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O País – A verdade como notícia

Pelo menos 22 pessoas morreram, na madrugada deste Domingo, no naufrágio de um navio na costa norte de Madagáscar quando a embarcação tentava chegar ilegalmente ao arquipélago francês de Mayotte. A notícia foi divulgada ontem pelas autoridades locais.

“De momento, continuamos as buscas para encontrar outras vítimas e resgatar os sobreviventes deste trágico evento”, disse ontem um representante da Agência Malgaxe Marítima e dos Portos Fluviais, citado pelo Notícias ao Minuto.

O barco naufragado foi encontrado ao início da manhã de Domingo por pescadores que, devido à capacidade limitada da própria embarcação, só conseguiram salvar 25 pessoas, duas das quais morreram mais tarde.

As causas do acidente são ainda desconhecidas uma vez que até ao momento não foi possível localizar a embarcação afectada, embora as queimaduras encontradas em alguns dos cadáveres apontem para uma possível explosão.

“Envio as minhas condolências aos que perderam familiares e entes queridos neste acidente”, disse Domingo à noite através da rede social Facebook o presidente do país, Andry Rajoelina.

Desde o início da pandemia da COVID-19, houve um aumento das tentativas de travessias ilegais entre o arquipélago africano e o arquipélago francês.

 

Mais de 15 mil pessoas participaram, ontem, em novos protestos em Atenas, após o acidente de comboio que matou 57 pessoas, a 28 de Fevereiro. Os manifestantes culpam o Governo pela deterioração das infraestruturas.

Milhares de trabalhadores e estudantes marcharam, segundo a polícia, pelo centro da capital grega para exigir justiça e denunciar as políticas de privatização no sector ferroviário.

“As privatizações custam vidas” e “Vocês são assassinos”, lia-se em faixas erguidas por manifestantes em frente ao Parlamento grego. O trânsito foi cortado em várias ruas centrais de Atenas e estações de metro também foram fechadas. “Não vamos deixá-los em paz. Não vamos deixar que este crime seja esquecido”, disse o secretário-geral do Partido Comunista da Grécia (KKE), Dimitris Kutsumbas, que participou no protesto.

Em Salónica, a segunda maior cidade da Grécia, milhares de estudantes universitários e trabalhadores também saíram à rua em protesto contra as políticas governamentais.

A Grécia, segundo o Observador, vive protestos em massa há quase duas semanas devido ao acidente ocorrido na noite de 28 de fevereiro, quando um comboio de passageiros colidiu frontalmente com um de mercadorias a norte da cidade de Larissa, causando 57 mortos, a maioria jovens universitários.

Angola anunciou que vai enviar uma unidade do Contingente de Apoio às Operações de Manutenção de Paz das Forças Armadas à República Democrática do Congo, após o colapso do cessar-fogo negociado entre rebeldes e tropas governamentais.

“O principal objectivo desta unidade é assegurar as áreas de acantonamento dos elementos do M23 e proteger os integrantes do Mecanismo ‘Ad Hoc’ de Verificação”, membros de uma equipe encarregada de monitorar o cumprimento do cessar-fogo, explicou a Presidência, em comunicado citado pela DW.

De acordo com a Presidência angolana, a decisão foi tomada após consultas com as autoridades de Kinshasa, acrescentando que outros líderes regionais, bem como as Nações Unidas, a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) foram informados.

À margem da Lei sobre o envio de Contingentes Militares e Forças militarizadas Angolanas ao exterior do país, a implementação passará pela aprovação do parlamento.

Angola tem desempenhado o papel de mediador no conflito entre o M23 e o exército congolês, mas o último cessar-fogo alcançado, e que deveria entrar em vigor na terça-feira, fracassou, escreve a DW.

O cessar-fogo foi declarado várias vezes desde a reativação do M23 em Novembro de 2021, sem nunca até agora ter sido honrado, os combates foram escalando, e as tensões entre a RDCongo e o Ruanda, a quem Kinshasa acusa de apoiar o movimento rebelde, foram ganhando o palco regional e depois mundial.

O leste da República Democrática do Congo tem estado debaixo de fogo desde finais de 2021 e registou um aumento da violência, com o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) a conquistar territórios na região.

Em visita a Kinshasa, na semanada passada, o Presidente francês, Emmanuel Macron, não condenou claramente Ruanda, mas emitiu advertências e pediu o fim dessa “agressão injusta e bárbara”.

A cólera está a ameaçar a vida de milhões de crianças na África Oriental e Austral, o alerta é do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

De acordo com os dados da organização indicam que 11 países nessas áreas estão a sofrer um surto “extremamente preocupante”, com 67.822 casos e uma estimativa de 1.788 mortes. Só o Malawi e Moçambique contabilizam 5,4 milhões de pessoas a precisar de ajuda, incluindo mais de 2,8 milhões de crianças.

“Pensávamos que esta região não iria assistir a um surto de cólera tão generalizado e letal nos dias de hoje. Água e saneamento deficientes, clima extremo, conflitos contínuos e sistemas de saúde fracos estão a agravar e a pôr em perigo a vida das crianças em toda a África Austral”, disse a directora regional adjunta do Unicef, Lieke van de Wiel.

A resposta integrada do Unicef no Malawi centra-se no fornecimento de água e saneamento seguros, tratamento de água, sabão para a lavagem das mãos, solução de sais de reidratação oral, bem como comunicação para a mudança de comportamentos.

Além disso, o Unicef, em conjunto com os seus parceiros, está a fornecer material médico essencial e tendas de serviço para uma melhor gestão dos casos agudos.

As eleições presidenciais e gerais da Turquia vão realizar-se a 14 de Maio, cinco semanas antes do previsto, anunciou esta sexta-feira o Presidente turco e candidato à reeleição, Recep Tayyip Erdogan.

“Assinei o decreto para realizar no dia 14 de Maio as eleições que deveriam ter lugar em 18 de Junho de 2023”, disse Erdogan durante um discurso transmitido pela NTV.

“Amanhã (sábado), uma vez publicado o decreto no jornal oficial do Estado, começa o processo eleitoral, que dura dois meses. A nossa nação irá às urnas no dia 14 de Maio para eleger tanto o Presidente como os deputados”, disse Erdogan, citado pelo observador.

O presidente da China foi, esta sexta-feira, reeleito, por unanimidade, para um terceiro mandato de cinco anos no país. Xi Jinping já tinha conseguido, ano passado, a continuação da sua presidência no Partido Comunista Chinês por mais cinco anos

Pela terceira vez, Xi Jinping é eleito para dirigir os destinos do país mais populoso do mundo, a China. O líder chinês foi eleito por unanimidade pela Assembleia Popular Nacional, órgão máximo legislativo da China, para governar o país por mais cinco anos.

Xi Jinping, de 69 anos, tinha já conseguido em Outubro dos anos passado um prolongamento de cinco anos na chefia do Partido Comunista Chinês e da comissão militar, os dois mais importantes cargos do poder no país.

Com a reeleição Xi Jinping controla os três braços do poder, o Estado, o PCC e o exército.

Na sessão plenária foram igualmente aprovadas as nomeações de vice-presidente e presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional.

A eleição de Xi Jinping foi alvo de elogios por parte do presidente da Rússia.

A Rússia aprecia enormemente a vossa contribuição pessoal para o reforço das relações entre os nossos países. Estou certo de que ao agir em conjunto, garantiremos o desenvolvimento de uma cooperação russo-chinesa frutuosa em vários domínios”, disse Vladimir Putin.

Recorde-se que Pequim não condenou, nem apoiou explicitamente a ofensiva russa na Ucrânia, apesar de ter pedido uma resolução para o conflito.

O novo acordo de cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo está ameaçado, por incumprimento do Movimento M23. Segundo fontes locais, os rebeldes estão a ganhar posições importantes na província do Kivu Norte.

Os rebeldes do Movimento 23 de Março, que desde meados de 2021 voltaram a provocar ataques no leste da RDC, não estão a cumprir o cessar-fogo que devia ter entrado em vigo na última terça-feira.

De acordo com fontes citadas pela agência France-Presse, o M23 continua as hostilidades contra posições dos militares congoleses e contra populações civis, tendo mesmo conquistado a povoação de Kuruba, onde existe um relevante centro de aprovisionamento de produtos agrícolas, na província congolesa do Kivu Norte.

Ainda de acordo com a mesma fonte, a linha de separação entre os combates e o cessar-fogo definido foi violado pelos rebeldes, que aproveitaram o momento de expectativa para avançar para uma localidade estrategicamente importante, pondo em insegurança mais de um milhão de habitantes.

Segundo fontes locais, nos vários acordos de cessar-fogo anunciados nos últimos meses, foram os rebeldes que violaram o acordado.

O leste da RDC está mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo Exército há mais de duas décadas, apesar da presença da missão de paz das Nações Unidas.

Mais de meio milhão de civis foram deslocados pelas operações do M23 desde Novembro de 2021, criando enormes necessidades humanitárias.

A Tunísia está a ser alvo de sanções do Banco Mundial e da União Africana após declarações racistas do Presidente, Kais Saied, em Fevereiro passado.

O Banco Mundial e a União Africana não ficaram indiferentes às palavras do Presidente tunisino, que atacou a onda migratória ao alegar que o movimento de pessoas em situação dramática visa mudar a demografia do seu país.

As declarações de Kais Saied se alicerçam numa teoria racista e que pretende combater o fluxo de populações africanas ou asiáticas, consideram os dois organismos.

Uma posição que, entretanto, já foi rejeitada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Tunísia, Nabil Ammar.

Numa reacção, ao que chama de posição xenófoba e racista, a União Africana decidiu suspender a realização de uma conferência que deveria ter lugar em Tunes,  de 15 a 17 de Março corrente, dedicada à análise e combate ao fluxo ilegal de dinheiro no continente africano.

Já o Banco Mundial anunciou que suspende um trabalho futuro com aquele país.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu, esta quarta-feira, a renovação do acordo de cereais. António Guterres diz que prolongamento da concórdia vai garantir a segurança alimentar

O líder máximo das Nações Unidas escalou hoje Kiev, pela terceira vez, para debater, entre vários assuntos, a extensão do acordo de exportação de cereais ucranianos, celebrado, ano passado, pela Ucrânia e a Rússia, sob mediação da ONU e da Turquia.

Em Kiev, António Guterres pediu a renovação do acordo que permite à Ucrânia exportar cereais dos seus portos bloqueados no Mar Negro e à Rússia exportar alimentos e fertilizantes.

Guterres explicou que a exportação de alimentos e fertilizantes da Ucrânia e da Rússia são essenciais para a segurança alimentar global e os preços dos alimentos.

O acordo alcançado em Julho do ano passado entre Moscovo e Kiev, sobre a exportação de cereais termina no próximo dia 18 de Março.

A Ucrânia já tinha demonstrado abertura e intenção para estender o acordo pelo menos por mais um ano para garantir a estabilidade dos exportadores e importadores e conseguir a inclusão do porto da cidade de Mikolaiv.

A ONU estima que já foi alcançada em três portos ucranianos a exportação de 23 milhões de toneladas de mercadoria.

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