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O País – A verdade como notícia

Enquanto o mundo reforça medidas de restrição contra a pandemia COVID-19, o presidente brasileiro continua a remar contra a maré.

Este domingo, Jair Bolsonaro liderou uma marcha apoiada por vários apoiantes da direita, tendo mais uma vez apelado ao povo brasileiro a voltar ao trabalho.

Durante o discurso contra medidas de confinamento, Bolsonaro não usava máscara assim como os seus apoiantes e teria tossido algumas vezes.  

Brasil actualmente conta com aproximadamente 39 mil infectados, dos quais pelo menos 2 462 já estão mortos, tornando-se assim o país mais afectado da América Latina.

E porque em meio a qualquer crise, os pobres são mais assolados, líderes comunitários das Favelas do São Paulo decidiram usar todos os meios possíveis para proteger os mais carenciados.

Com os fundos da associação e doações, as comunidades contrataram ambulâncias privadas e profissionais de saúde para lidarem com casos de emergência, rastrear as pessoas e, quando necessário, leva-las ao hospital.

 

Continua a tensão diplomática entre Estados Unidos e a China sobre a questão de que o coronavírus terá sido ou não criado intencionalmente pela China. Até agora, pelo menos, a Organização Mundial de Saúde disse que não há provas de que o vírus tenha sido criado. Mas Trump, apoiado pelas reportagens da FOX News tem avançado a possibilidade de que China possa ter criado o vírus num laboratório de Wuhan.

Ontem, o presidente norte-americano ameaçou impor sanções sobre China se houver provas de que o governo de Pequim tenha deliberadamente permitido que COVID-19 se alastrasse até esses níveis alarmantes. 

“O vírus poderia ter sido impedido na China antes bem no início, mas não foi, e o mundo inteiro sofre por causa disso. Se foi uma falha, tudo bem. Uma falha é uma falha. Mas se, conscientemente, eles foram responsáveis, então devem pagar pelas consequências”.

Não são só os Estados Unidos que questionam a transparência da China sobre a gestão desta pandemia, o governo de Austrália também exige uma investigação sobre o surgimento do vírus e as medidas que foram tomadas pelo governo de Pequim. Nos dois últimos dias, o número de infectados e mortos nos Estados Unidos tende a baixar, outra razão para que Trump insista no fim do confinamento dos norte-americanos. Muitos cidadãos norte-americanos têm saído à rua para opor-se ao prolongamento das medidas de fique em casa. Mais de 37 mil pessoas já morreram e 720 mil estão infectados nos Estados Unidos.

 

O número casos de COVID-19 no continente africano está subdiagnosticada, isto é, pode ser mais alto do que os declarados devido à escassez de testes, alertou esta sexta-feira, a Organização Mundial de Saúde.

Em conferência de imprensa na sede da organização, em Genebra, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus afirmou que há “tendências preocupantes” em África “a par de sinais positivos que levam outros países, nomeadamente europeus, a pensar em levantar medidas de confinamento obrigatório das suas populações”.

“Na semana passada, houve um aumento de 51 por cento no número de casos registados em África e um aumento de 60% nas mortes”, afirmou o responsável da OMS, salientando o “desafio de obter testes”.

“É provável que os números reais sejam mais altos do que os declarados”, declarou, garantindo que a OMS está a tentar, com parceiros como a União Africana e o Centro de Controlo de Doenças africano, aumentar o número de testes a chegar àquele continente.

No princípio da próxima semana, deverão chegar um milhão de testes para serem usados em todo o continente africano, apontou.

A nível global, a COVID-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infectou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

Nas últimas 24 horas, os EUA registaram 4.491 mortos devido à COVID-19, elevando para cerca de 33 mil o total de vítimas mortais, indicou a Universidade Johns Hopkins esta quinta-feira.

Esta semana, a cidade de Nova Iorque anunciou que ia acrescentar 3.778 mortes provavelmente causadas pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2) ao número de óbitos locais.

De acordo com os centros de prevenção e de luta conta as doenças norte-americanas (CDC, uma agência governamental), o país contava às 20:00 horas, hora local, 31.071 mortos, incluindo 4.141 provavelmente causados pela COVID-19, um número ligeiramente inferior ao avançado pela Universidade Johns Hopkins.

Os Estados Unidos são actualmente o país com mais óbitos no mundo, à frente da Itália (com 22.170 mortos), Espanha (19.130) e França (17.920) e Reino Unido (13.729 mortos).

A primeira potência mundial identificou também cerca de 667.800 casos.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira um plano de “reabertura” económica e social para o país, por fases e zonas, e sem um calendário definido.

A nível global, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 145 mil mortos e infectou mais de 2,1 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 465 mil doentes foram considerados curados.

 

A ministra angolana da saúde, Sílvia Lutucuta diz que África continua a registar poucos casos da COVID-19 em relação a outros continentes, não por mera sorte, mas pelo trabalho que tem realizado para conter a propagação.

Todo o continente africano, em comparação com outros continentes, continua a ser um dos menos afectados pela pandemia COVID-19. 

“Temos que dar crédito a África por nos termos antecipado. Acho que é muito importante valorizarmos o trabalho que os países africanos fizeram até aqui”, afirma a ministra, numa entrevista exclusiva à Euronews.

Até agora, cerca de 17 mil casos foram confirmados, dos quais aproximadamente 900 são óbitos e cerca de quatro mil são de pessoas recuperadas. Este baixo número de casos não tem a ver com o clima africano ou com a sorte, mas sim com o mérito dos países africanos, defende a ministra de saúde de Angola.

A título de exemplo, Angola, desde os meados de Março até agora, só tem registo de pelo menos 19 casos, dos quais dois são de vítimas mortais e cinco de indivíduos recuperados. A ministra angolana partilha a sua experiência. 

E nesta luta contra COVID-19, Angola não está sozinha, contando actualmente com ajuda de mais de 200 médicos cubanos de diversas especialidades que chegaram ao país no início desta semana.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem como "única preocupação" ajudar os países na luta contra a pandemia de covid-19 e "salvar vidas", disse ontem o director-geral após os Estados Unidos terem anunciado a suspensão do financiamento à OMS, informou Lusa.

“Não há tempo a perder. A única preocupação da OMS é ajudar todas as pessoas a salvar vidas e acabar com a pandemia de Covid-19", escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus na rede social Twitter, sem mencionar a decisão do Presidente norte-americano Donald Trump”

Na terça-feira, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão suspender a contribuição do país para a OMS, justificando a decisão com a "má gestão" da pandemia de covid-19 pela agência da ONU.

"Ordeno a suspensão do financiamento para a Organização Mundial da Saúde enquanto estiver a ser conduzido um estudo para examinar o papel da OMS na má gestão e ocultação da disseminação do novo coronavírus", disse Donald Trump.

Esta decisão foi condenada pelas ONU.

"A minha convicção é que a Organização Mundial da Saúde deve ser apoiada por ser absolutamente essencial aos esforços do mundo para ganhar a guerra contra a covid-19", salientou António Guterres, secretário-geral da ONU.

A União Europeia lamentou "profundamente" a decisão dos Estados Unidos, considerando que "não há razão que justifique" esta atitude, sobretudo no actual contexto da pandemia de covid-19.

O Reino Unido não vai suspender o financiamento à OMS, como os EUA, pois entende que a agência da ONU tem um trabalho "importante" pela frente para combater a pandemia da covid-19, anunciou ontem a fonte oficial britânica.

"A nossa posição é que o Reino Unido não tem planos de parar de financiar a OMS, que tem um trabalho importante a fazer para liderar a resposta global à saúde" ao novo coronavírus, disse o porta-voz do primeiro-ministro, no encontro diário com jornalistas.

 

 

Cabo Verde registou o primeiro caso da covid-19 no dia 19 de Março. E nas semanas seguintes o país viveu uma lenta evolução de novos casos, sendo que até 11 de Abril tinha oito casos confirmados.

Entretanto esta quarta-feira, os casos de covid-19 quadruplicam. De 11, os casos positivos subiram para 56, em resultado da testagem de funcionários de um hotel na ilha da Boa Vista. 196 Pessoas foram testadas, tendo 45 dado positivo.
Dos restantes, 147 tiveram resultado negativo e quatro estão pendentes.

Esta quinta-feira, o país cumpre 19º dia, de 20 previstos, de estado de emergência para conter a pandemia, com a população obrigada ao dever geral de recolhimento, com limitações aos movimentos, empresas não essenciais fechadas e todas as ligações entre as ilhas e para o estrangeiro suspensas.

“As crianças tiveram as férias da páscoa antecipadas e também estão em casa. Portanto vive-se numa fase de isolamento social e há uma série de medidas que foram adoptadas pelas autoridades para que as pessoas cumpram também esta fase de isolamento social que é para conter ao máximo a propagação do vírus”, explicou a jornalista cabo Verdiana, Cris Morais, em declarações ao jornal O País.

E para conter a propagação do vírus, mesmo as famílias que buscam seu sustento diariamente tiveram de suspender as suas actividades. O Presidente Cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca comunica esta quinta-feira, a decisão sobre a prorrogação ou não do estado de emergência.

“Até 17 de Abril nós estamos em Estado de Emergência e, por exemplo, eu estava a ver hoje que no Senegal, aqui ao pé, o Estado de Emergência foi prolongado por mais 30 dias. Portanto não sabemos como é que a situação vai evoluir e mesmo a nível do ano lectivo como é que vai prosseguir”, questionou a jornalista, adiantando contudo que “a Ministra da Educação já adiantou vários cenários”.

O Ministério da Saúde local informou que os casos positivos da doença estão a ser devidamente acompanhados, assim como as respectivas redes de contactos.

 

O Presidente dos Estados Unidos, segundo o que está a ser avançado pela imprensa internacional, ordenou esta terça-feira a suspensão do financiamento à Organização Mundial de Saúde (OMS).

Donald Trump, que já tinha ameaçado, na semana finda, suspender a verba dos EUA para a OMS, acusa a organização de má gestão e de encobrimento da propagação do Coronavírus.

Informando que já deu ordens para a suspensão dos pagamentos, Trump acusa a OMS de falhar nos seus objectivos no combate a COVID-19.

“Ordeno a suspensão do financiamento para a Organização Mundial da Saúde enquanto estiver a ser conduzido um estudo para examinar o papel da OMS na má gestão e ocultação da disseminação do novo Coronavírus”, determinou Donald Trump.

Segundo o Presidente norte-americano, citado pela rádio Renascença, várias mortes foram causadas pelos erros da OMS que, “falharam no seu dever básico e devem ser responsabilizados”.

Já no passado dia 7, há precisamente uma semana, Donald Trump tinha feito a mesma proposta: “Vamos colocar um bloqueio no dinheiro enviado para a Organização Mundial da Saúde. Vamos colocar um bloqueio muito forte e vamos ver o que vai acontecer”, afirmou, na altura, em declarações reproduzidas pela estação televisiva norte-americana CNN.

Segundo a imprensa internacional, Trump, tem tido uma postura bastante oscilante face a toda a crise gerada pelo novo Coronavírus, sendo que já no passado se tinha congratulado por 'emendar' as recomendações da OMS, travando os voos da China antes mesmo de qualquer indicação deste organismo nesse sentido.

“Felizmente, eu rejeitei as suas recomendações de manter as nossas fronteiras abertas com a China, logo no início. Por que é que eles nos deram uma recomendação tão errada?”, interrogou-se Trump, na passada terça-feira.

 

 

Cerca de 70 países do mundo, incluindo 40 países de África subsaariana poderão em breve parar de pagar as suas dívidas combinadas em 20 biliões de dólares. A informação foi esta terça-feira dada pelo Ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, após uma reunião com governadores centrais e G7, um grupo de sete países mais ricos do mundo.

Entretanto, o acordo de suspensão de cobrança das dívidas só pode ser aprovado, se a China e o G20 juntar-se a campanha de solidariedade. A China que passou a ser o credor número 1 de África ainda não se decidiu se vai aliviar o peso das dívidas dos países pobres.

O Banco Mundial e o FMI já haviam apelado ao alívio das dívidas a 25 de Março, mas a campanha ainda não teve o apoio formal de G20.

O FMI avisou que este ano, a economia global poderia decrescer em cerca de 3% ou ainda pior devido à pandemia COVID-19, uma situação que não se registava desde a grande depressão dos anos 30.

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