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O País – A verdade como notícia

Sete pessoas foram detidas, hoje, na Bélgica em duas investigações sobre possíveis ataques terroristas. São cinco indivíduos de nacionalidade belga, um turco e um búlgaro, de acordo com o Ministério Público federal.

As detenções ocorreram no contexto de duas investigações em andamento em Bruxelas e na Antuérpia, que têm “ligações entre elas”, e depois de suspeitas de planeamento de um ataque, referiu a procuradoria.

Segundo o Notícias ao Minuto, os alvos potenciais destes terroristas não foram determinados nesta fase. O juiz de instrução na investigação realizada em Antuérpia determinou hoje quatro mandados de detenção.

Os sete suspeitos detidos vão comparecer na segunda-feira perante o tribunal responsável pela fiscalização da prisão preventiva.

O surto do vírus Marburg declarado na Guiné Equatorial em meados de Fevereiro acumulou até agora 13 casos confirmados, incluindo nove mortes, anunciou ontem o Ministério da Saúde do país, na rede social Twitter, citado pelo Notícias ao Minuto.

“Treze casos positivos desde o início da pandemia, incluindo dois hospitalizados com sintomas ligeiros. Um paciente recuperou. Nove mortes confirmadas por laboratório”, lê-se na comunicação.

De acordo com as autoridades sanitárias, sem avançar detalhes, desde o início da epidemia foram seguidos um total de 825 contactos.

Os novos números oficiais foram divulgados após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter apelado às autoridades da Guiné Equatorial a comunicação de eventuais casos do vírus Marburg, devido ao receio de que esteja mais disseminado do que o anteriormente comunicado.

O alerta foi feito pelo director-geral da agência das Nações Unidas, Tedros Adhanom, que acrescentou que as autoridades de Malabo notificaram oficialmente nove casos, com óbito de sete dos pacientes.

“Estes casos provêm de três províncias, a cerca de 150 quilómetros de distância, sugerindo uma transmissão mais ampla do vírus”, salientou Tedros Adhanom.

“A OMS tem conhecimento de casos adicionais e pedimos ao governo que comunicasse oficialmente estes casos”, acrescentou.

Um dia depois dos protestos no Quénia, liderados pelo líder da oposição Raila Odinga, o presidente do Quénia, William Ruto, exortou a população a respeitar o Estado de direito.

“Ninguém deve pisar os direitos dos outros”, disse ontem o Presidente Ruto, que se encontra numa viagem à Alemanha, de acordo com uma declaração da presidência.

Raila Odinga, um veterano da oposição, de 78 anos, convocou protestos quinzenais, para todas as segundas e quintas-feiras, contra o Presidente William Ruto, que acusa de roubar a eleição presidencial de 2022 e ser incapaz de conter a explosão no custo de vivendo.

Na segunda-feira, a polícia disparou gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes em Nairóbi e na cidade ocidental de Kisumu, um reduto de Odinga, também visando veículos que transportavam jornalistas na capital queniana.

Da Alemanha, o Presidente William Ruto pediu aos quenianos para se submeterem ao Estado de direito e garantiu que a impunidade não será tolerada.

“Isso é o que nos torna iguais. Ninguém deve violar os direitos dos outros”, disse o chefe de Estado diante de membros da comunidade queniana na Alemanha, segundo um comunicado de imprensa da presidência.

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, manifestou esta terça-feira a sua “profunda preocupação com a violência (…) que provocou uma morte, causou danos materiais e interrompeu algumas atividades económicas”.

“O presidente exorta todas as partes envolvidas a permanecerem calmas e a se engajarem no diálogo para superar quaisquer diferenças no interesse supremo da unidade e reconciliação nacional”, lê-se no comunicado.

A agência chinesa de notícias audiovisuais (CCTV+) e os órgãos de comunicação social africanos buscam o fortalecimento da cooperação mediática entre as duas regiões.

Foi durante a 6ª Reunião Anual da Africa Link Union (ALU), havida em Pequim, China, que 26 representantes dos órgãos de comunicação social de 19 países e regiões debateram o fortalecimento das relações entre os media Chineses e africanos, sob ponto de vista de “Sinceridade, Resultados Reais, Amizade e Boa-fé”.

No evento, que também decorreu virtualmente, o presidente da CCTV+, Teng Yunping, disse que a cooperação entre China e África desempenhou um papel importante na promoção das relações entre as duas partes.

De acordo com Teng Yunping, o modelo de cooperação da ALU aproximou cada vez mais a China e a África e alargou a conexão entre os membros, em termos de comunicação de media. Por isso, o presidente da CCTV+ realçou que “a ALU tem dado contributos positivos para o desenvolvimento global das relações China–África”.

Na reunião, houve espaço para a assinatura de um acordo de cooperação sobre a AMSP (All Media Service Platform) entre Teng Yunping, presidente da CCTV+, e Ousman Abdelmoumine Bechir, CEO do Tchad 24.

Por seu turno, a directora-adjunta da Rede Global de Televisão da China (CGTN), Song Jianing, mostrou abertura para a partilha de conteúdos com os órgãos africanos.

“Para melhor agregar o conteúdo das principais notícias do mundo e a criação de uma cooperativa internacional diversificada e eficaz a longo prazo, a CGTN está disposta a fornecer aos parceiros dos meios de comunicação africanos mais produtos e a realizar intercâmbios mais estreitos”, disse Jianing.

Já a directora-executiva do canal queniano Switch TV, Susan Ng’ong’a, destacou o papel da CCTV+ na produção de conteúdos. “CCTV+ tornou-se numa fonte significativa de conteúdos noticiosos para a nossa estação”, disse Ng’ong’a.

“Obrigada, China Media Group, CGTN, CCTV+ pela colaboração. Nós temos aprendido convosco. Adaptámo-nos a novos métodos de trabalho, como, por exemplo, a Plataforma AMSP”, avançou o chefe-executivo da Afrique Media dos Camarões, Martin Ngningaye.

Segundo Ngningaye, a partilha de conteúdo audiovisual permitiu ao público descobrir a verdade sobre a China e aprender mais sobre a diversidade cultural e o turismo.

No mesmo evento, os representantes de outros meios de comunicação partilharam as suas opiniões sobre a cobertura de eventos internacionais e os seus planos futuros para os meios de comunicação chineses e africanos, após o 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (CPC), bem como os desenvolvimentos das reuniões da ALU.

No evento, foram reconhecidos os membros que mais se evidenciaram pelo seu contributo para o desenvolvimento da plataforma entre 2021 e 2022.

A Africa Link Union foi criada pela CCTV+ e os meios de comunicação de África, em 2016, com o objectivo de promover a cooperação e o intercâmbio entre a China e África.

Os ataques de grupos armados mas também de forças governamentais mataram milhares de civis em África no último ano. Esta é uma acusação da Amnistia Internacional (AI) no seu relatório sobre o estado dos direitos humanos no mundo em 2022, divulgado esta segunda-feira.

Segundo a organização de defesa dos direitos humanos, o flagelo de conflitos manteve-se enraizado e mostrou poucas promessas de abrandamento.

A Etiópia, a República Democrática do Congo (RDCongo), onde os ataques se intensificaram e “grupos armados mataram mais de 1.800 civis”, e a região do Sahel são destacadas no relatório da AI como locais onde as lutas de “forças governamentais e grupos armados causaram a morte de milhares de civis”.

Na Nigéria, segundo a organização, os ataques dos extremistas do Boko Haram espalharam-se do nordeste para áreas do centro norte e noroeste e estes e outros atacantes não identificados “mataram pelo menos 6.907 pessoas”.

A Amnistia documentou muitos outros ataques a civis em África, como os dos combatentes do Estado Islâmico do Sahel (ISS, na sigla em inglês) no Mali, onde o grupo paramilitar russo Wagner apoia as forças governamentais, segundo denúncias da União Europeia e outros organismos.

A AI refere “ataques indiscriminados do ISS” como os que deixaram “centenas de civis mortos em outubro, ou um do Grupo de Apoio aos Islâmicos e Muçulmanos que fez “pelos menos 130 mortos, a maioria civis” em Junho.

Na Etiópia, ataques de forças governamentais, incluindo a um jardim-de-infância, mataram centenas de civis no Tigray, e, na República Centro-Africana, pelo menos 100 foram mortos por grupos armados e forças governamentais só “entre Fevereiro e Março”.

Na Somália, o grupo extremista Al-Shebab foi responsável pela maioria das 167 mortes e 261 feridos civis em ataques entre Fevereiro e Maio e um novo ataque, em Outubro, matou mais de 100 pessoas.

As graves violações e abusos dos direitos humanos em África agravaram-se com as alterações climáticas, responsáveis em grande pelo aumento da fome, e também as repercussões da guerra na Ucrânia.

“Grandes segmentos da população enfrentaram fome aguda e elevados níveis de insegurança alimentar, incluindo em Angola, Burkina Faso, República Centro África, Chade, Quénia, Madagáscar, Níger, Somália, Sudão do Sul e Sudão”, indica o relatório.

Em Angola, relata a Amnistia, a insegurança alimentar nas províncias do Cunene, Huíla e Namibe foi das piores do mundo.

No Burkina Faso, que viveu dois golpes de Estado num ano, estimativas da ONU indicaram que 4,9 milhões de pessoas enfrentavam insegurança alimentar, incluindo muitos deslocados internos devido ao conflito.

Nas violações dos direitos reiteradas em África está também a violência contra mulheres, raparigas e pessoas LGBTI (sigla que designa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero e Intersexo), ocorrendo no contexto dos conflitos armados, mas “a maior parte em tempo de paz”, sublinha a Amnistia Internacional.
Entre os casos mais graves está a Nigéria, onde, das centenas de crianças em idade escolar raptadas pelo Boko Haram em anos anteriores, “110 raparigas permaneciam em cativeiro no final do ano”.

Moçambique é também referido no relatório, porque na província de Cabo Delgado, grupos armados, identificados como extremistas islâmicos, continuaram a “raptar mulheres e raparigas”, e as forças governamentais “também cometeram violações dos direitos humanos contra a população, incluindo desaparecimentos forçados, assédio e intimidação de civis”.

A repressão da dissidência e da liberdade de manifestação e expressão são direitos humanos e civis largamente violados nos países africanos, como mostra a morte de dezenas de manifestantes relatada e atribuída ao uso excessivo da força pelas forças de segurança no Chade, RDCongo, Guiné, Quénia, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, Somália e Sudão, entre outros países.

Em 2022, os impactos da pandemia da COVID-19, repercussões da invasão da Ucrânia pela Rússia e condições meteorológicas extremas comprometeram “seriamente” os direitos de milhões de pessoas à alimentação, a um nível de vida adequado e também à saúde.

Vários países registaram novos surtos de doenças, como o sarampo no Zimbabué, onde mais de 750 menores de cinco anos morreram, e no Congo (112 crianças mortas), as epidemias de cólera no Malawi (576 mortes), na Nigéria (320 mortes) e nos Camarões (298 mortes), ou um surto de ébola no Uganda, que resultou em 56 mortes.

As autoridades do Quénia aumentaram hoje o dispositivo de segurança e proibiram manifestações, após mais um apelo da oposição à participação nos protestos semanais contra o alto custo de vida.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, os efectivos estão posicionados em pontos estratégicos da cidade de Nairobi, a patrulhar as ruas da capital do Quénia onde a maior parte dos estabelecimentos comerciais se mantêm encerrados. As ligações ferroviárias entre a periferia e o centro financeiro da cidade encontram-se suspensas.

No domingo, o líder da oposição, Raila Odinga, reiterou o apelo às manifestações contra os efeitos da inflação e que devem realizar-se duas vezes por semana: segundas-feiras e quintas-feiras.

Odinga, derrotado por William Ruto nas últimas presidenciais, em Agosto de 2022, disse que hoje se vai realizar a “mãe de todas as manifestações”.

Há oito dias, os protestos terminaram em confrontos entre manifestantes e a polícia em várias zonas de Nairobi. Na última manifestação, um estudante foi morto a tiro pela polícia e 31 agentes ficaram feridos nos confrontos registados na capital e outras cidades do Quénia.

Mais de 200 pessoas foram detidas, entre as quais altos responsáveis políticos da oposição, tendo a marcha onde se encontrava Odinga sido alvo das granadas de gás lacrimogéneo e dos canhões de água da polícia.

Além de proibir a mendicidade de crianças, o Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló afirmou, esta sexta-feira, que quer fim de casamentos prematuros, que têm sido uma prática em várias comunidades islâmicas do país.

“Não aceitem o casamento de ninguém. Nenhuma criança do sexo feminino deve ser dada em casamento. Quem vos der em casamento não aceitem, podem vir falar com o Presidente”, declarou Umaro Embaló aos fiéis muçulmanos que rezaram com o Chefe do Estado na Presidência da República, naquela que foi a primeira reza de sexta-feira do mês de Ramadão.

Após perguntar pessoalmente a cada uma das crianças o seu nome, idade e se anda na escola oficial, Embaló convidou-as a negarem qualquer intenção de casamento.

“Quem vos falar em casamento digam-lhe que não querem porque querem ir à escola”, afirmou Embaló a um grupo de crianças do sexo feminino que rezaram pela primeira vez no quintal do Palácio da República e avisou que quem o fizer será responsabilizado pelo Estado.

O Presidente guineense disse que a partir de agora “acabou essa coisa do casamento de crianças com 14, 15, 17 ou 20 anos”.

“As crianças têm de ir para a escola. Na Guiné-Bissau a escola oficial é em português, mas não impedimos ninguém de mandar a sua criança para a escola corânica”, observou Sissoco Embalo, que quer ver as crianças a formarem-se como médicas, engenheiras ou advogadas.

“Olhem-me para estas crianças, bonitas como são, e alguém pensa em dá-las em casamento. Não podemos continuar a aceitar isso”, referiu o Presidente guineense.

Quanto à questão dos talibés, crianças em processo de aprendizagem do Corão, mas que acabam na mendicidade nas ruas de Bissau ou de Dacar, no Senegal, Umaro Sissoco Embaló voltou a assinalar que o fenómeno “tem de acabar” na Guiné-Bissau.

O Presidente guineense avisou que o mestre corânico que mandar qualquer criança para mendigar nas ruas de Bissau “vai ter problemas com o Estado” e que a ordem que deu ao ministro do Interior “é mesmo para cumprir”.

Mais de 300 rebeldes da Frente para a Alternância e Concórdia no Chade (FACT), condenados à prisão perpétua por envolvimento na morte do ex-presidente Idriss Déby Itno, foram indultados hoje por decreto presidencial.

Na terça-feira, mais de 400 rebeldes foram condenados a prisão perpétua no Chade por vários crimes, incluindo a morte do ex-presidente Idriss Déby Itno, ferido mortalmente na frente de combate em 2021.

Segundo o Notícias ao Minuto, os rebeldes foram também considerados culpados por “actos de terrorismo, actividade mercenária e de atentar contra a segurança do território nacional”.

Em Abril de 2021, o então mais poderoso grupo rebelde lançou uma ofensiva a partir das suas bases de retaguarda na Líbia em direcção à capital do Chade, N’Djamena.

O exército anunciou que Idriss Déby Itno, que governava o Chade há mais de 30 anos após um golpe de Estado, tinha sido morto na frente pelos rebeldes, tendo nomeado Presidente um dos seus filhos, o jovem Mahamat Idriss Déby Itno, por um período transitório, à frente de uma junta militar de 15 generais.

No final do período de transição, que acabou por durar mais do que 18 meses previstos, Mahamat Idriss Déby Itno foi reconduzido como Chefe de Estado, após um diálogo de “reconciliação nacional” boicotado pela oposição e pelos rebeldes mais activos.

O presidente dos Estados Unidos garantiu que a China não deu, ainda, uma quantidade significativa de armas à Rússia para combater na Ucrânia.

“Tenho ouvido nos últimos três meses que a China fornecerá uma quantidade significativa de armas à Rússia”, disse Joe Biden numa conferência de imprensa, ao lado do primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau. “Ainda não o fizeram, não significa que não o farão, mas ainda não o fizeram”, disse Biden, citado pela agência Reuters.

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