Skip to main content

O País – A verdade como notícia

O índice geral de emprego em Moçambique registou uma desaceleração em um por cento em Janeiro de 2019, comparativamente ao mês anterior, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Houve menos empregos no início do ano. O INE refere que o índice situou-se nos 121% no mês do Janeiro, menos 1% que no último mês de 2018 (Dezembro), a maior desaceleração em seis meses.

Esta variação negativa no índice geral de emprego, deveu-se a má performance nos sectores do turismo, comércio, transportes, indústria e outros serviços em 1,8%, 1,1%, 0,8%, 0,1% e 0,7%, respectivamente.

No geral, os resultados dos Índices das Actividades Económicas do mês de Janeiro de 2019, quando comparados com os do mês anterior, apontam, igualmente, para o decrescimento do índice geral de volume de negócios e do índice geral de remunerações em 12,8% e 3,4%, respectivamente.

A desaceleração do índice geral do índice de volume de negócios, foi devido a variação negativa verificada nos sectores de transportes, comércio, turismo, indústria e outros serviços em 18,9% 17,7%, 14,8%, 2,0% e 19,5% respectivamente, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE), na sua síntese sobre os indicadores macroeconómicos, a que “O País” teve acesso. Quanto ao decrescimento registado no índice geral de remunerações no mês de Janeiro, foi influenciado pelos sectores de transportes, turismo, comércio e indústria em 7,4%, 6,9%, 1,5% e 1,3%, respectivamente.

Entretanto, e comparando os índices globais do mês de Janeiro de 2019, com os do igual período do ano transacto, registou-se um crescimento no volume de negócios em 6,6% e decrescimento nos índices de emprego e de remunerações em 0,5% e 0,2%, respectivamente.

Refira-se, que o objectivo desta publicação é reportar o quadro geral da evolução no curto prazo de indicadores homogéneos do sector real da economia sob a forma de números índices estruturados segundo a classificação das Actividades Económicas de Moçambique.

Desde 2004, que o INE divulga os principais resultados dos inquéritos mensais à economia, sendo que a recente publicação atingiu o número 178.

 

A suspensão das actividades de exploração de gás na bacia do Rovuma, anunciada pela multinacional Anadarko, devido aos ataques armados no Norte da província de Cabo Delgado, um mês depois, foi suficiente para deixar os empresários daquela província em crise financeira. O problema é geral em toda província, mas a situação é considerada crítica na zona Norte, onde o volume de negócios reduziu consideravelmente, e várias empresas correm risco de fechar as portas

Entretanto, apesar da crise provocada pela instabilidade na zona Norte, os empresários de Cabo Delgado continuam a trabalhar, mas alguns poderão fechar as portas nos próximos tempos, caso a situação não volte à normalidade. “Nós não pensamos em fechar as portas porque acreditamos que a situação voltará à normalidade. Mesmo com este conflito, duvidamos que Anadarko desista depois de muito investimento”, disse um dos empresários.

As actividades na bacia do Rovuma foram suspensas no dia 21 de Fevereiro último, depois de um ataque armado a uma coluna de viaturas da Anadarko.

Entretanto, apesar de se tratar de uma medida temporária, os empresários de Cabo Delgado olham o futuro com incerteza, uma vez que a Anadarko ainda não tomou a decisão final de investimento, que segundo os planos deverá ser anunciada até Junho próximo.

Governo e empregadores representados pela Confederação das Associações Económicas, CTA, estão em rota de colisão. Agostinho Vuma, que lidera a CTA, diz que a proposta submetida ao Conselho de Ministros não reflecte as aspirações do patronato. Por seu turno, a Ministra do Trabalho, Emprego e Segurança Social, Vitória Diogo, diz que as conclusões levadas ao Conselho de Ministros reflectem consensos dos actores envolvidos na discussão da matéria de legislação laboral e diz que o Governo encara com preocupação e estranheza o posicionamento da CTA.

A discussão em torno da revisão da Lei de Trabalho, a Lei 23/ 2007/ de 1 de Agosto já há muito que levantava acesos debates, em determinados círculos de opinião, mas com destaque para os empregadores, sindicatos e o Governo. O que não se imaginava é que o debate ia se resvalar para um ambiente de crispação que actualmente tem protagonistas, Agostinho Vuma, em representação da CTA e Vitória Diogo, do lado do Governo.

Na última quinta-feira, a CTA foi recebida em audiência pela Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade, a primeira Comissão da Assembleia da República para ser ouvida. Na ocasião o presidente da CTA, Agostinho Vuma, diz que foram postas de lado todas as contribuições do sector privado, “o conselho de Ministros não conheceu as nossas contribuições, o ministério concluiu o processo no quadro da sua visão, o que resultou no desfasamento do objectivo e do desenvolvimento do próprio texto em análise”. Para a CTA a nova Lei se for aprovada como esta representará um retrocesso a paz laboral.

Reagindo aos pronunciamentos dos empregadores, o Governo através da ministra do trabalho, emprego e segurança social, disse encaram com preocupação estranheza o posicionamento do presidente da CTA. Para Vitoria Diogo, “achamos estranho que depois do processo concluído venha se trazer uma informação que não constitui à verdade do processo. E nós, o governo de moçambique, somos um governo responsável, continuaremos a pautar pela coerência, continuaremos a comunicar a verdade dos factos, aos moçambicanos, aos trabalhadores e aos cidadãos a aquilo que aconteceu”. Para Diogo, os interesses de todos devem ser salvaguardados, não podem ser apenas os interesses dos empregadores, pondo em causa os interesses dos trabalhadores, interesse do estado moçambicano e a da soberania moçambicana.

Na sua página de facebok, Vuma diz: “depois de todo um processo envolvente de consultas em volta desta revisão, foi unilateralmente por parte do ministério, elaborado um texto que foi enviado ao Conselho de Ministros, sem conhecimento pelo menos dos empregadores”, escreve Vuma.

Neste momento, a proposta de Revisão da Lei de Trabalho encontra-se depositada na Assembleia da República.

 

A Correios de Moçambique deve mais de 50 milhões de meticais aos trabalhadores. Devido às dificuldades financeiras, a empresa vai diminuir metade dos trabalhadores e vender acções no âmbito da restruturação já aprovada pelo governo.

Foram quase 50 trabalhadores que esta quarta-feira paralisaram as actividades na empresa Correios de Moçambique para reivindicar o pagamento de salários atrasados, mas o problema é, afinal, muito mais profundo do que se podia imaginar.

As dificuldades financeiras são antigas, mas pioraram quando o serviço Post-bus sofreu com os impactos do ciclone Idai. Aliás, essa foi a causa do atraso do salário de Março.

Para tirar as contas do vermelho, o conselho de administração decidiu restruturar a empresa, uma solução que pela redução de 362 dos 650 trabalhadores através de despedimentos e reformas antecipadas, venda de cinco imóveis e privatização da empresa com a venda de quase metade das acções.

O plano de reestruturação da empresa já foi aprovado pelo governo, e no próximo mês inicia a análise da proposta alienação, um trabalho que irá envolver o Banco de Moçambique e o Ministério da Economia e Finanças.

 

 

O Banco Central sancionou nove bancos comerciais ao longo do ano passado por autorizar transacções suspeitas sem comunicar ao regulador do sistema financeiro.

Perto de uma dezena de instituições financeiras activas no país, terão violado a lei 14/2013, de 12 de Agosto, referente ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, acção criminosa que valeu punições por parte do Banco de Moçambique.

A chefe do serviço de departamento de supervisão do Banco Central, Emília Mabunda, exortou os bancos comerciais a conhecerem o perfil de risco dos seus clientes.

Esta é segunda vez, que o Banco de Moçambique anuncia medidas punitivas relativas a transacções suspeitas na banca, sendo que entre 2015 e 2016, o regulador do sistema financeiro nacional sancionou um total de 15 instituições financeiras, por violação da lei de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.

A próxima avaliação do risco deste tipo de crime está prevista para o próximo ano.

O Banco de Moçambique considera prematuro avançar com perspectivas macroeconómicas após o ciclone Idai que arrasou a região centro do país. Numa sessão com a imprensa, o Banco Central diz que aguarda pela avaliação do Governo.

A economia moçambicana previa crescer em torno de 4 por cento este ano, mantendo, deste modo, a trajectória de recuperação gradual iniciada em 2018, ano em que acelerou em 3,3 por cento.

Estas projecções deverão ser revistas em baixa, devido ao impacto devastador do ciclone tropical Idai que arrasou a região centro do país, obrigando a uma assistência humanitária de emergência.

Entretanto, a directora de Comunicação do Banco Central, Silvina de Abreu, disse ser ainda prematuro avançar com perspectivas macroeconómicas após o Idai.

Enquanto isso, o Metical desvaloriza face às principais moedas de circulação no Mercado Cambial Interbancário.

Estas declarações foram proferidas esta sexta-feira, em Maputo, durante uma sessão de esclarecimento à imprensa, promovida pelo Banco de Moçambique.

 

A Banca disponibilizou uma linha de financiamento de 20 milhões de euros para dinamizar trocas comerciais entre Moçambique e Portugal. O valor foi colocado à disposição pelo Millennium Bim e BCP.
 
O comércio entre Maputo e Lisboa tem vindo a registar um declínio desde 2013, um cenário que os governos destes países e classe empresarial pretendem mudar.
 
Prova disso, é a disponibilização de uma linha de crédito de 20 milhões de euros pelo Millennium Bim e BCP, para as empresas moçambicanas e portuguesas catapultaram as trocas comerciais, segundo um comunicado conjunto enviado esta quinta-feira, a nossa redacção.
 
“Esta linha tem como objectivo fomentar o negócio internacional entre os dois países, proporcionando aos clientes do Millennium BCP e do Millennium Bim, um canal privilegiado para a concretização dos seus negócios”, lê-se no comunicado.
 
Denominada “Linha Millennium Portugal-Moçambique”, o crédito para além de contribuir para o desenvolvimento do negócio internacional entre os dois países, definiu as seguintes cinco característica:
 
O Millennium Bim é o maior grupo financeiro moçambicano, presente em todas as províncias do país e conta com mais de 300 agentes bancários e uma das maiores redes de ATM e POS e 1,8 milhão de clientes.

A empresa portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique (CFM) registou um crescimento nas quantidades de cargas manuseadas, passando de cerca de seis milhões de toneladas métricas em 2017, para mais de sete milhões em 2018.

O volume de manuseamento de carga dos CFM cresceu 19% em 2018, face ao ano anterior, com o Conselho de Administração desta empresa a reportar lucros no montante de 18.8 biliões de meticais. A empresa registou 7.5 milhões de toneladas métricas em manuseamento de carga no ano passado, contra 6.3 milhões de toneladas métricas de 2017.

Estes resultados representam um crescimento em nove por cento acima do plano desenhado pela empresa Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique para 2018, revelou o Presidente do Conselho de Administração (PCA) dos CFM, Miguel Matabel.

No geral, o sistema portuário registou um crescimento de 5.5 por cento, atingindo cerca de 46 milhões de toneladas métricas manuseadas, contra cerca de 44 milhões em 2017.

Já nos serviços em terra, especificamente no sistema ferroviário nos corredores sob gestão do CFM (sul e Centro), foram transportados cerca de 11.4 milhões de toneladas líquidas, superando o plano de cerca de nove por cento, e tiveram uma variação positiva de cerca de dois por cento do transportado em 2017, que ficou-se em cerca de 11.1 milhões de toneladas líquidas.  

Foi também no ano transacto, revela Miguel Matabel, que os CFM adquiriram cinco locomotivas, 300 vagões, e aceleraram os trabalhos de reconstrução de duas pontes ferroviárias na Linha de Ressano Garcia.

Ao todo (incluindo as duas concessionárias da região norte), em 2018 transportadas cerca de 23.7 milhões de toneladas líquidas, o que corresponde a um crescimento de 6.4 por cento da realização de 2017, em que se fixou em 22.3 milhões de toneladas líquidas.

Para além de pretender aumentar os ganhos no sistema portuário e no sistema Ferroviário, para este ano, ou melhor, “em breve, os CFM irão receber 90 carruagens para reforçar o serviço de transporte de passageiros”.

 

 

O Banco BiG Moçambique implementou com êxito uma operação de aumento de capital no valor de 599.422.714 meticais, tendo elevado o seu capital social para mais de 1.1 bilião de meticais.

No seu segundo ano de actividades, o banco BiG Moçambique, um banco de investimento especializado em poupança e investimento, com licença para operar em todas as áreas abertas ao sector bancário no país, regista um passo importante na sua consolidação no sistema financeiro nacional.

Em nota enviada a nossa redacção, esta instituição financeira revela que implementou com êxito uma operação de aumento do seu capital social para 1.171.345.000 meticais.  

Com esta operação, o rácio de Common Equity Tier 1 (CET1 que é um componente do capital de nível 1 que consiste principalmente em acções ordinárias mantidas por um banco ou outra instituição financeira), ascendeu a 100,12%, o que compara muito favoravelmente com a média de 39,74% do sector bancário em Dezembro de 2018, segundo o Banco de Moçambique, lê-se no comunicado.

A operação contou com investimento adicional por parte do maior accionista, o Banco de Investimento Global, bem como com a entrada de novas entidades de referência no capital do Banco: a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), Hollard Moçambiquee a Global Alliance Seguros, na qualidade de gestora e em nome do Fundo de Pensões dos Trabalhadores da Mozal e o Fundo de Pensões Aberto (Global Alliance).

Na nota a que o “O País” teve acesso, o BIG Moçambique diz que a abertura do capital do banco a investidores estratégicos nacionais estava prevista no projecto inicial da instituição, tendo como objectivo angariar parceiros de referência, que permitam apoiar o banco na implementação da sua estratégia de crescimento.

“A entrada destas entidades no capital do BiG Moçambique demonstra ainda a confiança do mercado no projecto do banco, bem como uma aposta contínua do grupo em Moçambique”, lê-se no comunicado.

Apesar da entrada de novas entidades o Banco de Investimento Global permanece como accionista maioritário do BiG Moçambique após a operação de aumento de capital, detendo uma participação de 83,99%.

 

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE