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O País – A verdade como notícia

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

Sunderland não desiste de Geny Catamo

O Sunderland não está perto de desistir de tentar contratar Geny Catamo ao Sporting, mas a verdade é que o preço pode ser um entrave

Simplesmente fantástica. É, em traços gerais, como se pode descrever a participação da selecção nacional de boxe no Campeonato Africano, prova cujo pano caiu caiu sábado em Yaounde, nos Camarões. Com dez pugilistas na competição, Moçambique fez brilharete ao conquistar um total de nove medalhas, sendo duas de ouro, igual número de prata e cinco de bronze.

Helena Bagão foi a única pugilista moçambicana que não conseguiu chegar aos lugares de pódio no certame. Inédito. Há, outrossim, a destacar o facto das pugilistas Rady Gramane e Alcinda Panguana terem revalidado o título de campeãs africanas de boxe nas respectivas categorias. Aliás, Panguana e Gramane voltaram a mostrar todo seu potencial e categorias.

Este foi um bom ensaio para os pugilistas moçambicanos que pretendem, de resto, atacar a fase de qualificação para os Jogos Olímpicos Paris 2024 com muita força. Apesar das dificuldades que a modalidade tem enfrentado, os pugilistas têm conseguido arrancar boas exibições em provas internacionais.

Na sua quarta aparição no Afrobasket – foi “rookie” em 2017, em Bamako, Mali , Tamara Seda voltou a ser dona e senhora das tabelas. Ou seja, a basquetebolista moçambicana foi considerada melhor ressaltadora do Afrobasket 2023 com 71 ressaltos no total, média de 11.8 por jogo. E, nada melhor que receber o troféu das mãos de uma  figura inspiradora como Clarisse “Manucha” Machanguana, única moçambicana que já evoluiu na WNBA.

Tamara Seda faz ainda parte do cinco ideal da prova. Há dois anos, Seda foi igualmente distinguida como “best rebounder” do Afrobasket com registo de 11.9 ressaltos por jogo (total de 57), tendo superado a camaronesa Amina Njokou com 9.7 ressaltos por jogo.

A Black Bulls qualificou-se aos quartos-de-final da Taça de Moçambique ZAP após derrotar o Clube de Gaza por 3-0, em partida disputada esta sexta-feira.

Duas equipas de campeonatos diferentes cruzaram-se em Tchumene a busca de um lugar na fase nacional da Taça de Moçambique ZAP. O Clube de Chibuto parecia ter vindo com a lição bem estudada, mas foi mesmo parecer…

É que o TPC não foi completo e as fragilidades começaram a aparecer.

Jesus não teve boa mira num lance e desperdiçou, mas Victor tratou de ensinar como se faz, aos 12 minutos e abriu o marcador.

Tudo era fácil para os touros e difícil para os gazenses, tal que Do Maria derrubou Kadre na área e permitiu a Victor bisar ainda na primeira parte.

A história do jogo não mudou na segunda-feira, embora o Clube de Gaza tenha melhorado. Mas as maiores oportunidades de golos sempre foram da Black Bulls, que demorou a aumentar o marcador.

Só mesmo perto do final é Kadre teve um momento de inspiração e fuzilou para o fundo das malhas de Dinza. 3-0 que acabou por ser pouco para aquilo que os touros fizeram no jogo.

A Black Bulls junta-se assim à Liga Desportiva de Maputo e Mini Mundo de Manica na fase nacional da Taça de Moçambique ZAP, edição 2023.

Após um interregno de uma semana, para dar lugar à realização da fase de qualificação da zona Sul para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, as emoções da “Taça Maputo Jogabets 100 Paus” regressam, este fim-de-semana, com a disputa de uma dupla jornada em seniores masculinos e femininos. Com efeito, esta sexta-feira, às 18h00, Águias Especiais medem forças com Universidade Pedagógica em seniores masculinos, numa partida agendada para o pavilhão do Maxaquene.

No mesmo recinto, às 19h30, Maxaquene “A” defronta o Costa do Sol sub-20, duelo em que os “tricolores”, comandados por Hermínio Changule, partem como principais favoritos a alcançar a vitória.

No pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, às 18h00, as equipas seniores femininas do Costa do Sol e Maxaquene travam argumentos.

Na baixa da Cidade, o Ferroviário “A”  joga com a Lazio em seniores femininos, no seu reduto. O jogo está agendado para as 18h00, sendo que às 19h30 haverá o duelo entre o Ferroviário “B” e Costa do Sol em seniores masculinos.

A Politécnica recebe, às 18h00, na sexta-feira, a estreante equipa das Águias Especiais em seniores femininos, enquanto a equipa masculina terá pela frente o Ferroviário “A”.

Já no sábado, Maxaquene “B” defronta a Universidade Pedagógica em seniores masculinos, numa partida aprazada para as 17h00. No pavilhão do Desportivo, às 15h00, a equipa da casa terá pela frente Costa do Sol em seniores femininos. Às 16h30, no mesmo pavilhão, será a vez do Desportivo e Costa do Sol sub-20 defrontarem-se em seniores masculinos.

O Costa do Sol “A” bate-se, no sábado, às 16h00, com as Águias Especiais em seniores masculinos, num duelo a realizar-se no pavilhão da Universidade Eduardo Mondlane, às 17h00. No campo do Ferroviário, a equipa “B” “locomotiva” terá pela frente a Lazio em seniores femininos. Por sua vez, e num jogo marcado para o mesmo palco, as equipas seniores masculinos “A” e “B” do Ferroviário defrontam-se às 18h30.  Finalmente, às 16h00, no pavilhão da A Politécnica, a equipa da casa mede forças com o Ferroviário “A”.

A Stv Notícias transmite, sexta-feira, às 14h00, o embate entre as formações da Black Bulls e Clube de Gaza, inserido nos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, fase zonal. Já no domingo, à mesma hora, os amantes de futebol poderão acompanhar, nesta plataforma, o jogo AD Vilankulo vs Ferroviário de Maputo.

A bola vai rolar, este fim-de-semana, em vários pontos do país. É a festa da Taça de volta, onde as emoções e, até surpresas, poderão marcar o desfecho de todos embates desta competição a realizarem-se entre sexta-feira e domingo. E os amantes do desporto rei poderão acompanhar alguns dos jogos da Taça de Moçambique ZAP na Stv Notícias. Esta sexta-feira, num jogo agendado para o Complexo Desportivo do Tchumene, na Matola, o actual líder do Moçambola 2023, Black Bulls, fez “sala” ao Clube de Gaza.   Os representantes de vão procurar, nesta partida, surpreender um conjunto que, a olhos vistos, tem de longe a melhor estrutura para seguir em frente na segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano.  Os visitantes têm a particularidade de já terem conquistado esta competição, sendo que o feito foi alcançado em 1992.

Já no domingo, noutra partida a ser transmitida na Stv Notícias, a Associação Desportiva de Vilankulo trava argumentos com o Ferroviário de Maputo, detentor do título. É um jogo a ser seguido com muita atenção, até porque coloca frente a frente dois conjuntos do primeiro escalão do futebol moçambicano. A verdade manda dizer que, ao nível do Moçambola-2023, o Ferroviário de Maputo tem alternado entre bons e maus jogos.  Na Taça de Moçambique, o Ferroviário de Maputo não só quer se manter na corrida à revalidação do título como também elevar a sua capacidade quando entramos para a contagem decrescente para a sua participação na Taça CAF, onde vai jogar com o Belle Lumiere das Comores na primeira eliminatória.

A Associação Desportiva de Vilankulo tem fortes ambições na competição, pelo que irá fazer de tudo para afastar o Ferroviário de Maputo. O conjunto comandado por Antero Cambaco pretende apresentar-se neste jogo com galhardia.   No sábado, no relvado sintético do Costa do Sol, a equipa da casa bate-se com o Desportivo da Matola, formação que milita no segundo escalão do futebol moçambicano. Surpreender o clube com mais títulos no certame é o grande objectivo dos matolenses. Para não ser surpreendido, Horácio Gonçalves, treinador do Costa do Sol, vai certamente montar uma equipa coesa e com níveis elevados de concentração e finalização no campo.

Destaque, na zona centro, para o jogo entre os Ferroviários de Moatize e da Beira. Depois de, na última segunda-feira, ter derrotado o seu homónimo de Lichinga, o Ferroviário da Beira parte para este encontro motivado e não pretende abrir espaço para que o seu adversário ganhe confiança e cause sensação, típico de jogos da Taça de Moçambique.

O jogo entre os Mambas e o Benim, referente à 6ª e última jornada do grupo L de qualificação para o CAN 2023, vai decorrer no dia 9 de Setembro. A Confederação Africana acedeu a uma solicitação feita pela Federação Moçambicana de Futebol para antecipar este encontro decisivo nas contas de qualificação para o CAN 2023.

Os Mambas vão jogar em Setembro, diante do Benim, uma cartada decisiva na sua caminhada rumo ao Campeonato Africano das Nações. A partida, de grande risco, já mexe com a estrutura da Federação Moçambicana de Futebol, que já está a aprimorar os aspectos organizacionais.

Neste sentido, o órgão reitor do futebol moçambicano, atendendo ao facto de esta partida poder fazer deslocar muito público ao Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), está neste momento a trabalhar para que todas as condições logísticas sejam criadas para que o embate decorra sem sobressaltos.

A Federação Moçambicana de Futebol pediu, em ofício dirigido à Confederação Africana de Futebol, para antecipar este encontro para o dia 9 de Setembro, pedido aceite pela CAF.

O combinado nacional poderá, em caso de vitória contra o Benim, garantir a qualificação para quinta presença no CAN.  “O jogo será no dia 9 de Setembro. Nós solicitamos à Confederação Africana de Futebol para que este jogo seja no dia 9 de Setembro, às 15h00. Estamos a falar de um sábado, dia em que há muitos jogos”, explicou Feizal Sidat, presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF).

Para dar mais opções ao seleccionador nacional, Chiquinho Conde, a Federação Moçambicana de Futebol está a liderar o processo de naturalização de jogadores. Neste momento, três atletas já tem o seu processo concluído, nomeadamente Arsénio Nunes, jogador de 33 anos de idade e que trocou o Arouca pela União Desportiva de Leiria, Ricardo Guima, de 27 anos de idade e jogador do Desportivo de Chaves, e Jonathan Muiomo, de 24 anos de idade e jogador do FC Carl Zeiss Jena, da Alemanha.

“Neste momento, temos já três naturalizados que são os jogadores que jogam no Arouca e no Chaves, nomeadamente o Arsénio e o Guimarães, que têm o processo terminado. Gostaríamos que todos nós, mas todos nós, estivéssemos envolvidos para o bem da nossa selecção. Afinal, no fim, quem ganha é o país”, frisou Feizal Sidat.

A última vez que os Mambas disputaram o CAN foi em 2010, em Angola, sendo que somaram por derrota os três jogos realizados no certame. Na estreia, os Mambas empataram com o Benim a duas bolas. Já na segunda jornada, a selecção nacional de futebol perdeu com a sua similar do Egipto, por 2-0. Na 3ª e última ronda, os Mambas foram goleados pela Nigéria por 3-0.

Associação Desportiva de Vilankulo e Ferroviário de Maputo protagonizam, domingo, às 14h00, no Estádio Municipal da Maxixe, o jogo de destaque dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique ZAP, fase zonal.  FC Baía de Pemba vs Ferroviário de Nampula é o outro duelo que envolve equipas que evoluem no Moçambola.

Dois emblemas do Moçambola jogam, domingo, na Maxixe, a continuidade na segunda maior prova do calendário futebolístico moçambicano. Detentor do troféu, o Ferroviário de Maputo parte para este duelo ciente das dificuldades que irá encontrar frente a um adversário com o qual perdeu por um a zero, em desafio inserido na 3.ª jornada do Moçambola 2023. Fora dos primeiros cinco lugares no Campeonato Nacional, mas ainda com possibilidades matemáticas de chegarem ao título, os “locomotivas” da capital pretendem fazer diferente na Taça de Moçambique ZAP para se manterem na corrida à revalidação do troféu.

Aliás, o conjunto de João Chissano vai, igualmente, procurar apresentar-se com consistência neste duelo, sobretudo no capítulo da finalização, onde há ainda melhorias a registar. Semifinalista da edição passada (perdeu com o Ferroviário da Beira, por 3-1), a Associação Desportiva de Vilankulo aponta para um percurso brilhante na prova.

Depois da pesada derrota sofrida no Songo, no passado sábado, por 4-1, em jogo da 12.ª jornada do Moçambola, os “hidrocarbonetos” recarregaram as baterias e querem regressar às vitórias.

E, este domingo, sobem ao relvado do Estádio Municipal da Maxixe focados em contrariar o Ferroviário de Maputo. Nos últimos confrontos entre as duas formações, houve registo de dez vitórias para o Ferroviário de Maputo, cinco para AD Vilankulo e quatro empates. Ainda no domingo, no outro extremo do país, ou seja, na zona Norte, teremos um confronto entre duas formações que evoluem no Moçambola. O FC Baía de Pemba, na zona de despromoção no Moçambola, bate-se com o Ferroviário de Nampula.

Na ronda anterior da Taça de Moçambique, o FC Baía de Pemba afastou o Ferroviário de Lichinga ao vencer por uma bola a zero. No confronto entre “baianos” e “axinenes”, esta temporada, no Moçambola, os primeiros levaram a melhor ao vencerem por um a zero. Por sua vez, o Ferroviário de Nampula deixou para trás o seu homónimo de Nacala.

Os oitavos-de-final começam, no entanto, a ser disputados esta sexta-feira, 4 de Agosto. No Complexo do Tchumene, a Associação Black Bulls mede forças com o Clube de Gaza, num jogo em que os “touros” são claramente favoritos a vencer. E motivação é o que não no seio da Associação Black Bulls que, na última ronda do Moçambola, derrotou o Costa do Sol por 3-1.

Mas, porque Taça de Moçambique é festa e reserve surpresas, o Clube de Gaza almeja ultrapassar o actual líder do Moçambola 2023. O Clube de Gaza inscreveu, em 1992, o seu nome na lista de vencedores da Taça de Moçambique após vencer o Maxaquene, por 2-1, resultado encontrado no prolongamento.

Já no sábado, o Costa do Sol, clube com mais títulos na prova e que no ano passado caiu aos pés do Ferroviário de Maputo na fase nacional, recebe no seu relvado sintético o Desportivo da Matola. A derrota frente a Black Bulls faz parte do passado, pelo que o conjunto orientado por Horácio Gonçalves está focado na Taça de Moçambique, competição na qual pretende voltar a erguer o troféu seis anos depois.

Em Moatize, província de Tete, teremos o duelo entre o Ferroviário local e o da Beira. À partida, o Ferroviario da Beira, segundo classificado do Moçambola-2023 com 25 pontos, portanto, menos dois que a Black Bulls, é favorito a transitar para a fase seguinte da competição.

Finalmente, o Matchedje de Mocuba, despromovido ano passado do Moçambola, recebe a União Desportiva de Songo, semifinalista da Taça de Moçambique no ano passado. Os “hidroelectricos” são favoritos nesta eliminatória, até pela estrutura que apresentam comparativamente ao seu adversário.

A 1 de Outubro de 2015, em Yaoundé, Moçambique e Nigéria protagonizaram um jogo de “loucos” nos quartos-de-final do “Afrobasket” com as nigerianas a vencerem por 71-66.

Naquela magnífica quanto decepcionante tarde, Odélia “Mafa” Mafanela, com um duplo-duplo (18 pontos e 11 ressaltos), e Deolinda Carmen Ngulela, com 16 pontos e quatro assistências, lideraram as “Samurais” num jogo disputado até ao limite.

Do outro “lado da barricada”, estava uma inspirada Joyce Eziaku Ekworomadu que contabilizou 20 pontos, quatro ressaltos e três assistências, conduzindo, desta forma, as “D’Tigers” para às meias-finais do certame.

Mas este não foi o único encontro entre as selecções nacionais de Moçambique e Nigéria. Em 2003, numa final dramática, no pavilhão do Maxaquene, as nigerianas venceram por 69-63. Os 21 pontos de Clarisse “Match” Machanguana foram insuficientes para levar Moçambique aos Jogos Olímpicos Atenas 2004.  Mfon Udoka brilhou com 28 pontos, ficou-nos o consolo de Deolinda Carmen Ngulela ter sido indicada jogadora mais valiosa (MVP).

Em 2011, novo encontro entre Moçambique e Nigéria nos quartos-de-final do “Afrobasket”, sendo que nesta prova as nigerianas voltaram a ser mais fortes, ao vencerem por 77-49, num duelo em que Sara Ogoke foi determinante com 17 pontos. Houve “vingança”, em 2013, no “Afrobasket” realizado em Maputo. O combinado nacional, então orientado por Nasir “Nelito” Salé, venceu a Nigéria, por 77-74. Clarisse Machanguana foi a melhor cestinha da partida com 17 pontos, tendo sido secundada por Leia “Tanucha” Dongue com 13.

No “Afrobasket” 2007, em Dakar, a Nigéria afastou Moçambique dos quartos-de-final com vitória por 69-61. Com 28 pontos, Carla da Silva foi a melhor cestinha da selecção nacional, enquanto Olayinka Sanni liderou a Nigéria com 21.

Cinco anos depois, as selecções nacionais de basquetebol de Moçambique e Nigéria voltam a cruzar-se nos quartos-de-final do “Afrobasket”. Esta terça-feira, e depois de incertezas quanto à disponibilidade de atletas para o jogo com a Costa do Marfim, devido à falta de pagamento de subsídios, Moçambique venceu (70-48) e joga acesso às “meias” com as campeãs em título.

Nota prévia: no manto da desorganização organizada a que está votado o basquetebol moçambicano, de uns anos a esta parte, o seleccionador nacional, Carlos Ibraimo Aik, lançou, no grupo da rede social WhatsApp, o grito de socorro poucas horas antes do duelo de acesso aos quartos-de-final diante da Costa do Marfim. Aik escreveu uma mensagem na qual pedia para que a imprensa presente em Kigali, Ruanda, palco do Afrobasket 2023, relatasse os factos sobre os reais problemas que a selecção nacional está a atravessar, pelo que informara que apenas tinha disponíveis seis atletas para o referido embate. Tal alerta, na verdade, estava relacionado com o ambiente de “cortar a faca” no seio da selecção nacional devido ao facto de, horas antes do jogo, as atletas não terem recebido os valores referentes aos subsídios prometidos antes da partida para o Ruanda. Na véspera do arranque da prova, o seleccionador nacional havia sido forçado, pasme-se, a tirar dinheiro do seu bolso para pagar água e uma taxa para o jogo amigável com o Senegal.

 

ENTRAR BEM E BLOQUEAR

Na majestosa BK Arena, e com o alarme a soar na pátria Amada, a selecção nacional de basquetebol sénior feminino teve, no início do primeiro quarto, um boa abordagem ofensiva, e, defensivamente, soube fazer os ajustes. Com maior clarividência na quadra, controlou o primeiro quarto com o parcial de 21-7.

Fiel ao seu “metier”, Carlos Aik apostou num cinco constituído por Sílvia “Nana” Veloso, Stefânia “Papelão” Chiziane, Ingvild “Inga” Mucauro, Leia “Tanucha” Dongue e Tamara Seda.

O segundo quarto foi de todo mau. A selecção nacional de basquetebol bloqueou. A Costa do Marfim ajustou, defensivamente, e fez um parcial de 12-0.

Com 5:56 minutos por se jogar no segundo quarto, Moçambique ainda não tinha pontuado. Não havia, e este continua a ser o aspecto por melhorar. Com os ajustes feitos, a selecção nacional melhorou já a sua pontuação e, com  4: 23 minutos por se jogar, nesta etapa, a marcha do marcador indicava 22-22.

Sílvia Amadeu Veloso fez um “lay-up” e Moçambique fugiu para cinco pontos, 27-22, num período de jogo em que as “Samurais” procuravam ter mais consistência na quadra. No final do terceiro quarto, a equipa de Carlos Aik perdeu pelo parcial de 16-19, mas foi ao intervalo com vantagem de onze pontos: 37-26.

No terceiro quarto, e com 05:09 minutos por se jogar, o conjunto de Carlos Aik fugiu no marcador para a maior vantagem no jogo de 15 pontos: 46-31. As atletas já estiveram melhor, sobretudo, no jogo interior. E, no derradeiro quarto, e com rotação da equipa, Moçambique fez a gestão do jogo e assegurou a qualificação para os quartos-de-final. Com um duplo-duplo, Leia “Tanucha” Dongue liderou o combinado nacional, tendo sido secundada por Tamara Seda, que também terminou a partida com “double double”: 10 pontos e 11 ressaltos. Em termos globais, a selecção nacional concretizou 26 em 64 lançamentos de campo (40.62%), 1 em 14 tiros exteriores (14%), 17 em 29 lançamentos livres (14%).

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