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Receitas Públicas devem se traduzir em riqueza 

O ministro da Planificação e Desenvolvimento desafia os municípios a arrecadar receitas que se traduzem em infra-estruturas, desenvolvimento e melhoria das condições de vida dos

Receitas Públicas devem se traduzir em riqueza 

O ministro da Planificação e Desenvolvimento desafia os municípios a arrecadar receitas que se traduzem em infra-estruturas, desenvolvimento e melhoria das condições de vida dos

Pelo menos 50 por cento dos cerca de 400 mil funcionários públicos vão receber retroactivos no âmbito da Tabela Salarial Única ainda este mês. A garantia é do Governo, que explica que serão abrangidos funcionários cujo processo de enquadramento está concluído.

O Governo esteve reunido na terça-feira e quarta-feira na trigésima nona (39ª) sessão ordinário do Conselho de Ministros, onde discutiu vários assuntos, mas o da Lei da Tabela Salarial Única (TSU) foi o que mais destaque mereceu.

No fim do dia de quarta-feira, na conferência de imprensa, a vice-ministra da Economia e Finanças foi quem revelou que o pagamento dos retroactivos da Tabela Salarial Única começa no corrente mês de Novembro.

“Para todos os profissionais que já têm o enquadramento feito e a confirmação do enquadramento em definitivo até ao mês de Novembro, todos os retroactivos serão pagos e para os demais que ainda estiver a decorrer a conclusão do processo de enquadramento definitivo, estes serão pagos no mês de Dezembro”, garantiu a vice-ministra da Economia e Finanças, Carla Louveira.

O pagamento dos retroactivos está, porém, refém do enquadramento definitivo na TSU e o Executivo prevê que, até ao fim deste ano, pelo 50% dos 400 mil funcionários e agentes do Estado terão a sua situação regularizada.

“Referir que os 50% é dos funcionários e agentes do Estado… Portanto, pressupõe que a confirmação do funcionário deve ocorrer nos termos e critérios aprovados em sede de enquadramento. A Lei da TSU prevê determinados critérios, em sede da revisão da Lei 5 que foi aprovada e a Lei 14 que prevê três critérios que são o tempo de serviço na Administração Pública, na carreira e a própria carreira”, explicou Carla Louveira.

Enquadrado o funcionário, continuou a explicar a vice-ministra da Economia e Finanças, “nos termos do decreto aprovado, a unidade que responde pelos recursos humanos tem até sete dias para notificar o enquadramento de funcionários, após este período, há 15 dias para reclamar e, findo os 15 dias, a unidade de recursos humanos tem mais 10 dias para responder à eventual preocupação levantada, findo o prazo que equivale a 32 dias, a partir da aprovação do decreto de enquadramento e notificação funcional, passa o enquadramento a ser definitivo”.

Além da novidade sobre o início do pagamento de todos os retroactivos a partir deste mês, o Conselho de Ministros aprovou a revisão de dois decretos sobre a Tabela Salarial Única, um dos quais define os critérios e enquadramento dos funcionários que exercem funções de direcção, chefia e confiança no Aparelho do Estado.

“O primeiro aspecto que foi revogado no Decreto 56/2022 que fazia hierarquização e, em função dos dias, agrupava um conjunto de funções a nível dos diferentes grupos que nós temos a nível da Tabela Salarial Única e endossava os níveis salariais para cada grupo de chefia”, esclareceu o vice-ministro da Administração Estatal Função Pública, Inocêncio Impisse.

Indo ao detalhe da sua explicação, o vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública refere que revogado o decreto, “passará a fazer-se um cálculo que permite a consideração do salário base dos chefes que exercem função de direcção e de confiança que, acrescido a um subsídio específico que é para determinar o nível referencial da função, e, com base nisto, acresce-se um subsídio de gestão que vai permitir apurar o quanto salário cada um quadros ou funcionários que exercem a função e isso em todos os níveis, central, provincial e distrital, sem excepção”.

O vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública diz que as mexidas poderão reflectir-se nos demais funcionários, até porque “com a aplicação desses critérios no novo decreto aprovado pelo Governo será assegurada ou respondida a uma das grandes questões levantadas aqui pelos médicos, magistrados, enfermeiros e professores sobre a necessidade de controlar e permitir um controlo entre os salários pagos aos funcionários que recebem de acordo com a sua carreira, mas também os que exercem funções de cargo de chefia. Com a implementação desse decreto que foi revisto nesta sessão, pensamos ter garantido a razoabilidade entre aquilo que se compensa em termos de salário para os que exercem durante a função, mas também os exercem em função da sua carreira”.

Sobre a reclamação de enquadramento na TSU de acordo com os níveis académicos, Inocêncio Impissa explicou: “Estamos, agora, numa fase apenas de enquadramento dos funcionários, sendo que exercício a seguir vai ser rever o sistema de carreira, que remota de cerca de 1997 e, de lá para cá, um conjunto de reajustes que têm que ser feitos mesmo no quadro da reforma e este não vai terminar agora; é um processo que deverá levar não menos que seis meses depois da implementação efectiva deste instrumento e, nessa altura, depois da realização desta revisão dos qualificadores, poderá, então, ajustar-se a questão da evolução no desenvolvimento da carreira”, esclareceu o vice-ministro da Administração Estatal e Função Pública.

“O que hoje está a dizer-se”, concluiu Impissa, “ é que se paga ao indivíduo que tinha o salário “A” e para entrar na tabela “B” que é o que o Governo criou. Para entrar lá, há critérios e, depois de entrar, há que perceber como é que ele evolui na Tabela”

O Governo criou uma Comissão de Enquadramentos que, no período de um ano, deverá responder às preocupações dos agentes e funcionários do Estado sobre a TSU, mas as reclamações devem ser feitas a partir da instituição a que o trabalhador está afecto.

A Bélgica vai desembolsar 25 milhões de euros (equivalente a 1,5 mil milhões de Meticais) nos próximos cinco anos, para o desenvolvimento das energias renováveis e gestão de resíduos no país, através de um novo programa de cooperação.

A informação foi avançada pelo ministro de Desenvolvimento da Bélgica, Frank Vandenbroucke, por ocasião da COP 27, que decorre no Egipto.

“O nosso país (Bélgica) vai ajudar Moçambique para que possa investir em energia verde em vez de combustíveis fósseis”, referiu Frank Vandenbroucke, ministro do Desenvolvimento da Bélgica.

Segundo o dirigente belga, Moçambique é um exemplo de baixa emissão, mas sofre severamente os efeitos das alterações climáticas. Apesar disso, o país tem os recursos inigualáveis para se transformar numa solução significativa de transição energética a nível da África Austral.

O apoio para o período 2023–2028 é atribuído tendo em conta que Moçambique é indicado como um dos países mais vulneráveis às mudanças climáticas e é, ao mesmo tempo, um dos menos desenvolvidos do mundo.

Apesar das riquezas do subsolo, a iniciativa prevê estudos para a produção de hidrogénio verde em Moçambique, e a Agência Belga de Desenvolvimento vai alimentar áreas remotas sem ligação à rede eléctrica com painéis solares.

Segundo um comunicado citado pela Lusa, está também a ser planeado o fornecimento de água potável e soluções de irrigação com base em energia solar.

A Bélgica vai ainda apoiar a implementação de um programa nacional para gestão sustentável dos resíduos, que inclui a construção de instalações de reciclagem em Nacala e Nampula, com o apoio adicional de um fundo multi-doadores.

Dos 25 milhões de euros anunciados, uma parte do valor será destinada à componente de perdas e danos para tornar as infra-estruturas públicas mais resilientes a tempestades e cheias.

A Bélgica anunciou ainda uma contribuição adicional de um milhão de euros (62,9 milhões de Meticais) para novas instalações de água potável em Moçambique.

Uma delegação do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial está em Maputo para ajudar o Governo a melhorar a gestão da dívida pública e da tesouraria. As instituições vão apoiar o Governo até sexta-feira.

Uma delegação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional reuniu-se, esta terça-feira, à porta fechada, com o presidente da Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República, numa altura em que a dívida pública do país é insustentável.

“Nós estamos aqui, em Moçambique, para fornecer uma assistência técnica, é uma equipa do FMI e do Banco Mundial, num trabalho conjunto, por solicitação do Ministério da Economia e Finanças e do Banco de Moçambique, para contribuir para o processo de aprimoramento das funções de gestão das finanças públicas, conduzido por estas duas instituições”, declarou o chefe da missão, Felipe Bardella.

A fonte explicou que a razão da vista ao Parlamento é informar à Comissão de Plano e Orçamento que também participa do processo de boa gestão das finanças públicas no país, e que está sempre em contacto com todos os actores que fazem parte do processo, sempre trazendo as melhores práticas internacionais e contribuindo para o desenvolvimento das práticas aplicadas em Moçambique.

Sem avançar detalhes, o chefe da missão garantiu que, ao fim da assistência técnica ao Governo, será apresentado um relatório com os aspectos principais que foram abordados.

“Os assuntos técnicos estão relacionados a temas operacionais de tesouraria, procedimentos operacionais da gestão pública, de formulação orçamental, dos riscos fiscais que todos os países enfrentam, planeamento do cenário macro fiscal, entre outros que concorrem para a boa gestão da coisa pública.”

Após o encontro, o presidente da Comissão Parlamentar disse que o Governo deve usar a oportunidade para adquirir mais conhecimento sobre a gestão das finanças públicas.

A missão do Banco Mundial e do FMI trabalha em Moçambique com o Ministério da Economia e Finanças e o Banco de Moçambique desde o dia 14 até 18 de Novembro.

Depois de quase três anos fora de casa, a população que regressou à vila de Mocímboa da Praia volta a abrir campos agrícolas para produzir comida para auto-sustento e para comercialização. Para facilitar o processo da retoma da agricultura no distrito, o Presidente da República procedeu, hoje, à entrega de insumos agrícolas a cerca de 200 famílias.

O Presidente da República chegou à aldeia Nnango, também conhecida por Auasse, numa viatura militar e foi recebido pela população que havia fugido do distrito de Mocímboa da Praia no ano de 2020 devido aos ataques terroristas.

Depois de cumprimentar a população da aldeia e membros do Governo, Filipe Nyusi dirigiu a cerimónia do lançamento da campanha agrária ao nível do distrito, onde procedeu à entrega de insumos agrícolas e mais de 200 hectares de terras lavradas a cerca de duzentas famílias.

“O terrorismo efectivo começou exactamente nesta província, neste distrito, neste posto administrativo e nesta povoação. É gratificante saber que, depois de um esforço muito grande, é também neste local onde lançamos a campanha agrária 2022–2023, que deverá ser uma grande campanha em relação às anteriores”, disse Filipe Nyusi, Presidente da República.

Durante a cerimónia, o Chefe de Estado anunciou uma nova estratégia concebida pelo Governo na área de agricultura para zonas afectadas pelo terrorismo, que consiste na abertura de campos de produção em blocos para garantir segurança e facilitar a assistência técnica aos camponeses.

“O outro projecto, que vai complementar esta área ou esta actividade de produzir em blocos, será um acordo que será celebrado com comprador fixo, ou seja, alguém sabe que vai produzir e vender à empresa X, para termos a certeza de que o produto que sai daqui tem um destino. Uma outra vantagem é que vai facilitar a vigilância contra todo tipo de problemas. E vai facilitar a assistência técnica aos agricultores”, referiu Nyusi.

Além de reactivar a agricultura, o Presidente da República prometeu à população de Mocímboa da Praia novas infra-estruturas sociais que poderão mudar a imagem do distrito.

Na cerimónia de entrega de insumos agrícolas e campos de produção a população de Mocímboa da Praia, estiveram presentes o ministro da agricultura, o governador da província, membros do Governo do distrito, extensionistas e a população de Nnango, uma das aldeias mais afectadas pelo terrorismo.

Moçambique quer promover um desenvolvimento acelerado do sector agrário até 2030. Para o efeito, foi lançado, hoje, um plano estratégico que, para além de potenciar o sector familiar, serão criadas políticas para o envolvimento do sector privado no agro-negócio.

A agricultura em Moçambique é praticada por mais de 80% da população nacional e contribui em cerca de 23% para o Produto Interno Bruto (PIB). Entretanto, um dos grandes constrangimentos é o baixo uso de semente certificada, equipamento mecanizado e fraco uso de sistemas de irrigação.

O Governo quer reverter este cenário. Por isso, foi lançado, esta segunda-feira, na cidade de Pemba, o Plano Estratégico de Desenvolvimento do Sector Agrário, chamado PEDSA II, que será implementado até 2030. Coube ao ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural apresentar as notas-chave do que se pretende.

“Queremos um sector agrário próspero, competitivo e sustentável, a acelerar o crescimento da economia moçambicana, com a transformação acelerada e sustentada do sector agrário. Queremos promover esta transformação acelerada da nossa realidade, com a inclusão das comunidades. Existe uma teoria de mudança que foi introduzida com esta estratégia que respeita o princípio de que o Governo tem de garantir o investimento público ou instrumento de política para que o sector privado surja. É imperioso que possa surgir o sector privado e aqui não podemos deixar de mencionar a importância da agricultura familiar neste desempenho”, disse o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Celso Correia.

No seu discurso, o Presidente da República falou dos quatro pilares que serão a base do Plano Estratégico em referência, que será materializado pelos planos quinquenais de investimento.

 

“O pilar um aborda a estratégia a seguir para melhorar a produtividade e a competitividade agrárias através da investigação, extensão e mecanização agrária assim como o uso da irrigação para fazer face aos desafios cada vez mais previsíveis da chuva, devido às mudanças climáticas, entre outros aspectos. O pilar dois aborda estratégias de gestão sustentável dos recursos naturais, que tem como objectivos promover a gestão integrada e resiliente dos recursos naturais. O pilar três é orientado para o ambiente de agro-negócio, cujo objectivo se centra no fortalecimento e facilitação do acesso das cadeias de valor agrárias ao mercado doméstico regional e internacional, de forma inclusiva e competitiva. E o pilar quatro aborda as estratégias a seguir para o fortalecimento institucional agrário, destacando-se as políticas, as organizações agrárias políticas, públicas-privadas e da sociedade civil para melhor desempenharem os seus papéis no desenvolvimento do sector agrário”, afirmou o Presidente da República, Filipe Nyusi.

 

O representante da FAO em Moçambique diz que é com planos de médio e longo prazo, como este, que Moçambique pode dar um salto na produção agrícola para alimentar a população e exportar.

“A agricultura não é algo que se faz de um dia para o outro. A agricultura precisa de uma consistência, de uma sistemática e de algum tempo para materializar o potencial que o país tem. Por isso, esse plano é um instrumento preponderante para podermos avançar sistemática e muito realisticamente”, disse Hernani Coelho da Silva, representante da FAO em Moçambique.

 

O Executivo de Filipe Nyusi assumiu o compromisso de alocar 15% do Orçamento do Estado para o sector da agricultura.  

 

Ainda esta segunda-feira, o Presidente da República lançou, oficialmente, a campanha agrária 2022-2023, na qual se prevê um crescimento da produção agrária na ordem de 5,2%. Mas, antes de apresentar a perspectiva para a época ora lançada, Filipe Nyusi fez o balanço da campanha agrária passada, em que se registou um desempenho positivo em termos de produção, o que permitiu que Moçambique saísse da lista internacional dos países com alto risco de fome, ao conseguir quedar o número de pessoas que passam fome no país, de 9,8 milhões para 7,2 milhões, no período 2021–2022.

“Na campanha que agora finda, a agricultura em Moçambique voltou a ter um desempenho robusto, tendo registado um crescimento de 7,4% do PIB agrícola nacional. Este marco poderá contribuir para um crescimento de cerca de 2% do Produto Interno Bruto do país. O sector agrícola nacional é um dos sectores da economia que mais crescem e que tem demonstrado um crescimento assinalável mesmo em situações de adversidades, como nos referimos”, disse o Presidente, no seu discurso.

Na campanha em alusão, a produção agrícola foi de cerca de 18,3 milhões de toneladas. E de olhos postos para 2022-2023, Nyusi mostrou-se, em parte, preocupado com o facto de Moçambique estar a sofrer a influência do fenómeno climatérico conhecido por “el nino” que se caracteriza por altas temperaturas e chuva normal, com tendência para abaixo do normal. Todavia, acredita o Chefe de Estado que a aposta no uso de sementes certificadas e melhoradas, o aumento do número de produtores do sector familiar em 2,1%, bem assim, a aposta na mecanização, de 1925 para 2106 máquinas, vai permitir um desempenho positivo.

“Podemos esperar, sem medo de errar, um crescimento firme e robusto na ordem de 5,2% na campanha agrária 2022-2023”, disse, tendo acrescentado que as medidas de estímulo à economia anunciadas em Agosto terão impacto na campanha agrária que começou, como é o caso da isenção do Imposto sobre o Valor Acrescentado de 17 para 16% na importação de factores de produção para a agricultura e a electrificação, redução do Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Colectivas, de 32 para 10% para a agricultura, aquacultura e transportes urbanos.

Há pouca parceria entre empresas nacionais e a TotalEnergies. Em causa, está a falta de certificação das pequenas e médias empresas. Apenas 30% dos contratos são celebrados entre empresas moçambicanas e a multinacional.

Na Bacia do Rovuma, onde opera a empresa TotalEnergies, os contratos devem atingir 1,1 mil milhões de dólares, mas foram celebrados até ao momento contratos avaliados em cerca de 300 mil dólares.

O facto inquieta o Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME). “Isso nos preocupa muito, queremos que os moçambicanos possam efectivamente a ganhar contratos e, neste momento, restaram 800 milhões, é muito. Constitui dificuldades como é o caso de ausência de certificação das empresas moçambicanas em vários sistemas, sistemas de qualidade, gestão de ambiente, higiene e segurança”, disse o coordenador do Conteúdo Local do MIREME, Henrique Cossa.

Para reverter o cenário, o secretário permanente do MIREME, que falava na abertura do treinamento de empresas e quadros do ministério sobre conteúdo local, revela que decorrem acções para promover a participação das empresas nacionais.

“Estamos empenhados na certificação de empresas moçambicanas e na promoção de parcerias empresariais a par de iniciativas de treinamento sobre o conteúdo local, que pensamos que contribuirão para o estabelecimento de uma visão comum sobre o conteúdo local”, explicou Teodoro Vales, secretário permanente do MIREME.

Prevê-se que, com ajuda do Estado, ainda este ano, 50 empresas nacionais sejam certificadas. “Pensamos que, com esta acção, iremos aumentar a probabilidade de as empresas vencerem os concursos, por um lado, por outro estamos também a promover parcerias com as empresas internacionais que têm tecnologia, capacidade humana e empresas moçambicanas”, acrescentou o coordenador do Conteúdo Local do MIREME.

O treinamento sobre conteúdo local decorre de 14 a 16 do mês em curso na Cidade de Maputo.

Moçambique já é exportador de Gás Natural Liquefeito (GNL). O Presidente da República diz que a realização da primeira exportação do recurso prova que o país reúne condições para acolher grandes investimentos.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou, este domingo, o início da primeira exportação de Gás Natural Liquefeito, produzido na Bacia do Rovuma, pelo Projecto Coral-Sul FLNG.

“O navio cargueiro British Sponsor parte das águas territoriais moçambicanas para o mercado internacional. Hoje, Moçambique entra para os anais da história mundial como um dos países exportadores de gás natural liquefeito, que, além de representar uma fonte alternativa de fornecimento, contribui em larga medida para a segurança energética nos países de maior consumo”, disse Filipe Nyusi, Presidente da República.

Para o Chefe de Estado, a materialização da primeira exportação de Gás Natural Liquefeito (GNL) é sinal de que o país oferece condições para investimentos multibilionários.

“A realização deste empreendimento internacional é sinal do reconhecimento pelo mercado de que Moçambique oferece um ambiente estável, transparente e previsível para a realização de investimentos multibilionários, onde sobressalta a alta tecnologia com o intuito de monetizar recursos numa fase de transição energética, portanto deve ser orgulho de todos os moçambicanos.”

Filipe Nyusi afirmou que as exportações de Gás Natural Liquefeito deverão melhorar as contas públicas pelo mecanismo de arrecadação de receitas fiscais.

“Adicionalmente, é importante salientar os efeitos sobre o equilíbrio externo pelo canal das exportações, a melhoria das contas públicas pela arrecadação de receitas fiscais por via de impostos sobre a produção, da partilha de lucros e da tributação normal em sede do IRPC, assim como da apropriação de uma tecnologia moderna por moçambicanos formados ao longo das várias fases da construção da plataforma flutuante”, disse Nyusi.

O Chefe de Estado apelou aos moçambicanos para que não olhem para a exploração de gás como a única e maior solução para o desenvolvimento do país.

“Devemos manter e aumentar intensivamente a produção e a produtividade nas nossas actividades tradicionais, como agricultura, pesca, turismo, projectos de geração de energia, entre outras”, apelou Filipe Nyusi, que, em seguida, endereçou mensagem aos responsáveis deste feito.

“Queremos congratular os investidores e concessionários da Área 4 da Bacia do Rovuma, por serem realizadores pioneiros neste sector e endereçar uma palavra de apreço a todas as entidades governamentais envolvidas pelo sucesso alcançado.”

Este é o primeiro carregamento de Gás Natural Liquefeito, no âmbito do contrato de compra e venda de longo prazo, com a BP. O Projecto Coral-Sul FLNG, desenvolvido na área 4 da Bacia do Rovuma, é liderado pela ENI, Exxon Mobil e CNPC.

Serão conhecidas, a 30 de Dezembro deste ano, novas companhias petrolíferas que vão pesquisar e produzir hidrocarbonetos em 16 áreas das Bacias do Rovuma, Angoche, Delta do Zambeze e Save. O PCA do Instituto Nacional de Petróleo quer parcerias, entre as operadoras, que resultem em novas descobertas.

Em Novembro de 2021, o Instituto Nacional de Petróleo (INP) pré-qualificou 12 empresas, das quais 6 operadoras e outras 6 não operadoras, para pesquisa e produção de Hidrocarbonetos em 16 áreas das Bacias de Rovuma, Angoche, Delta do Zambeze e Save, um total de mais de 92.000 quilómetros quadrados (km²).

Esta sexta-feira foi o dia reservado à apresentação das últimas propostas técnicas e financeiras de companhias petrolíferas que almejam ter licenças, no âmbito do Sexto Concurso para a Concessão de Áreas de Pesquisa e Produção de Hidrocarbonetos.

O Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo defendeu, em reunião com os representantes das empresas envolvidas no processo, a necessidade de garantir transparência no processo.

“Caros membros da equipa de avaliação apelamos ao vosso total empenho e dedicação neste processo. Pretendemos assegurar um processo totalmente transparente e livre de qualquer mágoa. A divulgação dos resultados deverá ocorrer até dia 30 de Dezembro do ano em curso, seguida da adjudicação das companhias vencedoras e assinatura dos respectivos contractos de concessão de pesquisa e produção de petróleo”, disse Nazário Bangalane, Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Petróleo.

Nazário falou, também, de parcerias entre as empresas petrolíferas operadoras e não-operadoras como o caminho para novas descobertas.

“Esperamos que as companhias apuradas como não-operadoras estabeleçam parcerias com as operadoras de modo que os trabalhos de pesquisa e avaliação produzam resultados esperados, caracterizadas por descobertas”, reiterou Nazário Bangalane.

O Instituto Nacional de Petróleo reafirmou o compromisso de continuar a criar condições para pesquisa de recursos naturais que resultem no fornecimento de energias menos poluentes à nível do país e do mundo.

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), um dos braços da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovou um financiamento de dois milhões de dólares para projectos de expansão de serviços financeiros aos produtores das zonas rurais.

Os impactos sociais e económicos da pandemia da COVID19 e da guerra entre a Rússia e a Ucrânia estão a criar desafios significativos para as pessoas mais vulneráveis, aumentando o risco para a subsistência e segurança alimentar nos países em desenvolvimento. Por isso, o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) está a intensificar o seu compromisso de promover a inclusão financeira rural e de salvaguardar a subsistência das comunidades rurais, com um novo empréstimo de dois milhões de dólares ao Futuro Mcb, uma instituição que tem como objectivo prover serviços e produtos de inclusão financeira, adaptado às necessidades das pessoas excluídas ou com acesso limitado ao sector bancário.

O aumento da inflação, o agravamento dos preços dos alimentos causados pela escassez de produtos de base essenciais (trigo, milho, sementes oleaginosas) e o aumento dos preços dos fertilizantes e dos combustíveis têm tido impacto em todos os segmentos do sistema alimentar em Moçambique. Isto inclui a produção de alimentos, operações pós-colheita, processamento e transporte. Os pequenos produtores e as micro, pequenas e médias empresas foram os mais afectados.

O financiamento de cinco anos concedido ao Futuro mcb, um banco de microfinanças, ajudará a instituição a expandir os seus serviços financeiros a 21 mil pequenos produtores e micro, pequenas e médias empresas na província de Nampula, que tem o maior número de pequenos produtores e encontra-se entre as áreas mais pobres do país.

De acordo com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola, dos 21 mil beneficiários, 70% serão mulheres e 30% jovens, cujas actividades económicas foram especialmente afectadas pela pandemia da COVID-19 e pela crise de segurança alimentar em curso.

O apoio ao micro-financiamento irá, segundo a instituição, permitir às famílias sustentar e fazer crescer as suas actividades.

“O empréstimo ao Futuro mcb mostra a nossa confiança nas instituições de microfinanças em contribuir para o crescimento do rendimento e segurança alimentar nas comunidades rurais, e o valor que atribuímos aos pequenos produtores e às MPME. A Futuro mcb está, pela primeira vez, a aproximar-se do mercado de financiamento da dívida (nacional ou internacional), e todo o sector das microfinanças em Moçambique não tem visto quaisquer transacções significativas de dívida durante algum tempo”, disse Thouraya Triki, directora da divisão de Produção Sustentável, Mercados e Instituições do IFAD.

Dados do FIDA revelam que as instituições financeiras consideram não-viável o financiamento à população rural, o que faz com que até 80% dela fique sem a subvenção quando necessita para sua subsistência.

O acesso aos serviços financeiros rurais é, de acordo com o FIDA, fundamental para ajudar a população rural a escapar da pobreza. Estimula o investimento, impulsiona a capacidade produtiva, aumenta os rendimentos e reforça a resiliência.

“À medida que o número de instituições de microfinanças que fornecem serviços financeiros rurais diminui em Moçambique, o empréstimo que recebemos do FIDA é oportuno. Permitir-nos-á aumentar o valor da nossa carteira de empréstimos, aumentar o capital de exploração das MPME para estimular o crescimento, aumentar os montantes dos empréstimos aos pequenos produtores e oferecer seguros ligados ao crédito à população da província de Nampula”, disse Eduardo Lucchesi, director-executivo do Futuro mcb.

A inclusão financeira dos não-bancários, através de serviços de microfinanças, demonstrou aumentar o rendimento médio das famílias e reforçar a sua resiliência. Isto é particularmente significativo para as mulheres, uma vez que cria oportunidades para elas pouparem, gerirem o risco e obterem crédito para comprar equipamento e outros insumos agrícolas.

Segundo o FIDA, para além de oferecer capital de investimento, a iniciativa fornecerá informação direccionada, educação e capacitação a grupos vulneráveis sobre tecnologias digitais, literacia financeira, gestão empresarial e seguros.

O Programa de Financiamento do Sector Privado (PSFP) do FIDA ocupa um lugar único no espaço de investimento de impacto, ao visar especificamente entidades não merecidas e ao dar prioridade a entidades de elevado impacto, permitindo que os recursos necessários cheguem aos actores que não são actualmente servidos por outras organizações.

O Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola é uma instituição financeira internacional e uma agência especializada das Nações Unidas com sede em Roma, centro alimentar e agrícola das Nações Unidas.

O FIDA investe na população rural para reduzir a pobreza, aumentar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e reforçar a resiliência. Desde 1978, já forneceu 23,2 mil milhões de dólares em financiamentos com juros baixos a projectos que atingiram cerca de 518 milhões de pessoas.

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