O País – A verdade como notícia

Os grupos militares palestinianos Hamas e Jihad aceitaram assinar o acordo com Israel, para pôr fim ao confronto na Faixa de Gaza. A primeira fase do acordo prevê trégua de 45 dias. Para além da retirada das tropas Israelitas de Gaza, a Palestina exige a libertação de alguns criminosos condenados em Israel.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, apelou sexta-feira, após dias de negociações, à cessação total dos combates na Faixa de Gaza, em troca da libertação de reféns, e garantiu que o grupo Jihad Islâmica Palestiniana também o exige.

Afirmando ter mantido uma conversa telefónica com o secretário do Jihad, Haniyeh lembrou também sobre a necessidade de reconstruir a Faixa de Gaza e garantir um acordo “sério” de troca de reféns por prisioneiros palestinianos.

Israel já tinha aceitado o acordo proposto pelos mediadores do conflito, sendo que esta sexta-feira foi a vez dos grupos palestinianos dizerem sim, embora ainda falte a assinatura do entendimento.

A proposta de acordo que tem aceitação das partes prevê num primeiro momento a libertação de 35 civis sequestrados pelo Hamas em troca da cessação total, por 45 dias, das ações israelitas.

O anúncio oficial do grupo islamita palestiniano sobre aceitação do acordo acontece cerca de cinco dias depois das reuniões realizadas em Paris com mediadores, Estados Unidos da América, Egito e Qatar, para analisar uma proposta de tréguas e de libertação de reféns aprovada por Israel e sobre a qual o Qatar tinha garantido que o Hamas também tinha aprovado.

Pelo menos 18 membros de milícias pró-Irão morreram, ontem, numa série de bombardeamentos norte-americanos contra diferentes pontos da Síria e Iraque. Os ataques são uma resposta dos Estados Unidos à morte de três soldados na Jordânia.

Prometeu e já está a cumprir.

O Presidente dos Estados Unidos da América teria prometido responder com máxima força o ataque à sua base militar na Jordânia, onde foram mortos três dos seus soldados.

Na noite desta sexta-feira, uma série de ataques foram lançados contra diferentes pontos da Síria e Iraque, onde pelo menos 18 membros de milícias pró-Irão foram mortos.

Do lado sírio, os ataques aéreos mataram 13 militantes e destruíram 17 posições de grupos armados apoiados por Teerão na província oriental de Deir al Zur, segundo um comunicado da organização não-governamental Observatório Sírio para os Direitos Humanos, sediado no Reino Unido.

O porta-voz militar do primeiro-ministro iraquiano frisou, em comunicado, que os ataques norte-americanos constituem uma “violação da soberania iraquiana”, apontando para consequências desastrosas para a segurança e estabilidade do Iraque e da região.

Os Estados Unidos anunciaram o bombardeamento de mais de 85 alvos e instalações ligadas à Guarda Revolucionária do Irão e a grupos pró-iranianos no Iraque e na Síria e garantem que as acções vão continuar.

“Os EUA não querem conflitos no Médio Oriente ou em qualquer outro lugar do mundo. Mas que aqueles que nos querem prejudicar saibam bem disto: se tocarem num americano, nós responderemos”, garantiu o Presidente norte-americano”, Joe Biden..

A Turquia diz que pretende ajudar o Níger a reforçar a sua independência, depois de Niamey ter anunciado a sua retirada da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO. O governo turco garante igualmente o reforço do comércio com o país africano.

Depois de a milícia que governa o Níger ter decidido pela sua retirada da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, CEDEAO, devido às críticas ao golpe de Estado, o Governo da Turquia anunciou que vai apoiar o país a resgatar a democracia e a reforçar a independência.

Turquia diz querer impulsionar o comércio com o Níger, que anunciou na terça-feira – depois do Mali e do Burkina Faso – a sua retirada da CEDEAO, uma decisão com consequências potencialmente profundas para a sua economia e estabilidade política.

A CEDEAO tem tentado fazer com que os civis regressem ao poder o mais rapidamente possível em Niamey, Bamako e Ouagadougou, onde golpes de Estado derrubaram presidentes eleitos e expulsaram tropas estrangeiras de manutenção da paz.

O ex-presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, pediu aos cidadãos para que exijam a realização de eleições antecipadas, alegando que o seu sucessor, Hakainde Hichilema está a gerir mal a economia do país.

Edgar Lungu também critica também  o actual Presidente do país pela forma como lidou com o surto de cólera, que matou cerca de 600 pessoas desde Outubro passado.

Lungu enfatizou a necessidade de os zambianos exercerem pressão sobre o Presidente Hichilema, afirmando que eleições antecipadas são “imperativas”. 

Em reacção às declarações de Lungu, o porta-voz do governo, Cornelius Mweetwa, rejeitou as acusações, instando os zambianos a darem ao presidente tempo suficiente para cumprir as suas promessas de campanha. Mweetwa também acusou o ex-presidente de prejudicar a economia do país durante o seu mandato de seis anos.

De acordo com a imprensa internacional, Lungu, que anunciou o seu regresso político em Outubro, enfrentou a consequência de o governo retirar os seus benefícios de reforma. 

Depois de se ter retirado da política em 2021, após uma derrota significativa nas eleições presidenciais, o regresso de Lungu prepara o terreno para uma corrida presidencial potencialmente controversa em 2026.

Pelo menos 32 pessoas foram mortas, no nordeste da República Democrática do Congo, desde o último sábado, em resultado de ataques terroristas, atribuídos às Forças Democráticas Aliadas.

Cinco das 32 pessoas já mortas na República Democrática do Congo foram decapitadas numa igreja.

As autoridades congolesas atribuem os ataques às Forças Democráticas Aliadas, um grupo rebelde do Uganda.

Na segunda-feira, pelo menos 11 aldeões foram mortos nas aldeias de Matadi e Kangayi, no território de Beni, para além de dezenas que foram raptadas pelo grupo.

A sociedade civil, que se juntou para contestar os ataques, exige do Governo Congolês e do vizinho Uganda, que desde Novembro de 2021 têm uma operação militar conjunta em curso, que ponham fim às acções rebeldes.

O leste da República Democrática do Congo, país que faz fronteira com Angola, está mergulhado num conflito alimentado por milícias rebeldes e pelo exército, desde 1998, apesar da presença da missão de paz das Nações Unidas.

Uma delegação do movimento islamita palestiniano Hamas, liderada pelo chefe do seu gabinete político, Ismail Haniyeh, chegou ao Cairo para discutir com altos responsáveis dos serviços secretos egípcios uma possível trégua em Gaza e uma troca de prisioneiros.

De acordo com fontes próximas das conversações, citadas pela agência de notícias espanhola Efe, a delegação do Hamas reunir-se-á em breve com o chefe dos serviços secretos egípcios, Abbas Kamel, para discutir um possível acordo de trégua que conduza à libertação dos reféns mantidos pelo movimento islamita na Faixa de Gaza.

Segundo escreve o Notícias ao Minuto, nas reuniões, será debatida a proposta de acordo apresentada pelo Qatar para um novo cessar-fogo e uma troca de reféns por prisioneiros palestinianos que se encontram em prisões israelitas, que Haniyeh afirmou na terça-feira que o movimento “está a analisar”.

Enquanto isso, o chefe da diplomacia norte-americana, Antony Blinken, regressará em breve ao Médio Oriente, numa altura em que os mediadores se esforçam por alcançar uma nova trégua na guerra entre Israel e o Hamas.

Blinken, que já se deslocou quatro vezes à região desde o início da guerra, a 07 de Outubro, partirá nos próximos dias, segundo declarou um responsável norte-americano citado pelo Notícias ao Minuto.

O Presidente interino da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau, Npabi Cabi, disse, esta quarta-feira, que o Presidente Umaro Sissoco Embaló quer que as eleições legislativas se realizem até 31 de Março.

Em declarações à imprensa, após uma audiência com o Presidente da República, Npabi Cabi considerou que, “tendo fundos”, a CNE tem condições técnicas para realizar o escrutínio. No entanto, alertou para a importância da actualização dos cadernos eleitorais.

Por sua vez, o presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, afirma que o Presidente da República é um factor de instabilidade democrática . Domingos Simões Pereira reitera que “o povo guineense pronunciou-se e é uma obrigação de todos os atores respeitarem essa vontade expressa”.

No início de Dezembro, o Presidente dissolveu o Parlamento, depois de consultar o Conselho de Estado, quando a Constituição definiu que só o poderia fazer 12 meses após as eleições. 

Cerca de 400 pessoas morreram de fome nas regiões de Tigray e Amhara, na Etiópia, nos últimos seis meses. 20.1 milhões de etíopes precisam de ajuda humanitária urgente. A informação foi confirmada pelo Provedor de Justiça daquele país.

A crise humanitária que se vive no Tigray e Amhara, provocada pela guerra e a falta de chuva, já causou centenas de mortes.
Nesta terça-feira, o Provedor de Justiça etíope confirmou a morte de 351 pessoas no Tigray nos últimos seis meses e outras 44 em Amhara.

Segundo escreve a imprensa internacional, apenas uma pequena fracção das pessoas necessitadas em Tigray recebem ajuda alimentar, mais de um mês depois de as agências de ajuda terem retomado o apoio, após uma longa pausa devido ao roubo de cereais destinados às populações.

Cerca de 20.1 milhões de pessoas em toda a Etiópia precisam de ajuda alimentar humanitária devido à seca, aos conflitos e à economia em recessão.

Tigray, onde vivem 5.5 milhões de pessoas, foi o centro de uma guerra civil devastadora de dois anos que matou centenas de milhares de pessoas e se espalhou pelas regiões vizinhas.

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