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O País – A verdade como notícia

Ferroviário de Maputo conquistou, esta terça-feira, o título de campeão nacional de basquetebol sénior feminino, ao vencer o Costa do Sol (56-44) no jogo 2 do “play-off” da final da Liga Sasol 2023. As “locomotivas” fizeram o 2-0 na série a melhor de três jogos, depois de, no domingo, terem vencido por 56-47 no jogo 1. Odélia Mafanela foi determinante com um duplo-duplo: 15 pontos e igual número de ressaltos em 35:00 minutos na quadra.

O soar dos apitos, ao compasso da dança de ouro, ressalvavam a euforia de uma equipa que, no afã de recuperar a sua hegemonia no basquetebol nacional, passou por cima das limitações em termos de opções  no plantel  (sobretudo na zona pintada), para se colocar novamente no olimpo da modalidade. É mister dizer que, depois de fazer um 1-0 na série, o Ferroviário de Maputo entrou para a quadra do pavilhão do Maxaquene com o objectivo de resolver, desde logo, as contas do título e não ter de ir à decisão à negra num jogo que podia ser desgastante.

O Costa do Sol, esse, tinha de convocar todos os seus argumentos e fazer ou…morrer. Mas como alcançar o desiderato traçado?  Clarividência ofensiva, agressividade defensiva e maior discernimento nos momentos de maior pressão.
Nasir Salé e Leonel Manhique foram, de resto, fiéis aos cinco com os quais iniciaram o jogo. Senão vejamos:  o  Costa do Sol optou por Benezita Muchave como base, tendo ainda as extremos Ingvild “Inga” Mucauro, e Shelsea “Sheshe” Rafael, e as postes Deonilde “Nucha” Cuamba, no cinco inicial.

O  Ferroviário de Maputo, esse, lançou  Sívia “Naná” Veloso, para posição 1, e Stefânia “Papelão” Chiziane e Anabela Cossa como extremos, e Odélia “Mafa” e Mafanela  e Ornília Mulhui na zona pintada.

Com melhor rotação defensiva (defesa homem a homem),  privilegiando trocas defensivas e ajudas, o Ferroviário de Maputo entrou melhor para o jogo, conseguindo um parcial de 9-4 com cinco minutos por se jogar no primeiro quarto. Sem uma abordagem clarividente nos ataques, onde os postes não se revelavam com capacidade para criar os desequilíbrios e partir a defesa quando ajustasse, o “coach” do Costa do Sol, Leonel “Mabê” Manhique solicitou um desconto de tempo. Aliás, a equipa de “Mabê” sentia dificuldades em canalizar o jogo para o interior.

Feitos os ajustes, as campeãs nacionais já conseguiram condicionar o seu adversário e explorar transições rápidas, fechando o primeiro quarto a perder por 13-12.

No segundo quarto, e com Odélia Mafanela com duas faltas, havia que ter maior atenção para gestão de uma jogadora estóica, combativa e fundamental na área restritiva.  Do outro lado, neste caso Costa do Sol, havia que encontrar soluções para condicionar os ataques do Ferroviário de Maputo, forçando-o a uma crise de raciocínio.  Sem um jogo exterior funcional (Costa do Sol fechou a primeira parte com apenas um tiro exterior concretizado em dez tentados), a solução passou para 1×1, onde Ingvild “Inga” Mucauro” e Eleutéria “Formiga” Lhavanguane podiam desequilibrar. O Costa do Sol cometia, no entanto, muitos “turnovers” nos seus ataques (14 no final da primeira parte contra nove do Ferroviário de Maputo) a tardava em ser mais assertivo debaixo das tabelas, onde Carla e Vilma Covane (irmãs) falhavam cestos fáceis. O parcial de 13-9, no entanto, favorecia a um Costa do Sol que explorava melhor transições rápidas. Ainda assim, o Ferroviário de Maputo foi ao intervalo a vencer por seis pontos: 30-26.

Nesta etapa, o conjunto de Nasir “Nelito” Salé concretizou 11 em 29 lançamentos de campo (37,9%) contra 7 em 28 lançamentos do seu adversário  (25,8).

Nos tiros exteriores, os dois conjuntos não tiveram melhor aproveitamento, porquanto o Ferroviário de Maputo  teve um registo de  2 em 7 (28,9%), enquanto o Costa do Sol ficou-se por 1 em 10 (10%).
Na linha de lances livres, indicava a folha de jogo, o CFvM converteu 6/16 (37,5%).O Costa do Sol, esse, converteu 11 em 17 (64,7%).

Havia, no intervalo, que fazer melhor leitura dos “targets” e corrigir o que não estava muito bem. Mas o terceiro quarto começou mal para o Ferroviário de Maputo que viu a sua base principal, Sílvia “Naná” Veloso ser averbada duas faltas (ficando condicionada com quatro), situação que forçou Nasir Salé a trocá-la por Bruna Argelo. Ainda que limitado, o Ferroviário de Maputo soube fazer exploração de ataques em posição, e situações de 1×1 para fugir no resultado para 14 pontos  com 8:22 por se jogar no no terceiro quarto. As “canarinhas”, com dificuldades no transporte da bola (Benezita Muchave e Eleutéria Lhavanguane eram as senhoras indicadas para o efeito) tinham mesmo que ir buscar o resultado. Na zona pintada, Deonilde “Nucha” Cuamba e Carlva Covane não conseguiam “criar dor” de destacar-se. No final desta etapa, o marcador indicava 42-34, vantagem para o Ferroviário de Maputo.

Ciente de que, para forçar o jogo 2 era necessário ter maior esclarecimento ofensivo, explorando o interior e também transições, o Costa do Sol continuou a dar luta no último quarto. Nelito voltou a lançar Sílvia Veloso, mas foi Anabela Cossa com um tiro exterior que colocou ordem na quadra. Já com uma base de raiz na quadra, Amélia Massingue, o Costa do Sol procurou ser mais forte nos ataques em posição, mas os erros em termos de finalização  e perdas de bola penalizaram a equipa. Odélia Mafanela e Ornília Mulhui, com combinações, e Stefânia “Papelão” Chiziane a evidenciar-se no 1×1, foram determinantes para o CFvM controlar o jogo. Odélia Mafanela foi determinante com um duplo-duplo: 15 pontos e igual número de ressaltos em 35:00 minutos na quadra, tendo sido secundada por Ornília Mulhui com 14 e cinco ressaltos.
Estava, desta forma, resgatado o título. Ao nível individual, Sílvia Veloso foi nomeada MVP (jogadora mais valiosa), Odélia Mafanela melhor ressaltadora (79 ressaltos), Anabela Cossa melhor triplista  (20 tiros exteriores concretizados) e Iolanda Francisco, jogadora do Ferroviário da Beira, melhor marcadora (96 pontos). O Ferroviário de Maputo encaixou 600 mil Meticais com o título, enquanto o Costa do Sol ficou com 250. A Lázio, equipa sensação da competição, ficou em terceiro lugar  após vencer a A Politécnica no jogo 2 do “play-off” da final.

Os Mambas efectuaram, esta terça-feira, o último treino em solo pátrio antes da partida contra o Botswana, marcada para quinta-feira, referente ao Grupo “G” de qualificação para o Mundial 2026. Seis jogadores, com destaque para Mexer, estiveram ausentes do treino.

O combinado nacional trabalha focado na partida diante dos “tswanas”, em que a selecção nacional espera encarar com a mesma responsabilidade de sempre e com a disposição de vencer.

Sem contar com seis jogadores dos 23 convocados, o último treino esteve virado essencialmente para o ensaio técnico-táctico, assim como na recuperação dos atletas que se juntaram ao grupo na segunda-feira, no caso Guima, Bruno Langa e Stanley Ratifo.

O médico da selecção nacional, Raúl Cossa, garante que o estado clínico dos jogadores é estável, sendo que a única preocupação é Edmilson Dove, que veio lesionado do seu clube, após o jogo contra o Orlando Pirates, em que os “Amakhosi” perderam por 0-1.

Os Mambas viajam esta quarta-feira para o Botswana já com o grupo completo. Em solo “tswana”, a selecção nacional deverá efectuar um treino de reconhecimento do recinto que vai acolher o jogo.

Duas das melhores equipas do panorama do basquetebol feminino travam argumentos, no pavilhão do Maxaquene, num “play-off” da final a melhor de três jogos! É a luta acérrima entre pelo olimpo do basquetebol moçambicano, é a luta pela afirmação de duas colectividades que mais investimento fizeram na contratação de jogadoras nos últimos anos.

Mas é também um momento para o desfile de algumas das melhores intérpretes do basquetebol da actualidade, não fossem elas campeãs africanas de clubes e clientes assíduas da selecção nacional.

Do lado do Costa do Sol, campeão nacional, há, desde logo, a destacar Ingvild “Inga” Mucauro, actual MVP (Jogadora Mais Valiosa da Liga Sasol). É uma jogadora influente nesta formação, tendo, por exemplo, arrancado 21 pontos no jogo 1 do “play-off” da final. No seu percurso, leva três campeonatos africanos de clubes: extinta Liga Desportiva (2012) e Ferroviário de Maputo (2018 e 2019).  É também uma jogadora de selecção nacional, ou melhor, do cinco inicial.

O Costa do Sol conta ainda com Eleutéria “Formiga” Lhavanguane, extremo que ano passado fez parte do cinco ideal da Taça dos Clubes Campeões Africanos (agora com formato de Liga Africana de Basquetebol Feminino), prova realizada em Maputo. Em 2018, quando ainda representava o Ferroviário de Maputo, campeou na Taça dos Clubes Campeões Africanos, depois de uma vitória apertada sobre o Interclube, por 59-56.

Quem também tem experiência e troféus conquistados no campeonato africano de clubes é Amélia Massingue (Macamo antes de casar com Aurélio), ela que se sagrou campeã africana em 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto, ambas taças erguidas com a camisola do Ferroviário de Maputo. Conta com várias presenças no “Afrobasket’s”.

Leonel “Mabê” Manhique, “coach” do Costa do Sol, já conquistou a competição em 2018 ao serviço do Ferroviário de Maputo, para além de ter sido vice-campeão em 2016 (Maputo), 2017 (Luanda, Angola) e 2022 (Maputo).

Shelsia Rafael, extremo com potencial, fez parte da equipa do Costa do Sol que foi vice-campeã africana, ano passado, em Maputo. Constou do “doze” escolhido por Carlos Ibraimo Aik para o “Afrobasket” 2023, em Kigali, Ruanda.  Benezita Muchave e Sheila Chaguala contam com passagens pelas selecções de formação.

No Ferroviário de Maputo, claramente, há a elencar um naipe de jogadoras que também já experimentaram conquistar vários “africanos” de clubes. A começar, pois claro, pelas experimentadas Odélia Mafanela, jogadora que contabiliza cinco, sendo dois ao serviço do Desportivo (2007 e 2008), extinta Liga Desportiva (2012), Ferroviário de Maputo (2018 e 2019).

A extremo Anabela Cossa foi campeã africana em 2007 e 2008 (Desportivo de Maputo), 2012 (extinta Liga Desportiva) e 2018 (Ferroviário de Maputo). Em 2019, devido à lesão, falhou o “africano” realizado no Cairo.

São, de resto, duas jogadoras com vários “Afrobasket’s” disputados, destacando-se o segundo lugar em 2013, em Maputo, posição que valeu o apuramento para o Mundial da Turquia, em 2014.

Na nova geração de atletas, mas também com historial de selecção de formação e principal, está a base Sílvia “Nana” Veloso, uma das principais unidades do Ferroviário de Maputo. Veloso é, hoje por hoje, uma certeza na selecção principal e tem ainda uma passagem pelo basquetebol colegial dos EUA (Seward County Community College) e University of Cumberlands (Patriots).  Ficou, ano passado, em terceiro lugar na Taça dos Clubes Campeões Africanos.

Cecília Henriques foi campeã africana de clubes em 2018, em Maputo, para além de já ter ocupado a segunda e terceira posições na prova. É uma atleta que representou a selecção nacional, tendo sido vice-campeã em 2013. Rosa Cossa e Flávia Alcino já tiveram passagens pelas selecções de formação, tendo, igualmente, sido convocadas para a selecção principal.

E o que dizer de Nasir Salé, “coach” do CFvM? Foi campeão africano pelo Desportivo de Maputo (2007 e 2008) e extinta Liga Desportiva (2012). Nelito, instrutor da FIBA, já trabalhou fora do país. Ele foi responsável, entre vários títulos ao nível nacional, pela qualificação da selecção sénior feminino para o Campeonato do Mundo de 2014, na Turquia.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo defrontam-se, esta terça-feira, às 17h30, no pavilhão do Maxaquene, no jogo 2 do “play-off” da final da Liga Sasol de basquetebol feminino.

“Do or die”! Literalmente traduzido para português: fazer ou morrer. É, seguramente, esta expressão que o Costa do Sol vai “carregar” ao princípio da tarde-noite desta terça-feira para empatar a série do “play-off” da final da Liga Sasol (a melhor de três jogos, e com um já disputado) e forçar a decisão do título à negra.

Melhorar a sua abordagem ofensiva, onde esteve mal no jogo 1, particularmente, no transporte da bola, para além da finalização na zona pintada, é o trabalho de casa que Leonel “Mabê” Manhique leva para este duelo decisivo.

Aliás, o Costa do Sol, se efectivamente quiser continuar a sonhar com o terceiro título consecutivo, deverá apresentar-se no jogo desta terça-feira com maior consistência defensiva e clarividência nos ataques. Até porque, no jogo 1, as campeãs nacionais não só cometeram muitos “turnovers” (perdas de bola) como também não esteve assertivo nos tiros exteriores (concretizou 3 em 14 , um média de 21.4%) contra 6 em 13 do Ferroviário de Maputo.

Mas o maior problema, refira-se, é ter mais qualidade na armação do seu jogo. Em vantagem (1-0) no “play-off”, e a piscar o olho para recuperar o título, o Ferroviário de Maputo terá que entrar para a quadra com a mesma agressividade defensiva com que abordou o jogo 1.
Sílvia “Nana” Veloso foi uma das joias da coroa, não só a atacar como também a defender e a confundir as jogadoras da posição 1 do Costa do Sol. O Ferroviário de Maputo esteve, e há perspectiva de Nasir “Nelito” Salé de voltar a fazê-lo para se impor no jogo 2, equilibrado ao nível da rotação defensiva na defesa homem a homem.

Ademais, Nelito soube gerir as campeãs da cidade, no último quarto, quando a equipa estava condicionada com quatro faltas colectivas. E teve o mérito de, em algum momento de jogo, ter sabido jogar com um cinco aberto.

Uma leitura da folha de jogo da primeira partida do “play-off” da final indica que tanto o Costa do Sol quanto o Ferroviário de Maputo equivaleram-se no aproveitamento na linha de lances livres, com a primeira formação a converter 16 em 26 (61.5%) e a segunda 14 em 25 (56.0%).

MANTER A TRADIÇÃO?
Salvo as devidas diferenças de qualidade de plantéis, o Costa do Sol terá de lidar com uma realidade: nunca o Ferroviário de Maputo perdeu, nos últimos anos, uma final em que esteve em vantagem no play-offs.

Senão vejamos: em 2019, as “locomotivas” conquistaram o “nacional” ao vencerem as “canarinhas” por 2-0 no “play-off” da final com vitórias por 59-42 (jogo 1) e 60-40 (jogo 2).

O mesmo cenário foi registado em 2017, quando o Ferroviário de Maputo, então orientado por Leonel “Mabê” Manhique, derrotou o Costa do Sol (2-0) com triunfos apertadíssimos por 76-75 (jogo 1) e 54-53 (jogo 2).

Recuando para 2016, o Ferroviário de Maputo iniciou, igualmente, a disputa do “play-off” da final com vitória por 55-47 (jogo 1) e 60-49 (jogo 2).

LÁZIO PODE FECHAR AS CONTAS DO TERCEIRO LUGAR
Com a vitória domingo (69-43) sobre a A Politécnica, a Lázio poderá, esta terça-feira, confirmar o terceiro lugar na edição 2023 da Liga Sasol de basquetebol feminino. O conjunto de Cleton Chissico pretende, de resto, resolver as contas deste “play-off” com mais uma vitória. No entanto, a A Politécnica vai procurar apresentar-se com clarividência e forçar à decisão à negra na quarta-feira.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) abriu a primeira janela de venda de bilhetes online para os adeptos de futebol assistirem aos jogos do Campeonato Africano das Nações, CAN, que se realiza na Costa do Marfim em Janeiro e Fevereiro do próximo ano. Os bilhetes custam entre 511 a 1530 meticais, respectivamente

Uma nova forma de relacionamento com os adeptos foi agora criada pela Confederação Moçambicana de Futebol, com intuíto de estar mais próximo e permitir que haja maior adesão aos campos que vão acolher os jogos do Campeonato Africano das Nações, na Costa do Marfim.

A CAF começou a vender, a partir deste fim-de-semana, bilhetes atravês das suas plataformas digitais. Esta medida da CAF tem dois objectivos principais, nomeadamente de atrair adeptos de futebol em todo o continente e não só, para o principal evento do futebol africano, e também, garantir que os adeptos possam comprar os bilhetes com bastante antecedência para o torneio africano do próximo ano.

A Confederação Africana de Futebol deu a boa nova na passada quinta-feira, 9 de Novembro, atravês da sua página de internet, numa medida que arrancou no sábado passado com as vendas online, com a primeira fase aberta exclusivamente para titulares de cartões de pagamento VISA.

Entretanto, a partir desta segunda-feira a CAF vai estender as vendas na mesma plataforma, para o restante público, que assim poderá ter acesso aos bilhetes para assistirem aos jogos das suas selecções e de outras do seu interesse.

Para já, e nesta primeira fase de venda de bilhetes online, estarão disponíveis apenas 25 por cento dos bilhetes para a fase de grupos para permitir que os adeptos garantam os seus lugares para a 34ª edição do CAN.

Assim, abre-se, com esta novidade da CAF, a oportunidade para os moçambicanos melhor se prepararem para acompanhar e apoiar os Mambas na sua quinta participação na fase final do Campeonato Africano das Nações, depois do Egipto-86, África do Sul-96, Burquina Faso-98 e Angola-2010.

Entretanto, para os bilhetes que estarão disponíveis na pagina de internet da CAF os preços variam de 511, 20 MT para a categoria três, 1.022, 40 MT para a categoria dois, e 1,533.60 MT para a fase um.

Recorde-se que Moçambique qualificou-se para o CAN 2023, que terá lugar de 13 de Janeiro a 11 de Fevereiro de 2024, nas cidades costa marfinenses de Abidjan, Bouake , Korhogo, San Pedro e Yamoussoukro, após terminar na segunda posição do Grupo L, atrás do Senegal, e a frente do Benin e Ruanda.

Na fase final do CAN, os Mambas estão integrados no Grupo B, juntamente com Egipto, Gana e Cabo Verde.

A nova direcção da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, ABCM, será conhecida no dia 5 de Dezembro, quando se realizar a assembleia-geral desta agremiação, cujo ponto principal de agenda é a eleição de novos órgãos sociais.

Estas eleições serão o culminar de seis meses de liderança interina por parte da Comissão de Gestão da ABCM, indicada em Abril passado depois da destituíção pelos clubes da capital do país do elenco que deu continuidade ao mandato de Rui Hélder Guilaze, antigo presidente que perdeu a vida em Maio de 2021.

Para já, não há indicação oficial de figuras que poderão concorrer ao cargo de presidente da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, agremiação que mais clubes e atletas movimenta em Moçambique.

O que é certo é que a Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, dando continuidade aos seus antecessores, conseguiu dinamizar a modalidade na capital, organizando regularmente provas.

O primeiro passo foi em Maio, quando promoveu “Doze horas de basquetebol”, uma maratona de jogos em todos os escalões. Depois, levou a cabo com sucesso o Torneio de Abertura, competição muito bem disputada.

A Taça Maputo Jogabets 100 Paus foi das provas melhor organizadas pela Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo, destacando-se o facto dos vencedores, em ambos, terem recebido o valor monetário de 70 mil Meticais. Ao segundo classificado, coube a quantia de 30 mil Meticais. A organização reservou ainda prémios individuais ao MVP (Most Valuable Player – Melhor Jogador), Melhor Ressaltador, Melhor Defesa, Melhor Triplista e Melhor Treinador, sendo que, para cada categoria, está destinado o valor de 10 mil Meticais.

O Campeonato da Cidade teve mais jogos, pese embora o facto de ter terminado sem a disputa dos “play-offs” das meias-finais e finais em seniores masculinos e femininos.

O jogo 1 dos “play-offs” da final entre o Costa do Sol e Ferroviário de Maputo está agendado para domingo, às 18h00, no pavilhão do Maxaquene. Já na terça-feira, no mesmo recinto, os dois conjuntos batem-se às 17h30.

Costa do Sol e Ferroviário de Maputo reeditam, a partir de domingo, a final da Liga Feminina de Basquetebol Sasol. Trata-se de um jogo entre as duas melhores equipas do panorama do basquetebol feminino, tanto mais que contribuem com o maior número de atletas para a selecção nacional.

Depois de terem feito o 2-0 nos “play-offs” das meias-finais – a melhor de três jogos – diante da A Politécnica e Lázio, respectivamente, Costa do Sol e o Ferroviário de Maputo procuram fechar em grande a temporada, conquistando, desta forma, o mais ambicionado troféu.

Esta temporada, os dois conjuntos travaram despiques interessantes, dividindo, diga-se, os louros entre si. O Ferroviário de Maputo derrotou o Costa do Sol na final da Taça Maputo Jogabets 100 Paus, tendo, depois, vencido o mesmo conjunto por 21 pontos no Campeonato da Cidade.

Mas, no Torneio de Abertura, o Costa do Sol levou a melhor sobre o seu adversário, bem como na segunda volta do Campeonato da Cidade.
Ano passado, o Costa do Sol conquistou o título depois de vencer o Ferroviário de Maputo, por 2-0 no “play-off” da final, a melhor de três jogos, com vitórias por  62-51 e  52-63.

A  Sasol patrocina o campeonato através de um memorando de entendimento assinado com a Liga Moçambicana de Basquetebol (LMB), para as temporadas 2021, 2022 e 2023.

O acordo prevê ainda a alocação de 24% do orçamento para o desenvolvimento do basquetebol em Inhambane, através de apoio institucional à Associação Provincial de Basquetebol, ajuda na realização de competições provinciais e promoção de competições locais em Govuro, Inhassoro e Vilankulo, distritos que acolhem as operações da Sasol.

Ferroviário da Beira termina em quinto lugar

O Ferroviário da Beira terminou na quinta posição  na edição 2023 da Liga Feminina de Basquetebol Sasol. Para o efeito, as “locomotivas” do Chiveve derrotaram, esta quinta-feira, o Clube Desportivo Município da Beira, por 64-46, no jogo 2 dos “play-offs” das classificativas do 5º e 6º lugares da prova.

Neste duelo, realizado no pavilhão do Maxaquene,  o Ferroviário da Beira liderou todos os quartos do jogo com os parciais de 15-13, 12-11,  24-13 e 13-9.

Destaque, em termos individuais, para Fátima Vilankulos, que contabilizou 19 pontos e sete ressaltos em 26:24 minutos na quadra, tendo sido secundada por Elizethe Mondlane com 14.

Com dez pontos, Nolcita João foi a melhor cestinha do Clube Desportivo Município da Beira.
No jogo 1, na quarta-feira, o Clube Desportivo Município da Beira perdera por uma diferença de dez pontos: 61-51.

A lista de Namoto Chipande diz que houve manobras dilatórias para inviabilizar a sua candidatura à presidência da Federação Moçambicana de Futebol. Entende ainda que lhe foi vedada a possibilidade de concorrer em pé de igualdade com o actual presidente da FMF, Feizal Sidat

As eleições na Federação Moçambicana de Futebol continuam na ordem do dia, mesmo depois da tomada de posse do elenco ora vencedor, esta quinta-feira.

A lista de candidatura de Namoto Chipande ainda não se conforma com o que aconteceu no antes e durante as eleições e continua a reivindicar. Esta quinta-feira, a lista da Namoto Chipande chamou a imprensa para explicar o que esteve por detrás do abandono nas eleições.

O representante da lista, Edson Ussaca, explicou que Namoto Chipande não concorreu em pé de igualdade com o actual presidente da FMF, Feizal Sidat. “Foi, desde o primeiro minuto, nossa vontade participar no pleito eleitoral, mas foi-nos vedada a possibilidade de concorrer em pé de igualdade com o actual presidente da Federação Moçambicana de Futebol, porque este processo decorreu dentro de um autêntico secretismo”, referiu Ussaca.

Aliás, a lista de Chipande diz que este secretismo foi muito devido ao momento que se vivia no país, onde a questão das eleições autárquicas estava a ser badalada e “porque todo o mundo estava ligado ao processo eleitoral, tendo em conta que muitos temos filiações partidárias, aproveitaram disso para nos deixar para trás”, acrescentou Ussaca.

O mandatário da lista diz ainda que o processo esteve enfermo de vícios. “Tentámos submeter aquilo que era a nossa candidatura e, logo a priori, optámos por irmos pedir o adiamento das eleições. Começámos por submeter o nosso requerimento de candidatura que foi várias vezes devolvido numa manobra dilatória para que não tivéssemos tempo sequer de dialogar com o nosso eleitorado”, disse.

Eleitorado, para a lista, são as associações  e os clubes, que consideram serem os “principais beneficiários e donos deste processo”.
Diante dessa situação, a lista de Chipande teve de accionar outros mecanismos de modo a salvaguardar os seus direitos, uma vez que, para eles, “fomos a um pleito ou a um suposto pleito arrastados pelo presidente da mesa da Assembleia Geral”.

Afinal, houve troca de correspondência entre a lista de candidatura e o Secretário  Geral da FMF, mas “quando nos apercebemos que se tratava de uma manobra dilatória com vista a bloquear a nossa candidatura, acabámos recorrendo à FIFA e fizemos uma exposição. A FIFA fez uma vídeo-conferência com os responsáveis da Federação Moçambicana de Futebol, uma semana antes das eleições, a recomendar que fosse desbloqueado todo o processo que impedia a candidatura de Namoto Chipande”, explicou.

Lamentam que o processo tenha sido gerido de forma tendenciosa e, por isso, assumem: “o senhor Namoto Chipande e a sua equipa teriam retirado a sua candidatura, porque não estavam reunidas as condições para que fóssemos ao pleito eleitoral da Federação Moçambicana de Futebol”.
A lista de Chipande garante que vai continuar a lutar junto das instâncias superiores do futebol, tendo em conta a exposição das suas inquietações.

O empresário e antigo presidente do Textáfrica de Chimoio, Quinito Jr., é candidato assumido na corrida à presidência da Liga Moçambicana de Futebol (LMF). O jovem dirigente tem, na sua carteira de promessas, um Moçambola com 14 equipas e um prémio de cinco milhões de Meticais para o vencedor da prova.

Com o segundo mandato de Ananias Couana no fim, procura-se pelo seu sucessor na Liga Moçambicana de Futebol. Há novos actores na órbita.
Quinito Jr. tomou a dianteira na corrida ao escrutínio que vai eleger o novo homem forte do organismo responsável pela organização do Moçambola.

O jovem empresário já começou a vender as suas ideias. Uma das linhas de força do seu manifesto tem a ver com a necessidade de se retornar ao modelo de um Moçambola com 14 equipas, contrariamente ao que foi usado na recém-terminada temporada, em que a maior prova futebolística nacional foi disputada por 12 clubes.

É que, na opinião de Quinito Jr., isso poderá conferir maior competitividade à prova, tendo em conta que as equipas terão mais jogos. Quinito Jr. pretende, ainda, caso seja eleito presidente da LMF, reactivar a Taça da Liga, prova que só teve uma edição, precisamente no consulado de Alberto Simango Jr.

Essa prova, segundo Jr., reveste-se de capital importância para o futebol moçambicano, na medida em que, mais do que conferir mais traquejo aos jogadores, poderá dar outra dimensão ao desporto moçambicano, mormente na região, em que muitos países não têm apenas uma competição.
Mais do que isso, assegura Quinito, a selecção nacional vai ter maiores benefícios, pois os jogadores a serem convocados, no caso os que actuam internamente, vão ter muitos jogos nos pés e, acima de tudo, muita maturidade competitiva.

Consta, ainda, no seu rol de promessas a necessidade de se incrementar o valor do prémio do vencedor da prova, dos actuais 600 mil Meticais para cinco milhões de Meticais. Com um prémio aliciante, na óptica do candidato, o Moçambola poderá ser uma prova atractiva e o nível de competitividade vai ser interessante.

Além de Quinito Jr., o actual secretário-geral da Liga Moçambicana de Futebol, Augusto Pombuane, é apontado como um dos candidatos na corrida à presidência deste organismo.

Conhecedor da casa, uma vez que já assumiu várias funções no organismo desde o mandato de Alberto Simango Jr., Pombuane representa a continuidade.

Augusto Pombuane tem sido um dos rostos mais visíveis do actual elenco da LMF liderado por Ananias Couana, que já não se pode candidatar por força dos estatutos que permitem dois mandatos consecutivos.

A assembleia-geral da Liga Moçambicana de Futebol que vai culminar com a eleição de novos corpos gerentes está marcada para Dezembro próximo, faltando apenas a confirmação da data.

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