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O País – A verdade como notícia

Nas últimas 24 horas, Itália registou 812 óbitos devido ao Coronavírus, aumentando assim o número de vítimas mortais para 11.591, segundo dados actualizados esta segunda-feira pela Proteção Civil Italiana.

No entanto, de acordo com a Proteção Civil italiana, o número de infecções diárias está a diminuir. De domingo para segunda-feira registaram-se 1648 casos novos, elevando o número total para 75.528.

No balanço feito esta segunda-feira, as autoridades confirmaram 4.050 novos casos de infecção. Ao todo, já foram infectadas na Itália 101.739 pessoas.

Dos infectados, 14.620 já recuperaram. Há ainda 3.981 pessoas nos cuidados intensivos.

Itália continua a ser o país europeu mais afectado pela Covid-19, mas durante o fim-de-semana houve uma diminuição do número de mortos e de novos casos de infeção, escreve a SIC Notícias.

 

A pandemia COVID-19 já chegou a Botswana, tendo infectado pelo menos três pessoas, de acordo com ministro de saúde daquele país. Trata-se de duas pessoas que regressaram recentemente da Tailândia e outra do Reino Unido, avançou News 24.

O presidente tswana, Mokgweetsi Masisi, pediu aos cidadãos que não entrassem em pânico e seguissem as medidas do Ministério de Saúde. Masisi pondera declarar estado de emergência no país.

Já a Tanzânia registou esta terça-feira a primeira vítima mortal dos 19 casos confirmados. Por sua vez, a vizinha África do Sul que actualmente conta com mais de 1 300 casos confirmados e três óbitos vai em breve proceder com rastreio em massa, indo de casa a casa para identificar casos de infecção.

A medida foi anunciada pelo presidente sul-africano Cyril Ramaphosa. A Polícia zimbabwiana esteve esta segunda-feira a patrulhar as ruas de Harare como uma forma de reforçar a polémica medida de confinamento por 21 dias decretada pelo presidente Emmerson Mnangagwa em meio à crise económica.

Pelo menos 47 países africanos têm registo de cerca de 150 óbitos e aproximadamente cinco mil casos confirmados, dos quais 335 pessoas estão recuperadas. Na África Austral, somente Malawi ainda não registou nenhum caso confirmado.

O número de mortos nas últimas 24 horas, na Espanha, baixou em relação ao dia de ontem. Nas últimas 24 horas, morreram mais 812 pessoas, enquanto este domingo este número chegava aos 838, número mais alto já alcançado no país, avançou o Ministério da Saúde espanhol, este sábado.

Neste momento Espanha contabiliza 7.340 vítimas mortais e um total de 85.195 infetados.

 

Zimbabwe entrou hoje no estado de confinamento por 21 dias como forma de conter a pandemia COVID-19. Entretanto, vários analistas e a oposição receiam que o povo morra à fome, devido à crise económica no país.

Os cerca de 15 milhões de habitantes do Zimbabwe estão a ser obrigados a partir desta segunda-feira a permanecer em casa como forma de prevenir-se da pandemia COVID-19 que já matou uma pessoa e infectou seis no país.

A medida já havia sido anunciada pelo presidente do Zimbabwe, Emmerson Mnangwawa, numa altura em que o país vive a pior crise económica marcada por uma hiperinflação de mais de 500%. Ademais, Zimbabwe tem uma taxa de cerca de 90% de desemprego, e actualmente enfrenta escassez de alimentos, combustível, medicamentos e energia.

Por estas razões, muitos cidadãos citados pela NEWS 24, receiam que os 21 dias de confinamento sejam de tortura e fome. A Confederação de Indústrias de Zimbabwe avisou que um estado de isolamento total no Zimbabwe seria catastrófico, pois maior parte dos cidadãos está no mercado informal e vive por aquilo que consegue durante o dia.

A Confederação apela ao governo para permitir que algumas empresas continuem a operar, pois elas adoptaram altas medidas de segurança e seus trabalhadores nem sequer usam transporte público. Por sua vez, o principal partido da, MDC, condenou a medida, pois não vai de acordo com a realidade de milhões de zimbabwianos desempregados.

Entretanto, medidas de confinamento contra a pandemia COVID-19 têm surtido um efeito considerável em países africanos relativamente estáveis.

Ruanda, por exemplo, com cerca de 60 casos confirmados, o governo do presidente de Paul Kagame iniciou no sábado a distribuição de alimentos em distritos de Kigali para pessoas economicamente vulneráveis e não assalariadas. A mesma medida foi tomada pelo governo da Nigéria em Lagos, a maior cidade do país, avançou Africanews.

O Fundo Monetário Internacional diz que a economia global já está numa crise igual ou pior a de 2009, devido ao COVID-19 que já infectou quase todos os países do mundo.

A pandemia COVID-19 tem gerado não só danos humanos, mas económicos a nível global. Esta crise económica é já notável aos olhos do FMI que considera a recessão igual ou pior a de 2009. Entretanto, a directora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, não deixa de ver uma luz no fundo do túnel, ao projectar uma recuperação económica em 2021, acrescentando que isso só é possível se todos conseguirmos conter o vírus em todos os lugares e evitar que os problemas de liquidez se tornem um problema de solvência.

E como um gesto de encorajar o combate à crise económica, em comunicado conjunto, o FMI e o Banco Mundial pediram, semana passada, perdão das dívidas dos países pobres.

"Com efeito imediato, e consistente com as leis nacionais dos países credores, o Grupo BM e o FMI apelam a todos os credores oficiais bilaterais que suspendam os pagamentos de dívida dos países [abrangidos pela] Associação para o Desenvolvimento Internacional (IDA, na sigla em inglês) que assim o solicitem".

De acordo com o FMI, mais de 80 países já solicitaram assistência financeira, devido à pandemia.

 

Itália e Espanha voltam a registar mais de 800 vítimas mortais cada em menos de 24 horas, numa altura em que a pandemia já matou mais de 30 mil pessoas e fez mais de 662 mil infectados a nível global.

A situação da pandemia COVID-19 no mundo, sobretudo, na Europa está cada vez a piorar. Até o final do sábado, só em Itália, 889 pessoas morreram devido à COVID-19, elevando o número total para mais de 10 mil mortos, desde que o vírus surgiu em 21 de Fevereiro no país. Dos infectados, contam-se mais de 92 mil casos, dos quais cerca de 12 mil pessoas já estão recuperadas.

O governo italiano está cada vez mais claro que vai ter de estender o período de isolamento que termina a 3 de Abril. Alguns analistas defendem a situação seria mais grave ainda em Itália, se o governo não tivesse declarado estado de isolamento para todo o país.

A agressividade da COVID-19 também se fez sentir em Espanha, onde pelo menos 844 pessoas morreram num dia, elevando o número de mortos para aproximadamente seis mil, ultrapassando a China, país que fora o epicentro da epidemia.

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, ordenou que todos os trabalhadores não essenciais permanecessem em casa por mais de duas semanas.

Por sua vez, o Reino Unido já tem registo de mais de mil mortos e 17 mil infectados devido ao COVID-19, uma situação que alarmou as autoridades.

Fora da Europa, o impacto de coronavírus se fez sentir mais nos Estados Unidos, onde mais de 2100 pessoas já morreram e mais 122 mil estão infectados. Entretanto, o presidente norte-americano, Donald Trump, desistiu de impor quarentena a estados mais afectados como Nova Iorque, Nova Jersey e Connecticut.

 

 

Dados globais de até nove horas deste sábado, indicam que há, em 177 países do mundo, perto de 600 mil casos confirmados da Covid-19, 27.762 mortos e 131.777 pessoas recuperadas da doença.

O inimigo da saúde e de toda a humanidade continua a se espalhar pelo mundo, ceifando a vida de milhares de pessoas.

Até na manhã deste sábado tinham sido contabilizados em 177 países do mundo 598.245 casos confirmados da pandemia COVID-19, 27.762 mortos e um total de 131.777 pessoas recuperadas.

Os Estados Unidos da América lidera a lista dos países com maior número de infectados com 104.837 casos confirmados do novo coronavírus, mas o número de mortes continua reduzido, estando perto de mil.

A Itália está em segundo lugar na lista dos países em termos de número de infectados com 86. 498 casos positivos da COVID-19, mas o número de mortes continua o mais elevado do mundo somando 9 134.

Na China, epicentro do vírus, o número de infectados está nos 81. 947 e os óbitos pela pandemia são 3 299. Já a Espanha conta com 65.719 pessoas com coronavírus e 5.138 mortos. Os dados da Alemanha apontam para 50.871 casos positivos da doença e 395 óbitos.

A França é o sexto país com maior número de infectados com 33.414 casos confirmados e 1.997 mortes. Portugal contabiliza 4.268 pessoas diagnosticadas com COVID-19 e 76 óbitos.

Já no continente africano há 46 países atingidos pela pandemia e África do Sul é o país com maior número de casos da COVID-19 com 1.170 infectados e duas mortes confirmadas. Argélia está com 409 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus e lidera o número de mortes ao contabilizar, até ao momento, 26 óbitos.

Ainda em África, Marrocos já conta com 345 infectados pela COVID-19 e tem um total de 23 mortos. Angola conta com 4 casos confirmados e nenhuma morte pela pandemia.

Mas nem tudo corre mal. Em todo o mundo, há 131.777 pessoas recuperadas da doença. Ainda assim, os países já com casos confirmados do novo coronavírus tem estado a tomar medidas severas como a declaração do Estado de Emergência, cancelamento de voos e encerramento de fronteiras para evitar a propagação da doença.

Na África do Sul, por exemplo, cerca de três mil soldados foram mobilizados em todo país para reforçar as medidas de isolamento por 21 dias. Sair de casa só para comprar comida ou para emergências de saúde caso não será punido com seis meses de prisão.

Os Estados Unidos da América são o país com maior número de casos confirmados da COVI-19 no mundo com mais de 100 mil infectados pela doença. Uma moçambicana em Nova Jersey contou ao “O País” as medidas introduzidas pelas autoridades para controlar a contaminação pela doença.

Estão a frente da Itália, China, Espanha, França e tantos outros países do mundo com registo do novo coronavírus…os Estados Unidos da América já têm mais de 100 mil infectados pela COVID-19 e o número de mortes pela pandemia são mais de mil.

No Estado da Nova Jersey, por exemplo, há 82 mortes pelo novo coronavírus. É lá onde vive há sete anos a moçambicana Letice Zunguza, que contou ao “O País” as medidas adoptadas para conter a propagação da pandemia.

“Os que trabalham em estabelecimentos que fornecem produtos essenciais de limpeza, alimentos, medicamentos são dados uma carta para, em caso de serem interpelados pelas autoridades, exigindo satisfações de estar na rua, exibam, provando que estão a trabalhar”, explicou Letice Zunguza, moçambicana que se encontra nos Estados Unidos da América, acrescentando que salões restaurantes e salões de beleza estão encerrados.  

Com o encerramento de restaurantes e bares, muita gente ficou desempregado. “A minha rotina não mudou tanto porque eu trabalho num desses estabelecimentos que permanecem abertos. Continuo saindo de casa para o trabalho. Os que moram comigo têm o privilégio de poder trabalhar a partir de casa e é o que estão a fazer neste momento, mas por enquanto a gente só espera que as coisas melhorem”.

Enquanto as coisas não melhoram, Letice Zunguza apela a todos a seguirem as recomendações das autoridades da saúde. “Lavar as mãos o mais frequente possível. Se não tiver água e sabão por perto use álcool em gel, evitem tocar a face. Evitem, também, grandes grupos, mesmo que sejam familiares. Eu sei que nós africanos e moçambicanos gostamos de nos juntar aos fins-de-semana, mas vamos aguentar até que as coisas se normalizem”.  

Nova Iorque é o Estado com maior número de mortos pela COVID-19, contabilizando 450 óbitos.

A pandemia está a progredir de forma rápida nos Estados Unidos. Segundo dados da universidade Johns Hopkins e do The New York Times, citados pela Lusa, o país já registou 83.507 casos ultrapassando a Itália com 80.589 e a China com 81.782, dos quais mais de 74 mil recuperados.

O número de mortos ligados à covid-19 continua a ser mais elevado na Itália (8.165) que nos Estados Unidos (1.178), a maioria registados em Nova Iorque, que se tornou o centro epidémico americano.

A Organização Mundial da Saúde alertou na terça-feira que os EUA, com 330 milhões de habitantes, podem a curto prazo ultrapassar a Europa no número de infectados e tornarem-se o epicentro da pandemia.

Na quarta-feira, o governador do Estado de Nova Iorque manifestou a sua preocupação com a incapacidade do sistema de saúde dar resposta ao pico da crise de pandemia, dizendo que poderão vir a ser precisas 140 mil camas médicas, quando apenas existem 53 mil.

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