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O País – A verdade como notícia

A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) negociou com a sua contraparte do  Senegal para que a selecção feminina jogue, hoje, 25 de Setembro, naquele país a segunda “mão”  da primeira eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações da categoria, alegadamente para a proteger a relva do Estádio Nacional do Zimpeto. Tal irá acontecer num cenário em que as moçambicanas criaram muitas dificuldades às senegalesas na primeira mão, arrancado um empate a uma bola. 

É  mais um caso no futebol moçambicano que promete fazer correr muita tinta.  Numa altura em que futebol feminino tem registado bons resultados, destacando-se a boa campanha no Torneio COSAFA, ano passado, bem como a excelente prestação do Costa do Sol na fase de acesso à Liga dos Campeões ao nível da zona,  a  Federação  Moçambicana de Futebol  anunciou que  a selecção nacional  não vai  jogar  a segunda  mão da primeira eliminatória de acesso ao CAN  no  Estádio Nacional do Zimpeto, alegadamente prara salvaguardar o estado do piso do recinto. 

Ou seja, a  FMF negociou com a sua  contraparte  do Senegal para que a selecção feminina  jogue em Thiès uma partida decisiva, num cenário em que as moçambicanas arrancaram um empate precioso a uma bola  no duelo da primeira mão.

Em comunicado,  o órgão reitor do futebol moçambicano  justifica que a negociata está relacionada com o desgaste que a relva do Estádio Nacional do Zimpeto foi sujeita nos últimos dias, tendo acolhido cinco jogos dos quais quatro dos representantes nacionais nas Afrotaças  (União Desportiva do Songo fez três jogos, sendo dois com Green Mambas e outro com Petro de Luanda, e Ferroviário de Maputo bateu-se com Sagrada Esperança no mesmo palco).

“A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) comunica à Imprensa e aos demais interessados que chegou a acordo com a sua congénere do Senegal para a realização, em Dakar, do jogo da segunda “mão” da primeira eliminatória de qualificação para o Campeonato Africano de Marrocos-2024, na categoria de sénior femininos.Em princípio esse jogo deveria ter lugar em Maputo, mas a decisão foi tomada tendo em conta a necessidade de protecção do relvado do Estádio Nacional do Zimpeto, que se apresenta bastante desgastado devido a excessiva utilização, em curto espaço de tempo.Recentemente, o Estádio Nacional do Zimpeto acolheu cinco jogos internacionais, nomeadamente União Desportiva do Songo – Green Mambas de Eswatine; Green Mambas- União Desportiva do Songo; Moçambique – Benin; Ferroviário de Maputo – Sagrada Esperança de Angola e União Desportiva do Songo – Petro Atlético de Luanda”, lê-se na nota da FMF divulgada na sua página do “Facebbok”.

A FMF justifica, na nota, que “este volume de jogos, quase seguidos, provocou uma forte pressão sobre o piso do Estádio, o que levou os comissários da Confederação Africana de Futebol e árbitros dos três últimos desafios a reportarem nos respectivos relatórios a situação deplorável em que se encontra o relvado. Em face disso,  a CAF deverá aplicar multas à FMF, Clube Ferroviário de Maputo e União Desportiva do Songo, no valor de três mil dólares americanos cada.”. 

Segundo a “Casa do Futebol”, “preventivamente, para não correr riscos de ver interdita a realização, em Novembro próximo, do jogo Moçambique – Argélia da segunda jornada da fase de grupo de qualificação para o “Mundial” dos EUA/Canadá, a FMF decidiu negociar com a Federação Senegalesa de Futebol a disputa da segunda “mão” do apuramento feminino, entre as selecções dos dois países, em Dakar.”

A terminar, a FMF argumenta: “Esta medida visa evitar sacrificar ainda mais a relva do ENZ, permitindo, simultaneamente, a realização de trabalhos para a sua recuperação, uma vez que até ao dia 15 de Outubro deve estar em condições adequadas para receber o jogo Moçambique – Argélia, em Novembro, segundo recomendações da CAF. Infelizmente, Moçambique só tem um campo aprovado oficialmente pela CAF para acolher as suas competições de seniores.

Anualmente, a FMF recebe  da FIFA o valor monetário de USD 500 mil dólares para o desenvolvimento do futebol feminino. É neste sentido que, recentemente, este órgão lançou o projecto “League Development”. 

Curiosamente, a  fase de qualificação para o CAN é uma das etapas para a afirmação de qualquer selecção no panorama do futebol no continente. 

New Vision de Pemba e o Clube Desportivo Município da Beira qualificaram-se para a fase final da Liga Sasol de basquetebol após vencerem as “poules” de apuramento das  zonas norte e centro, respectivamente.  Agora (entre 28 a 30 de Setembro) é que serão elas na zona sul a disputarem o acesso à Liga Sasol em Inhambane. 

É o resultado da  supremacia da New Vision na quadra  assim como o trabalho de base para  o resgate da modalidade e melhoria do quadro competitivo que se tem  estado a fazer  em Pemba. 

Com a “veterana” Diarra Dessai como reforço, a New Vision de Pemba assegurou, domingo, a  presença na edição 2023 da  Liga Sasol de basquetebol sénior feminino com saldo de  três vitórias em igual número de jogos na fase de apuramento ao nível da zona norte.

Domingo, último dia de competição, a New Vision derrotou o  Mucopelinhas de Nacala (43-38), num duelo equilibrado.

Ao intervalo, no pavilhão da do Instituto Industrial e Comercial de Pemba, o marcador indicava 25-23, vantagem de três pontos para a equipa da casa. 

A marcha para Maputo (ndr: será palco da fase final da Liga Sasol)  começou com uma vitória expressiva diante do  ISDEIT de Lichinga, por 89-45.

Veio a segunda jornada, com ela…nova vitória. A New Vision foi superior a  União Juvenil de Napipine,  adversário o qual venceu (39-56) com o resultado de 32-13 ao intervalo. Estava, desta forma, escrita (mais) uma nova página do  basquetebol feminino em Pemba que tem registado um movimento de resgate da modalidade.

Na edição passada da Liga Sasol de basquetebol, a New Vision teve  um saldo de duas vitórias na prova, tendo derrotado Eagles de Maxixe ( 68-43) num duelo em que Helena Tiago foi melhor cestinha com 21 pontos,  e depois voltou a sair-se bem com um triunfo por  63-58  com Nelly Ambross a destacar-se com 23 pontos.

Quem também assegurou a presença na Liga Sasol de basquetebol feminino é o Clube Desportivo Município da Beira, formação que “despachou” o  Clube Liga de Chimoio no “play-off” da fase de apuramento para Liga Sasol (2-0) à melhor de três jogos. No jogo 1, a equipa da Beira aplicou “chapa 100” ao vencer por 119-38.   

No segundo embate, sábado, o  Clube  Desportivo Município da Beira fechou mesmo as contas da qualificação ao vencer  o seu adversário por 69-38.

Quinta classificada na Liga Sasol 2022, o Clube  Desportivo Município da Beira teve um registo de quatro vitórias e igual número de derrotas. Nas classificativas do 5.º ao 8.º lugares, bateu o Eagles da Maxixe por 104-51. 

Estão já qualificados para o certame o  Costa do Sol (campeão nacional), Ferroviário de Maputo, Ferroviário da Beira, Lázio de Maputo e A Politécnica,  New Vision e o Clube Desportivo Município da Beira. 

A oitava equipa será conhecida no desfecho da fase de apuramento da zona sul, que se disputa de 28 e 30 de Setembro, em Inhambane. A mesma irá movimentar quatro equipas, nomeadamente  Clube Traquejadas e Eagles da Maxixe, em representação de Inhambane, e Maxaquene e Desportivo de Maputo da capital do país. A fase final da Liga Sasol realiza-se de 29 de Outubro a 14 de Novembro na cidade de Maputo.

Moçambique está no pote 4 do sorteio do Campeonato Africano das Nações, CAN-2023, segundo uma nota divulgada pela Confederação Africana de Futebol. O sorteio está agendado para 12 de Outubro próximo. 

Estão definidos os potes das 24 selecções apuradas para a fase final do CAN da Costa do Marfim, em Janeiro e Fevereiro de 2024. São quatro potes de seis selecções cada que vão definir os grupos que vão disputar a 34ª edição da prova.

Moçambique está num grupo de selecções menos cotadas onde figuram outras duas dos PALOP´s, nomeadamente Angola e Guiné-Bissau, com Cabo Verde, outra selecção de língua portuguesa inserida no pote 3.

Aliás, este será um CAN histórico, uma vez que pela primeira vez conta com quatro selecções lusófonas. Apenas São Tomé e Príncipe ficou de fora. Há ainda a contar com a Guiné-Equatorial, recém-admitido a comunidade, que está no pote 3.

 

EIS A COMPOSIÇÃO DOS POTES PARA O SORTEIO DA FASE DE GRUPOS:

Pote 1: Costa do Marfim, Marrocos, Senegal, Tunísia, Argélia e Egipto;

Pote 2: Nigéria, Camarões, Mali, Burquina Faso, Ghana e República Democrática de Congo;

Pote 3: África do Sul, Cabo Verde, República da Guiné, Zâmbia, Guiné Equatorial e Mauritânia; 

Pote 4: Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, Namíbia, Gâmbia e Tanzânia.

A fase final do CAN-2023 terá lugar de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2024. Uma competição inicialmente prevista para Junho de 2023, mas adiada devido às condições climáticas na Costa do Marfim, com chuvas fortes e riscos elevados de inundações que colocariam em causa o normal desenrolar da competição.

O antigo capitão dos Mambas, Tico-Tico, diz que a qualificação dos Mambas ao CAN de futebol, 13 anos depois, é resultado da qualidade do futebol dos jogadores, principalmente os que actuam fora de portas. Tico-Tico diz, ainda, que há muito trabalho pela frente, para que a prestação neste CAN da Costa do Marfim seja diferente das outras participações.

Manuel Bucuane, ou simplesmente Tico-Tico, participou em três edições do Campeonato Africano das Nações, nomeadamente em 1996, 1998 e 2010. Conhece as dificuldades que a selecção enfrentou para chegar ao seu quinto CAN e, por isso, fala dos condimentos que foram preponderantes para este apuramento, 13 anos depois.

Mas há mais: se nas quatro edições anteriores os Mambas não tiveram resultados positivos, Tico-Tico diz que na Costa do Marfim há todas possibilidades de se reverter o cenário.

Ângelo Matinene é outro antigo jogador dos Mambas, que diz que as naturalizações recentes devem ser vistas como benéficas para a selecção nacional.

Os Mambas vão disputar o seu quinto CAN na Costa do Marfim, em Janeiro e Fevereiro de 2024.

É já na sexta-feira que o Pavilhão do Instituto Industrial e Comercial de Pemba irá testemunhar o arranque da fase de apuramento da zona norte para a edição 2023 da  Liga Sasol de basquetebol sénior femininos. Ao nível da zona centro, a fase de apuramento será decidida num “play-off” à melhor de três jogos entre as formações do Clube Liga de Chimoio e Clube Município da Beira.

Quatro equipas, três dias de competição e uma só vaga na Liga Sasol de basquetebol sénior feminino. Estes, de resto, são os dados para a  “poule” de apuramento da zona norte que se espera venha bastante renhida com as equipas a darem o seu melhor na quadra!  A abrir a ronda, hoje, às 17h00, Mucopelinhas de Nampula  trava argumentos com União Juvenil de Nampula.

Depois de, ano passado, ter sido despromovida da Liga Sasol de basquetebol feminino após ocupar a última posição com sete derrotas em igual número de jogos, Mucopelinhas de Nacala aposta todas as fixas para regressar à competição.

Na prova disputada em Maputo, esta formação esteve inserida, na fase regular, no mesmo grupo que o Ferroviário de Maputo , Ferroviário da Beira e Maxaquene.

Nas classificativas, perdeu com o o Município da Beira por 48-39, num duelo em que até deu muita luta.

Duas horas depois da partida de abertura ,  será a vez das formações de New Vision de Pemba e SDEIT de Lichinga medirem forças.

A segunda jornada está aprazada para sábado, no mesmo rectinto, com a seguinte grelha de jogos: União Juvenil de Nampula vs New Vision (17h00) e SDEIT de Lichinga vs Mucopelinhas de Nampula (19h00).

Já no domingo, último dia da competição, teremos os seguintes duelos: SDEIT de Lichinga vs União Juvenil de Nampula  e New Vision vs Mucopelinhas de Nampula.

Ao nível da zona centro, a fase de apuramento será decidida num “play-off” à melhor de três jogos entre as formaçoes do Clube Liga de Chimoio e Clube Município da Beira. O primeiro jogo está agendado para hoje, às 18h00, no pavilhão do Ferroviário da Beira, sendo que os restantes realizam-se entre sábado e domingo a mesma hora.

A zona sul, cuja fase de apuramento realiza-se entre os dias 28 e 30 de Setembro, em Inhambane, a prova vai movimentar quatro equipas, nomedamente  Clube Traquejadas,  Eagles da Maxixe, Maxaquene e Desportivo Maputo.

Tal como na zona norte, a fase de apuramento será disputada no sistema de todos contra todos numa única volta, sendo que o vencedor apura-se para a competição.

A Federação Moçambicana de Futebol  vai receber da CAF 32 milhões de meticais pelo apuramento dos Mambas para o Campeonato Africano das Nações, CAN-2023, competição a realizar-se entre Janeiro e Fevereiro do próximo ano na Costa do Marfim.

O regresso da selecção nacional de futebol a final flor do futebol africano, treze anos depois,  não só valoriza desportivamente o país.

Até porque,  de  acordo com os procidementos da Confederação Africana de  Futebol,  as  vinte e quatro federações das nações apuradas  para o CAN 2023 da Costa do Sol serão premiados monetariamente.

A CAF vai, neste sentido, dar o valor de 500 mil dolares, correspondentes a  32 milhões de meticais pelo feito alcancado no passado dia 9 de Setembro, no Estádio Nacional do Zimpeto.

Uma parte deste valor, não especificado, será  entregue antes mesmo do arraque do CAN para que as federações possam apoiar as respectivas selecções no processo de preparação para a prova, sendo que a outra esta prevista para ser entregue depois do certame.

O valor global pode chegar aos cinco milhões de dólares americanos, cerca de 320 milhões de meticais, em caso de conquista do CAN.

Enquanto isso, os Mambas estao no pote quatro do sorteio do CAN -2023 que reune o grupo de paises com ranking mais baixo, nomeadamente Guiné-Bissau, Namíbia , Angola , Gâmbia  e Tanzânia.  No pote 1, teremos as selecções nacionais do Marrocos, Senegal, Tunísia, Argélia,  Egipto e Nigéria. Já no pote 2 estão os Camarões, Mali,  Costa do Marfim, Burquina Fasso, Gana e República Democrática do Congo. No pote 3, esse, estão alinhados a África do Sul, Cabo Verde, Guiné, Zâmbia, Guiné-Equatorial e Mauritânia. O sorteio realiza-se no próximo dia 12 de Outubro, em Abidjan,  na Costa do Marfim.

A selecção nacional de futebol, Mambas, subiu quatro lugares no “ranking” da FIFA passando da 117.ª posição para 113.ª com 1179, 03 pontos, segundo a actualização feita esta quinta-feira pelo organismo que gere o desporto rei.

A vitória diante do Benin (3-2) e consequente qualificação para o Campeonato Africano das Nações, treze anos depois, foi determinante para o combinado nacional galgar terreno nesta tabela.

Entre os países africanos falantes de língua portuguesa, Cabo Verde continua a ser o mais bem posicionado, ocupando o 71° lugar. Mas foi a Guiné Bissau que protagonizou a maior subida, tendo galgando seis posições e agora está no 106° lugar com 1.1670, 7 pontos.

Angola encontra-se na 117ª posição com 1.1670, 7 pontos, enquanto São Tomé e Principe é 188° classificado com 893, 69.

Actual campeã mundial, Argentina, fortaleceu a sua posição no topo do “ranking” mundial da FIFA agora com 1.851, 41 pontos.

Os argentinos permanecem na liderança depois de terem vencido o Equador e Bolivia na fase de apuramento para o Mundial de 2026.

A França, que perdeu em jogo amistoso com a Alemanha, segue na segunda posição com 1.840, 76 pontos, seguida pelo Brasil com 1.837, 61.

Por sua vez, a Inglaterra está no quarto lugar com 1.792, 64 pontos. Bélgica (1.792, 64), Croácia (1.747, 83) e Holanda (1.743, 15) ocupam a quinta, sexta e sétima posições, respectivamente. A única alteração no “top” 10 foi a subida de Portugal para a nona posição em troca com a Itália.

As seis vitórias seguidas da selecção das quinas na fase de qualificação para o Euro 2024 valeram a Portugal subida de uma posição. Os portugueses são a sexta melhor selecção europeia, à frente de históricos como a Itália, Espanha e Alemanha, este ultimo que está na impensável 15ª posição.

O pavilhão do Ferroviário da Beira, uma das mais emblemáticas salas de visita para modalidades de salão, volta a acolher jogos da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal.  A infra-estrutura desportiva, afectada pelo Ciclone IDAI em Março de 2019, sofreu recentemente obras de melhoria no piso e no sistema de iluminação.

A passagem do ciclone Idai, em Março de 2019, deixou um rasto de destruição em várias infra-estruras, afectado, sobremaneira, o pavilhão do Ferroviário da Beira, recinto que anos antes havia beneficiado de uma profunda reabilitação e modernização.

O piso ficou seriamente danificado, a cobertura não escapou à força dos ventos e o sistema de iluminação deixou de funcionar em pleno.

Três anos depois, fez-se uma intervenção no piso que se apresentava escorregadio assim como melhorou-se o sistema de iluminação.  Estão de volta, desta forma, as grandes jornadas de basquetebol no sempre vibrante Chiveve.

“Fez-se aqui um trabalho, o piso está todo ele pintado e a iluminação foi reforçada. O Idai deixou marcas muito fortes aqui. O piso não era este, mas sim em madeira e tivemos que remover. Para fazermos algo tem que ser com tempo e precisão para que se mantenha por muitos e longos anos. Fizemos uma pintura em parceria com a Liga Moçambicana de Basquetebol, CFM  e os nossos parceiros. Está aqui um trabalho de excelência. A iluminação foi melhorada para transmissão televisiva”, começou por explicar Artur Faria, Director Desportivo do Ferroviário da Beira.

Serão seis equipas a desfilarem nesta prova, com destaque para os Ferroviário da Beira e de Maputo, duas equipas cuja rivalidade arrasta muitos amantes do basquetebol aos pavilhões. A jogar em casa, e perante os seus adeptos, o Ferroviário da Beira quer mostrar serviço. Serviço, esse, que passa por terminar em primeiro lugar nesta fase de apuramento e começar a marcha rumo à revalidação do titulo de campeão nacional.

“A equipa está a preparar a prova num bom ritmo. Temos um departamento de basquetebol extremamente forte. A equipa está bem comandada pelo ‘coach’ Luiz Hernandez. O Ferroviário da Beira parte para esta prova com o objectivo de vencer” , reforçou Artur Faria.

A fase de apuramento para a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal disputa-se de 17 a 22 de Outubro, sendo que a mesma irá  movimentar ainda o Maxaquene, Academia New Vision de Nampula, Academia New Vision de Pemba, Academia de Basquetebol de Sofala, e CD Expansão de Pemba.

Trata-se do Estrela Vermelha de Maputo (Cidade de Maputo), Liga Desportiva de Sofala (Sofala), Matchedje de Mocuba (Zambézia), Ferroviário de Pemba (Cabo Delgado) e Real de Cuamba (Niassa), que conquistaram as provas provinciais. Na Província de Maputo, Gaza, Inhambane e Manica, as decisões serão nos próximos dias, enquanto, em Tete e Nampula, ainda haverá a segunda fase provincial

O Estrela Vermelha de Maputo conquistou o Campeonato da Segunda Divisão ao nível da capital do país, de forma virtual, uma vez que a prova ainda vai disputar a última jornada este fim-de-semana.

Os “alaranjados” suplantaram a concorrência de outros candidatos e clubes históricos que se esperava que dessem alguma luta, mas acabaram por baquear na corrida, casos do Desportivo, Maxaquene, Liga Desportiva e outras.

Aliás, essas equipas ficaram aquém das expectativas dos amantes do futebol na capital do país, ao se posicionarem longe do top-3 da tabela classificativa, quando falta uma jornada por disputar.

É que, ao cabo de 29 jornadas, o Estrela Vermelha soma 60 pontos, tem um jogo ainda por disputar, contra 53 da Black Bulls B, que tem dois jogos ainda por disputar. Ou seja, mesmo que os “alaranjados” percam na última jornada diante da Académica, em sua casa, no jogo da coroação, não podem ser alcançados pelos “touros”, que podem fazer, no máximo, 59 pontos.

Na jornada passada, que ditou a conquista do título, o Estrela Vermelha goleou o Costa do Sol B por claros 4-0, enquanto os “touros” levavam de vencida o Matchedje B.

Na classificação, o Estrela é líder com 60 pontos, seguido pela Black Bulls B com 53 e pelo 1º de Maio, com 52 pontos. Liga Desportiva de Maputo, despromovido do Moçambola na época passada, está na quinta posição, com 49 pontos, atrás da Águias Especiais e acima do Maxaquene, sexto.
Também campeão virtual, mas em Sofala, está a Liga Desportiva local, que, ao cabo de 19 jornadas (falta uma para o fim da prova), tem mais quatro pontos que o mais directo perseguidor, o FC da Beira.

A Liga Desportiva de Sofala, que é uma das equipas do topo do futebol em Sofala, alcançou a proeza, sábado passado, após vitória diante do Matchedje da Beira, numa jornada em que o FC da Beira esteve de fora devido ao número ímpar de equipas que disputam a prova.

Se a situação da Liga Desportiva de Sofala está resolvida, quer em termos de conquista do título, quer pela sua qualificação à poule de apuramento ao Moçambola 2024, o mesmo não se pode dizer do FC da Beira, que ainda deve lutar pelo segundo lugar com o Têxtil de Púnguè. As duas equipas estão separadas por três pontos, o FC de Sofala visita o Sports Beira Center, enquanto o Têxtil terá pela frente a Liga Desportiva de Sofala.

Já na Zambézia, é o Matchedje de Mocuba que conquista o “provincial” com larga vantagem sobre os concorrentes. Há uma jornada do fim da prova, os “militares” mostraram interesse em regressar ao Moçambola, vencendo a fase provincial, agora com 38 pontos, mais oito que o directo perseguidor, a Só Protecção de Quelimane.

Aliás, a Só Protecção, que soma 30 pontos, vai discutir a segunda vaga da poule com a Associação Desportiva de Gurué e AD 3 de Fevereiro de Quelimane, ambas com 28 pontos, na última jornada, este domingo.

No Norte, concretamente em Cabo Delgado, o Ferroviário de Pemba venceu no confronto directo com o Desportivo de Pemba, domingo passado, por uma bola sem resposta e conquistou o “provincial”. É que as duas equipas estão separadas por seis pontos, a maior para os “locomotivas”, que, no confronto directo, tem vitória e empate sobre o seu concorrente, a duas jornadas do fim da prova.

Entretanto, o Real de Cuamba foi a primeira equipa a sagrar-se campeã provincial, em Niassa, numa prova que terminou há quase um mês. O Real de Cuamba terminou a prova com 24 pontos, seguido da UD Barreira de Mandimba, que vai a poule, ainda que tenha os mesmos pontos da UD de Mecanhelas.

 

ÁGUIAS ESPECIAIS E FERROVIÁRIO DISCUTEM TÍTULO DE GAZA

Na província de Gaza, o título disputa-se este sábado, quando as Águias Especiais de Xai-Xai, líder com 15 pontos, visitarem o Ferroviário de Gaza, segundo com menos um ponto, em partida da última jornada da prova.

Uma competição disputada por cinco equipas tem uma incógnita em relação ao vencedor devido à irregularidade das equipas. As Águias Especiais, por exemplo, até há duas jornadas atrás, era terceiro, mas aproveitou-se do deslize do Ferroviário para ascender à liderança, graças a duas vitórias consecutivas.

Esta é uma luta que se avizinha cerrada, tendo em conta a rivalidade entre as equipas e os objectivos traçados, com o Clube de Gaza ainda à espreita pela segunda vaga que dá acesso à poule de apuramento ao Moçambola 2024, caso vença a lanterna vermelha, Penitenciária de Mabalane, também no sábado, e Águias Especiais ou Ferroviário percam no jogo entre si.

Será, do resto, uma jornada de grandes emoções que fecha a fase provincial da segunda divisão do futebol moçambicano.

Em Inhambane, ainda há campeonato, com quatro equipas a disputarem  títulos. FC de Homoine (38 pontos), Temusa Costa do Sol da Massinga (36), Billa Shopping da Massinga (36) e União Desportiva de Zavala (35) são os clubes que lutam pelo título, quando faltam por disputar cinco jornadas.

Em Manica, quase o mesmo cenário de Inhambane. Com duas jornadas por disputar, Textáfrica do Chimoio, líder com 41 pontos, tem a concorrência de Mini Mundo de Inchope, segundo com 37 pontos. São as duas equipas que ainda podem conquistar o título provincial, a duas jornadas do fim.
Em Tete e Nampula, terminaram as séries, sendo que, agora, vai entrar para a segunda fase das respectivas provas.

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