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O País – A verdade como notícia

O edifício do Ministério da Administração Estatal e Função Pública está às escuras desde a tarde de ontem. O apagão deve-se ao não pagamento de uma dívida de cerca de três biliões de meticais à Electricidade de Moçambique.

O ar condicionado, o televisor e as lâmpadas estavam desligados durante o dia, o que deixava as salas do Ministério da Administração Estatal e Função Pública às escuras. No corredor do rés do chão estavam trabalhadores que se fizeram ao serviço, mas que nada tinham a fazer, sem energia elétrica.

Num vídeo, um trabalhador explica que o problema não começou nesta sexta-feira e que o mesmo está ligado a uma dívida que o Ministério da Administração Estatal tem com a Eletricidade de Moçambique.

E os afectados foram os utentes. Aos 69 anos de idade, o corpo de já não permite grandes velocidades, e com a doença nos pés tudo se agrava. Francisco Nuazi disse que saiu às sete horas de casa, no bairro de Maxaquene, e só chegou três horas depois, ou seja, às 10h00 para regularizar a situação de prova de vida no Ministério. Mas, o esforço foi em vão.

Uma fonte daquele Ministério confirmou que a instituição tem uma dívida de três biliões de meticais. Contactamos uma fonte bem posicionada na EDM que confirma que o ministério tem um problema administrativo com a empresa, que já está em negociação e que, provavelmente, poderá ser resolvido na próxima semana.

 

A Chevron vai desembolsar 33 mil milhões de dólares para adquirir a Anadarko, anunciou a empresa, em comunicado emitido hoje. A gigante petrolífera vai assumir também a dívida da Anadarko, pelo que o valor total da transação ascende a 50 mil milhões de dólares.

A compra será feita através do pagamento em dinheiro e entrega de acções. Segundo o jornal portugês, Negócios, os acionistas da petrolífera que está a ser comprada vão receber 0,3869 ações da Chevron e 16,25 dólares por cada ação da Anadarko.

Para o efeito, a Chevron irá emitir 200 milhões de acções e pagar 8 mil milhões de dólares em dinheiro, ao mesmo tempo que irá assumir 15 mil milhões de dívidas líquidas.

A empresa resultante da operação será liderada por Michael Wirth e terá sede na Califórnia, onde está baseada a Chevron.
Segundo Negócios, a operação já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as empresas e terá agora de receber o aval dos acionistas da Anadarko e das entidades reguladoras. A Chevron espera poder concluir o negócio no segundo semestre deste ano.

Importa referir que a Anadarko é uma companhia petrolífera multinacional que, em Moçambique, lidera um consórcio que opera na Bacia do Rovuma e deverá aprovar a sua decisão de investimentos ainda este ano.

 

O Governo de Moçambique fez um pedido de ajuda urgente ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O pedido já foi analisado e o FMI prometeu disponibilizar uma ajuda financeira para ajudar Moçambique a fazer frente às consequências do ciclone Idai, segundo escreve Voz da América (Voa).

O anúncio foi feito pelo director do Departamento de África do FMI, Abebe Aemro Selassie, em Washington, nesta sexta-feira, em conferência de imprensa, mas a decisão final deverá ser tomada pelo direcção do Fundo na próxima semana.

Abebe Selassie diz que a quantia ainda tem que ser aprovada pela direcção o que poderá acontecer já na próxima semana
"Estamos a fazer tudo o que podemos para apoiar os países afectados. A ajuda a Moçambique deverá estar na ordem dos 120 milhões de dólares", disse Abebe Aemro Selassie.

"Já enviamos o pedido ao Conselho de Administração e isso será analisado na próxima semana", acrescentou.
O director para África do FMI abordou também a situação em Angola e na Guiné-Bissau.

Selassie adiantou que a instituição vem trabalhando muito de perto com o Governo angolano, cujo programa económico considerou de "muito bom" e com muita profundidade.

No caso da Guiné-Bissau, o director referiu que o FMI tem apoiado o Governo a colocar as finanças em dia, em virtude da própria situação de fragilidade financeira do país.

 

 

 

Moçambique e Malawi assinaram hoje, em Lilongwe, cinco acordos técnicos e comerciais que visam a construção de uma linha de interconexão e transmissão entre os dois países para posterior venda de energia eléctrica ao Malawi.

Os acordos foram assinados pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Electricidade de Moçambique (EDM), Aly Sicola, e pelo CEO da Electricity Supply Corporation of Malawi (ESCOM), Allexon Chiwaya. A cerimónia foi presenciada pelo ministro dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e o seu homólogo do Malawi, Agreey Masi.

Avaliada em 127 milhões de euros, a linha de interligação entre os dois países deverá partir da subestação de Matambo, na província de Tete, percorrendo um total de 218 quilómetros até ao Malawi.

Com a concretização destes acordos, Moçambique passará a vender energia ao Malawi, que se debate, neste momento, com uma crise energética profunda, estando, por isso, com projectos industriais estagnados.  

As obras da linha deverão iniciar no primeiro trimestre de 2020, estando o fim previsto das mesmas previsto para o primeiro trimestre de 2022. O contrato inicial prevê uma venda de 50 megawatts de energia ao Malawi, permitindo ganhos anuais de 45 milhões de dólares por ano a Moçambique.
 

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) já arrancou com a fase piloto de ligação de gás canalizado para residências na capital moçambicana, Maputo. Numa primeira fase, o projecto beneficia moradores do bairro do Aeroporto.

A expansão para outros bairros será de forma gradual, refere a ENH, acrescentando, que diferentemente do norte de Inhambane, a canalização do gás doméstico em Maputo, a factura será pré-prego.

Refira-se, que a ENH concluiu, recentemente, a expansão da rede de distribuição de gás natural no norte de Inhambane. Com a finalização dos trabalhos de expansão, mais 260 consumidores beneficiarão do gás canalizado, totalizando 1793 consumidores.

As obras tiveram seu início em Outubro de 2018, com um orçamento de 340 mil dólares, desembolsados pela Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH), inicialmente o projecto previa realizar 250 novas ligações, mas, durante a execução do trabalho foram feitas 260 ligações.

Foram realizadas 164 ligações em Vilankulo, 56 em Inhassoro e 40 em Govuro, sendo que todos esses consumidores já estão a beneficiar do gás natural.

A ENH e a Kogas, através da parceria ENH-Kogas, estão a desenvolver, desde 2014, uma rede de distribuição de gás natural canalizado na cidade de Maputo e distrito de Marracuene, que actualmente conta com pouco mais de 20 consumidores, entre comerciais e industriais.

 

 

 

No grupo dos países-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Moçambique figurou no top 3, dos que mais absorveu fundos do Reino da Noruega no ano passado.

Dados oficiais do governo de Oslo, consultados pelo “O País”, indicam que a chamada “Pérola do Índico” beneficiou de aproximadamente 2.5 biliões de meticais em 2018, contra cerca de três biliões de meticais da Tanzânia e 3.5 mil milhões de meticais absorvidos pelo Malawi.

Para o caso concreto de Moçambique, o auxílio financeiro dos noruegueses já vai nos 13.4 biliões de meticais, pelo menos entre 2013 e 2018. Esse volume de ajuda faz com que o país seja um dos principais parceiros desta monarquia nórdica da Europa setentrional.

Uma das grandes áreas de cooperação entre Oslo e Maputo é o bilionário negócio de gás e petróleo.

Com Moçambique a preparar-se para a “era do gás”, mercê dos grandes projectos de exploração deste hidrocarboneto nas Áreas 1 e 4, da bacia do Rovuma, cujo início de produção está previsto para 2024, o Executivo de Maputo tem a Noruega como espelho nesse negócio.

Para o efeito, o estadista moçambicano, Filipe Nyusi, já manifestou intenção de adquirir mais experiências dos noruegueses no domínio do Fundo Soberano, que Moçambique pretende criar para melhor gestão das receitas de exploração de gás e petróleo.

A intenção não é por acaso. A Noruega é o sétimo maior produtor global de petróleo e segundo maior exportador de gás a nível mundial, para além de possuir um fundo soberano de petróleo e gás considerado um dos maiores do mundo, com cerca de 1,3 trilião de dólares em activos.

Apenas três por cento destes activos é alocado ao orçamento norueguês, sendo o remanescente aplicado em acções, propriedades e investimento no estrangeiro.

MODELO DO FUNDO SOBERANO

Entretanto, e apesar do Executivo de Maputo ter manifestado interesse na experiência da Noruega no que toca ao Fundo Soberano, ainda não está claro o tipo de modelo a ser adoptado em Moçambique.

O Presidente da República lançou em Março último, em Maputo, a discussão sobre o modelo do fundo a ser criado na indústria extractiva.

Na ocasião, Filipe Nyusi disse esperar que “o Fundo Soberano funcione de forma independente, financeira e operacionalmente, com transparência, previsibilidade e no mais restrito cumprimento da lei”.

“Não vai ser mais um problema provocar um fundo para depois mandar vir o Gabinete Central de Combate à Corrupção para recolher pessoas? Qual é o melhor esquema de fiscalização desse sistema, para ter certeza de que isto atinja o cidadão e não simplesmente o gestor?”, questionou Nyusi.

Realçando, no entanto, ser “crucial” a definição de uma proporção fixa da receita a ser canalizada anualmente ao Orçamento do Estado (OE) por via do Fundo Soberano, porque permite “garantir a realização dos investimentos necessários para reduzir o actual défice de infra-estruturas e melhorar as condições de visa das populações na componente social e de desenvolvimento humano”.

Refira-se, que a “corrida ao Fundo Soberano” acontece numa altura em que Moçambique a Decisão Final de Investimento (DFI) nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma,

caminha a passos largos da sua aprovação.

O DFI na Área 4, no projecto liderado pelo consórcio ExxonMobil e Eni, está previsto para Julho próximo. O investimento estimado é de 35 mil milhões de dólares norte-americanos no Coral Sul e Complexo Mamba.

 

 

 

A empresa de soluções tecnológicas PHC garante mais uma vez a sua presença na feira de tecnologias Moztech e promete trazer diversas novidades tecnológicas para apresentar ao público.

Depois da última participação na maior feira de tecnologias Moztech, a empresa de tecnologia PHC garantiu, mais uma vez, a sua presença no evento. A experiência da 5ª Edição da Moztech teve um impacto positivo.

“Conseguimos no ano passado conversar com muitas pessoas sobre as nossas soluções de gestão. Foi muito importante, porque conseguimos explicar aos gestores e participantes no geral, as vantagens competitivas que uma empresa ganha ao utilizar as soluções PHC. Moçambique tem estar preparado para as tecnologias. Avaliamos de forma positiva, pois fazemos isso em função do feedback que tivemos”, explicou, Victor Cau, Coordenador de Serviço da PHC.

As soluções tecnológicas oferecidas pela PHC conquistam cada vez mais o mercado moçambicano. Com 30 anos de crescimento sustentado, a empresa de tecnologias tem clientes mais de 30 mil clientes em 25 países do mundo.

“Temos um produto, que é o PHCCS, que espelha a mais-valia que as empresas ganham, portanto a utilizar uma solução que se adapta a ela e não o contrário”

O representante daPHC sublinhou que o mercado reconhece a qualidade das suas soluções tecnológicas, de tal forma que, em quatro anos consecutivos vem batendo recordes de facturação e a unidade internacional de negócios, onde também está inserido Moçambique cresceu, só no ano passado, 47% ”.

Das expectativas para a 6ª edição da feira de tecnologia um leque de novidades serão apresentadas no evento. APHC define a plataforma Moztech como um espaço de oportunidades.

“Para esta edição vamos focar na performance das empresas. Só para se ter uma ideia, trago dois exemplos: o primeiro, trata-se de um aplicativo desenvolvido para telemóveis, onde a ideia cinge-se em expandir aquilo que chamamos de sistema nervoso digital das empresas, isto se faz de diversas formas, uma delas através do envio de notificações directas para o telemóvel”.

A segunda refere-se a um trabalho no sentindo de melhorar aquilo que se chama, hoje, de user experience, ou seja, tem que ver com a melhoria da experiência do utilizador com o produto de serviço ou o software, neste caso.

A 6ª edição da feira de tecnologias Moztech decorre nos dias 15,16 e 17 de Maio de 2019.

 

 

 

 

O baixo preço do algodão no mercado, comparativamente às outras culturas de rendimento, associado a questões climáticas, são apontados como factores que irão determinar a baixa produção do chamado “ouro branco” na presente campanha agrícola em curso.

Dados preliminares do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), “O País” teve acesso, apontam para uma produção de 60 mil toneladas do algodão na safra 2018-1019, contra perto de 54 mil toneladas do volume global atingido na época 2017-2018.

A produção do algodão na presente campanha agrícola, está a ser feita numa área de aproximadamente 100 mil hectares, um decréscimo de cerca de 29 por cento, comparativamente a 2018.

Há anos que a produção do algodão em Moçambique tem vindo a cair. Muitos produtores desta cultura de rendimento emigraram para gergelim e feijão bóer, devido ao alto valor destes produtos no mercado.

Refira-se que na campanha agrícola 2011-2012, o país atingiu um máximo histórico de produção do algodão, ao alcançar cerca de 185 mil toneladas. Trata-se de um volume record desde a independência de Moçambique.

Até então, a melhor produção do chamado “ouro branco” foi realizada na campanha 2005/6, em que foram comercializadas 122 mil toneladas desta cultura de rendimento. Em sentido contrário, no período 1984/85, o país registou a pior produção de algodão desde a independência, que não foi para além das cinco mil toneladas.

A Inspecção das Actividades Económicas reconhece que ainda não conseguiu controlar a situação da especulação de preços na cidade da Beira após os estragos causados pelo ciclone Idai.

Depois de ter ficado praticamente isolada do resto do país devido a passagem do ciclone IDAI a de 14 de Março, a cidade da Beira viu os preços dos produtos de primeira necessidade duplicarem.

Quando começaram a circular as informações de especulação de preços, a INAE enviou uma brigada para fazer a fiscalização. Falando, esta terça-feira, em conferência de Imprensa, o porta-voz da INAE reconheceu que a situação ainda não está controlada, até porque nem toda a subida de preços significa especulação.

A INAE também fez o balanço das actividades desenvolvidas nos primeiros três meses deste ano, onde 132 agentes económicos foram multados em mais de 11 milhões de meticais.

De forma geral, a INAE diz que os agentes têm vindo a acatar as mensagens e tendem a seguir a lei no desenvolvimento das suas actividades e isso é provado pela redução de agentes multados, suspensos e volume de produtos fora de prazo.
 

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