Skip to main content

O País – A verdade como notícia

A França vai retirar os seus cidadãos e pessoal diplomático do Sudão. A embaixada da Turquia também anunciou que a retirada dos seus cidadãos terá início hoje.

O anúncio da “operação de retirada rápida” de cidadãos franceses e pessoal diplomático foi feito hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de França, acrescentando que cidadãos europeus e nacionais de países parceiros aliados também são apoiados, escreve o Notícias ao Minuto.

Por seu lado, a embaixada da Turquia disse que o processo de retirada dos seus cidadãos também arranca hoje, tendo em conta a situação “caótica” que se vive actualmente na capital.

Os cidadãos terão dois pontos de encontro, num hotel e numa mesquita e têm instruções para usar calçado e roupa confortável, pois espera-os uma viagem que durará entre 22 a 24 horas, e levarem apenas o passaporte e uma bagagem de mão de no máximo oito quilos onde devem levar água e comida.

No sábado, o Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse que estava concluída a retirada dos funcionários da embaixada norte-americana no Sudão. Os funcionários foram levados de avião para um local não identificado, na Etiópia, revelaram à agência de notícias Associated Press dois responsáveis que conhecem a operação.

Sauditas e cidadãos de outros países retirados do Sudão chegaram também este sábado a Jeddah, cidade portuária da Arábia Saudita, no dia em que o chefe do exército admitiu não controlar o aeroporto internacional de Cartum, comprometendo operações de retirada.

Segundo o Notícias ao Minuto, o aeroporto de Cartum continua a não funcionar e as rotas terrestres da capital para fora do país são longas e perigosas, mesmo sem as hostilidades actuais, o que coloca dificuldades e riscos de segurança adicionais.

Segundo o mais recente balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo menos 413 civis morreram e 3.551 ficaram feridos desde o início do conflito no Sudão.

O Presidente do Brasil, Lula da Silva, chegou a Portugal, ontem, para uma visita oficial de cinco dias. Entretanto, a sua estadia é marcada por polémica, devido aos seus últimos pronunciamentos sobre a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Em cerca de uma semana e meia, Lula da Silva cumpre uma maratona diplomática que atravessa continentes.

Esta sexta-feira chegou a Portugal, acompanhado de oito ministros, para uma visita oficial até o dia 25 de Abril.

O presidente brasileiro foi recebido pelo seu homólogo, Marcelo Rebelo de Sousa.

Depois de cumprir vários momentos do protocolo, os presidentes foram ao Palácio de Belém, onde Lula da Silva depositou uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões.

Ainda no Palácio de Belém, Marcelo e Lula estiveram reunidos em privado e depois dirigiram-se à imprensa.

Lula da Silva reiterou as críticas à União Europeia, tendo sublinhando que se não faz a paz, contribui para a guerra. Por sua vez, Marcelo censurou a Rússia.

A vista do presidente do Brasil é marcada por polémicas, uma das quais, que resultam dos seus últimos pronunciamentos em relação à guerra na Ucrânia, primeiro feitos na China e depois em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, onde acusou os Estados Unidos da América e a União Europeia de prolongar o conflito, dando também a entender que a Ucrânia não teria sido um actor passivo no início da guerra.

As afirmações de Lula da Silva causaram insatisfação aos cidadãos ucranianos residentes em Portugal e, este sábado, manifestaram-se em frente a embaixada do Brasil, em Lisboa, e entregaram uma carta de protesto pelos pronunciamentos de Lula da Sila.

Em Portugal, Lula vai fechar acordos bilaterais na cimeira luso-brasileira e seguirá em viagem para a Espanha.

 

 

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia anunciou hoje a expulsão de mais de vinte diplomatas alemães.

Moscovo diz que a decisão é uma retaliação a uma medida semelhante alegadamente tomada por Berlim.

No entanto, o Governo alemão não confirma a expulsão de diplomatas russos. Diz apenas que tem mantido contacto com o Executivo russo sobre o pessoal nas suas respectivas representações num e noutro país.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia emitiu um comunicado anunciando medidas retaliatórias após a nova expulsão em massa de diplomatas russos na Alemanha.

“Condenamos veementemente estas acções de Berlim, que continuam a destruir (…) todo o leque das relações russo-alemãs, incluindo a sua dimensão diplomática”, criticou a diplomacia russa.

No comunicado de imprensa, Moscovo especifica que a 05 de Abril notificou oficialmente o embaixador alemão, Geza Andreas von Geyr, da decisão de limitar consideravelmente o número máximo de funcionários das missões diplomáticas alemãs na Rússia.

Cientistas alertam para a possibilidade de ocorrência de mais um sismo na zona a sul do distrito de Puturge, na Turquia. Segundo os investigadores parte da falha do terramoto de Fevereiro permanece intacta e a qualquer momento pode gerar outro sismo.

A previsão parte da conclusão de um estudo liderado pela Universidade do Sul da Califórnia, publicado na revista especializada Seismica, que prevê a possibilidade de ocorrência de um novo sismo na Turquia.

Socorrendo-se de sensores remotos, os geofísicos documentaram o grave terramoto de 6 de Fevereiro que matou mais de 50 mil pessoas no leste da Turquia e destruiu mais de 100 mil edifícios.

“Sabemos um pouco mais sobre o que nos pode esperar. Não sabemos o momento, mas sabemos onde pode acontecer”, explicaram os investigadores, através de um comunicado.

Segundo o “Notícias ao Minuto”, um gráfico de dados mostra a actividade sísmica e a quantidade de deslizamentos de placas ao longo das falhas.

A zona a sul do distrito de Puturge, na Turquia, mostra um aglomerado de actividade sísmica ao longo da falha, mas sem deslizamentos, o que para os cientistas significa que parte da falha está travada, mas é provável que acabe por desabar a qualquer momento.

“Existe esta região, onde podemos esperar um terramoto de magnitude 6,8. A população precisa de estar preparada para isso. Mas, também a comunidade científica, porque a situação nos dá a oportunidade de montar uma experiência de monitorização sobre como um terramoto começa e termina”, explicam os investigadores.

 

 

Há quase uma semana intensa de combates na capital do Sudão, Cartum, o Exército sudanês anunciou esta sexta-feira que aceita a trégua de três dias oferecida pelo grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) por ocasião do fim do Ramadão.

O exército do Sudão e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF) chegaram a um acordo para uma trégua de três dias, que teve início esta sexta-feira, para permitir que a população do Sudão consiga festejar o feriado islâmico Eid Al-Fitr, que põe fim ao período de jejum do Ramadão.

“As forças armadas esperam que os rebeldes cumpram com todos os requisitos desta trégua e que parem quaisquer movimentações militares que possam obstruir isso”, disse o exército em comunicado, citado pelo Observador.

Os confrontos começaram no dia 15 de Abril do ano e curso devido a divergências sobre a reforma do exército e a integração das Forças de Apoio Rápido no exército, parte do processo político para a democracia no Sudão após o golpe de Estado de 2021.

O golpe de Estado foi realizado conjuntamente pelo chefe do exército sudanês, Abdel Fattah al-Burhan, e pelo líder do grupo paramilitar, Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como “Hemedti”, que agora protagonizam os confrontos.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou na quinta-feira a uma trégua imediata de pelo menos três dias no país africano.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu, esta quinta-feira, um cessar-fogo “de pelo menos três dias” no Sudão por ocasião das celebrações que marcam o fim do Ramadão.

As declarações foram feitas numa reunião convocada pela União Africana para abordar a dramática situação no Sudão com líderes da Liga Árabe, da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, Igad, da União Europeia e representantes de vários países.

Para o líder das Nações Unidas, a decisão permitiria que civis, agora isolados em áreas afectadas pelos conflitos, possam fugir e procurar tratamento, medicamentos, alimentos e outros suprimentos urgentes.“Como prioridade imediata, apelo a um cessar-fogo de pelo menos três dias, marcando as comemorações do ‘Eid al-Fitr’, para permitir que os civis presos em zonas de conflito escapem e procurem tratamento médico, alimentos e outros elementos essenciais“, disse o líder da ONU.

Na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, Guterres disse ter havido consenso dos participantes na condenação aos confrontos no país africano e no apelo pelo fim de ataques, situação que considera “dramática”.

Para António Guterres, o cessar-fogo deve ser o primeiro passo rumo ao processo de busca de uma interrupção permanente.

O secretário-geral da ONU pediu ainda que haja “diálogo sério” seguido por um momento de transição até que seja nomeado um governo civil.
Guterres disse estar preocupado com alto custo da situação sobre civis, as implicações em crianças repetitivamente forçadas a abrigar-se em escolas ou evacuações de hospitais debaixo de fogo numa realidade “totalmente ultrajante”.

Os confrontos continuam em Cartum e em outros estados do Sudão. De acordo com os últimos relatórios da Organização Mundial da Saúde (OMS), 330 pessoas morreram e quase 3200 ficaram feridas, desde 15 de Abril. A Organização alerta ainda para os relatos de agressões sexuais.

“Desde 15 de Abril, cerca de 330 pessoas foram mortas e quase 3.200 feridas como resultado de confrontos entre o Governo e as forças armadas da oposição em Cartum e outros estados, incluindo os de Darfur”, disse o diretor regional da OMS, Ahmed al-Mandhari, numa conferência de imprensa virtual, citada pelo Observador.

O responsável da OMS salientou que “os relatos de agressões sexuais a trabalhadores da ajuda internacional são também muito preocupantes, assim como os de ataques aos cuidados de saúde, incluindo agressões a trabalhadores da saúde, ocupação militar de hospitais, pilhagem e sequestro de ambulâncias”.

Al-Mandhari disse que a insegurança “restringe a circulação em Cartum”, capital do Sudão, tornando difícil o acesso de médicos, enfermeiros, pacientes e ambulâncias às instalações de saúde, e pondo em perigo a vida das pessoas que necessitam de cuidados médicos urgentes.

A partir desta quinta-feira, segundo o Ministério da Saúde, 20 hospitais foram obrigados a fechar, devido aos ataques ou falta de recursos, e oito outros centros de saúde estão em risco de encerramento devido ao cansaço do pessoal ou à falta de médicos e abastecimentos, disse o responsável de Omani.

Já a União dos Médicos do Sudão afirmou esta quinta-feira que 70% dos hospitais de Cartum e dos estados em redor do conflito estão fora de serviço.

“Dos 74 hospitais da capital e dos estados em redor das áreas de combate, 52 estão fora de serviço”, disse.

Subiu para 198 o número de civis mortos desde o início dos confrontos armados no Sudão, de acordo com o Sindicato dos Médicos do Sudão. O sindicato diz que este valor é inferior ao que foi fornecido pela OMS que indica a morte de 300 pessoas desde sábado passado. Os dados da mesma fonte indicam que 1.207 pessoas ficaram feridas.

Através da plataforma digital Facebook, o Sindicato dos Médicos do Sudão apontou que, na quarta-feira, 24 civis foram vítimas dos confrontos frisando que a região de Al Fasher, no Darfur, e Cartum são as zonas mais afetadas pelos combates.

“Há um número de feridos e mortos que não está incluído neste balanço porque não foi possível o acesso aos hospitais devido às dificuldades de mobilidade no país”, esclarece o sindicato.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que morreram 300 pessoas desde o início dos confrontos registados entre as duas fações militares do Sudão.

O motivo pelo qual se verifica uma grande disparidade nos dois balanços pode estar relacionada com o facto de a agência das Nações Unidas manterem ainda presença em muitas zonas do país.

Na quarta-feira começou um novo período de tréguas de 24 horas, que deve terminar hoje à tarde.

Mesmo assim, o acordo destinado a permitir aos civis reunirem-se com as famílias, assim como garantirem o abastecimento de emergência, não foi integralmente respeitado.

Vários países mantêm esforços diplomáticos e políticos para que o Exército sudanês e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido venham a alcançar um acordo com vista ao fim dos combates antes do início do Ramadão que começa na sexta-feira.

 

MAIS DE METADE DOS HOSPITAIS ENCERRADOS EM CARTUM

Mais de metade dos hospitais estão encerrados em Cartum, capital do Sudão, devido à falta de pessoal médico.

“Dos 59 estabelecimentos hospitalares da capital e das zonas adjacentes às áreas onde se verificam os confrontos, há 39 [hospitais] que se encontram fora de serviço”, disse ontem o Sindicato dos Médicos do Sudão, citado pela DW.

Entre os hospitais que deixaram de prestar serviços, nove foram bombardeados e 16 foram evacuados, disse ainda o sindicato sem se referir aos autores dos ataques.

Neste momento 20 hospitais estão a funcionar de forma total ou parcial, sendo que a maior parte só garante primeiros socorros.

+ LIDAS

Siga nos