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O País – A verdade como notícia

Depois de Quénia e Índia, Moçambique acolhe, a partir desta quinta-feira até sábado, a Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza.

A lista de participantes inclui especialistas em conservação, investidores nacionais e internacionais no turismo de conservação.

Mas as figuras de destaque serão o Presidente da República e antigo Estadista do Botswana. “O Presidente da República tem liderado este trabalho de diplomacia económica. Ao longo dos últimos três anos viajou um pouco por todo o mundo e sempre fez questão de sentar com potenciais investidores que com certeza estarão presentes. A convite do Presidente da República, estará o ex-Presidente de Botswana, Ian Khama, estarão também delegações dos países vizinhos, incluindo ministros”, explicou Celso Correia, ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural.

Celso Correia fez estas declarações após visitar o local que vai acolher a conferência de três dias. “Estão criadas as condições para recebermos as pessoas que vão participar na conferência e acreditamos que está tudo em ordem”, anotou.

E porque é da conservação que o evento vai discutir, Moçambique quer expor os resultados do trabalho feito nos últimos três anos nas áreas de conservação. Aliás, o ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural fez questão de sublinhar que houve um “salto qualitativo” na gestão das áreas de conservação nos últimos três anos. “Há registos muito grandes no combate à caça furtiva, no envolvimento e desenvolvimento das comunidades e na implementação dos planos de maneio. É isso que vamos apresentar”.

Quem também foi ver de perto os preparativos da conferência foi o ministro da Cultura e Turismo. Silva Dunduro disse que além das potencialidades, Moçambique vai expor as facilidades criadas para a atracção de mais turistas. Desde logo a introdução do visto de fronteira. “Dados estatísticos do primeiro semestre apontam para um crescimento de 6.6 por cento do turismo. Isso é resultado da remoção de barreiras feita nos últimos três anos. Moçambique era o destino mais caro da região. Para entrar no país as pessoas pagavam entre 80 e 90 dólares. Agora reduzimos para 50 dólares, que é a média da região”, disse Silva Dunduro.

 A Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza é co-organizada pelos ministérios da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural e da Cultura e Turismo.

 

A empresa australiana Triton Minerals aprovou o projecto de exploração de depósitos de grafite em Ancuabe, em Cabo Delgado, o projecto terá um investimento de 99,4 milhões de dólares.

Para o efeito, já começaram a ser feitos trabalhos de preparação, incluindo movimentação de terras para a construção de uma represa e a reparação de estradas para permitir o transporte de equipamento, escreve o Macauhub.

O director-geral da Triton Minerals, Peter Canterbury, disse que o desenvolvimento do projecto de Ancuabe proporcionará benefícios substanciais ao governo de Moçambique, aos residentes na região de implantação da mina bem como aos acionistas. De acordo com Canterbury, o começo da primeira produção de condensado de grafite está prevista para o segundo semestre de 2019.

O projecto de Ancuabe contém depósitos de grafite estimados em 3,04 milhões de toneladas, tendo o estudo definitivo de viabilidade económica concluído que a concessão podia produzir 60 mil toneladas de concentrado de grafite por ano durante um período de 27 anos.

 

O representante residente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Ari Aisen, vai fazer, esta segunda-feira, uma apresentação, seguida de um debate do relatório sobre Perspectivas Económicas Regionais para África Subsariana.

A apresentação do relatório vai tocar aspectos como os desenvolvimentos económicos recentes no país, desafios e recomendações de políticas económicas para Moçambique, e contará com a presença do presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá.

 

O governo da China vai doar 100 milhões de dólares, o equivalente a seis biliões de meticais, para financiar a implementação de quatro projectos nas áreas de infra-estruturas, educação e agricultura. A informação foi, esta segunda-feira, revelada pela delegação chinesa no fim da sexta sessão da Comissão Conjunta para a Cooperação Económica, Técnica e Comercial entre Moçambique China. Na reunião, foram assinados quatro acordos para materialização dos projectos e a acta das minutas acordadas pelas comissões presentes no encontro.

De acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Belmiro Malate, os acordos têm efeito imediato. O financiamento será implementado nos projectos da construção do Aeroporto de Xai-Xai, construção do Instituto Técnico profissional de Gorongosa, na formação de técnicos do sector da agricultura, e na assistência ao Estádio Nacional do Zimpeto.

No ano passado, foi assinado um memorando entre os dois países para a construção do Aeroporto de Xai-Xai, que foi reforçado com o acordo, ora assinado. A construção do aeroporto está orçada em 60 milhões de dólares, mas de acordo com Malate, a China prevê um aumento no orçamento, anteriormente estipulado. O financiamento chinês vai contemplar a construção de uma pista de aterragem, o terminal de passageiros e uma estrada de acesso e a programação dos procedimentos de voo.

O investimento no sector da agricultura será de 3.15 milhões de dólares e consistirá na formação de especialistas agrários superiores. O governo chinês irá enviar especialistas agrários das áreas de agronomia, agro-processamento, pecuária, clínica veterinária. Laboratório de veterinária para executar as tarefas de investigação, demonstração técnica e formação num período de três anos. Haverá espaço também para a capacitação de técnicos moçambicanos na China. O acordo prevê ainda o fornecimento de equipamentos agrícolas para Moçambique.

O acordo para a assistência técnica ao Estádio Nacional do Zimpeto está orçado em 1.8 milhões de dólares e consistirá no envio de técnicos chineses para formarem de técnicos nacionais e fornecimento de equipamentos e peças sobressalentes, durante três anos.

O orçamento para construção do Instituto Técnico Profissional de Gorongosa não foi revelado à imprensa, mas a China compromete-se a financiar a construção dos edifícios de ensino, oficinas de treinamento, refeitório, dormitórios para estudantes e casas para professores. O instituto terá a capacidade para formar 740 estudantes anualmente e fornecerá cursos de agro-pecuária, agro-processamento, produção de vegetais e extensão agrícola.

Ao intervir na sexta sessão, o ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Pacheco, referiu que a cooperação entre a China e Moçambique data deste a Luta de Libertação Nacional e que este país asiático tem-se mostrado um parceiro que promove o desenvolvimento nacional. “Valorizamos a contribuição da China no desenvolvimento dos sectores vitais para a economia de Moçambique para citar alguns, agricultura, infra-estruturas, energia, cultura e turismo entre outras áreas do desenvolvimento socioeconómico do nosso país, que têm permitido a superação de muitos desafios que temos enfrentado nesta caminhada rumo ao desenvolvimento sustentável”, afirmou titular da pasta dos negócios estrangeiros e cooperação.

O vice-ministro do Comércio da China, Quian Keming, considera que as relações de cooperação entre os dois países não se limitam na área económica, mas sim numa relação de amizade. Keming destacou que as relações entre as nações primam sempre pela igualdade. Ainda na tarde de ontem, Quian Keming manteve um encontro com o Primeiro-ministro, Carlos Agostinho do Rosário e o ministro das Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

Na sexta sessão, os dois países fizeram uma restrospectiva sobre os avanços obtidos desde a realização da quinta sessão da Comissão Conjunta decorrida em Junho de 2015 no que diz respeito à cooperação a nível de comércio, infra-estruturas, investimentos e ajuda ao desenvolvimento. As partes manifestaram satisfação pelos avanços registados.

Uma das principais atracções turísticas de Moçambique são as áreas de conservação ambiental. Actualmente, cobrem cerca de 25% da superfície total do país, e compreendem parques e reservas, que para além de protegerem a biodiversidade e os ecossistemas frágeis, protegem as espécies animais e vegetação.

O Parque Nacional das Quirimbas, um dos maiores parques do país e do mundo, localiza-se na província de Cabo Delgado a norte de Moçambique. É uma das principais referências no que se refere ao turismo e conservação da biodiversidade. E na conferência internacional do turismo baseado na natureza consta como uma das áreas de conservação de Moçambique, uma oportunidade para garantir investimentos naquela região.

O Parque ocupa uma área de 7.500 km2, abrangendo ecossistemas marinho e terrestre. As principais espécies protegidas incluem grandes mamíferos, tanto terrestres, como marinhos. A sua área costeira possui 11 das ilhas mais a sul do Arquipélago das Quirimbas que formam uma linha quase contínua, sendo separadas por canais estreitos, extensões de terra e baías.

O Parque Nacional das Quirimbas dispõe de um forte potencial, em termos de biodiversidade e de turismo, nomeadamente sobre a parte costeira que tem o papel motor para o desenvolvimento económico do conjunto da zona. O parque é composto por águas límpidas e com uma temperatura amena, proporcionando condições para o mergulho.

O seu importante património histórico permitiu ao governo submeter à candidatura a UNESCO para que aquele local fosse transformado em reserva da biosfera.

 

Pouco mais de 500 participantes nacionais e estrangeiros, com destaque para representantes de Governos de África e do resto do mundo, organizações e figuras ligadas à indústria do turismo e preservação ambiental estão confirmados para a Conferência Internacional sobre Turismo Baseado na Natureza, que tem lugar pela primeira vez em Moçambique, entre quinta-feira e sábado.

Esta segunda-feira, quadros do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural visitaram a tenda do evento, onde os técnicos trabalham a ritmo acelerado para garantir que tudo estará pronto e caprichado ao detalhe para receber a conferência, que se espera que coloque Moçambique na rota global do turismo baseado na natureza.

“O trabalho que temos estado a fazer, nos últimos tempos, de restauração da nossa flora e fauna, reposição de animais nos nossos parques e reservas, a fiscalização da caça furtiva tem nos trazido como resultado o facto de termos um capital natural e o maior ganho que podemos ter é trazer este capital em termos de parques e reservas para o mundo”, disse ao “O País”, Nilza Chipe, porta-voz da Conferência.

Cenário, imagem, som e luz são alguns aspectos que estavam a ser ensaiados ontem por uma equipa de técnicos nacionais e estrangeiros, afinal durante os três dias a conferência será a janela turística de Moçambique para o mundo.

A Conferência Internacional de Turismo Baseado na Natureza realiza-se de forma rotativa entre os países membros da Global Wildlife Program, uma parceria global liderada pelo Banco Mundial, que promove a conservação da natureza e o desenvolvimento sustentável, combatendo o tráfico ilícito da vida selvagem.

Trata-se de uma das maiores conferências mundiais sobre a conservação da vida selvagem, que junta todos os anos pessoas e instituições que se ocupam pela preservação da vida selvagem e luta por ganhos para as comunidades locais. 

 

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a economia moçambicana vai continuar a crescer abaixo do seu potencial. Em 2017, a economia cresceu 3.7 por cento e para este ano, o FMI prevê um crescimento de três por cento, a previsão mais conservadora. No primeiro trimestre do ano, a economia cresceu 3.2 por cento. Durante este período, o sector primário (agricultura, pescas e indústria mineira) – que representa 26.5 por cento do PIB – cresceu 4.7 por cento. O crescimento modesto reflecte, na avaliação do FMI, à estagnação do crédito ao sector privado. Enquanto o financiamento aos empresários reduziu, o governo recebeu mais crédito da banca comercial de 2017 a esta parte. E há uma explicação para isso: O governo precisa de se financiar, por isso emite muitos títulos da dívida pública. E porque as taxas de juro de financiamento ao governo aumentam, o sector privado vê-se obrigado a se financiar a taxas de juro muito elevadas. “Isso faz com que o sector privado aceda a menos financiamento”, disse Ari Aisen, representante do FMI em Moçambique.

Falando, esta segunda-feira, na apresentação do relatório sobre as perspectivas económicas para África Subsaariana, Ari Aisen defendeu que a falta de financiamento ao sector privado está afectar o desempenho da economia. E sustentou afirmando que os sectores que tiveram maior crescimento são aqueles que receberam mais crédito bancário. “A indústria extractiva, que cresce a nove por cento, está a receber a receber uma avaliação anual de crédito na ordem de 30 por cento, incluindo crédito privado que vem do exterior”.

Sem acesso ao financiamento, o investimento do sector privado baixou significativamente. “Isso significa que grande parte do ajuste das contas externas do país, do ponto de vista da demanda do PIB, baixou pelo facto do financiamento ao sector privado ter caído desproporcionalmente. O investimento público também caiu, mas caiu menos que o do sector privado”, explicou.

No sector fiscal, o FMI diz que as receitas estão em linha com as previsões. Aliás, dados da Autoridade Tributária indicam que no primeiro trimestre, o Estado arrecadou 20.7 por cento do total da receita prevista para o ano. Um sinal positivo, considera Ari Aisen, mas não anula o desafio de reduzir o défice fiscal em linha com a capacidade de financiamento da economia. Em 2017, Moçambique teve um défice fiscal na ordem de sete a oito por cento e para este ano há previsão de mais redução. Ainda assim, o défice fiscal vai continuar acima da média da África Subsaariana e da região.

Sobre a dívida pública – que neste momento representa 112 por cento do PIB, o FMI defende que a mesma seja reduzida para níveis sustentáveis a médio prazo. “O stock da dívida pública em relação ao PIB continua muito superior à média da SADC, aos países da baixa renda e da África Subsaariana no seu todo. Por isso que dizemos que Moçambique está numa situação de sobre-endividamento. Houve uma pequena redução como resultado da apreciação da taxa de câmbio”.

Como sinais positivos, o FMI aponta para a desaceleração contínua da inflação que se situação abaixo de cinco por cento (a projecção do FMI para este ano é de 6.5 por cento); a estabilização da taxa de câmbio; a melhoria da conta corrente durante o ano passado, com tendência a estabilizar-se durante os primeiros três meses de 2018; a estabilização do mercado cambial e a acumulação de de reservas internacionais líquidas que cobrem actualmente acima de sete meses de importações, excluindo dos megaprojectos.

 

De modo a mitigar os efeitos causados pela seca na região da África Austral, o Governo e o Centro Cooperazione Sviluppo (CCS Itália) fizeram o lançamento oficial do projecto Desenvolvimento Rural e Fortalecimento das Capacidades de Resiliência das Comunidades, que vai beneficiar os distritos de Magude, Moamba e Manhiça.

O objectivo do projecto é de melhorar a vida das populações no que diz respeito a insegurança alimentar e desnutrição. Bem como, fortalecer a resiliência das populações através da assistência a agricultura e pecuária.

O projecto prevê a distribuição de insumos agrícolas, fomento de gado bovino e caprino, melhoria das áreas de pastagem, instalação de estações meteorológicas, criação de infra-estruturas de agro processamento, reabilitação e construção de novos sistemas de rega.

Na ocasião, o representante do MITADER, Luis Mambero, disse que o governo está seguro que ao fim de 36 meses de implementação do projecto, os ganhos incrementarão o nível de resiliência das comunidades beneficiárias da província de Maputo.

Já o representante do CCS Itália, Paolo Gomiero, disse que o projecto prevê intervenções bastante consistentes no sistema de rega e 32 associações beneficiaram do projecto.

 A administradora do distrito de Manhiça, Cristina Fumo, disse esperar que os resultados deste lançamento contribuam para o reforço através da agricultura e pecuária na
promoção da irrigação e comercialização dos produtos agrícolas.
 
O projecto está orçado em dois milhões e quinhentos mil euros (2.500.000) e terá a duração de três anos prevendo beneficiar 90.000 pessoas, através da construção de 14 novos sistemas de irrigação, Reabilitação e construção de 12 fontes de água Multi-funcional.

 

Dados apresentados esta sexta-feira pelo Instituto nacional de Estatísticas indicam que o desempenho da economia nacional registou um crescimento de 3.2%, no primeiro trimestre deste ano, quando comparado com o mesmo período de 2017.

Os ramos da agricultura, pecuária, caça, silvicultura, exploração florestal e pesca tiveram maior participação na economia com um peso no PIB de 23.5 por cento.

O Produto Interno Bruto refere-se ao valor de todos os bens e serviços finais produzidos dentro de uma nação em um determinado período.

E para este ano, a previsão é que a economia cresça cerca de 3 por cento.

 

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