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O País – A verdade como notícia

O número de vítimas mortais em Malawi devido a passagem do ciclone Freddy, desde domingo, subiu de 225 para 326, anunciou ontem o Departamento de Gestão de Catástrofes (DoDMA).

“Em relação a ontem, o balanço de mortes por este desastre subiu de 225 para 326”, disse o Presidente Lazarus Chakwera, em uma região devastada no sul do país, perto da cidade de Blantyre.

Em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, o DoDMA refere que desde quarta-feira há ainda registo de 201 desaparecidos e 774 pessoas sofreram vários ferimentos.

O país iniciou ontem 14 dias de luto nacional em memória das vítimas.

Com novo balanço, os novos números de mortes causadas pelo Freddy na África Austral aumenta para mais de 400, depois de ter atingido repetidamente Moçambique e Madagáscar nas últimas semanas.

Cheias e deslizamentos de terras obrigaram cerca de 183.000 pessoas a abandonar as suas áreas de residência no Malawi, depois do Freddy ter atingido a região sul do país, onde os distritos de Blantyre, Chikwawa, Chiradzulu, Machinga, Mulanje, Neno, Nsanje, Phalombe, Thyolo, Zomba e Mangochi foram os mais afetados.

Blantyre, capital económica do país e segunda cidade do Malawi, foi uma das zonas mais afetadas, ao registar 98 das vítimas mortais.
O Presidente do Malaui, Lazarus Chakwera, visitou esta quinta-feira o Hospital Central Queen Elizabeth em Blantyre, onde saudou os feridos pelas cheias e deslizamentos de terra e elogiou os trabalhadores da saúde.

 

O presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, apelou, esta quarta-feira, à ajuda internacional para lidar com a devastação causada pelo ciclone Freddy.

Chakwera classificou o ciclone como “uma tragédia nacional”, tendo decretado duas semanas de luto nacional, escreve o Notícias ao Minuto.

“Esta é uma tragédia nacional. Apelo aos parceiros e doadores internacionais para que prestem mais assistência face à destruição e danos causados pelo ciclone tropical Freddy”, frisou o estadista.

“Este ciclone é o terceiro em 13 meses a atingir o nosso país. É a prova das realidades das alterações climáticas”, disse Chakwera num discurso transmitido pela televisão, citado pela mesma fonte.

A passagem do Freddy pelo Malawi provocou a morte de pelo menos 225 pessoas e no decreto presidencial de luto nacional notifica-se que as bandeiras ficarão a meia haste durante os primeiros sete dias.

O Presidente esteve no início do dia em Blantyre, a capital económica e epicentro da catástrofe, onde assistiu a uma cerimónia em memória das vítimas do ciclone.

Em Moçambique, a segunda passagem do ciclone Freddy provocou, desde sexta-feira, pelo menos 21 mortos na província da Zambézia, centro do país, segundo um novo balanço oficial, ainda preliminar, apresentado na terça-feira.

Os números poderão subir à medida que decorre o levantamento dos prejuízos, admitiu o Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD) de Moçambique.

Nove países já se comprometeram a enviar cerca de 150 tanques Leopard para a Ucrânia. A informação foi revelada esta quarta-feira pelo chefe do Estado-Maior norte-americano, o general Mark Milley.

Em declarações aos jornalistas no final da décima reunião do grupo de trabalho para a ajuda militar a Kyiv, Mark Milley não especificou se este número, de 150 tanques, inclui aqueles que a Alemanha, Polónia e outros países já tinham anunciado que iriam entregar à Ucrânia.

No entanto, Milley especificou que a Suécia decidiu fornecer 10 tanques Leopard e que a Noruega fornecerá dois sistemas de defesa antiaérea NASAM.

O Canadá anunciou, por sua vez, que doará aproximadamente 8.000 cartuchos de munição de 155 mm, bem como 12 mísseis de defesa aérea do inventário das Forças Armadas do Canadá e mais de 1.800 cartuchos de munição de treino para tanques.

“Mas para a Ucrânia proteger o seu território soberano e defender os seus cidadãos a longo prazo, devemos continuar”, lembrou, por sua vez, o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin.

O governante norte-americano assegurou também que a ajuda ao país invadido pela Rússia não vai parar.

O Tribunal de Recurso timorense chumbou as únicas três coligações pré-eleitorais que se pretendiam apresentar às legislativas de 21 de Maio, confirmando em dois dos casos a perda de estatuto político de uma das forças políticas. Com estas decisões confirma-se que não haverá qualquer coligação pré-eleitoral para as legislativas deste ano, escreve o Notícias ao minuto.

Numa das decisões, a associação de juízes determina a perda de estatuto de partido político do PDRT e, assim delibera “julgar improcedente o pedido de constituição da coligação PDRT-APMT”, que unia o Partido Democrático da República de Timor e a Associação Popular Monarquia Timorense.

Numa segunda decisão, de conteúdo idêntico, o Tribunal considera improcedente a formação da proposta Aliança Democrática (AD), já que determina que um dos partidos que a constituía, o Partido Desenvolvimento Popular (PDP) também perdeu o seu estatuto de partido político por não ter participado no voto de 2018.

“Não tendo o PDP o estatuto de partido político, ele não pode intervir em coligações eleitorais, o que implica que não é possível a constituição da coligação em causa”, refere o acórdão.

O outro partido que integrava a AD, o Partido Liberta Povo Aileba, explica o Tribunal de Recurso, ainda se pode apresentar sozinho às eleições legislativas, tendo que formalizar hoje a sua candidatura.

A lei em vigor determina a perda de estatuto de partido a todas as forças políticas que não participem com programa próprio num ato eleitoral durante os cinco anos anteriores.

Numa terceira decisão o tribunal rejeita igualmente a coligação Frente Ampla Democrática (FAD), que reunia inicialmente quatro partidos, a União Democrática Timorense (UDT), a Frente Mudança (FM), o Centro de Ação Social Democrata Timorense (CASDT) e o Partido Desenvolvimento Nacional (PDN).

Os juízes recordam que a associação dos partidos em coligações tem de ser aprovada em congresso ou conferências nacionais, não tendo sido incluído qualquer documento comprovativo de que isso tenha ocorrido no caso do PDN.

Mesmo antes da decisão ser conhecida o PDN já tinha decidido apresentar-se sozinho às eleições tendo entregado já as suas listas de candidatos no Tribunal de Recurso.

Tanto a APMT como os partidos que integravam a FAD têm até ao dia de hoje para apresentarem candidaturas individuais às eleições de 21 de maio.

Até ao momento já apresentaram as suas candidaturas ao Tribunal de Recurso o Partido Socialista de Timor (PST), o Movimento Popular de Libertação Maubere (MPLM), a Unidade Nacional Democrática da Resistência Timorense (UNDERTIM) e o Partido Libertação Popular (PLP), do atual primeiro-ministro Taur Matan Ruak, e o Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), que também está no Governo.

O calendário eleitoral dá ao Tribunal de Recurso até 25 de Março para a verificação das candidaturas, nomeadamente “regularidade dos processos, autenticidade de documentos e elegibilidade dos candidatos”, antes de um período de eventuais recursos e de uma decisão final sobre a lista final de candidaturas, a publicar no Jornal da República até 29 de Março.

 

O Papa Francisco criticou esta terça-feira quem “minimiza” a história das vítimas de abusos sexuais na Igreja.

Numa mensagem divulgada pelo Vaticano, citado pelo Notícias ao Minuto, Francisco afirmou que “quem minimiza o impacto desta história ou minimiza o perigo actual desonra aqueles que tanto sofreram e engana aqueles a quem diz servir”.

“O vosso trabalho a favor da protecção dos mais vulneráveis, é urgente e essencial”, escreveu valorizando as três palavras-chave “Atender, Informar e Comunicar”, que dão título ao congresso “para uma gestão eficaz dos casos de abuso sexual”, que decorre em Assunção, no Paraguai.

“Tal como uma violação, ou uma traição, o abuso sexual por parte do clero e o seu encobrimento por parte dos bispos e superiores religiosos, deixou uma ferida indelével no corpo de Cristo, a Igreja, devido ao dano causado a tantas pessoas”, considerou Francisco.

Para o Papa, a Igreja enfrenta um “trabalho doloroso, mas necessário”, que exige a implementação de procedimentos claros para a proteção de pessoas vulneráveis, uma parte integrante do trabalho e uma prioridade em cada Igreja local, com o apoio da Cúria Romana”.

O objetivo, indica o Pontífice, é que “as pessoas abusadas tenham formas claras e acessíveis de procurar justiça”, anunciando que, em breve, será publicado um relatório da comissão sobre a “adequabilidade das políticas e práticas adequadas em toda a Igreja”.

Por fim, recorda que “o abuso sexual por parte de qualquer pessoa na Igreja, sempre que tenha ocorrido, é um perigo claro e presente para o bem-estar do povo de Deus e a sua má gestão continuará a degradar o Evangelho do Senhor aos olhos de todos”.

Rússia prolongou, esta terça-feira, por 60 dias o acordo que permite a exportação de cereais a partir de portos ucranianos no Mar Negro, que iria expirar no próximo sábado.

“De facto, o acordo foi prolongado. A sua extensão foi acordada para 60 dias”, disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Alexandr Grushko, citado pela agência de notícias estatal TASS.

Ao mesmo tempo, o diplomata russo destacou que Moscovo vai insistir para que sejam cumpridas as promessas feitas à Rússia quando o acordo foi assinado.

“Trata-se do levantamento de todas as sanções, directas e indirectas, sobre o fornecimento de produtos agrícolas russos aos mercados globais internacionais”, enfatizou Grushko.

O ministro da Infra-estrutura da Ucrânia, Oleksander Kubrakov, afirmou na segunda-feira que a proposta russa de estender o acordo de exportação de cereais por apenas 60 dias está em desacordo com o que foi assinado em Julho passado.

“O acordo implica pelo menos 120 dias de prorrogação. A posição russa contradiz o documento assinado pela Turquia e pela ONU”, declarou Kubrakov na rede social Twitter.

O ministro ucraniano sublinhou que a Ucrânia vai esperar que as Nações Unidas e a Turquia, parceiros no acordo, se posicionem sobre a proposta russa.

A Ucrânia, as Nações Unidas e a Turquia acordaram com Moscovo em 17 de Novembro de 2022, em Istambul, estender a “Iniciativa para o transporte seguro de produtos agrícolas através do Mar Negro” por um período de mais 120 dias.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, felicitou o Papa Francisco pelos seus 10 anos de pontificado, que se assinalaram esta segunda-feira, 13 de Março.

A informação foi avançada pelo embaixador russo na Santa Sé, Alexander Avdeyev.

“Transmitimos hoje uma mensagem do presidente russo, Vladimir Putin”, disse o diplomata.

Também o patriarca Kirill, chefe da Igreja Ortodoxa russa desde 2009, enviou uma mensagem a Francisco, destacando a importância do diálogo entre ambos.

Papa Francisco tem referido, em várias ocasiões, que está disposto a ir até Moscovo para encontrar-se com o presidente russo para colocar fim à guerra, tendo-se disponibilizado para mediar o conflito. A mais recente foi este Domingo, quando disse estar “disposto a ir a Kyiv”, mas “com a condição de ir a Moscovo”. “Vou aos dois sítios ou a nenhum”, declarou.

O Papa Francisco assinalou, ontem, 10 anos como líder da Igreja Católica, pediu paz como presente de aniversário de pontificado. “Pelos meus 10 anos como Papa, deem-me paz”, disse.

Após 40 viagens ao estrangeiro, três encíclicas, 899 santos canonizados, milhares de audiências, centenas de visitas a dioceses e paróquias, o Papa destacou o encontro com os idosos de todo o mundo, em 28 de setembro de 2014, como o momento mais bonito do seu pontificado, escreve o Notícias ao Minuto.

“Os idosos são sábios e ajudam-me muito. Eu também sou velho, não é? Mas os idosos são como o bom vinho (…). Os encontros com eles renovam-me e rejuvenescem-me, não sei porquê. São momentos bonitos, preciosos”, afirmou o sumo pontífice, numa entrevista aos órgãos de comunicação social do Vaticano.

Entre os sonhos que Francisco tem para a Igreja, para o mundo, para os que governam o mundo, para a humanidade estão a fraternidade, as lágrimas, os sorrisos.

“Aprendam a não ter medo de chorar e sorrir: quando uma pessoa não tem medo de chorar e sorrir, é uma pessoa que tem os seus pés no chão e o olhar no horizonte do futuro. Se se esquecerem de chorar, alguma coisa está errada. E se se esquecerem de sorrir, está ainda pior”, comentou.

O pontificado de Francisco cumpriu, esta segunda-feira, 10 anos, marcado pela guerra na Ucrânia e pelo escândalo dos abusos sexuais de menores na Igreja.

O presidente chinês defende a reunificação da China com Taiwan para a revitalização da China. Xi Jinping diz que a reunificação do país com Taiwan é uma aspiração comum da nação chinesa e apelou à defesa do princípio de uma só China

O Presidente reeleito, na última sexta-feira, para um terceiro mandato na China, apelou, esta segunda-feira, à defesa do “princípio de uma só China” e “adesão ao ‘Consenso de 1992′”, no qual Taipé e Pequim reconhecem que existe apenas uma única China.

Xi Jinping afirmou que a reunificação do país com Taiwan é uma aspiração comum da China e que traria uma revitalização à China.

O líder chines apontou ainda a necessidade de promover o desenvolvimento pacífico das relações no estreito de Taiwan, apesar de terem sido beliscadas ano passado, com a visita da presidente da Câmara dos Representantes norte-americanos, Nancy Pelosi, a Taipé.

No seu discurso de tomada de posse, Xi Jinping alertou, ainda, sobre a necessidade de reforçar a segurança da China. Para que tal aconteça, o líder sugeriu a modernização da defesa e das forças armadas

A ilha de Taiwan tem sido governada de forma autónoma sob o nome oficial da República da China desde 1949, quando os nacionalistas do KMT se refugiaram após perderem a guerra civil contra os comunistas, com Pequim a reivindicar soberania sobre o território.

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