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O País – A verdade como notícia

Moçambique manteve, esta terça-feira, a tradição de disputar as fases finais do Campeonato Africano de Basquetebol sénior feminino. Em Bulawayo, Zimbabwe, a selecção nacional qualificou-se para o “Afrobasket” 2023 ao derrotar Angola por 90-82.

Foi sofrido, mas merecido. Depois de ter estado a perder por cinco pontos, no terceiro quarto, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino foi buscar o resultado e, no final, arrancou uma valiosíssima vitória diante de Angola por 90 -82 carimbando, desta forma, o passaporte para o “Afrobasket” 2023.  Carlos Ibrahimo Aik, a fazer recordar o épico jogo entre o Ferroviário e o extinto ISPU, em 2006, no qual colocou Nádia Rodrigues a  “secar” a atiradora Carla da Silva, voltou a fazer uma defesa “boxe and one” para anular  Italee Lucas, base angolana. Resultou, pois claro. Tal como resultou, em algum momento, quando Anabela Cossa fez a posição 1. Mas vamos aos destaques individuais:  Ingvild “Inga” Mucauro voltou a puxar os galões de MVP para, num duelo em que quase ficávamos por terra, arrancar 32 pontos e 7 ressaltos (quatro defensivos e três ofensivos) em 40:00 minutos na quadra. Foi, de resto, totalista na finalíssima dramática, papel químico do jogo decisivo de 2013 no pavilhão do Maxaquene. Inga concretizou 9 em 17 lançamentos de campo, perfazendo uma média de 77.8% de aproveitamento e 12 em 15 lançamentos de livre (média de 80% de aproveitamento). Odélia “Mafa” Mafanela”, uma das sobreviventes da final de 2013, em Maputo, esteve igualmente em destaque com 21 pontos e quatro ressaltos durante os 38:22 minutos em que esteve na quadra. E quem mais? A base Sílvia “Naná” Veloso contribui com 18 pontos e três assistências em 27: 57 minutos na quadra.

Melhor pontuadora da equipa, Italee Lucas contabilizou 22 pontos, três ressaltos e duas assistências em 36:38 minutos em campo, tendo sido secundada por Sara Caetano que esteve muito perto de um duplo-duplo com 18 pontos e oito ressaltos.

A selecção nacional, de resto, esteve melhor que Angola (que teve um registo de 27 em 56, média de 48.2 %) nos lançamentos de campo com 32 tiros certeiros em 60 tentados (53.3%). O aproveitamento nos lançamentos na zona dos 6, 75 metros não foi dos melhores com 7 em 18 para Moçambique (38%) e  6 em 15 para Angola  (40%). À semelhança do segundo jogo da fase regular, Moçambique teve registo de uma boa percentagem na linha de lances livres com 76%, correspondentes a 19 em 25. Neste quesito, Angola não deixou a desejar: 22 em 26, uma média positiva de 86%.

Dominaram as tabelas as campeãs africanas de basquetebol de 2011 e 2013 (Angola) com 37 ressaltos, sendo 19 defensivos e 17 ofensivos. O conjunto de Carlos Ibraimo Aik colectou 24 ressaltos dos quais 14 defensivos e 10 ofensivos. Moçambique forçou Angola a cometer muitos erros e, diga-se, os 24 “turnovers” cometidos são disso espelho. A selecção nacional teve 14 perdas de bola.

Aliás, Moçambique aproveitou melhor as situações de perdas de bola para marcar 30 pontos contra 20 de Angola. Nas segundas bolas, esteve mais activa a equipa de Jaime Covilhã que contabilizou 18 pontos contra 15 das “Samurais”.

Na zona restrita, a selecção nacional marcou 48 pontos, portanto, mais dez que as angolanas. Os parciais foram de 27-24, 18-16, 20-30 e 25-12 com as moçambicanas a liderarem no primeiro, segundo e terceiro quartos.

SUPERAR 5º LUGAR DE 2021

Há dois anos, em Yaoundé, nos Camarões, Moçambique, então orientado pelo professor Nasir “Nelito” Salé terminou o “Afrobasket” 2021 na 5ª posição ao derrotar o Egipto, por 69-62. Com um duplo-duplo (15 pontos e 11 ressaltos), Ingvild “Inga” Mucauro liderou a selecção nacional de basquetebol sénior feminino a vitória.

O conjunto nacional era constituído, na prova, por Tamara Seda, Leia Dongue, Silvia Veloso (rookie), Elizabeth Perreira, Odélia Mafanela, Deolinda Gimo (reformada), Cecília “Cecy” Henriques, Anabela Cossa, Dulce Mabjaia, Vilma Covane, Stefânia Chiziane e Carla Pinto. Feitas as contas, a selecção nacional venceu três jogos e perdeu igual número de partidas. As vitórias foram diante da Costa do Marfim (59-57), Egipto (69-62) e Quénia (72-50). Na fase de grupos, o combinado nacional estreou-se com derrota diante da Nigéria (67-50). Depois, na 2ª jornada, nova derrota com Angola por nove pontos: 70-61.

 

O ÚLTIMO PRÉ-OLÍMPICO

Em 2020, na Sérvia, a selecção nacional de basquetebol sénior feminina falhou o apuramento para os Jogos Olímpicos de Tóquio após ao perder todos os três jogos realizados na prova qualificativa. No primeiro duelo, o combinado nacional perdeu com a Nigéria por 34 pontos:  85-51. Na segunda ronda, frente ao adversário mais forte, Moçambique caiu aos pés dos Estados Unidos com que perdeu por 124-49. No derradeiro embate, a selecção nacional não teve argumentos para derrotar a Sérvia, adversário que venceu por 76-48.

A FIFA deu, como é habitual, a conhecer toda a listagem dos votos para os prémios ‘The Best’, entregues ontem em Paris, numa cerimónia em que Lionel Messi foi consagrado como melhor jogador de 2022.

Chiquinho Conde, seleccionador nacional de futebol, entregou os votos a Lionel Messi (1.º), Kylian Mbappé (2.º) e Karim Benzema (3.º).

Na lista divulgada pelo organismo que gere o futebol mundial, não consta o voto do capitão dos Mambas, Elias Gaspar Pelembe, mais conhecido por Domingues.

Moçambique e Angola vão lutar, na tarde de amanhã, por uma vaga no Afrobasket 2023, cuja fase final vai ser no Ruanda. As duas selecções vão jogar a final da Zona VI, prova que decorre em Bulawayo, Zimbabwe. Por sua vez, a selecção nacional sénior masculina vai, também, disputar a final de acesso ao AfroCAN diante do Zimbabwe.

Como já se antevia, Moçambique e Angola são as duas selecções que garantiram a presença na final de acesso ao Afrobasket, ao suplantarem os seus adversários ao longo da prova que decorre em Bulawayo.

Os dois conjuntos, por sinal com uma rivalidade histórica, vão, na tarde desta terça-feira, aplicar-se a fundo, de modo a conseguirem alcançar os seus objectivos, que passam por marcar presença na mais prestigiada prova africana ao nível de selecções.

Moçambique parte para a final com os níveis de confiança elevados, tendo em conta que fez um brilharete nesta prova, sobretudo pelo facto de ter vencido duas vezes a selecção angolana, por 74-52 e 74-73, respectivamente. O combinado nacional e Angola foram superiores ao anfitrião Zimbabwe e a Zâmbia, tendo vencido as partidas contra as duas selecções.

A selecção nacional terminou a primeira volta do Torneio da Zona VI de qualificação para o Afrobasket de Ruanda invicta, fechando com uma vitória sobre a anfitriã Zimbabwe por 95-43, garantindo a sua terceira vitória consecutiva da competição.

Nessa partida, as “Samurais” foram a melhor equipa e logo no primeiro quarto saíram a vencer por 19-7. No segundo quarto, a equipa do Carlos Aik foram mais eficazes, tendo apontado 27 pontos contra 15 da equipa da casa, saindo ao intervalo com uma vantagem de 24 pontos (46-22).

No terceiro quarto, Moçambique apostou no jogo exterior, o que concorreu para que apontasse 29 pontos contra nove do Zimbabwe, fixando uma diferença de 44 (75-31).

No último quarto, as “samurais” voltaram a ser superiores, marcando mais 20 pontos contra 12 o seu adversário, fixando o resultado final em 95-43. Nessa partida, o destaque foi para Shelsea Chiziane, que apontou com 14 pontos, dois ressaltos e uma assistência. Na outra partida o mais directo adversário da selecção nacional (Angola) venceu a Zâmbia por 92-61.

 

Ainda na primeira volta da competição, Moçambique atingiu a chapa “100”, ao vencer a Zâmbia, por 103-44, numa partida em que o combinado nacional mostrou a sua superioridade em termos técnicos e tácticos. A selecção nacional somou, diante da Zâmbia, a sua segunda vitória na prova.

Apesar do favoritismo das “samurais”, tendo em conta que venceram os dois jogos, a Angola revelou-se uma selecção com muitos argumentos, facto que faz com que se anteveja uma partida muito renhida entre os dois conjuntos.

Carlos Aik tem sido um treinador calculista nesta competição, mormente nas duas partidas contra a Angola, onde abordou o jogo com muita cautela, mostrando sinais de que estudou bem o adversário.

Na partida desta terça-feira Moçambique e Angola vão defrontar-se pela terceira vez nesta prova, com a vantagem, como já o dissemos, para o conjunto moçambicano.

 

10 ANOS DEPOIS: MAIS UMA FINAL

Moçambique e Angola voltam a defrontar-se numa final 10 anos depois. Em 2013 as duas selecções disputaram uma final no Pavilhão do Maxaquene, desta feita para o campeonato africana. A selecção angola venceu a final, por 64-61.

Nessa final, as duas seleções chegaram ao fim do tempo regulamentar empatadas 54-54, mas a formação angolana acabou por ser mais forte no prolongamento, reconquistando o título que já lhe pertencia desde 2011.

Do conjunto que vai disputar a final desta terça-feira, destacam-se três sobreviventes, no caso Anabela Cossa, Odélia Mafanela e Cecília Henriques. O destaque vai também para Deolinda Ngulela, uma das treinadoras adjuntas de Carlos Aik. Em relação a Angola, apenas uma jogadora continua na selecção.

 

SELECÇÃO MASCULINA DISPUTA O ACESSO AO AFROCAN

A selecção sénior masculina de basquetebol vai defrontar o Zimbabwe na final da fase de qualificação para o AfroCAN, prova destinada aos jogadores que actuam no campeonato interno. Para chegar à final, o combinado nacional derrotou a selecção o país anfitrião (Zimbabwe), por 66-53.

Moçambique vai lutar pelo acesso ao AfroCAN, prova na qual nunca marcou presença. A selecção nacional traçou o caminhou para final vencendo o Zimbabwe, curiosamente o conjunto com o qual vai jogar para garantir um lugar na fase final. À entrada da partida contra o combinado nacional, o Zimbabwe ainda não tinha perdido um jogo sequer.

Ciente de que um possível desaire colocava Moçambique fora da corrida ao AfroCAN, Milagre Macome montou uma equipa forte, com os jogadores a fizerem um primeiro quarto equilibrado, tendo saído a vencer por 22-21.

No segundo quarto, Moçambique condicionou o seu adversário, sobretudo ofensivamente, tendo feito apenas 11 pontos. Com parcial de 18-11, foi-se ao intervalo com 40-32, a favor do combinado nacional.

No terceiro, Moçambique baixou de produção, concretizando apenas nove pontos. O Zimbabwe foi em busca do resultado, tendo feito 17 pontos. O terceiro período terminou com um empate, 49-49.

No último quarto, Moçambique superiorizou-se perante o seu adversário. Forte defensivamente, obrigou-o a cometer “turn overs”. Baggio Chimonzo liderou os processos. Certeiro no jogo exterior, ajudou a selecção a fazer um parcial de 17-4. No fim, o “placard” indicava 66-53. Vitória importante para Moçambique que vai à negra, esta terça-feira, novamente com Zimbabwe, em busca da qualificação para o AfroCAN.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, lamentou hoje a lesão grave de Reinildo Mandava no passado sábado no dérbi entre o Atlético e Real Madrid. O internacional moçambicano deve enfrentar uma paragem de seis meses, situação que mereceu uma mensagem de apreço e encorajamento ao jogador por parte do Chefe de Estado moçambicano.

Numa mensagem divulgada na sua página na rede social Facebook, Filipe Nyusi diz que a “notícia deixou-nos a todos nós moçambicanos amantes do Desporto Rei (Futebol) tristes, porque por algum tempo não veremos a evoluir em palcos mundiais do futebol profissional o nosso compatriota que dia e noite carrega consigo o peso de representar a nossa nação”.

Adiante, Nyusi disse esperar que Reinildo Mandava regresse o mais rápido possível aos relvados. “ Auguramos que toda a equipa médica que cuida de si tenha a sabedoria necessária e faça o máximo que puder para garantir que tão cedo quanto possível regresse aos campos para mostrar o seu talento de bem jogar a bola.Rápidas melhoras Reinildo Mandava”, escreveu Filipe Nyusi.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino venceu, hoje, a sua similar de Angola por 74-73, em desafio da sexta e última jornada da fase regular do torneio da zona VI de apuramento ao “Afrobasket” 2023. Com esta vitória, Moçambique terminou em primeiro lugar com 12 pontos e, esta terça-feira, vai disputar a finalíssima com Angola.

Com Ingvild “Inga” Mucauro a destacar-se com 19 pontos e oito ressaltos (dos quais quatro defensivos e igual número de ofensivos), a selecção nacional de basquetebol sénior feminino impôs a segunda derrota às angolanas no “zonal” de acesso ao “Afrobasket”. Mucauro foi secundada por Stefânia “Papelão” Chiziane, extremo que contabilizou 16 pontos e sete ressaltos em 30:02 minutos na quadra, e Carla Covane que marcou 13 pontos e colectou quatro ressaltos nos 19:36 minutos em que permaneceu em campo.

Para não variar, Italee Lucas foi a melhor cestinha de Angola com 24 pontos em 33:37 minutos na quadra, secundada pela poste Cristina Matiquite com 21 em 26:19 minutos em campo.

Equilibrado, o primeiro quarto terminou com o parcial de 25-21, quatro pontos de vantagem para as angolanas. No segundo quarto, o conjunto de Carlos Ibraimo Aik controlou o segundo quarto, etapa na qual liderou com um parcial de 24-18, saindo, desta forma, ao intervalo a vencer por 45-43. O terceiro quarto foi o menos produtivo para as duas formações, sendo que Moçambique venceu por um parcial de 14-9. Já no terceiro quarto, as angolanas estiveram melhor ofensivamente, liderando a marcha do marcador com parcial de 21-15.

No global, Moçambique converteu 24 em 66 lançamentos de campo (36,6%) contra 23 em 49 das angolanas que tiveram um aproveitamento de 46,94%.

Ao nível dos tiros exteriores, a selecção nacional esteve muito franca com cinco concretizados em 24 tentados, perfazendo uma média de 20,83%. Esteve melhor Angola neste quesito com 4 em 7, um registo de 30,77% de aproveitamento.

Na linha de lances livres, a selecção nacional já esteve melhor com 21 em 26, uma média de 80% de aproveitamento, contra 23 em 31 de Angola (74,19%). Na luta das tabelas, houve equilíbrio com as moçambicanas a colectarem 38 ressaltos (22 ofensivos e 16 defensivos), enquanto as angolanas conseguiram 38, dos quais 27 defensivos e nove ofensivos.

Há, ainda, registo de 23 perdas de bola para Moçambique e 22 para as angolanas. No duelo, Moçambique teve 22 pontos em situações de perdas de bola, enquanto Angola contabilizou 17. Nas segundas bolas, a selecção nacional marcou 18 pontos e as angolanas contabilizaram 10. Na zona pintada, ou seja, área restritiva, as meninas de Carlos Aik fizeram 41 pontos contra 13 de Angola.

A maior vantagem no marcador para Moçambique foi de 11-7 e, durante o jogo, liderou durante 24:10 minutos.

Problemas para Chiquinho Conde, seleccionador nacional de futebol. Problemas para Diego Simeone, treinador do Atlético Madrid.

Terminou a época para Reinildo Mandava, jogador que actua no Atlético Madrid. Mandava saiu gravemente lesionado do dérbi entre o Atlético Madrid e Real, sábado, sendo que os exames efectuados apontam para uma ruptura do ligamento cruzado no joelho direito, que o vai afastar dos relvados nos próximos seis meses.

O lateral protegia uma bola na linha de fundo quando, aos 23 minutos, no apoio, o joelho deu uma “guinada feia”, que o obrigou a deixar, alguns minutos depois, o campo numa maca.

Diego Pablo Simeone declarou, após o empate a uma bola no dérbi de Madrid, que Reinildo Mandava “começa a recuperar-se a partir de amanhã. Vamos sentir falta dele por sua personalidade, sua humildade, seu sorriso diário e seu frescor. Desejamos-lhe uma óptima recuperação. Estaremos próximos. Tenho certeza de que ele voltará ainda mais forte”, frisou Simeone.

Já o Atlético Madrid escreveu, na sua página oficial, a seguinte mensagem: “Boa sorte, rapaz. Esperamos por si em breve”.

Com a lesão, Mandava vai falhar, em Março, o duplo confronto dos Mambas com o Senegal, jogos agendados para os dias 24 e 28 de Março.

O esquerdino não será igualmente opção para o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, para os duelos com o Benin a 24 de Setembro no Estádio Zimpeto, e Ruanda, a 4 do mesmo mês em Kigali.

Nesta temporada, o internacional moçambicano contabiliza 33 jogos ao serviço do Atlético Madrid. Feitas as contas, Mandava vai desfalcar a sua equipa nos seguintes jogos: Atlético Madrid vs Sevilha, Girona vs Atlético Madrid, Atlético Madrid vs Valencia, Atlético Madrid vs Real Bétis, Rayo Vallecano vs Atlético Madrid, Atlético Madrid vs Almería, Barcelona vs Atlético Madrid, Atlético Madrid vs Maiorca, Real Valladolid vs Atlético Madrid, Atlético Madrid vs Cádiz, Elche vs Atlético Madrid, Atlético Madrid vs Osasuna, Espanyol vs Atlético Madrid, Atlético Madrid vs Real Sociedad e Villarreal vs Atlético Madrid.

Os Mambinhas foram afastados do CAN Sub-20 depois de terem sido goleados, sábado, pela Nigéria por 4-0, em jogo da terceira e última jornada do grupo A da competição.

Caiu por terra, sábado, o sonho de a selecção nacional de futebol sub-20 se qualificar para os quartos-de-final da prova. As “Águias Voadoras”, sete vezes campeãs africanas do escalão, marcaram dois golos ainda no primeiro tempo, por meio de Samson Lawal e Ibrahim Muhammad, garantindo o segundo lugar no Grupo A. Com a vitória, a Nigéria terminou em segundo lugar com seis pontos, enquanto Moçambique fechou a sua participação em terceiro com apenas um ponto.

No Estádio do Canal de Suez, em Ismailia, os nigerianos foram dominadores, tendo empurrado o combinado nacional para o seu último reduto. Com maior posse de bola, e interligação entre os seus sectores, a Nigéria criou calafrios junto ao último reduto dos moçambicanos.

Ibrahim Muhammad testou o guarda-redes Kimiss Zavala com um remate de longe aos cinco minutos, mostrando, desde cedo, que as “Águias Voadoras” não estavam para facilitar. Queriam resolver ainda cedo o jogo.

Kimiss Zavala voltou a ter mais uma boa intervenção num lance em que os nigerianos esboçaram, e muito bem, uma jogada do lado direito do seu ataque.

Os orientados por Ladan Bosso continuam a aumentar a pressão sobre Moçambique, com Haliru Sarki e Ibrahim Muhammad a darem largura ao ataque nigeriano.

Fruto do seu pendor ofensivo, os nigerianos criaram mais oportunidades de golo por intermédio de Haliru Sarki, cujo remate foi correspondido por uma grande defesa de Kimiss Zavala aos 20 minutos.

Aliás, o guarda-redes moçambicano fez uma defesa inteligente com uma mão para impedir que Ayuba Abubakarr desse o golo à Nigéria.

Ibrahim Muhammad endossou a bola para Abubakarr, que controlou o esférico de costas para a baliza e, no movimento de rotação, rematou para mais uma intervenção de Kimiss Zavala.

A Nigéria inaugurou o marcador por intermédio de Samson Lawal, aos 32 minutos, com um estupendo remate de longe indefensável para Kimiss Zavala.

As “Águias Voadoras” aumentaram a vantagem quatro minutos antes do intervalo, com um remate colocado de Ibrahim Muhammad.

Muhammad Aminu cortou da esquerda do ataque da Nigéria para liberar o avançado do Cartagena FC, que teve um toque para se posicionar antes de bater Kimiss Zavala.

O segundo tempo foi equilibrado, com Moçambique a apostar em jogadas de contra-ataque, enquanto a Nigéria fez algumas alterações no seu xadrez.

Jude Sunday, que entrou a substituir, viu o guarda-redes Kimiss Zavala negar-lhe o golo aos 57 minutos com uma grande defesa.

Olamilekan Adams, médio que igualmente foi lançado no segundo tempo, forçou o guarda-redes moçambicano a uma defesa de recurso.

A única oportunidade real de golo para Mambas surgiu no final, através de um remate à queima-roupa de José Rabelina Zavala.

Sem capacidade de reacção, e com a Nigéria a fazer a gestão do jogo, os pupilos de Dário Monteiro não tiveram argumentos para virar o jogo e foram eliminados do CAN sub-20.

 

SENEGAL FAZ O PLENO COM GOLEADA IMPOSTA AO EGIPTO

O anfitrião Egipto foi eliminado da Taça Africana de Nações Sub-20 na fase de grupos, depois de ter sido derrotado, sábado, pelo implacável Senegal por 4-0.

O Senegal já se havia qualificado para os quartos-de-final antes de enfrentar os egípcios na última partida do grupo A, no Estádio Internacional do Cairo.

A partida ganhou vida no segundo tempo, após uma primeira parte muito táctica, que não conseguiu produzir golos, sendo que o remate de Sulaymane Faye foi a única oportunidade real nesta etapa do jogo.

O seleccionador nacional do Senegal, Malick Daf, fez poucas mudanças no seu onze inicial, com o capitão Samba Diallo a começar no banco, enquanto Mame Faye e Djibril Diarra foram titulares.

As mudanças não impediram que os “Leões de Teranga” desfrutassem de posse de bola e oportunidade diante dos anfitriões.

Os egípcios foram mais astutos e agressivos após o reinício do jogo, tentando forçar o Senegal a recuar no terreno do jogo.

Khaled Awad esteve perto de marcar para os anfitriões, mas o guarda-redes do Senegal, Landing Badji, estava atento entre os postes.

A partir daí, os senegaleses assumiram o controlo do jogo, tendo criado perigo num lance em que Pape Diop, promissor talento, bateu o guarda-redes do Egipto.

Em dia de grande inspiração, Pape Diop elevou a contagem para 2-0, ao aproveitar um erro de Ahmed Reda aos 69 minutos.

O avançado fez o “hatrick” à passagem do minuto 76, num lance em que a defesa do Egipto ficou a dormir.

Ibou Sané, jogador que actua na Bélgica, mostrou classe na finalização, ao fixar o resultado final em 4-0.

O Ferroviário da Beira reforçou-se com mais três estrangeiros, tendo em vista atacar a Liga Africana de Basquetebol (BAL). Os três vão juntar-se a William Perry, completando a lista dos quatro estrangeiros recomendados pelo regulamento da competição.

Assunto de reforços estrangeiros encerrado. O Ferroviário da Beira foi ao mercado buscar mais três jogadores, com o horizonte na participação da equipa na mais prestigiada prova de basquetebol de clubes ao nível do continente africano.

Trata-se do senegalês Makhtar Gueye, o maliano Bourama Sidibe e o norte-americano Najeal Young, jogadores com enorme qualidade e que os “locomotivas” acreditam que poderão fazer a diferença.

Os três jogadores deverão juntar-se à equipa na próxima semana, na cidade da Beira, local onde a formação orientada pelo espanhol Luís Hernandez está a efectuar a sua preparação, com vista à participação na BAL.

Para os bicampeões nacionais, as contratações vêm responder às exigências da prova em termos de origem geográfica e continental dos atletas e as necessidades desportivas da equipa.

O Ferroviário da Beira renovou com boa parte dos jogadores que no ano passado conduziram a equipa à conquista da Liga Nacional de Basquetebol, competição na qual nos últimos dois anos os “locomotivas” têm sido impecáveis, fruto do enorme investimento que a direcção liderada por Valdemar de Oliveira tem feito.

FERROVIÁRIO DA BEIRA ESTREIA-SE CONTRA EGIPTO

O Ferroviário da Beira estreia-se na Liga Africana de Basquetebol diante do anfitrião Al Ahly do Egipto, partida que vai decorrer no dia 26 de Abril próximo. Os “locomotivas” estão inseridos na Conferência Nilo da competição.

No segundo jogo, os bicampeões nacionais, que participam nesta competição pela segunda vez, vão defrontar o Petro Atlético de Luanda, no dia 29 de Abril. Os “locomotivas” voltam a entrar em acção no dia seguinte, desta feita frente à formação do SLAC da Guiné Conacri.
Depois destas duas partidas, o representante moçambicano só voltará a jogar no dia 3 de Maio, diante do Cape Town Tigers da África do Sul. O quinto e último jogo desta etapa vai ser no dia 5 de Maio, frente ao City Oilers do Uganda.

Os quatro primeiros classificados da Conferência Nilo apuram-se para a fase final, a disputar-se no Ruanda, de 21 a 27 de Maio. Por sua vez, as equipas apuradas da Conferência Nilo vão juntar-se aos quatro que passarem pela Conferência Sahara, que terá os seus jogos de 11 a 21 de Março, na capital senegalesa, Dakar.

A Conferência Sahara é composta pelas formações de Abidjan BC (Costa do Marfim), Kwara Falcons (Nigéria), Stade Malien (Mali), AS Douanes (Senegal), REG (Ruanda) e o campeão em título US Monastir (Tunísia).

A BAL, competição que vai na sua terceira edição, começa a ser disputada no dia 11 de Março. À semelhança da edição passada, na presente, a prova contará com a participação dos 12 melhores clubes de 12 países africanos, os quais vão fazer um total de 38 jogos em Dakar, no Senegal, Cairo, no Egito e Kigali, no Ruanda, durante três meses em 2023.

Segundo o plano da competição da organização da BAL, a Conferência do Sahara jogará uma fase de grupos de 15 jogos, na Arena Dakar. Por seu turno, a Conferência do Nilo jogará uma fase de grupos de 15 jogos no Hassan Mostafa Indoor Sports Complex, no Cairo.

Arranca este sábado, na Cidade de Maputo, a disputa da Liga Jogabets, competição que tem em vista rodar as equipas da capital do país antes do Moçambola e de outras provas. A primeira jornada tem como prato forte o jogo entre o Ferroviário de Maputo e o Desportivo, pela Série A.

Os amantes do futebol da Cidade de Maputo voltarão a ter o contacto com as bancadas e com as suas equipas favoritas, quando, este sábado, a bolar rolar oficialmente pela primeira vez na capital do país, com o arranque da disputa da Liga Jogabets, prova organizada pela Associação de Futebol da Cidade de Maputo.

Como tem sido apanágio em todos os anos, a associação local actualmente encabeçada por Amílcar Jussub, volta a marcar um passado gigantesco, ao garantir que os seus filiados comecem os campeonatos em que estarão inseridos na presente temporada com mais rodagem.

Este ano a prova vai contar com a participação de 14 equipas, mais duas que as que disputam o Moçambola. Das 14 equipas, quatro vão militar, na presente temporada, no escalão máximo do futebol moçambicano (Moçambola), e as restantes 10 no campeonato da segunda divisão.

A competição estará dividida em duas séries. A série A é composta pelas formações do Desportivo Maputo, Ferroviário de Maputo, Liga Desportiva, Costa do Sol, Black Bulls, 1º de Maio, Maxaquene e Mahafil. Fazem parte da série B o Ferroviário das Mahotas, Estrela Vermelha, Águias Especiais, Racing, Académica, Matchedje e Vulcano.

A Liga Jogabets será este ano disputada em dois campos, nomeadamente o da Associação Black Bulls e o do Costa do Sol, este último que acolherá a final marcada para 04 de Abril. O vencedor da Liga Jogabets vai receber o prémio monetário de 300 mil Meticais, sendo que ao finalista vencido caberão 150 mil Meticais. O terceiro classificado deverá ter direito a 75 mil Meticais.

CLÁSSICO NA SÉRIE A

A disputa da Liga Jogabets, este sábado, arranca com um clássico, pela série A, entre o Ferroviário de Maputo e Desportivo Maputo, duas equipas que conservam uma rivalidade em qualquer competição em que estiverem inseridos.

Os “locomotivas” da capital, que na presente temporada se reforçaram com novas unidades com vista a atacarem o título nacional, terão pela frente um Desportivo com orgulho ferido, na medida em que está arredado do convívio dos grandes já lá vão dois anos.

Se por um lado o Ferroviário de Maputo tem um naipe de jogadores experientes, como é o caso do veteraníssimo Kito e Jeitoso, por outro, os “alvi-negros” não fogem do habitual, que é a aposta em jogadores jovens e que estão à procura de um lugar ao sol no panorama futebolístico nacional. Esses são, sem dúvidas, condimentos que tornam a partida interessante e de desfecho imprevisível, atendendo, tal como o dissemos, à rivalidade entre os dois conjuntos.

Ainda nesta série, a recém-despromovida Liga Desportiva de Maputo vai defrontar o Maxaquene, equipa que, à semelhança dos “muçulmanos”, vai disputar a segunda divisão, em que procura há dois anos garantir o regresso ao Moçambola.

Os conjuntos encontram-se numa fase menos boa da sua história. Basta dizer, por exemplo, que esta é a primeira vez em que a Liga desce de divisão desde que ascendeu à primeira divisão. Por seu turno, o Maxaquene não tem tido motivos para sorrir, quer em termos de resultados quer em termos de gestão do clube, este último elemento marcado por uma crise financeira sem precedentes.

O Costa do Sol, por sinal vencedor da última edição da Liga Jogabets, vai começar a defesa do título do ano passado diante do 1º de Maio, clube que está numa fase de reestruturação, tendo como horizonte o Moçambola. Nesta partida, os “canarinhos” são aparentemente favoritos, olhando para a pujança dos dois plantéis. A fechar, a Associação Black Bulls vai medir forças com o Mahafil, numa partida em que os “touros” são favoritos.

Pela série A, o Estrela Vermelha vai defrontar o Ferroviário das Mahotas, equipa com a qual travou batalhas incessantes na temporada passada. Longe do Moçambola, os “alaranjados” têm tentado, nos últimos anos, regressar ao escalão máximo, missão que não tem sido fácil para o emblema presidido por Luís Manhique.

A formação das Águias Especiais terá pela frente o Vulcano FC, duas equipas que muito bem se conhecem, tendo em conta que se têm defrontado em muitas competições ao nível da Cidade de Maputo. Já o Racing vai enfrentar o recém-promovido Matchedje, equipa orientada por Manuel Casimiro.

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