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O País – A verdade como notícia

Nove cidadãos chineses foram mortos, este Domingo, numa exploração mineira na região de Bambari, na República Centro-Africana (RCA), uma zona assolada pela guerra civil há vários anos, informaram fontes locais, citados pelo Notícias ao Minuto.

“Foram contabilizados nove mortos e dois feridos”, disse o presidente da Câmara de Bambari, Abel Matchipata, indicando que as vítimas são cidadãos chineses a trabalhar numa exploração mineira chinesa, localizada a 25 quilómetros de distância.

Esta segunda-feira, a China confirmou a morte de nove cidadãos chineses e pediu a “punição severa” para os autores do crime.

O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês explicou, em comunicado, que o país “activou imediatamente um mecanismo consular de emergência” e que o Presidente, Xi Jinping, atribui “grande importância” a este incidente.

O ataque, que também causou ferimentos graves a dois cidadãos chineses, ocorreu numa mina administrada pela firma de capital chinês Gold Coast Group, a 25 quilómetros da cidade de Bambari.

Um grupo de homens armados abriu fogo contra as instalações da empresa.

O ministério dos Negócios Estrangeiros alertou para um “risco extremamente alto” na República Centro-Africana, excepto na capital, Bangui, e pediu aos cidadãos chineses para serem “muito cautelosos”.

O ministério anunciou que vai pedir às embaixadas do país asiático em África que “tomem mais medidas para garantir a segurança dos cidadãos e das empresas chinesas”.

Pelo menos 76 foram detidas, hoje, após protestos na França contra a reforma das pensões, com os manifestantes a queimarem contentores e a erguerem barricadas. Durante a manifestação, a polícia usou gás lacrimogéneo em resposta ao lançamento de projéteis por alguns manifestantes.

Depois de as manifestações contra a reforma das pensões na praça da Concórdia e nos Campos Elísios, em Paris, terem sido proibidas pela polícia, após duas noites de protestos ensombrados por incidentes, cerca de 4.000 manifestantes deslocaram-se para a “Place d´Italie”, no sul da capital.

Naquele local, activistas sindicais e de partidos de esquerda misturaram-se com manifestantes de fora de qualquer organização. Os incidentes ocorridos levaram a pelo menos 76 detenções, segundo escreve o Notícias ao Minuto.

Várias outras manifestações, muitas delas organizadas nas redes sociais e fora dos sindicatos e partidos, realizaram-se em dezenas de cidades francesas, incluindo pequenas e médias cidades como Mulhouse.

Em Bordéus, foram incendiados caixotes do lixo numa rua central da cidade, um incêndio rapidamente extinto.

Os protestos de hoje juntaram-se às paragens parciais organizadas pelos sindicatos, que tinham conduzido dezenas de manifestações antes da controversa aprovação da reforma do sistema de pensões.

Comboios, refinarias, o sector do gás e a recolha de lixo, entre outros, foram afectados e um dos exemplos mais relevantes é a greve dos serviços de limpeza em Paris, que se prolonga há quase duas semanas, com milhares de toneladas de lixo espalhadas pelas ruas da capital.

A contestação à reforma das pensões decidida pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, tomou contornos mais radicais, com jovens activistas cansados dos cortejos semanais e prontos para endurecer a luta, após a decisão do Governo, na quinta-feira, de aprovar o texto, recorrendo ao artigo 49.3 da Constituição, que permite a adopção de um texto sem votação, a menos que seja votada uma moção de censura ao executivo.

O Presidente russo fez uma visita de trabalho à cidade de Mariupol, na primeira viagem de Vladimir Putin ao Donbass, no leste da Ucrânia.

De acordo com a presidência russa, o Chefe de Estado chegou de helicóptero à cidade do sul da região ucraniana de Donetsk, às margens do Mar de Azov, que no ano passado foi palco de violentos combates.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, o Presidente russo foi inspecionar alguns locais da cidade e conversar com os residentes, e andou de automóvel pelas ruas de Mariupol, acompanhado pelo vice-primeiro-ministro Marat Khusnulin, que o informou sobre o andamento das obras de reconstrução.

“Tratou-se da construção de novas unidades habitacionais, centros sociais e educativos, infra-estruturas e instituições médicas”, disse, num comunicado, o gabinete de imprensa do Kremlin, que não especificou a duração da visita.

Putin visitou depois a cidade de Rostov-on-Don, localizada no sul da Rússia, perto da fronteira com a Ucrânia, para uma reunião com o chefe das Forças Armadas, Valeri Gerasimov, e vários comandantes militares.

Foi a primeira visita oficial do líder russo à região do Donbass, onde já decorriam combates com forças separatistas pró-russas desde 2014.

No sábado, Putin já tinha feito uma outra visita surpresa à Crimeia para assinalar o nono aniversário da anexação da península ucraniana pela Rússia em 2014.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu, na sexta-feira, um mandado de captura contra o Presidente russo por crimes de guerra, pelo seu alegado envolvimento em sequestros de crianças na Ucrânia.

O mandado de captura contra o chefe do Kremlin foi descrito como “legalmente nulo e sem efeito” pela Rússia, uma vez que o país não reconhece a legitimidade do TPI.

Líderes mundiais apoiam mandado de prisão contra Vladimir Putin, emitido pelo Tribunal Penal Internacional. O Presidente russo é acusado de prática de crimes de guerra e deportação de crianças ucranianas.

O mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra o presidente russo está a ganhar aplausos da comunidade internacional.

A primeira reacção veio da capital Ucrânia, Kiev, pelo conselheiro do Presidente ucraniano. Mykhaylo Podolyak diz que a medida tomada pelo TPI “é um sinal claro para as elites” da Rússia sobre o que lhe acontecerá, além do “início do fim” do país liderado por Putin “na sua forma actual”.

Da América, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou, este sábado, que o mandado de captura contra o Presidente russo, Vladimir Putin, por crimes de guerra, é justificado e é um sinal muito forte.

Já o chanceler alemão, Olaf Scholz, elogiou a decisão do Tribunal e salientou que mostra que ninguém está acima da lei e que isso deve ficar claro.

A União Europeia também reagiu ao mandado de prisão contra Putin. Josep Borrell defende que a decisão representa “o início do processo de responsabilização” da Rússia.

O TPI acusa o Presidente russo de ser “alegadamente responsável pelo crime de guerra de deportação ilegal de crianças e transferência ilegal de população de áreas ocupadas da Ucrânia para a Federação Russa”.

O TPI também emitiu, ainda, um mandado para a detenção de Maria Alekseyevna Lvova-Belova, comissária para os Direitos da Criança no Gabinete do Presidente da Federação Russa.

O número de mortes devido a passagem do ciclone tropical Freddy continua a subir no Malawi. Dados avançados, esta sexta-feira, pelo Departamento de Assuntos de Gestão de Desastres do país, o número de mortes aumentou de 326 para 438. Há 918 pessoas feridas e 282 desaparecidas.

Com este aumento, segundo a fonte, o número total de mortos causados pelo Freddy, na África Austral, em mais de 530, desde que o ciclone atingiu repetidamente nas últimas semanas Madagáscar e Moçambique.

Segundo o Departamento de Gestão de Desastres, as inundações, os ventos fortes e os deslizamentos de terra por Freddy na região meridional do país forçaram a deslocação de mais de 345.000 pessoas.

Blantyre, Chikwawa, Chiradzulu, Machinga, Mulanje, Neno, Nsanje, Phalombe, Thyolo, Zomba e Mangochi são os distritos mais afectados.

A cidade homónima de Blantyre, capital comercial e segunda cidade do país, foi dos locais mais afectados, ao registar pelo menos 98 das vítimas mortais.

O fenómeno levou à declaração do “Estado de Desastre” pelo Presidente, Lazarus Chakwera, que decretou na quinta-feira 14 dias de luto nacional.

Em Moçambique, o ciclone, que teve o primeiro impacto em 24 de fevereiro e tocou terra novamente em finais da semana passada, causou até ao momento 66 mortes, de acordo com as autoridades moçambicanas.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o Freddy poderá ter batido o recorde de duração do furacão-tufão John, que durou 31 dias em 1994, apesar de os peritos da organização não confirmarem este recorde até que o ciclone se tenha dissipado.

 

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, declarou hoje que o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o Presidente russo, Vladimir Putin, por crimes de guerra, “é justificado”.

Biden, que falava à comunicação social na Casa Branca, recordou que aquela instituição judicial não é reconhecida pelos Estados Unidos, mas considerou que a sua decisão de emitir tal mandado envia, no entanto, “um sinal muito forte”.

Num comunicado, o TPI acusa Putin de ser “alegadamente responsável pelo crime de guerra de deportação ilegal de população (crianças) e transferência ilegal de população (crianças) de áreas ocupadas da Ucrânia para a Federação Russa”.

A secretária-geral da Amnistia Internacional (AI), Agnès Callamard, saudou o mandado de captura emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o Presidente russo, Vladimir Putin.

AAI disse que se tratava de “um sinal importante – para a Ucrânia e para o resto do mundo – de que os alegados responsáveis por crimes de direito internacional na Ucrânia vão enfrentar detenção e julgamento, por mais poderosos que sejam”.

“O Presidente Putin é oficialmente um homem procurado pela lei”, celebrou a organização não-governamental, sublinhando que embora este seja um “impressionante primeiro passo”, o TPI continua limitado na condenação apenas da deportação ilegal de crianças ucranianas para a Rússia.

“Isto não reflete o vasto número de crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelos quais a administração russa é potencialmente responsável”, lamentou, acrescentando que espera que tanto o TPI como outros atores internacionais possam em breve avançar com mais mandados de captura por crimes na Ucrânia.

O Tribunal Penal Internacional emitiu, hoje, um mandado de detenção contra o Presidente russo, Vladimir Putin, acusando-o de ser responsável por crimes de guerra na Ucrânia. A Ucrânia elogiou a medida, entretanto a Rússia diz que a mesma é insignificante por Moscovo não ser signatário do Estatutos de Roma.

O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa advertiu ontem contra a desordem e anarquia no país, em alusão ao protesto nacional anunciado pelo líder de oposição de esquerda radical, Julius Malema, na próxima semana.

O chefe de Estado sul-africano, que falava à margem da visita de Estado ao país da sua homóloga tanzaniana, Samia Suluhu Hassan, considerou que a única via para a mudança de regime na África do Sul será através de eleições e não por meio de uma “insurreição” contra o poder instalado do Congresso Nacional Africano (ANC) há quase três décadas.

“A mudança de regime só pode acontecer pelo voto, não pode acontecer pela anarquia ou desordem no país”, declarou à imprensa o Presidente da República.

“Reunimos quarta-feira com o nosso grupo de aconselhamento sobre segurança e eles irão defender o nosso povo de qualquer tentativa planeada para desestabilizar o país”, salientou.

O grupo de aconselhamento do Chefe de Estado e do executivo sul-africano, que se reuniu em Pretória, anunciou também ontem a ativação de “planos de contingência” e o “reforço” de meios da polícia e de segurança.

A ministra da Defesa da África do Sul, Thandi Modise, afirmou que o exército está em “prontidão”.

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