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O País – A verdade como notícia

Uma tempestade que assola a zona leste da Espanha provocou, até então, 13 mortes e destruição, em várias localidades da província de Valência. As autoridades já constituíram um comitê de crise para atender as vítimas.

Uma tempestade descrita como depressão local de alto nível está a afectar a zona leste da Espanha, com maior incidência em Castilla-la Mancha e na Comunidade Valenciana. Segundo os dados avançados pelo governo de Valência, mais de 70 pessoas perderam a vida e outras em número ainda por apurar estão em situações críticas, além de destruição. 

“Estamos num momento muito complicado. Mas insisto, vamos chegar a todos os sítios. Começámos a resgatar, começámos a aceder a locais onde até há bem pouco tempo não conseguimos aceder, mas há locais onde ainda não conseguimos chegar, devido à sua absoluta inacessibilidade”,  informou Carlos Mazón Guixot, Presidente da Comunidade Valenciana.

De acordo com a Guarda Civil, há ainda dezenas de residentes que ficaram presos pelas inundações, muitos destes no interior de carros. Uma reunião de emergência deverá ter lugar ainda esta quarta-feira para a avaliação dos impactos.

“Não conseguimos comunicar com alguns deles, devido ao problema que ainda estamos a ter com as comunicações e a cobertura. Mas estamos a crer que até lá poderão chegar ou até a noite ou mesmo amanhã de manhã, o papel dos presidentes de câmara vai ser fundamental”, acrescentou. 

A Agência Estatal de Meteorologia de Espanha ativou o alerta vermelho para chuvas na Comunidade Valenciana, onde uma ponte ruiu depois de um rio em Picaña ter transbordado. Vários municípios suspenderam as aulas, actividades desportivas ao ar livre, parques e jardins. A agência alerta ainda que os aguaceiros fortes vão continuar.

A Amnistia Internacional acusou o Governo israelita de “criminalizar” a prestação de ajuda humanitária e de “atacar os direitos dos refugiados palestinianos”, por proibir operações da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA).

A secretária-geral da organização, Agnes Callamard, afirmou, em comunicado, citado por Lusa, que a decisão israelita é um “ataque ultrajante” que “visa, claramente, impossibilitar o funcionamento da agência nos territórios palestinianos ocupados, forçando o seu encerramento em Jerusalém Oriental e acabando com os vistos para o seu pessoal”.

“É um sinal da criminalização da ajuda humanitária e só vai agravar uma crise humanitária já catastrófica”, afirmou Callamard, recordando que a UNRWA “desempenhou um papel indispensável no fornecimento de água, alimentos, cuidados de saúde, educação e refúgio a quase dois milhões de palestinianos em Gaza, que foram forçados a deslocar-se”.

A secretária-geral salientou ainda que os palestinianos enfrentam uma “fome artificial” e um “grave perigo de genocídio devido à ofensiva contínua de Israel ao longo do último ano”.

“A UNRWA tem sido uma salvação para os refugiados palestinianos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, bem como nos países vizinhos, desde a sua fundação há 75 anos. O sofrimento do povo palestiniano teria sido ainda maior se não fosse o trabalho da UNRWA durante três quartos de século”, recordou.

Para Callamard, a proibição israelita trata-se de uma decisão “desumana”, que apenas agravará a situação: “Os palestinianos já sofreram de forma inimaginável desde os terríveis ataques perpetrados pelo Hamas e outras facções palestinas contra o sul de Israel, há um ano”.

“A comunidade internacional deve condenar rapidamente esta decisão e tentar influenciar o governo israelita para que tome medidas”, concluiu.

Dezenas de partidos políticos foram dissolvidos pela junta militar que governa Guiné-Conacri desde o golpe de Estado de 2022. Outrossim, a junta decidiu supervisionar outros 54 partidos. 

Para organizar o sistema político da Guiné-Conacri, a junta militar que governa o país da África Ocidental, há dois anos, decidiu eliminar, na segunda-feira, quase metade dos partidos políticos.

Com a decisão, 53 partidos foram dissolvidos e outros 54 encontram-se sob vigilância do Governo por três meses, segundo o Ministério da Administração Territorial e Descentralização local.

As medidas foram tomadas com base numa avaliação dos partidos, iniciada em Junho. Os que estão em observação continuam a operar normalmente, porém devem resolver algumas irregularidades.

Entre as irregularidades cometidas pelos partidos em observação consta a não realização do congresso partidário dentro do prazo; o não fornecimento de extractos bancários, entre outras.

Fazem parte dos partidos em observação o Reunião do Povo Guineense, do antigo presidente Alpha Condé, deposto pelos militares e União das Forças Democráticas da Guiné, da oposição.

O ex-coronel Mamadi Doumbouya foi empossado como presidente e promovido ao posto de general e já tem apoio de algumas personalidades locais para as próximas eleições presidenciais.

Refira-se que a junta militar comprometeu-se inicialmente a entregar o poder a civis eleitos até ao final de 2024, mas já deixou claro que não cumprirá esse compromisso.

O Ministério da Saúde Sul africano confirmou, esta segunda-feira, que as seis crianças que perderam a vida no início do mês de Outubro em Soweto após consumirem lanche foram envenenadas.

É o culminar de um trabalho de investigação que durou quase três semanas, e que concluiu que as vítimas foram envenenadas, de acordo com o ministério da saúde local.

Segundo o ministro da Saúde, os alimentos consumidos pelas crianças, continham um grupo de substâncias usadas na agricultura ou em pesticidas, segundo revelaram os exames laboratoriais após o trágico incidente.

“Todas as seis crianças morreram por ingestão de tuberculose. Nas últimas semanas, vários produtos químicos foram apontados como possíveis causas da morte. Alguns foram mesmo encontrados em alguns retalhistas.” Motsoaledi, Ministro da Saúde da África do Sul

Neste momento decorrem trabalhos de investigação dos responsáveis pelo crime que matou seis crianças, após comerem lanche comprado numa loja informal nas proximidades de Johanesburgo. 

Segundo o ministro, “a venda destas subistâncias ao público continua a ser ilegal, porque também é uma substância perigosa. Neste momento, as amostras que foram recolhidas através de zaragatoas em várias lojas do Soweto foram enviadas para os Serviços do Laboratório Nacional de Saúde e ainda estamos à espera dos resultados”.

Face ao acontecimento, o ministério da saúde sul africana garante que vai endurecer medidas de fiscalização de alimentos  nos mercados formais e informais.

 

Pelo menos 40 jihadistas foram mortos nos últimos três dias de operações das forças de segurança na região de Ségou, no Mali, anunciou o exército maliano, este domingo.

A operação de combate que culminou com a morte de 40 de jihadistas aconteceu em duas fases e as forças armadas apreenderam material bélico e meios circulantes, munições e motociclos, segundo um comunicado do Estado-Maior do Exército maliano.

O Mali é, actualmente, governado por uma junta militar instalada após um golpes de Estado, em Agosto de 2020 e Maio de 2021.

Assimi Goita, actual Presidente de transição, tem vindo a aproximar-se da Rússia ao mesmo tempo que se distancia tanto da França, como dos governos ocidentais.

Aliás, Mali deixou de fazer parte da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

As autoridades chinesas anunciaram, hoje, que irão realizar exercícios militares com fogo real no mar de Bohai entre o litoral chinês e a península coreana, entre os dias 29 e 30 de Outubro. As manobras fazem parte das medidas de rotina da China, no âmbito da sua estratégia de defesa marítima.

A comunicação foi feita através de um comunicado da Administração de Segurança Marítima da China. Durante o período de teste, o acesso às zonas visadas vai ser restringido, de acordo com o comunicado publicado no portal oficial da autoridade na cidade de Dalian, província de Liaoning, no nordeste da China, citado por Lusa.

As manobras fazem parte das medidas de rotina da China no âmbito da sua estratégia de defesa marítima, reforçando a vigilância numa região considerada sensível devido à sua proximidade com a península coreana.

A zona do mar de Bohai é uma importante área para a realização de exercícios militares chineses, normalmente conduzidos pelas tropas do Teatro de Operações Oriental do Exército de Libertação Popular.

Esta área registou alguns incidentes no passado, inclusive em 2020, quando Pequim apresentou uma queixa formal aos Estados Unidos devido ao sobrevoo de um avião U-2 numa zona de exclusão durante exercícios militares.

Dois jornalistas foram mortos num ataque israelita na Faixa de Gaza, elevando para 182 o número de repórteres mortos desde o início da ofensiva israelita.

De acordo com o gabinete de comunicação social de Gaza à estação televisiva Al Jazeera, trata-se de Nadia Imad Al-Sayed e Abdul Rahman Samir al-Tanani. No entanto, a milícia palestiniana Hamas detalhou num comunicado que quatro jornalistas foram assassinados.

“Hoje, quatro jornalistas palestinianos juntaram-se à lista de mártires deste genocídio brutal contra o povo palestiniano da Faixa de Gaza, elevando o número de jornalistas martirizados […] desde há um ano para 182”, detalhou a milícia que controla Gaza, num comunicado citado por Lusa.

A China condenou a venda a Taiwan de sistemas de mísseis norte-americanos, denunciando uma ação que prejudica seriamente as relações com os Estados Unidos e põe em perigo a paz na região.

A venda de sistemas de mísseis terra-ar a Taiwan, segundo a China, viola seriamente a soberania e os interesses de segurança deste país, além de  prejudicar seriamente as relações sino-americanas, põe em perigo a paz e a estabilidade no estreito.

Pequim ameaça tomar todas as medidas necessárias para defender firmemente a soberania nacional, a segurança e a integridade territorial.

O negócio de 1,16 mil milhões de dólares, aprovado por Washington e que ainda tem de ser aprovado pelo Congresso, inclui vários sistemas antiaéreos e 123 mísseis, de acordo com a agência norte-americana responsável pelas vendas militares ao estrangeiro.

Outra venda anunciada envolve sistemas de radar no valor total de 828 milhões de dólares. O equipamento será retirado diretamente dos ‘stocks’ da Força Aérea dos EUA.

Os Estados Unidos não reconhecem Taiwan como um Estado e consideram  República Popular da China como o único governo legítimo, mas fornecem a Taipé uma ajuda militar substancial.

A Organização Mundial de Saúde advertiu que a situação no norte da Faixa de Gaza é catastrófica, devido à devastação da guerra, com operações militares intensas dentro e à volta das instalações de saúde.

A grave escassez de material médico, associada a um acesso “extremamente” restrito, está a privar as pessoas de cuidados vitais, na faixa de Gaza, segundo a Organização Mundial de Saúde.

A OMS refere-se, em particular, à situação em Kamal Adwan, o último hospital em funcionamento no norte de Gaza, que foi invadido pelas forças israelitas.

Sábado, a OMS anunciou que três assistentes e um outro profissional ficaram feridos no assalto ao hospital e que dezenas de assistentes foram detidos no estabelecimento de saúde, que albergava cerca de 600 pessoas, entre docentes, assistentes e outros.

A organização diz ainda ter perdido temporariamente o contacto com o seu pessoal no hospital durante o caos.

Aquele departamento acusou também as forças israelitas de terem detido centenas de membros do pessoal, doentes e pessoas deslocadas.

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