O País – A verdade como notícia

Seca no sul e pragas em todo o país. Estes são os maiores e piores inimigos da produção de milho em Moçambique. Mas tudo isto pode mudar se Moçambique começar a usar sementes de milho geneticamente modificado, preparado para resistir à praga e seca. 

São resultados de um ensaio feito durante dois anos na Província de Gaza, mas a perspectiva é que, nos próximos tempos, a semente do milho geneticamente modificado seja absolutamente para todos os produtores. O IIAM garante que o milho geneticamente modificado não apresenta riscos à saúde humana nem dos animais, quanto menos perigam o ambiente.  

E esta segunda-feira, o Ministério da Ciência e Tecnologia realizou um seminário para a divulgação dos resultados do ensaio. Um evento que vai durar dois dias e cuja abertura foi feita pelo Secretário Permanente do Ministério, Celso Laice. 

 

O ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, diz que a empresa Aeroportos de Moçambique está em contacto com o governo para se encontrar uma saída depois do congelamento das contas, devido a uma dívida de 820 milhões de meticais.
 
A crise financeira que afecta a empresa Aeroportos de Moçambique é de tirar sono…são 820 milhões de meticais só com o extinto Novo Banco e 17 mil milhões de meticais com a banca no geral. Carlos Mesquita começa por esclarecer o que diz ser exagero na abordagem desta questão.

“Há algum exagero na perspectiva de como o assunto foi abordado, dívidas existem sim e temos todos consciência da construção do Aeroporto de Nacala e outras obras. Os Aeroportos não estão a ter receitas como previam”, explicou Mesquita.

Posto isto, convém esclarecer que o tempo urge, porque a comissão liquidatária do extinto Nosso Banco exige o pagamento da dívida em menos de um ano. Um verdadeiro aperto, para uma empresa que até teve que recorrer a outro empréstimo bancário para pagar salários no dia 20 de Junho corrente. Mesquita diz que o assunto está a merecer análise do governo.

O Aeroporto de Nacala é uma das causas da crise a que a empresa Aeroportos de Moçambique encontra-se mergulhada. Para viabilizar a sua construção, o governo foi ao Brasil pedir um empréstimo de 125 milhões de dólares e outro valor complementar foi cedido pela banca nacional.

Cinco anos depois da sua inauguração, o mesmo não gera lucros. Como saída o governo decidiu lançar um concurso para encontrar um parceiro para a gestão, só que até aqui não houve manifestação de interesse.

O ministro dos Transportes e Telecomunicações, Carlos Mesquita, garantiu que até finais do próximo ano a Tmcel voltará a estar numa posição de competição com as outras duas operadoras de telefonia móvel existentes no país. Neste momento, está a ser investido mais de 130 milhões de dólares para a modernização tecnológica.
 
Começou por ser Moçambique Celular, ou simplesmente, Mcel, a primeira companhia de telefonia móvel criada em 1997. Depois de anos de monopólio, foi aberto o mercado e entraram mais duas novas empresas, uma delas, a principal concorrente, passou para a posição de liderança.

Com a crise que afecta as empresas públicas e ou participadas pelo Estado, no ano passado o governo decidiu fundir as empresas Telecomunicações de Moçambique e Mcel, tendo dado lugar à Tmcel que neste momento está a fazer de tudo para recuperar o trono. Para já, a palavra de ordem é investimento na tecnologia.

O empréstimo de 130 milhões de dólares por parte  da  Exin Bank da China é para a reestruturação tecnológica em todo o país, que inclui a instalação de um outro cabo de fibra óptica para melhorar as comunicações.

E no espírito de uma concorrência saudável, o Executivo aprovou a legislação que operacionaliza a partilha de infra-estruturas de telecomunicações como antenas e agora discute-se acordos de interligação entre as operadoras para a comunicabilidade dos serviços financeiros que cada uma desenvolve.

O Fundo para o Fomento de Habitação procedeu ontem, no distrito de Chongoene, ao lançamento da terceira fase do projecto de construção de casas para jovens e funcionários públicos. Trata-se de casas Tipo 2 e incluem seguro de vida para os inquilinos.

Foi em meio a cânticos e dança tradicional que o ministro das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, fez a entrega das chaves aos primeiros inquilinos das 37 casas do Tipo 2, construídas pelo Fundo para o Fomento de Habitação.

Momentos depois, o ministro das Obras Pública e a governadora da província de Gaza, Stella da Graça lançaram a terceira fase do projecto.

João Machatine reiterou o cometimento do Governo em garantir habitação condigna para os jovens. Já a governadora de Gaza, destacou aposta do Fundo para o Fomento de Habitação em Chongoene.

O projecto de habitação de Chongoene está orçado em mais 240 milhões de meticais. O pagamento das casas compreende duas modalidades, sendo 2.5 milhões de meticais numa única prestação e 16 mil meticais de prestação mensal durante 15 anos, com seguro de vida para inquilinos.

 

 

A província de Nampula exibiu ontem as suas potencialidades, na 10ª feira empresarial realizada em Nacala, e que contou com a visita do Chefe de Estado. Filipe Nyusi interagiu com os expositores e ficou impressionado com os produtos agrícolas e pesqueiros.

A 10ª feira empresarial realizada esta sexta-feira em Nacala-Porto constituiu uma oportunidade para os 23 distritos de Nampula mostrarem o que melhor produzem.

Dos produtos agrícolas era possível ver castanha de caju processada e a não processada, amendoim, mandioca, hortícolas, cereais, como milho, arroz, mapira, e tantos outros… Os distritos costeiros como Angoche têm o peixe, camarão, lula e caranguejo, como a bandeira de produção e uma das principais fontes de rendimento.

E dentro do país, os jovens procuram cada vez mais apostar na formação e abraçar o empreendedorismo. É o caso da jovem Neyse Aly Issufo, formada em construção civil que abriu a sua própria empresa. A arte também esteve presente …com objectos de cerâmica e obras de pintura bastante inspiradoras.

O Presidente da República foi o convidado de honra da 10ª feira empresarial de Nampula, e de stand em stand foi apreciando e conversando com os expositores…

Ainda ontem, Filipe Nyusi inaugurou um hotel na cidade de Nacala-Porto para além de ter visitado uma fábrica de artigos plásticos, implantada na primeira Zona Económica Especial.

Eleições Gerais 2019: Nyusi apela afluência de eleitores às urnas

Ainda em Nacala, já na qualidade de presidente do partido FRELIMO, Filipe Nyusi teve um encontro com milhares de membros e simpatizantes do seu partido, onde aproveitou para apelar a afluência às urnas no dia das eleições gerais.

 

As tendências da economia moçambicana, os desafios e possíveis soluções são as reflexões do novo livro de Salim Valá, lançado esta sexta- feira em Maputo.

A completar meio século de vida, Salimo Valá, actual presidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores, brindou o público com mais um livro intitulado “Economia moçambicana numa encruzilhada”.

Trata-se de uma obra que retrata a economia moçambicana nos últimos cinco anos, as políticas públicas, o mercado de capitais e o desenvolvimento territorial.

Os recursos naturais são também objecto de reflexão no livro de Salimo Valá. Apesar de admitir que a exploração de recursos naturais, incluindo o gás, vai dinamizar a economia, o autor diz que não será essa a solução para acabar com a pobreza.

A obra “Economia Moçambicana em encruzilhada” teve a chancela da Escolar Editora e é o sexto livro de Salimo Valá.

 

 

O Presidente da República inaugurou hoje, em Nacala Porto, província de Nampula, um complexo logístico de grafite. O empreendimento está preparado para garantir toda logística do minério a ser extraído em Balama, Cabo Delgado, para a exportação.

O Complexo Logístico de Nacala Porto, inaugurado esta sexta-feira pelo Presidente da República, vem reforçar a implementação da Zona Económica Especial de Nacala.

“Dos mais de 200 trabalhadores de contratação directa nesta unidade, 98 por cento são jovens, maioritariamente recrutados aqui em Nacala e emprega também cerca de 150 trabalhadores através de empresas subcontratadas que operam neste complexo”, informou o PR.

Contudo, o Chefe de Estado lança um desafio aos investidores.

“Que o complexo seja explorado no seu máximo e que sirva de incentivo para implementação de mais projectos na zona económica de Nacala

Grande parte da mão-de-obra do Complexo Logístico é moçambicana. O investimento é da empresa Grindrod.

“Cerca de 24 milhões de dólares norte-americanos foram usados em infra-estruturas, equipamento e na criação de 350 postos de trabalho. Grindrod orgulha-se por trabalhar com empresas locais, transportadoras locais e as autoridades locais”, disse o representante da Grindrod
 

O ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos lança duras críticas ao sector de estradas no país. João Machatine denuncia casos de influência na adjudicação de obras públicas.

O sector de estradas e parceiros reuniram esta sexta-feira, em Maputo, em busca de soluções para responder aos desafios do ramo. Um dos grandes problemas deste sector, prende-se com a falta de fundos para a manutenção de estradas.

João Machatine deu a conhecer ainda as novas regras a entrarem em vigor no sector de estradas e obras públicas. O ministro das Obras Públicas lançou duras críticas à Administração nacional de Estradas, denunciando indícios de tráfico de influências.

O encontro de reflexão da área de estradas coincide com a celebração do vigésimo aniversário do sector.

 

 

Consultores da FocusEconomics falam em “enfraquecimento drástico” do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique este ano. O pesado fardo da dívida pública e os impactos dos desastres naturais são apontados como factores por detrás da má performance da economia.

Cortes e mais cortes. Esta tem sido a amarga trajectória da economia moçambicana ao longo de 2019, muito castigada de forma inesperada pelos ciclones tropicais Idai e Kenneth, que arrasaram infra-estruturas socioeconómicas e deixaram o tecido empresarial de “rastos” no centro e norte do país.

Se no pior dos cenários, o Produto Interno Bruto (PIB) moçambicano desacelere de 4.1% para 1.8%, segundo estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), as previsões mais recentes da consultora FocusEconomics batem mais no fundo, ou seja, um corte para 1.6%.

A recente avaliação (18 de Junho) desta consultora representa um corte de 1 ponto percentual em relação à previsão do mês anterior. Para 2020, também houve revisão em baixa, de 4.3% para 4.1%.

“O crescimento é visto enfraquecendo drasticamente este ano, devido ao impacto devastador dos ciclones Idai e Kenneth”, lê-se na avaliação. Antevendo, de seguida, que estes choques (ciclones) poderão piorar ainda mais as perspectivas de curto prazo, como resultado da assistência de emergência às vítimas e dos custos de reconstrução pós desastres.

Em jeito de resumo, a FocusEconomics constata que a economia iniciou o ano em queda, tendo o seu crescimento desacelerado para 2.5% no fecho do primeiro trimestre, devido à actividade mais fraca no sector de transporte, informação e comunicações, bem como na indústria de mineração.

ACORDO COM CREDORES

O novo acordo entre o Executivo de Maputo e os detentores dos títulos da dívida da Ematum, anunciado em Maio, mereceu elogio por parte dos painelistas desta consultora económica.

“O acordo proporcionaria ao Governo uma significativa redução do fluxo de caixa no curto prazo, enquanto os credores não teriam mais direito sobre as futuras receitas de gás do país, um ponto que enfrentou forte resistência interna sobre o acordo anterior (Acordo de Novembro de 2018)”, escrevem.

Recordando, no entanto, a recomendação da missão técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) à Maputo, que instou as autoridades a adoptarem uma estratégia mais abrangente para fazer face ao elevado endividamento do governo.

 

 

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