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Terminou, esta quinta-feira, o simpósio de dois dias promovido pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades. Para a ministra da Administração Estatal, os intervenientes da gestão de calamidades saem do evento com uma visão mais clara sobre os próximos passos.

A ministra da Administração Estatal e Função Pública, Carmelita Namashulua, diz que o simpósio dos 20 do INGC serviu para deixar bem clara a necessidade de se criar uma política nacional de gestão das zonas áridas no país.  

Para tomar decisões certeiras é preciso conhecer profundamente o objecto e Carmelita Namashulua diz que os debates descreveram as potencialidades e fraquezas do país em zonas áridas.

O pretexto para a realização do simpósio foram os 20 anos do INGC, mas a ideia é eternizar os conhecimentos obtidos no evento através de um relatório detalhado com todas as intervenções, tal como prometeu a Directora Geral da Instituição, Augusta Maíta.

 

Moçambique é um dos países mais vulneráveis aos desastres naturais no mundo, com 2.8 milhões de pessoas a viverem nas zonas de riscos. Na lupa do Banco Mundial, há “progressos altos” na gestão deste tipo de fenómenos.

O especialista urbano sénior do Banco Mundial, Michel Matara, referiu esta sexta-feira, em Maputo, durante o Simpósio Nacional sobre os Desastres Naturais, que juntou o Governo e parceiros, que nos últimos anos verificam-se “progressos altos” nas políticas de gestão deste tipo de fenómenos em Moçambique.

Orador principal no painel que teve como tema: “Alternativas de financiamento para as zonas áridas e semiáridas”, o especialista daquela instituição financeira internacional, indicou, no entanto, algumas lacunas no Plano Director de Redução de Riscos de Desastres.

“É um plano que está alinhado com os compromissos internacionais. Mas a grande fraqueza prende-se com a falta de um plano de investimento. Para falar de financiamento vai ser muito importante entender o que queremos financiar”, apontou.

Este plano (2017-2030), visa prevenir o surgimento de novos riscos de desastres através do aumento da resiliência humana e infra-estruturas perante eventos climáticos, naturais e antrópicos extremos e recorrentes.

Como reforço do auxílio à Moçambique, Michel Matara avançou que o Conselho de Administração do Grupo Banco Mundial tem disponível um valor adicional de 35 milhões de dólares norte-americanos para os próximos cinco anos, em matérias de gestão de desastres naturais na chamada “Pérola do Índico”.

Refira-se, que este montante adiciona-se a uma doação de USD 90 milhões aprovados em Washington, a 19 de Março último, pela Associação Internacional para o Desenvolvimento (IDA) em apoio ao plano do Governo moçambicano.

Contudo, e de acordo ainda com o especialista urbano sénior daquela instituição da Bretton Woods, estes fundos externos são de longe muito superiores aos alocados pelo Governo, pelo que é preciso buscar outras fontes de financiamento.

MECANISMOS DE FINANCIAMENTO

Por seu turno, César Tique, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) avançou a possibilidade de retomar os moldes antigos de financiamento à Moçambique.

“Nos moldes actuais, Moçambique dentro dos parâmetros do Banco Africano de Desenvolvimento (créditos concessionais de três anos) só pode receber donativos. O país já esteve quase ao nível de países como Angola e Zâmbia antes de 2015, países que recebem altos empréstimos”, disse.

Argumentando, que o baixo nível de apoio a Moçambique, deve-se a actual conjuntura macroeconómica que o país atravessa.
Para Momade Nemane, Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Fundo Nacional do Desenvolvimento Sustentável (FNDS), outro dos painelistas do simpósio sobre os desastres naturais, o segredo para captar financiamento passa pelo desenho de plano bem estruturado.
“A ideia é. O que o FNDS fez para ter 500 milhões de dólares em dois anos? A estratégia passou pela diversificação de fontes alternativas de financiamento. O Governo também injectou muito dinheiro em dois anos”, anotou.

É nesse contexto de alternativas de financiamento, que o Presidente da Bolsa de Valores de Moçambique, Salim Valá, defendeu a aposta em Green Bonds (fundos verdes) em matérias de projectos climáticos, uma via que devia ser seguida pelo Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).

“Muitos países africanos estão a usar esse instrumento. África do Sul está usar muito os Green Bonds. Penso que esta pode ser uma plataforma para futuro e aplicável em Moçambique”, indicou Valá.

 

Luísa Diogo diz que uma boa governação só acontece quando há desenvolvimento inclusivo. Diogo falava na segunda Aula Anual Joaquim Chissano.

"Governabilidade Económica e Desenvolvimento Social: Desafios para Moçambique". Um tema abordado por uma mulher que domina os corredores da economia e desenvolvimento do país: Luísa Diogo. Coube a Jamisse Taimo, presidente do Instituto de Governação Paz e Liderança, da Fundação Joaquim Chissano, fazer um breve perfil da oradora da segunda Aula Anual Joaquim Chissano.

Luísa Diogo falou da importância de uma boa governação e disse que, com as recentes descobertas dos recursos naturais, abre-se uma nova perspectiva para a economia, mas alertou que é preciso haver interesse comum entre dirigentes e a sociedade.

Diz ainda que é preciso que Moçambique desenvolva outros sectores, sem dogmas, como por exemplo a agricultura. Para o efeito, é importante capacitar o sector privado.

Dentre vários cargos, Luísa Diogo foi Primeira-ministra e esteve em frente às negociações do perdão da dívida, um processo que culminou com o surgimento do livro da sua autoria, intitulado "A sopa da madrugada". Hoje, Luísa é PCA do Barclays Moçambique e docente.

 

Os organizadores da 55ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) esperam superar os números da edição anterior. Pelo menos 15 países já confirmaram presença no certame.

Contagem decrescente para FACIM 2019, por sinal a última do quinquénio. Os preparativos já arrancaram para acolher a 55ª edição, no recinto de Ricatla, no distrito de Marracuene, de 26 de Agosto a 1 de Setembro próximos.

As metas já estão definidas: Superar todos indicadores da feira anterior. Uma missão tangível, segundo as contas dos organizadores, que deverão injectar um milhão de dólares na logística (valor próximo das edições anteriores).

Sem no entanto, avançar números concretos, Jaime Nicolas, coordenador da organização da FACIM 2019, pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportações (AIPEX), apenas indicou qua “esta edição será de longe muito melhor que a de 2018”. A ideia é superar o número de empresas expositoras que situou-se nos 1.386 na 54ª edição, bem como ultrapassar a fasquia de 24 países (até ao momento apenas 15 países já confirmaram a presença) e 40 mil visitantes.

Apesar de um número muito abaixo das expectativas, apenas 40 mil visitantes, menos do dobro do esperado, ministro da Indústria e Comércio fez um balanço positivo da 54ª edição Feira Internacional de Maputo.

Os recentes desenvolvimentos em volta da indústria do gás e petróleo, com destaque para a tomada da Decisão Final de Investimento (DFI) pelo consórcio liderado pela petrolífera norte-americana Anadarko, na Área1 da bacia do Rovuma, a 14 de Junho passado, serão a maior atraccão da Feira Internacional de Maputo.

“Esta é uma oportunidade para as empresas moçambicanas exibirem seu potencial em matéria de prestação de serviços a vários níveis às multinacionais da indústria de hidrocarbonetos”, disse Ragendra de Sousa, ministro da Indústria e Comércio. Para tal, as firmas moçambicanas devem acelerar o processo de certificação para este este desiderato (prestação de serviços). “Sem preparação corremos o risco das multinacionais importarem a matéria-prima para alimentar as suas fábricas de produção”, alertou o governante.

Este ano, a FACIM vai decorrer sob o lema “Moçambique e o Mundo: Alargando o Mercado, Promovendo Investimento e Potenciando Parcerias”.

 

 

Uma delegação moçambicana chefiada pela vice-Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, participou no dia 07 de Julho, em Niamey, no Níger, na 12ª Sessão Extraordinária da Conferência dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA). Maria Manuela dos Santos Lucas representou na reunião, o Chefe de Estado, Filipe Nyusi, que se encontra de visita oficial à Itália.

Segundo um comunicado de imprensa enviado ao "O País", Moçambique foi à reunião reafirmar o compromisso relactivo aos objectivos da Zona de Comércio Livre Continental Africana e acompanhar os progresso registados para a criação da mesma.

Na conferência, os Chefes de Estado e de Governo celebraram o primeiro aniversário da assinatura do acordo que estabelece a Zona de Comércio Livre Continental Africana(ZCLCA) e lançaram a fase operacional do Mercado Interno Africano. Na ocasião, os governantes decidiram que Gana será a sede da Zona de Comércio Livre Africana. Segundo o site Expresso das Ilhas, a decisão foi confirmada no domingo. É lá onde estará baseada a estrutura do Secretariado da Zona de Comércio Livre Continental Africana.

De acordo com o site, o lançamento da fase operacional acontece numa altura em que 27 países, incluindo São Tomé e Príncipe, ratificaram o acordo, assinado agora por 54 dos 55 países da União Africana, depois de a Nigéria, a maior economia do continente, ter assinado e ratificado o documento no decorrer da cimeira.

Numa declaração na rede social Twitter, o Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari, sublinhou a importância de adesão ao acordo, adiantando que a Nigéria irá manter a sua “forte liderança” em África na implementação da zona de livre-comércio.

Importa referir que, recentemente, na Cimeira EUA-África, realizada em Maputo, o Presidente da República,  Filipe Nyusi, referiu que "a entrada em vigor da Zona de Comércio Livre do Continente Africano representa um passo importante rumo à massificação do comércio inter-regional no continente, pois tem o potencial de criar um mercado de 1,2 biliões de pessoas com um Produto Interno Bruto agregado de cerca de 2,5 trilhiões de dólares norte-americanos".

Fizeram parte da delegação moçambicana, o vice-Ministro da Indústria e Comércio, Júlio Pio e a embaixadora de Moçambique na Etiópia e Representante Permanente na União Africana Albertina Domingos Mac Donald.

A proporção de empresas que enfrentou algum obstáculo no seu funcionamento em Moçambique reduziu dois por cento em Maio último. Em média, 32 por cento das firmas inquiridas pelo Instituto Nacional de Estatística reportou dificuldades.
 
Os sectores de transporte e da indústria com quedas na limitação das suas actividades na ordem de 16% e 3%, respectivamente, influenciaram a boa performance da conjuntura económica em Maio, comparativamente ao mês anterior.
 
No global, constatou-se que 32% das empresas inquiridas pelo Instituto Nacional de Estatística enfrentaram algum obstáculo em Maio, uma diminuição de 2% face ao mês anterior.
 
Contudo, na maioria dos sectores houve incremento na limitação da actividade económica no período em análise. Destaque para turismo, onde 35% das empresas deste sector enfrentaram algum obstáculo no mês de Maio, um incremento de 1% de firmas com constrangimentos face ao mês anterior.
 
Os principais factores referidos pelos agentes económicos do sector foram, a baixa procura com 42%, concorrência (18%) e os outros factores não especificados (12%) em ordem de importância.
 

Operadores do sector do turismo estão preocupados com o estágio actual desta indústria em Moçambique. As propostas para o melhor aproveitamento do potencial turístico do país serão apresentadas em breve ao Chefe de Estado.

O futuro do turismo em Moçambique vai a debate esta quinta-feira, em Maputo. Ao todo são esperados 500 convidados, numa gala que contará com a presença do presidente da República, Filipe Nyusi.

Em conferência de imprensa sobre o lançamento da gala, a Federação Moçambicana de Turismo passou em revista o estágio actual desta indústria.

Entretanto, há alguns avanços a assinalar após uma audição com o Chefe de Estado em 2017, que precisam ser reforçados.
 
Embora reconheça o fraco aproveitamento do potencial turístico em Moçambique, a directora nacional do turismo disse que o cenário tende a melhorar nos últimos anos.

A gala do turismo vai igualmente premiar os melhores operadores do sector e as personalidades que mais contribuíram para o desenvolvimento desta indústria nos últimos 20 anos.

 

 

O Banco Mundial diz que os actuais requisitos para abertura de uma conta bancária excluem 50 por cento dos moçambicanos. O director desta instituição financeira defende mais reformas no sistema financeiro em Moçambique.

Uma missão do Banco Mundial e da Aliança para Inclusão Financeira encontra-se em Maputo, para uma avaliação de médio prazo da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, que estabelece como meta, 60% dos moçambicanos com idade adulta com acesso à uma conta bancária até 2022.

Mas para o alcance desse desiderato, o director do Banco Mundial em Moçambique, defendeu a adopção de algumas mudanças.

Sobre o projecto de digitalização das contas, Mark Lundell indicou avanços no processo, cujos primeiros beneficiários já estão identificados.

Ciente dos desafios na implementação da Estratégia Nacional de Inclusão Financeira, o governador do Banco de Moçambique destacou os resultados já alcançados.

A missão da avaliação conjunta do Banco Mundial e da Aliança para Inclusão Financeira terá duração de três dias.

 

Moçambique registou uma queda geral de preços na 0,23% no fecho do primeiro semestre deste ano, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a que influenciou a deflação no mês de Junho, com aproximadamente 0,23 pontos percentuais (pp) negativos. A oferta de produtos hortícolas, incluindo batata e outros tubérculos também ditou essa redução do custo de vida.

Relativamente a igual período de 2018, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que o país registou uma subida de preços na ordem de 2,30%.

Em termos acumulados, ou seja, o cálculo de inflação de Janeiro a Junho do corrente ano, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indica que o país registou uma subida de preços na ordem de 1,38%.

As divisões de alimentação e bebidas não alcoólicas, Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis e de restaurantes, hotéis, cafés e similares foram as responsáveis pela tendência geral de subida de preços ao contribuir respectivamente com aproximadamente 0,80 pp, 0,17 pp e 0,15 pp positivos.

Já desagregando a inflação por produto ao longo dos primeiros seis meses de 2019, o INE destaca a subida dos preços do tomate, do pão de trigo, da cebola, do consumo de electricidade, de veículos automóveis ligeiros novos, do feijão manteiga, de hambúrguers, pregos, bifanas, cachorros e similares.

Estes produtos em conjunto, comparticiparam com 1,11pp positivos no total da inflação acumulada.

BEIRA MAIS BARATA

A recuperar do choque do ciclone Idai, a cidade da Beira teve em Junho passado, uma variação mensal negativa mais elevada (0,47%), seguida da cidade de Maputo (-0,25%) e da cidade de Nampula (-0,01%).

Entretanto, em termos acumulados, a capital de Sofala (Beira) foi a que teve o maior aumento do respectivo nível geral de preços com 2,70%, seguida de Nampula com 1,58% e de Maputo com 0,83%.

Em termos homólogos a cidade da Beira liderou a tendência de aumento do nível geral de preços com 3,61%, seguida da cidade de Nampula com 3,27% e por último Maputo com 1,39%.

 

 

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