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O País – A verdade como notícia

O número de corpos exumados num terreno utilizado por uma seita cristã no Quénia subiu para 150. Este é o número de vítimas que morreram de fome, numa acção promovida pelo líder do grupo.

O comissário da polícia na região da Costa, Rhoda Onyancha, disse que mais cinco corpos tinham sido recuperados nas últimas horas, depois de uma segunda ronda de exumações ter começado na área na terça-feira, elevando o número de pessoas resgatadas em Shakahola para mais de 70.

Segundo o Notícias ao Minuto, que cita o diário queniano “The Nation”, Onyancha sublinhou também que o número de pessoas desaparecidas, que poderiam estar ligadas às actividades da seita, continuou a aumentar e ronda agora as 600.

Os principais líderes da seita, liderados por Paul Mackenzie, exortaram os seguidores a jejuar até à morte, com a promessa de que se encontrariam com Jesus Cristo numa nova vida.
O Presidente do Quénia, William Ruto, descreveu Mackenzie, que pode vir a ser acusado de terrorismo, como um “criminoso terrível”.

 

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou esta quinta-feira com o recurso da sentença que na terça-feira o considerou culpado de abuso sexual e difamação da jornalista E. Jean Carroll.

A intenção de recorrer foi apresentada esta quinta-feira no tribunal federal de Manhattan, onde o juiz Lewis A. Kaplan presidiu ao julgamento.

O aviso foi assinado pelo advogado de Trump, Joe Tacopina, que tinha referido após o veredicto de terça-feira acreditar que havia vários motivos fortes para recorrer.

Um júri considerou Donald Trump responsável por abuso sexual a E. Jean Carroll em 1996, mas rejeitou as alegações de violação.

De acordo com o veredicto proferido pelo júri, Trump ficou ainda obrigado a pagar cinco milhões de dólares a Carroll, que disse ter levado o caso ao tribunal “para limpar o nome e recuperar a vida”, antes de dedicar a sentença a “todas as mulheres que sofreram”.

Donald Trump avança com recurso à sentença de abuso sexual a jornalista

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avançou esta quinta-feira com o recurso da sentença que na terça-feira o considerou culpado de abuso sexual e difamação da jornalista E. Jean Carroll.

Donald Trump foi condenado, esta terça-feira, por abusos sexuais e difamação. O júri do tribunal de Nova Iorque determinou que o antigo Presidente-norte-americano vai ter que pagar uma indeminização de mais de 300 milhões de meticais à uma escritora e jornalista, que se disse ofendida.

Foram só precisas três horas para que o júri de Nova Iorque chegasse a um veredito, por unanimidade.

Donald Trump foi absolvido das suspeitas de violação, mas condenado por abusos sexuais e por difamação à uma escritora e jornalista, num caso que remonta à década de 90. O júri decidiu que Trump deve pagar uma indeminização de cerca de 5 milhões de dólares, o equivalente a mais de 300 milhões de meticais, escreve a RTP Notícias.

O ex-Presidente foi acusado de violação da escritora e jornalista durante um encontro casual, em Nova Iorque. A jornalista escreveu depois um livro de memórias, em 2019, no qual conta a história.

Donald Trump já respondeu e diz que o veredito é uma caça às bruxas. Trump acusou, por outro lado, a vítima de ter inventado o caso para aumentar as vendas do livro. Por isso, para além de abusos sexuais, foi condenado por difamação.

Trump nunca compareceu em tribunal, os seus depoimentos foram sempre prestados à distância.

O antigo Presidente é também arguido num caso de financiamento ilegal, que envolve uma actriz pornográfica. Espera julgamento e foi proibido pelo juiz de divulgar provas nas redes socias.

A fome e morte são realidades cada vez mais presentes no Sudão. De acordo com informações avançadas à Antena 1 pelo Programa Alimentar Mundial, o problema da fome atinge cerca de dois milhões e meio de pessoas.

A porta-voz do Programa Alimentar Mundial no Sudão, Leni Kinzli, citada pela RTP, informou que 40 por cento da população não consegue ter uma refeição por dia.

Segundo Leni Kinzli, a fome é um problema antigo no país, mas o conflito armado veio agravar ainda mais a crise alimentar.

A capital sudanesa, Cartum, continua a ser palco de violência entre as forças militares e paramilitares.

Mais de 600 pessoas já morrera e cerca de cinco mil ficaram feridas desde o início dos combates no país.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, encarregou o Governo de assinar um acordo com a China para a criação de um corredor de cereais que aumentaria as exportações para o país asiático.

O objectivo do acordo, que deve ficar pronto até 1 de Outubro, é aumentar a produção de cereais na Sibéria e, principalmente, no Extremo Oriente, cujas regiões fazem fronteira com a China.

Uma das principais ligações no novo corredor terrestre entre Rússia e China, segundo o Observador, seria o terminal ferroviário já existente na região de Zabaikal, que faz fronteira com a China e a Mongólia. Este terminal ferroviário, que ficou operacional em Setembro de 2022, é considerado o primeiro do género no mundo e tem capacidade para transportar oito milhões de toneladas por ano.

Além de resolver o problema da diferença de largura das vias entre os dois países, possui um sistema de vigilância do abastecimento de cereais. No âmbito deste projecto, a Rússia lançou um programa de cereais ao longo da ferrovia transiberiana com capacidade de armazenamento de 1,4 milhão de toneladas, um terminal marítimo e vários centros russos de distribuição no Cazaquistão.

Moscovo ameaça retirar-se do acordo de cereais do Mar Negro, cujas partes (Rússia, Ucrânia, Turquia e ONU) estão esta reuniram-se esta quarta-feira em Istambul, porque, segundo argumenta, não pode exportar os seus fertilizantes devido às sanções ocidentais.

Apesar da guerra em curso na Ucrânia, desencadeada pela Rússia em Fevereiro de 2022, as exportações russas aumentaram nos últimos meses. Diante da deterioração das suas relações com o Ocidente, Moscovo procura alternativas para a exportação de cereais, principalmente no continente asiático.

O conflito no Sudão poderá levar a insegurança alimentar no país a atingir níveis recorde, com mais de 19 milhões de pessoas afectadas, ou seja, dois quintos da população, alertou ontem o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas.

A agência prevê que entre 2 a 2,5 milhões de pessoas passem fome nos próximos meses, como resultado da violência que continua a assolar o país, segundo um comunicado do PAM.

“Os maiores picos de insegurança alimentar são esperados nos estados de Darfur Ocidental, Kordofan Ocidental, Nilo Azul, Mar Vermelho e Darfur do Norte. Entretanto, o custo dos alimentos está a subir em todo o país e prevê-se que o preço dos produtos básicos aumente 25 por cento nos próximos três a seis meses”, acrescentou o PAM na nota.

Além disso, a insegurança e a violência forçaram o PAM a suspender temporariamente as suas operações no Sudão, porém estas foram retomadas na semana passada e conseguiram chegar a mais de 35 000 pessoas.

As operações centram-se na assistência a um total de 384 000 pessoas, incluindo famílias que fugiram recentemente do conflito, refugiados e deslocados internos preexistentes e as comunidades vulneráveis que os acolhem nos Estados de Gedaref, Gezira, Kassala e Nilo Branco.

Nos próximos meses, o PAM alargará a sua ajuda de emergência para apoiar 4,9 milhões de pessoas vulneráveis em zonas onde a situação de segurança o permita, para além de prevenir e tratar a desnutrição aguda moderada em 600 000 crianças com menos de cinco anos e mulheres grávidas e lactantes.

Mais de 40 000 pessoas já atravessaram para o Sudão do Sul, onde a agência está a fornecer refeições quentes todos os dias nos centros de trânsito, bem como avaliações nutricionais para crianças e mulheres grávidas ou lactantes.

No Egipto, que regista o maior afluxo de refugiados, o PAM está a trabalhar com o Governo e o Crescente Vermelho Egípcio (ERC) para prestar assistência alimentar às pessoas que fogem da crise no Sudão. Mais de 20 toneladas métricas de alimentos fortificados foram entregues nos dois pontos de entrada e estão actualmente a ser distribuídas pela ERC.

Na República Centro-Africana, cerca de 9 700 pessoas atravessaram a fronteira do Sudão e chegaram a Amdafock, na prefeitura de Vakaga. O PAM está a responder e planeia ajudar cerca de 25.000 recém-chegados esperados nos próximos dias.

“O PAM continua comprometido com o povo do Sudão e apela a todas as partes em conflito para que tomem medidas imediatas para pôr fim aos combates e facilitar o acesso humanitário, para que possamos expandir as nossas operações num país com algumas das mais altas taxas de insegurança alimentar do mundo”, acrescentou a agência da ONU.

 

COMISSÃO EUROPEIA ANUNCIA PONTE AÉREA PARA FACILITAR AJUDA NO SUDÃO

A Comissão Europeia anunciou, ontem, que vai criar uma ponte aérea com o Sudão para facilitar o transporte e a entrega de material humanitário da União Europeia (UE) e das organizações humanitárias ao país mergulhado em violência.

UE já entregou, através desta iniciativa, 30 toneladas de bens de primeira necessidade, incluindo água, saneamento e material de higiene, bem como equipamento para ajudar os refugiados, afirmou a Comissão através de um comunicado.

Todo este material foi transportado dos armazéns da ONU no Dubai para Porto Sudão, o principal porto do país no Mar Vermelho. Uma vez no Sudão, este material foi entregue ao Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e ao Programa Alimentar Mundial (PAM), que canalizarão a assistência.

A ponte aérea humanitária é organizada no âmbito da Capacidade Europeia de Resposta Humanitária, que reúne a reacção do bloco aos riscos naturais, conflitos e crises.

Até à data, a UE atribuiu este ano 73 milhões de euros de financiamento humanitário e a sua primeira resposta à crise foi uma ajuda suplementar de 200 000 euros para ajudar as pessoas diretamente afetadas pelos combates na capital sudanesa, Cartum, entre o exército sudanês e as paramilitares Forças de Apoio Rápido (RSF, sigla em inglês).

A diplomacia da UE estima que a maior parte dos cerca de 1700 cidadãos da UE que se encontravam no Sudão quando o conflito eclodiu já foram retirados e congratulou-se com a solidariedade entre os Estados-membros na organização de voos de evacuação que abrangeram várias nacionalidades da UE e cidadãos de outros continentes.

Relativamente à situação no Sudão, mais de 500 pessoas foram mortas e 6000 ficaram feridas desde o início do conflito, de acordo com as estimativas da UE, que também tem alertado para a situação dramática na região de Darfur.

As negociações sobre a continuidade do acordo dos cereais no Mar Negro retomam, esta quarta-feira, em Istambul, na Turquia. O Objectivo é ultrapassar divergências ente Kiev e Moscovo sobre a exportação de fertilizantes russos.

Segundo o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Vershinin, citado pelo Notícias ao Minuto, estarão na mesa redonda a Ucrânia, Rússia, Turquia e ONU.

A actual validade do acordo expira no dia 18 de Maio e a Rússia ameaçou não prorrogar o protocolo se as suas exigências não forem atendidas.
O Kremlin aceitou renovar o acordo por apenas 60 dias e não 120, como Kiev e a ONU pediam, deixando claro que é muito importante para Moscovo a parte do acordo relacionada com a exportação de cereais e fertilizantes russos.

Os Estados Unidos e o Reino Unido pediram juntamente na terça-feira a extensão do acordo, acusando a Rússia de continuar a usar alimentos “como uma arma”.

O chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, criticou ações de bloqueio de Moscovo com consequências na redução de alimentos nos mercados globais e nos países mais vulneráveis em África, Médio Oriente e outras regiões do mundo.

Além da exigência da exportação dos seus produtos, Moscovo aponta dificuldades devido aos efeitos colaterais das sanções que o Ocidente lhe impôs após a invasão da Ucrânia, a 24 Fevereiro de 2022.

Por sua vez, a Ucrânia, acusa a Rússia de colocar todos os tipos de obstáculos à passagem de navios com cereais ucranianos.

O acordo de exportação de cereais ucranianos e produtos agrícolas russos através do Mar Negro foi firmado no verão de 2022 em Istambul pela Ucrânia e pela Rússia, sob a mediação da ONU e da Turquia.

Segundo dados da ONU, as exportações de cereais e alimentos facilitadas pelo acordo do Mar Negro já estão perto de 30 milhões de toneladas desde que entrou em vigor em Agosto do ano passado.

Segundo o acordo, todos os navios participantes nesta iniciativa devem ser inspecionados, num processo que ocorre em águas turcas por especialistas das quatro partes, tanto a caminho dos portos ucranianos como nas partidas.

Rússia e Ucrânia mantêm divergências sobre o acordo, e nos últimos tempos o ritmo das inspeções diminuiu significativamente, até que no domingo e na segunda-feira houve um bloqueio total, sem que nenhuma tenha sido realizada.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, enviou a Moscovo e às partes uma proposta escrita para alargar e alargar o acordo, mas até terça-feira não tinha resposta do Kremlin.

A Rússia assinala, esta terça-feira, o Dia da Vitória. As cerimónias ocorrem em segurança máxima devido a alta tensão entre Moscovo e Kiev, com acusações mútuas de ataques aéreos.

Nas cerimónias do Dia da Vitória, em Moscovo, o presidente da Rússia considerou que o mundo está num ponto de viragem e acusou os países ocidentais de orquestrar uma “guerra” contra a Rússia.

“A civilização está novamente num ponto de viragem. Uma guerra foi lançada contra nossa pátria”, começou por afirmar o chefe de Estado russo perante milhares de militares, comparando o actual conflito na Ucrânia à II Guerra Mundial.

“Contra a nossa Rússia foi desencadeada, outra vez, uma autêntica guerra. Mas nós resistiremos ao terrorismo internacional e também defenderemos os habitantes do Donbass, assim como vamos garantir a nossa segurança”, disse Vladimir Putin.

No seu discurso,  na Praça Vermelha, Putin acusou o ocidente de querer colapsar a Rússia e diz haver uma “ideologia de supremacia defendida pelos dirigentes ocidentais”, que a classifica de criminosa.

“Consideramos que qualquer ideologia de supremacia é repugnante, criminosa e mortal (…) Parece que se esqueceram de quem liderou a demente aspiração dos nazis para a dominação mundial”, disse Vladimir Putin durante o desfile militar na Praça Vermelha, em Moscovo.

O Dia da Vitória na Rússia foi determinado para assinalar a vitória sobre o regime nazista da Alemanha, no final da II Guerra Mundial, em 1945.

Nos países sob influência da antiga União Soviética, a partir de 1967, o Dia da Vitória começou a ser comemorado nos dias 9 de maio, referindo-se ao dia da capitulação das forças nazis perante as tropas soviéticas, e passou a ser considerado um dia feriado.

Na maior parte dos países europeus ocidentais, continuou a celebrar-se o Dia da Vitória em 8 de maio.

O secretário-geral das Nações Unidas deu ontem a sua sincera opinião sobre um eventual fim da guerra na Ucrânia.

Numa entrevista concedida ao jornal El País, citado pelo Notícias ao Minuto, António Guterres disse que neste momento, não acredita que seja possível uma negociação para a paz na Ucrânia.

“Infelizmente, não acredito que, neste momento, seja possível uma negociação para a paz. Ambos países estão convencidos de que podem ganhar a guerra, o que dificulta o diálogo para a paz entre a Ucrânia e a Rússia”, afirmou o secretário-geral da ONU.

Guterres lembrou que a Rússia não quer fazer uma retirada do território ucraniano e que, por outro lado, a Ucrânia ainda tem a esperança de retomar esses mesmos territórios.

Perante esta situação, António Guterres refere que o seu objectivo é que seja possível, não imediatamente, encontrar uma paz que seja justa, em conformidade com a lei internacional e com a carta das Nações Unidas.

“Estamos, na medida do possível, a estabelecer o diálogo para resolver os problemas mais concretos”, referiu, lembrando o acordo feito para a exportação de cereais.

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