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O País – A verdade como notícia

A Organização Mundial de Saúde confirmou a existência de dois surtos graves de Marburg, uma febre hemorrágica de grande letalidade, na Guiné Equatorial e na Tanzânia. Em ambos os países foram registados perto de 20 mortes e dezenas de infecções.

Os surtos do mesmo vírus em dois países cria, segundo a OMS, um contexto de maior facilidade de propagação da doença, tendo já lançado um alerta para uma mais alargada transmissão da infecção.

Na Guiné Equatorial, em comunicado divulgado esta quinta-feira, a OMS confirma que já estão registados oficialmente oito casos da infecção por Marburg, havendo sérias suspeitas em pelo menos mais duas dezenas de situações.

Entretanto, também esta semana, a organização das Nações Unidas que vigia a saúde global, anuncia a confirmação de um surto desta doença na Tanzânia, depois de as autoridades locais terem confirmado laboratorialmente que cinco das oito pessoas com mortes suspeitas estavam efectivamente contaminadas com este vírus.

O vírus de Marburg provoca uma febre hemorrágica grave, com forte índice de letalidade, é considerado pela OMS como sendo de extrema perigosidade e infecta primatas e humanos, sendo transmitido como o Ébola, sendo ambos da mesma família de vírus, de fluídos corporais, relações sexuais desprotegidas e contacto estreito entre indivíduos.

Mas, ao contrário do Ébola, não existem actualmente vacinas aprovadas para debelar esta doença, nem qualquer tratamento antiviral, aconselhando, no entanto, a OMS a um tratamento profissional nas fases iniciais da infecção, especialmente no que diz respeito à hidratação, aumenta de forma substantiva as probabilidades de sobrevivência.

Uma forte turbulência registada durante um voo da TAAG, que fazia a rota Luanda-Lisboa deixou, pelo menos, 10 pessoas feridas. O momento aconteceu durante o período de refeições e provocou o pânico dentro do avião.

De acordo com a imprensa internacional, apenas duas horas depois de o voo sair da capital de Angola, o comandante fez o aviso de turbulência.

À chegada ao Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, os passageiros foram assistidos ainda dentro do avião.

De acordo com a site da SIC, os ferimentos foram ligeiros e a tripulação prestou rapidamente os primeiros cuidados aos passageiros durante um voo com uma duração superior a sete horas.

Os chefes de Governo da União Europeia aprovaram, esta quinta-feira, um plano que irá permitir enviar milhares de munições de artilharia, incluindo mísseis, para a Ucrânia, nos próximos 12 meses.

Reunidos em Bruxelas para uma sessão de trabalho dedicada à guerra na Ucrânia, os responsáveis dos 27 países deram o seu aval ao pacote de dois mil milhões de euros, aprovado pelos ministros da Defesa e dos Negócios Estrangeiros no dia 20 de Março.

Segundo um comunicado divulgado recentemente, a entrega vai ocorrer por meio de “aquisições conjuntas e da mobilização de financiamento adequado” e, igualmente, através do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, com o objectivo de fornecer um milhão de munições de artilharia num esforço conjunto nos próximos 12 meses, segundo escreve a RTP Notícias.

Falando sobre o acordo, no início da semana, o responsável pela diplomacia da UE, Josep Borrell, apelou os Estados-membros a consagrar a estas aquisições os dois mil milhões de euros alocados em Dezembro ao Mecanismo, um fundo intergovernamental utilizado desde o início da guerra para fornecer armamento à Ucrânia.

De acordo com a mesma fonte, o acordo prevê que mil milhões de euros venham a reembolsar os Estados-membros que recorram aos seus arsenais para enviar as munições necessárias.

As forças ucranianas irão receber também mísseis para a sua defesa antiaérea com entregas previstas até 31 de Maio.

Outros mil milhões de euros vão ser destinados a acelerar novas encomendas e a encorajar os países a unirem esforços para fazer as compras, através da Agência Europeia de Defesa ou em grupos de pelo menos três Estados-membros.

Por videoconferência, o Presidente ucraniano agradeceu aos líderes europeus pela iniciativa. Sabe-se que Zelensky pediu, ainda, aos líderes europeus aviões de guerra modernos e mísseis de longo alcance para auxiliar a resistência ucraniana.

Moçambique, Angola e Guiné-Bissau cometeram execuções extrajudiciais, prisão arbitrária de cidadãos e tratamento desumano protagonizado por agentes de segurança em 2022. A conclusão é do relatório anual do Departamento de Estado Americano sobre os direitos humanos.

A avaliação divulgada esta semana relata violações graves de liberdades fundamentais nos países africanos de língua portuguesa.

O relatório fala de detenção de presos políticos, ameaças e violência contra jornalistas, bem como condições cruéis e degradantes nas prisões, pondo em risco a vida dos reclusos.

Segundo o relatório, Moçambique registou, em 2022, decapitações, desaparecimento forçado de pessoas, violação, escravidão sexual e uso de crianças-soldados.

Neste caso, estas violações são atribuídas aos terroristas que actuam, sobretudo em Cabo Delgado.

O relatório aponta problemas graves de corrupção nos governos moçambicano, de Angola e Guiné-Bissau e, apesar de notar a criação de mecanismos para os combater, diz que a impunidade continua.

Cabo Verde é o único país africano de língua portuguesa que sai quase que imaculado no relatório, notando-se alguns abusos da polícia, mas sem a gravidade dos outros países.

No contexto mais vasto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Portugal tem uma avaliação semelhante à de Cabo Verde, mas Brasil e Timor-Leste são alvos de uma apreciação mais crítica, onde, de acordo com o documento, houve assassínios, tortura, tratamento cruel e degradante por parte do Governo.

Este relatório é elaborado anualmente, por exigência legal do Congresso norte-americano, e abrangeu 198 países.

 

 

Onze pessoas morreram na sequência do sismo que atingiu, na terça-feira, o Paquistão e o Afeganistão, informaram as autoridades dos dois países, citados pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), o terramoto teve uma magnitude de 6,5 na escala de Richter.

O epicentro do sismo, registado às 22h17 (hora local), situou-se a 40 quilómetros a sudeste de Jurm, no nordeste afegão, referiu o USGS.

O porta-voz dos serviços de emergência do Paquistão, Bilal Faizi, informou que mais de 100 pessoas foram levadas para hospitais na região do vale de Swat, na província de Khyber Pakhtunkhwa, no noroeste do Paquistão, em estado de choque.

Faizi acrescentou que a maioria teve alta mais tarde do hospital. Nove pessoas morreram quando os telhados ruíram em várias partes do noroeste do Paquistão.

Dezenas de pessoas ficaram feridas no terramoto, também sentido junto à fronteira com o Tajiquistão. O sismo desencadeou aluimentos de terra em algumas das zonas montanhosas.

No Afeganistão, o porta-voz do Ministério da Saúde Pública nomeado pelos talibãs, Sharafat Zaman Amar, disse que pelo menos duas pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas.

 

O presidente da China, Xi Jinping, convidou Vladimir Putin a visitar a China ainda este ano. O convite terá sido feito no decorrer da actual visita do Chefe do Estado chinês a Moscovo, que decorre desde segunda-feira.

Esta é uma visita que reflete um “aprofundamento da amizade” entre os dois países.

A visita, com a duração de três dias, surge depois de Pequim ter já apresentado um plano de paz para a Ucrânia, composto por doze pontos. Apesar das suas fortes investidas no terreno, Putin mostrou-se disponível para discutir tal proposta.

 

A ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social da Guiné-Bissau, Conceição Évora, anunciou ontem que a partir de segunda-feira, 27 de Março, entra em vigor a ordem dada pelo Presidente para acabar com a mendicidade de crianças no país.

Na passada quarta-feira, o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, deu ordens ao ministro do Interior no sentido de prender o pai ou o mestre corânico de qualquer criança apanhada a mendigar na rua.

Sissoco Embaló considerou como vergonhoso o acto de mandar as crianças pedir esmolas pelas ruas da Guiné-Bissau e nos países vizinhos sob a alegação de estarem a angariar sustento para os seus mestres corânicos.

“Todos nós chegamos à conclusão que não consta do islão, não faz parte de práticas religiosas islâmicas, colocar as crianças na mendicidade, mas também concordamos que devemos ter em conta a declaração do Presidente sobre esse assunto e é a segunda vez que o faz”, observou a ministra da Mulher, Família e Solidariedade Social.
Conceição Évora adiantou que o Governo “conta com a colaboração” dos mestres corânicos, mas salientou que em caso de resistência “as autoridades usarão de todos os mecanismos para fazer cumprir a ordem do Chefe do Estado”.
A governante desmentiu as alegações de alguns mestres corânicos segundo as quais a maioria das crianças em situação de mendicidade são órfãs.
“Um estudo financiado pela Organização Internacional das Migrações mostra que apenas 7% de crianças na mendicidade é que são órfãs”, declarou Conceição Évora, questionando quanto tempo essas crianças têm para aprender o Corão “se passam grande parte do dia na mendicidade”.
O porta-voz da União Nacional dos Imames da Guiné-Bissau, Bacar Candé, disse aos jornalistas, citados pelo Observador, que a medida das autoridades será cumprida e que nas próximas horas as várias associações da comunidade islâmica irão publicar comunicados aconselhando os mestres corânicos a tirar as crianças das ruas do país.
“As palavras do Presidente são uma ordem e só resta cumpri-las”, declarou Bacar Candé.

CRIANÇAS, MENDICIDADE, GUINÉ-BISSAU
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Cerca de 43 mil pessoas morreram, no ano passado, vítimas de seca na Somália, de acordo com um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), citado pelo Notícias ao Minuto.

As autoridades nacionais estimam que metade dessas mortes serão de crianças com menos de cinco anos de idade.

O relatório, pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Unicef e pelo London School of Hygiene and Tropical Medicine, refere ainda que entre 18 mil a 34 mil pessoas deverão morrer nos primeiros seis meses de 2023. Ou seja, se no ano de 2022, os números foram históricos, em 2023 as organizações preveem que este número seja ultrapassado nos primeiros seis meses do ano.

“A crise actual está longe de estar terminada”, afirmam as autoridades.

Esta é a primeira contagem oficial às mortes causadas pela seca extrema que está a atingir várias zonas no Corno de África, incluindo no Quénia e na Etiópia, que vivem a sexta temporada consecutiva em que a chuva tem escasseado.

O aumento dos preços alimentares a nível global, o impacto da guerra na Ucrânia, a crise governamental, humanitária e económica que afecta a Somália e a presença grande de grupos terroristas, nomeadamente da Al-Qaeda, intensificam as dificuldades da população já enfraquecida.

Cerca de seis milhões de pessoas estão a passar fome na Somália, mas, no início de 2023, a ONU deixou de considerar uma declaração formal de fome vivida no país. Esta declaração implicaria considerar que mais de um quinto das famílias do país vive sob fome extrema, mais de 30% das crianças estão subnutridas e duas em cada 10 mil pessoas morrem por dia.

Ainda assim, a ONU não desarma nos seus alertas, com o coordenador da ONU na Somália, Adam Abdelmoula, a alertar que “o risco de fome continua”.

Quase cem pessoas foram detidas, na África do Sul, na sequência da greve convocada para hoje, em todo o país. O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, diz que os protestos visam a desordem e anarquia no país.

Mesmo antes da data prevista para os protestos, a manifestação já se tinha iniciado em algumas cidades de Gauteng, como, Joanesburgo, Soweto e Braamfontein, em Mpumalanga, bem como no Cabo Oriental.

De acordo com a imprensa local, só na noite deste domingo, pelo menos 87 pessoas foram presas durante os protestos.

“Dos 87 presos, 41 foram presos em Gauteng, 29 em North West, 15 em Free State. Também há prisões em outras províncias, como Mpumalanga e Cabo Oriental”, avançou o porta-voz da Estrutura Nacional Conjunta de Operações e Inteligência.

Em Joanesburgo, por exemplo, houve confrontos entre membros do partido de esquerda radical e agentes da Polícia. Já em Braamfontein, pelo menos cinco estudantes foram presos durante uma vigília pacífica.

O Governo destacou mais de 3400 membros do exército sul-africano para apoiar a Polícia na manutenção da lei e ordem.

Apesar dos cenários registados no domingo, esta segunda-feira os relatos são de ambiente relativamente calmo, contudo de tensão. Alguns Serviços nacionais não se abriram ao público, já que parte dos funcionários não compareceu, por temer a manifestação.

A paralisação nacional convocada pelo partido de Julius Malema visa forçar o presidente Cyril Ramaphosa a renunciar à presidência, o fim do corte de energia e outras questões urgentes no país.

Em alusão ao protesto nacional, Cyril Ramaphosa advertiu contra o que chama de desordem e anarquia no país.

Face à greve registada na África do Sul, transportadores moçambicanos suspenderam algumas rotas para aquele país.

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