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O País – A verdade como notícia

A primeira Conferência do Turismo Baseado na Natureza realizada em Maputo chegou ao fim. Para encerrar o evento que contou com a colaboração de vários países presentes, como Afeganistão, Botswana, Etiópia, Índia, Quénia, Malawi, Nepal, África do Sul, Vietname, Zimbabwe e Zâmbia, esteve no Hotel Polana, esta manhã, o Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário. O governante espera que desta conferência surjam investimentos. Para o efeito, Rosário sugeriu que todos os envolvidos trabalhem na implementação de ideias discutidas ao longo dos três dias do evento.

Na percepção do Primeiro-Ministro, é importante que os actores da conservação continuem a privilegiar as comunidades locais na concretização de projectos ligados ao turismo baseado na natureza porque, quando envolvidas, podem desempenhar papel importante na preservação do ambiente e combate à caça furtiva.

Ora, o PM afirmou ser imperioso que projectos tenham em consideração o estabelecimento de sinergias, garantindo que o Governo continua a desenvolver acções para melhoria do ambiente de negócio com redução de condicionalismos para obtenção de vistos nas fronteiras, pois, assim, pode-se atrair turistas.

Carlos Agostinho do Rosário encerrou a Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza agradecendo ao Programa Global de Vida Selvagem e ao Banco Mundial, pelo apoio na realização do evento.

A Eletricidade de Moçambique teve uma receita de cerca de 27 mil milhões de meticais em 2017 e foram feitas 150 mil novas ligações, que representam um aumento em 2% em relação a 2016.

A informação foi a avançada, esta sexta-feira, pelo PCA da empresa, Mateus Magala durante a reunião nacional de balanço de actividades de 2017 que decorre em Maputo.

Entretanto, Magala reconhece que no ano passado foram registados vários constrangimentos sendo o maior deles a dívida insustentável, que deixou a empresa numa situação difícil.

Participam da reunião, o vice-ministro dos Recursos Minerais e Energia, directores, delegados, antigos membros do Conselho de Administração e demais funcionários da EDM.

 

Quando se fala de turismo baseado na natureza, é indispensável a participação das comunidades na conservação do meio ambiente. Por isso, o primeiro painel deste segundo dia da Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza debateu o tema “Estabelecendo parcerias comunitárias e enaltecendo a partilha dos benefícios”, no hotel Polana, em Maputo.

Os intervenientes do painel foram claros em relação ao envolvimento das pessoas locais na conservação. Mehalah Beckett, Gestora Regional da Intrepid Group Nepal, por exemplo, lembrou que o turismo é uma forma de diversificação de receitas, pelo que se deve garantir que as relações com as comunidades sejam eficientes, com benefícios definidos de forma clara, pois assim será possível garantir a sustentabilidade das relações. Para Beckett, no âmbito da conservação, as comunidades devem decidir como querem alocar os fundos que ganham.

Colleen Begg, do Projecto Carnívoros do Niassa, no Norte do país, concordando com a participação das comunidades na dinamização do turismo baseado na natureza, explicou que a maior parte das pessoas, nas zonas rurais não entende nada de orçamentação, por isso, é importante prover a formação naquelas regiões. Além disso, o aconselhamento também é necessário. “Quando a comunidade decide optar por uma decisão errada, devemos explicar as vantagens e prejuízos do que é decidido. Neste processo, a confiança é relevante, porque senão nada do que for discutido vai funcionar, e cada comunidade tem suas especificidades”, afirmou Colleen Begg.

O painel também contou com Richard Kasoo, Director Regional da Northern Rangelands Trust Kenya, quem entende que o Governo deve garantir condições para as comunidades se envolverem com interesse na preservação da vida selvagem.

O Ministro da Terra e Desenvolvimento Rural está interventivo nesta Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza. No fim do debate do primeiro painel de hoje, em Maputo, Celso Correia foi ao pódio para frisar que no processo da conservação ambiental não deve faltar a transferência de conhecimento às comunidades. Com efeito, o dirigente elogiou Colleen Begg, do Projecto Carnívoros do Niassa, pelo trabalho desencadeado naquela província do Norte do país no que concerne à formação das pessoas.

De seguida, Correia sugeriu que se tenha um debate realístico sobre a conservação, com maior preocupação nas comunidades porque, de facto, são importantíssimas no processo.

Aprofundando o assunto sobre a conservação, Correia afirmou que o país ainda não encontrou a melhor forma de combater a caça furtiva, por falta de recursos. Por isso, é necessário a definição de uma estratégia de actuação, que passa pela cooperação entre países da região, encerrando-se os pontos de saída e de entrada dos que praticam a caça furtiva.

No Niassa, de acordo com o Ministro, os níveis de caça furtiva reduziram, com a decisão do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, de enviar as Forças de Defesa e Segurança para proteger a Reserva local. Ainda assim, entende Celso Correia, a luta contra a caça furtiva deve ser algo permanente.

Por fim, o Ministro da Terra agradeceu, em público, a África do Sul, a Tanzania e o Zimbabwe pela colaboração na área de conservação.

 

 

Numa altura em que um dos desafios do país é a inclusão financeira, a Movitel e o Barclays assinaram, esta sexta-feira, um acordo que permite a realização de transacções bancárias entre a carteira móvel da Movitel, e-Mola, e as contas bancárias do Barclays.

O Administrador delegado do Barclays em Moçambique, Rui Barros, diz que este acordo é uma forma de promover a electronização do dinheiro.

Já a Presidente do Conselho de Administração da Movitel, Safura da Conceição, diz esperar prestar melhores serviços aos seus clientes.

Com cerca de quatrocentos mil clientes e dez mil agentes distribuídos em todo o país, o e-Mola existe há dois anos em Moçambique. E a Movitel diz que vai replicar este tipo de acordo com outros bancos nacionais.

 

Planificacão, Inovação, parcerias público-privadas e definição clara de objectivos desejados foram os pontos indicados pelos quatro membros do painel que discutiu o “Marketing e Estratégias do Desenvolvimento do Turismo”, na Conferência Internacional sobre Turismo baseado na Natureza, que decorre em Maputo, como estratégias para desenvolver o turismo.

O segundo painel desta sexta-feira foi moderado por Jillian Blackbeard, Gestora Executiva de Marketing, da Boyswana Tourism Organazation. Na sua apresentação, Blackbeard referiu que ao se pretender fazer marketing, é preciso ter um objectivo, parcerias e uma visão ampla sobre o que se pretende. “Através do marketing, podemos dinamizar o nosso turismo”, disse.

“Para fazer marketing, há uma necessidade de se fazer planificação”, começou assim a sua apresentação, Chris Seek, Presidente da Solimar International, que falou das lições aprendidas em trabalhos realizados em diferentes países do mundo.

Seek disse igualmente ser necessário analisar onde se está, o que se está a fazer, quem vê, porque vê e onde se pretende chegar.

E apontou a coordenação institucional como um método para identificar os problemas que prejudicam o desenvolvimento do turismo e também para se chegar à solução. Sobre a planificação que referiu, disse ser importante que sejam implementados. “Os planos estratégicos não devem terminar no papel”.

O sector privado é chamado a intervir neste processo, mas é importante que se tenha um modelo de turismo que preserve as áreas protegidas. Seek disse que os investidores privados podem ser convidados a criar planos (lodges, safaris e outras actividades) que gerem receitas, mas que ao mesmo tempo protejam as espécies dessas áreas.

Por outro lado, é preciso envolver as comunidades dessas áreas, para que elas possam também desenvolver com o turismo. “As concessões, os consórcios são melhores formas de gerar emprego para as comunidades que vivem nestas zonas”.

A Presidente da Adventure Travel Trade Association, Casey Hanisko, disse que sua organização actua em mais de 100 países e falou das experiências de alguns pontos onde actuam.

Para impulsionar o turismo, disse ser importante ter o conta o grupo alvo dos visitantes, saber que tipos de experiências buscam e garantir segurança, acomodação, assistência médica e acesso à infra-estruturas nos lugares de visita.

O marketing exige uma interligaçcão entre diferentes sectores, para que os visitantes se sintam bem acolhidos, pois as boas experiências criam actractividade. “Eles vão falar para as outras pessoas sobre as suas visitas”.

Já Fundisile Mketeni, Presidente da SanParks, chamou o turismo baseado na natureza de ‘nova era do turismo’ e disse ser importante conhecer a cadeia de valores e perceber todos os elementos, antes de começar a vender o produto (parques, reservas, entre outros). “O turismo é uma estratégia de conservação, as pessoas beneficiam da biodiversidade e o capital natural é um investimento para atracção de turismo”, disse.

Falou tambem da necessidade de se criar condições para atrair turistas locais, tendo apontado a criação de infra-estruturas luxuosas, que muitos procuram noutros sítios e falou de jornadas exclusivas para visitantes locais, em que podem visitar os parques a custo zero, como forma de atrai-los.

Outro ponto não menos importante, é a criação de leis que preservem o ambiente.

E em jeito de apelo aos actores do sector de turismo disse: Precisamos conhecer as nossas limitações e vantagens competitivas”.

 

Kathleen Fitzgerald é Vice-President para África Austral e do Este da African Wildlife Foundation. Na sua intervenção na Conferência Internacional do Turismo Baseado na Natureza, no seu segundo dia, em Maputo, defendeu a necessidade de se combinar energias com estrutura de forma que o turismo melhor a vida dos moçambicanos. Nesse sentido, segundo Fitzgerald, também é pontual trazer especialistas de toda África para partilharem experiências no país, mesmo no actual quadro em que Moçambique está a fazer bom trabalho na implementação de mecanismo de conservação natural.

No painel subordinado ao tema “Criando um ambiente de negócios através de concessões de turismo”, Kathleen Fitzgerald sublinhou que se a vida animal e as florestas não forem conservadas não haverá sucesso nesta área do turismo em discussão. Para Fitzgerald, os financiamentos são igualmente importantes, quando são racionais e realistas. “Os programas de conservação e de turismo devem ter em conta aumento da receita, alocação adequada e gestão de desempenho. Além disso, precisamos de segurança e criação de um ambiente favorável na atracção turística, combinando turismo internacional e doméstico”, disse.

Sue Snyman, da WCPA TAPAS, outra oradora, defendeu o desenvolvimento das capacidades das pessoas nas zonas de conservação, com investimentos claros. Na óptica de Snyman, a inovação é um factor de sucesso e as pessoas devem compreender os benefícios da conservação da vida animal, daí a importância de conferências como esta que se realiza pela primeira vez em moçambique.

A moderadora do painel, Michelle Souto, da IFC, também partilhou sua experiência, esta tarde. A começar, foi pragmática ao dizer que não se alcança receitas para conservação por via do turismo da noite para o dia: “Deve-se fazer com que o turismo seja sustentável, considerando que os investidores valorizam muito certezas legais. Os processos bem-sucedidos são aqueles que dependem de planos de concessão robusto, por isso os planos de conservação devem estar bem detalhados. Devemos usar procedimentos de aquisição transparentes e empregar concorrentes competitivos, com equipa tecnicamente competente para gerir os concursos. As concessões devem proteger os interesses das partes envolvidas, com contratos equitativos, monitoria e avaliação dos projectos, pois, de contrário, não teremos como medir o sucesso, o qual precisa de ferramentas de monitoria e avaliação.

A conferência termina amanhã.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, procede esta quinta-feira , em Maputo, à abertura oficial da Conferência Internacional de Turismo Baseado na Natureza, diz um comunicado da Presidência .

O evento, que decorre pela primeira vez em Moçambique, está alinhado com a política do Governo de desenvolver o turismo baseado na natureza, fortalecendo o papel das áreas de conservação na geração de receitas para o país e no desenvolvimento das comunidades.

À margem do conferência, o Chefe do Estado moçambicano irá receber em audiência de cortesia o Antigo Presidente da República do Botswana, Tenente General Seretse Khama Ian Khama, convidado para participar do evento.
Esta quinta-feira, Khama será o orador principal dos debates agendados.

Organizada pelo Ministério da Terra,  Ambiente e Desenvolvimento Rural, em coordenação com o Ministério da Cultura e Turismo, a Conferência Internacional sobre Turismo baseado na Natureza vai decorrer até sábado, e é esperada a presença de mais de 500 participantes

A governadora da cidade de Maputo, Iolanda Cintura, fez a simbólica cerimónia de saudação e boas-vindas aos particiantes da Conferência Internacional de Turismo baseado na natureza.

A cerimónia começou com a entoação do hino nacional pelo grupo Xiquitsi, pouco depois da entrada do anitigo Presidente do Botswana, Ian Khama e do Chefe do Estado, Filipe Nyusi, ao local.

Cintura disse ser um privilégio, para a capital, acolher este evento, de dimensão internacional, que decorre pela primeira vez no país.

A governadora da cidade destacou a pertinência da conferência, pois nela pode-se reflectir novas formas de desenvolver o turismo, sem colocar em causa os recursos da flora e fauna.

 

 

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