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O País – A verdade como notícia

O Governo ucraniano convidou, esta quinta-feira, o Papa Francisco a visitar o país após discutir o acordo de paz no Vaticano e pediu ajuda para repatriar as crianças ucranianas levadas para a Rússia pelas forças comandadas por Moscovo.

O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, disse que, durante a audiência, conversou com o Papa Francisco sobre o plano de paz apresentado pelo Presidente Volodymyr Zelensky, bem como sobre os vários passos que o Vaticano poderá dar para nos ajudar a alcançar esse plano.

“Convidei sua santidade a visitar pessoalmente a Ucrânia. Pedi, por exemplo, a participação, a ajuda do Vaticano, para trazer de volta à Ucrânia crianças, algumas das quais órfãs, e que foram transferidas à força, principalmente para a Rússia”, disse o primeiro-ministro ucraniano, citado pelo Observador.

As autoridades de Kiev estimam que mais de 16.000 crianças ucranianas foram sequestradas e levadas para a Rússia desde o início da invasão da Ucrânia, a 24 de Fevereiro de 2022, muitas das quais foram colocadas em orfanatos.

Moscovo rejeita essas acusações, alegando ter “salvado crianças ucranianas”, mantendo-as longe dos combates e implementando procedimentos para reuni-las com as suas famílias.

No final da audiência, o Vaticano emitiu um breve comunicado afirmando que as “conversações cordiais” se concentraram nas “várias questões relacionadas com a guerra na Ucrânia, em particular com matérias humanitárias.

Desde o início do conflito que o Papa Francisco tem feito apelos à paz na Ucrânia, condenando veementemente uma guerra que classificou de “absurda e cruel”.

Apesar das propostas de mediação, a diplomacia da Santa Sé não conseguiu impor-se neste conflito.

O Papa admitiu deslocar-se a Kiev e a Moscovo, no âmbito dessa mediação.

O exército do Sudão concordou em estender por mais 72 horas a trégua acordada com as Forças de Apoio Rápido e em reunir-se com um representante do grupo paramilitar.

Num comunicado, citado pelo Observador, o exército explicou que o general Abdel Fattah al-Burhan, o líder de facto do Sudão, recebeu a iniciativa da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento da África Oriental, na qual foi decidido designar os presidentes do Sudão do Sul, Quénia e Djibuti para trabalharem em propostas de soluções para a crise actual.

“As propostas incluem estender a trégua actual por mais 72 horas e enviar um representante das Forças Armadas e da milícia rebelde a Juba para negociar os detalhes da iniciativa”, refere-se no comunicado, divulgado na rede social Twitter.

Horas antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Sudão do Sul, Deng Dau, tinha dito que o Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, esteve com contacto com al-Burhan e com o líder das RSF, o general Mohamed Hamdane Daglo, conhecido como Hemedti.

Deng Dau disse que al-Burhan estaria disposto a encontrar-se com Hemedti para tentar uma solução diplomática para o conflito.

Pelo menos 512 pessoas foram mortas e 4.193 ficaram feridas nos 11 dias de combates, principalmente em Cartum e Darfur (oeste), informou na quarta-feira o Ministério da Saúde sudanês.

Apesar de uma trégua de 72 horas mediada pelos Estados Unidos ter entrado em vigor na segunda-feira de manhã, combates de baixa intensidade continuaram.

Os confrontos entre o exército e os paramilitares no Sudão não dão trégua e já deixaram mais 500 mortos e 4.193 feridos, de acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Face a estes combates que se desenrolam há quase duas semanas, o Ministério da Defesa da China anunciou ontem que o Exército chinês enviou navios da Marinha para retirar cidadãos chineses do Sudão.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério Tan Kefei explicou que a China procura proteger a vida e os bens dos seus cidadãos no país africano, onde as “condições de segurança continuaram a deteriorar-se nos últimos dias”.

Tan Kefei, citado pelo Notícias ao Minuto, não especificou quantos navios vão ser enviados para o Sudão. A China começou esta semana a retirar grupos de cidadãos para os países vizinhos.

Segundo dados difundidos pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, mais de mil cidadãos chineses viviam no Sudão, na altura em que os combates começaram.

A China tem uma forte presença económica no Sudão, apesar da contínua turbulência política no país islâmico, desde que se dividiu em dois, em 2011, após a formação do Sudão do Sul, ao fim de décadas de guerra civil.

Mais de 130 empresas chinesas investem e operam no Sudão, que também abriga uma grande força de trabalho chinesa. A China é também o maior parceiro comercial do Sudão, com um volume de comércio total de 2,6 mil milhões de dólares.

As empresas chinesas no Sudão estão envolvidas na construção de infraestruturas, tendo uma participação de mercado de mais de 50% em contratos de obras.

De acordo com o Ministério do Comércio da China, foram assinados 40 novos contratos por empresas chinesas no Sudão em 2020.

Na última semana, vários países, como Estados Unidos, Japão, Espanha e Coreia do Sul, anunciaram o envio de aeronaves para Djibuti, um pequeno país a cerca de 1.700 quilómetros de Cartum e onde tanto os EUA como a China têm bases -, para coordenar a retirada.

A Índia também enviou um navio da Marinha, na segunda-feira, para transferir parte dos seus cidadãos no Sudão para um local seguro.

Subiu de 47 para 90 o número de corpos identificados em valas comuns, em uma igreja no Quénia, que incentivava os crentes a jejuarem até à morte. Há, entretanto, 34 crentes encontrados com vida.

Os dados foram actualizados pelas autoridades, nesta terça-feira. Os mortos, encontrados em valas comuns, no norte do Quénia, faziam parte da Igreja Internacional da Boa Nova.

De acordo com as investigações, o fundador da igreja incentivou os seguidores a fazerem um jejum extremo, justificando ser a via para encontrar Jesus Cristo.

O religioso foi preso, mas alguns crentes da igreja estão escondidos, a cumprir o jejum, segundo a Polícia.

A Cruz Vermelha no Quénia começou a trabalhar para tentar localizar mais de 210 pessoas dadas como desaparecidas, entre elas 112 crianças.
O Presidente do Quénia disse que as mortes ligadas à seita são semelhantes ao terrorismo e prometeu endurecer as acções contra os cultos, que deturpam a religião.

De acordo com a imprensa local, o líder da seita, Paul Makenzie Nthenge, foi detido a 14 de Abril, depois de duas crianças terem morrido à fome quando, sob responsabilidade dos pais, também foram submetidas a jejum. Nthenge veio a pagar caução, teve liberdade condicional, mas voltou às celas na sequência das novas mortes, cujo número tende a crescer.

A Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, esta terça-feira, para possíveis crimes de guerra e tentativas de agressões sexuais no Sudão.

Numa reunião do Conselho de Segurança para discutir o cenário caótico dos últimos dias no Sudão, realizada esta terça-feira, o enviado especial da missão das Nações Unidas no país, Volker Perth, apresentou relatos de tentativas de agressões sexuais e alertou para possíveis crimes de guerra.

Volker Perth afirmou que ambas as partes em conflito têm desrespeitado as leis e normas de guerra, atacando indiscriminadamente áreas densamente povoadas, hospitais, lojas e carros civis que transportam doentes, feridos e idosos.

“Esses abusos são sem escrúpulos e podem constituir crimes de guerra ou crimes contra a humanidade. Áreas residenciais estão sob ataques persistentes. Casas, lojas, escolas, instalações de água e eletricidade, mesquitas e hospitais foram danificados ou totalmente destruídos. Há relatos de invasões de casas e saques desenfreados. Estes incluem casas e carros de cidadãos sudaneses, funcionários da ONU, trabalhadores humanitários e da comunidade diplomática. Também recebemos relatos perturbadores de tentativas de agressões sexuais”, advogou Perth, numa chamada videochamada a partir do Sudão.

O enviado da ONU falou ainda em relatos de detidos que estão a ser libertados de centros de detenção em Cartum, capital do país, fazendo crescer os temores de aumento de criminalidade.

Na ocasião, Volker Perthes sugeriu um cessar-fogo sustentado com um mecanismo de monitorização; um retorno às negociações políticas; e o alívio do sofrimento humano.

Também o secretário-geral da ONU, António Guterres, esteve presente na reunião, onde observou que o Sudão faz fronteira com sete países, todos eles envolvidos em conflitos ou em graves distúrbios civis na última década.

“É uma porta de entrada para o Sahel, onde a insegurança e a instabilidade política pioram ainda mais uma situação humanitária já catastrófica”, alertou Guterres.

Temendo que o conflito se estenda pela região, Guterres apontou que a luta pelo poder no Sudão não está apenas a colocar em risco o futuro do país, mas a “acender um pavio que pode explodir além-fronteiras, causando imenso sofrimento durante anos e atrasando o desenvolvimento em décadas”.

Arranca, esta terça-feira, a cimeira internacional sobre a Venezuela, promovida pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, destinada a promover o reatamento do diálogo entre o Governo de Nicolás Maduro e a oposição venezuelana.

O encontro, segundo o Ministério de Relações Exteriores da Colômbia (MREC), reunirá convidados de 20 países, e decorrerá esta terça-feira no Palácio de San Carlos, sede daquela entidade na cidade colombiana de Bogotá, a capital do país.

Num comunicado divulgado na página web, citado pelo Notícias ao Minuto, o MREC explica que além de Portugal, da Europa foram também convidados, a Alemanha, Espanha, França, Itália, a Noruega, o Reino Unido e o Alto Representante da União Europeia para Assuntos Exteriores, Josep Borrell.

A Argentina, Barbados, Bolívia, Brasil, Canadá, Chile, os Estados Unidos de América, as Honduras, o México, San Vicente & Granadinas, a África do Sul e a Turquia, são outros países convidados.

“As delegações começaram a chegar à Colômbia, na tarde de segunda-feira, para se reunirem hoje, 25 de Abril, por volta das 11h00 locais, na sede do Ministério de Relações Exteriores. A instalação da reunião, pelo presidente da República, Gustavo Petro, será transmitida via streaming”, explica.

No dia 15 de Abril, a Colômbia anunciou que marcou para 25 de Abril um encontro internacional promovido pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, para promover o reatamento do diálogo entre o governo e a oposição venezuelana.

O Governo colombiano anunciou, ontem, que expulsou o líder da oposição da venezuelana, Juan Guaidó, por ter entrado no país de forma clandestina, para participar da cimeira internacional sobre a crise política na Venezuela.

De acordo com um comunicado do Governo, citado pelo Notícias ao Minuto, o dirigente foi “levado até ao aeroporto El Dorado”, em Bogotá, de onde partiu.

Uma fonte da oposição venezuelana, que pediu para não ser identificada, disse que Bogotá obrigou Guaidó a apanhar um voo comercial para os Estados Unidos.

A posição do governo colombiano foi dada a conhecer depois de Guaidó anunciar que acabava de “chegar à Colômbia, da mesma maneira que o têm feito milhões de venezuelanos, a pé”.

“Vim no marco da cimeira convocada pelo Presidente [colombiano, Gustavo] Petro para esta terça-feira, 25 de Abril, e solicitarei uma reunião com as delegações internacionais que assistirão”, explicou Guaidó, num comunicado divulgado na rede social Twitter.

“Não vou parar de denunciar os crimes que lesam a humanidade cometidos pelo regime de Maduro. Exijo a liberdade dos quase 300 presos políticos que permanecem nos calabouços, que deixem de perseguir a minha família, a minha equipa e os que lutam por uma melhor Venezuela. A nossa luta é por eleições livres e pelo respeito pelos Direitos Humanos”, acrescentou.

Pelo menos 60 civis foram mortos numa aldeia no norte do Burkina Faso por homens envergando uniformes do exército do país africano. O anúncio foi feito, no domingo, pelo procurador-geral da região de Ouahigouya.

Num comunicado, citado pelo Notícias ao Minuto, Lamine Kaboré disse ter sido informado pela polícia que na aldeia de Karma, localizada na província de Yatenga, cerca de 60 pessoas teriam sido mortas por pessoas vestindo uniformes das forças armadas do Burkina Faso, na quinta-feira.

“Os feridos foram retirados e encontram-se neste momento a ser tratados nas nossas estruturas de saúde”, acrescentou o procurador.

Moradores contactados pela agência de notícias France-Presse disseram que mais de uma centena de pessoas em motocicletas e carrinhas de caixa aberta invadiram a aldeia de Karma na quinta-feira. Dezenas de homens e jovens foram executados por esses homens vestidos com uniformes militares.

O massacre ocorreu uma semana após a morte de seis soldados e 34 membros dos Voluntários para a Defesa da Pátria (VDP, auxiliares civis do exército) durante um ataque de supostos fundamentalistas islâmicos perto da aldeia de Aorema, a cerca de 15 quilómetros de Ouahigouya.

A aldeia de Karma fica a cerca de 40 quilómetros de Aorema, perto da fronteira com o Mali, e atrai muitos garimpeiros ilegais.

Espanha e Itália anunciaram, hoje, que conseguiram retirar por via aérea de mais duas centenas de pessoas do Sudão, incluindo portugueses, no âmbito do movimento de saída de cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático.

A Itália, segundo o Diário de Notícias, anunciou a retirada de 136 pessoas da capital do Sudão, Cartum, entre eles portugueses, para Djibuti, numa operação coordenada pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros italiano.

“Os 105 cidadãos italianos e 31 estrangeiros, incluindo portugueses, australianos, gregos, britânicos e suecos, foram transferidos para Djibuti”, informou o Governo italiano em comunicado, no domingo à noite.

A operação foi realizada “em colaboração com outros países europeus e aliados”, tendo sido criada “uma ponte aérea internacional autorizada a chegar à base militar em Djibuti”.

Já o avião militar espanhol “descolou de Cartum pouco antes das 23h00 locais com cerca de uma centena de passageiros”, referiu o Governo espanhol em comunicado.

Além de espanhóis, entre os passageiros há portugueses, italianos, polacos, irlandeses, mexicanos, venezuelanos, colombianos e argentinos, bem como sudaneses, detalharam fontes do Ministério da Defesa espanhol.

O Governo português tinha dito que o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e o Ministério da Defesa Nacional estavam “a trabalhar em articulação, juntamente com outros países aliados, com vista à retirada, em segurança, dos cidadãos nacionais que se encontram no Sudão”.

“Foram já contactados todos os cidadãos nacionais conhecidos no Sudão, e as diferentes situações estão a ser acompanhadas”, adiantou o Ministério dos Negócios Estrangeiros, em comunicado divulgado esta segunda-feira.

O avião espanhol “voa com mais de 30 espanhóis e outros 70 cidadãos europeus e latino-americanos retirados de Cartum, capital do Sudão, com destino ao Djibuti, após uma operação coordenada pelos Ministérios dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação e da Defesa”, especificou o Governo de Espanha.

“Nenhum incidente na transferência”, também informou na rede social Twitter o ministro dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação espanhol, José Manuel Albares.

Além dos retirados na operação desta segunda-feira, um grupo de espanhóis decidiu, voluntariamente, permanecer no Sudão ou abandoná-lo por outros meios, enquanto outros conseguiram deixar o país já antes da implementação deste dispositivo.

Na operação desta segunda-feira, acrescentou o Ministério da Defesa, estiveram envolvidos cerca de 200 militares.

O Sudão entrou esta segunda-feira na segunda semana de violentos combates. O balanço provisório dos confrontos indica que há mais de 420 mortos e 3.700 feridos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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