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O País – A verdade como notícia

A cantora norte-americana, Madonna, adiou uma digressão em celebração dos 40 anos de carreira, devido a uma infecção bacteriana grave, que a levou a ficar vários dias nos cuidados intensivos.

A notícia do estado de saúde e do internamento na Unidade de Cuidados Intensivos, às pressas, de um dos maiores nomes da música internacional desde a década de 1980, surpreendeu a muitos.

Madonna de 64 anos de idade desenvolveu uma infecção bacteriana grave, que a levou a ficar vários dias internada. De acordo com a imprensa internacional, o quadro da cantora apresenta melhorias, mas a artista vai continuar sob cuidados médicos.

O arranque da digressão “Celebration Tour”, em comemoração dos 40 anos de carreira da considerada “Rainha do Pop” estava marcado para 15 de Julho, no Canadá.

Ainda em Julho, faria uma sequência de shows nos Estados Unidos. Em Outubro, Madonna seguiria com a digressão pela Europa com shows em países como Inglaterra, França, Itália e Portugal.

O agente de Madonna disse que, em breve, serão reveladas as novas datas para os concertos que tiverem de ser remarcados.

Pelo menos 150 pessoas foram detidas, na madrugada desta quarta-feira, após um adolescente negro de 17 anos ter sido baleado no peito num posto de controlo da polícia, na cidade de Nanterre, em Paris.

O jornal diário francês Le Figaro, citado pelo Notícias ao Minuto, noticiou que depois da morte do adolescente, a polícia denunciou uma tentativa de atropelamento e fuga, embora um vídeo tenha desmentido esta versão.

O Governo enviou, entretanto, cerca de dois mil polícias para Nanterre.

“Uma noite de violência intolerável contra os símbolos da República: câmaras municipais, escolas e esquadras de polícia incendiadas ou atacadas. 150 pessoas detidas”, escreveu esta manhã o ministro do Interior francês, Gérald Darmanin, na sua conta na rede social Twitter.

A morte do jovem Nael por um polícia que alegou ter usado a arma em legítima defesa, uma versão desmentida pelas imagens de vídeo do incidente, já tinha provocado tumultos na noite anterior, nos quais cerca de 30 pessoas foram detidas, cerca de 40 veículos incendiados e 24 polícias feridos.

Na quarta-feira, após a primeira noite de incidentes violentos, concentrados principalmente em Nanterre e noutras zonas suburbanas de Paris, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e vários membros do seu gabinete apelaram à calma e expressaram solidariedade para com a família do Nael, sublinhando que a sua morte é “inexplicável e indesculpável”.

Em Nanterre, onde os confrontos foram mais violentos, vários edifícios públicos e privados, incluindo escolas, sofreram danos significativos e inaceitáveis, por vezes irreparáveis.

O Presidente Emmanuel Macron convocou entretanto um gabinete de crise com vários ministros para lidar com a situação: a noite foi marcada por tensão e violência em vários pontos do país, saindo já dos limites de Nanterre.

Os confrontos, que se espalharam por vários municípios em redor de Paris, tinha já levado à detenção de 31 pessoas, ferimentos ligeiros em 24 elementos das forças de segurança e cerca de 40 carros queimados, indicou o Ministério do Interior francês.

Os manifestantes atacaram vários veículos da polícia, esquadras e câmaras municipais, incendiaram uma escola primária e uma loja.

O conflito no Sudão está a intensificar-se na região do Darfur, o alerta é Organização das Nações Unidas (ONU).

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) está cada vez mais alarmado com as crescentes necessidades humanitárias das pessoas afectadas pela crise no Sudão, uma vez que o número de deslocados continua a aumentar e a prestação de ajuda continua a ser severamente limitada pela insegurança e pela falta de acesso e financiamento.

Raouf Mazou, alto-comissário adjunto do ACNUR, citado pelo Notícias ao Minuto, disse aos jornalistas em Genebra que a situação no Darfur é provavelmente “a que mais nos preocupa”.

“Há uma intensificação do conflito em Darfur. A dimensão étnica que vimos no passado, infelizmente, está a voltar”, alertou o alto-comissário adjunto do ACNUR disse Mazou.

O responsável do ACNUR referiu que um número crescente de refugiados fogem também para o Chade e muitos chegam com feridos.

Até agora, o ACNUR estimou que estes confrontos mortais deixariam um milhão de refugiados em seis meses.

“Infelizmente, dadas as tendências e a situação em Darfur, é provável que ultrapassemos um milhão”, disse Mazou.

Enquanto a Agência das Nações Unidas para os Refugiados estimou que 100.000 pessoas chegariam ao Chade em seis meses, este número é agora estimado em 245.000. No entanto, o ACNUR ainda não actualizou todas as suas projecções para a região.

O Presidente de Angola, João Lourenço, felicitou esta segunda-feira o Presidente Filipe Nyusi pelo 48.º aniversário da independência nacional.

Na sua mensagem, o estadista angolano destacou as relações históricas de amizade e cooperação entre Moçambique e Angola.

“Essas relações têm ajudado a reforçar os pilares sobre os quais assentam importantes e sólidas conquistas alcançadas pelos respetivos povos”, salientou o Chefe de Estado angolano, citado pelo Observador.

João Lourenço realçou o “manancial de possibilidades de cooperação” entre os dois países e prometeu continuar a trabalhar com Moçambique no sentido de intensificar acções comuns, que favoreçam o progresso, o crescimento económico e o bem-estar das populações das respectivas nações.

O dia da Independência de Moçambique foi celebrado este Domingo.

As próximas eleições presidenciais e gerais no Gabão vão realizar-se no dia 26 de Agosto deste ano, anunciou, ontem, o governo gabonês.

Um decreto do Conselho de Ministros tornado público nas últimas horas refere a “convocação do colégio eleitoral para a eleição do Presidente da República, dos Deputados à Assembleia Nacional e dos Membros dos Conselhos Departamentais e Municipais, no sábado, 26 de Agosto de 2023”, escreve o Notícias ao Minuto.

O Chefe de Estado, Ali Bongo Ondimba, 64 anos, eleito em 2009 após a morte do pai, Omar Bongo Ondimba, que governou o país durante mais de 40 anos, ainda não anunciou se vai ser ou não candidato.

Entretanto, o Partido Democrático Gabonês (PDG), que domina o parlamento, considera-o “candidato natural” sendo que Bongo tem estado a percorrer intensamente o país há vários meses, deixando pouca margem para dúvidas.

A oposição, apresenta-se de forma muito dispersa, com cerca de 15 personalidades que já anunciaram a intenção de se candidatarem.

A Rússia suspendeu, hoje, o regime de operações anti-terroristas, estabelecido no último sábado após o grupo paramilitar Wagner ter proclamado uma rebelião contra o comando russo na guerra entre o país e a Ucrânia.

O regime-antiterrorista foi introduzido em Moscovo e nas regiões vizinhas para conter a rebelião do grupo paramilitar Wanger, no último sábado.

Este regime dá a polícia poderes acrescidos para a realização de operações. Troços importantes da estrada que liga Rostov a Moscovo foram bloqueados e foram realizadas operações para a verificação de identidade e veículos.

Esta segunda-feira, o governo russo suspendeu todas as restrições relacionadas com a implementação deste regime, entendendo que não havia ameaça á vida, á saúde e á prosperidade.

Através de um comunicado, citado pela imprensa internacional, o comité de anti-terrorismo russo assegura que a situação na região de Moscovo está actualmente estável.

No último sábado, o grupo Wagner justificou a sua rebelião contra o comando russo alegadamente por este ter invadido seus acampamentos e matado várias pessoas.

Apesar do líder do grupo Wagner ter anunciado o recuo das suas forças, ainda no sábado, em menos de 24 horas depois de ter ocupado Rostov, o regime contra terroristas vigorou até domingo.

O ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, que foi o principal alvo da rebelião lançada na sexta-feira passada pelo grupo de mercenários Wagner contra Moscovo, visitou as tropas russas em território ucraniano.

Shoigu não aparecia em público desde sexta-feira, antes da rebelião na Rússia. O ministro da Defesa manteve-se em silêncio. Esta foi a sua primeira aparição em público desde a rebelião, que terminou no fim-de-semana após negociações entre o Kremlin e os mercenários ao serviço de Putin.

A notícia é avançada pela agência de notícias russa RIA Novosti, citada pela imprensa internacional, através do Telegram.

“Shogiu visitou o posto avançado de comando do grupo ocidental de tropas na zona da operação militar especial”, afirmou uma fonte oficial do Ministério da Defesa da Rússia, citada pela RIA Novosti.
Segundo a notícia da RIA, o ministro encontrou-se com o coronel Nikiforov, que comanda aquele grupo de tropas, que o pôs ao corrente das operações militares e inspecionou o equipamento militar mobilizado para aquela região.

Aquela unidade militar continua responsável pelo “reconhecimento activo”, de modo a “revelar os planos do inimigo com antecedência e evitar a sua implementação”, diz ainda a RIA.

“Durante a visita, o responsável constatou uma elevada eficiência na identificação e destruição de equipamento militar e pontos de posicionamento inimigos nas áreas táticas da zona de responsabilidade da unidade” declarou, em comunicado publicado na plataforma Telegram, o Ministério da Defesa russo, que também divulgou um vídeo.

“Shoigu prestou especial atenção à organização de um apoio abrangente às tropas envolvidas na operação militar especial e à criação de condições para o destacamento seguro de pessoal”, continuou o ministério.
Shoigu não aparecia em público desde sexta-feira, antes da rebelião na Rússia.

Os combatentes do grupo de mercenários russo Wagner estão a retirar-se da região russa de Voronezh, palco da marcha abortada a caminho de Moscovo. O anúncio foi feito na manhã de hoje, pelo governador daquela cidade.

“As unidades do grupo paramilitar Wagner estão a concluir a sua retirada do território da região de Voronezh”, escreveu o governador Alexander Gusev no Telegram, garantindo que tudo está a correr normalmente, sem incidentes.

Ao início da tarde de sábado, o governador daquela região russa tinha anunciado medidas de combate face ao avanço da Wagner, após este grupo paramilitar ter reivindicado, na sexta-feira, a ocupação de Rostov, cidade-chave no sul da Rússia para a guerra na Ucrânia, seguindo caminho para norte, através de Voronezh, em direção a Moscovo, escreve o Notícias ao Minuto.

Ao final da tarde de sábado, o chefe do grupo Wagner, Yevgeny Prigozhin, acabou, contudo, por suspender as movimentações da rebelião contra o comando militar russo, depois de ter negociado um acordo com o presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, qualificou de rebelião a acção do grupo, afirmando tratar-se de uma “ameaça mortal” ao Estado russo e uma traição, garantindo que não vai deixar acontecer uma guerra civil.

Antes, o chefe do grupo paramilitar acusou o Exército russo de atacar acampamentos dos seus mercenários, causando um número muito grande de vítimas, acusações que expõem profundas tensões dentro das forças de Moscovo em relação à ofensiva na Ucrânia.

De ex-condenado a grande empresário com fortes influências no governo russo. É assim que se tem contado a história de Yevgeny Prigozhin, homem que é acusado de traição, pelo presidente russo, Vladmir Putin.

Yevgeny Prigozhin é o líder do grupo de mercenários Wagner, baseado em São Petersburgo, na Rússia, e que tem combatido contra a Ucrânia na guerra que se arrasta desde 24 de Fevereiro de 2022.

Nascido há 62 anos em São Petersburgo, Prigozhin começou por ser um empresário criminoso, tendo passado 10 anos na prisão na década de 1990. Quando saiu começou a vender sandes, actividade através da qual conseguiu mais tarde abrir um restaurante.

Já empresário na área de restauração, Prigozhin começou a criar fortes relações com altas individualidades russas, incluindo Vladmir Putin.

Através da sua empresa Concord, Prigozhin foi ganhando contratos públicos de ‘catering’ para fornecimento de comida a escolas e militares em Moscovo, acabando por conquistar o apelido de “chef de Putin”.

Embora nunca tenha assumido publicamente Putin nas suas iniciativas ilegais, Yevgeny Prigozhin decidiu servir o Estado russo através de uma outra faceta, quando criou a famosa fábrica de ‘trolls’, ou seja,  violação deliberada das regras implícitas de convivência social da internet) de São Petersburgo, que os EUA acusaram de interferir nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

Como resultado, os EUA sancionaram Prigozhin e três das suas empresas, incluindo a Concord Management e a Concord Catering, por influenciarem processos políticos no país.

Com a eclosão da guerra na Ucrânia, em Fevereiro do ano passado, o empresário decidiu voltar a centrar-se no seu grupo de mercenários Wagner, criado em 2013.

De lá a esta parte, o grupo luta do lado russo contra a Ucrânia. Entretanto, as relações entre Wagner e Moscovo foram beliscadas com o suposto atentado aos acampamentos da organização e o descrédito que tem vindo a merecer pela parte russa.

Além da Ucrânia, o Grupo Wagner está presente em vários países do mundo como Sudão, República Centro-Africana, Líbia e Mali.

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