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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

Moçambique pretende importar 912 mil toneladas métricas de produtos petrolíferos refinados, a serem descarregados nos portos de Maputo, Beira, Nacala e Pemba.

Para o efeito, escreve a AIM, a Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) anunciou, esta quarta-feira, o lançamento de um concurso público internacional para a contratação de um fornecedor e transporte de produtos petrolíferos refinados.

Com este contrato, o país pretende importar 212 mil toneladas de gasolina “premium unleaded”, 31 500 toneladas de jet e 668 500 toneladas métricas de gasóleo 50 ppm.

Em comunicado, a IMOPETRO refere igualmente que o concurso será regido pelos procedimentos relativos aos concursos públicos internacionais, similares aos especificados nas directrizes do Banco Mundial.

Em Moçambique, a importação de combustíveis líquidos é feita em concursos lançados de seis em seis meses.

O país tem apostado em adquirir os combustíveis nas praças consideradas mais baratas do mundo, pelo que, nos últimos tempos, a gasolina é comprada no mar Mediterrâneo, enquanto o jet e a gasolina no Golfo Pérsico.

Em 2017, o país importou combustíveis líquidos no valor de 794 milhões de dólares norte-americanos, contra os 584 milhões de dólares gastos em 2016.

A IMOPETRO, que congrega todas as gasolineiras que operam no país, é a única entidade autorizada a importar combustíveis líquidos no país.

Pretende-se com esta medida reduzir os custos de importação dos combustíveis, bem como proporcionar ganhos decorrentes da aquisição em escala.

Actualmente, operam no mercado de distribuição de combustíveis cerca de 15 empresas gasolineiras, contra três que existam em 1997, ano da criação da IMOPETRO.

 

O Banco Único quer contribuir para o melhoramento do desempenho das Pequenas e Médias Empresas na economia nacional. Para isso, lançou esta quinta-feira a primeira Academia PME+, onde pretende, na primeira fase, formar 25 gestores de Pequenas e Médias Empresas em matérias de gestão.  

Os gestores a serem formados já foram seleccionados por via de um concurso organizado pelo Banco Único.
O projecto conta também com o apoio da FSD-Moç que espera que se alastre pelo país todo.

A formação vai arrancar no dia 2 de Maio próximo e vai abordar especificamente matérias como liderança, gestão financeira, planeamento, estratégia e marketing e simulação empresarial.

 

O banco Millennium Bim reuniu os seus parceiros e representantes de Pequenas e Médias Empresas para formalizar o lançamento da segunda edição do programa M Líder. Trata-se de uma iniciativa que tem por objectivo capacitar e oferecer serviços especiais as PME.

98 por cento das empresas registadas no país são Pequenas e Médias Empresas, compondo desta forma a maioria no tecido empresarial, sendo necessário o seu acompanhamento.

Na primeira edição realizada no ano passado a iniciativa M líder abrangeu 340 empresas. E nesta segunda edição, o banco espera atingir mais de 500 empresas.

 

Micro, pequenas e médias empresas juntaram-se, hoje, para discutir os desafios da mulher na indústria têxtil e de confecção. A discussão não se focou apenas na mulher, mas nos desafios da própria indústria.

O seminário sobre os desafios da mulher na indústria têxtil e de confecções foi organizado pela Technoserve, uma organização que está a desenvolver o programa Women in Business (mulheres no negócio), cujo objectivo é apoiar o crescimento e a eficiência de mulheres empreendedoras e detentoras de micro, pequenas e médias empresas.

Os participantes no evento destacam entre os principais desafios a falta de formação das mulheres e dificuldades no acesso ao financiamento. “Não temos educação nesta área, não temos institutos técnicos que trabalhem nesta área e se nós não tivermos pessoas qualificadas em todos os níveis da cadeia de produção da indústria têxtil, nós não vamos desenvolver”, disse Wacelia Zacarias, participante no seminário.

Entretanto, para os painelistas, há um problema mais grave, que é a falência da indústria têxtil. Dizem que antes de se discutir a mulher na indústria têxtil, é preciso discutir a reactivação da indústria.
“A indústria têxtil não está nos melhores dias. Precisa de se reerguer, entrar na arena de indústria e funcionar como funcionava antes. Agora não está a funcionar”, disse Paulo Sandramo, que esteve na sessão de debate como painelista, para depois acrescentar que a indústria “já conheceu tempos melhores, em que tínhamos a Textáfrica a funcionar, tínhamos a Texmoque em Nampula, a Texlom aqui no sul. Neste momento, a Textáfrica, que era a maior, está parada. A Texmoque está a produzir apenas a estamparia. A Texlom está apenas a produzir camisas, calças, enquanto antes tinha a fiação, tecelagem e acabamento”.

O organizador do evento, a Technoserve, espera que as recomendações saídas da discussões possam reactivar a indústria têxtil no país e garantir que as mulheres tenham oportunidades no sector.
“Moçambique está a produzir algodão, mas não temos uma indústria de processamento, até ao consumidor final. Portanto, temos muitas oportunidades ainda”, disse Jane Grob, directora-geral da Technoserve em Moçambique.

Por sua vez, Graciete Carrilho, que falava em nome da FUNDASO, parceira da Technoserve e que ajudou na realização do seminário, admitiu haver ainda muito trabalho a fazer-se para reactivar a indústria têxtil em Moçambique.
“A indústria têxtil já foi muito forte em Moçambique, mas depois ficou paralisada. O que estamos aqui a ver é que, dentro da cadeia de valor, faltam muitos processos. Temos a parte da produção do algodão, mas depois temos a parte da confecção. Temos pessoas que podem discutir estes assuntos, até porque passam por dificuldades na aquisição da matéria-prima, na educação para o conhecimento do sector”, referiu Carrilho.

 

 

A variação do preço dos combustíveis no mercado internacional e a taxa de câmbio são os principais indicadores para a alteração dos preços praticados no país.

Moçambique é um país importador de combustíveis e não produtor, por isso, ressente-se facilmente da alteração dos preços do produto no mercado internacional.

No entanto, actualmente, o preço do barril de crude está a registar uma descida no mercado internacional e acredita-se que, dentro de dois meses, o preço dos combustíveis possa reduzir.

“Neste momento, se considerarmos os meses de Fevereiro e Março, há condições para que haja uma redução de preços no mercado, mas depende muito do que vai ser o mercado de câmbio. Se o câmbio continuar com o comportamento actual, penso que haverá condições para que os preços baixem”, referiu João Macanja, representante da Imopetro.

A Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis e a Associação Moçambicana das Petrolíferas – Amepetrol, e Imopetro, empresa responsável pela importação, organizaram uma conferência de imprensa, nesta terça-feira, para explicar à comunicação social a forma como é calculado o preço dos combustíveis no país.

A importadora oficial de combustíveis explica que o preço do barril de crude pode estar baixo no mês em curso, mas a actualização é feita com base no preço dos dois meses anteriores.

 

A China e a Índia alargaram os períodos de graça concedidos a Moçambique para que o país pague a dívida bilateral que supera 2,2 mil milhões de dólares, disse a directora adjunta da Direcção de Coordenação Institucional e Imagem do Ministério da Economia e Finanças em declarações à agência financeira Bloomberg, escreve o Macauhub.

Stélia Neta adiantou terem os dois países acordado no alargamento dos períodos de graça e recordou ter a China perdoado 34 milhões de dólares da dívida, que no final de 2017 se situava em 2,02 mil milhões de dólares.

“Os períodos de amortização foram mantidos, bem como as taxas de juro de 1,75% no caso da China e de 2,0% no caso da Índia”, escreveu Neta, para acrescentar que as maturidades dos empréstimos concedidos pelos dois países vão de 2028 a 2033.

Os acordos de reestruturação com a China e a Índia foram anunciados pelo primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário em Março passado, em simultâneo com o anúncio da existência de planos para reestruturar 2,0 mil milhões de dólares de dívida contraída pela EMATUM, ProIndicus e MAM.

A dívida de Moçambique para com a Índia ascendia no final de 2017 a 177,3 milhões de dólares

 

O Governo desembolsou, de 2011 a 2014, cerca de 10.6 mil milhões de meticais em subsídios e compensações para manter inalterado o preço dos combustíveis no país. Estas compensações tornaram-se muito dispendiosas para o Estado devido à situação económica do país. Entre 2016 e 2017 o Estado acumulou uma dívida de 4.7 mil milhões de meticais com as gasolineiras.

Segundo Almirante Dimas, membro da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, cerca de 60 por cento desta dívida já foi liquidada. A percentagem em falta será paga brevemente de forma gradual, porque o Governo não está em condições de liquidar a dívida de uma só vez. Dado a esta realidade, entrou em consenso com as gasolineiras para o pagamento faseado.

O Governo retirou o subsídio dos combustíveis aos consumidores normais, cidadão comum, mas continuou a subsidiar a agricultura, pesca e a iluminação nas zonas que não são cobertas pela rede nacional de energia e aos transportes semi-colectivos de passageiros. Dimas revela que o subsídio aos transportes semi-colectivos será gradualmente retirado. O valor alocado aos subsídios deste grupo será usado na compra de autocarros, actualmente este sector paga metade do preço real do litro do combustível.

Almirante Dimas falava, hoje, em Maputo, numa conferência de imprensa que tinha como objectivo explicar a comunicação social como é calculado e feita a actualização mensal do preço dos combustíveis no país.

Segundo o representante da Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) João Macanja, a variação dos preços dos combustíveis no mercado internacional e a taxa e câmbio são os principais indicadores para a alteração dos preços praticados no país. O cálculo do ajustamento é feito com base no preço que vigorou no mês da encomenda dos produtos petrolíferos e não no mês da recepção e venda.

 

 

 

 

Uma delegação do Governo chefiada pelo Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, reúne-se, esta semana, em Washington, Estados Unidos, com os assessores do executivo para as questões financeiras e jurídicas.  

Ainda, em Washington, a delegação do Governo participa a partir desta segunda-feira, nas Reuniões de Primavera dos Conselhos de Governadores do FMI e do Banco Mundial.

O encontro visa discutir questões de preocupação global, incluindo as perspectivas económicas mundiais, a erradicação da pobreza, o desenvolvimento económico e a eficácia da ajuda externa, segundo escreve a RM.

A delegação moçambicana vai reunir-se com representantes do FMI e do Banco Mundial para passar em revista os programas de assistência técnica para o país.  

 Nesta deslocação, o Ministro da Economia e Finanças faz-se acompanhar pelo Governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela.

 

A Inspecção Nacional das Actividades Económicas – INAE- convocou a imprensa, nesta segunda-feira, para dar a conhecer o balanço das actividades desenvolvidas no primeiro trimestre de 2018. Neste período, foram fiscalizadas cinco mil seiscentas e vinte e seis entidades.

No período em análise, foram aplicadas multas acima de vinte e quatro milhões de meticais, mas, até ao momento, só se pagou cerca de dois milhões. Por outro lado, a INAE suspendeu 49 estabelecimentos.

Sem dar justificações, a INAE informou que a ‘operação Kulaya’ foi suspensa e sem data para o seu retorno. A ‘operação Kulaya’ visiva sensibilizar os comerciantes para a venda de produtos fortificados e com rotulagem em português.

 

 

 

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