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O País – A verdade como notícia

A União Africana alerta que as alterações climáticas estão a agravar os índices de pobreza e a ameaçar a segurança e o bem-estar das populações, sobretudo em África. Para reduzir o seu impacto, está em curso um Plano de Acção para a Recuperação Verde.

A responsável da União Africana para a Agricultura, Desenvolvimento Rural, Economia Azul e Ambiente Sustentável frisou que a elaboração de um plano estratégico é um passo fundamental para se alcançar um futuro próspero em particular para o povo do continente africano.

A Comissão da União Africana informou que está a prosseguir com a implementação do Plano de Acção para a Recuperação Verde e da Estratégia de Acção para as Alterações Climáticas e o Desenvolvimento Resiliente, que garanta que os territórios sejam resilientes.

O projecto coloca uma grande ênfase nas necessidades dos países insulares em desenvolvimento, criando resiliência em sectores-chave como o turismo, que é fortemente dependente do clima, e promovendo a segurança alimentar através da promoção de uma agricultura inteligente.

A União Africana reconhece, por outro lado, que os Pequenos Estados Insulares, como Cabo Verde, por exemplo, estão na linha da frente das catástrofes provocadas pelas alterações climáticas, pelo que o organismo está empenhado em alargar o seu apoio à redução do risco de catástrofes, através de um sistema de alerta e acção rápida.

Os generais em guerra no Sudão deverão reunir-se nos próximos dias, para negociar a paz. O encontro entre os representantes das duas partes será, em princípio, na Arábia Saudita, afirmou o representante das Nações Unidas no país, no momento em que ambas as partes continuam os confrontos em Cartum.

Caso a negociações venham a ter lugar, incidirão inicialmente no estabelecimento de um cessar-fogo estável e confiável e depois numa paz efectiva, afirmou o representante das Nações Unidas no país à agência de notícias France Press.

Uma série de tréguas temporárias ocorridas na semana passada amenizou os combates apenas em algumas áreas, enquanto fortes batalhas continuaram noutras.

Grupos humanitários têm tentado repor o apoio, num país em que quase um terço dos 46 milhões de habitantes depende da ajuda internacional.

A agência alimentar das Nações Unidas avançou que retomou as suas operações no Sudão, após suspensão implementada depois de três dos seus membros terem sido mortos na região de Darfur.

Os combates entre os paramilitares e o exército sudanês eclodiram no dia 15 de Abril, face a tensões sobre a reforma do exército e a integração dos paramilitares nas forças regulares, no âmbito de um processo político que visa repor o país na via democrática, após o golpe de Estado de 2021.

Quase 600 civis já foram mortos, mais de 4.600 ficaram feridos e há dezenas de milhares de deslocados que procuram por lugares seguros em países vizinhos, segundo o Ministério da Saúde do Sudão.

Santiago Pena foi eleito, este Domingo, novo Presidente do Paraguai. De acordo com os resultados provisórios do Tribunal Superior Eleitoral, citados pelo Observador, o candidato do Partido Colorado obteve nas eleições de Domingo 42,93% dos votos.

Com 94,74% das assembleias de voto processadas e uma afluência às urnas de 63,11%, o órgão eleitoral indicou que Pena e o candidato a vice-presidente, Pedro Alliana, derrotaram a candidatura da oposição liberal liderada por Efraín Alegre, que obteve 27,52% dos votos. Em terceiro lugar ficou o candidato independente e antissistema Paraguayo Cubas, com 22,73%.

Na votação de domingo, para a qual quase 4,8 milhões de cidadãos foram convocados para eleger senadores, deputados, governadores e vereadores, o Partido Colorado assegurou uma maioria de 43,75% na câmara alta do Congresso.

O mesmo partido também ganhou por uma margem confortável na eleição dos governadores, vencendo 15 dos 17 departamentos em disputa.

Pena, que garantiu mais de 15 pontos percentuais de vantagem sobre o principal rival, Efraín Alegre, agradeceu ao povo por confiar no seu projeto “conciliador e patriótico”, bem como aos políticos que o acompanharam, com especial menção ao chefe da campanha, o antigo Presidente Horacio Cartes, que está a ser investigado por corrupção.

O Exército e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido acordaram mais três dias de trégua no Sudão a contarem a partir de hoje. Entretanto, o cessar-fogo que terminou este domingo foi, uma vez mais, caracterizado por violações. Os confrontos naquele país já mataram mais de 600 pessoas.

Os confrontos continuaram na capital Cartum e em outras regiões, especialmente na área de Darfur, como aconteceu durante uma primeira trégua, que também não conseguiu deter os combates.

O cessar-fogo prolongado terminou este domingo e o exército sudanês aceitou estender a trégua por mais três dias, a partir desta segunda-feira.

Estima-se que cerca de 200 mil sudanesas tenham fugido para países vizinhos, sobretudo para o Chade, mas também para países como Sudão do Sul, Etiópia ou República Centro-Africana.

Em resposta à crise, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou o envio do mais alto responsável da acção humanitária da ONU, o sub-secretário-geral para os assuntos humanitários àquele país africano.

Nos hospitais sudaneses, a situação é crítica, face à falta de equipamento, medicamentos e pessoal médico, problemas agora exacerbados, mas que já existiam antes do conflito.

O primeiro avião com ajuda humanitária do Comitê Internacional da Cruz Vermelha pousou este domingo no Sudão, com oito toneladas de suprimentos, embora o espaço aéreo esteja fechado desde o início do conflito.

Já são mais de 500 mortos e 4.500 feridos no conflito entre o exército e as forças paramilitares no Sudão. Os dados são do Ministério da Saúde do país, que não descarta a possibilidade do número ser ainda maior.

Desde o início dos combates, a 15 de Abril, até a última quinta-feira, 27 de Abril, o Ministério da Saúde do Sudão contabilizou pelo menos 528 mortes e quase 4.600 feridos devido aos confrontos entre o exército e o grupo paramilitar do país.

Há uma semana, a Organização Mundial da Saúde anunciou 300 mortes no Sudão e a imprensa nacional e estrangeira reportava mais de 600 óbitos.

Em um comunicado, citado pela agência de comunicação espanhola, a EFE, o Ministério da Saúde do Sudão afirma que o número real pode ser maior devido à impossibilidade de as equipas médicas acederem às zonas mais violentas.

Os confrontos, no sudão, começaram há duas semanas e já causaram milhares de deslocados entre sudaneses que procuravam refúgio em zonas seguras, nos países vizinhos como o Egipto e o Chade e estrangeiros que regressavam aos seus países.

Esta segunda-feira, o conflito entra na sua terceira semana.

Um líder religioso queniano admitiu, este sábado, que 15 membros da sua seita morreram durante as intervenções espirituais. As mortes aconteceram na mesma localidade onde foram encontrados, na semana passada, mais de 100 cadáveres na quinta de outro líder.

É o segundo caso em menos de duas semanas em que membros de seitas religiosas morreram no Quénia, em jejum, cujo objectivo, segundo os fomentadores, é ir ao céu.

Para este caso, foi o próprio líder religioso, de nome Ezekiel Odero, que admitiu terem perdido a vida 15 seguidores do Centro de Oração e Igreja para uma Nova Vida. No entanto, os seus advogados afirmam que os falecidos já estavam em estado crítico quando chegaram à seita.

Os defensores de Odero avançam, ainda, que, em cada morte, as autoridades eram informadas, porém a Polícia não parece convencida com estes argumentos e manteve Odero em prisão preventiva.

Na próxima terça-feira, o tribunal vai decidir se é libertado ou se fica mais 30 dias na prisão.

A investigação sobre Odero deverá levar a acusações de homicídio, sequestro, radicalização, genocídio, crimes contra a humanidade, crueldade infantil, fraude e lavagem de dinheiro.

O Presidente do Quénia, William Ruto, disse, na segunda-feira, que as mortes ligadas à seita são “semelhantes ao terrorismo” e prometeu endurecer as acções contra os cultos que deturpam a religião.

Um navio com quase 2.000 pessoas a bordo que foram retiradas do Sudão, devido ao conflito no país africano, chegaram este sábado ao porto de Jeddah, na Arábia Saudita. A informação foi divulgada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros saudita.

De acordo com as autoridades sauditas, citadas pelo Notícias ao Minuto, esta é a maior operação de retirada de pessoas desde o início do conflito no Sudão. Em causa estão 20 cidadãos sauditas e 1.846 pessoas provenientes de cerca de 50 países

Entre os países com cidadãos que chegaram agora a Jeddah encontram-se, segundo a nota no Twitter do Governo saudita, Estados Unidos, França, Índia, Rússia, Turquia, Alemanha, Reino Unido, África do Sul ou Austrália. Foram também retirados elementos das Nações Unidas.

Desde o início das hostilidades entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido a Arábia Saudita surgiu como um dos principais actores responsáveis pela retirada de estrangeiros do país africano, principalmente por via marítima para o porto de Jeddah.

As autoridades sauditas estimam que 4.879 pessoas tenham deixado o país utilizando os mecanismos oferecidos por Riade, incluindo 139 cidadãos sauditas e 4.738 indivíduos de 96 países diferentes.

Cinco pessoas morreram, cinco ficaram feridas após um prédio residencial de três andares ter desabado na cidade de Olinda, no nordeste do Brasil.

De acordo com os bombeiros, citados pelo Observador, as vítimas mortais incluem uma jovem de 16 anos e um jovem de 13 anos, enquanto dois dos cinco feridos estão em estado grave.

Após várias horas de buscas, os bombeiros localizaram os corpos de uma mulher de 32 anos e da filha de 16 anos, presos sob os escombros, elevando para cinco o número de mortos.

As buscas continuam por uma mulher de 60 anos que foi declarada desaparecida, embora as autoridades não saibam se estava ou não dentro do prédio no momento do desabamento.

Centenas de bombeiros, membros do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil e de equipas de resgate de outros órgãos públicos estão envolvidos nas buscas, com o apoio de cães de resgate e de técnicos da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) brasileira, que utilizam equipamento para detetar sinais de celulares.

Quatro dos feridos, incluindo as duas mulheres gravemente feridas, foram levados para hospitais nas cidades de Paulista e de Recife, capital do estado de Pernambuco, a 10 quilómetros de Olinda.

O quinto ferido, um homem de 53 anos, foi retirado dos escombros com ferimentos leves horas após o desabamento.

A queda, segundo o Observador, ocorreu na noite de quinta-feira. De acordo com as fontes locais, o prédio tinha ordem de despejo desde 2000 por risco de desabamento.

O presidente da Comissão da União Africana (UA), Moussa Faki Mahamat, apelou esta sexta-feira aos Estados vizinhos do Sudão e à comunidade internacional para que prestem um apoio humanitário urgente aos civis que fogem do conflito neste país africano.

Em comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, Moussa Faki Mahamat afirmou que continua a acompanhar “com crescente preocupação, a situação dos civis envolvidos no conflito no Sudão e renova o apelo aos vizinhos do Sudão e às agências regionais e mundiais relevantes para que facilitem a circulação e a segurança dos civis que atravessam as suas fronteiras.

Às partes envolvidas no conflito, Forças Armadas do Sudão e às Forças de Apoio Rápido, o presidente da UA reiterou o seu apelo para que cheguem imediatamente a acordo sobre um cessar-fogo permanente, a fim de facilitar a prestação de assistência humanitária aos sudaneses que dela necessitam urgentemente.

Até o momento, segundo o Ministério da Saúde sudanês, mais de 500 pessoas foram mortas e 4.193 ficaram feridas desde o início dos combates, principalmente em Cartum e Darfur (oeste), segundo o Ministério da Saúde sudanês.

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