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O País – A verdade como notícia

O Departamento de Serviços Correcionais da África do Sul anunciou, hoje, a libertação do ex-Presidente Jacob Zuma, em liberdade condicional, após uma pena de 15 meses de prisão por desrespeito à Justiça.

Zuma foi condenado a 15 meses de prisão por desacato à Justiça, em 29 de Junho de 2021, pelo Tribunal Constitucional da África do Sul, tendo sido preso cerca de oito dias depois na sua província natal, KwaZulu-Natal.

A mais alta instância da Justiça no país considerou que o antigo chefe de Estado sul-africano desrespeitou a decisão do Tribunal, que o obrigava a comparecer perante a Comissão de Inquérito sobre corrupção pública, processo que é conhecido no país como “Captura do Estado”, no período em que foi Presidente, entre 2009 e 2018.

As forças norte-americanas mataram, nas últimas 24 horas, três líderes do grupo extremista Estado Islâmico na Síria, numa operação helitransportada e num ataque aéreo.

A operação de helicóptero, segundo os militares dos Estados Unidos, visou um dos líderes, Rakan Wahid al-Shamri, e foi realizada na quarta-feira à noite no nordeste da Síria. O ataque ocorreu num enclave mantido pelas forças do regime sírio, perto da cidade de Qamishli, controlada por forças curdas aliadas com tropas norte-americanas, refere o Notícias ao Minuto.

Esta é a primeira vez, desde o início da guerra síria em 2011, que as tropas norte-americanas realizam uma operação de helicóptero numa área sob controlo do regime de Bashar al-Assad, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Centenas de tropas dos EUA estão destacadas no nordeste da Síria como parte de uma coligação liderada pelos EUA, que continua a lutar com os seus aliados curdos das Forças Democráticas Sírias.

O comando norte-americano adiantou, num segundo comunicado, citado pela mesma fonte, que tinha matado dois altos membros do grupo extremista num ataque aéreo no norte da Síria, sem especificar exactamente onde.

“Esta operação irá enfraquecer a capacidade do Estado Islâmico para desestabilizar a região e atacar as nossas forças e aliados, sublinhou o chefe do comando dos EUA na região, Michael Kurilla.

Após uma ascensão meteórica ao poder em 2014 no Iraque e na vizinha Síria e a conquista de vastos territórios, o Estado Islâmico viu o seu autoproclamado califado cair sob sucessivas ofensivas. Foi derrotado em 2017 no Iraque e em 2019 na Síria. Mas o grupo extremista continua a realizar ataques através de células adormecidas nestes dois países.

Em julho, os EUA mataram um outro líder do grupo num ataque com drone no noroeste da Síria. Em junho, capturou outro numa operação helitransportada no norte da Síria.

A Guiné Equatorial anunciou a libertaçao de 119 militantes do partido da oposição. Entretanto, mais de 50 activistas do partido Cidadãos para o Futuro permanecem detidos, incluindo o seu líder, Gabriel Nse Obiang.

As forças de segurança da Guiné Equatorial atacaram, na semana passada, a sede do partido da oposição Cidadãos para o Futuro (CI) em Malabo, dissolvido em 2018.

Esta operação, segundo escreve a DW, levou à detenção de 150 apoiantes do CI, incluindo o líder do partido.

Este recusou-se a responder a uma intimação judicial ligada à uma investigação sobre um ataque planeado que o Governo alegou ter frustrado.

“Recebemos instruções de sua Excelência o Presidente da República para libertar os militantes”, 53 dos quais vivem em Malabo e 66 em Bata, capital económica, disse Santiago Edu Assam, secretário-geral do Ministério da Segurança, citado pela DW.

“Se o Presidente perdoou essas pessoas, é por causa do seu humanismo e porque é um defensor da paz”, acrescentou Santiago Edu Assam.

O Ministério da Segurança disse em comunicado na terça-feira (04.10) que as forças de segurança usaram meios não letais durante o assalto à sede da CI, acrescentando que quatro militantes morreram após inalar gás lacrimogéneo durante a operação.

O ministério acrescentou que na sede do partido estavam sequestradas 200 pessoas, incluindo mulheres grávidas, crianças e idosos, acusando Nse Obiang de preparar uma insurreição em 3 de Novembro para o lançamento da campanha eleitoral.

A organização não-governamental (ONG) de direitos humanos Somos + Sociedad civil condenou a agressão, denunciando o que chamou de “terrorismo de Estado”.

O capitão Ibrahim Traoré, que comandou o golpe no dia 30 de Setembro no Burkina Faso, foi oficialmente nomeado na noite desta quarta-feira Presidente do país, segundo um comunicado intitulado Acto Fundamental, lido na televisão nacional, citado pela imprensa Internacional.

“O presidente do Movimento Patriótico para a Salvaguarda e Restauração (MPSR) desempenha as funções de Chefe de Estado, Chefe Supremo das Forças Armadas nacionais”, indica o Acto Fundamental, que substitui temporariamente a Constituição do Burkina Faso, enquanto se aguarda a adopção de uma carta de transição.

Segundo o Notícias ao Minuto, o Acto Fundamental foi lido pelo capitão Kiswendsida Farouk Azaria Sorgho, porta-voz do MPSR.

No dia 30 de Setembro, Burkina Faso sofreu o seu segundo golpe de Estado neste ano, após outro golpe liderado a 24 de Janeiro pelo ex-Presidente de transição, tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba.

A tomada do poder pelos militares ocorreu em ambas as ocasiões após o descontentamento entre a população e o Exército devido aos ataques ‘jihadistas’ que o país sofre desde Abril de 2015, realizados por grupos ligados tanto à Al-Qaida quanto ao Estado Islâmico (EI) e que já deslocou quase dois milhões de pessoas.

 

O Presidente russo, Vladimir Putin, promulgou os tratados de anexação de quatro regiões ucranianas, após a sua ratificação pelo Parlamento russo. A Rússia não controla a totalidade os territórios anexados.

Segundo a agência estatal russa Tass, os documentos foram assinados por Putin e já foram publicados.

“Os limites dos novos súditos da Federação, conforme decorre dos tratados, serão determinados pelos limites que ‘existiam no dia da sua formação e aceitação na Federação Russa’. Até à eleição dos chefes das novas regiões, de acordo com a lei russa, serão liderados por funcionários temporários nomeados por Putin. As eleições dos parlamentos regionais serão realizadas num único dia de votação em setembro de 2023”, escreve a agência.

É ainda referido que as “novas regiões serão integradas no âmbito do período de transição, que durará até 2026”. Até 2023, “será possível pagar em hryvnias (moeda ucraniana) e depois apenas o rublo russo se tornará a unidade monetária nesses territórios”, refere o Notícias ao Minuto.

Assim, as forças armadas das novas regiões devem ser incluídas nas russas, e as normas legislativas que contradizem a Constituição da Federação Russa, não serão aplicadas.

Putin formalizou, na sexta-feira, em Moscovo, a anexação das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das regiões de Kherson e Zaporijia, áreas no leste e sul da Ucrânia, após a realização de referendos, que foram considerados ilegais por grande parte da comunidade internacional, refere o Notícias ao Minuto.

Actualmente, a Rússia não controla a totalidade os territórios anexados. Além disso, as forças ucranianas continuam a fazer grandes avanços nestas regiões, que representam cerca de 15% do território da Ucrânia.

O chefe de Estado guineense e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Umaro Sissoco Embaló, convocou uma cimeira extraordinária da organização para debater a segurança sub-regional. A informação foi anunciada esta terça-feira pela Presidência guineense na sua página oficial do Facebook, citada pelo Notícias ao Minuto.

Segundo a informação, a cimeira extraordinária deverá acontecer entre 13 e 14 de Outubro, em Dacar, no Senegal, e contará com a presença dos principais parceiros internacionais da sub-região.

“O objetivo da cimeira é conseguir um debate sério e aprofundad e uma urgente concertação em matéria de segurança, tendo em conta os golpes de Estado registados no Mali, Guiné-Conacri, Burkina Faso, bem acções terroristas desencadeadas por jihadistas, que têm atingido alguns países da África Ocidental e Central”, lê-se na comunicação.

“Assim e na procura de uma estratégia e de acções concertadas entre os países da CEDEAO e os seus principais parceiros de desenvolvimento, o General Umaro Sissoco Embaló, deslocou-se segunda-feira a Paris, onde manteve um encontro de trabalho com o seu homólogo francês, Emmanuel Macron, cujo tema centrou-se na atual situação política que se vive ao nível da África Ocidental e Central, a exemplo do que fez em Nova Iorque com os primeiros-ministros da Alemanha, Portugal e com a União Europeia”, refere a Presidência guineense.

 

 

A Coreia do Norte disparou hoje um míssil balístico sobre o Japão, num teste que originou alertas para moradores e obrigou à suspensão da circulação ferroviária em regiões do nordeste. Segundo o gabinete do primeiro-ministro japonês, acredita-se que tenha caído no Oceano Pacífico.

A mesma fonte, citada pelo Notícias ao Minuto, acrescentou que as autoridades emitiram um alerta aos moradores das regiões do nordeste para saírem dos prédios próximos, naquele que foi o primeiro alerta desse tipo em cinco anos.

A circulação ferroviária foi temporariamente suspensa nas regiões japonesas de Hokkaido e Aomori, tendo as operações sido retomadas mais tarde, após o aviso do governo de que o míssil norte-coreano parecia ter caído no Pacífico.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul referiu que também detectou o lançamento de um míssil balístico, que foi disparado em direcção às águas orientais do norte, sem acrescentar mais detalhes, como a distância que este percorreu, escreve o Notícias ao Minuto.

Os mísseis disparados durante os últimos quatro testes foram de curto alcance e caíram nas águas entre a Península Coreana e o Japão, sendo que estes mísseis são capazes de atingir alvos na Coreia do Sul.

O lançamento é a quinta ronda de testes de armas da Coreia do Norte nos últimos 10 dias e tem sido visto como uma resposta aos exercícios militares entre o Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos.

A Acção Democrática Independente (ADI) venceu, com maioria absoluta de 30 deputados, as eleições legislativas de São Tomé e Príncipe, segundo os resultados definitivos apurados esta segunda-feira em sede de Tribunal Constitucional (TC), escreve o Notícias ao Minuto.

O partido liderado pelo ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada teve um total de 36.212 votos, o que corresponde a 30 mandatos, acima dos 28 necessários para ter maioria absoluta na Assembleia Nacional, com um total de 55 lugares.

O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), do actual primeiro-ministro, Jorge Bom Jesus, que procurava um segundo mandato nestas eleições, recebeu 25.287 votos, equivalentes a 18 deputados.

A terceira força política no parlamento são-tomense, com cinco eleitos, será a coligação Movimento de Cidadãos Independentes, Partido Socialista/Partido de Unidade Nacional
Nas legislativas de há quatro anos, o partido ADI, então no poder (com 33 deputados), venceu as eleições com uma maioria simples de 25 eleitos.

 

O líder da Junta Militar de Burkina Faso, Paul-Henri Sandaogo Damiba, apresentou finalmente a sua demissão, depois de ter recusado a renúncia na sequência do golpe de Estado da passada sexta-feira, escreve o Notícias ao Minuto.

A saída de Damiba fora exigida na capital, Ouagadougou, por centenas de manifestantes que se pronunciaram a favor da chegada do poder do capitão Ibrahim Traoré, que se autoproclamou novo líder da Junta Militar.

De acordo com um comunicado de imprensa assinado por várias figuras do Burkina Faso, após a mediação entre os dois rivais, conseguida por líderes religiosos e comunitários, “o próprio Presidente Paul-Henri Sandaogo Damiba propôs a sua renúncia, para evitar confrontos com graves consequências humanas e materiais”.

O golpe de Estado de sexta-feira é o segundo este ano e eleva os temores de que o caos político distraia as atenções de uma insurgência radical islâmica que já matou milhares e forçou dois milhões de pessoas a fugir.

Além de prometer não prejudicar ou julgar Damiba, Traore e a nova junta comprometeram-se a respeitar os compromissos já feitos pela junta anterior à comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Damiba, que chegou ao poder através de um golpe militar em Janeiro, tinha acordado com a organização regional realizar eleições até 2024.

No sábado, Damiba pediu aos autores do golpe de Estado para “evitar uma guerra fratricida, de que o Burkina Faso não precisa”, alegando os problemas associados a atos de violência ‘jihadista’ que assola o país desde 2015.

PAUL-HENRI DAMIBA ABANDONA BURKINA FASO COM DESTINO AO TOGO

O líder da junta militar do Burkina Faso, afastado sexta-feira num novo golpe de Estado, abandonou este domingo o país com destino ao Togo, enquanto a nova junta pediu calma aos cidadãos.

A partida de Paul Henri Sandaogo Damiba foi confirmada por dois diplomatas citadas pelo observador que falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade do assunto.

Segundo o eletrónico português (Observador), ainda  não se sabe se o Togo é o destino final de Damiba.

 

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