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O País – A verdade como notícia

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

Tarde de 10 de Setembro de 2019. Estádio Nacional do Zimpeto, ou melhor, adeptos dos Mambas com os nervos à flor da pele. Para tanto, pesava o facto de as feridas causadas pela frustrante e desgastante campanha dos Mambas para o CAN Egipto 2019, além de maus resultados na luta pelo acesso ao CAN Interno, não estarem saradas. Com alguns soluços, os Mambas sofriam para desatar o “nó” e resolver, logo, a eliminatória diante das Ilhas Maurícias para assegurarem a presença na fase de qualificação para o Mundial Qatar 2022.

Com olhos de lince, e augurando um futuro promissor, Luís Gonçalves olhou para o banco e sinalizou para que Genny Catamo fosse lançado. Aposta acertada, até porque o génio de Genny deu cartas e, aos 74’, cobrou com categoria uma grande penalidade, assinando o 2-0 a favor dos Mambas. Luís Gonçalves, antigo seleccionador nacional, recua no tempo e diz que já havia identificado enormíssimo potencial no extremo.

“Quando apostamos num jovem jogador e lançamos à equipa principal, a selecção nacional, é porque, realmente, reconhecemos o valor, potencial e capacidade. Não é o reconhecimento por parte de quem lidera, o treinador, e neste caso seleccionador nacional, mas também dos seus pares. Quando nós apostamos num jogador, pensamos, naturalmente, que o caminho não é imediato mas sim longo. Há, evidentemente, algumas pedras ao longo deste caminho. Acreditamos, no entanto, que o essencial está lá: a capacidade, a inteligência e muita vontade de vencer, que é um ingrediente para qualquer ser humano que quer singrar em qualquer ramo de actividade. Daquilo que eu conheço, o Genny tem tudo isto. Agora está a mostrar e a provar tudo aquilo que já augurávamos”, notou o agora treinador do Inter de Angola.

Com três golos na pré-época e uma exibição cinco estrelas no duelo com o Villarreal, partida na qual fez uma assistência para o terceiro golo do Sporting, Catamo encantou o treinador Ruben Amorim e os adeptos leoninos. Genny Catamo, garante Luís Gonçalves, tem qualidades para se impor no plantel principal do Sporting.

“Está, agora, a ter oportunidades, também porque as lesões já não o atormentam tanto. Este é um aspecto importante para a carreira de um jogador. Era espectável que o Genny pudesse projectar-se, afirmar-se, e ter uma carreira de sucesso. Estou muito satisfeito pelo facto de o Genny estar a ter esta oportunidade”, observa Luís Gonçalves.

A imprensa portuguesa aponta, nas suas crónicas, que o internacional moçambicano poderá ter a forte concorrência de Esgaio na luta por um lugar no “onze” do Sporting. O que pensa Luís Gonçalves sobre esta possibilidade? “Genny e Esgaio são diferentes. Tudo depende daquilo que Ruben Amorim pretende para o jogo. Tudo depende da evolução e do próprio modelo de jogo. Não podemos esquecer que o modelo de jogo, numa equipa, está em constante evolução e adaptação. Não vejo o Genny Catamo como lateral puro, mesmo nesta forma de jogar do Sporting poderá jogar no lado direito, por exemplo, fazendo todo o corredor”.

Estas são conjecturas de quem conhece as potencialidades de Genny Catamo, internacional moçambicano que, em Setembro de 2020, assinou contrato profissional com o Sporting. Mas acabou por ser emprestado, e hoje tem a oportunidade de voltar a mostrar todas as suas qualidades. “O futuro dirá tudo. Acredito que o Genny vai ter mais oportunidades, finalmente, mas tudo vai depender de quem é o adversário e de que forma o Sporting aborda os jogos. Só o Ruben Amorim poderá responder. Mas é claro que jogadores como Genny poderão afirmar-se”.

Ao longo da sua curta carreira, o talentoso jogador tem sido assolado por muitas lesões. Para Gonçalves, “este é um dos aspectos mais importantes na carreira de um jogador”.

E, no caso particular, diz o treinador, “Genny Catamo é um jogador bastante jovem, que tem sido incomodado por algumas lesões, realmente. Espero, sinceramente, que as lesões não sejam um problema na sua carreira. Espero que consiga ultrapassar esta questão. São questões e aspectos que ninguém pode contornar, mas pode, com melhor conhecimento e bom acompanhamento e rigor, os atletas podem, realmente, ultrapassar estas questões.”

Os xadrezistas Humbane Maneul, Jazire Santan, Delnicio Mandioquisse e Jazire Anesu participam, de 3 a 8 de Agosto corrente, em Aktau, Cazaquistão, no Campeonato do Mundo de Xadrez de Escolas. Os quatro estudantes, em representação da Escola Queen Elizabeth, sediada na cidade de Xai-Xai, ganharam o direito de evoluir no certame depois da sua instituição de ensino ter vencido uma prova recentemente organizada pela Federação Moçambicana de Xadrez (FMX).

Com fortes ambições de conquistar medalhas no certame, a delegação moçambicana deixou, ontem, o país com destino ao palco do “Mundial”.

“A prova que antecedeu o Mundial de Xadrez de Escolas foi muito impactante e positiva. Foi uma prova muito bem disputada com os participantes a darem o seu melhor. Estamos certos de que vão representar muito bem o país”, começou por dizer Milton Botão, presidente da Federação Moçambicana de Xadrez. O que este evento representa, afinal, para modalidade uma vez que vai na sua primeira edição?

À esta questão, pragmático, Milton Botão respondeu: “Claro que é um evento importante que vai completar o processo de massificação do xadrez. Estamos muito motivados e ansiosos por disputar o certame.”

O certame vai movimentar 71 equipas de 54 países de todo mundo, sendo que as mesmas irão competir nas categorias de sub-12 e sub-18.

Na essência, alunos de quatro continentes reúnem-se, em Aktau, para defender a honra de suas escolas e países, lutando, desta forma, pelo título mundial. O evento tem, outrossim, a componente de convívio social, juntando vários jovens de diferentes partes do mundo para a troca de experiências.

O torneio, segundo a Federação Internacional de Xadrez (FIDE) irá provar, uma vez mais, que não há limites para o amor pela modalidade que estimula, acima de tudo, o conhecimento.

“Na FIDE, estamos muito orgulhosos. Acreditamos que, esta nova competição escolar, tenha encontrado o seu lugar no nosso calendário e agradecemos aos nossos parceiros, Freedom Holding Corp e Federação de Xadrez do Cazaquistão, por tornar este sonho realidade”, lê-se no comunicado da Federação Internacional de Xadrez.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino joga, amanhã, às 18h00, na BK Arena, o acesso aos quartos-de-final do “Afrobasket” 2023. Caso vença, Moçambique bate-se na quarta-feira com a Nigéria, campeã em título, nos quartos-de-final da competição.

Agora é que são mesmo…elas. É a doer, não há espaço para falhas. De resto, uma má abordagem e falta de concentração no jogo pode custar o afastamento precoce do “Afrobasket” 2023. E, como trabalho de casa, é preciso ater-se às duas derrotas sofridas pelo poderoso e selecção mais titulada Senegal (85-83 diante do Uganda, e 72-49) para perceber que o historial e nomes não ganham jogos.

Pelo que, esta terça-feira, na BK Arena, o seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino, Carlos Ibraimo Aik, deve apresentar um conjunto hirto frente à Costa do Marfim.

Um conjunto, recomenda-se, concentrado e ajustado defensivamente. Moçambique, por outro lado, precisa entrar para o jogo com maior clarividência ofensiva, explorando, claramente, o seu forte jogo interior personificado em Leia “Tanucha” Dongue, Tamara Seda e Odélia “Mafa” Mafanela.

Nos tiros exteriores, capítulo em que os “targets” foram baixos na estreia frente aos Camarões (com 1 convertido em 7 tentados, uma média de 14% de aproveitamento), as lançadoras precisam apresentar-se com eficácia.

É preciso colocar a bola na zona restrita e, quando a defesa ajustar, tirar a bola para as extremos lançarem do perímetro dos 6, 75 metros.

Mais: há que ter consistência, procurando, desta forma, evitar perdas de bola, tal como aconteceu na primeira partida com registo de 17 “turnovers”.

Reza a história, fora aos dados estatísticos, que Moçambique leva vantagem no historial de confrontos com os Camarões nos “Afrobaskets”. Em 2013, as selecções nacionais de basquetebol de Moçambique e Costa do Marfim estiveram inseridas no mesmo grupo do Campeonato Africano da categoria sénior, em Maputo, tendo a vitória sorrido para as designadas “Samurais”, na altura, por 56-41. Leia “Tanucha” Dongue liderou a selecção nacional com 16 pontos, tendo sido secundada por Deolinda Ngulela com 10.

Dois anos antes, curiosamente, moçambicanas e costa marfinenses cruzaram-se na fase de grupos (estavam ambas inseridas no grupo “A”) da prova havida em Bamako, Mali. Num jogo emotivo, decido no prolongamento, a selecção nacional de basquetebol venceu por 69-65.

Com um duplo-duplo (13 pontos e 12 ressaltos), Leia “Tanucha” Dongue esteve igualmente em evidência. Outrossim, no “Afrobasket” 2007, no Senegal, o sorteio da competição colocou Moçambique e Costa do Marfim no mesmo grupo (A) do qual faziam ainda parte a Tunísia, Madagáscar, Mali e o anfitrião. Foi precisamente a 22 de Setembro de 2007, no “Marius Ndiyaye Stadium”, que Moçambique derrotou a Costa do Marfim (67-47) num jogo em que a atiradora Carla da Silva foi a melhor cestinha com 21 pontos.

No “Afrobasket” 2000, em Tunis, Moçambique venceu a Costa do Marfim (58-52) na 3ª jornada do grupo “B” da competição.

Na fase de grupos, a Costa do Marfim derrotou Angola (72-69) e perdeu com o Ruanda (64-35), terminando, assim, na 3.ª posição no grupo “A” com 4 pontos.

As marfinenses fecharam a sua participação no “Afrobasket” 2021, prova realizada em Yaoundé, nos Camarões, na 5.ª posição após vitória sobre Angola (62-57) nas classificativas. Moçambique, por sua vez, ocupou a 4ª posição em resultado da vitória frente ao Egipto, por 69-62.

Carlos Aik: “ Precisamos estar ao mais alto nível”

O seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino, Carlos Ibraimo Aik, já tem a receita para transitar para os quartos-de-final do “Afrobasket” 2023. Sem entrar em euforia, mesmo com um adversário ao nível do combinado nacional, Aik diz ser necessário respeitá-lo e apresentar-se ao mais alto nível no “play-off” de acesso aos quartos-de-final. “É importante que a nossa selecção esteja ao seu mais alto nível, o que ainda não aconteceu até agora. Ainda não conseguimos fazer um jogo dentro daquilo que é a nossa capacidade. Isso terá que começar a acontecer agora”, notou Carlos Aik.

A Costa do Marfim leva, claramente, desvantagem no historial de confrontos com Moçambique nos “Afrobaskets”, mas há que olhar para os resultados alcançados nesta competição por equipas teoricamente fracas para colocar os pés bem assentes no chão. “Esperamos um adversário difícil. Esperamos um adversário que quer, certamente, rectificar os erros que cometeu ao longo da fase de grupos. Mas todo o cuidado é pouco do nosso lado porque, se olharmos para aquilo que tem acontecido, e o que tem sido historial nesta competição, tem havido aqui muitas surpresas. Ninguém esperava que o Ruanda ganhasse a Costa do Marfim, ninguém esperava que Angola tivesse que ir ao prolongamento para ganhar ao Ruanda. Julgo que, também, ninguém esperava que o Uganda, inexperiente nestas competições, vencesse o poderoso Senegal”.

Há, segundo Carlos Aik, “uma série de resultados que contrariam aquilo que era a expectativa dos melhores espectadores do basquetebol. Portanto, quando nós começámos a jogar com base em nomes, quando começamos a fazer prognósticos em base em nomes, por vezes a probabilidade do erro aumenta”.

Potenciar o jogo interior e exterior será uma das armas para ultrapassar a Costa do Marfim. “ Vamos ter que estar concentrados. Vamos ter que estar no nosso melhor nível. Vamos ter que alternar entre o jogo interior e exterior. Temos um leque de atletas que jogam muito bem perto do cesto, temos jogadoras que jogam bem longe do cesto. É preciso que todas estas capacidades sejam maximizadas.”

A finalizar, o seleccionador nacional deixou uma dica: “É importante que a nossa selecção esteja ao seu mais alto nível, o que ainda não aconteceu até agora. Ainda não conseguimos fazer um jogo dentro daquilo que é a nossa capacidade. Isso terá que começar a acontecer agora. A partir de agora os erros são fatais. Estamos numa fase do ‘bate-sai’.”.

Moçambique estreou-se com vitória no campeonato africano de boxe, prova que decorre em Yaoundé, nos Camarões. Os pugilistas Armando Sigaúque, Tiago Muxanga e Bernardo Marrime venceram com categoria os seus oponentes.

Depois de falhar o pódio na edição passada do africano, em Maputo, Tiago Muxanga começa a nova etapa com muita energia.

O moçambicano não teve dificuldades para vencer o campeão ugandês, Uzamir Ssuddu. O combate nem sequer chegou ao fim, tendo em conta que o pugilista moçambicano foi letal nos golpes.

Quem também começou com pé direito é Armando Sigaúque, na categoria dos 54 quilos, vencendo o também ugandês Kassim Murungi. O moçambicano soube aproveitar os pontos fracos do seu adversário. Bernardo Marrime coroou a presença moçambicana em Yaoundé. O atleta da categoria dos 63 quilos derrotou o argelino Chemsedine Kramou.

O internacional moçambicano, Genny Catamo, esteve em destaque, domingo, na vitória do Sporting diante do Villarreal, por 3-0, resultado que valeu a conquista do Troféu Cinco Violinos pelos “Leões”.

Lançado ao jogo aos 56′ para o lugar de Esgaio, apontado como seu concorrente, Genny Catamo deu conta do recado, fazendo algumas incursões que criaram desequilíbrios. E, porque está confiante e em boa forma, aos 75’, numa jogada iniciada por Daniel Bragança, fez assistência para o terceiro golo do Sporting na partida.

Os outros golos do clube leonino neste embate foram marcados por Edwards (44′) e Pedro Gonçalves (72′).

Aliás, na sua avaliação à prestação do talentoso jogador, o jornal “A Bola” escreveu “moçambicano Catamo com pormenores a deixar água na boca e uma assistência fantástica”.

A prestigiada publicação portuguesa refere ainda que Genny Catamo é um “presente com excelente embrulho”. E não se fica por aí na análise ao desempenho do internacional moçambicano: “Era um quase um ilustre desconhecido até cerca das 21 horas de ontem mas depois entrou ao estilo de presente para os adeptos, começou a embrulhar adversários, soltou o génio e, após drible cheio de ginga, entregou o terceiro golo ao adversário. O canhoto foi lateral direito e promete mundos e fundos: até ao momento, na pré-época, três golos e uma assistência”, lê-se no sítio da internet.

Citado pela página do Sporting, Ruben Amorim disse que “ganhou a confiança em todos os treinos”. Nesse sentido, Rúben Amorim sublinhou a ideia do passado: “O treinador não escolhe equipas, são eles próprios que escolhem jogar e eu estou aqui para fazer o meu trabalho, que é fazê-los crescer”.

O jogador que esteve cedido ao Marítimo está a ser avaliado, mas foi definido por Rúben Amorim que é para contratar um jogador para o lugar que foi de Porro. O extremo moçambicano tem sido trabalhado a ala direito.

O Sporting CP regressa a casa no dia 12 de Agosto, no primeiro jogo do Campeonato Nacional que disputará frente ao FC Vizela. Antes disso, ainda há jogo de pré-temporada, mas em Inglaterra, no dia 5, diante do Everton FC.

Clésio bisa na goleada do Honka sobre Oulu (4-1)

Tarde, mais uma, de sonho para o internacional moçambicano Clésio Baúque, jogador que evolui no FC Honka da I Liga da Finlândia.

Domingo, em jogo da 17ª jornada da competição, Clésio Baúque assinou o “bis” com tentos marcados aos 26’ e 66’. A prestação de Baúque foi, de resto, determinante para que o Honka alcançasse a sexta vitória na presente temporada.

Aldayir Hernandéz, aos 53’, e Jonathan Muzinga, contribuíram também para esta goleada que coloca o Honka na 6ª posição na tabela classificativa com 23 pontos, numa prova que é liderada pelo SJK com 35.

Clésio Baúque volta a entrar em cena no próximo dia 7 de Agosto, quando a sua equipa medir forças com o Lahti, actual 10º classificado com 15.

Esta temporada, Clésio Baúque já marcou seis golos ao serviço do FC Honka em 17 partidas que a equipa disputou, totalizando, neste momento, 952 minutos.

O internacional moçambicano estreou-se a marcar na 5ª jornada, assinando, aos 29’, um dos tentos da sua equipa na vitória sobre o FC Lahti, por 3-0.

A 22 de Maio, Clésio liderou o Honka para a vitória (3-1) diante do AC Oulu, em desafio inserido na 8ª jornada da I Liga Filandesa de Futebol.

Clésio Baúque começou por fazer uma assistência, aos 31’, para Juan Alegria empatar a partida uma vez que o FC Honka estava em desvantagem desde os 12’.

Já na segunda parte, ou seja, aos 47’, Baúque encheu o pé com a bola a ir parar no fundo das malhas da baliza do Oulu.

Depois, à passagem do minuto 64, o internacional moçambicano concluiu da melhor forma a uma assistência de Mateo Ortiz. A 15 minutos do final da partida, Clésio Baúque foi substituído quando a vitória já estava consumada.

O seleccionador nacional de basquetebol, Carlos Aik, diz que as características do adversário é que irão ditar a estratégia a usar na segunda fase do Campeonato Africano. Já as atletas garantem que o grupo de trabalho está motivado para a competição.

Com um espectador especial nas bancadas da BK Arena, o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, acompanhado pelo homólogo ruandês, Paul Kagame, Moçambique justificou o estatuto de um dos candidatos a atingir os lugares de pódio no “Afrobasket”.

Aliás, a vitória confortável sobre as guineenses garante o segundo lugar no grupo “B” da competição, posição que coloca como possíveis adversários nos “play-offs” de acesso aos quartos-de-final as selecções nacionais de Angola, Costa do Marfim ou Ruanda. O alinhamento dos jogos somente será conhecido com a conclusão da fase de grupos.

“Relativamente ao que aí vem, teremos de ver quem é que nos vai calhar. Em princípio, nós vamos ficar em segundo lugar no nosso grupo. Teremos mais um jogo que aquilo que era, inicialmente, a nossa pretensão, que passava por ficar em primeiro no grupo. Com o fim da fase de grupos, vamos começar a idealizar aquilo que é a nossa forma de jogar em função dos adversários que vamos ter pela frente.”

Se no primeiro jogo com os Camarões a selecção nacional acusou níveis de ansiedade, apresentou-se com baixo nível de concretização de lançamentos longos e cometeu muitos “turnovers”, no segundo já esteve melhor em alguns dados estatísticos. Isto, claro, tendo em conta a diferença em termos de qualidade entre os Camarões e a Guiné-Conacri.

“Basicamente, aquilo que mudou foi a nossa actuação. O que pode ter corrido mal, tivemos a capacidade de resolver hoje (sábado). É verdade que a equipa adversária também permitiu. É uma equipa relativamente acessível para nós, mas também tivemos de trabalhar para construir o resultado. Não entramos bem na sexta-feira, perdendo muitas bolas. Falhámos muitos lançamentos, mesmos lançamentos fáceis. Julgo ter sido a ânsia e o nervosismo de ser o primeiro jogo que fez com que a nossa actuação não fosse melhor”, analisou o seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino.

 

ATLETAS APONTAM PARA MELHORIAS NA EQUIPA

Na próxima fase, que arranca no dia 1 de Agosto, não há espaço para erros até porque será a eliminar. Ciente desta realidade, o grupo de trabalho projecta melhorias para se alcançar o objectivo traçado para esta competição.

“Eu acredito que mudamos o nosso “mind set”. Depois da derrota com os Camarões, percebemos que tínhamos de ajustar algumas coisas como a defesa e os movimentos ofensivos. Saíram naturalmente”, analisou Chanaya Pinto.

Sobre a etapa do “mata-mata”, onde qualquer erro pode ser fatal, a atleta diz que a receita passa por “manter a mesma postura que tivemos nos jogos 1 e 2”.

Olhando para os dois jogos então realizados pela selecção nacional de basquetebol sénior feminino, a extremo não tem dúvidas: Estamos a crescer jogo após jogo. E temos que perceber que todos que estão aqui podem chegar a final”.

Para Ingvild “Inga” Mucauro, extremo e uma das apostas de Carlos Aik no “cinco” inicial, “é sempre motivador, pois, depois da derrota precisávamos disso”.

Mucauro considera que o segredo esteve na capacidade da equipa em “acertar os erros cometidos” na estreia no “Afrobasket” 2023. “Os jogos estão a começar, temos de melhorar aquilo que são os nossos erros e defeitos que apresentámos no jogo com Camarões”, acrescentou Ingvild “Inga” Mucauro.

Destacou-se no jogo com Guiné-Conacri, arrancando 25 pontos e cinco ressaltos, mas não chama a si, nem tão pouco, o protagonismo na vitória que devolveu alguma tranquilidade à selecção nacional. Pelo contrário, Leia “Tanucha” Dongue destaca o colectivo. “Primeiro, [quero] deixar claro que o objectivo é sempre comum. Na sexta-feira, não conseguimos ganhar o jogo. Assumo as minhas responsabilidades e não vou transferir para ninguém. Independentemente de me ter destacado, o objectivo principal é sempre o grupo”.

Agora, há que começar a pensar na fase a eliminar do Campeonato Africano de basquetebol sénior feminino. “Independentemente dos adversários, o campeonato já provou que não tem favoritos. Vai ser duro. Podemos cruzar com a Costa do Marfim e, se assim for, vamos fazer de tudo para vencer”, prometeu. Os dois primeiros classificados do Campeonato Africano qualificam-se para o Torneio Pré-Olímpico, uma das etapas de acesso aos Jogos Olímpicos Paris 2024.

A selecção nacional de basquetebol sénior feminino venceu, este sábado, a Guiné Conacri por 99-40 em jogo da 2.ª jornada do grupo “B” do Campeonato Africano da categoria, prova que decorre em Kigali, no Ruanda.

Um parcial de onze zero com 5:42 minutos por se jogar no primeiro quarto deu, desde logo, claros indicativos da dimensão e ambição das duas selecções no “Afrobasket” 2023. Com mais soluções, a selecção nacional já esteve melhor no seu jogo interior, onde viu-se condicionado na estreia com Leia Dongue e Tamara Seda a serem menos influentes por força da estratégia de anulá-las adoptada pelo conjunto camaronês. Com um cinco formado por Sílvia Veloso-, a fazer o transporte da bola, Ingvild “Inga” Mucauro e Stefâniza “Papelão” Chiziane como extremos, e Leia “Tanucha” Dongue e Tamara Seda nas tabelas, a selecção nacional controlou todos os quartos do jogo com parciais de 25-7, 22-5, 35-15 e 17-13.

Na quadra da BK Arena, Moçambique, diferentemente de sexta-feira, fez a bola girar melhor e a coloca-la no interior e, depois, a sair para zona do tiro exterior.

A Guiné Conacri ainda conseguiu reagir com penetrações, sobretudo, pelo corredor central e sempre em situações em que o balanço e ajustes defensivos revelaram-se ineficazes.

Mas, pois claro, a selecção nacional de basquetebol evidencioumaior capacidade de finalização na área restritiva. E fugiu, sem nenhuma dificuldade, no marcador perante um adversário muito condicionado.

Ainda que o adversário fosse de menor dimensão, Moçambique melhorou bastante em termos de eficácia nos lançamentos exteriores, concretizando 8 em 24 tentados (34% de aproveitamento) contra a fraca média de 1 em 7 (14%) no duelo com os Camarões.

Leia Dongue foi a melhor cestinha do jogo com 25 pontos aos quais acrescentou cinco ressaltos em 22:01 minutos na quadra, tendo sido secundada por Ingvild “Inga” Mucauro e Chanaya Pinto com 13 pontos ambas.

No global, a equipa de Carlos Aik concretizou 37 em 69 lançamentos de campo (53.6%), 8 em 24 tiros exteriores (24%) e 17 em 30 na linha de lances livres (56.7%). Estes “targets” melhoraram quando comparados aos registados no duelo com Camarões, partida na qual concretizou 13 em 49 lançamentos de campo (26.5%) e 1 em 7 lançamentos na zona dos 3.75 metros (14%).

O combinado nacional teve o registo, este sábado, de domínio nas tabelas com 59 ressaltos dos quais 43 defensivos e 16 ofensivos, contra 29 no total da Guiné Conacri.  Em termos de perda de bola, a selecção nacional teve 18 contra 19 do jogo de estreia, para além de 34 assistências e 12 “steals”.

Moçambique marcou 11 pontos nas segundas bolas, enquanto a Guiné-Conacri concretizou 4. Outrossim, a selecção nacional teve melhor aproveitamento na em situações de pontos convertidos em perdas de bola com 35 contra apenas 4 da Guiné Conacri. Mais: Moçambique marcou 46 pontos na zona pintada contra 14 das guineenses. As jogadoras que saíram do banco, num jogo em que Carlos Aik fez a rotação da equipa, contribuíram com 37 pontos enquanto o adversário teve 18 neste aspecto.

Esta foi a primeira vitória da selecção nacional na fase de grupos do Campeonato Africano de Basquetebol sénior, depois da derrota sofrida na estreia diante dos Camarões, por 55-53.

Agora, o conjunto de Carlos Aik aguarda pelo desfecho na fase de grupos para conhecer o seu adversário no acesso aos quartos-de-final do “Afrobasket” 2023.

O Presidente da República, Filipe Nyusi, saudou a selecção nacional de basquetebol sénior feminino que participa no Campeonato Africano da categoria, em Kigali, Ruanda.

24 horas depois de ter participado na Cimeira Rússia-Africa, em São Petersburgo, o Presidente da República, Filipe Nyusi, deslocou-se à Kigali, Ruanda, onde interagiu com a delegação moçambicana ao “Afrobasket” 2023.

Acompanhado pelo seu homólogo do Ruanda, Paul Kagame, o Chefe de Estado ficou a conhecer as atletas, uma por uma, e os elementos da equipa técnica.

Filipe Nyusi transmitiu, na ocasião, uma mensagem da primeira-dama e encorajou as atletas a alcançarem um bom resultado no duelo com a Guiné-Conacri, realizado na tarde deste sábado na BK Arena.

“Eu estou a vir de São Petersburgo. São Petersburgo é lá na Rússia. Tivemos uma reunião. Vim aqui visitar o meu amigo- Paul Kagame- e nosso irmão de Moçambique. Então, venho assistir o jogo. Sei que ontem o jogo esteve muito à margem. A minha esposa transmite cumprimentos a vocês todos. Inclusive, trago uma encomenda que irei entregar ao Secretário de Estado”, disse Filipe Nyusi.

Numa mensagem curta, o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, desejou boa sorte à selecção nacional de basquetebol sénior feminino. “Vocês jogam hoje- sábado- e eu irei assistir a partida. Hoje, darei o meio apoio a cem porcento”, frisou Paul Kagame.

O encontro contou ainda com a presença do presidente da FIBA-Africa, Aníbal Aurélio Manave; directora do Fundo de Promoção Desportiva, Amélia Chavana, e o Secretário de Estado da Juventude e Emprego (SEJE), Oswaldo Petersburgo.

As campeãs africanas de boxe, Alcinda Panguana e Rady Gramane, começam a defesa do título conquistado no ano passado, em Maputo, defrontando as pugilistas de Marrocos e dos Camarões. O campeonato africano de boxe arranca esta sexta-feira, em Yaoundé, nos Camarões.

Os 10 pugilistas que vão representar o país no “Africano” da modalidade já conhecem os seus adversários. Moçambique vai, nesta prova, tentar defender o título conquistado no ano passado, em Maputo.

Alcinda Panguana e Rady Gramane, campeãs africanas em título, terão pela frente as pugilistas do Marrocos e Camarões. Trata-se de Lahmidi Saida e Lenou Balemaken. Já Yassine Nordine, também campeão africano, está isento da primeira eliminatória, ficando à espera do vencedor entre Wouang Marcial do Camarões e Joseph Kalema, do Uganda.

Armando Sigaúque vai defrontar o ugandês Khassim Murungi, enquanto Tiago Muchanga terá pela frente o também ugandês Muzamir Smudou. Bernardo Marime vai combater com o argelino Kramou Chemseddine

Helena Bagão e Benilde Macaringue vão combater diante das pugilistas Nyembo Muamba e Havyarimana, enquanto a Isabel Mulungo vai medir forças com uma ugandesa. O “Africano” começa esta sexta-feira, em Yaoundé, nos Camarões.

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