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O País – A verdade como notícia

O volume das exportações da madeira produzida em Moçambique situou-se nos 31.5 milhões de dólares no ano passado, representando um decréscimo na ordem de 46,8% face a 2017 (USD 59.2 milhões), indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Sem, no entanto, especificar as razões por detrás do recuo nas vendas da madeira moçambicana no exterior, o INE destaca o aumento em 37,3%, para 35.5 milhões de dólares em 2018, da importação deste recurso florestal.

Recorda-se, que no ano passado, o Governo introduziu novas regras para a exploração e exportação de espécies de maior procura, proibindo, deste modo, a venda no exterior da Chanfuta, Umbila e Jambirre.

Ao abrigo de um despacho do Ministério da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural (MITADER), as três espécies de madeira serão licenciadas apenas para abastecer o mercado interno.

Este despacho ministerial proíbe igualmente a exploração e recolha de madeira de Nkula, Pau-ferro e Mondzo.

Em linha com a medida do MITADER, a Autoridade Tributária de Moçambique (AT) decidiu aumentar em cerca de 300 por cento, o preço de referência para a exportação da madeira processada.
O objectivo, segundo a AT é desincentivar a exploração desenfreada deste recurso florestal tido como estratégico.

Entretanto, e apesar destas medidas restritivas, a madeira figura no grupo dos produtos com maior valor nas vendas no exterior, tendo o mercado asiático como o grande comprador de Moçambique.

Este recurso florestal (madeira) contribuiu no aumento do volume global do comércio de bens com o exterior. Em 2018, Moçambique transacionou com o resto do mundo, produtos no valor de cerca de 12 mil milhões de dólares, contra os USD 10.471 milhões registados em 2017, facto que correspondeu a uma variação positiva de 14,2%.

Contudo, essa cifra ainda permaneceu abaixo dos níveis mais altos atingidos nos anos 2013 (14.1 mil milhões de dólares) e 2014 (USD 13.4 mil milhões).

O saldo da balança comercial deteriorou-se em USD 911.7 milhões, situando-se nos 1.931.9 de milhões de dólares em 2018, contra os anteriores USD 1.020.1 milhões em 2017 (o valor mais favorável de sempre, segundo o INE).

O Banco de Moçambique (BM) decidiu reduzir em 100 pontos base, para 13%, o coeficiente da reserva obrigatória em moeda nacional (Metical), realizado pelos bancos comerciais junto do regulador do sistema financeiro.

Em uma circular divulgada esta terça-feira, na sua página oficial, o Banco Central informa que decidiu baixar de 14% para 13%, o coeficiente de reservas obrigatórias para passivos (entende-se como depósito dos bancos) denominados em moeda nacional, o Metical.

A decisão deve-se a estabilidade da inflação que mantém-se na casa de um dígito, prevendo-se o mesmo comportamento para os próximos meses.

Com esta medida, os bancos comerciais terão mais liquidez e poderão baixar o custo do crédito ao cliente no mercado, cuja taxa de juro de referência (taxa MIMO) está fixada nos 12,75%.

E mais, a circular N°2/EMO/2019, de 3 de Setembro, do Pelouro de Estabilidade Monetária do Banco de Moçambique, consultada pelo “O País” informa ainda, que decidiu manter o coeficiente das reservas obrigatórias em moedas estrangeiras nos 36%.

A nova actualização entra em vigor a partir do período de constituição de reservas obrigatórias que inicia no dia 7 de Setembro corrente.

Estas deliberações surgem poucos dias depois do Banco Central e a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) ter revisto em baixa a taxa ‘Prime Rate’ do sistema financeiro nacional, fixando-a em 18,30% neste mês de Setembro, uma redução em 20 pontos base face a do mês anterior.

Tratou-se da terceira descida consecutiva da ‘Prime Rate’ este ano, que é a taxa aplicada às operações de crédito entre as instituições e sociedades financeiras com os seus clientes. A esta taxa é adicionada ou subtraída uma margem (spread), mediante a análise de risco de cada tipo de crédito.

Esse indicador funciona como base para a fixação da taxa de juro de referência (taxa MIMO), que torna o dinheiro mais caro ou barato na banca.

 

 

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) canalizou mais receitas para os cofres do Estado no primeiro semestre deste ano. A empresa injectou cerca de 760.4 milhões de meticais, mais 25,3 por cento que no igual período de 2018.

As empresas concessionadas pelo Estado moçambicano contribuíram com cerca de 2.1 mil milhões de meticais entre Janeiro e Junho de 2019, contra 1.3 mil milhões de meticais canalizados no primeiro semestre do ano passado.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa, foi a que mais dinheiro injectou para os cofres públicos ao longo dos primeiros seis meses deste ano. Ao todo foram 760.4 milhões de meticais canalizados, mais 25,3 por cento que no igual período do ano passado, indica a Direcção Nacional do Tesouro.

Fecham o pódio, o Corredor Logístico Integrado de Nacala que contribuiu com mais de 417 milhões de meticais, o equivalente a 19,3% da receita total das concessões, e as telefonias móveis Movitel e Vodacom com 387,6 milhões de meticais cada.

 

INDÚSTRIA EXTRACTIVA

A contribuição dos chamados mega-projectos da indústria extractiva atingiu o montante de 7.623,7 milhões de meticais nos primeiros seis meses deste ano, correspondente a 7,3% da receita total cobrada e a um crescimento de 9,9% relativamente a igual período do exercício anterior.

Em termos sectoriais, o da produção de energia registou crescimento nominal de 62,3%, quando comparado com igual período do ano anterior, devido ao aumento do volume de produção e comercialização.

Já os ramos de exploração de recursos minerais e hidrocarbonetos, registaram decréscimos de 14,8% e 6,7%, respectivamente, como resultado da queda do preço do carvão no mercado internacional.

Refira-se, que as receitas do Estado foram no valor de 104.6 mil milhões de meticais no primeiro semestre deste ano, mais 4,4 por cento que período homólogo de 2018.

No global das receitas do Estado destacam-se os impostos sobre bens e serviços com 40,4%, sobre rendimento com uma contribuição equivalente a 39,9%, seguidos pela rubrica de outras receitas correntes, outros impostos nacionais, taxas e as receitas de capital com o equivalente a 6,8%, 6,7%, 6% e 0,3% respectivamente.

 

 

Há cada vez mais importação de carros em Moçambique. Em 2018, o parque automóvel situou-se nos mais de 782 mil veículos, mais 46 mil que no ano passado.

80% das viaturas, entre pesadas e ligeiras, estão localizadas na província e cidade de Maputo, segundo o Instituto Nacional de Transportes Terrestres adstrito ao Ministério dos Transportes e Comunicações.

Em média, entre 2013 e 2018, constatou-se um aumento considerável do parque automóvel no país, ao passar de pouco mais de 542 mil para mais de 782 mil veículos, correspondente a um crescimento médio anual de 40 mil veículos.

Os carros ligeiros são a preferência dos moçambicanos. Nos últimos dois anos, foram registados mais de 33.2 mil veículos.

Entretanto, o crescimento acelerado do parque automóvel no país pode estar a influenciar para um elevado número de acidentes de viação. A velocidade excessiva, má travessia de peões, condução sob efeito de álcool e deficiências mecânicas nas viaturas continuam a ser as principais causas dos acidentes de viação.

Os custos com os sinistros são cada vez mais elevados para as seguradoras. Só no primeiro trimestre deste ano, foram reportados custos no valor de 2.3 mil milhões de meticais, dois quais mais de 324 milhões de meticais em automóveis.

 

 

 

O Departamento de Estudos Económicos do Banco de Moçambique antevê uma estabilidade de preços nos próximos dois meses. O objectivo é manter a inflação na casa de um dígito até finais do ano.

Esta previsão da estabilidade no índice de custo de vida é explicada em parte, pela tendência da valorização do Metical face às principais moedas de circulação no país, nomeadamente, Dólar, Rand e Euro.

Com efeito, para o terceiro trimestre do ano espera-se um abrandamento da inflação média anual, comparativamente ao trimestre anterior, prevendo-se ainda, para os meses de Setembro e Outubro, uma interrupção do sentido de desaceleração da inflação anual, mas ainda assim mantendo-se em níveis considerados estáveis.

Do lado dos empresários, houve uma revisão em baixa das expectativas de inflação anual para o final de 2019.

O inquérito ministrado pelo Banco Central aos agentes económicos (sector financeiro, na sua maioria) revela para o final do ano, um nível de inflação anual de 4,78% equivalente a uma revisão em baixa de 53 pb face ao inquérito anterior realizado em Junho.

Quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real mantêm-se as previsões de desaceleração em 2019 e de recuperação gradual no ano seguinte, estimulado sobretudo pelas actividades de reconstrução pós-desastres naturais no centro e norte do país e pela dinâmica decorrente da materialização dos projectos de gás natural na Bacia do Rovuma. Foi neste contexto, e ponderados os riscos associados às projecções, o Banco Central decidiu reduzir as taxas de juros, com destaque para a de referência (taxa MIMO) que baixou em 50 pontos base, para 12,75%.

 

 

‘Prime Rate’ cai pelo terceiro mês consecutivo

 

Depois de Julho e Agosto, o Banco de Moçambique a a Associação Moçambicana de Bancos (AMB) voltar a mexer na taxa ‘Prime Rate’ do sistema financeiro nacional, fixando-a em 18,30% neste mês de Setembro, uma redução em 20 pontos base face a do mês anterior.

Entende-se como ‘Prime Rate’, a taxa aplicada às operações de crédito entre as Instituições de crédito e sociedades financeiras com os seus clientes. A esta taxa é adicionada ou subtraída uma margem (spread), mediante a análise de risco de cada tipo de crédito.

Esse indicador funciona como base para a fixação da taxa de juro de referência (taxa MIMO), que torna o dinheiro mais caro ou barato na banca.  

 

 

 

 

 

Os Estados Unidos da América regressaram ao top 10 dos maiores parceiros comerciais de Moçambique. Em 2018, o volume das trocas comerciais entre Maputo e Washington atingiu cerca de 309.5 milhões de dólares.

O volume global das trocas comerciais entre Moçambique e o resto do mundo situou-se nos cerca de 12 mil milhões de dólares no ano passado, mais 14,2% que em 2017, segundo estatísticas de comércio externo de bens, compilados pelo Instituto Nacional de Estatística.
 
O país vendeu no exterior bens no valor de cinco mil milhões de dólares em 2018, valor abaixo das compras que se situaram nos USD 6.9 mil milhões, representando um défice da balança comercial na ordem de USD 1.9 mil milhões.
 
A grande novidade no grupo dos maiores parceiros comerciais de Moçambique no passado, é o regresso dos Estados Unidos da América ao top 10.
 
As trocas comerciais entre Maputo e Washington foram no valor de cerca de 309.5 milhões de dólares, com o saldo a mostrar-se favorável para os norte-americanos, que venderam bens e produtos no montante de USD 217.8 milhões, contra 91.7 milhões em compras.
 
Dos 130 países que receberam bens provenientes de Moçambique, destacam-se a Índia, África do Sul, Reino dos Países Baixos, China e Singapura, que fecham o top 5.
 
Os principais bens exportados foram combustíveis minerais e metais comuns, que totalizaram 72,9% dos bens vendidos no exterior. Já as importações foram dominadas por máquinas, aparelhos e produtos agrícolas.

O Primeiro-ministro exortou, hoje, aos empresários nacionais a apostarem na certificação de qualidade de produtos para conquistarem o mercado internacional. A exortação foi feita durante o encerramento oficial da quinquagésima quinta edição da FACIM, em Marracuene. Foi essencialmente essa a mensagem que Carlos Agostinho do Rosário foi deixando de stand em stand, de pavilhão em pavilhão por onde passou.

Dos pavilhões, Do Rosário rumou à sala de conferências. Ali o Primeiro-ministro presidiu a cerimónia de premiação dos melhores expositores desta edição.

Além de receber os 2000 expositores da FACIM, a Província de Maputo tomou para si o prémio de melhor expositora. África do Sul foi o melhor país expositor, o Ministério dos Recursos Minerais e Energia melhor instituição pública, Cidade de Maputo melhor gestora de stand, Inhambane mais informativa, Manica com mais produtos processados e Sofala foi distinguida como a Província Revelação. Foram distinguidas ainda as melhores empresas expositoras, nacionais e estrangeiras. 

Na hora de falar, Carlos Agostinho felicitou os laureados, mas disse que ainda há um caminho por se percorrer. 

O Discurso de Carlos Agostinho do Rosário marcou também o encerramento oficial da Feira Internacional de Maputo que, ainda assim, só vai fechar as portas no final deste domingo.

 

 

O Presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Paulo de Sousa, poderá recorrer da decisão do Banco de Moçambique que o inibe de exercer cargos sociais e de gestão em instituições financeiras por um período de três anos. O gestor é acusado de cometer infrações contravencionais.   

A reacção é feita, cerca de 24 horas depois de o Banco de Moçambique ter divulgado as sanções ao gestor bancário, através de um comunicado de imprensa enviado ao “O País”. De acordo com o documento, o BCI diz ter tomado conhecimento das sanções.

De acordo com o regulador do sistema financeiro, o PCE do BCI agiu em conflito de interesses aquando da sua participação no processo de apreciação e decisão da proposta de aquisição da Interbancos, SA pela Sociedade Interbancária de Moçambique, SA (SIMO) defendendo, simultaneamente, os interesses da SIMO, na qualidade de Administrador, e da Interbancos, SA, na qualidade de Presidente do Conselho de Administração.

O comunicado do BCI faz ainda referência a dados de Junho deste ano, segundo os quais o banco conta com mais de 1.8 milhões de Clientes e 202 agências. E que dispõe de um Volume de Negócios de 195 mil milhões de meticais e um Rácio de Solvabilidade de 18,66%.

“O BCI mantém-se a funcionar com toda a normalidade, com os seus órgãos sociais em plenas funções, designadamente o Conselho de Administração e a Comissão Executiva, assegurando o regular funcionamento do banco e a normal prestação de serviços aos seus clientes e participando activamente na expansão do sistema financeiro nacional”, lê-se na nota.

 

 

As empresas concessionárias do Corredor de Nacala facturaram mais de 300 milhões de dólares no primeiro semestre deste ano, dos quais 276 milhões são referentes ao transporte do carvão mineral.  

O transporte de carvão mineral continua a ser a actividade mais rentável no Corredor de Nacala. Dados do primeiro semestre deste ano revelam uma facturacao global de 276 milhões de dólares, apesar do volume transportado ter caído em 12% se comparado com igual período do ano passado.

“No primeiro semestre tivemos uma facturação de 307,1 milhões de dólares dos quais 276.7 são referentes ao transporte de carvão, 29.7 referente ao transporte de carga geral e 600 mil dólares referentes ao transporte de passageiros”, explicou Bernardo Mattar, Director Financeiro/Corredor de Nacala.

Em resultado desse desempenho económico, foram pagos ao Estado 42.7 milhões de dólares referentes a impostos e contratos de concessão.

O Corredor de Nacala compreende uma linha férrea de 912 km que vai das minas de Tete ao terminal de carvão em Nacala-a-Velha. A empresa Corredor Logístico do Nacala é responsável por toda a logística do carvão da Vale, enquanto que o Corredor de Desenvolvimento do Norte detém a concessão do sistema ferro-portuário da zona Norte do país, incluindo o Porto de Nacala, operando no transporte de carga geral e de passageiros.

O Corredor de Nacala destaca-se neste momento como um dos grandes empregadores ao longo das províncias de Tete, Nampula e Niassa, bem como no vizinho Malawi por onde passa.

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