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O País – A verdade como notícia

A Espanha registrou 932 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, o que eleva o balanço global de vítimas fatais a 10.935, anunciou o ministério da Saúde. Este é o segundo dia consecutivo que o país supera a barreira de 900 mortes diárias, depois do recorde de 950 óbitos registrado na quinta-feira.

Em termos percentuais, a tendência mantém a redução gradual, a 9,3%, depois de alcançar 27% na semana passada. Por este motivo, as autoridades de saúde espanholas afirmam que o país atingiu ou pode estar a superar o pico da epidemia.

O número de casos notificados subiu para 117.710, também com uma pequena redução comparado com quinta-feira. As regiões mais afetadas continuam sendo Madri, com pouco mais de 40% das mortes (4.483), e Catalunha (2.335).

As duas zonas prosseguem com as emergências de vários hospitais saturadas pelo fluxo intenso de pacientes, o que levou os centros médicos a restringir os internamentos e privilegiar as pessoas com melhor histórico clínico.

Os espanhóis estão confinados desde 14 de março, em resultado de um decreto do governo, e devem continuar assim pelo menos até 11 de abril. O governo determinou a paralisação de todas as atividades “não essenciais” até o final da próxima semana, o que reduziu ainda mais os deslocamentos da população.

O governo decidirá nos próximos dias se prolonga o bloqueio.

O novo Coronavírus está a causar mortes, isolamento forçado de milhões de pessoas, desemprego e ameaça a economia mundial.

Segundo dados partilhados pela universidade norte-americana John Hopkins, citada pela Euronews, o número de casos confirmados do Coronavírus no planeta ultrapassou um milhão nesta quinta-feira e a COVID-19 já matou mais de 50 mil pessoas.

Porém acredita-se que os números sejam muito mais elevados por diversos motivos como ausência de testes, casos assintomáticos e suspeitas de que alguns países tentam esconder a envergadura nacional da pandemia.

Os Estados Unidos divulgaram o maior número de casos (213,144) mas ainda não chegaram ao pico o que faz prever uma maior gravidade do cenário. No país já morreram 4,513 pessoas.

Em Espanha, mais de 10 mil pessoas morreram. O governo acredita que o pior está a ficar para trás. A taxa de infeções diárias está a cair.

A França parece ter estabilizado em torno das 500 mortes, diárias, apenas nos hospitais, daí que o número de vítimas seja muito maior. O governo decidiu finalmente juntar os óbitos nos lares de idosos, o que acrescenta mais de oitocentas mortes aos 4500 totalizados. Mais ainda, o primeiro-ministro Édouard Phillipe explicou que a quarentena nacional não deverá terminar antes do dia 15 de abril.

No continente africano, o novo coronavírus infectou 6.213 pessoas em 49 países e matou 221 doentes, segundo o último balanço divulgado esta quinta-feira pelo Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças da União Africana (CDC África).

A África do Sul, que implementou regras rígidas de confinamento, é o país com o maior número de contaminados no continente (1.380). O maior número de mortos está concentrado no Egito (52), Argélia (44) e Marrocos (39).

Os Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) registam 32 casos do novo coronavírus e três mortes devido a complicações da doença. Angola mantém o número de sete casos da doença e dois óbitos.

Em Moçambique, o número de infectados subiu de oito para dez, sem nenhuma morte. Cabo Verde tem seis casos da doença e um óbito.

A Guiné-Bissau registou uma nova contaminação e tem agora nove infeções pela Covid-19, sem nenhuma morte. São Tomé e Príncipe ainda não registou nenhum caso.

 

O número de mortes por coronavírus aumentou nas últimas 24 horas, na Alemanha, para 1.017, com mais 145 mortos. Já o número o número de infecções aumentou 6.174 num só dia, atingindo 79.696 pessoas. A informação é avançada pelas autoridades de saúde alemãs.

Os dados do Instituto Robert Koch, o centro de epidemiologia da Alemanha, adiantam que os estados federados mais afectados continuam a ser a Baviera, a Renânia do Norte-Vestfália e Baden-Württemberg, com 20.237, 16.606 e 16.059 infetados, respetivamente, o que representa um aumento de 1.741, 1.179 e 1.397 pessoas em cada estado, nas últimas 24 horas.

Os números do Instituto Robert Koch foram actualizados hoje, mas continuam abaixo dos da Universidade Johns Hopkins, que tem um método mais dinâmico de recolha de dados.

O número de mortes na Itália subiu para 727 em 24 horas devido a pandemia de COVID-19, totalizando 13.155 pessoas.

De acordo com o último balanço feito esta quarta-feira pela Proteção Civil italiana, o número total de casos confirmados subiu para 110.574, mais 4.782 do que na terça-feira.

Para apoiar na produção de material médico e equipamentos de proteção individual, o Executivo de Roma aprovou uma quantia de 50 milhões de euros. O objetivo é que o país seja, daqui a dois meses, autossuficiente na produção de máscaras contra a covid-19.

Dentro de alguns dias, o número de infectados com COVID-19 vai atingir um milhão. O alerta é da Organização Mundial da Saúde que pede à comunidade internacional para aliviar a dívida sobre países pobres.

Com mais de 935 mil infectados e 47 mil mortos, é só uma questão de dias para o mundo registar 50 mila mortos e um milhão de infectados com a COVID-19.

Os números parecem irreversíveis, mas nem por isso o mundo deve cruzar os braços. Por esta razão, que a OMS pede aos governos de todos os países que coloquem à disposição medidas de auxilio social para que pessoas mais carenciadas tenham suficiente comida e satisfação de outras necessidades básicas durante a pandemia.

O Fundo Monetário Internacional garantiu na quarta-feira ter recursos suficientes avaliados em 1 trilião de dólares para emprestar os países necessitados.

A organização acrescentou que mais de 80 países do mundo, sobre os países em vias de desenvolvimento, já requisitaram cerca de 20 biliões de dólares com taxas de juro bonificadas.

Ainda não se chegou a nenhuma conclusão sobre a cura definitiva da COVID-19 em pessoas infectadas. Entretanto, alguns testes feitos na China e França, mas que ainda carecem de aprovação final, sugerem que a cloroquina, um medicamento contra malária, consegue reduzir níveis do vírus em pessoas infectadas.

A 24 de Março, o presidente norte-americano Donald Trump chegou a considerar a cloroquina como “um presente de Deus”, tendo sido alvo de severas críticas.

Mas mesmo sem aprovação final da OMS, já são muitos países africanos que têm permitido o uso da cloroquina como medicação contra COVID-19 em pessoas infectadas, noticiou News 24.

Por exemplo, a vizinha África do Sul, Burkina Faso e Camarões já autorizaram os hospitais a tratar os infectados na base destes comprimidos.

Pessoas infectadas no Senegal tem-lhes prescrito hidroxicloroquina, um derivado da cloroquina. O presidente da República Democrática do Congo, Felix Tshisekedi, ordenou urgentemente a produção da cloroquina em grande quantidade. O certo é que o preço de cloroquina em vários países africanos está cada vez mais elevado, e o medicamento tem sido vendido no mercado negro, o que aumenta os riscos da sua falsificação.

França já baniu a exportação de cloroquina e Marrocos requisitou grandes stocks desse medicamento.

Algumas organizações de saúde alertam sobre os efeitos colaterais do consumo de cloroquina, que tem sido comprada nas farmácias sem nenhuma prescrição médica.
Vários países africanos usam cloroquina para tratar pessoas infectadas, um medicamento que ainda carece da aprovação final da OMS

 

A Espanha continua a ser um dos países mais afectados com o novo coronavírus. Nas últimas 24 horas, o país registou mais 950 mortes alcançando um total de 10.003 vítimas mortais.

De acordo com a última atualização das autoridades sanitárias, Espanha tem 8.102 novos infectados, num total de 110.238.

De acordo com os dados do Ministério da Saúde espanhol desde o início da pandemia, há um total de 110.238 de casos confirmados com a covi-19, dos quais 10.003 morreram e 26.743 tiveram alta e são considerados como curados.

No país já passaram ou estão em unidades de cuidados intensivos 6.092 doentes.

Em 24 horas, França registou 499 mortos por COVID-19. O país já ultrapassou o número de mortes registado na China, com o total de 3.523 vítimas mortais.

França tem 52.128 casos confirmados, mais 7.578 doentes, segundo o balanço feito pelo diretor-geral da saúde, Jérôme Salomon, citado pela Euronews.

O número de pessoas hospitalizadas aumentou, também, e ultrapassa os 22.700 sendo que mais de 5.500 estão nos cuidados intensivos.

O Governo de Emmmanuel Macron tem estado sob críticas devido à falta de material de proteção contra a COVID-19. O Presidente da República visitou a maior fábrica de máscaras em França, na região de Angers. Macron anunciou que o país vai triplicar a produção de modo a tornar-se “independente de forma plena até ao final do ano”.

França encomendou à China mil milhões de máscaras cirúrgicas. De acordo com agência France Press, 12 milhões devem chegar esta quarta-feira.

Os cidadãos sul-africanos estão a enfrentar desafios para manter o distanciamento social, recomendado para prevenir a propagação da pandemia da COVID-19, depois do lockdown decretado pelo Executivo do Presidente Ciryl Ramaphosa.

Na Cidade de Joanesburgo, capital económica sul-africana, várias pessoas permanecem em filas fora dos supermercados para comprar produtos básicos e de uso diário, num contexto em que o bloqueio permite que estabelecimentos que comercializam bens essenciais continuem abertos.

Como a doença é um evento único em uma geração, muitas pessoas ainda estão a tentar entender o que está a acontecer.
“Esta é a primeira vez que vivo essa situação desde que nasci, então às vezes sinto-me preso. Não consigo perceber o que está acontecendo exatamente”, afirma Robs, um segurança de discoteca em Joanesburgo, entrevistado pela televisão chinesa CCTV.

“Acho que eles não planearam isso corretamente. Porque anunciaram dois dias antes, agora o distanciamento social é um esforço que temos que fazer. Ninguém está a manter esse distanciamento. Todo mundo quer entrar nas lojas e comprar o que precisa", acrescenta Thabane Ncube, um técnico de manutenção local. Por outro lado, Robs afirma que não é fácil controlar a situação quando as pessoas precisam sair para comprar suprimentos diários. "Agora o problema é saber por quanto tempo vai ser assim? Porque todos os dias, como se vê você não tem comida, você precisa de sair para fazer compras. Não é fácil”.

Para permitir que as pessoas entendam melhor a situação e obtenham informações em primeira mão, um aplicativo orientado pelo Departamento de Saúde está em operação desde 18 de março e já está a ter um impacto significativo. "O programa sul-africano foi lançado em cinco idiomas, inglês, zulu, xhosa, sesotho e africâner, e alcançamos mais de 3,2 milhões de pessoas desde que lançamos o envio de mais de 60 milhões de mensagens", disse Debbie Rogers, diretora administrativa da Praekel, uma organização africana sem fins lucrativos que dedica-se ao uso de tecnologias móveis para melhorar a vida das pessoas.

Até esta terça-feira, a África do Sul tinha 1.353 casos confirmados do COVID-19 e cinco mortes, de acordo com o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis.

 

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