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O País – A verdade como notícia

África do Sul registou hoje as primeiras duas vítimas mortais do COVID-19 que já infectou mais de mil pessoas naquele país vizinho. Cerca de três mil soldados foram mobilizados em todo país para reforçar as medidas de isolamento por 21 dias.

África do Sul acordou esta sexta-feira com más notícias. Pela primeira vez, duas pessoas morreram naquele país vítimas do novo coronavírus. Trata-se de duas mulheres de 28 e 48 anos de idade que estavam internadas em dois hospitais do Cabo Ocidental.

Além das primeiras vítimas mortais registadas, as autoridades também informaram que o número de casos confirmados subiu de cerca de 900 para mais de mil infectados, um dia depois da África do Sul entrar em estado de confinamento por 21 dias.

O governo sul-africano mobilizou cerca de três mil soldados em todas nove províncias da África do Sul para impedir que cidadãos saiam das suas casas por motivos desnecessários.

As forças de defesa sul-africanas foram mobilizadas para estar nas ruas desde o dia 26 de Março e ficarão até o dia 26 de Junho. Esta mobilização vai custar ao Estado sul-africano cerca de 640 milhões de rands.

 

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson está infectado pelo coronavírus. Johnson confirmou num vídeo publicado no Twitter.

O Primeiro-Ministro diz que desenvolveu os sintomas nas últimas 24 horas e que vai continuar a liderar o governo britânico, agora a partir de casa, através de videoconferência.

“Nas últimas 24 horas desenvolvi alguns sintomas de coronavírus tendo testado positivo. Agora me auto-isolei mas, vou continuar a liderar a resposta do governo via vídeo conferência enquanto nós lutamos contra esse vírus", afirmou.

O Reino Unido tem 11.658 casos confirmados de coronavírus. Até sexta-feira (27), 578 pessoas haviam morrido por causa da doença que ele causa.

Sistemas de justiça criminal a nível global estão sob crescente pressão na medida em que o COVID-19 não para de se propagar. Para evitar o pior desta pandemia, vários países do mundo que incluem Sudão, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Irão resolveram libertar milhares de detidos.

Alemanha, por exemplo, anunciou na quarta-feira a libertação de mil prisioneiros que estão prestes a cumprir a sua pena, excepto os condenados violentos ou acusados de violência sexual. O objectivo é descongestionar as celas, e criar um espaço de quarentena para prisioneiros infectados.

Em Canadá, mil prisioneiros do Estado Ontario foram libertos na semana passada. O Estado norte-americano Nova Jersey planeia libertar mil prisioneiros de baixo nível de agressão e Nova Iorque pondera libertar dois mil prisioneiros.

Medidas similares têm sido consideradas por Itália, Polónia, Reino Unido, mas há receio que estas libertações aumentem taxa de criminalidade na sociedade.

O Irão que já registou 25 mil infectados pondera libertar temporariamente 85 mil prisioneiros, dos quais 10 poderão ser perdoados.

Sudão promete libertar mais de quatro mil prisioneiros.

Já no Brasil, 1 400 prisioneiros escaparam de centros de detenção na semana passada, mas 600 foram recapturados. Em Bogotá, na Colômbia 23 prisioneiros morreram durante um tumulto sobre coronavírus.

 

“A vida tem de continuar e a situação passará em breve. O vírus chegou. Está a ser enfrentado por nós e brevemente passará. A nossa vida tem de continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado”, afirmou esta terça-feira, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Ainda esta terça-feira Jair Bolsonaro pediu as autoridades estaduais e municipais a reabertura de escolas, comércio e fim do isolamento.

“Algumas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o encerramento do comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas”, questionou Jair Bolsonaro, sublinhando que o país deve “voltar à normalidade”.

Porém, as declarações de Bolsonaro contrariam as recomendações do seu próprio governo. Na página “online”, o Ministério da Saúde brasileiro aconselha a população a evitar aglomerações, a reduzir as deslocações para o trabalho, defendendo o “trabalho remoto” e a “antecipação de férias em instituições de ensino”.

Segundo o Observador, as declarações de Bolsonaro foram emitidas no dia em que o Brasil ultrapassou os dois mil casos confirmados da Covid-19, com o país a registar 2.201 casos confirmados e 46 mortos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Os ataques que ocorreram na segunda-feira na vila de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado, a 60 km da zona onde decorrem projectos de exploração de gás já têm autores.

Trata-se do grupo terrorista Estado Islâmico que se servindo da sua agência de notícias Amaq, citada pela agência britânica de notícias Reuters, disse esta quarta-feira que os seus militantes atacaram cinco quartéis do exército e da polícia naquela cidade.

Segundo este grupo, os ataques resultaram na morte e ferimento de dezenas de polícias e soldados moçambicanos e houve retenção do equipamento militar.

Tanto o Estado Islâmico como as autoridades moçambicanas ainda não especificaram o número de vítimas mortais ou feridos.

Há mais de três anos que Cabo Delgado vive ataques terroristas, tendo já morrido centenas de pessoas naquela província.

 

“A vida tem de continuar e a situação passará em breve. O vírus chegou. Está a ser enfrentado por nós e brevemente passará. A nossa vida tem de continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado”, afirmou esta terça-feira, o Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Ainda esta terça-feira Jair Bolsonaro pediu as autoridades estaduais e municipais a reabertura de escolas, comércio e fim do isolamento.

“Algumas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o encerramento do comércio e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. Então, por que fechar escolas”, questionou Jair Bolsonaro, sublinhando que o país deve “voltar à normalidade”.

Porém, as declarações de Bolsonaro contrariam as recomendações do seu próprio governo. Na página “online”, o Ministério da Saúde brasileiro aconselha a população a evitar aglomerações, a reduzir as deslocações para o trabalho, defendendo o “trabalho remoto” e a “antecipação de férias em instituições de ensino”.

Segundo o Observador, as declarações de Bolsonaro foram emitidas no dia em que o Brasil ultrapassou os dois mil casos confirmados da doença, com o país a registar 2.201 casos confirmados e 46 mortos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

Bem antes das zero horas de quinta-feira, o dia na África do Sul foi marcado por excesso de compras. Isto porque os cidadãos sul-africanos não querem passar por escassez de alimentos durante 21 dias de isolamento.

 

Nos últimos três dias, a África do Sul tem registado cem casos confirmados do novo coronavírus em média. As autoridades sul-africanas elevaram, hoje, o número de infectados para pelo menos 709 pessoas.

África do Sul continua a ser o país com mais infectados na África subsaariana, onde mais de 40 países têm registo de casos confirmados.

A partir da meia-noite desta quinta-feira, todos os residentes da África do Sul estarão proibidos de sair das suas casas, por 21 dias, segundo o governo do presidente Cyril Ramaphosa.

Em reacção a este anúncio, muitas pessoas têm corrido para supermercados para fazer compras, expondo-se ao risco de ser infectados.

De acordo com o vice-presidente sul-africano, David Mabuza, apesar de maior número de infectados concentrar-se nas zonas urbanas, há riscos de a doença propagar-se em zonas rurais.

Sendo assim, o governo sul-africano tem trabalhado com líderes tradicionais para conter a propagação. Estima-se que 20% da população mundial esteja em isolamento.

 

COOPERAÇÂO DAS EMPRESAS DE TELEFONIA MÓVEL

As empresas sul-africanas de celulares concordaram em fornecer ao governo dados de localização para ajudar na luta contra o coronavírus por trás do Covid-19, disse a ministra das Comunicações Stella Ndabeni-Abrahams.

"É importante olhar para as pessoas afectadas [pelo vírus] para poder ajudar o departamento de saúde a dizer que sabemos que, em uma área específica, temos tantas pessoas que foram infectadas", ela disse.

Já O ministro dos Transportes, Fikile Mbalula, disse que os táxis de micro-ónibus (assim como Uber e Bolt) serão banidos da estrada durante isolamento.

"Um bloqueio é um bloqueio", disse Mbalula em uma entrevista com Eusebius McKaiser em 702. Os trens serão completamente desligados.

Os comboios serão completamente desligados. Mbalula disse que os táxis – incluindo serviços de e-mail – somente poderão operar se estiverem transportando passageiros considerados trabalhadores essenciais e tiverem permissões para seus empregadores nesse sentido.

A nível global, já há mais de 420 mil infectados e cerca de 19 mil mortos, segundo dados compilados pela Reuters. Portugal tem pelo menos 43 mortos e cerca de três mil infectados.

Já Espanha tornou-se esta quarta-feira o segundo país com maior número de mortos, tendo registado mais de 3 400 óbitos. Itália continua a liderar a lista, com quase sete mil vítimas mortais e cerca de 70 mil infectados.

Os Estados Unidos têm cerca de 55 mil casos e mais de 700 mortos.

Esta mensagem é da Organização Mundial da Saúde, OMS, enviada esta segunda-feira, num altura em que em todo o mundo há mais de 341 mil infectados e mais de 15 mil vítimas mortais do Coronavírus.

“Não somos espetadores indefesos e o mais importante, neste momento, é ajudar as pessoas mais vulneráveis”, sublinhou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

Ghebreyesus destacou ainda que foram necessários 67 dias entre o registo do primeiro caso e que se chegasse a 100 mil casos da doença, 11 dias para que se atingisse a marca de 200 mil “e apenas 4 dias” para ela superar os 300 mil infectados.

Nesse contexto, a OMS insistiu na necessidade de se respeitar orientações como lavar correta e frequentemente as mãos e manter isolamento social.

O presidente Sul-africano Cyril Ramaphosa anunciou esta terça-feira que um bloqueio em todo o país entrará em vigor a partir desta quinta-feira.

O bloqueio de 21 dias é a mais recente intervenção do governo sul-africano para tentar controlar a propagação do coronavírus que já conta com pouco mais de 400 infectados.

Ramaphosa disse que o bloqueio era obrigatório e precisava ser implementado para garantir que a propagação do vírus Covid-19 fosse reduzida e a curva achatada.

Apenas os bancos, supermercados, postos de gasolina, farmácias, laboratórios, além de hospitais é que devem estar abertos para prestar serviços essenciais.

Os soldados sul-africanos serão mobilizados nas ruas para apoiar a Polícia, e os viajantes internacionais que chegaram à África do Sul após 9 de Março de países de "alto risco" serão confinados em seus hotéis até que completem um período de quarentena de 14 dias.

O bloqueio anunciado ontem pelo presidente Sul-africano segue os regulamentos do governo que limitavam as reuniões públicas a 100 pessoas, limitavam as viagens de países de alto risco e limitavam a venda de álcool.

 

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