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O País – A verdade como notícia

O Presidente da Ucânia, Volodymyr Zelensky, destacou esta quinta-feira a nova ajuda militar dos aliados em “defesa aérea, mísseis, veículos blindados e artilharia” obtida na cimeira da NATO que terminou ontem em Vilnius, na Lituânia.

“Regressamos a casa com um bom resultado para o nosso país e, muito importante, para os nossos combatentes: um bom reforço de armamento”, disse Zelensky num discurso dirigido à nação, gravado a partir do comboio que o trazia de volta a Kiev após a cimeira.

Zelensky também destacou as “garantias de segurança” que os governos do G7, as sete democracias mais industrializadas do mundo — se comprometeram a negociar com a Ucrânia antes de o país ser aceite na NATO.

“Nesta base, iremos construir uma nova arquitetura juridicamente vinculativa de tratados de segurança bilaterais com os países mais poderosos”, afirmou.

O Presidente ucraniano tinha proclamado na quarta-feira “vitória de segurança significativa” para o país na relação com a NATO, após ter irrompido na cimeira de Vilnius com críticas à ambiguidade dos aliados.

Os países que compõem o G7 (Alemanha, França, Estados Unidos, Itália, Reino Unido, Canadá e Japão) anunciaram uma declaração que dá garantias de segurança até à eventual adesão do país.

Entre as declarações de unidade renovada, o Presidente da Ucrânia anunciou, ao lado do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, que regressaria “a casa com uma vitória significativa de segurança” e um “sinal tático” para o Kremlin.

O número de fiéis de seita cristã encontrados mortos na floresta de Shakahola, no Quénia, depois de alegadamente jejuarem até à morte, subiu de 360 para 372, após terem sido encontrados mais 12 corpos. Estes dados foram publicadas esta quarta-feira pelas autoridades quenianas, citadas pelo Notícias ao Minuto.

De acordo com a inspectora da polícia queniana Rhoda Onyancha, as escavações, retomadas na segunda-feira após semanas de paragem , ainda não estão completas e o número de mortos pode continuar a aumentar nas próximas semanas.

As autoridades quenianas continuam a abrir valas comuns e sepulturas encontradas na floresta de Shakahola, no condado costeiro de Kilifi.

Quase todos os corpos do chamado “massacre de Shakahola” foram exumados da floresta, que cobre mais de 320 hectares, enquanto apenas alguns morreram no hospital depois de terem sido resgatados devido ao seu estado grave.

Rhoda Onyancha, citada pela imprensa queniana, confirmou na terça-feira que o número de pessoas resgatadas com vida continua a ser de 95, enquanto 613 pessoas foram dadas como desaparecidas até agora.

No dia 27 de Junho, o patologista chefe do Governo, Johansen Oduor, disse que, dos 338 corpos examinados até à data, 117 eram crianças e 201 adultos, enquanto 20 estavam demasiado decompostos para se poder determinar a idade.

As autópsias revelaram igualmente que, embora todos os corpos apresentassem sinais de inanição, alguns deles, especialmente as crianças, apresentavam também vestígios de estrangulamento e sufocação.

As primeiras investigações da polícia sugerem que os fiéis foram forçados a continuar o jejum, mesmo que o quisessem abandonar.

Até à data, foram detidos pelo menos 37 suspeitos relacionados com o caso, que chocou o país.

O ministro do Interior do Quénia, Kithure Kindiki, culpou terça-feira as forças de segurança e o sistema judicial quenianos de negligência por não terem tomado medidas adequadas em relação a alegações anteriores contra o alegado líder da seita, o pastor Paul Mackenzie.

O principal suspeito, que se encontra sob custódia policial desde 14 de abril, dirige a Igreja Internacional da Boa Nova e já trabalhou como motorista de táxi.

Termina, esta quarta-feira, a cimeira da Aliança Atlântica em Vilnius, na Lituânia, com a participação do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Com a adesão da Suécia praticamente definida, a Aliança Atlântica não indica, para já, uma data para a entrada da Ucrânia, escreve a imprensa internacional.

De acordo com o programa oficial, o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky vão dar uma conferência de imprensa conjunta, que antecederá a primeira reunião do novo Conselho NATO-Ucrânia.

Este conselho coloca a Ucrânia em pé de igualdade com os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte, ainda que não faça parte dela.

“Faremos um convite à Ucrânia para aderir à Aliança quando os Aliados estiverem de acordo e as condições estiverem reunidas”, prometeu o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg, citado pela DW.

De acordo com a fonte, o anúncio de Jens Stoltenberg não agradou Volodymyr Zelensky. Através de uma publicação na rede social Twitter, Zelensky afirmou que “a incerteza é fraqueza”.

O dirigente exigiu mais respeito pelo seu país e criticou a ambiguidade por causa da palavra “convite” e da imposição do cumprimento de condições.

“É absurdo e sem precedentes que não haja um calendário quer para um convite, quer para a adesão da Ucrânia”, frisou.

Mas Jens Stoltenberg recusa-se a falar em calendário, defendendo que “nunca houve um calendário. A adesão não é uma questão de calendário, mas uma questão baseada em condições”, explicou.

“O importante é que dispomos dos instrumentos necessários para garantir que a Ucrânia avance para a adesão, temos, pela primeira vez, o convite como parte da linguagem e, pela primeira vez, eliminámos os requisitos para um plano de ação de adesão. Trata-se, portanto, de um grande passo para garantir que a Ucrânia se torne membro da aliança”, sublinhou.

Os trabalhos retomaram pelas 9h00 locais, com uma reunião entre os 31 Estados-membros da NATO, e a participação, como convidados, da Suécia, dos parceiros do Indo-Pacífico e da União Europeia.

Com o processo de adesão da Suécia a avançar para a última etapa depois do desbloqueio do impasse imposto pela Turquia, na véspera do início da cimeira, e o esclarecimento no primeiro dia quanto a uma eventual adesão da Ucrânia, o último dia da cimeira vai abordar as “ameaças híbridas” e, em particular, a “assertividade chinesa que afecta a segurança dos aliados e seus parceiros”.

Por isso, países como o Japão, a Coreia do Sul, Nova Zelândia e a Austrália foram convidados a participar nas reuniões de hoje.

A Lituânia, país anfitrião da cimeira, aderiu à NATO em 2004, juntamente com a Bulgária, a Estónia, Letónia, Roménia, Eslováquia e Eslovénia, e faz fronteira com a Bielorrússia, a Letónia e o enclave russo de Kaliningrado.

 

Sete pessoas morreram e mais de 10 ficaram feridas, este fim-de-semana, na Guiné-Bissau.

Segundo o Ministério da Administração Territorial e Poder Local, citado pelo Notícias ao Minuto, o raio atingiu a tabanca de Poro, na região de Gabu, no sector de Boé, situada a alguns quilómetros da fronteira com a Guiné-Conacri.

“O trágico acontecimento foi provocado pela forte descarga eléctrica”, refere o Ministério da Administração Territorial e Poder Local, em comunicado publicado esta terça-feira.

O organismo lamenta o incidente e apresenta condolências aos familiares das vítimas.

A época das chuvas na Guiné-Bissau começou em maio e vai prolongar-se até Novembro.

O número de mortos devido às inundações causadas pelas fortes chuvas, este fim-de-semana, no norte da Índia e, em particular, na região de Nova Deli, subiu de 12 para 42. A informação foi partilhada esta terça-feira pelas autoridades locais, citadas pelo Observador.

A tempestade provocou deslizamentos de terras e inundações que derrubaram casas e arrastaram veículos, submergindo cidades e terrenos agrícolas.

As zonas mais afectadas, segundo a fonte, situam-se no estado de Himachal Pradesh, embora também tenham sido afetadas zonas de Uttarakhand e a capital, Nova Deli.

O Departamento Nacional de Meteorologia mantém para os próximos dias um prognóstico de “chuvas intensas a extremamente intensas”nos estados de Deli, onde se encontra a capital do país, Haryana, Himachal Pradesh, Uttarajand, Rajastão, Punjab e Jammu e Cachemira.

Arranca, hoje, em Vilnius, capital da Lituânia, a cimeira da NATO, que durante dois dias vai discutir o apoio à Ucrânia contra a invasão russa, a adesão à aliança da Suécia e o reforço dos meios militares dos aliados.

A questão da adesão sueca, cujo principal obstáculo era a Turquia, ficou resolvida esta segunda-feira, quando o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, concordou em apoiar a entrada da Suécia na Aliança Atlântica.

“O Presidente Recep Erdogan concordou em enviar o protocolo de adesão da Suécia à Assembleia Nacional, o mais rápido possível, e trabalhar em estreita colaboração com o parlamento para garantir a sua ratificação”, declarou esta segunda-feira o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Jens Stoltenberg.

A adesão da Suécia à NATO é, segundo Jens Stoltenberg, “um passo histórico que beneficia a segurança de todos os aliados da NATO neste momento crítico. Torna-nos todos mais fortes e mais seguros”.

Em contrapartida, Estocolmo garantiu que apoiaria os esforços de adesão da Turquia à União Europeia (UE), incluindo a liberalização de vistos.

O reforço das capacidades de dissuasão e defesa da Aliança é um dos principais temas da cimeira, que junta os 31 actuais membros para analisar uma revisão do modelo de organização militar e novos planos regionais, um plano cuja relevância foi fortalecida pela invasão russa da Ucrânia iniciada em fevereiro do ano passado.

A cimeira servirá para discutir ainda o reforço do investimento dos aliados, para dar resposta a este plano, bem como para suprir as necessidades da Ucrânia no seu esforço de guerra.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, tem insistido na ideia de que os aliados se devem comprometer com os 02% do Produto Interno Bruto (PIB) em Defesa como mínimo e não como “um teto”, tendo já apelado aos 31 membros que tenham “coragem política” para aumentar os gastos em defesa e incrementar a produção de armas para continuar a apoiar a Ucrânia.

A adesão da Ucrânia à NATO também deverá entrar na discussão do alargamento da Aliança, depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter aumentado a pressão junto dos aliados para que façam uma declaração inequívoca de aceitação da entrada do seu país, logo que as tropas russas saiam do território.

Dezenas de civis foram mortos hoje numa cidade perto da capital sudanesa durante confrontos entre o exército e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (FAR), que se acusam mutuamente de usar civis como escudos humanos.

Segundo o ministério da Saúde do Sudão, um ataque aéreo na cidade de Um Durman provocou a morte de “22 cidadãos e deixou um grande número de feridos em Dar al Salam al Amriya, a oeste do mercado”.

 

As FAR responsabilizam as forças armadas pelo ataque, falando em “bombardeamentos contínuos de aviões de guerra do exército” sobre bairros daquela cidade, refere a agência de notícias espanhola EFE.

As milícias paramilitares dizem ainda que um outro bombardeamento intenso provocou “dezenas de feridos na zona de Dar al Salam”.

Hoje, as FAR voltaram a apelar para que entidades nacionais e estrangeiras acompanhem e documentem o “genocídio cometido diariamente pelos golpistas e pelo remanescente do antigo regime” contra a população.

As Forças Armadas anunciaram hoje através de um vídeo nas redes sociais que “as Forças Especiais realizaram uma operação contra a população”, mas não mencionaram vítimas civis nem reagiram às acusações.

O porta-voz do exército sudanês, Nabil Abdullah, disse que as forças continuam “as operações de combate contra os rebeldes entrincheirados nos bairros residenciais de Cartum, Cartum Norte e Um Durman”.

Afinal, a morte de 17 pessoas na África do Sul em consequência do vazamento de gás poderia ter sido evitada caso a polícia tivesse chegado a tempo no assentamento de Boksburg. A informação foi avançada pelo comissário da polícia de Gauteng, Elias Mawela.

Os moradores de Boksburg contactaram as autoridades policiais logo após notarem algo estranho no assentamento, entretanto a intervenção da polícia foi tardia.

O comissário de polícia de Gauteng, Elias Mawela, justificou a demora com o difícil acesso ao local onde se registou o vazamento de gás, que causou a morte de 17 pessoas, incluindo três crianças, na África do Sul.

“É difícil não só para a Polícia ter acesso à área, como também para todos os serviços de emergência, porque nem a ambulância, nem os bombeiros podem entrar neste espaço específico. Isso condiciona o nosso tempo de resposta. As comunidades aqui reclamam que, quando chamam a Polícia, demora a atender. Obviamente, não há endereço, nem há nome de rua, muito menos iluminação. As condições de vida das pessoas aqui são más e, se são assim, faz com que os criminosos também venham abrigar-se naquele espaço específico. Portanto, é propício para os criminosos entrarem e permanecerem nessa área específica.”

Investigações preliminares revelaram que o óxido de nitrato estava a ser usado por mineiros ilegais na área para tratar o ouro extraído do assentamento informal.

O presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, expressou profunda tristeza pelas mortes em Boksburg.

O Secretário-geral das Nações, António Guterres, Unidas disse hoje que as alterações climáticas estão fora do controlo e alertou que o mundo está a caminhar para uma situação catastrófica. Os alertas são feitos após a Terra ter batido recordes consecutivos de temperatura esta semana e depois de o mês de Junho ter sido o mais quente desde que há registo.

O planeta Terra está a registar temperaturas nunca antes vistas nos últimos dias. Os dados mostram que a última semana foi a mais quente desde que a temperatura média passou a ser medida, em 1979, e nesta quinta-feira foi assinalado um novo máximo de temperatura média: 17,23 graus Celsius.

“Se persistirmos em adiar medidas fundamentais que são necessárias, penso que estamos a caminhar para uma situação catastrófica, como demonstram os dois últimos recordes de temperatura”, disse Guterres

A média desta quinta-feira superou a marca de terça-feira de 17,18, em que no norte da África os termómetros atingiram os 50 graus Celsius.

Já nos Estados Unidos, pelo menos 57 milhões de pessoas foram expostas a temperaturas prejudiciais para a saúde. No Polo Norte, a temperatura estava 10 graus acima da média. E na Ilha de Nares, na Groenlândia, toda a camada de neve derreteu em apenas 4 dias.

Há meses que que os cientistas alertam que 2023 será um ano de recordes de calor e a tendência poderá agravar-se em 2024.

O recorde deste ano deve-se em grande parte às temperaturas muito altas da superfície dos oceanos, não só por causa das alterações climáticas, mas também por culpa do fenómeno climático El Niño.

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