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O País – A verdade como notícia

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

No próximo mês, realiza-se a 5ª edição da MOZTECH, em Maputo. À feira de tecnologias, a multinacional PHC pretende levar uma ferramenta inovadora de gestão. Trata-se do PHC CS, que permite tornar os processos tecnológicos das empresas mais ágeis.  

A PHC é uma empresa especializada no desenvolvimento de software de gestão que está presente em Moçambique há cerca de 20 anos. De origem portuguesa, a multinacional de tecnologia investe em cerca de 20 países, a nível mundial, e em África, especialmente nos PALOP.

A participar pela primeira vez na MOZTECH como expositor, a empresa pretende levar uma ferramenta que se adapta às empresas de diferentes sectores, desde as pequenas até as multinacionais, explicou Victor Cau, Service Coordinator da PHC Moçambique. “Vamos destacar duas principais características, sendo a primeira a capacidade que o PHC CS tem de se adaptar aos processos dos clientes, e não o contrário, e a segunda característica, a liberdade de escolha que o PHC CS dá aos clientes no sentido de que não precisam estar presos no escritório, podem aceder e trabalhar à vontade com o PHC CS a partir de qualquer dispositivo: telemóvel, tablet ou mesmo computador. Estas duas características permitem que as empresas do utilizar o PHCCS tenham processos mais ágeis, melhores ferramentas e informações para tomada de decisões”.

A PHC entende que a construção de uma sociedade de conhecimento hiperconectada é cada vez mais pertinente, numa era em que as tecnologias de informação e comunicação são cada vez mais importantes para os processos de trabalho. “Este tema é importante e nós achamos que não podia ser mais actual, principalmente porque nós vivemos num mundo em que a tecnologia é cada vez mais agressiva nas nossas vidas e nós estamos cada vez mais hiperconectados. Os softwares, hoje, estão no centro das empresas, classicamente nós olhávamos para o software como uma ferramenta que existia apenas na área financeira e, hoje, vemos que expandiu e está no centro, abrangendo áreas como logística, recursos humanos, etc. Nós queremos, nesta feira, através do nosso software, mostrar que é possível apresentar essas soluções e tornar as empresas cada vez mais competitivas”, disse Victor Cau.

Mais do que expor os seus serviços, a empresa tecnológica pretende aumentar, nesta feira, a sua rede de negócios. “Nós esperamos trazer toda essa experiência que nós temos e o conhecimento de tendências tecnológicas para mostrar aos potenciais utilizadores do nosso software, de que forma podem melhorar os processos e tomar melhores decisões, usando os nossos produtos. Por outro lado, nós queremos encontrar parceiros tecnológicos que queiram se juntar à nossa comunidade PHC, de modo a fazer chegar essas soluções ao cliente final”.

Presente em todos sectores da economia do país, a PHC tem acompanhado de perto as transformações do mercado moçambicano. Actualmente, fornece os seus sistemas de gestão a cerca de 30 empresas e conta com mais de 145 000 pessoas utilizadoras.

 

 

 

 

O distrito de Muidumbe, em Cabo Delgado, terá  uma agência bancária do Banco Comercial e de Investimentos, BCI, no âmbito do projecto um distrito, um banco. Esta será a 18ª instituição bancária naquele ponto do país.

A primeira pedra para construção da agência  bancária foi lançada esta sexta-feira, numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República, Filipe Nyusi, o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, Governador de Cabo Delgado, Júlio Parruque, e o Presidente do Conselho Executivo do BCI, Paulo Sousa.

Falando durante o acto, o Chefe de Estado enalteceu a iniciativa do BCI em contribuir para que mais moçambicanos tenham acesso à serviços financeiros.

Por sua vez, o PCE do BCI, Paulo Sousa, e o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, destacaram o facto do projecto um distrito, um banco, estar a ter um impacto muito grande nos distritos e na vida da população.

Em 2015, apenas 55% dos distritos do país tinham pelo menos uma agência bancária.

Até 2019, projecta-se 100 por cento de cobertura nos distritos e que quatro milhões de pessoas tenham acesso a serviços financeiros.

 

Moçambique e Madagáscar são países vizinhos e partilham o canal de Moçambique. É nesse contexto que o ministro das pescas de Madagáscar visitou pela primeira vez, o país, nesta sexta-feira.

Gilbert François reuniu-se com o seu homólogo moçambicano, Agostinho Mondlane e conheceu a administração nacional de pescas, para além de ter visitado o porto de Maputo, onde inteirou-se do seu funcionamento.

Depois da reunião de trabalho entre os dois ministros, ficou acordado que Moçambique e Madagáscar podem explorar, em conjunto, os recursos pesqueiros, com destaque para o atum.

O combate à pesca ilegal, também faz parte das preocupações dos dois países, daí que esta também será uma área de cooperação. “Temos de nos dar as mãos para combater, sobretudo, a pesca ilegal porque senão perdemos tudo. Não adianta falarmos do que um país tem, porque se há alguém que rouba os recursos todos os esforços serão em vão”.

A visita do ministro das pescas de Madagáscar teve a duração de um dia e os entendimentos alcançados com a parte moçambicana serão harmonizados e transformados em um memorando de entendimento a ser assinado pelos dois países.

 

A lei da arbitragem deve ser revista para se adequar as políticas económicas mundiais. Para o efeito, decorre, em Maputo, o primeiro congresso internacional de arbitragem, de onde se pretende tirar contribuições que serão usadas na proposta de reforma da lei.

Instituições governamentais, sector privado, investidores, juízes, procuradores e advogados, especialistas de arbitragem e demais interessados juntaram-se esta quinta-feira em Maputo, para reflectir sobre a lei de resolução de conflitos económicos fora dos tribunais, em Moçambique. Por ter sido criada, há 19 anos, a actual lei mostra-se desajustada e precisa ser revista.

Para o sector privado, a revisão da lei mostra-se oportuna e vai melhorar o ambiente de negócios.

Por sua vez, o centro de arbitragem da Câmara de Comércio de Portugal partilhou a sua experiência na resolução de conflitos com recurso a mediação, descongestionando os tribunais.

As propostas saídas do congresso serão avaliadas pelos principais intervenientes e posteriormente serão feitas as reformas na lei. O primeiro congresso internacional de arbitragem tem a duração de dois dias, e realiza-se sobre o lema ‘A reforma do direito moçambicano na arbitragem’.

 

Já há anos acostados no Porto de Maputo, os barcos adquiridos pela Ematum serão colocados a operar este ano. O responsável pela operacionalização é a Tunamar, uma empresa criada pela Ematum e pela Frontier Services Group, empresa do norte-americano Erik Prince
O primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário, foi quem deu a informação, hoje, durante o debate sobre a Conta Geral do Estado referente a 2016.

O governante não especifica para que fim serão usadas as embarcações, mas diz que não será a Ematum a colocar os barcos a funcionar. Será, sim, a empresa Tunamar, que resulta de uma parceria entre a Ematum e a Frontier Services Group, que é uma empresa de segurança, aviação e logística com foco em África, fundada e liderada por Erik Prince.

Na verdade, a operacionalização dos barcos da Ematum é a materialização do objectivo anunciado em Dezembro de 2017, pelo empresário Prince, de investir no sector pesqueiro nacional através da Ematum.

“Foi constituída a empresa a empresa Tunamar, que resulta de uma parceria entre a Ematum e a empresa Frontier Services Group, que irá assegurar a operacionalização total dos barcos, ainda no presente ano”, disse Carlos Agostinho do Rosário.

O primeiro-ministro explicou, por outro lado, que enquanto as dívidas ocultas, estiverem a ser investigadas pela justiça, o Executivo não tem estado a pagar os empréstimos.

Mas são estas mesmas dívidas que o ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, esteve mês passado a renegociar os moldes do seu pagamento com os credores, em Londres. “Relativamente à dívida comercial contraída com garantias e avales do Estado, reiteramos que, enquanto decorrem os trâmites legais em torno deste dossier nas instituições de justiça, não temos estado a efectuar o seu pagamento”, disse Do Rosário, que aponta algumas das medidas que o Executivo vem tomando para melhorar a economia moçambicana.
“Estamos a modernizar os serviços da administração tributária através da implementação da plataforma electrónica e-Tributação, com vista a melhorar, cada vez mais, o controlo da receita do Estado. Esta componente do e-Tributação passará a incorporar a componente de pagamento de imposto via canais bancários, a partir do segundo semestre do presente ano, o que irá permitir o aumento da eficiência na colecta da receita do Estado”, diz o primeiro-ministro. Do Rosário termina referindo que a economia moçambicana está a recuperar, com a inflação a taxa de juro do sistema bancário a reduzir.

 

Próxima semana, o ministro da Economia e Finanças vai a Washington para participar nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial. Maleiane esclareceu que não vai discutir a questão da dívida com as duas instituições financeiras, mas admitiu que a haver discussão com os credores será à margem das reuniões.

Na quarta-feira, a Renamo sugeriu que o ministro da Economia e Finanças levasse membros do Governo anterior para ir detalhar os contornos da contratação das dívidas ocultas, avalisadas pelo Estado e sem conhecimento do Parlamento.
“Moçambique é membro do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial desde 1984. De lá até agora estamos bem como membros daquelas duas instituições. E a forma como funcionam aquelas instituições, cada país nomeia o seu representante, que se chama governador. Para o caso de Moçambique o governador para as duas instituições é o ministro das Finanças e o governador suplente é o governador do Banco de Moçambique. Aquelas instituições organizam duas reuniões ao ano. Uma é de primavera, a outra acontece em Outubro. Esta de primavera é uma plataforma para trazer várias sensibilidades sobre políticas de desenvolvimento e balanças de pagamento. Nós vamos a Washington como governadores daquelas instituições. Naquela plataforma não se discute dívida. Não é um lugar para ir se discutir dívida. Todas as iniciativas de se discutir será sempre à margem”, explicou Maleiane.

As dívidas ocultas, que correspondem a 17 por cento da dívida pública global, não estão a ser pagas, mas o Executivo esclarece que tem estado a pagar normalmente a restante parte (83 por cento) da dívida pública. “Não é possível, neste momento, fazer este pagamento (dos 17 por cento da dívida pública, referentes às dívidas ocultas). Então, temos que encontrar alguma saída”, explica Maleiane.

O Governo diz ter contratado duas empresas que estão a negociar a restruturação da dívida com os credores.

 

Logo depois da Reunião do Comité de Política Monetária (CPMO), o Governador do Banco de Moçambique anunciou, em conferência de imprensa, as decisões tomadas pela instituição: a taxa de juro de política monetária, que é a taxa de referência, baixou em 150 pontos base.

Outra redução foi na taxa de juro de facilidade permanente de cedência, de 19 para 18%, tendo a facilidade permanente de depósito mantido nos 12.5%. O Banco não mexeu nos coeficientes de reservas obrigatórias em moeda nacional (14%) e moeda estrangeira (22%).

Apesar dos juros entre os bancos estarem a reduzir, o Banco Central reconhece que o mesmo não está a acontecer com a taxa cobrada pela banca aos seus clientes. Embora tenha poder de impor a redução das taxas, o Banco de Moçambique prefere negociar com os bancos.

“Nós, como autoridade monetária, temos controlo sobre certos componentes da taxa activa que os bancos praticam com os seus clientes e como têm vindo a observar, essa componente da taxa final ao consumidor praticada pela banca, a parte que nos compete, ela tem vindo a cair. E também temos nós consciência que a taxa que está a ser praticada pela banca com sua clientela não tem caído na mesma proporção, nem nos níveis desejados”, referiu Rogério Zandamela, governador do Banco de Moçambique.

O governador acrescenta ainda, referindo-se aos bancos comerciais, que “há comentários que dizem quando nós subimos a taxa, eles sobem um a um e quando nós baixamos a taxas, aí já há rigidez. E é um debate legítimo. Nós também estamos a observar esse fenómeno. Já há bom tempo estamos a trabalhar com a banca para lidar com essas situações, para podermos ter um melhor entendimento de como a banca aplica as suas taxas com o público. Há um trabalho bem avançado, mas neste momento, seria prematuro vos dizer o que é que vamos alcançar. Trabalhamos no sentido de colaboração, sem confrontação. Poderíamos tomar decisões unilaterais, o banco tem todos os poderes de fazer isso”, explicou Zandamela.

Rogério Zandamela refere ainda que devido a pressões no início do ano, a taxa de câmbio chegou a atingir o pico de 62.92 meticais por cada dólar em Março, depois de ter estado em níveis melhores, mas a situação melhorou, passando para 60.98 meticais no dia 10 de Abril.

Zandamela fala ainda dos desafios actuais do país e o destaque vai para insustentabilidade da dívida pública a nível nacional e a nível internacional aponta como riscos, o protecionismo do comércio internacional. “Dados recentes indicam que o endividamento público incrementou para 107823 milhões de meticais em Março, após 104697 em Fevereiro de 2018”, informou.

Já em termos de inflação, o Banco de Moçambique prevê que o país feche o ano com uma taxa inferior a 10 porcento, embora actualmente se situe acima de 15 por cento. O Banco Central espera ainda um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) moderado este ano.

BM assegura que bancos sancionados já pagaram multas

O Banco de Moçambique informou, hoje, que os bancos comerciais sancionados esta semana por violação de diversas leis financeiras já pagaram as multas que pesavam sobe si. O governador da instituição, Rogério Zandamela, diz que o Banco Central podia ter sido mais rigoroso e avisa que se os bancos voltarem a violar aquelas leis serão novamente punidos.

“O que posso vos dizer é que pagaram todas as multas. São sanções que ocorreram em vários períodos, mas as sanções foram feitas no ano passado. Nós queremos pautar pela colaboração com a banca, não é uma atitude de confronto. Poderia ter sido, podíamos ser muito mais rigorosos naquilo que fomos. Queremos sinalizar uma certa preocupação porque queremos que a nossa banca melhore o seu comportamento porque são instituições de crédito que estão a gerir as poupanças dos nossos cidadãos e queremos assegurar que eles trabalhem com os melhores padrões de transparência dentro das leis e práticas nacionais e internacionais. Vamos regularmente sancionar as instituições que não estão na linha e publicar essa informação nos órgãos de comunicação”, disse Zandamela.

O governador diz que não tem “informação de que a banca não está a colaborar” com o banco de Moçambique nessa matéria que considera “sensível”.
 

 

A Fidelidade vai participar na maior feira de tecnologias do país, MOZTECH. Durante o evento, para apoiar iniciativas do empreendedorismo tecnológico, a Fidelidade, seguradora com mais de 200 anos de actuação no mercado europeu e presente em Moçambique há cinco anos, pretende levar à quinta edição da MOZTECH o programa Protechting. Trata-se de uma iniciativa que tem como objectivo apoiar empreendedores a desenvolver projectos inovadores em diversas áreas, disse Carlos Leitão, Director-Geral da Fidelidade em Moçambique

Durante a feira de tecnologia, a Fidelidade vai participar como painelista no tema sobre “Ecossistema de empreendedorismo tecnológico: criar alavancas de desenvolvimento”.

A seguradora tem vindo a apostar na tecnologia como um instrumento imprescindível para alavancar o seu negócio e agregar valor aos seus clientes. Por isso mesmo, vê na MOZTECH uma oportunidade para estar mais próxima dos seus potenciais clientes.

A quinta-edição da maior feira de tecnologia de Moçambique-MOZTECH vai decorrer de 09 a 11 de Maio e terá como lema “Construção de Uma Sociedade de Conhecimento Hiperconectada”.

 

 

 

 

 

 

 

Com vista a impulsionar o desenvolvimento da economia nacional, em especial às Pequenas e Médias Empresas (PME’s), a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) e o Banco Nacional de Investimento (BNI) assinaram, hoje, em Maputo, um memorando de entendimento que estabelece a criação de novos serviços para este segmento empresarial.

No âmbito desta parceria será criado um seguro para o agronegócio que irá cobrir os danos causados pelos fenómenos naturais, como a seca, as cheias. Serão criados vários pacotes e o investidor poderá assinar o contrato que mais se adequa às suas capacidades financeiras. Segundo Joaquim Langa, presidente da Comissão Executiva da EMOSE, os assinantes do seguro agrícola em caso da ocorrência de algum fenómeno poderão acionar o seguro e, deste modo, reaverem o valor investido na produção agrícola.

Este seguro vai contribuir para a redução das taxas de juro, facilitar o acesso ao crédito por parte das PME que constituem a base do tecido empresarial moçambicano. Outro serviço que será oferecido é o seguro para a cobertura dos riscos associados aos impactos sobre as empresas nos momentos de crises económicas.

“Com este novo produto pretendemos assegurar que mesmo nos momentos de crise, ou de alteração de mercados o número de empresas que fecham seja o mínimo possível porque o sector privado é o motor de uma economia”, disse o presidente do Conselho de Administração do BNI, Tomás Matola.

De acordo com a explicação do PCA do BNI, as empresas que estiverem a enfrentar problemas com pagamentos de salários ou com a banca, devido à situação económica poderão requerer o seguro e cumprir com as obrigações.

Com a parceria entre as duas instituições, os clientes do BNI como da EMOSE passarão a beneficiar de uma oferta alargada, integrada e combinada de produtos e serviços financeiros e seguros. Haverá a concentração de seguros, celeridade e flexibilidade no pagamento dos prémios, cobertura e pagamento de benefícios.

O BNI é um banco de desenvolvimento e investimento, vocacionado para o financiamento de empresas e projectos com impacto no desenvolvimento económico e social de forma sustentável e contribuir para a melhoria de vida.

 

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