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Um estudo da consultora WinResources projecta ganhos na ordem de 25 biliões de meticais para os cofres públicos até 2030, proveniente do negócio das cooperativas moçambicanas.

Foram seis anos de pesquisa e de resultados animadores para os cofres públicos. Afinal, as cooperativas moçambicanas podem contribuir com mais dinheiro para o Estado até 2030. Realizado pela consultora WinResources, o estudo aponta para ganhos actuais na ordem de sete biliões de meticais, valor que poderá aumentar para 25 biliões de meticais nos próximos anos.

“Acreditamos que essa contribuição pode ser ainda maior, uma vez que o movimento cooperativo está a crescer no país. Foram identificadas muitas associações que quando organizadas em cooperativas podem ultrapassar esse valor (25 biliões de meticais)”, segundo Pedro Tivane, consultor da WinResources.

Sem, no entanto, revelar o universo das cooperativas envolvidas na pesquisa, o consultor reconheceu que o grande desafio é transformar as associações em cooperativas. Ciente das potencialidades desse movimento, o Governo considera “fundamental” o envolvimento das cooperativas no desenvolvimento socioeconómico do país.

“O cooperativismo moderno é a solução e reposta para as grandes questões económicas. Como produzir, o que produzir, onde produzir e para quem produzir”, disse Victor Taucale, vice-ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, na abertura da conferência internacional das cooperativas, que decorreu na capital moçambicana.

O evento foi alusivo ao 97° aniversário do cooperativismo mundial, sob o lema “Cooperativas em prol do trabalho decente”. Pouco mais de 200 participantes fizeram presente na conferência.

 

 

O Governo está a procurar formas de reduzir custos de tratamento de cajueiros,

Anualmente são desembolsados mais de cem milhões de meticais para aquisição de químicos e pulverização das plantas.

A produção de castanha de caju em Moçambique é um negócio rentável, mas os produtores ainda não estão em condições de fazer o tratamento de cajueiros, sem apoio do governo, devido ao alto custo dos químicos para o combate a doenças e pragas.

Para reduzir os custos, o Instituto Nacional do Caju, está a procura de alternativas que possam ser sustentáveis para os produtores.

Entretanto, apesar dos custos de tratamento de cajueiros serem considerados caros, os produtores estão a ganhar muito dinheiro com a venda da castanha de caju.
“O produto químico é subsidiado a 100 por cento, sendo que os produtores apenas pagam os serviços, cerca de 50 meticais por cajueiro. Um cajueiro bem tratado pode produzir 15 quilos”, informou Luciano Nanlelo, Produtor de castanha de caju, Cabo Delgado

Este ano, o governo, através do INCAJU, vai desembolsar cerca de 100 milhões de meticais para aquisição de químicos e pulverização de cerca de 5 milhões de cajueiros em todo país, segundo dados avançados no lançamento da campanha nacional de tratamento químico de cajueiros, que iniciou oficialmente este mês.

Uma missão empresarial brasileira encontra-se em Maputo, para firmar parcerias com o sector privado moçambicano. A indústria do gás e petróleo é o principal foco da cooperação.

Ao todo são 10 empresas do Brasil com larga experiência no negócio de hidrocarbonetos, que pretendem transferir o seu conhecimento sobre esta indústria para Moçambique.
 
O especialista em Petróleo e Gás da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos diz que a missão empresarial veio numa primeira fase, conhecer o mercado.

“Nós entendemos que com a experiência brasileira, principalmente do offshore, muitas empresas brasileiras são capacitadas hoje em dia para trabalharem em Moçambique e ajudar no desafio da exploração do gás natural”, disse Sérgio Ferreira, APEX-Brasil
 
No entanto, Sérgio Ferreira deixou ficar algumas recomendações para o bom ambiente de negócios.

“Discutir bem com todos envolvidos do sector de forma a que as decisões sejam feitas de maneira célere, mas também de maneira muito bem estudadas para que o ambiente em Moçambique se torne bem amigável para os investidores internacionais”, acrescentou Ferreira

Já o sector privado moçambicano afirmou estar preparado para abraçar essa parceria.

“A CTA tem empresas capazes de participar nos projectos de gás e óleo e precisa de parcerias internacionais, e neste momento o Brasil é um dos países que está interessado em fazer parcerias inteligentes com Moçambique”, disse Abreu Muhimua do CTA.

As primeiras bolsas de contacto entre as empresas brasileiras e moçambicanas foram firmadas esta sexta-feira, em Maputo, durante um encontro de negócio entre os dois países, promovido pela CTA.
 

Após nove anos de banimento do espaço europeu, a companhia aérea nacional Linha Aéreas de Moçambique pode voltar, próximo ano, a voar para o "velho continente".

A boa nova foi anunciada pelo Presidente da Republica, Filipe Nyusi no balanço da visita de Estado que realizou desde terça-feira, a Portugal a convite do estadista português, Marcelo Rebelo de Sousa. Filipe Nyusi já tinha sido confrontado com a preocupação, quarta-feira, durante o encontro com a comunidade moçambicana, que pediu o restabelecimento dos voos da companhia Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), na esperança de reduzir os custos das passagens aéreas de ligação entre os dois países.

"Nós vamos pressionar para resolver aquela questão de sermos evitados para voar. A LAM própria, nem que seja em parceria com a TAP ou outra companhia", disse o Presidente aos moçambicanos, afirmando ser objectivo do Governo "ver a companhia de bandeira nacional a voar para pelo menos alguns países onde temos a maioria dos nossos cidadãos que vivem na diáspora.

Já, ontem, em conferência de imprensa de balanço, trouxe dados mais concretos. "Possivelmente em Março, as Linhas Aéreas de Moçambique poderão voltar a voar para este país, para Lisboa, se não houver contratempos", referiu Filipe Nyusi, esclarecendo, entretanto, não ser verdade a percepção de que o restabelecimento dos voos possa tornar as passagens mais baratas. Ou seja, a retoma não significaria "linearmente a redução de custos para os moçambicanos aqui residentes", clarificou.

 

 

Maputo acolhe este sábado, a conferência internacional das cooperativas. Pelo menos quatro países já confirmaram a presença neste evento que celebra o nonagésimo sétimo aniversário do cooperativismo no mundo.

sob o lema, “Cooperativas em prol do trabalho decente”, perto de 300 cooperativas oriundas de vários cantos do mundo, vão debater os desafios e perspectivas do movimento cooperativo.

Em conferência de imprensa do lançamento do evento agendado para este sábado em Maputo, o director-executivo da Associação Moçambicana para Promoção do Cooperativismo Moderno, deu a conhecer os objectivos da conferência.

“O grande momento da conferência é a apresentação do estudo sobre o potencial e o contributo económico, fiscal e social das cooperativas de Moçambique. Vamos perceber qual é a capacidade de geração de receitas das cooperativas do país, de que forma estão a contribuir para o orçamento do Estado e qual é o impacto que estão a trazer para a vida das pessoas”,Cecílio Meneses, Director-executivo da AMPCM

Quatro países já confirmaram a presença no evento.
 
Na conferência, são esperados dois grandes momentos, nomeadamente, a apresentação de um estudo profundo sobre o desenvolvimento das cooperativas em Moçambique e a premiação dos melhores trabalhos jornalísticos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, participou hoje do Fórum de Negócios Moçambique-Portugal a decorrer em Portugal. Nyusi começou por dizer que não há política nem economia sem uma classe empresarial robusta e empenhada.

Nyusi disse que nos últimos cinco anos as adversidades económicas ditaram que as trocas comerciais entre Moçambique e Portugal registassem um ligeiro abrandamento.

“Os principais produtos que exportamos para Portugal ainda são predominantemente primários como o açúcar, algodão e tabaco”, disse Nyusi.

O estadista falou do facto de Portugal ser um país tradicionalmente investidor em Moçambique ocupando a quinta posição na lista dos 10 maiores investidores no período de 2014 a 2018. Neste momento portugal investe cerca de 510 milhões de dólares, com a perspectiva de criação de mais de 14 mil postos de trabalho para moçambicanos.

“Estes investimentos foram direcionados para sectores importantes da economia como serviços, energia, construção, indústria e turismo. Sendo que as PME ocupam uma posição de destaque”, acrescentou o estadista.

No encontro o primeiro ministro português, António Costa, falou do apoio de Portugal para facilitar o processo de reconstrução de Moçambique e a facilitação ao empresariado nacional.

O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) acaba de aprovar 118.2 milhões de dólares americanos de crédito de assistência para Moçambique no âmbito do Ciclone Idai. A informação consta de um comunicado de imprensa enviado à nossa redacção.

De acordo com a nota, a assistência financeira visa suprir os elevados défices orçamentais e de financiamento externo decorrentes das necessidades de reconstrução após-Ciclone Idai, que causou perdas significativas de vidas humanas e danos às infraestruturas.

“As autoridades continuam comprometidas com a estabilidade macroeconómica, que também será sustentada pelo financiamento do FMI”, refere o comunicado de imprensa.

Após a discussão do Conselho Executivo sobre Moçambique, o Diretor Executivo Adjunto e Presidente Interino, Tao Zhang, referiu que Moçambique sofreu uma perda significativa de vidas e danos substanciais às infra-estruturas e à capacidade produtiva, devido ao Idai. 

“Estima-se que a assistência de emergência e os custos de reconstrução sejam enormes, tornando esta tempestade a pior e o mais oneroso desastre natural a atingir o país. O desembolso no âmbito da Facilidade Rápida de Crédito do FMI ajudará a atender as necessidades imediatas de financiamento do país e desempenhará um papel catalisador na obtenção de donativos de doadores e da comunidade internacional”, assegurou Tao Zhang.

 

No Fórum de Negócios Moçambique-Portugal, Filipe Nyusi anunciou a possibilidade do anúncio ainda este ano da Decisão Final de Investimento do consórcio liderado pela ENI sobre o Projecto de Gás Natural na Bacia do Rovuma. O Presidente da República convidou os portugueses a aproveitarem as oportunidades.

Filipe Nyusi e António Costa sentaram-se lado-a-lado no Fórum de Negócios Moçambique-Portugal tendo como foco o reforço da cooperação económica. Os dois governantes falaram das oportunidades de investimento nos dois países, com atenção ao gás natural.

O empresariado português ouviu atentamente e depois colocou as suas preocupações, algumas das quais respondidas pela delegação.

Filipe Nyusi terminou garantindo a abertura do Governo para facilitação de negócios. Ainda no encontro foram assinados acordos para dinamização das relações comerciais entre os dois povos.

 

Moçambique quer criar aliança com Brasil no desenvolvimento dos projectos de hidrocarbonetos. O interesse foi manifestado esta quarta-feira, em Maputo, aquando do segundo seminário sobre gás e petróleo entre os dois países.

Numa altura em que Moçambique já faz contas dos encaixes futuros dos projectos de exploração do gás natural liquefeito do norte do país, em particular, na Área 1 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, cuja Decisão Final de Investimento foi tomada este mês, o país manifestou interesse em ter o Brasil como parceiro neste processo.

No entanto, o Secretário Permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia espera que este o seminário de gás e petróleo Moçambique-Brasil, que é o segundo entre as partes, crie novas oportunidades de negócios.

O Brasil partilhou a sua experiência em matéria de conteúdo local nesta indústria, mostrando disponibilidade em ajudar Moçambique.

 

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