As recentes descobertas da existência de grandes quantidades de gás na bacia do Rovuma, de rubis, turmalinas e outras pedras preciosas, e hidrocarbonetos, colocou Moçambique no olhar do mundo, em especial aos investidores da indústria da mineira. O ambiente de negócios, a legislação e as infra-estruturas são factores importantes para atrair investimentos.
O jurista Leopoldo de Amaral considera que o país está a dar grandes passos para o desenvolvimento desta indústria, e que embora seja recente, as leis vigentes são boas e favoráveis para o investimento no sector.
“A indústria do petróleo e gás, em Moçambique, está numa fase crescente, a legislação vai evoluindo com o passar dos anos para acompanhar o desenvolvimento da própria indústria. As leis de Minas e de Petróleos são novas, de 2014, foram regulamentadas um ou dois anos, depois, estão ainda em fase de teste, mas eu diria que estamos a caminhar para o lugar certo e estas leis, de certa forma, acarinham o investimento no país”, disse o jurista à margem de um seminário sobre a legislação moçambicana na indústria de Petróleo e Gás, hoje realizada.
Apesar dos avanços do país, Amaral defende que há necessidade de se regulamentar as leis já existentes, como forma de garantir a sua melhor aplicação. O jurista da exemplo da ausência do regulamento que permite a entrada em acção da Alta Autoridade para a Indústria Extractiva.
O seminário, hoje, realizado, reuniu juristas, donos de empresas do sector mineiro, membros do Ministério dos Recursos Minerais e Energia e diferentes intervenientes no sector com o objectivo de partilharem experiências sobre a legislação moçambicana.
O principal objectivo é avaliar o estágio, os pontos fortes e fracos como forma de reunir recomendações e encaminhar ao Governo.
O evento antecedeu a sexta Conferência e Exposição de Mineração, Petróleo, Gás e Energia, que terá lugar de amanhã a 26 de Abril, em Maputo.

