Deputados da Bancada Parlamentar do PODEMOS foram impedidos de aceder e fiscalizar o Armazém Central de Medicamentos do Zimpeto na Cidade de Maputo por alegada ausência dos responsáveis em gozo de licença disciplinar. Os deputados dizem haver um esquema de desvio de medicamentos no armazém.
Outra vez, a bancada parlamentar do PODEMOS visou instituições ligadas ao sector da saúde. O grupo parlamentar visitou de surpresa o Armazém Central de Medicamentos no Zimpeto para fiscalização parlamentar, mas as suas intenções foram frustradas. “Simplesmente, a direção do armazém não aceita que nós entremos como deputados para fiscalizar.” Disse Ivandro Massingue, porta-voz da Bancada, explicando as razões: “todos os funcionários responsáveis do armazém estão de férias.”
“O Estado tem que parar, o país tem que parar, o governo não funciona, as instituições não funcionam porque todos os directores estão de férias?” Questionou o deputado
Os deputados dizem que a visita tinha por objectivo desmantelar um alegado esquema de desvio de medicamento denunciado por pessoas devidamente posicionadas na instituição.
“A denúncia que nós recebemos dá indicações de que tem muitos lotes, muitas caixas de medicamentos que já foram declaradas fora do prazo e que, legalmente, serão retiradas para abastecer o mercado paralelo e nós queríamos ver isso em flagra”
Assim, uma vez frustrada a intenção, o porta-voz diz que o grupo parlamentar vai preterir o convite da direção para fiscalizar o centro, assim que os responsáveis regressarem de férias.
ANAMOLA submeteu, esta quarta-feira, propostas legislativas à Comissão Técnica para o Diálogo Nacional Inclusivo e é o primeiro partido a tomar esta iniciativa. O documento é composto por seis projectos de lei, com destaque para a revisão da Constituição da República.
A submissão do documento, que apresenta vários aspectos que o partido considera pertinente rever, acontece depois de sucessivos adiamentos. Entre as propostas, consta a revisão pontual da Constituição da República.
Segundo o porta-voz da ANAMOLA, Dinis Tivane, o partido pondera a revisão do sistema político, propondo um sistema semipresidencialista, tendo em conta que, neste momento, o presidente é eleito directamente e o primeiro-ministro é eleito indirectamente.
“Não é o que está a acontecer agora, em que o Presidente da República automaticamente vira chefe do Governo. Entendemos que esta é a proposta que se assenta nos ideais de que devemos ter um sistema em que a entrega de poderes é de pesos e contrapesos”, disse Dinis Tivane.
O presidente da Comissão Técnica para o Diálogo Nacional considera que a entrega do documento reflecte a abertura para várias opiniões no diálogo em curso no país.
“Apreciamos o facto de o partido ANAMOLA estar a usar a arena própria, que é o palco próprio para colocar as suas ideias e as suas contribuições. É justamente isso que nós queríamos, era que a ANAMOLA não jogasse fora do jogo”, anota Edson Macuácua.
Num comunicado divulgado recentemente, o partido afirmava que o documento, resultado de uma consulta pública paralela, consiste em seis projectos de lei, mas especialmente na lei sobre “Crimes de Responsabilidade”, conhecida como “Impeachment”, que deve abranger o Presidente da República, o primeiro-ministro, os Presidentes dos Tribunais Administrativo e Supremo, o Procurador-Geral, o Governador do Banco de Moçambique, entre outras figuras de alto escalão do Estado.
O documento sugere também a revisão da Constituição do País, que inclui a introdução de um sistema semi-presidencial, alterações ao modelo eleitoral, reforma do sistema judicial, redefinição dos poderes dos órgãos soberanos e actualização da maioridade de 21 para 18 anos de idade.
O partido acredita que é crucial rever a lei que cria a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), transformando este órgão numa entidade independente com novos princípios constitucionais destinados a garantir a transparência.
O partido afirma que já apresentou a proposta a várias instituições e representações diplomáticas que apoiam o processo, bem como aos Conselhos do Poder Judiciário, à Ordem dos Advogados e a outras organizações da sociedade civil.
Ferroviário de Maputo e Sporting de Luanda medem forças, nesta sexta-feira, a partir das 12h00, em partida a contar para os quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol. As “locomotivas” lutam pela revalidação do título, enquanto as “leoas” querem fazer história na sua estreia na competição.
Duelo das moçambicanas nos quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol Feminino em Cairo, nesta sexta-feira. Por um lado, o Ferroviário de Maputo, campeão nacional e africano em título, talhado à conquista na bola-ao-cesto feminino, contando com nove moçambicanas e três estrangeiras, e, por outro, o Sporting de Luanda de Angola, estreante na competição, que conta com três moçambicanas, numa equipa dominada por angolanas.
Trata-se de um embate que define a primeira semifinalista da competição, com as treinadas por Nasir Salé a serem, claramente, favoritas a vencer, mas a terem de provar dentro da quadra a sua superioridade e experiência.
Ferroviário de Maputo, que passou invicto na fase regular após vencer os três jogos disputados, nomeadamente diante do First Bank da Nigéria, por 85-48, FAP dos Camarões, por 62-43, e KPA do Quénia, por 91-76, tem a responsabilidade de fazer melhor neste jogo e em toda a competição, não fosse bicampeã africana da modalidade.
Já o Sporting de Luanda, que conta no seu plantel com três moçambicanas, nomeadamente Eleotéria Lhavanguana, Nilza Chiziane e Vilma Covane, estreou-se com pé esquerdo, ao perder diante do REG do Ruanda por três pontos de diferença, 67-64, antes de somar a primeira vitória de sempre na WBAL, diante do FBA da Costa do Marfim, por 65-40, a mostrar a sua capacidade de recuperação e compromisso com uma boa prestação na prova.
Na derradeira partida da fase regular, a equipa angolana voltou a vergar diante da poderosa formação egípcia, o Al Ahly, por 86-65, terminando em segundo no grupo A, o que deu direito a defrontar o primeiro do grupo B, o Ferroviário de Maputo.
Ingvild Mucauro é a atleta do Ferroviário de Maputo em destaque, com índice de eficiência de 17,3% por jogo, seguido da Destiny pitts, com 14,3, e Odélia Mafanela, com 13,7. A norte-americana Destiny Pitts tem a melhor média de pontos, com 13,7.
Do lado das angolanas, os destaques na primeira fase foram Nelma Cuna, Eleotéria Lhavanguana e Nilza Chiziane.
O segundo jogo do dia vai colocar frente-a -frente o REG do Ruanda ao ASC Ville de Dakar do Senegal, enquanto o terceiro jogo do dia será disputado pelo APR do Ruanda e o KPA do Quénia.
O último jogo dos quartos-de-final da Liga Africana de Basquetebol Feminino a ter lugar nesta sexta-feira vai colocar frente-a-frente o Al Ahly do Egipto e o CNS da República Democrática do Congo.
Os jogos das meias-finais disputam-se no sábado e a grande final terá lugar no domingo.
O custo de vida tende a melhorar no país. Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a subida do nível geral de preços foi ligeiramente inferior em Novembro deste ano, se comparado com igual mês do ano de 2024.
No mês passado, a subida do nível geral de preços desacelerou para 4,38%, depois de em Outubro ter atingido 4,83%. Trata-se de subidas de preços relativamente mais baixas que as registadas no mesmo período do ano passado.
Contaram para a retracção da subida de preços a redução dos preços dos produtos alimentares e de bebidas não-alcoólicas, serviços de comunicações e mobiliária, equipamentos domésticos e de manutenção, segundo o Banco de Moçambique.
“Foram as componentes que mais contribuíram para a desaceleração da inflação anual em Novembro, medida pela variação do Índice de Preços no Consumidor”, refere o regulador do sistema financeiro nacional no seu site.
De acordo com o INE, as divisões de alimentação e bebidas não-alcoólicas e de restaurantes, hotéis, cafés e similares foram as que tiveram maior aumento de preços, em Novembro, ao variarem com cerca de 9,52% e 9,40%.
Com 9,01%, a cidade de Tete foi a que registou o maior aumento de preços, seguida das cidades de Quelimane (6,32%), Chimoio (5,09%), Xai-Xai (3,86%), Beira (3,68%), Nampula (2,87%) e Maputo (2,77%).
Depois do aumento de 4,15% em Junho, a subida do nível geral de preços manteve-se estável ao longo dos meses seguintes, tendo sido de 3,96% em Julho, 4,79% em Agosto, 4,93% em Setembro e 4,83% em Outubro.
Tal estabilidade foi registada nas últimas duas semanas, segundo a Inspecção Nacional de Actividade Económica (INAE), embora com a tendência de subida de preços de alguns produtos alimentares, como por exemplo, os ovos.
“Verificou-se uma tendência de subida de preços dos ovos, tomate, peixe e frango em Nampula. Há registo de baixa de preços da lâmina de carapau na província de Gaza na ordem de 100 meticais”, disse a inspectora-geral da INAE.
Segundo dados recolhidos pela INAE na última semana de Novembro último e a primeira de Dezembro corrente, o tomate estava mais caro na província de Niassa, chegando a custar 90 meticais por cada quilograma.
Os números foram partilhados pela Inspecção Nacional de Actividades Económicas nesta semana numa conferência de imprensa. Por estarmos nas vésperas do Natal, a instituição pública explicou o que é especulação de preços.
“A especulação de preços ocorre quando o agente económico aplica preços acima da margem do lucro. (…) O máximo de lucro para o grossista é de 10 a 12% e para o retalhista de 20 a 25%”, afirmou a inspectora Shaquila Mahomed.
O “O País Económico” ouviu algumas donas de casa, na Província de Maputo, para entender o que sentiram em termos de variação de preços em Novembro e o que esperam para o Natal e a transição de ano, celebrados nos próximos dias.
A dona Lomina Machanguana, residente do bairro de Mahoche, no distrito de Moamba, lembra que Novembro foi o mês do black friday, no qual se registam vários cortes dos preços, que podem explicar a redução da subida de preços.
“Sim, houve redução de vários preços de produtos básicos domésticos e por aí em diante, mas no princípio deste mês de Dezembro tudo voltou a subir, e de forma exponencial, o que é característico deste mês”, disse a dona de casa.
Lomina conta que em Novembro o preço da batata reduziu para 300 a 350 por cada saco, mas neste mês de Dezembro a mesma quantidade passou a ser vendida por 450 meticais, e espera que nos próximos dias chegue a 500 meticais.
“O que não pode ser – em um mês os preços dispararem desse jeito. Nós comprávamos meio saco de cebola por 160 a 200 meticais, dependendo da qualidade, mas o tomate estabilizou durante todo o ano. O preço do óleo alimentar também baixou, mas aquele de baixa qualidade”, reclamou Lomina.
Com o aumento dos preços no mês de Dezembro, Lomina Machanguana considera que a redução registada em Novembro foi praticamente anulada, por isso antevê uma quadra festiva difícil, pelo que faz apelo às autoridades.
“Então, Governo, estamos a pedir: vejam a situação do povo. Nós precisamos que baixem a comida. Um povo com fome não pode ter um país desenvolvido”, fez o pedido a dona de casa que falava na Cidade de Maputo.
Por seu turno, Fátima Alberto, nome fictício, residente do Município da Matola, considera que no mercado não houve redução dos preços em Novembro, mas admite que se registou uma estabilidade dos produtos de primeira necessidade.
“No arroz, no óleo alimentar, na cebola, na batata, no açúcar, entre outros produtos, registou-se mais estabilidade em vez de redução como se diz”, considera Fátima Alberto.
Para o mês de Dezembro, Fátima diz não ter feito ainda todas as compras. Nas que conseguiu fazer, diz não ter notado alguma redução. No seu entender, houve uma ligeira subida do nível geral de preços, principalmente dos alimentos.
“No arroz, o preço manteve-se; o açúcar também. Nalguns produtos de crianças houve também estabilidade. Onde penso que houve subida ligeira de uns 25 a 50 meticais é no preço do óleo e da cebola”, disse a residente da Matola.
Para o Natal e reveillon, Fátima clama por uma redução de preços, apesar de o histórico nas principais cidades do país mostrar que tem havido agravamento. Como saída, espera conseguir dinheiro para fazer compras antecipadas.
“Não sei se para este ano será diferente, mas nos anos anteriores os preços têm subido. Eu gostaria que este ano fosse diferente, mas acredito que vão aumentar”, afirmou Fátima Alberto.
O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) conta com um moderno sistema digital de monitorização de contravenções rodoviárias, entregue nesta quarta-feira, em Maputo, no âmbito da cooperação entre o país e a Coreia do Sul.
Instalado na área metropolitana de Maputo, o sistema permite a captação de infracções de trânsito na via pública, através de câmaras de monitorização de trânsito, processamento e envio das respectivas multas aos condutores infractores, por via de mensagens telefónicas.
Num investimento de cerca de sete milhões de dólares norte-americanos, desembolsados pelo Governo da República da Coreia do Sul, através da Agência Coreana de Cooperação Internacional (KOICA), o projecto compreende, além do sistema de monitorização das contravenções rodoviárias, a elaboração do Plano Director de Segurança Rodoviária; melhoria de infra-estruturas em pontos mapeados como críticos, nomeadamente a Rotunda da KaTembe, Praça Filipe Samuel Magaia (Rotunda da Junta), bairro do Benfica, Casa Jovem, na Circular de Maputo e Escola Primária 30 de Janeiro, na Cidade da Matola.
Falando no acto da entrega definitiva deste sistema pela KOICA, o administrador da área técnica do INATRO, Cláudio Zunguze, referiu que estes sistemas reforçam as ferramentas ao dispor das entidades fiscalizadoras, incluindo a Polícia de Trânsito para impor o cumprimento da lei com maior eficácia, induzindo os condutores para o uso responsável da via pública, ao mesmo tempo que desafia os agentes de fiscalização rodoviária a serem mais íntegros e transparentes.
Zunguza reconheceu ainda a complexidade do uso das novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para a monitoria das contravenções rodoviárias, desde a própria funcionalidade, incluindo o ajustamento da legislação para a aplicação de multas no ambiente virtual, reiterando a determinação do INATRO de prosseguir com a digitalização que vai conferir maior eficiência e transparência na sua actuação.
A directora Nacional da KOICA em Moçambique, Jinjoo Hyun, manifestou a disponibilidade da agência que dirige para o suporte técnico que se mostrar necessário durante a implementação desta inovação no processo de fiscalização rodoviária em Moçambique.
Uma avaliação poderá resultar na implementação da segunda fase do Projecto de Melhoria da Segurança Rodoviária e Capacitação Institucional, que poderá abranger mais locais fora da área metropolitana de Maputo, contemplada nesta fase piloto do projecto.
O grupo rebelde M23, apoiado pelo Ruanda, diz que tomou o controle da cidade estratégica de Uvira, no leste do Congo, nesta quarta-feira, após uma ofensiva rápida desde o início do mês.
O porta-voz do grupo rebelde M23 fez o anúncio numa publicação no X, informando que o grupo tomou controlo da cidade estratégica de Uvira, no leste do Congo, e encorajou os cidadãos que tinham fugido a regressar às suas casas.
Localizada na fronteira com o Burundi, Uvira tinha-se tornado num espaço significativo em Kivu do Sul desde que o M23 tomou a capital da província, Bukavu, em Fevereiro.
Nesta quarta-feira, os residentes de Uvira relataram uma noite caótica, durante a qual tropas do exército congolês fugiram e ouviram-se tiros por toda a cidade.
O mais recente ataque do M23 acontece apesar de um acordo de paz mediado pelos Estados Unidos, assinado na semana passada pelos presidentes da República Democrática do Congo e do Ruanda em Washington.
O presidente dos EUA, Donald Trump, saudou o acordo como histórico. O acordo não incluía os rebeldes, que estão a negociar separadamente com a RDC, mas obriga o Ruanda a cessar o apoio a grupos armados e a trabalhar para pôr fim às hostilidades.
No seu discurso no parlamento nesta segunda-feira, o presidente congolês Félix Tshisekedi acusou Ruanda de violar o acordo de paz de Washington.
Parceiros locais das Nações Unidas relatam que mais de 200 mil pessoas foram deslocadas em todo o Kivu do Sul, desde 2 de Dezembro, com mais de 70 mortos.
O escritor Mia Couto lança a sua nova obra “As sementes do céu”, neste sábado, na Fundação Fernando Leite Couto, em Maputo.
O conto ilustrado por Susa Monteiro explora a relação entre o homem e a natureza, a importância da infância e o diálogo intergeracional. A história é sobre um avô e neto que lamentam o desmatamento, refletindo sobre a vida que brota da terra e a necessidade de construir um mundo melhor, enraizado na memória e na esperança, pois a natureza é a própria vida.
«Um dia, o avô espreitou pela janela e contemplou as montanhas. Deu um passo atrás, com as mãos no peito, como se lhe faltasse o ar. Apontou para o topo dos montes, lá onde vivia uma imensa floresta. Agora, restava apenas areia e pedra. Tinham cortado as árvores todas.»
O evento será feito de leitura encenada do texto pelos actores Fernando Macamo e Nélia Gilberto, com posterior intervenção do autor e sessão de autógrafos.
A UNICEF divulgou que mais de 200 milhões de crianças vão precisar de ajuda humanitária no próximo ano, em 133 territórios. A organização pede 6 580 milhões de euros para apoiar 73 milhões de crianças.
Segundo o Relatório de Acção Humanitária para a Infância, apresentado em Madrid esta quarta-feira, o crescimento das necessidades humanitárias na infância é explicado pelo organismo com o agravamento das tensões e conflitos mundiais, bem como das situações de fome.
Os cortes no financiamento a nível mundial e o colapso dos serviços básicos também contribuem para a nova estimativa.
“As necessidades aumentaram, não apenas em número de milhões de crianças, mas também em gravidade”, acrescentou a coordenadora global de emergências da UNICEF, Inés Lezama, citada por Lusa.
Apesar do número estimado de crianças em risco, o pedido de 6 580 milhões de euros para 2026 representa um corte de cerca de 22% face ao ano anterior.
Em 2025, a UNICEF reduziu as intervenções do programa de nutrição em 20 países prioritários devido ao défice de financiamento de 72%.
Na educação, o défice de 640 milhões de euros colocou em risco o acesso ao ensino de milhões de crianças: “Há menos fundos e, por isso, temos de tomar decisões muito difíceis no dia a dia”, explicou Lezama.
Em conferência de imprensa, o director-executivo da UNICEF Espanha, José María Vera, apelou a que o sector privado e as administrações públicas mantenham o apoio prestado à organização, numa fase em que as necessidades crescem em sentido inverso aos recursos, que são cada vez menores.
O alerta surge numa altura em que os cortes de financiamento previstos por parte de governos doadores limitam a capacidade de resposta da UNICEF.
“Sem financiamento contínuo, as intervenções vitais de nutrição, água, saneamento e higiene para proteção de milhares de crianças serão interrompidas”, lê-se no comunicado da UNICEF citado pela agência Lusa.
O valor solicitado de 6 580 milhões de euros será distribuído entre as diferentes necessidades em cada região, nomeadamente no acesso à água, saneamento, higiene e nutrição (40%), educação (16%), saúde (14%) e proteção da infância (12%).
As maiores necessidades de financiamento para o próximo ano concentram-se no Sudão, Afeganistão e Palestina, devido ao risco de fome em Gaza e em Darfur e Cordofão (Sudão).
Entre as mudanças no apoio prestado pela UNICEF em 2026 estão a necessidade priorizar intervenções de maior impacto, reforçar alianças com governos e investir na preparação das ações de ajuda humanitária.
Agentes dos diversos ramos da Polícia da República de Moçambique foram exortados esta quinta-feira, em Sofala, a serem proactivos durante as festividades do natal e da passagem para o ano novo, para garantir que os cidadãos nacionais e estrangeiros sintam-se confortáveis com as suas acções.
A exortação foi lançada na Escola de Sargentos da Polícia pelo Comandante-geral desta corporação, Joaquim Sive.
Sive pediu para as forças policiais serem exemplares de forma contínua, e de forma particular nas festividades do natal e do fim do ano, agindo antecipadamente e tomando iniciativas para resolver problemas que possam interferir no bem-estar dos moçambicanos.
O Comandante-geral da Polícia da República de Moçambique lembrou que haverá um movimento anormal de pessoas e bens, incluindo estrangeiros, por isso deve haver muita atenção e prudência.
Joaquim Sive falava no final de uma cerimónia de patenteamento do sétimo curso de técnicos médios profissionais de Sargentos da Polícia em Ciências Policiais, que decorreu nesta quinta-feira no distrito de Nhamatanda, em Sofala.
Os procuradores dos distritos afectados pelo terrorismo em Cabo Delgado continuam a trabalhar em Pemba, a capitão da província, devido a insegurança e falta de infraestruturas destruídas durante o conflito. Ao todo são três das dezassete procuradorias distritais de Cabo Delgado que continuam parcialmente fechadas devido à insegurança, segundo deu a conhecer o Procurador-Chefe provincial de Cabo Delgado, João Nhone.
“São distritos críticos e tivemos lá destruição das nossas infraestruturas, mas neste preciso momento há uma tendência de se devolver a tranquilidade a esses distritos e o que não estamos à espera é reconstruir, portanto, os nossos edifícios foram destruídos”, explicou.
Relativamente à gestão dos processos desses distritos, João Nhone disse que os mesmos são tramitados ao nível da capital provincial.
“Nós temos os procuradores dessas áreas que fez referência, estão sediados aqui na cidade de Pemba e têm tramitado os processos aqui e depois encontramos formas de devolvê-los aos locais onde deviam estar a ser geridos”, garantiu, destacando ainda que são distritos críticos.
Além de dificuldades para o funcionamento nas zonas consideradas de insegurança, a Procuradoria provincial de Cabo Delgado está relacionada com o suposto desvio de donativos para as vítimas do terrorismo.
Sobres estas situações, João Nhone diz que são praticadas de forma opaca, ou seja “quem dispõe de informação sobre situações dessa natureza, as pessoas envolvidas, os locais onde normalmente os produtos são levados, é sempre bom apresentar a denúncia junto às autoridades mais próximas do local onde se encontra e caso contrário dirigir-se à Procuradoria Provincial se achar que localmente não consegue resolver o problema”.
O Procurador chefe provincial de Cabo Delgado levantou as preocupações durante as comemorações do dia internacional de combate à corrupção.

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