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LAM regista lucro em 2025 após anos no vermelho

A empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) já saiu do vermelho. No ano passado, obteve um lucro de cerca de 5,3 mil milhões de meticais, como resultado da reestruturação em curso na companhia de bandeira.

Depois de um longo período com as contas no vermelho, a companhia de bandeira Linhas Aéreas de Moçambique voltou a ser lucrativa em 2025. Para tal, teve de cortar despesas diversas, incluindo com a mão-de-obra.

Com a entrada de três novos accionaistas, a empresa decidiu, entre outros, reduzir mais de 130 trabalhadores como forma de aliviar despesas com salários, o que ajudou a reduzir significativamente as suas despesas operacionais.

“Os resultados aprovados evidenciam uma redução de aproximadamente 13% do passivo, acompanhada por uma diminuição significativa da dívida a fornecedores, bem como um crescimento de 37% dos activos”, refere a nota.

No ano passado, a LAM assegura ter reduzido os custos operacionais em cerca de 20%, fruto da racionalização da estrutura organizacional, da optimização dos recursos disponíveis e renegociação de contratos com fornecedores estratégicos.

“Estes indicadores demonstram uma melhoria do desempenho económico e operacional da LAM, reflectindo o compromisso da administração, dos trabalhadores, dos accionistas e dos parceiros estratégicos na implementação do processo de recuperação da empresa”, aponta a nota informativa da LAM.

Mesmo com o resultado líquido positivo de cerca de 5,3 mil milhões de meticais alcançado em 2025, a empresa admite que ainda não é hora para festejar.

“A LAM reconhece que o processo de recuperação ainda não está concluído. Persistem desafios importantes, nomeadamente ao nível da consolidação financeira, do reforço da liquidez e da continuidade das medidas de melhoria da eficiência operacional”, admitem os accionistas da empresa.

No período em análise, os capitais próprios da companhia aérea registaram uma melhoria de cerca de 5,3 mil milhões de meticais, impulsionada pelos resultados positivos alcançados e pelas medidas de recapitalização dos accionaistas. 

Importa sublinhar que, recentemente, a LAM e a Aeroportos de Moçambique foram apontadas como empresas de grande risco para as contas públicas, no relatório sobre riscos fiscais 2025 publicado pelo Ministério das Finanças. 

“As empresas LAM e ADM continuam a constituir uma grande fonte de risco para as finanças públicas, tendo beneficiado de aportes do Estado na ordem de aproximadamente 1,5 mil milhões e 0,5 mil milhões de meticais”, indicava.

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