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O País – A verdade como notícia

Várias crianças morreram, vítimas de fome, nos últimos dias, no Quénia, depois que foram ordenadas a jejuar ao sol para que morressem mais depressa. As mortes ocorreram na sequência do chamado massacre de Shakahola, ocorrido numa seita religiosa, no sudeste daquele país. O Presidente William Ruto assume responsabilidade pelas mortes.

De acordo com a imprensa internacional, os fiéis da referida congregação foram informados de que chegariam ao céu mais rápido se passassem fome, expostos ao sol.

Um líder religioso revelou que as crianças morreram primeiro, tendo mulheres e homens seguido o plano da seita.

As autoridades citadas pela imprensa internacional avançam que estão a investigar um alegado suicídio em massa, depois de já terem sido exumados 201 corpos de crentes, até ao momento.

A polícia acredita que a maioria dos corpos encontrados são de seguidores de um antigo taxista e autoproclamado pastor e fundador da Igreja Internacional da Boa Nova, agora detido. Outros 25 responsáveis de seitas foram presos pela polícia, no Quénia.

O Presidente do Quénia, William Ruto assumiu toda a responsabilidade pelas mortes e prometeu que as autoridades irão ao fundo da questão para esclarecer o caso.

Passa hoje um mês após o início de confrontos entre as tropas dos dois generais, que lutam pelo poder no Sudão. Contam-se até aqui mais de 750 mortos, há também milhares de feridos e cerca de um milhão de deslocados e refugiados.

De um lado o general Abdel Fattah al-Burhane, chefe das Forças Armadas e Presidente do Sudão, desde o golpe de Estado de 2021, e do outro, Mohamed Hamdane Daglo, vice de al-Burhane, que lidera o grupo paramilitar, Forças de Apoio Rápido, uma milícia acusada de matar membros de minorias étnicas não árabes na região de Darfur.

São os dois homens em guerra aberta desde 15 de Abril passado, num dos países mais pobres do mundo, no qual não há ainda perspectivas de um ponto final nos confrontos.

Um mês após o início do conflito armado, mais de 750 pessoas morreram e milhares ficaram feridas.

Sem água nem electricidade, os habitantes de Cartum aguardam, em casa, por um hipotético cessar-fogo no meio de ataques aéreos, tiroteios e fogo de artilharia.

Os combates estão a provocar uma catástrofe de proporções inimagináveis, alertam ONG. O país com 45 milhões de habitantes poderá ver, em breve, 19 milhões ameaçadas pela fome.

Esta segunda-feira, o Exército sudanês realizou mais ataques aéreos, no norte da capital Cartum, enquanto luta para repelir os rivais paramilitares.

O conflito fez, ainda, com que cerca de 200.000 civis fugissem para os países vizinhos e mais de 700.000 se deslocassem dentro do Sudão, desencadeando uma crise humanitária que ameaça desestabilizar a região, o que está a preocupar países vizinhos, como Sudão do Sul, Egipto e Etiópia.

Desde a primeira semana dos confrontos, mais de seis tentativas de impor um cessar-fogo fracassaram, mesmo quando fossem para criar corredores humanitários.

Os resultados ainda são provisórios, mas o caminho para a segunda volta, prevista para 28 de Maio, parece traçado. E muito se deve ao terceiro classificado, Sinan Ogan, um nacionalista de direita, que chegou aos 5,3%.

O presidente da Comissão Eleitoral da Turquia, Ahmet Yener, disse ontem em Ancara que já foram contados 99,4% dos votos nacionais e 84% dos votos no estrangeiro, sendo que o actual presidente Recep Erdogan, que governa o país há 20 anos, tem nesta altura 49,4% dos votos, e Kemal Kilicdaroglu, 45% dos votos. O terceiro candidato, o nacionalista Sinan Ogan, obteve 5,2% dos votos, até ao momento.

Erdogan, 69 anos, disse aos apoiantes durante a madrugada que ainda podia ganhar mas que respeitaria a decisão caso venha a realizar-se uma segunda volta no próximo dia 28 de maio.

Kilicdaroglu, 74 anos, mostrou-se esperançado numa vitória na segunda volta.

Até ao momento, os resultados das eleições mostram que o Partido da Justiça e do Desenvolvimento, no poder, pode vir a manter a maioria no Parlamento de 600 lugares.

A Assembleia perdeu grande parte do poder legislativo depois de um referendo em 2017, promovido por Erdogan e que alterou o sistema de governação do país para uma presidência reforçada.

 

O presidente da Ucrânia continua a sua campanha de mobilização internacional em busca de apoio contra a Rússia. Depois de viagens à Itália e Alemanha Volodymyr Zelensky faz uma visita a França.

Zelensky reuniu-se ontem com o Presidente da França, Emmanuel Macron. Na ocasião, segundo o Observador, Macron reforçou apoio militar a Ucrânia e concorda com mais sanções à Rússia.

Esta será a segunda vez que Volodymyr Zelensky está em Paris desde o início da guerra na Ucraniaa, em Fevereiro de 2022, para tentar obter mais apoio do governo francês.

Em Fevereiro deste ano, o presidente francês recebeu Zelensky no Palácio do Eliseu, juntamente com o chanceler alemão, Olaf Scholz.

Volodymyr Zelensky esteve no sábado em Roma, onde se encontrou com o presidente e primeira-ministra de Itália, e com o Papa Francisco. No Domingo voou até à Alemanha, para receber o Prémio Internacional Carlos Magno, que lhe foi atribuído em conjunto com o povo da Ucrânia.

Cerca de 61 milhões de eleitores vão hoje às urnas na Turquia para eleger o Presidente e o parlamento, num sufrágio em que se joga a sobrevivência política do actual chefe de Estado, Recep Erdogan.

Com a maioria das sondagens a anteciparem a derrota de Erdogan nas eleições presidenciais, o acto eleitoral na Turquia constitui também uma prova da capacidade de sobrevivência política do actual chefe de Estado de 69 anos.

O fundador do AKP, uma formação conservadora e islamista, enfrenta o líder do Partido Republicano do Povo, Kemal Kiliçdaroglu, 74 anos, apoiado por uma coligação heterogénea de seis partidos e por uma formação de esquerda defensora dos direitos da minoria curda, que poderá ter a sua última oportunidade de terminar nas urnas com o crescente autoritarismo de Erdogan.

A três dias do escrutínio, as sondagens davam ao candidato da Aliança da Nação, liderada pelo CHP e que agrega mais cinco partidos, de centristas a nacionalistas de direita e uma formação islamista, 49,3% dos votos, caso a opção dos indecisos (7%) fosse distribuída proporcionalmente pelos dois candidatos. O Presidente Erdogan apenas receberia 43,7% dos votos.

O combate ao elevado desemprego e à corrupção, o regresso a uma justiça independente, e a liberdade dos ‘media’, foram alguns dos pontos levantados pela oposição durante a campanha eleitoral.

A África do Sul distancia-se das acusações de venda de armas à Rússia e diz ter um processo rigoroso nesta matéria. Ainda assim, o Governo sul-africano decidiu instaurar um inquérito para investigar as alegações feitas pelo embaixador dos EUA no país vizinho.

Três dias depois de o embaixador dos Estados Unidos da América em Pretória ter acusado a África do Sul de fornecer apoio militar à Rússia, veio a reacção do Governo sul-africano.

A África do Sul disse, esta sexta-feira, que o país é “conhecida mundialmente” por ter um dos processos “mais rigorosos” na venda de armas a outros países.

Por isso, o Ministério das Relações Internacionais e Cooperação sul-africano refere que o diplomata norte-americano na terra do rand passou dos limites, pelo que até já pediu desculpas à África do Sul.

O comportamento do embaixador dos Estados Unidos da América na África do Sul é intrigante e em desacordo com o relacionamento mutuamente benéfico e cordial que existe entre os EUA e a África do Sul.

Ademais, segundo a agência Lusa, Cyril Ramaphosa mandou instaurar um inquérito, presidido por um juiz aposentado, para investigar as alegações feitas pelo embaixador dos Estados Unidos da América na África do Sul.

O país apelou, também à embaixada dos Estados Unidos da América, a usar os canais diplomáticos de comunicação estabelecidos para transmitir quaisquer preocupações ou procurar esclarecimentos sobre quaisquer mal-entendidos que possam surgir no relacionamento bilateral.

Por seu turno, o diplomata norte-americano reafirmou, após os esclarecimentos junto ao Governo sul-africano, “a forte aliança” entre os Estados Unidos da América e a África do Sul, bem como “a importante agenda” de assuntos que ambos os presidentes têm.

O Papa Francisco criticou, este sábado, a aprovação do decreto sobre a morte medicamente assistida, considerando que o parlamento português aprovou uma lei para matar.

“Hoje estou muito triste, porque no país onde apareceu Nossa Senhora foi promulgada uma lei para matar. Mais um passo na grande lista dos países que aprovaram a eutanásia”, afirmou o Papa, no Vaticano, citado pela RTP.

O chefe de Estado do Vaticano discursava num encontro com centenas de representantes da União Mundial das Organizações Femininas Católicas, onde também falou sobre as celebrações do 13 de maio, ‘dia em que se celebram as aparições da Virgem Mãe aos pastorinhos de Fátima”.

“Pensando na Virgem, olhemos para Maria como modelo de mulher por excelência, que vive em plenitude um dom e uma tarefa: o dom da maternidade e a tarefa de cuidar dos seus filhos, na Igreja”, disse Papa Francisco.

O Papa, que vai estar em Portugal, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, que se realiza em Lisboa, entre 01 e 06 de Agosto, e tem prevista uma deslocação ao Santuário de Fátima, salientou ainda que Maria “ensina a gerar vida e a protegê-la sempre”.

O Parlamento português voltou a aprovar, ontem, o diploma que regula a morte medicamente assistida, sem nenhuma alteração, depois do veto do Presidente. Marcelo Rebelo de Sousa tem oito dias para promulgar a lei, depois que o diploma chegar ao Palácio Presidencial.

Depois de dois vetos políticos do Presidente da República e dois vetos, na sequência de inconstitucionalidades validadas pelo Tribunal Constitucional, o decreto foi votado pela quinta vez em plenário, e uma vez mais aprovado.

O Decreto foi confirmado com 129 votos a favor, 81 votos contra e uma abstenção. A versão agora aprovada não sofreu nenhuma alteração depois do último veto do Presidente da Republica, a 19 de Abril.

Votaram a favor o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda, Iniciativa Liberal, PAN, Livre e oito deputados do Partido Social Democrata. Os votos contra foram do Chega, do Partido Comunista Português e de quatro deputados do Partido Socialista. Registou-se ainda a abstenção de um deputado do Partido Social Democrata.

O diploma, que estabelece que a morte medicamente assistida só pode ocorrer através de eutanásia se o suicídio assistido for impossível por incapacidade física do doente, precisava apenas de 116 votos a favor de entre os 230 deputados.

Eutanásia é o acto intencional de proporcionar a alguém uma morte sem dor, para aliviar o sofrimento causado por uma doença incurável ou dolorosa.

Prosseguem escavações e investigações à procura de pessoas desaparecidas devido à seita de jejum até à morte no Quénia. A polícia está também a tentar localizar 609 pessoas desaparecidas.

O número de alegados membros de uma seita cristã que jejuou até à morte no Quénia para se encontrar com Jesus Cristo subiu de 150 para 179, depois de as autoridades terem encontrado mais 29 corpos, informaram as autoridades locais.

Segundo o comissário da polícia regional da costa do Quénia, Rhoda Onyancha, os novos corpos foram enterrados na floresta de Shakahola, no condado costeiro de Kilifi, onde prosseguem as escavações e as investigações.

A polícia está também a tentar localizar 609 pessoas desaparecidas, disse Onyancha, embora não seja claro se todos os casos estão relacionados com o culto.
O número de pessoas resgatadas com vida continua a ser de 72.

Quase todos os mortos do chamado “massacre de Shakahola” foram exumados de sepulturas e valas comuns encontradas na floresta, com exceção de alguns que morreram no hospital em estado grave.

As autópsias efetuadas a mais de uma centena de corpos revelaram que, embora todos apresentassem sinais de fome, os corpos de pelo menos três menores e de um adulto apresentavam também vestígios de estrangulamento e sufocação.

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