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CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

CCMI e ENH mobilizam PME para o sector energético

A Câmara de Comércio Moçambique–Itália e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos  mobilizam pequenas e médias empresas para uma maior aproximação aos investidores internacionais, com o

O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, disse que o novo modelo de gestão na empresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) confere plenos poderes executivos ao Director-Geral da companhia. O objectivo, segundo Mesquita, é tirar a empresa do buraco em que se encontra com vista a responder os desafios do mercado.

Sobre a extinção ou não da figura de Presidente do Conselho de Administração, Mesquita diz tratar-se de uma medida de reestruturação na gestão da empresa, recriando um modelo já usado no passado, cujos resultados foram positivos.

Quase duas décadas após extinguir o cargo de Director-Geral da LAM, o Estado decidiu recriá-lo e nomear o experiente engenheiro João Carlos Jorge.

 

Durante a semana finda, Autoridade Tributária de Moçambique (AT) apreendeu mercadorias avaliadas em pouco mais de cinco milhões de meticais, de direitos e imposições aduaneiras que haviam sido sonegados, segundo deu a conhecer o comunicado de imprensa enviado a redacção do Jornal O País.

No total, são 569 caixas de bebidas espirituosas e mais de 20 mil unidades de celulares de diversas marcas. A bebida é avaliada em um milhão e quatrocentos e os telemóveis em cinco milhões de meticais.

Os produtos em alusão foram apreendidos por falta de documentos comprovativos de importação, falsas declarações e subfacturação.

 

A aviação civil deve reinventar-se para aproveitar as enormes oportunidades de negócios à boleia das multinacionais da indústria de hidrocarbonetos. Em causa está o facto dos aeroportos moçambicanos não estarem a honrar com as exigências dos gigantes da indústria extractiva, em particular, a maior mobilidade de equipamentos, quadro pessoal e outras operações ligadas a estas grandes empresas.

É nessa ordem, que o Governo está acelerar os investimentos neste sector. Destaque para a consolidação das medidas em curso para o aumento da capacidade de transporte aéreo de passageiros, bem como a ampliação e modernização das infra-estruturas aeroportuárias.

Segundo o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, nesta componente de infra-estruturas, “o esforço é assinável”, apontando a reabertura do Aeroporto de Mocímboa da praia ao tráfego internacional.

Este aeroporto beneficiará de um investimento de cerca de 24 milhões de meticais, para permitir a mobilidade de pessoas e equipamentos no quadro da construção das plataformas de exploração de gás da Bacia do Rovuma.

“Actualmente, a aviação civil moçambicana é chamada a se reposicionar para atender à crescente demanda de transporte de equipamentos e de quadros empregues na construção das plataformas para a exploração do gás da Bacia do Rovuma”, referiu Mesquita, aquando de uma conferência sobre as necessidades de transporte aéreo dos mega-projectos, decorrida esta quarta-feira em Maputo.

No entender do sector privado, representado pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), o problema da aviação civil no país deve ser partilhado pelo sector público e privado.

Contudo, e de acordo com o vice-presidente desta agremiação, Castigo Nhamane, é imperioso que faça reformas legislativas do sector da aviação civil em Moçambique, em particular, o pacote fiscal.

“Há uma necessidade de se aplicar isenções de direitos aduaneiros na importação de aeronaves e outros equipamentos, pois, só desta forma é que estaremos a altura de responder a demanda dos mega-projectos”, realçou o vice-presidente da CTA.

O impacto dos grandes projectos na aviação civil é histórica. Em 2006, foi o ano de arranque da fábrica de fundição de alumínio-MOZAL e a exploração do gás de Temane pela Sazol.

A partir de 2011, a mobilidade das pessoas oriundas do estrangeiro via aérea disparou, devido a descoberta de recursos minerais e a intensificação dos estudos e prospecção de hidrocarbonetos na Bacia do Rovuma e implantação da indústria extractiva do carvão de Moatize, em Tete.

No auge da exploração do carvão, entre 2014 e 2015, Moçambique registou cifras recordes de tráfego de passageiros internacionais, situando-se em mais de 700.

A empresa mineira Kibo Mining vai investir 500 mil libras para projectos em Moçambique. Este fundo será utilizado para acelerar estudos de viabilidade económica para os projectos de produção de energia eléctrica, da Benga Independent power.

A Kibo Mining irá alterar seu nome para Kibo Energy e deixará de explorar recursos naturais para se assumir como uma empresa energética, avança o Macauhub.

A empresa mineira anunciou ter concluído os preparativos para a constituição de uma parceria com a empresa Termoelectrica de Benga, para o desenvolvimento de um projecto independente de produção de energia eléctrica na província de Tete.

 

O Instituto de Fomento do Caju (INCAJU) prevê para este ano, uma arrecadação de receitas superior aos cerca de 109 milhões de dólares norte-americanos encaixados em 2017. A receita estará próxima dos USD 120 milhões.

Este desejo é sustentado pela melhoria de preços no mercado desta cultura de rendimento ao longo da presente campanha, relativamente a safra anterior, indica o INCAJU.

No mercado doméstico, por exemplo, o preço médio ronda os 63,87 meticais por quilograma, contra 54,71 meticais/ kg registado em 2017.

Até ao momento o sector já comercializou pouco mais de 124,6 mil toneladas de castanha de caju, estando a 16% da meta anual. Quase todas províncias produtoras já concluíram o processo de vendas da sua produção, excepto Gaza, Inhambane e Manica.

O plano é comercializar cerca de 150 mil toneladas de castanha de caju neste 2018, mais 11 mil toneladas que as vendas alcançadas no ano anterior, desempenho que irá reflectir-se positivamente nas receitas, indica o INCAJU.

Do volume já vendido, desde a segunda quinzena de Outubro do ano passado (período do arran-que da campanha de comercialização do caju), a província nortenha de Nampula absorveu mais da metade, ou seja, teve um peso de 51,1% do total das vendas desta cultura de rendimento ao longo da presente safra.

Cabo Delgado, também no Norte do país, é a segunda região que mais vendeu a castanha do caju no período em referência, com uma contribuição na ordem de 24%, seguida da Zambézia com 13,68%. 

Tal como em 2017, a castanha produzida este ano é considerada de “boa qualidade” pelos produ-tores, contudo, as empresas produtoras desta cultura insistem que o Governo moçambicano deve dar mais assistência a esta indústria estratégica para economia, por forma a voltar aos tempos dourados da década 70.

Naquele período, a indústria nacional chegou a atingir uma média anual de 216 mil toneladas, colocando o país no topo mundial da produção do caju. Actualmente Moçambique ocupa o oitavo lugar.

A Costa do Marfim lidera o ranking mundial desde 2016, seguida da Índia (anterior líder) e Vietname. Situada na África Ocidental, a indústria de caju costa-marfinensa tem uma produção média de cerca de 725 mil toneladas, representando uma quota de 25% do mercado global.

Os asiáticos Índia e Vietname, detêm uma quota de mercado na ordem de 22% e 11%, respecti-vamente.

Plano ambicioso

É neste contexto, que o Executivo esboçou um Plano Estratégico para o Desenvolvimento do Sector Agrícola (PEDSA 2011-2020) e em especial com a prioridade dada à garantia de um rendimento competitivo e sustentável para os produtores de maneira a atingir uma equidade social e do género.

No período, o Governo pretende alcançar a meta das 180 mil toneladas. Para o efeito, deverá prestar assistência técnica aos principais intervenientes do sector.

Em paralelo, está em curso o projecto de reativação desta indústria. Só nos próximos três anos, deverá ser investido um valor mínimo de cerca de dois milhões de euros pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD, sigla em inglês) para apoiar os pequenos produtores de castanha.

O valor destina-se ao desenvolvimento da competitividade e durabilidade económica, ambiental, social e estrutural dos produtores de caju num quadro institucional que favorece a transparência da informação no mercado para facilitar a inserção no comércio internacional.

Este projecto, irá contribuir igualmente para reforçar as capacidades institucionais do INCAJU a nível central, através de actividades como o desenvolvimento de sistemas de informação e de acompanhamento do sector, o apoio à concertação com os exportadores e associações de produtores.

A outra componente deste projecto inclui uma iniciativa-piloto na periferia da Reserva Nacional de Gilé, nos distritos de Gilé e Pebane, na província da Zambézia, cujo objectivo é melhorar a produção com técnicas ambientalmente favoráveis, bem como a estruturação dos produtores e a comercialização.

De referir, que o presente projecto é uma continuidade da iniciativa de reativação da indústria do caju que foi implementado entre 2000 a 2007, que também contava com o apoio daquela agência francesa no valor de 4,9 milhões de euros. O projecto teve um financiamento de dois milhões de euros

 

O Banco Africano de Desenvolvimento anunciou, em comunicado, a nomeação de Dr. Mateus Magala, actual PCA da Electricidade de Moçambique, para o cargo de Vice-presidente de Serviços Institucionais e Recursos Humanos, a iniciar funções a partir de 1 de Setembro de 2018.

Magala tem ampla experiência e mentalidade a nível de transformações e reformas. Ainda no comunicado, a instituição destaca as reformas implementadas por Magala na EDM.

“Em apenas dois anos, o desempenho da EDM sofreu uma rápida transformação. Graças ao recrutamento de pessoal melhor qualificado e recompensado, as receitas da EDM passaram de 150 milhões USD para 500 milhões USD e a previsão das mesmas aponta para um valor de 1000 milhões USD em 2020. Foi aclamado pelo seu trabalho em EDM, incluindo o prémio de Personalidade do Ano de 2017 em Moçambique pelo Blue Bird Club, o Prémio de Excelência African Leadership Business de 2016 e o Outstanding Contribution for Power, 2017/2018, pelo African Utility Week Industry Awards”.

Reahimdo à nomeação, Mateus Magala disse ser grande honra ter sido nomeado para o cargo e comprometeu-se a empenhar-me no sentido de ajudar a fomentar uma cultura de elevada produtividade, de desempenho e de responsabilidade pelos resultados, atraindo, recompensando e mantendo os melhores talentos da equipa.»

“O Banco já é a 4.ª empresa mais atractiva entre os empregadores em África. Anseio colaborar com o Presidente Adesina nas suas ousadas reformas, bem como ajudar a acelerar os sistemas e processos institucionais com vista a tornar o Banco mais ágil para dar uma resposta mais célere às necessidades dos nossos parceiros e acelerar a execução das operações do Banco”, declarou Magala, citado pelo comunicado.

O Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento, Akinwumi Adesina, disse que Magala realizou reformas institucionais com grande sucesso e traz ideias inovadoras, criatividade, paixão e determinação para a implementação de reformas.

“Os resultados são o seu principal enfoque. Espero que ele consiga conjugar com eficácia os recursos humanos e os serviços institucionais para o seu apoio ao Banco nas suas operações creditícias e não creditícias com vista à obtenção de melhores resultados”.

Mateus Magala é primeiro Vice-presidente do BAD proveniente de um país lusófono nos 54 anos de história do Banco.

Fez Mestrado em Economia e Econometria (2000), Mestrado em Economia e Gestão de Transportes (1998) e Mestrado em Gestão de Empresas, todos pela Universidade de Sydney (Austrália), e Mestrado em Engenharia Mecânica (1990) pela Academia de Brno (República Checa). É também Doutorado em Economia (2004) pela Universidade de Victoria (Austrália).

De 2008 a 2015 exerceu diversas funções no Banco Africano de Desenvolvimento, incluindo os cargos de Economista e Estrategista Principal, Assessor de Estratégia, e Representante Residente do Banco no Zimbabwe, antes de ser solicitado a regressar à Moçambique para ajudar na renovação da empresa de serviços públicos do país, a EDM. Durante o período em que trabalhou no Banco, prestou apoio ao desenvolvimento da Estratégia Decenal.

Antes de entrar para o Banco, exerceu as funções de Investigador Sénior na Universidade de Sydney, Austrália (2001-2003), de Investigador Sénior e Professor Assistente na Universidade de Melbourne, Austrália (2003-2005), de Director Associado, Desenho de Estratégias e Desenvolvimento na Austrália (2006-2007), como Economista Chefe para Infra-estrutura e Energia da Parsons Brinckerhoff na Austrália, e de Conselheiro Económico e Estratégico para a Rio Pinto (2008-2009).

 

O consórcio sino-moçambicano, LIS/INSPUR encarregue de liderar o processo de cobrança digital de imposto, apresentou uma das propostas mais baratas para a modernização do sistema tributário. Só para ilustrar, o custo para a implementação deste projecto é 50 vezes mais baixo que o de Madagáscar.

O investimento é de aproximadamente 135 milhões de meticais ao longo dos próximos cinco anos, cujo objectivo central é eliminar e/ou reduzir o armazenamento das facturas em papel para o digital.

Ao que o O País apurou junto da Autoridade Tributária de Moçambique (AT), o fornecedor deste serviço tem uma larga experiência no desenvolvimento de plataformas electrónicas de cobrança de impostos.

Este consórcio deixou para trás perto de três dezenas de empresas desenvolvedoras de hardware e software que concorreram para fornecer este tipo de serviço a AT. O concurso público internacional para contratação de serviços de fornecimento, instalação, teste, implementação e manutenção do sistema informático para a gestão das máquinas fiscais fora lançado em 2016.

A LIS/INSPUR, para além de Moçambique, tem uma forte presença na Ásia e em quatro países africanos.

Em termos de segurança de dados, o administrador executivo do consórcio, Calton Madeira, assegurou que a informação do contribuinte para o sistema da AT estará bem protegida, uma vez que o padrão a usar é o exigido mundialmente.

“Estamos confortáveis, pois o nível de segurança da informação é de alto padrão de fiabilidade para este tipo serviços. Em África, o mesmo está a ser usado no Quénia e no Zimbabwe, e é um sucesso”, realçou Madeira.

Entretanto, e como que desvalorizando a escolha de um sistema barato, o coordenador do projecto, Bruno Rodolfo, vincou que o consórcio vencedor tem plenas condições para garantir um serviço de qualidade e mais acessível para qualquer cidadão.

“Penso que a questão do custo não é tão relevante, o que posso assegurar é que conseguimos apurar uma empresa experiente que nos dá muitas garantias para o sucesso da iniciativa”, argumentou Rodolfo, aquando de um seminário internacional de auscultação aos fornecedores de serviços informáticos, decorrido esta segunda-feira em Maputo.

Na ocasião, a AT fez saber que a reforma e modernização do sistema tributário é parte essencial da melhoria da mobilização de recursos internos. A informatização das administrações tributárias melhora a responsabilidade e a transparência das autoridades fiscais.

“A dinâmica económica dos últimos anos, pela qual o país tem passado, exige resposta em termos de modernização dos processos de gestão tributária para que dela resultem ganhos tanto para o Estado, como para o contribuinte”, disse o director geral de imposto da Autoridade Tributária.

Acrescentando, que na era digital, o recurso a Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) para a gestão dos contribuintes e dos impostos, constitui a única alternativa viável para a criação de um ambiente de negócios internacionalmente competitivo.

É neste contexto, que a AT está a levar a cabo uma série de iniciativas de modernização tecnológica, nomeadamente, o e-tributação, Janela Única Electrónica, modernização dos serviços do contribuinte, implementação e operacionalização do sistema de gestão de máquinas fiscais.

Basicamente, o sistema de gestão de máquinas fiscais permitirá melhorar a gestão dos contribuintes em sede do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), Imposto Simplificado para Pequenos Contribuintes (ISPC), facilitando também o uso de dispositivos electrónicos.

Pretendemos obter a máxima socialização possível dos nossos projectos de modernização tecnologia, com o público-alvo, ou seja, o contribuinte.

A plataforma digital para a cobrança de imposto em Moçambique entra em vigor a partir do primeiro trimestre de 2019.

 

De acordo com o director da Agência para a Promoção de Investimento e Exportação, Lourenço Sambo, de 2007 a 2017 os sectores de Energia, Agricultura e Agro-Indústrias e Serviços são os que mais tiveram investimentos aprovados.

Apesar do volume de investimento para o sector de energia ser maior se comparado aos outros, foi através do sector de hotelaria e turismo que a Cidade de Maputo chegou a primeira posição na lista das províncias com maior concentração de investimentos.

Com um total de 3 446 projectos aprovados nos últimos dez anos, o país terá arrecadado perto de 40 biliões de dólares norte-americanos sem contar com os mega projectos. Deste valor, cinco biliões USD é proveniente do investimento nacional directo e cerca de 16 milhões USD do investimento directo estrangeiro.

 

As exportações moçambicanas renderam cerca de 1.1 bilião de dólares norte-americanos, nos primeiros três meses deste ano. Isto representa uma subida em 19.7 por cento quando comparado com o primeiro trimestre do ano passado.

A Síntese da Conjuntura Económica publicada, em Junho, pelo Instituto Nacional das Estatísticas, mostra que a Índia foi o maior cliente do país neste período, absorvendo 30.36 por cento deste volume de exportações. O país asiático importou de Moçambique, Coques, semi-coques e carvão mineral.  

A África do Sul vem em segundo lugar, importando do país energia, gás de petróleo, alumínio e banana. Depois destes vem a China, Singapura e Emirados Árabes.

Enquanto isso, as importações subiram 6 por cento no primeiro trimestre quando se compara com igual período do ano passado, absorvendo 1.5 bilião de dólares. A África do Sul  foi o maior fornecedor de Moçambique neste período.

Moçambique importou da África do Sul produtos como barras de ferro, milho, tractores e agentes orgânicos. Na sequência surge a China que vendeu para o país produtos como aparelhos electrónicos para telefonia, arroz e pneumáticos.

Os países baixos, a Índia e Singapura são outros fornecedores do país, vendendo a Moçambique medicamentos, automóveis, quadros e painéis.

 

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