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O País – A verdade como notícia

Os ministros do Ambiente de Moçambique e Portugal assinaram nesta manhã, um acordo para reforçar a cooperação na área ambiental, mas precisamente na transferência de tecnologias, mudanças climáticas e desenvolvimento rural. No acordo Portugal compromete-se a desembolsar 170 mil euros para programas nas áreas previstas no acordo.

O ministro do Ambiente de Portugal, João Fernandes, diz ser importante a cooperação para a mudança e preservação ambiental, porque somos todos responsáveis pelo amanhã.

Celso Correia, ministro da Terra Ambiente e Desenvolvimento Rural recordou que Portugal e Moçambique são parceiros estratégicos e trabalham a muito tempo nesta área. Portugal já disponibilizou 2.7 milhões de euros para a área do ambiente dentro da parceria existente.

Depois de em Dezembro último ter reduzido a taxa de juro de política monetária (taxa MIMO) em 1.5 pontos percentuais para 19.5%, o Comité de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique voltou a reduzir a taxa MIMO em 1.5 pontos percentuais para 18%.

A contínua melhoria do indicador de inflação e das projecções para o médio prazo, indica a autoridade monetária, justifica o prosseguimento da redução das taxas de juro pelo CPMO.

O Comité de Política Monetária reduziu, igualmente, as taxas da Facilidade Permanente de Cedência (FPC) e da Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) em 1.5 pontos percentuais, para 19% e 12,5%, respectivamente.

“Em face da volatilidade que se observa no mercado cambial, o CPMO deliberou aumentar o coeficiente de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda estrangeira em 8 pontos percentuais para 22%, com efeitos a partir do período de constituição de reservas obrigatórias que inicia a 7 de Março de 2018, tendo mantido o coeficiente de Reservas Obrigatórias para os passivos em moeda nacional em 14%”, indica a nota de deliberação da reunião do Comité da Política Monetária, havida esta segunda-feira.

 

O governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, assegurou que o país está a sair da crise e garantiu estar mais convicto do que em Abril passado, quando avançou que o país estava em vias disso.

“O país está a sair da crise. Não há dúvidas, e um dos factores é o elemento de paz, da trégua militar que pode se transformar em paz efectiva, em breve”, disse, para depois acrescentar: “tudo isso reforça ainda mais o que nós sabíamos em Abril e vai ter impacto na actividade económica, nos investimentos.”

Zandamela sustentou sua afirmação avançando que a observação feita em Abril não era propagandosa, mas era baseada em dados. “Olhamos números, em Abril, e chegamos à conclusão que estávamos confortáveis com as medidas que tínhamos ancorado a estas decisões, que finalmente estávamos no caminho de uma saída, lenta sim, mas da crise, que é o que está a acontecer”, concluiu.

 

O Conselho Municipal de Milange acaba de investir pouco mais de três milhões de meticais para construção de uma ponte e valas de drenagem. A referida ponte que há muito fazia falta à população de três bairros residenciais nomeadamente 12 de Outubro, Nbozi e Samora Machel vem aliviar por completo a dificuldade de trânsito em épocas chuvosas.

O edil, Felisberto Nvua, explicou que, muitas vezes, eram reportados casos de munícipes que caíam na água colocando assim vidas em perigo "por isso podem crer que esta infraestrutura é naturalmente um grande ganho para para a população" disse o edil.

O investimento para a construção do empreendimento é do conselho municipal e vai beneficiar pouco mais de sete mil habitantes daqueles três bairros por sinal os mais populosos da urbe bem como também de outras pessoas que obviamente por aí passarem.

A inauguração da ponte foi feita no último sábado. Munícipes presentes nas cerimónias não deixaram de contar o sofrimento vivido antes da construção do empreendimento. Monteiro Artur contou que em épocas chuvosas taxistas de bicicletas também passam mal para desenvolver suas actividades.

"Sofríamos muito quando quiséssemos transportar pessoas doentes de casa para hospital em épocas chuvosas e não só, tendo em contas que temos de atravessar um rio, hoje a ponte vem dar dignidade no transporte de pessoas e bens".

Para além de apelar o bom uso e conservação, o administrador de Milange Mário Makaza, presente na entrega da infraestrutura à população, mostrou-se satisfeito com o desempenho do Conselho Municipal na construção de infraestruturas. O governante destacou construção de pontes, fontes de água para a população, melhoria do sistema drenagem das águas fluviais, vias de acesso como os principais feitos em termos de realizações do edil Felisberto Nvua que, diz que mais obras irão acontecer para melhoria de vida da população, antes do fim do seu mandato.

 

Os bancos comercias vão passar a receber os pedidos de licenciamento de transacções cambiais, antes, os pedidos de eram feitos directamente no Banco Central. Com esta medida, os bancos comerciais passam a ser os actores principais nesta área. A informação foi revelada pelo Director do Departamento de Regulamentação do Banco de Moçambique, Paulo Bandane. O director falava num seminário organizado pelo Banco central, que reuniu diferentes intervenientes do mercado bancário e usuários das transações cambias, para divulgar as inovações da lei Cambial. As novas normas e procedimentos da Lei Cambial foram aprovados, ano passado, e fazem parte do Aviso 20 emitido pelo Banco de Moçambique.

Bandane explica que, em casos não definidos, os bancos comercias deverão passar os processos para o Banco Central para a sua tramitação. Os bancos comercias ficam autorizados a fazer abertura de contas bancárias em moeda estrangeira, para os casos em que é comprovada a relação com o exterior ou não residente. A recepção de fundos sob forma de investimento directo estrangeiro poderá ser feita pelos bancos comercias.

“Os bancos têm o dever de proceder a classificação e o registo das operações e reportar o Banco de Moçambique sobre a ocorrência destas operações” explicou a fonte.

No que concerne às receitas de exportações repatriadas, deixa de haver obrigatoriedade da conversão imediata de 50 por cento para a moeda nacional (metical) por forma a conferir maior protecção cambial aos exportadores e investidores.

No âmbito das novas normas, foi criada uma conta única de protecção cambial para permitir que as conversões passem a ser feitas a medida que forem se efectivando as operações de pagamento.

Com estas medidas, o Banco Central pretende melhorar o ambiente de negócios. “A delegação de maiores poderes aos bancos comerciais, portanto, competências na tramitação de ações cambias vai conferir uma maior celeridade, uma rapidez no tratamento das operações”, finalizou Paulo Bandane.

O seminário, decorrido na sexta-feira, foi o primeiro desta natureza. O Banco Central vai promover seminários por todo o país para divulgar os novos procedimentos da lei Cambial e tornar os processos mais acessíveis a todos os intervenientes do mercado.

 

O Presidente da República iniciou, este domingo, uma visita oficial à Confederação Suíça a convite do seu homólogo suíço, Alain Berset. A visita tem duração de quatro dias e vai compreender duas dimensões, a bilateral e multilateral. A bilateral vai consistir em encontros entre os Chefes de Estados dos dois países, a assinatura de acordos de cooperação, o fórum de negócios Moçambique-Suíça e a visita a empreendimentos económicos e sociais daquele país.

E na dimensão multilateral consistirá na visita e encontros com as direcções dos vários organismos internacionais filiados às Nações Unidos e ou sediados em Genebra. Prevê-se um encontro entre o Presidente da República e o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, nos escritórios daquela organização na Europa, a participação do Presidente na 37ª sessão do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas onde irá proferir um discurso.

O Chefe de Estado será ainda agraciado com o título de Doutor Honoris Causa pelo Instituto de Diplomacia e Relações Internacionais de Genebra pelos seus esforços pelo alcance da paz no país, com recurso à via diplomática e não militar.

À sua chegada a Genebra, Filipe Nyusi reuniu-se com a sua delegação e depois com parte dos 41 empresários que o acompanham. Aqui falou com eles sobre a necessidade de serem agressivos na identificação de parceiros que podem ajudar a aumentar o investimento no país bem como aumentar a produção e produtividade. O Chefe de Estado falou ainda do exemplo da indústria do turismo helvético que é das melhores do mundo. Mostrou admiração pelo facto dos suíços planificarem o turismo mais no inverno através da organização de grandes conferências e outro tipo de eventos porque no verão normalmente há sempre turistas.

Falou da necessidade de aproveitar a pujança do sector financeira e de seguros suíços para catapultar o sector financeiro moçambicanos e prepara-lo para financiar grandes projectos. Os outros sectores também devem ser do interesse do empresariado nacional. Na ocasião, mostrou total abertura do governo para atender à qualquer preocupação do sector privado.

Por seu turno, o ministro da Indústria e Comércio, Ragendra de Sousa, anunciou que a multinacional suíça Nestlé está a negociar a abertura de uma fábrica de lacticínios na Beira e que as negociações estão a quase 70%. O investimento só em maquinarias deverá ascender a 5 milhões de dólares podendo crescer se houver necessidade de construção de edifícios de raiz.

No entanto, Ragendra reconhece que a África do Sul pode ser uma ameaça uma vez que alberga a fábrica regional, no entanto, diz que o governo vai exibir as facilidades que se têm ao colocar uma fábrica na Beira que é o acesso rápido a Zimbabwe, Zâmbia e Malawi. Em princípio, o projecto deverá avançar e só está atrasado porque a multinacional trocou de direcção nos últimos meses.

Por outro lado, Ragendra pediu que os empresários que participam da Missão à Suíça sejam agressivos e combativos na identificação de negócios de modo a aumentar os produtos moçambicanos exportados para aquele país europeu. Citou o exemplo da castanha de caju e do camarão que são exportados para aquele país sob celo da Índia e Espanha quando são produtos nacionais e a exportação pode ser directa.

 

Os Caminhos-de Ferro-de Moçambique são devidos quase 60 milhões de dólares por empresas que usam as infra-estruturas e os meios de transporte de carga, mas não estão a pagar. O valor é resultante do acúmulo de dívidas não pagas e que poderia contribuir para maior robustez financeira da companhia responsáveis pelo transporte ferroviário e titular de infra-estruturas portuárias.

A vigésima segunda reunião de directores da empresa iniciada ontem, na cidade da Matola, província de Maputo, serviu de oportunidade para o Governo lembrar à companhia sobre a importância do reforço dos mecanismos de cobrança de dívidas junto aos cientes devedores.

O titular da pasta dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, desafiou os Caminhos-de-Ferro a serem “mais eficientes na cobrança dos seus créditos que atingiram valores próximos de 60 milhões de dólares em 2017”. E sobre a matéria, Mesquita disse perante administradores e directores da empresa a nível nacional que é imperioso que se faça um trabalho profundo e sério junto dos clientes que se apresentam como maiores devedores.

Na verdade, o Governo quer que os CFM serviam de exemplo para outras companhias do sector empresarial do Estado, que, segundo o ministro, nada mais são além de centros de custos. Mas tal pode não acontecer se “não se registarem melhorias nos indicadores económicos e financeiros, referentes a cobrança de dívidas, acontecidos em 2017. Mesquita apontou, por isso, alguns caminhos.

“É urgente que se indique um responsável e um prazo de cobrança desses valores. O Conselho de Administração tem que controlar o cumprimento dessa actividade e monitorar regularmente esse indicador para que situação idêntica não se repita”, concluiu.

Volume de carga transportada aumentou em 2017

Mesmo não tendo cobrado os 60 milhões em dívida, 2017 foi um ano de sucesso para a empresa Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique. No exercício económico de 2017, o volume de carga transportada no sistema ferroviário, sob gestão dos Caminhos de Ferro de Moçambique, cresceu em 22 por cento, além do registo de resultados financeiros positivos.

“O nosso desempenho operacional foi positivo na medida em que no sistema ferroviário sob gestão dos CFM transportámos cerca de 11 milhões de toneladas líquidas contra cerca de 10 milhões de toneladas líquidas transportadas em 2016, o que representa um crescimento de 22 por cento e um nível de execução de 105 por cento em relação ao planeado”, disse o Presidente do Conselho de Administração.

A terminar detalhou ainda que em resultado da produção ferro-portuária gerada em 2017, o rácio de liquidez geral cresceu de 1,35 em 2016 para 2,39, que significa que a empresa está a altura de fazer face aos compromissos de curto prazo.

A reunião de dois dias termina esta sexta-feira e além de analisar o desempenho económico de 2017 vai debater o plano de actividades para o presente ano.

 

A EDM prevê investir mais de 7 biliões de dólares nos próximos 10 anos. O investimento será aplicado na expansão da rede eléctrica, melhoria da qualidade de energia que é fornecida ao consumidor e no desenvolvimento de novas centrais de produção de energia.

A empresa pública de energia revelou que acaba de criar um departamento voltado para as energias renováveis. O departamento vai estudar as melhores formas de produção de energia eléctrica através de fontes renováveis, através do sol e do vento. As informações foram nesta manhã reveladas no final de um encontro entre a EDM e o conselho directivo da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

O sector privado enalteceu a abertura da EDM e mostrou-se aberta a contribuir para o plano estratégico da empresa.
O encontro tinha como objetivo partilhar o plano da EDM para os próximos 10 anos.
 

 

O Presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM),Salim Vala, esclarece que o mercado de capitais está aberto a todo o tipo de empresas e não exclusivamente às elites. A instituição está na província de Nampula para atrair empresas para a bolsa e promover a literacia financeira.

A deslocação da Bolsa de Valores de Moçambique à Nampula insere-se na estratégia de proximidade com as províncias, empresários, agentes do Estado e academias.

Entretanto, equaciona-se junto dos empresários e governos locais, a possibilidade das províncias poderem contar com escritórios da instituição.

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