direitos Humanos celebra-se este ano sob o lema “Direitos Humanos: O Essencial de Cada Dia”.
Moçambique, através dos pugilistas Tiago Muxanga e Armando Sigauque, está nos quartos-de-final do Campeonato Mundial de Boxe, prova que decorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
É o boxe moçambicano no seu melhor! É o esforço a ser compensado pela glória. É tudo o que se espera de uma modalidade que transpôs fronteiras e Tiago Muxanga, na categoria dos 71 kg, faz parecer fácil. Percurso imaculado no Mundial de Boxe, em que, com os seus punhos quentes, sempre ousou afastar quem estivesse pela frente.
Em mais um combate diante Dovud Makhakamov, do Tajiquistão, cumpriu mais uma missão. Sem margem para muitos erros, Tiago Muxanga impôs-se e empurrou o seu adversário à derrota com golpes, diga-se, à moda moçambicana. Vaga garantida nos quartos-de-final da prova.
Moçambique no seu melhor. A vitória do Tiago Muxanga foi apenas o início. Armando Sigauque, nos 57 kg, tinha outra missão a cumprir e fê-lo com bravura e dedicação de sempre. Perante Paul Omondi Onguku, queniano cheio de energia e vontade, Sigauque esteve firme evitando golpes e atacando com certeza.
A vitória acabou sendo genuinamente moçambicana. Tiago Muxanga e Armando Sigauque fazem parte da restrita lista de oito pugilistas que vão disputar os quartos-de-final. E por terem chegado a esta fase já tem garantido 10 mil dólares, equivalente a 632 mil meticais. O vencedor da prova terá direito a 75 mil dólares. O Mundial de Boxe conta com a participação de 500 atletas, de 118 países.
Os procuradores dos distritos afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado continuam a trabalhar em Pemba, devido a insegurança e falta de infra-estruturas destruídas durante o conflito.
Três das dezassete procuradorias distritais de Cabo Delgado continuam parcialmente fechadas devido à insegurança. Além de dificuldades para o funcionamento nas zonas consideradas inseguras, a Procuradoria províncial de Cabo Delgado está relacionada com o suposto desvio de donativos para as vítimas do terrorismo.
O Procurador chefe provincial de Cabo Delgado levantou as preocupações durante as comemorações do dia internacional de combate à corrupção.
O Presidente da República Democrática de Congo acusa o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, de violar o acordo de cessar-fogo assinado na semana passada. Tshisekedi diz que Ruanda continua a apoiar ataques contra o exército congolês.
Na última semana, os Presidentes da República Democrática de Congo e do Ruanda assinaram, em Washington, um novo acordo de paz, para pôr fim a um dos mais prolongados conflitos do continente africano.
Cerca de 48 horas depois, Felex Tshisekedi, Presidente da RDC, discursando no parlamento do seu país, acusou o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, de violar o acordo de paz cuja assinatura foi testemunhada por Donald Trump.
“Logo no dia seguinte à assinatura, unidades das Forças de Defesa de Ruanda realizaram e apoiaram ataques com armas pesadas lançados da cidade ruandesa de Bugarama, causando graves danos humanos e materiais, no Kivu do Sul, rompendo assim o cessar-fogo”, disse Tshisekedi.
O acordo assinado na Capital norte-americana preconiza um cessar-fogo e desarmamento dos grupos armados não estatais e regresso dos refugiados. Os Estados Unidos, segundo o pacto, vão beneficiar-se de forma preferencial dos minerais estratégicos pelos quais os estados lutam.
O Presidente da República, Daniel Chapo, dirigiu nesta quarta-feira uma mensagem de saudação a todos os moçambicanos por ocasião da celebração do Dia Internacional dos Direitos Humanos, assinalado a 10 de Dezembro, este ano sob o lema “Direitos Humanos: O Essencial de Cada Dia”.
Na comunicação, o Chefe do Estado destaca que esta efeméride ocorre num momento em que decorrem, em todo o País, a auscultação no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, “que só está a ser possível por conta da efectivação de um núcleo essencial de direitos fundamentais dos cidadãos”, nos termos da Constituição da República de Moçambique (CRM), incluindo a participação política dos cidadãos, a liberdade de expressão e o pluralismo político, este último exercido através de partidos políticos e organizações da sociedade civil.
Chapo recorda igualmente os avanços que Moçambique tem registado no estabelecimento de mecanismos institucionais de promoção, protecção, respeito e realização dos direitos humanos, nomeadamente a Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH) e o Provedor de Justiça.
“Esta é uma soberana ocasião para reiterarmos o compromisso do Governo na promoção e defesa dos Direitos Humanos como papel do Estado. Moçambique é subscritor de inúmeras convenções internacionais e regionais sobre direitos humanos, ao que se acrescenta o facto de dispor de uma carta de direitos fundamentais na Constituição da República de Moçambique, que impõe ao Estado a obrigação de assumir a dianteira na temática dos direitos humanos”, sublinha o Presidente.
O estadista moçambicano manifesta ainda a sua preocupação com a crescente “vulgarização da vida humana nas estradas nacionais, frequentemente decorrente de comportamentos desviantes de alguns condutores, sobretudo no transporte semi colectivo de passageiros, por vezes com a complacência de entes públicos responsáveis pela fiscalização e cumprimento do Código de Estrada”.
O Presidente da República frisa que “as nossas estradas devem deixar de ser uma espécie de palco de leiloamento da vida humana, com a consequente destruição do futuro das nossas famílias, sobretudo em épocas como estas, de celebração das festas do Natal ou da Família e do Fim do Ano”.
O Chefe do Estado encoraja ainda os cidadãos a continuarem a exercer os seus direitos fundamentais através das Tecnologias de Informação e Comunicação, com destaque para as redes sociais digitais, mas apela a uma utilização responsável, sublinhando a importância da verificação da autenticidade da informação antes da sua circulação e do respeito pela dignidade humana, que considera “desmerecedor do insulto, da maledicência e de sentimentos de ódio”.
A mensagem do Presidente da República por ocasião do Dia Internacional dos Direitos Humanos termina reafirmando o compromisso do Estado moçambicano com a promoção e protecção dos direitos fundamentais, numa perspectiva inclusiva em que ninguém deve ser deixado para trás.
A Editora Trinta Nove e o projecto Livroteca apresentam hoje o lançamento da edição em banda desenhada e da tradução inglesa de Ualalapi, obra seminal de Ungulani Ba Ka Khosa. O evento terá lugar na livraria da Vila Municipal de Marracuene, em Maputo.
O evento contará com a presença do autor da obra, Ungulani Ba Ka Khosa, e de Adérito Wetela, o ilustrador responsável por dar nova vida visual ao romance.
Publicado originalmente em 1987, Ualalapi é um marco incontornável da ficção africana moderna. Vencedor do Grande Prémio de Ficção Narrativa Moçambicana, integra desde 2002 a prestigiada lista dos 100 melhores livros africanos do século XX, destacando-se pela profundidade histórica e pela força literária.
A narrativa acompanha Ualalapi, guerreiro incumbido de matar o hosi Mafename por ordem do príncipe Ngungunhane, que assim ascende ao trono como último imperador de Gaza — figura central da resistência moçambicana face ao avanço colonial português no final do século XIX.
A nova edição em banda desenhada oferece uma leitura visualmente poderosa deste que é considerado um dos maiores romances africanos do século XX, tornando-o acessível a novos públicos e reforçando o seu lugar na literatura global.
A ONU condenou qualquer tentativa de minar a governação democrática em Benin e apoia autoridades deste país e da CEDEAO após tentativa de golpe. O governo do Benin reporta várias mortes e a detenção de 12 pessoas
A tentativa de golpe no Benim no fim de semana não apenas provocou reações nas proximidades do país, com membros da CEDEAO intervindo para apoiar as forças armadas do Benim, como também o gabinete do Secretário-Geral da ONU expressou preocupação diante da instabilidade no país.
Em declaração à imprensa em Nova York nesta terça-feira, o porta-voz da ONU afirmou que o Secretário-Geral condena inequivocamente qualquer tentativa de minar a governação democrática no Benim.
Após uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros, o Governo do Benim anunciou esta segunda-feira, que várias pessoas morreram durante a tentativa de golpe de Estado no país. Segundo o balanço, pelo menos 12 pessoas estão detidas na sequência da tentativa falhada de golpe, mas alguns envolvidos continuam a monte, incluindo o tenente-coronel Pascal Tigri, que liderou a operação.
O jurista e antigo governante Teodato Hunguana aponta como uma das falhas da Constituição da República a ausência de uma ruptura clara na concentração de poderes na figura do Presidente da República. Por sua vez, o académico e também jurista Teodoro Waty defende a criação de uma assembleia constituinte responsável pelo estudo e melhoria profunda da lei-mãe.
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo continua a auscultar especialistas sobre várias matérias e, esta terça-feira, recolheu contributos de Teodato Hunguana e Teodoro Waty no âmbito da revisão constitucional.
Teodato Hunguana, especialista em Direito, antigo governante e interveniente nas revisões constitucionais de 1990 e 2004, considera que uma das principais lacunas das primeiras redacções da Constituição foi a falta de uma ruptura efectiva na concentração dos poderes do Chefe de Estado.
“Esta é uma questão absolutamente pertinente, porquanto um dos princípios que devem orientar um processo de revisão constitucional é o de capitalizar os aspectos positivos da revisão anterior, tomando-os como dados adquiridos para os manter ou reforçar, e a partir daí avançar. O que não é expectável, e ainda menos aceitável, é fazer o contrário, isto é, eliminar esses aspectos positivos ou reduzir o seu impacto. Porém, foi isso que aconteceu em 1990, no que designamos como um passo atrás e dois à frente. Um passo atrás ao reconcentrar a chefia do Governo no Presidente da República, para depois avançar para a separação de poderes”, explicou.
Hunguana defende ainda que a revisão constitucional deve ser encarada como um processo contínuo e criticou o facto de o relatório produzido pela Comissão de Revisão Constitucional de Moçambique (CREMOD) não ter sido tornado público.
“Gostaríamos de ter acesso às conclusões do trabalho da CREMOD, pois trata-se de património do nosso conhecimento. Que eu saiba, essas conclusões não foram publicadas nem tornadas públicas. Não sei se estão guardadas em gavetas, mas deveriam contribuir para o esforço já realizado, que custou tempo, dinheiro e envolveu académicos e profissionais. Esse trabalho deve ser valorizado, pelo menos conhecido, para que possamos retirar dele os elementos úteis”, lamentou.
Por seu turno, Teodoro Waty apresentou várias propostas de reforma constitucional, destacando a necessidade da criação de uma assembleia constituinte com poderes originários.
“Esta Assembleia Constituinte teria um poder originário e seria convocada para um propósito único e específico, diferente da Assembleia da República enquanto órgão legislativo ordinário, com a missão exclusiva de elaborar, discutir e aprovar uma nova Constituição ou proceder a uma reformulação profunda da existente, estabelecendo as regras fundamentais da organização do Estado e do seu ordenamento jurídico”, explicou.
No seu entender, muitas das revisões constitucionais em Moçambique resultaram de conflitos e divergências eleitorais, razão pela qual considera fundamental começar pela reforma do sistema eleitoral.
“É necessário reflectir sobre como um sistema eleitoral bem organizado pode produzir resultados diferentes, nomeadamente a ausência de contendas eleitorais, fruto da convicção enraizada em muitos actores políticos de que o processo eleitoral deixa de ser um jogo de resultado pré-determinado, onde o árbitro acaba por ser também o marcador de penaltis e o guarda-redes”, acrescentou.
No prosseguimento do debate, foram apresentadas várias sugestões em defesa de uma revisão constitucional inclusiva.
João Massango, presidente do Partido Ecologista, defendeu que a eventual criação de uma Assembleia Constituinte em Moçambique deve ser amplamente inclusiva e não limitada apenas aos partidos com assento parlamentar. Segundo o político, a experiência internacional demonstra que uma verdadeira Assembleia Constituinte deve ser escolhida pelo povo e integrar representantes de todos os estratos sociais, incluindo partidos extraparlamentares, sociedade civil e grupos críticos, sob pena de gerar novo descontentamento social.
Massango alertou que muitos dos problemas actuais do país têm origem nos conflitos eleitorais recorrentes desde as primeiras eleições multipartidárias. Para o dirigente partidário, a reforma profunda do sistema eleitoral deve ser uma prioridade no Diálogo Nacional Inclusivo, de modo a garantir credibilidade nos próximos pleitos e evitar novas crises políticas e sociais.
O líder ecologista acrescentou que, para além das questões político-eleitorais, o país enfrenta sérios desafios económicos, sobretudo no que respeita à inclusão da juventude. Defendeu a necessidade de um debate sério sobre um modelo económico inclusivo que permita criar oportunidades e reduzir a marginalização social, apontada como uma das principais causas das manifestações juvenis.
Por sua vez, Dinis Tivane, porta-voz do ANAMOLA, centrou a sua intervenção na crítica ao modelo constitucional vigente, considerando que Moçambique manteve, em essência, a estrutura da Constituição de 1975, particularmente no que diz respeito à concentração de poderes no Presidente da República. Para Tivane, essa concentração compromete a eficiência do Estado e está na base de várias crises institucionais vividas no país.
O dirigente defendeu a necessidade de um Parlamento mais forte e representativo, inspirado em modelos internacionais que privilegiam o equilíbrio de poderes e a justiça social. Tivane sublinhou ainda a importância do reforço do poder local e da descentralização efectiva, sustentando que o desenvolvimento e a estabilidade do país dependem de um Estado onde o poder emana verdadeiramente do povo e responde às realidades locais.
A Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo continua a recolher ideias e contributos com vista a uma reforma profunda do Estado.

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