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O País – A verdade como notícia

Quinze pessoas morreram e 19 desapareceram, hoje, no naufrágio de um ferry-boat, ao largo da ilha indonésia das Celebes.

De acordo com um comunicado da agência de busca e salvamento indonésia, citado pelo Notícias ao Minuto, o ferry-boat afundou-se com 40 pessoas a bordo, depois da meia-noite.

Seis pessoas foram socorridas e transportadas para o hospital para tratamento, enquanto decorria um inquérito sobre a causa do naufrágio.

“Até ao momento, 19 pessoas continuam a ser procuradas. As buscas estão a ser feitas por duas equipas. A primeira vai mergulhar no local do acidente. A segunda vai procurar à superfície em redor do local do acidente”, declarou na mesma nota, Muhamad Arafah, responsável da agência de busca e salvamento de Kendari, no sudeste das Celebes.

O Presidente Lula da Silva assinou um decreto com novas medidas para restringir e controlar a posse e porte de armas no Brasil. As medidas revogam assim a política de ampliação do acesso a armas colocada em prática pelo ex-Presidente Jair Bolsonaro.

A medida foi assinada por Lula da Silva durante uma cerimónia no Palácio do Planalto, como parte de um Programa de Acção de Segurança, que inclui regras e propostas para reduzir a violência no Brasil.

O decreto sobre o controlo de armas reduz de 4 para 2 o número de armas, e respectivas munições, para fins de defesa pessoal e exige a demonstração da efectiva necessidade de adquirí-las.

Além disso, o número de armas para caçadores, atiradores desportivos e colecionadores foi reduzido de 30 para 6. O decreto também limita o horário de funcionamento dos clubes de tiro, que também devem funcionar a pelo menos um quilómetro de distância das escolas.

O Presidente tenta reverter a proliferação de armas entre civis, que avançou durante o Governo de Jair Bolsonaro.

Segundo uma organização não-governamental brasileira, em Julho do ano passado caçadores, atiradores desportivas e colecionadores tinham mais de um milhão de armas, quase o triplo das 350 mil registadas em Dezembro de 2018.

Um relatório divulgado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública informa que o número de armas em poder do cidadão comum praticamente dobrou nos quatro anos do Governo de Jair Bolsonaro, para perto de um milhão e meio em 2022.

A Rússia diz estar disponível para fornecer gratuitamente cereais aos países africanos, após a suspensão da iniciativa do Mar Negro para a exportação de cereais ucranianos.

Após abandonar o acordo de grãos firmado há um ano com os ucranianos, a Rússia agora tem um plano de fornecer seus próprios produtos agrícolas para África, reduzindo a participação da Ucrânia no mercado global.

A ideia russa, que teria sido apresentada pela primeira vez no ano passado, permitiria exportar 1 milhão de toneladas de grãos para a Turquia, numa fase inicial, com o Qatar a pagar todos os custos logísticos.

Se bem-sucedido o plano seria mais um trunfo de Moscovo no continente africano, onde disputa influência com os Estados Unidos da América e a China.

A Rússia é responsável por 20 por cento do trigo exportado no mundo, enquanto a Ucrânia, com 10 por cento. Os países são fundamentais para alimentar o Norte de África e o Oriente Médio.

Vladimir Putin assinalou, no entanto, na semana passada que a Rússia poderia retornar ao acordo de cereais, mas só se suas exigências forem totalmente atendidas.

Espera-se que uma reunião sobre o regresso da Rússia ao acordo seja realizada em São Petersburgo, até finais deste mês de Julho.

 

As autoridades sul-africanas confirmaram que um tubo de gás enterrado numa Avenida de Joanesburgo esteve na origem da explosão que matou uma pessoa e feriu mais de 48 pessoas.

Depois de várias incertezas, as investigações feitas pelas autoridades sul-africanas apontaram que um todo de gás subterrâneo na Lilian Ngoyi Street, em Joanesburgo esteve na origem da explosão ocorrida na quarta-feira.

Em consequência da explosão uma pessoa perdeu a vida, cerca de 50 pessoas ficaram feridas e várias infra-estruturas e viaturas foram destruídas.

As autoridades explicaram que a perícia constatou no local uma antiga tubulação de gás, que se acredita ser uma antiga linha de abastecimento de Joanesburgo.

Não se sabe ainda se a linha estava conectada à Egoli Gas, empresa que recusou ser a autora da instalação.

Sob os escombros, foi encontrada a linha Egoli Gás, que funciona com gás metano. Entretanto, não está claro se está conectado à linha Egoli como parte de uma linha de distribuição de seus inquilinos ou clientes.

De acordo com a News 24, decorrem ainda trabalhos para isolamento dos tubos e rastreamento da sua origem.

Apesar da explosão, outras linhas de distribuição de gás em Joanesburgo ainda estão em funcionamento.

O ex-presidente dos Estados Unidos da América vai ser julgado a 20 de Maio de 2024, no caso de manipulação indevida de documentos classificados. Donald Trump já havia pedido à justiça para que marcasse o seu julgamento para depois das eleições presidenciais de Novembro.

Já é conhecida a data marcada para o julgamento do Ex-presidente norte-americano, Donald Trump. Esta sexta-feira, a justiça anunciou que Trump seria julgado no dia 20 de Maio de 2024, seis meses antes das eleições presidenciais de novembro de 2024.

Donald Trump é o atual favorito para a nomeação republicana na corrida.

O ex-presidente dos Estados Unidos está a ser investigado por violação da lei de espionagem, obstrução de justiça e destruição de documentos.

De acordo com a imprensa internacional, na terça-feira, os promotores federais que trabalham para o procurador especial dos EUA, Jack Smith, pediram à juíza para agendar o julgamento para Dezembro, enquanto os advogados de Trump referiram que não havia necessidade de definir uma data ainda.

O julgamento foi inicialmente agendado para o dia 14 de Agosto, uma data a que tanto a defesa quanto a acusação se opuseram, alegando que precisavam de mais tempo para se preparar.

Recorde-se que após sair da Casa Branca, após ter perdido as eleições presidências em 2020 Donald Trump levou consigo caixas de documentos classificados, que pela lei americana é proibido.

Uma pessoa morreu e 48 pessoas ficaram feridas numa explosão de gás subterrâneo, em Joanesburgo, na África do Sul.

Ainda não são conhecidas as causas da explosão. Inicialmente acreditava-se que fosse explosão de um tubo de gás enterrado numa das avenidas de Joanesburgo, mas a Egoli Gas, empresa responsável pela instalação negou a infanção.

O momento ficou registado em vídeo. Imagens mostram violência da explosão, que sacudiu carros que se encontravam estacionados junto ao passeio e pessoas que caminhavam na estrada.

Segundo o Notícias ao Minuto, os bombeiros, encontraram o corpo de um homem, debaixo de um veículo.Das 48 pessoas que ficaram feridas feridos, 12 continuam internadas e 36 já receberam alta hospitalar.

As autoridades estimam que uma área que cobre cinco quarteirões da cidade foi danificada e pelo menos seis vias foram afectadas. Trinta e quatro veículos foram danificados, alguns deles virados de lado ou em cima de outros veículos.

A Rússia atacou Odessa, cidade costeira da Ucrânia, na madrugada desta sexta-feira, pela quarta noite consecutiva.

De acordo com um representante da Administração Militar da região ucraniana, citado pelo Notícias ao Minuto, os ataques russos atingiram depósitos de cereais de uma empresa do sector agrícola e destruíram 120 toneladas de produtos.

A fonte afirmou que cem toneladas de ervilhas e 20 toneladas de cevada foram destruídas. Duas pessoas ficaram feridas com cortes causados por vidros partidos durante as explosões.

O responsável disse ainda que o atentado contra o sector agrícola ucraniano foi realizado com mísseis de cruzeiro kalibr.

A Rússia tem atacado diariamente, desde terça-feira, portos e infraestruturas dedicados à exportação de produtos agrícolas, sobretudo cereais, da região de Odessa, onde se situam os três portos incluídos no chamado acordo dos cereais que Moscovo abandonou no início da semana.

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA, maior partido na oposição) apresentou, esta quarta-feira, em conferência de imprensa, uma iniciativa de acusação do Presidente de Angola, João Lourenço, por alegadamente ter subvertido o processo democrático no país e consolidar um regime autoritário que atenta contra a paz.

“A governação de João Lourenço é contra a democracia, a paz social e contra a independência nacional. A sua rejeição pela nação traduz-se na mais elevada taxa de reprovação já verificada em tempo de paz”, refere o partido, citado pelo Observador.

Segundo o grupo parlamentar, o sentimento geral dos cidadãos é de que o Presidente da República traiu o juramento que fez, perdeu absolutamente a confiança dos eleitores e, por isso, “deve ser destituído do cargo”.

A UNITA recorda que João Lourenço, durante a sua posse em 15 de Setembro de 2022, jurou desempenhar com dedicação as funções de que foi investido, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República de Angola e as leis e defender a independência, a soberania e a unidade da nação.
Volvidos nove meses, na opinião da UNITA, o Presidente angolano “subverteu o processo democrático e consolidou no país um regime autoritário, que atenta contra a paz e contra os direitos fundamentais dos angolanos”.

O partido, sustenta, na sua iniciativa, que na actual governação de João Lourenço “não há pluralismo nem igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas correntes de opinião política no espaço público. Só há um poder efectivo numa República que funciona cada vez mais como uma autocracia. Tal subversão constitui um crime de violação da Constituição que atenta gravemente contra o Estado democrático de Direito”, aponta.

Os deputados da UNITA realçam que, enquanto titular do poder executivo, ao ter definido a orientação política do país, “por via do qual do Estado foi capturado por uma oligarquia que é dirigida, mantida e controlada pelo Presidente da República”, João Lourenço “atentou e atenta contra a dignidade da pessoa humana, a concretização da independência nacional e contra a construção da paz social e da unidade da nação”.

Acusam o chefe de Estado angolano de furtar-se ao cumprimento das tarefas fundamentais do Estado e promover, em vez disso, políticas erradas de governação e bloquear a fiscalização dos seus atos de governação pelos órgãos competentes e independentes do Estado.

Para a UNITA, João Lourenço tornou-se o “único responsável político” pela crise geral de governação que Angola vive e que se manifesta, entre outros aspetos, no “assalto” ao Tesouro Nacional para “financiar direta e indiretamente os investimentos privados da oligarquia que protege”.

“Ao promover, manter, consolidar e cristalizar a partidarização e controlo directo ou indirecto, aberto ou velado das instituições do Estado por um partido político, o Presidente da República, com flagrante desvio ou abuso das suas funções ou com grave violação dos inerentes deveres, destrói, altera ou subverte o Estado de Direito constitucionalmente estabelecido”, refere a UNITA.

O partido liderado por Adalberto Costa Júnior diz igualmente existirem “fortes evidências de coação” contra órgãos constitucionais, designadamente, a Assembleia Nacional (parlamento), a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Banco Nacional de Angola (BNA) e os tribunais, “da parte do Presidente da República, que atentam contra o regular funcionamento das instituições”.

Em relação ao poder judicial, acrescenta, “há evidências claras de interferência do Presidente da República, controlo, instrumentalização e manipulação dos juízes dos tribunais superiores, para além de o Presidente da República não defender a Constituição ao não ter exatamente o mesmo procedimento em relação aos dois juízes conselheiros presidentes que alegadamente atuaram à margem da lei”.

De acordo com a UNITA, “aumentaram” igualmente “evidências de actos de corrupção activa e passiva” no seio de titulares de cargos políticos dependentes do Presidente da República “que, mesmo depois de receber denúncias, queixas e reclamações diversas, manifesta inação, tolerância, conivência ou desdém”.

Nesta proposta de destituição de João Lourenço, a UNITA assinala ainda que, com as referidas práticas, João Lourenço “construiu e consolidou um regime político assente na subversão da lei e do Estado, na corrupção, contrariando o juramento da sua posse”.

O grupo parlamentar da UNITA vai apresentar ao plenário da Assembleia Nacional — com maioria do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, liderado por João Lourenço), esta iniciativa para o processo de acusação e destituição do Presidente angolano, João Lourenço.

Centenas de manifestantes revoltados com a queima de exemplares do Alcorão invadiram a embaixada da Suécia em Bagdá, capital do Iraque, e atearam fogo no prédio, na madrugada desta quinta-feira.

Segundo a imprensa internacional, a embaixada foi incendiada durante a manifestação organizada por partidários do líder religioso xiita Moqtada al-Sadr.

Segundo os vídeos partilhados nas redes sociais e uma testemunha que falou à Reuters sob anonimato, dezenas de homens saltarem a cerca do complexo diplomático sueco e o som destes a tentarem arrombar uma porta. Outro vídeo mostra o que parece ser uma pequena fogueira a ser iniciada e em outras imagens vários indivíduos parecem estar numa sala da embaixada, com um alarme audível ao fundo.

“Os funcionários da representação sueca encontram-se em segurança”, declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Suécia, num email citado pela RTP.

“Estamos a par da situação. O pessoal da nossa embaixada (no Iraque) está em segurança e o Ministério mantém contacto regular com eles”, acrescentou.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraquiano já condenou o ataque, tendo dado instruções às autoridades competentes de segurança para conduzirem uma investigação urgente e tomarem as medidas de segurança necessárias para descobrir as circunstâncias do incidente e identificar os autores do ato e responsabilizá-los de acordo com a lei.

As manifestações aconteceram na sequência de um homem ter planeado, sob protecção da polícia, queimar uma cópia do Alcorão e da Torá, o livro sagrado dos judeus, em frente à embaixada de Israel em Estocolmo no sábado, referiu o Notícias ao Minuto.

No entanto, o homem terá já abandonado aquele plano.

O direito de realizar manifestações públicas é protegido pela Constituição sueca, e as leis contra a blasfémia foram abandonadas nos anos de 1970.

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