Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O desflorestamento, no mundo, continua apesar dos apelos internacionais para proteger as florestas.

Esta segunda-feira, a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que todos os anos, sete milhões de hectares de florestas naturais são convertidos para outros fins.

De acordo com o subsecretário-geral do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU, Li Junhua, que discursava no Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, realiazada esta segunda-feira, a expansão da agricultura comercial é responsável pela maior parte do desflorestamento.

O Departamento, citado pela ONU News, realçou que as doenças zoonóticas representam 75% de todas as doenças infecciosas emergentes e geralmente ocorrem quando paisagens naturais, como florestas, são desmatadas.

O órgão estima que dois mil milhões de hectares de terras degradadas em todo o mundo tenham potencial para serem restauradas.

Revitalizar as florestas degradadas é fundamental para atingir a meta da ONU de aumentar a área florestal global em 3% até 2030.

Isso também ajudaria os países a criar novos empregos, prevenir a erosão do solo, proteger as bacias hidrográficas, mitigar as mudanças climáticas e salvaguardar a biodiversidade.

As florestas ocupam 31% da superfície do planeta e abrigam 80% da biodiversidade terrestre. Além disso, mais de 1,6 mil milhões de pessoas dependem delas para subsistência e renda.

As Nações Unidas (ONU) pedem ao governo do Afeganistão para pôr fim às execuções e à realização de apedrejamentos e açoitamentos em público, que acontecem desde a subida dos talibãs ao poder.

Num relatório da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão, divulgado esta segunda-feira, a ONU diz que nos últimos seis meses, 274 homens, 58 mulheres e dois meninos foram açoitados publicamente no país.

“O castigo corporal é uma violação da Convenção contra a Tortura e deve terminar”, disse a chefe de direitos humanos da Missão de Assistência da ONU, Fiona Frazer, que pediu também uma moratória imediata sobre as execuções.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros talibã disse em resposta, citada pela RTP, que as leis do Afeganistão são determinadas de acordo com as regras e directrizes islâmicas e que a esmagadora maioria dos afegãos segue essas regras.

“No caso de um conflito entre a lei internacional de direitos humanos e a lei islâmica, o governo é obrigado a seguir a lei islâmica“, afirmou o ministério, em comunicado.

“Houve um aumento significativo no número e na regularidade dos castigos corporais impostos pela justiça desde novembro”, lê-se no relatório.
Nesse mês, o principal porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid, repetiu, na rede social Twitter, comentários do líder supremo dos talibãs, o mullah Hibatullah Akhundzada, sobre juízes e a forma como estavam a aplicar a lei islâmica.

Desde então, a Missão de Assistência da ONU documentou pelo menos 43 casos de chicotadas públicas envolvendo 274 homens, 58 mulheres e dois meninos.

O relatório diz ainda que a maioria das punições estava relacionada com condenações por adultério e “fuga de casa”. Outros supostos delitos incluíam roubo, homossexualidade, consumo de álcool, fraude e tráfico de drogas.

A República Democrática do Congo (RD Congo) foi atingida na quinta-feira, à noite, por inundações que causaram mais de 390 mortos em Kivu do Sul, no leste do país.

De acordo com um relatório oficial provisório divulgado este Domingo pelas autoridades locais, dos 390 corpos, 142 foram encontrados em Bushushu, 132 em Nyamukubi e 120 foram descobertos a flutuar no lago Kivu, ao nível da ilha de Idjwi.

Várias aldeias no território de Kalehe, a oeste do Lago Kivu, que marca a fronteira entre a RD Congo e o Ruanda, ficaram submersas e centenas de casas e vários campos devastados quando os rios transbordaram na última quinta-feira, devido à chuva torrencial.

“Desde quinta-feira, encontramos corpos a cada minuto e enterramo-los”, acrescentou a mesma fonte.

No final do conselho de ministros de sexta-feira foi anunciado o envio de uma “missão governamental para apoiar” as autoridades àquela província “na gestão desta calamidade”.

Os Médicos Sem Fronteiras (MSF) também anunciaram o envio de uma equipa de emergência para o local, no sábado.

Este desastre ocorreu dois dias depois das fortes chuvas que provocaram pelo menos 131 mortos e destruíram milhares de casas no vizinho Ruanda.

O chefe da ONU, António Guterres, sublinhou no sábado durante uma visita ao Burundi que se trata de “uma nova ilustração de uma aceleração das alterações climáticas e das suas dramáticas consequências para os países que não estão envolvidos no aquecimento global” do planeta.

A inteligência ucraniana alerta para possíveis provocações da Rússia na terça-feira, dia em que se comemora o aniversário da Capitulação do Terceiro Reich ou Dia da Vitória sobre o exército nazi.

“O Estado agressor escolhe datas simbólicas para as suas provocações. Os serviços especiais russos podem prepará-las para terça-feira [9 de maio] no território da Federação Russa e da Bielorrússia”, disse o porta-voz do Serviço de Inteligência do Ministério da Defesa, Andrii Yusov, citado pelo Notícias ao Minuto.

O representante da inteligência militar ucraniana referiu que desde 2014, ano em que a Rússia anexou a Península da Crimeia, Moscovo aproveita datas específicas e comemorativas, como o Dia da Vitória, para atacar.

A Capitulação do Terceiro Reich foi assinada em Karlshorst, nos arredores de Berlim, na Alemanha, na noite de 08 para 09 de Maio de 1945, poucos dias após o suicídio de Adolf Hitler e da sua esposa, Eva Braun.

Enquanto na Alemanha esse aniversário é comemorado no dia 08 de Maio como o “Dia da Libertação”, na Rússia a vitória sobre o exército nazi é comemorada no dia seguinte.

Carlos III coroado foi, hoje, como Rei da Inglaterra, em substituição à Rainha Elizabeth II, que perdeu a vida no ano passado.

Milhares de pessoas, entres chefes de estados de todos os cantos do mundo, marcaram presença na cerimónia que coroou Carlos III como novo rei da Inglaterra.

A cerimónia obedeceu vários momentos, com destaque para o desfile do Rei Carlos III numa carruagem que pesa três toneladas, num percurso de dois quilómetros até chegar à Abadia, durante o qual acenou para as pessoas. Após a chegada a Abadia, o monarca foi apresentado ao povo.

Em meio à chuva, como que a abençoar o momento, a coroação do Rei da Inglaterra, que contou com mais de cem mil seguranças, atraiu a atenção do mundo. O Rei foi reconhecido, numa cerimónia conduzida pelo arcebispo da Cantuária. Perante os presentes, Rei Carlos III prometeu honrar e defender a lei e a Igreja durante o seu reinado.

Depois de coroado, o Rei Carlos III sentou-se no trono, por sinal um dos momentos mais importantes da cerimónia. O momento foi intercalado entre intervenções e cânticos.

O Rei Carlos III, que é o único monarca a fazer faculdade, tendo estudado história, arqueologia na Universidade e Cambridge, tinha apenas quatro anos quando a sua mãe foi coroada, ela que na altura tinha 26 anos. O monarca, por sinal filho mais velho da Rainha Elizabeth, teve de esperar 70 anos para ser coroado.

Os outros só estudaram com um particular no palácio. A coroação do Rei não reúne consenso, daí que houve registo de protestos contra a monarquia em algumas partes de Londres.

A Organização Mundial da Saúde anunciou, hoje, que a pandemia da COVID-19 chegou, oficialmente, ao fim. Contudo, o vírus “está aqui para ficar”, continuando a representar uma ameaça à saúde pública a nível global.

Falando em conferência de imprensa, o director-geral da OMS, Tedros Adhanom, sublinhou que isso não significa que a COVID-19 já não representa uma ameaça à saúde pública a nível global.

Tedros Adhanom explicou que, na reunião de quinta-feira, o Comité de Emergência aconselhou que esta classificação, que estava em vigor desde o dia 11 de Março de 2020, fosse alterada para um nível mais baixo de alarme, ditando, assim, o fim da emergência de saúde global.

Nesse sentido, Tedros Adhanom salientou que esta não é uma decisão repentina, mas que foi “ponderada durante algum tempo, planeada e tomada com base na análise cuidada dos dados”.

Expressando a sua gratidão ao organismo, o responsável disse ainda que, apesar do seu fim, o mundo não deverá baixar a guarda, decidindo, por isso, estabelecer um comité de revisão para desenvolver recomendações a longo prazo para a doença. Esta semana, a OMS publicará também a quarta edição do plano de resposta global para a COVID-19.

Dados mais recentes da OMS indicam que a pandemia já provocou mais de 765 milhões de infecções e mais de 6.9 milhões de mortos a nível mundial.

Os confrontos violentos no Sudão já causaram a morte de pelo menos 190 crianças e o ferimento de outras 1700, a informação foi avançada, esta quinta-feira, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância.

O número de mortes de crianças em consequência dos confrontos no Sudão já atingiu cerca de duas centenas. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) fala de 190 mortes e 1700 feridos, desde o início do conflito em 15 de Abril.

A directora da Unicef, Catherine Russell, que falava dos impactos do conflito no Sudão na vida das crianças, apelou para o fim da violência.

O conflito no Sudão entrou, esta sexta-feira, no seu 20º dia. Apesar do anúncio de uma nova trégua até 11 de maio, a capital, Cartum, foi abalada por tiros e explosões.

Desde que os conflitos violentos arrancaram em 15 de Abril, várias tréguas foram anunciadas. Entretanto, nenhuma delas chegou a ser cumprida.

A guerra entre o exército do general Abdel Fattah al-Burhane e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido dirigidas pelo general Mohamed Hamdane Daglo, fez cerca de 500 mortos e quase 5.000 feridos, de acordo com a mais recente contagem do Ministério da Saúde sudanês.

Segundo as Nações Unidas, pelo menos 335.000 foram deslocadas e 115.000 foram forçadas ao exílio devido ao conflito.

O Haiti, um dos países mais pobres do mundo e também um dos mais violentos, está à beira do abismo, alertou o alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Turk, durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre confiança e sustentação da paz.

Na ocasião, Volker Turk relatou à situação que o Haiti atravessa e pediu apoio imediato.

“Visitei o país em Fevereiro. Está suspenso à beira de um abismo. A falta de capacidade do Estado para cumprir os direitos humanos corroeu completamente a confiança das pessoas. O contrato social entrou em colapso. A anarquia atual é uma emergência de direitos humanos que exige uma resposta robusta”, avaliou o representante.

De acordo com o alto-comissário, que falou através de videoconferência, há uma necessidade imediata de apoiar as instituições do Haiti, através do destacamento de uma força de apoio com prazo determinado, especializada e em conformidade com os direitos humanos e com um plano de ação abrangente.

“O desafio de longo prazo é a construção de instituições robustas que cumpram os direitos humanos”, frisou.

Na semana passada, a enviada especial da ONU para o Haiti, Maria Isabel Salvador, já havia pedido o envio imediato de uma força internacional especializada para conter a escalada de violência associada a grupos armados organizados, bem como para apoiar o desenvolvimento da polícia local, atualmente mal equipada e com poucos agentes.

Contudo, apesar dos apelos, nenhum membro do Conselho de Segurança da ONU mostrou interesse em liderar tal força internacional.

Maria Isabel Salvador, que foi nomeada para o cargo de enviada da ONU no mês passado, alertou que atrasos no envio desta força podem levar a um aumento da insegurança em toda a região.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, avisou esta terça-feira que não vai marcar outra data para a realização das eleições legislativas previstas para 4 de Junho.

“Dia 4 vai haver eleições e que sejam ordeiras, transparentes. Não vou fazer mais nenhum decreto para marcar outra data para as eleições. Já o fiz duas vezes”, afirmou Umaro Sissoco Embaló aos jornalistas, citados pelo Observador.

Umaro Sissoco Embaló dissolveu a Assembleia Nacional Popular, parlamento do país, em Maio de 2022 e marcou legislativas para 18 de Dezembro do mesmo ano, mas o Governo, após encontros com os partidos políticos, propôs que as eleições fossem adiadas para maio deste ano.

O Presidente guineense acabou por marcar as legislativas para o próximo dia 4 de Junho.

“Não há nada que impeça as eleições no dia 4, porque é uma data consensual. Os partidos são livres de participar. A Guiné-Bissau não vai ser refém de ninguém e aquilo que se passou no dia 1 de Fevereiro não vai voltar a acontecer e qualquer coisa terá uma resposta adequada”, disse Umaro Sissoco Embaló, acrescentando que a data das eleições foi determinada em conjunto com o Governo e os partidos com representação parlamentar.

“Se há eleições que vão decorrer de uma forma ordeira e pacífica são as de dia 4”, disse Umaro Sissoco Embaló, lembrando que marcou a data após ouvir os partidos com representação parlamentar, que representam a “voz do povo”.

Fontes ligadas ao processo eleitoral admitiram na semana passada que a Guiné-Bissau precisa de 3,5 milhões de dólares para viabilizar as eleições legislativas e aguarda que a comunidade internacional mobilize aquele valor.

Fontes do Governo guineense admitiram a existência “desse défice”, mas lembraram “o esforço do país” que permitiu custear, até aqui, 70% de todo o financiamento estimado para a realização de eleições.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Governo da Guiné-Bissau assinaram em março o Projecto de Apoio ao Ciclos Eleitorais, para o período entre 2023 e 2025, no valor de 5,3 milhões de euros.

+ LIDAS

Siga nos