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O País – A verdade como notícia

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Nuno Nabiam reafirmou esta terça-feira o empenho total do Governo para que as eleições legislativas antecipadas tenham lugar a 18 de Dezembro, mesmo perante “muitas dificuldades”.

Segundo o Observador, Nuno Nabiam deu estas indicações à margem de visitas que realizou às sedes da Comissão Nacional de Eleições (CNE) e do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE), instituições em que disse constatar “grandes constrangimentos”.

O primeiro-ministro afirmou ter constatado que tanto a CNE como o GTAPE “estão a funcionar em instalações sem condições”.

Nabiam defendeu que a solução passa por construir de raiz as instalações para as duas instituições, diligência que o seu Governo vai iniciar.
O primeiro-ministro garantiu que todo o seu Governo está empenhado para que a data de 18 de Dezembro não falhe e que o próprio Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissco Embalo, assim tem exigido ultimamente.

O chefe do Governo guineense reconheceu dificuldades do país em arranjar o dinheiro para custear o processo eleitoral no seu todo, anunciou que na próxima reunião do Conselho de Ministros, ainda esta semana, será aprovado o orçamento para o ato, mas afirmou que o executivo já está a avançar com alguma verba.

O dinheiro foi mobilizado no âmbito do Imposto da Democracia, declarou Nabiam.

Nuno Nabiam revelou que o país espera receber apoios de outros parceiros, nomeadamente de Timor-Leste.

“Há constrangimentos é verdade, mas estamos mobilizados, porque é um desafio nacional realizar eleições na data marcada”, sublinhou Nabiam.

 

 

O candidato derrotado nas eleições presidenciais do Quénia, Raila Odinga, qualificou esta terça-feira como “uma farsa” o resultado do escrutínio e prometeu recorrer a “todas as opções legais” possíveis para contestá-lo, escreve o Observador.

“Vamos prosseguir todas as opções legais e constitucionais disponíveis. Faremos isso tendo em vista as muitas falhas nas eleições”, disse Odinga no seu primeiro discurso após o anúncio dos resultados, na segunda-feira.

Para o ex-primeiro-ministro e figura histórica da oposição, os números anunciados pela comissão eleitoral “devem ser anulados pela justiça” por serem “uma farsa e um flagrante desrespeito pela Constituição”.

“Na nossa opinião, não existe nenhum vencedor legal e validamente declarado nem um Presidente eleito”, disse Odinga.

O seu principal rival na corrida presidencial, o vice-presidente William Ruto, obteve mais 233 mil votos e foi declarado vencedor das presidenciais na segunda-feira, após recolher 50,49% dos votos, contra 48,85 para Odinga.

Minutos antes da publicação dos resultados, a vice-presidente da comissão eleitoral independente do Quénia (IEBC) anunciou que quatro dos sete membros daquele órgão rejeitavam os resultados.

Pouco antes do discurso de Odinga, os quatro comissários confirmaram que os números finais anunciados na segunda-feira representavam 100,01% e alertaram que os votos a mais poderão ter feito “uma diferença significativa”.

As declarações de Odinga levantam novas incertezas no Quénia, após as eleições de dia 9 terem sido consideradas as mais pacíficas de sempre.
O país poderá enfrentar agora semanas de disputas judiciais e a o Supremo Tribunal pode mesmo ordenar a realização de novas eleições. Líderes religiosos e políticos têm apelado à calma da população.

Embora o país seja considerado uma ilha de estabilidade numa região instável, os resultados de todas as presidenciais desde 2002 foram contestados, por vezes com violência.

Em 2007-2008, a contestação dos resultados por Raila Odinga levou a confrontos intercomunitários que fizeram mais de 1.100 mortos e centenas de milhares de deslocados, os piores confrontos pós-eleitorais desde a independência do Quénia em 1963.

Protestos violentos eclodiram em alguns pontos no Quénia, após o anúncio da vitória nas eleições presidenciais de 09 de Agosto do vice-Presidente cessante, William Ruto.

William Samoei Ruto foi, esta segunda-feira, eleito vencedor das presidenciais de terça-feira passada no Quénia, tornando-se no 5.º Chefe de Estado do país e sucedendo a Uhuru Kenyatta que, após cumprir dois mandatos, estava impedido de se recandidatar.

De acordo com a DW, Ruto ganhou com 50,49% dos votos. O segundo colocado, o ex-Primeiro-ministro e líder da oposição Raila Odinga, obteve 48,85% dos votos.

Embora o país tenha permanecido calmo até agora, apesar da espera de dias pelos resultados, o ambiente tornou-se tenso nas últimas horas e a polícia foi destacada em algumas zonas do país, abaladas no passado por protestos e violência pós-eleitoral por vezes mortal.

Minutos após o anúncio dos resultados, começaram os protestos em vários bairros da capital Nairobi, como Mathare, Kayole e Kibera. Pneus foram incendiados para bloquear ruas e jovens atiraram pedras enquanto outros sopravam em vuvuzelas e assobios, escreve a DW.

“Pirateiam o sistema e não querem dar transparência a estas eleições. É por isso que eu digo que não há paz, não há paz nenhuma. Não vamos ter paz”, declarou um dos apoiantes do líder de Raila Odinga.

O anúncio da vitória de William Ruto ficou, também, marcado por uma divisão na Comissão Eleitoral do Quénia. A vice-presidente do órgão, Juliana Cherera, anunciou que ela e outros três dos sete membros da comissão eleitoral rejeitavam os resultados.

“Pela natureza opaca do processo […] não podemos assumir a responsabilidade pelos resultados que vão ser anunciados”, disse a Cherera, ladeada por outros três comissários, pedindo “calma” aos quenianos.

Arranca, esta terça, a campanha para as eleições presidenciais de 2 de Outubro no Brasil, escreve a imprensa internacional. Segundo a SIC Notícias, além do próximo presidente brasileiro, no escrutínio serão também eleitos governadores de estado e parlamentares regionais e federais.

O candidato à reeleição e em segundo lugar nas sondagens de intenção de voto com apoio de mais de 30% dos eleitores, o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, lançará a sua campanha na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais, no mesmo local onde sofreu um atentado à faca em 2018, em que quase perdeu a vida.

Um vídeo com declarações de Bolsonaro divulgado pelo deputado estadual de Minas Gerais Bruno Engler informa que o Presidente brasileiro estará em Juiz de Fora na tarde de hoje.

Lula Da Silva, que lidera as sondagens até aqui com pouco mais de 40% das intenções de voto, começaria oficialmente sua campanha à Presidência do Brasil numa visita a uma fábrica em São Bernardo do Campo mas, segundo nota do Partido dos Trabalhadores citada pelos media locais, o evento foi cancelado por razões de segurança.

No dia 26 de Agosto começa o horário eleitoral gratuito nos sistemas de rádio e televisão do Brasil, que vai até 30 de Setembro para os candidatos que concorrem na primeira volta.

A fase inicial da campanha eleitoral termina a 1 de Outubro, véspera da primeira volta das eleições.

Prevista apenas para cargos executivos, ou seja, para as disputas do governo regional dos 27 estados do país e a Presidência da República, a segunda volta das eleições brasileiras será realizada em 30 de outubro caso nenhum candidato alcance maioria absoluta dos votos válidos na primeira votação.

 

O ex-presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, esta segunda-feira, na sua rede social Truth Social, que os agentes do FBI lhe roubaram três passaportes, um dos quais já tinha caducado, no dia em que a polícia de investigação fez buscas na sua mansão, em Mar-a-Lago, um resort de luxo em Palm Beach, na Flórida escreve o Observador.

Na sua mensagem, Trump voltou a acusar a polícia de ter motivações políticas.

“Uau! Na operação do FBI em Mar-a-Lago, os agentes do FBI roubaram três passaportes (um deles já expirado), assim como tudo o resto. Este é um ataque a um adversário político a um nível nunca visto antes no nosso País. Terceiro Mundo!”, acusou  Trump numa publicação da sua rede social, o Truth Social, segundo o observador que cita ‘o New York Post’, um jornal diário estadunidense distribuído na região de Nova York.

De acordo com o Daily Mail, um jornal britânico, também citado pelo Observador, o ex-Presidente deve ter dois passaportes: um azul, emitido para os cidadãos norte-americanos; um vermelho, de natureza diplomática, usado em viagens oficiais do governo, que Trump terá recebido quando esteve na Casa Branca.

A polícia federal (FBI) realizou buscas no resort de Donald Trump em Mar-a-Lago, Palm Beach, estado norte-americano da Florida, na segunda-feira passada. As autoridades recuperaram 11 documentos confidenciais da casa de Donald Trump, alguns dos quais ultrassecretos e de natureza sensível.

O mandato aponta que Trump está sob investigação por possíveis violações da Lei de Espionagem, alegada obstrução da justiça e destruição de registos do Governo federal. Nas 20 caixas com material retirado de Mar-a-Lago estão também informações que o ex-Presidente terá recolhido sobre Emmanuel Macron.

A China anunciou que realizou hoje manobras militares no espaço aéreo e marítimo em torno de Taiwan, em resposta à visita de cinco congressistas norte-americanos à ilha.

“Em 15 de Agosto, o Exército de Libertação do Povo Chinês realizou uma patrulha conjunta de prontidão de combate e exercícios de combate no mar e no espaço aéreo ao redor de Taiwan”, disse o coronel Shi Yi, porta-voz do Comando de Operações do Teatro Oriental, citado pelo Notícias ao Minuto.

O coronel garantiu que o exército tomará as medidas necessárias para defender “resolutamente” a soberania nacional.

Ainda hoje, o Ministério da Defesa de Taiwan confirmou que um total de 22 aviões e seis navios militares chineses fizeram, no domingo, incursões em áreas à volta da ilha.

As incursões, de acordo com o comunicado citado pela agência noticiosa taiwanesa CNA, coincidiram com a chegada de uma delegação de congressistas norte-americanos que tem previstas reuniões com representantes do Governo local e poucos dias depois de uma visita da presidente da Câmara dos Representantes do Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi.

Segundo o Ministério da Defesa, 10 dos aviões chineses atravessaram uma linha no Estreito de Formosa, que tem funcionado como uma fronteira não oficial tacitamente respeitada por Taipé e Pequim nas últimas décadas, mas atravessada nas últimas semanas pelas forças chinesas durante manobras militares, escreve o Notícias ao Minuto.

A força aérea da ilha monitorizou a situação com patrulhas aéreas de combate e navais e activação de sistemas de mísseis terrestres, disse o Ministério.

A China respondeu à visita de Pelosi, a que chamou “farsa” e “deplorável traição”, com sanções comerciais impostas à ilha e exercícios militares nas imediações de Taiwan, que Taipé descreveu como um “bloqueio”.

O Presidente de França, Emmanuel Macron, assinou no sábado o protocolo de ratificação da adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, aprovado no parlamento francês no dia 02 de Agosto, escreve o Observador.

“Esta escolha soberana da Finlândia e da Suécia, dois parceiros europeus, vai permitir reforçar a sua segurança face à ameaça atual na vizinhança imediata e vai dar uma contribuição significativa, tendo em vista as suas capacidades, para a posição colectiva e para a nossa segurança europeia”, indicou o palácio do Eliseu, a residência oficial do presidente da República Francesa, onde está localizado o seu gabinete e onde se reúne o Conselho de Ministros.

A Suécia e a Finlândia renunciaram à sua tradicional neutralidade devido à invasão russa da Ucrânia.

“Vinte aliados” já ratificaram os protocolos, indicou no parlamento a ministra dos Negócios Estrangeiros francesa, Catherine Colonna.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou na terça-feira o documento que ratifica que o Congresso dos EUA é favorável à adesão da Suécia e da Finlândia à Aliança Atlântica.

Na cerimónia de assinatura, segundo o Observador, Biden esteve acompanhado pelos embaixadores sueco e finlandês em Washington, Karin Olofsdotter e Mikko Hautala, respetivamente, bem como por outros altos funcionários, tais como a vice-presidente, Kamala Harris, e a presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.

Os dois países precisam de uma ratificação dos 30 Estados-membros da organização para beneficiarem da proteção do artigo 5.º da NATO em caso de ataque.

A Turquia ameaça, no entanto, “congelar” o processo, acusando os dois países de benevolência para com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e seus aliados que Ancara considera organizações terroristas.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, manifestou na passada sexta-feira o seu apoio à desnuclearização completa da Coreia do Norte durante uma reunião em Seul com o Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol.

Este domingo, a Coreia do Norte criticou o secretário-geral da ONU, descrevendo como “palavras perigosas” o apoio de António Guterres à desnuclearização completa da península coreana.

Segundo o Observador, o ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, Kim Son Gyong, acusou o líder da ONU de mostrar “simpatia” pelo que chamou de políticas hostis dos Estados Unidos, país que há muito defende o desarmamento de Pyongyang.

“Só posso expressar o meu profundo pesar pelas observações do secretário-geral da ONU, que são extremamente carentes de imparcialidade e justiça”, disse Kim, num comunicado divulgado pela agência oficial norte-coreana KCNA, citado pelo Notícias ao Minuto.

O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros defendeu que a “desnuclearização completa, verificável e irreversível da Coreia do Norte seria um ataque à soberania do país”.

“Aconselhamos o secretário-geral Guterres a ter cuidado ao proferir palavras e acções tão perigosas”, afirmou Kim.

Na sexta-feira, Guterres disse, na reunião com o Presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, que a desnuclearização da península coreana é um “objetivo fundamental para trazer paz, segurança e estabilidade a toda a região”.

Guterres encontrou-se com Yoon na capital sul-coreana como parte da sua digressão asiática, que se centra na promoção do desarmamento nuclear e da cooperação internacional em áreas como a crise climática.

Antes de Seul, o antigo primeiro-ministro português esteve no Japão, onde discursou na cerimónia do 77.º aniversário do bombardeamento atómico de Hiroshima.

Guterres repetiu no Japão o aviso contra os horrores das armas atómicas que fez em Nova Iorque na semana passada, numa conferência sobre o Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

 

Raila Odinga segue com ligeira vantagem na corrida presidencial, segundo os resultados oficiais parciais avançados este sábado. O país permanece em suspense pelo resultado final das eleições.

De acordo com a DW, Odinga conta, para já, com 52,54% dos votos contra 46,76% do vice-presidente William Ruto, de acordo com dados do início da tarde da Comissão Eleitoral e de Fronteiras Independente com base em resultados de cerca de 30% das assembleias de voto.

A eleição está a ser observada de perto como um teste de estabilidade no Quénia, uma das democracias mais dinâmicas do continente, mas que viu as votações anteriores marcadas por fraudes e violência.

À medida que a espera pelos resultados se arrastava, a comissão eleitoral reconheceu na sexta-feira atrasos no processo de contagem dos votos das eleições de terça-feira e apelou para que a Nação fosse paciente.

Esta é a quinta tentativa de Odinga, de 77 anos, nas presidenciais. Desta vez com o apoio de seu antigo inimigo, o ex-presidente Uhuru Kenyatta, que já cumpriu dois mandatos e não pode concorrer novamente.

A afluência foi de cerca de 65%, muito inferior aos 78% registados em 2017. Reflexo, dizem alguns observadores citados pela DW, do desencanto com a elite política, sobretudo entre os jovens.

O estado da economia foi uma questão-chave durante a campanha, com os quenianos a lutar para sobreviver à medida que os preços globais de bens como alimentos e combustível, disparam.

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