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O País – A verdade como notícia

Foi ao início da tarde desta quarta-feira que aterrou no aeroporto Internacional de Maputo a aeronave transportando o antigo Presidente do Botswana, Seretse Ian Khama. O mesmo foi recebido pelo Ministro da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celso Correia, a Vice-Ministra, Celmira da Silva e outros quadros do MITADER.

O antigo presidente ainda manteve um encontro de cortesia com a direcção do Mitader para depois partir para o hotel onde está hospedado.

Ian Khama vai ser esta quinta-feira o orador principal na Conferência Internacional sobre Turismo Baseado na Natureza, durante a qual deverá falar da experiência do seu governo na promoção do turismo nas áreas de conservação, na protecção na fauna e flora através do combate mais vigoroso à caça furtiva e restauração da população animal nas áreas de conservação. Este é um dos legados da Presidência de Ian Khama no Botswana nos últimos dez anos tendo abandonado o poder após cumprir 10 anos a 31 de Março do presente ano.

O Botswana dispõe de cinco áreas de conservação de nível nacional e oito outras áreas de menor dimensão e uma área transfronteiriça que inclui reservas do Zimbabwe e África do Sul. Este país tem nas suas áreas de conservação uma das poucas populações de cães selvagens africanos em risco de extinção e uma das maiores concentrações de elefantes africanos no planeta. o famoso Parque Nacional de Chobe possui quatro ecossistemas com a maior concentração de vida selvagem em toda a África. E o turismo praticado nessas áreas de conservação geram receitas avaliadas em mais de 1.8 mil milhões de dólares por ano para o governo do Botswana.

Na recente visita do actual Presidente do Botswana ao país em Abril deste ano foi anunciada a doação de 500 elefantes para as áreas de conservação moçambicanos, que tem estado a travar uma batalha contra a caça furtiva que tem nos elefantes os principais alvos.

 

Os artistas convidados para os momentos culturais da Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza, cumpriram, esta quarta-feira, os últimos ensaios para abrilhantar o evento. Sob direcção artística de Moreira Chonguiça, os mais de trinta artistas mostraram que mais do que música, irão carregar, através de instrumentos, a riqueza cultural de Moçambique. “Os participantes podem esperar tudo de bom e do melhor que o país oferece. Fizemos uma junção de vários ritmos que nos identificam e mesclamos com que nos rodeia: a nossa natureza. Não podemos dissociar a natureza da cultura. Se for a olhar os instrumentos que usamos, muitos deles, veem da natureza, os tambores, a pele dos animais entre outros. Trouxemos também a representação da juventude”, disse o artista para depois avançar que os presentes ficarão impressionados com o trabalho desenvolvido, pois contém uma grande carga de informação sobre a importância da preservação da natureza. “Este trabalho nunca foi apresentado antes, o que quer dizer que foi idealizado e montado para este evento. É um trabalho de vinte minutos, onde procuramos trazer à ribalta as nossas riquezas naturais através do canto. Só no jantar de Gala teremos cerca de 50 artistas entre percussionistas, guitarristas, vocalistas entre outros”, detalhou Chonguiça.

Já a cantora Regina dos Santos, da banda Gran’Mah destacou que a música é uma forma de transmissão de informação sobre temáticas importantes como o da preservação da natureza. “Vamos mostrar a nossa diversidade como país. Sendo artistas temos esse papel de transmitir, através da música, informações que possam mudar a consciência das pessoas sobre esta temática”.

Lembre-se que é a primeira vez que Moçambique acolhe um evento desta natureza depois de ter passado por vários países do mundo. A Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza terá lugar a partir desta quinta-feira até sábado no Polana Serena Hotel, na cidade de Maputo.

 

Moçambique não é apenas um destino de viagem, é mais do que tudo, uma experiência de tempo. O País oferece ao visitante incontáveis variedades de paisagens deslumbrantes tanto da flora, bem como de fauna.

A Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro, por exemplo, faz parte da primeira e única área de Conservação Transfronteiriça Marinha de África, designada Ponta do Ouro-Kosi Bay e também da Área de Conservação Transfronteiriça dos Libombos de que fazem parte Moçambique, África do Sul e Swazilândia. Possui praias paradisíacas que permitem a prática de várias actividades desportivas e de lazer.

Estabelecida em 2009, com uma extensão de 678 km2, a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro está localizada na extremidade sul do país (província de Maputo), ao longo do Canal de Moçambique, junto à fronteira com a África do Sul. A sua paisagem natural é composta por lindas praias com recifes de coral, leitos de ervas marinhas e florestas de mangal deslumbrantes.

As tartarugas também oferecem um lindo espectáculo da natureza, ao nidificar durante a época quente, ao longo da costa da Reserva. As praias atraem turistas de diversas origens que gostam de desfrutar da beleza e das emoções que este paraíso natural oferece. Possui uma beleza paisagística com uma diversidade de habitats e uma grande variedade de espécies de fauna e flora terrestres e marinhas, algumas das quais endémicas.

 

Mais conhecida como Reserva de Elefantes, a Reserva Especial de Maputo localiza-se na Província de Maputo, no Distrito de Matutuíne e é um Parque Natural.

A sua vegetação possui ricas e endêmicas savanas anãs, raras e endémicas espécies de plantas, comunidades de mangais, florestas dos pântanos, dunas costeiras entre outros. Com uma superfície de 700 km2 a área foi estabelecida essencialmente para proteger elefantes, tendo beneficiado da introdução do rinoceronte branco em 1977.

O que também deslumbra na Reserva Natural de Maputo é a variada fauna marinha, que inclui baleias, golfinhos, tartarugas marinhas que nidificam ao longo da costa e inúmeras espécies de peixes. A partir de Maputo pode se atravessar a baía usando o Ferry boat para o distrito da KaTembe ou via terrestre através do distrito de Boane, mas em breve com a conclusão da construção da ponte Maputo- KaTembe o acesso a aquele local será menos longo.

A Reserva Especial de Maputo ainda está a despertar, sendo que ainda há muito por se explorar. Este Parque está em desenvolvimento, mas bem recuperado poderá ser um diamante em bruto para o turismo de Maputo e do país.

 

O Arquipélago das Primeiras e Segundas é uma cadeia de 10 ilhas-barreira pouco habitadas e dois conjuntos de recifes de coral situados no Oceano Índico ao largo da costa de Moçambique e próximo da cidade costeira de Angoche. As ilhas constituem dois grupos ao longo do lado ocidental do Canal de Moçambique.

As costas orientais das ilhas são orladas por recifes de coral, compostos sobretudo de corais moles, com corais duros nas suas extremidades sul. Entre as ilhas e o continente encontram-se leitos de ervas marinhas, que constituem um habitat importante para tartarugas-marinhas e dugongos. As ilhas meridionais abrigam a maior zona de nidificação da tartaruga-verde em Moçambique e a tartaruga-comum também usa estas praias.

É também neste arquipélago que se encontra a maior população de dugongos do Oceano Índico ocidental. A vegetação destas ilhas baixas inclui mangues, ervas e matagais. As águas ao largo das suas costas são mais conhecidas pela biodiversidade dos seus espectaculares recifes de coral, que sustentam uma importante pescaria.

 

Localizado na província de Inhambane, na costa dos distritos de Vilanculos e Inhassoro, o Parque Nacional do Bazaruto engloba uma extensa parte marinha e as cinco ilhas do arquipélago, ocupando uma área de 1.583 km2.

É um dos primeiros parques moçambicano marinho e estabelecido para proteger espécies de fauna marinha, nomeadamente Dugongos, Tartarugas marinhas e Golfinhos. É considerado um dos melhores lugares para praticar mergulho em toda a África Austral, designa-se parque nacional do arquipélago de Bazaruto.

O Parque Nacional do Bazaruto foi a primeira área de conservação marinha de Moçambique. O arquipélago reveste-se de uma grande importância ecológica, por actualmente albergar a maior população de dugongos existentes na costa oeste do Oceano Indico.

A sua admirável diversidade marinha inclui também espécies como a tartaruga marinha, manta raia, tubarão, baleia, golfinho, entre outras. No Parque podem encontrar-se mais de 180 espécies de aves, algumas muito raras.

Quem mergulha nas suas águas azul-turquesa, pode observar a beleza dos seus corais e o rico ecossistema que se move à sua volta. No interior das suas florestas encontram-se lagoas de água salgada, onde se reúnem os flamingos.

 

A Reserva Nacional de Marromeu é uma área de conservação de Moçambique, com cerca de 1.560km². Foi declarada como a primeira terra húmida de importância internacional em Moçambique. O búfalo africano é uma das espécies mais predominantes e possui uma variedade de aves aquáticas.

Caracterizada por florestas densas ao longo do Delta do Zambeze e as famosas falésias de Cheringoma, a Reserva Nacional de Marromeu, na província de Sofala, possui algumas das mais marcantes paisagens de Moçambique.

Em 2003, o Governo denominou-a como a primeira Zona Húmida de Importância Internacional do país, devido à sua incontestável importância ecológica. A espécie dominante na Reserva é o búfalo africano, vendo-se pelas suas longas planícies verdes manadas de centenas de indivíduos.

Possui uma das maiores concentrações de aves aquáticas de importância internacional. A Reserva foi criada com o objectivo de proteger a maior população de búfalos do Mundo.

Aproveite para fazer caminhadas, safaris pelas planícies onde se encontram os búfalos, canoagem e passeios de barco, onde poderá ver o mangal e observar uma diversidade de aves.

 

Localiza-se na província de Manica, é uma das áreas de conservação de maior riqueza florística do país, com ecossistemas e espécies únicas. É detentora do ponto mais alto do país, o famoso Monte Binga. Chama-se Reserva Nacional de Chimanimani. A Reserva nacional de Chimanimani possui uma grande diversidade de plantas e espécies endémicas de aves e répteis.

A Reserva Nacional de Chimanimani abrange o Monte Binga, o ponto mais alto do país, junto à fronteira com o Zimbabwe. Criada em 2003, possui um ecossistema rico, especialmente nas zonas montanhosas, de paisagens rochosas e espécies únicas de plantas, aves e répteis. A comunidade local preserva também pinturas rupestres, crenças e tradições ancestrais que adicionam à reserva um interesse cultural.

Pode apreciar uma grande diversidade de espécies animais, onde valem a pena destacar Pala-pala, várias espécies de aves e répteis, incluindo as endémicas. Possui vários pontos para a actividade turística para observação das pinturas rupestres e turismo cultural, como o Monte binga. A reserva dispõe de várias actividades como opção, escolha entre caminhadas, escaladas, passeios a cavalo, safaris fotográficos, canoagem, turismo histórico-cultural.

 

A 29 de Maio de 2017, o actual elenco da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) tomava posse. Esta terça-feira, o Conselho Directivo reuniu o sector privado, público e parceiros de cooperação, para fazer o balanço do primeiro ano da sua governação.

A organização faz um balanço positivo do período em análise. Já foram executados 37.5 por cento das acções inseridas nos cinco pilares e programas para os três anos do mandato.

Agostinho Vuma destaca como principais ganhos a descentralização da CTA; a organização tem agora uma cobertura de 50 por cento do país.

O presidente do Conselho directivo da CTA fez ainda referência aos desafios que o sector privado enfrenta, no agro-negócio, diálogo público-privado, área fiscal e acesso aos mercados.

"Continuamos a enfrentar desafios para a inteira realização dos objectivos da nossa governação, com enfoque no agro-negócio. Isto deve começar com o empoderamento dos pequenos produtores, tornando-os capazes de produzir em escala e estabelecer ligações com o mercado para a comercialização da sua produção", disse Vuma. 

A organização defende a melhoria doa procedimentos no processo de localização das empresas.

 

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