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O País – A verdade como notícia

A OMS apela aos governos mundiais a pararem com a politização da pandemia COVID-19 e a continuar com movimento de solidariedade. O apelo é feito, depois de o presidente norte-americano acusar esta organização de favorecer a China e de lidar com outros países de maneira desonesta.

Numa altura em que a situação da COVID-19 nos Estados Unidos está cada vez pior, o presidente norte-americano, Donald Trump, não hesita em apontar o dedo para aqueles que alegadamente não estão a cumprir o seu dever: a Organização Mundial da Saúde. Trump acusa o director-geral da OMS de focar-se totalmente na China em detrimento dos outros países.

Em reacção, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom, rejeitou todas as acusações de Trump e reafirma a imparcialidade da organização para com o mundo.

Os Estados Unidos que são os maiores contribuintes da OMS ameaçam parar com ajuda financeira a esta organização. Por esta razão, o secretário-geral das Nações Unidas, representado pelo seu porta-voz, pediu ao mundo o apoio a OMS.

Actualmente, os Estados Unidos contam com 430 mil infectados, dos quais cerca de 15 mil já morreram e 19 mil estão recuperados. A nível global, há registo de aproximadamente 88 mil vítimas mortais e cerca de 1.5 milhões de infetados, dos quais 21.40% estão recuperados.

Considerado um dos países do mundo com o maior número de casos confirmados, os Estados Unidos registaram esta terça-feira 1.939 mortes causadas pela COVID-19 em 24 horas, o pior recorde mundial diário, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

O número total de mortes desde o início do surto nos Estados Unidos é de mais de 12.700 e 396.000 pessoas estão infectadas de acordo com a universidade norte-americana, que atualiza continuamente os dados.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 13.798 mortos, entre 140.510 casos de infeção confirmados.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.740 casos e regista 3.331 mortes. As autoridades chinesas anunciaram hoje 32 novos casos, todos oriundos do exterior, e pela primeira vez desde janeiro não reportou mortes.

Além de Itália, Espanha, Estados Unidos e China, os países mais afectados são França, com 10.328 mortos (78.167 casos), Reino Unido, 6.159 mortos (55.242 casos), Irão, com 3.603 mortos (58.226 casos), e Alemanha, com 1.607 mortes (99.225 casos).

 

Cerca de 140 grupos sociais e de caridade pedem ao FMI, Banco Mundial, G20 e outras instituições credoras que parem de cobrar dívidas aos países pobres. O pedido visa permitir que os países endividados tenham mais recursos para combater a pandemia.

A luta contra a pandemia COVID-19 tem exigido muitos recursos financeiros a vários países, gerando grande pressão económica, sobretudo em nações africanas pobres. Em gesto de solidariedade, aproximadamente 140 grupos sociais e de caridade iniciaram uma campanha encabeçada por Jubilee Debt Campaign que visa apelar aos grupos credores como FMI, Banco Mundial, G20 e outras instituições privadas para cancelarem a cobrança de dívidas aos 69 países mais pobres.

A campanha estima que cerca de 25 biliões de dólares poderiam ser poupados nos países pobres, se os credores não cobrassem dívidas este ano e 50 biliões de dólares seriam conservados se não se cobrassem dívidas no ano 2021.

Alguns países desenvolvidos têm avançado com o perdão das dívidas dos países pobres, entretanto, a China, que é o maior credor para África, ainda não se decidiu, mas pondera alongar o prazo da cobrança, de acordo com a Reuters.

O FMI tem disponíveis 50 biliões de dólares para empréstimo e o Banco Mundial dispõe de 14 biliões de dólares. Cerca de 90 países já começaram a aderir aos empréstimos.

 

Wuhan voltou à vida depois de várias semanas de um bloqueio total. Já se pode correr no parque, jogar ténis, brincar ou mesmo fazer um piquenique em família.

Na quarta-feira passada, a China suspendeu as restrições de viagens a Wuhan, a cidade que foi também a mais atingida pelo novo surto de coronavírus, encerrando um bloqueio que isolou cerca de 10 milhões de pessoas do resto do mundo por 76 dias. O alívio das restrições de viagens ocorreu depois que novas infecções foram drasticamente reduzidas em toda a China, marcando um marco na luta do país contra a epidemia.

Mesmo sem deixar as tão necessárias máscaras, os habitantes da cidade onde surgiu o novo coronavírus já podem passear pelas ruas, depois de onze semanas de lockdown. Aos 58 anos, Cai Jiangshun reside em Wuhan, nunca tinha vivido nada semelhante, mas acredita ter sido por uma boa causa.

"Fechámos a cidade. Fechámos os bairros residenciais. Tínhamos cinco medidas deste tipo. Por causa dessas medidas, conseguimos conter a epidemia rapidamente. Os hospitais provisórios foram encerrados. Existem poucos casos novos", afirma, citado pela Euronews.

Para outros, a suspensão do bloqueio significa sair de Wuhan. As restrições de viagens domésticas foram reduzidas há duas semanas, mas milhares de pessoas na cidade permaneceram impedidas de circular, até as autoridades permitirem o retorno ao tráfego normal.

Dados da polícia de trânsito local mostram que, com mais empresas a voltarem ao trabalho, o volume de tráfego nas últimas duas semanas aumentou em 400.000 veículos, com um pico que chegou a atingir 1,24 milhão, cerca de 50% do que antes do fechamento da cidade. No transporte ferroviário, o número de comboios com destino a várias cidades chinesas e que passarão pela cidade chegará a 276, com os que partem de Wuhan serão 54. A cidade prepara-se igualmente para reabrir o Aeroporto Internacional de Wuhan.

No entanto, para impedir uma segunda onda de coronavírus, o foco passou para a identificação de portadores assintomáticos. Os leves ou inexistentes sintomas de doença levaram a que fossem considerados indivíduos de baixo risco, mas recentes casos de infeção, detetados por dispositivos de rastreamento, obrigaram a novas observações médicas.

 

A OMS condena declarações racistas de que África devia ser usada para teste das primeiras vacinas contra a pandemia COVID-19. Actualmente, mais de 70 países estão a fazer investigações sobre o tratamento do coronavírus.

O director-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom, reagiu esta segunda-feira a comentários racistas de dois cientistas que numa televisão francesa disseram que as primeiras vacinas contra pandemia COVID-19 deviam ser testadas em África.

“O comentário da semana passada de alguns cientistas que disseram que o campo de teste para novas vacinas seria em África. Sinceramente, fiquei tão chocado. Isso ocorre numa altura em que disse que precisávamos de solidariedade, este tipo de comentário racista não ajuda, vai contra a solidariedade. África não pode e não será um campo de teste de vacina alguma. Vamos todos seguir as regras de teste de qualquer vacina ou terapia em todo mundo, usando as mesmas regras seja na Europa ou África ou qualquer lugar. Usaremos o mesmo protocolo e se for necessário ser testado noutro lugar, trataremos os seres humanos da mesma maneira. A ressaca duma mentalidade colonialista deve acabar, e a OMS não vai permitir isso. Foi uma desgraça e um choque ouvir em pleno séc. XXI dos cientistas este tipo de comentário. E nós condenamos isso com veemência, e asseguramos que isso não vai acontecer em áfrica, nem vai acontecer em qualquer lugar do país”.

O director-geral da OMS espera ainda esta semana anunciar mais iniciativas capazes de acelerar as pesquisas, desenvolvimento e produção das vacinas contra COVID-19, bem como mecanismos de distribuição equitativa da vacina. Mais de 70 países estão envolvidos na busca do tratamento desta doença e cerca de 20 instituições estão empenhadas no desenvolvimento duma vacina.

 

 

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deu entrada num hospital em Londres, este domingo, para exames suplementares devido à COVID-19.  Segundo informações divulgadas ontem, pelo governo britânico, Boris Johnson tem tido febres altas e sintomas persistentes da doença.

Um porta-voz de Downing Street, citado pelo The Guardian , disse que Boris Johnson foi hospitalizado na noite deste domingo "a conselho do seu médico" e "para exames". Esclarece que "esta é uma medida de precaução, pois o primeiro-ministro continua a apresentar sintomas persistentes de coronavírus", como febre.

“Este é um passo de precaução, como o primeiro-ministro continua a ter sintomas persistentes de coronavírus, 10 dias depois de testar positivo para o vírus", disse o porta-voz do Governo, citado pela Euronews.

O primeiro-ministro, de 55 anos, acusou positivo para COVID-19 há cerca de 10 dias e estava até agora em quarentena ao lado da residência oficial de Downing Street (Rua em Londres que abriga as residências e escritórios oficiais do Primeiro Ministro do Reino Unido e do Chanceler do Tesouro) em Londres.

A reunião desta segunda-feira de discussão sobre a pandemia do governo, que acontece diariamente, deverá ser presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Dominic Raab.

Com a chegada da pandemia COVID-19, o futuro económico de África ficou ainda mais sombrio. De acordo com um estudo da União Africana, citado pela Reuters, este ano, os países africanos poderão ver as suas economias seriamente prejudicadas, resultando na perda de 20 milhões de emprego tanto no sector formal como informal.

Ademais, os governos africanos estão em risco de perder entre 20 e 30% de receitas fiscais que no ano passado foram estimadas em 500 biliões de dólares. Pelo menos 15% do investimento directo estrangeiro poderá desaparecer.

Já as exportações e importações poderão reduzir em cerca de 35% relactivamente aos níveis de 2019, havendo uma perda de valores comerciais de cerca de 270 biliões de dólares.

Os países a ser mais atingidos são Angola e Nigéria, os maiores exportadores de petróleo da África subsaariana que poderão perder 65 biliões de dólares cada, devido à contínua queda do preço do combustível.

Já os sectores do turismo e do transporte, sobretudo em países turísticos como Cabo Verde, Maurícias, Seychelles e Gâmbia, poderão registar uma perda de 50 biliões de dólares devido à pandemia COVID-19 que já infectou mais de um milhão de pessoas a nível mundial.

A Organização Mundial de Saúde resolveu estender o uso de máscaras para pessoas na esfera pública como medida de conter a propagação da COVID-19. No entanto, a organização alerta sobre a prioridade dos funcionários de saúde no fornecimento de máscaras.

Antes o uso das máscaras cabia só a pessoas com sintomas da COVID-19 e funcionários, mas a partir de sexta-feira, a recomendação estende-se a todas pessoas que estiverem no espaço público. A mudança de posição da Organização Mundial de Saúde foi depois de ter sido avaliada a possibilidade de transmissão do vírus pelo ar, uma vez que vários infectados não chegam a apresentar sintomas. Entretanto, os principais transmissores do vírus continuam a ser pessoas infectadas com sintomas que espiram e tossem de maneira desajeitada.

O dr. Mike Ryan, director executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, citado pela Reuters, acrescentou que uso de máscaras deve continuar a ser acompanhado com distanciamento social e lavagem de mãos.

Ademais, a OMS a realçou a importância dos médicos serem priorizados no fornecimento das máscaras, uma vez que eles lidam directamente com pessoas infectadas. E para evitar-se escassez deste equipamento, recomenda-se a fabricação caseira de máscaras, desde que se cumpra com cuidados higiénicos. Actualmente, cerca de 1 200 000 pessoas estão infectadas, das quais mais de 64 mil morreram e 240 mil estão recuperadas a nível global.

 

O dia de homenagem as vítimas da COVID-19 na China coincide com o início do festival anual de limpeza de túmulos numa altura em que milhões de famílias chinesas prestam homenagem aos seus antepassados.

Às 10h locais o país observou três minutos de silêncio para lamentar aqueles que morreram vítimas do novo coronavírus, incluindo trabalhadores da linha de frente e médicos.

De acordo com dados Comissão Chinesa de Saúde, mais de 3.300 pessoas morreram na China continental devido a pandemia, que surgiu na província central de Hubei no final do ano passado.

Para assinalar histórico, governos locais optaram por sistemas online de limpeza de túmulos para permitir que as pessoas prestem homenagem a mártires revolucionários em casa, durante o Festival de Qingming e evitem se reunir em meio à pandemia do COVID-19.

Na cidade de Weinan, província de Shaanxi, noroeste da China, um pequeno grupo de veteranos, autoridades locais e residentes locais prestaram homenagem aos mártires, sexta-feira, em nome de todas as pessoas locais.

No município de Tianjin, no norte da China, as autoridades locais e o cemitério dos mártires começaram em conjunto um evento on-line de limpeza, para que os moradores locais possam depositar flores e solicitar que suas palavras sejam escritas em cartões e penduradas em uma árvore no cemitério.

Enquanto o pior fica para trás na China, o vírus já se espalhou para todos os cantos do mundo desde janeiro, adoecendo mais de um milhão de pessoas e provocando a morte de mais de 55.000.

 

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