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O País – A verdade como notícia

Enquanto os cientistas atarefam-se na busca da vacina contra a COVID-19, os usuários das redes sociais não têm parado de avançar com as possíveis curas desta doença. Sobre o remédio para pneumonia viral, já se ouviu um pouco de tudo, desde a cura por meio de folhas de eucalipto, de sumo de limão, de alho até de óleo da cobra, um remédio tradicional chinês. O certo é que todas estas supostas curas carecem da aprovação científica, uma situação que leva o secretário-geral da ONU a protestar.

António Guterres, apela aos usuários das redes sociais a pararem com circulação de falsa informação sobre coronavírus e a confiarem na ciência.

“Este é o tempo da ciência e da solidariedade espalhar-se. Mesmo assim, a desinformação epidémica global está a espalhar-se. Conselho de saúde prejudiciais e soluções de óleo de cobra estão a proliferar-se. O mundo deve também unir-se contra esta doença. E a vacina é a confiança.

Primeiro, confiança na ciência…segundo, confiança nas instituições fundamentadas em governação e lideranças responsáveis e baseadas em evidências. E confiança num e outro. Respeito mútuo e garantia dos direitos humanos devem ser a nossa bússola durante o percurso da crise”, alerta António Guterres.

Para além de apelos contra fakenews, a ONU vai passar a propagar uma série de informação científica por meio de redes sociais.

“Hoje, anúncio uma nova iniciativa de respostas da comunicação das Nações Unidas que vai encher a internet de factos e ciência para combater a crescente avalanche de desinformação, um veneno que coloca mais vidas em risco. Com uma causa comum por senso comum e factos podemos derrotar a COVID-19 e construir um mundo mais saudável, equitativa, justa e resiliente”, afirmou Guterres.

A COVID-19 já infectou aproximadamente dois milhões de pessoas, das quais 6.50% já morreram e 23.10% estão recuperadas.

Nas últimas 24 horas, os Estados Unidos registaram mais de 1.500 mortes, elevando para 22.020 o número total de mortes devido à COVID-19, de acordo com um relatório divulgado hoje pela Universidade Johns Hopkins.

Segundo a fonte, os Estados Unidos tem mais de 555 mil casos confirmados.

O SARS-CoV-2, novo coronavírus identificado como agente etiológico da doença pelo coronavírus 2019 (Covid-19), que começou em Wuhan, na China, no final de 2019, já causou mais de 112 mil mortes em todo o mundo e infectou mais de 1,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.
Dos casos de infeção, quase 375 mil são considerados curados.

O continente europeu, com mais de 932 mil infectados e 77 mil mortos, é o que regista o maior número de casos, e a Itália é o segundo país do mundo com mais vítimas mortais, contando 19.899 óbitos e mais de 156 mil casos confirmados.

Autoridades policiais da China negam acusações de que os africanos estejam a ser alvos de discriminação racial na cidade de Guangzhou, reiterando que tanto os estrangeiros como os nativos são tratados de maneira igual.

Depois de os embaixadores africanos terem emitido uma carta ao Ministério chinês das relações externas, reclamando dos maus tratos a que os africanos alegadamente têm sido sujeitos na cidade chinesa de Guangzhou, o departamento de segurança pública de Guangzhou decidiu reagir.

Assim sendo, a polícia chinesa acrescentou que todos aqueles que se recusassem a obedecer à lei chinesa, poderiam ser punidos.

Nos últimos dias, a China tem feito esforços para travar casos importados da COVID-19, com receio de que toda a sua luta para contenção da pandemia possa ser revertida.

 

África ainda enfrenta escassez de quites de testes numa altura em que a COVID-19 já infectou pelo menos 13 mil pessoas, das quais cerca de 700 morreram no continente.

Apesar de África continuar a ser um continente responsável por uma pequena fracção dos 1.8 milhões de casos da COVID-19 registados a nível global, o certo é que ainda tem vários desafios para conter a propagação da pandemia. Um dos maiores desafios é a escassez do material de saúde, especialmente, quites de teste desta doença, revelou o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças em África.

Excepto Lesoto e Comores, todos os países africanos já têm registo de casos da COVID-19, e já contam-se pelo menos 13 mil infectados, dos quais aproximadamente 700 morreram e cerca de 2 200 estão recuperados. Estes números tem preocupado as autoridades.

Desde o início da pandemia, o CDC África já disponibilizou 60 mil quites de testes. Entretanto, o facto de muitos países africanos terem encerrado fronteiras tem criado dificuldades de acesso ao material de saúde.

Numa nota conjunta enviada ao ministro de negócios estrangeiros da China, embaixadores africanos na China reclamam de vários casos de discriminação e abuso contra os estrangeiros africanos naquele país, sobretudo, na cidade de Guangzhou.

Segundo a nota dos embaixadores, citada pela Reuters, os africanos estão a ser maltratados, sendo que alguns foram obrigados a evacuar hotéis no meio da noite, outros têm passado por testes compulsivos da COVID-19, sem direito a resultados, e têm sido alvo de discriminação no espaço público.

Algumas reclamações têm sido expostas nas redes sociais e televisões locais. Os embaixadores apelam à cessação de testes e quarentena obrigatórios e qualquer acto desumano contra os africanos na China.

Em reacção às denúncias, Liu Baochun, uma autoridade chinesa de Negócios Estrangeiros negou todas as acusações, argumentando que a cidade de Guangzhou somente está a aplicar medidas contra coronavírus sobre qualquer pessoa entrando no país, não importando a raça, género ou nacionalidade.

A China consegui com sucesso controlar a pandemia COVID-19 que teve início em Wuhan, mas receia a ocorrência duma nova onda de infectados, desencadeada pelos casos importados.

 

O número de mortes por Coronavírus nos Estados Unidos é assustador. Em 24 horas, os EUA registaram, esta sexta-feira, 2.108 mil mortes causadas pela COVID-19, de acordo com dados publicados pela Universidade Johns Hopkins.

De acordo com os dados registados até às 20h30 minutos, hora local, os Estados Unidos são o primeiro país no mundo a ultrapassar a marca das duas mil mortes num dia. Na quinta-feira, os Estados Unidos tinham registado 1.783 mortes pela covid-19.

“Quando olhamos para estes números, para número de mortes e para as pessoas que morreram, é horrível. Mas, por outro lado, número de camas em utilização reduziu substancialmente, normalmente é sinal que a curva está no sentido descendente” disse Donald Trump, citado pela Rádio França Internacional (RFI).

O número total de mortos registados nos Estados Unidos é agora de 18.586, um valor próximo do país com mais vítimas mortais no mundo, a Itália, que contabiliza 18.849 falecidos.

Os Estados Unidos da América são o país com mais casos confirmados no mundo, aproximando-se do meio milhão de pessoas, com 496.535 casos.

 

Com vista a evitar o máximo possível o alastramento da COVID-19, o Governo angolano vai prorrogar o Estado de Emergência por duas semanas, entre os dias 11 e 25 de Abril.

O Chefe do Estado angolano, João Lourenço, prorrogou a medida depois da aprovação do parlamento, por unanimidade.

O Governo aprovou ainda um pacote de ajuda às micro, pequenas e médias empresas do tecido produtivo, para fazer face à crise económica provocada pela pandemia de Covid-19 e pela queda do preço do petróleo.

O Estado de Emergência em Angola foi declarado no dia 25 de Março com entrada em vigor a partir das 00:00 de 27 de Março.

O estado de isolamento de 21 dias imposto sobre o povo sul-africano vai ser estendido por mais duas semanas, anunciou esta quinta-feira, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Ramaphosa acrescentou que as medidas de isolamento têm surtido efeito, entre eles, a redução de casos confirmados diariamente de 42% antes de “lockdown” para 4%. Actualmente, África do Sul conta com cerca de dois mil casos confirmados e 18 óbitos.

Para reavivar a economia, o governo sul-africano compromete-se a doar um terço do seu salário para o Fundo de Solidariedade. Já o Projecto Nacional de Ventiladores vai mobilizar os recursos dos sectores público e privado para fabricar ventiladores mecânicos importantes na recuperação dos pacientes da COVID-19 em estado grave.

Embora a situação na África do Sul tenda a abrandar, o Instituto Nacional de Doenças Comunicáveis receia que o pior esteja por vir devido à aproximação do inverno.

 

O número de mortes por Coronavírus continua a subir, mas há sinais de esperança um pouco por todo o Velho Continente em regressar à normalidade.

Segundo a Euronews, os europeus começam já a pensar em medidas para flexibilizar as restrições. Mas como serão feitas essas medidas?

Na Itália, o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, deve anunciar, em breve, quais são as medidas a adoptar na segunda fase do combate à pandemia, escreve a Euronews.

Depois de uma longa quarentena, os italianos poderão voltar, gradualmente e controladamente, à normalidade já a partir do início de Maio. As viagens e grandes deslocações permanecerão suspensas, mas fala-se na reabertura de algumas empresas, com a possibilidade da população mais jovem regressar gradualmente ao trabalho.

Na França e Espanha, começa-se também a falar em retornar-se, gradualmente, “à vida normal".

Com o número de novas infeções a descer no país, o Governo espanhol, liderado por Pedro Sánchez, está a ponderar levantar as medidas de confinamento já a partir do dia 26 de abril.

França, apesar das melhorias registadas esta semana, o Governo de Emmanuel Macron vai prolongar a quarentena no país, cujo fim estava previsto para 15 de Abril. O presidente deve divulgar a nova data e novas medidas de combate à pandemia na próxima segunda-feira.

Na Áustria, o primeiro-ministro, Sebastian Kurtz, anunciou que o país vai retornar, gradualmente, à normalidade já a partir do dia 14 de Abril, com a abertura das pequenas lojas.

Na República Checa, a partir desta quinta-feira, algumas lojas não essenciais podem começar a abrir as portas.

 

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